Rafael Motta
Do UOL, em Santos
A Secretaria de Educação de Santos (72 km de São Paulo) controlará eletronicamente a presença dos alunos em sala de aula a partir do próximo ano. Um sistema biométrico, de identificação por meio de impressões digitais e um cadastro com foto, está sendo testado em quatro colégios municipais desde sexta-feira (18) e eliminará a tradicional lista de chamada em sala de aula.
Segundo a secretária, Jossélia Fontoura, a biometria ajudará a diminuir a quantidade de faltas e as "fugas" de estudantes entre uma aula e outra – o índice de ausências não foi informado. Também espera-se que o sistema ajude a controlar a quantidade de comida preparada nas refeições servidas aos alunos, reduzindo desperdícios. A rede municipal tem 22 mil matriculados no ensino fundamental.
Os pais serão avisados automaticamente da ausência de alunos por SMS (mensagens de texto) enviados a seus telefones celulares. "Isso também favorece os professores, que ganharão tempo por não ter de controlar a frequência dos alunos em lista de chamada nem em diário de classe", afirma Jossélia.
A conferência biométrica ocorrerá de forma diferente em cada fase do fundamental. Para alunos do 1º ao 5º ano, um computador conectado a um aparelho coletor de impressões digitais ficará na entrada de cada escola. Do 6º ao 9º ano, os aparelhos estarão instalados nas classes. "Como há vários professores, a verificação [de presença] será feita antes de cada aula".
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http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/10/22/escolas-municipais-de-santos-controlarao-presenca-de-alunos-por-biometria.htm
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Audiência na Câmara de Deputados debate criação de Exame Nacional de Avaliação do Magistério
A Comissão de Educação promove audiência pública nesta quinta-feira (24), às 9h30, para discutir o Projeto de Lei 6.114/09, que institui o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica (Enameb).
A audiência foi pedida pela deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), relatora do projeto, já aprovada pelo Senado. O exame proposto avaliará o desempenho dos profissionais de educação básica em escolas públicas e privadas, em cooperação com os sistemas de ensino dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Participantes
Foram convidados para a audiência:
Participantes
Foram convidados para a audiência:
- o ministro de Estado da Educação, Aloizio Mercadante;
- o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa;
- o secretário de Educação de Florianópolis e representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Rodolfo Joaquim Pinto da Luz;
- a secretária de Educação de Mato Grosso e representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Rosa Neide Sandes de Almeida; e
- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão.
O debate está marcado para o Plenário 10.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/455111-AUDIENCIA-DEBATE-CRIACAO-DE-EXAME-PARA-PROFESSORES-DA-EDUCACAO-BASICA.html
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Câmara aprova criação de órgão para avaliar ensino superior
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na quarta-feira (16), o Projeto de Lei 4372/12, do Executivo, que cria uma autarquia específica para avaliar e supervisionar a educação superior no Brasil.
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| Deputado Alex Canziani |
Conforme a proposta, o futuro Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes) será vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e assumirá uma tarefa que hoje é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Pelos argumentos do governo, a criação do Insaes deve-se à necessidade de reestruturar o MEC para que sejam cumpridas metas de ampliação do acesso ao ensino superior e da qualidade das faculdades.
Atividade estratégica
O relator na Comissão de Trabalho, deputado Alex Canziani (PTB-PR), recomendou a aprovação da proposta. “A população encontra-se mais atenta às atividades de natureza estratégica, como o ensino. Nessa conjuntura, é de indiscutível valia um instrumento de controle, na medida em que são oferecidos, ao Poder Público, mecanismos para prevenir ou remediar o descontrole gerencial em instituições de nível superior”, observou Canziani.
O relator na Comissão de Trabalho, deputado Alex Canziani (PTB-PR), recomendou a aprovação da proposta. “A população encontra-se mais atenta às atividades de natureza estratégica, como o ensino. Nessa conjuntura, é de indiscutível valia um instrumento de controle, na medida em que são oferecidos, ao Poder Público, mecanismos para prevenir ou remediar o descontrole gerencial em instituições de nível superior”, observou Canziani.
Alterações
A proposta foi aprovada com as emendas acatadas anteriormente pela Comissão de Educação. As alterações buscaram reduzir a intervenção estatal sobre instituições de ensino privadas, além de minimizar os valores dos tributos que o projeto prevê para viabilizar o Insaes.
A proposta foi aprovada com as emendas acatadas anteriormente pela Comissão de Educação. As alterações buscaram reduzir a intervenção estatal sobre instituições de ensino privadas, além de minimizar os valores dos tributos que o projeto prevê para viabilizar o Insaes.
Na Comissão de Trabalho, o projeto recebeu mais duas emendas elaboradas por Canziani. Novamente, as modificações se voltaram para o valor e a cobrança dos tributos. “É necessário diminuir o encargo e a abrangência de sua base de cálculo”, argumentou o relator.
Taxa de Supervisão
Uma das emendas da Comissão de Trabalho estabelece que as matrículas relacionadas a alunos beneficiários do Programa Universidade para todos (Prouni) não serão computadas no cálculo da Taxa de Supervisão da Educação Superior cobrada das instituições de ensino.
Uma das emendas da Comissão de Trabalho estabelece que as matrículas relacionadas a alunos beneficiários do Programa Universidade para todos (Prouni) não serão computadas no cálculo da Taxa de Supervisão da Educação Superior cobrada das instituições de ensino.
A outra emenda determina que a taxa de supervisão, nos três primeiros anos após a constituição do Insaes, terá valor fixo de R$ 3, no caso de instituições de ensino com número de matrículas igual ou inferior a 5 mil alunos, e R$ 4 para aquelas com mais de 5 mil estudantes.
Esta emenda, na verdade, é o detalhamento de um artigo acrescentado pela Comissão de Educação ao projeto. Segundo esse artigo, nos três primeiros anos após a constituição do Insaes, a taxa será recolhida anualmente até o quinto dia útil de abril de cada ano. O projeto original prevê a cobrança de uma taxa semestral variando entre R$ 5 e R$ 7 conforme o número de vagas autorizadas da instituição, e não o número de alunos.
“Após intensas negociações com autoridades do Poder Executivo, a relatoria conseguiu
convencê-las da necessidade de reduzir o valor da Taxa de Supervisão durante os três primeiros anos subsequentes à sua implementação”, ressaltou Alex Canziani.
convencê-las da necessidade de reduzir o valor da Taxa de Supervisão durante os três primeiros anos subsequentes à sua implementação”, ressaltou Alex Canziani.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/455131-TRABALHO-APROVA-CRIACAO-DE-ORGAO-PARA-AVALIAR-ENSINO-SUPERIOR.html
Professores municipais de Várzea Grande entram em greve
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| Professores em greve protestam em Várzea Grande. (Foto: Luiz Gonzaga Neto/TVCA) |
Do G1 MT
Alunos da rede municipal de ensino de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, não terão aula a partir dessa terça-feira (22). O servidores do ensino municipal declararam greve por tempo indeterminado, pois de acordo com Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Várzea Grande (Sintep-VG), a prefeitura não teria cumprido os acordos assinados nas paralisações anteriores. Segundo o Sintep, a rede municipal tem cerca de 23 mil alunos, 1.100 professores e 600 funcionários, divididos em 74 escolas. O número de adesão de grevistas e alunos afetados ainda deve ser divulgado.
As duas reivindicações da categoria são a aprovação do Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCS) com a atualização do piso salarial em 2013 e a revisão do enquadramento da Lei 3.505/2010 de cargos e salários de 2010. Os profissionais fazem protestos em Várzea Grande.
A assessoria do Sintep-VG ainda informou que uma comissão foi criada para discutir a criação de um rascunho de projeto de lei com uma proposta em relação ao PCCS. O sindicato afirma que esse rascunho já foi criado pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc-VG), mas não foi apresentado à categoria para avaliação final.
A classe reivindica um calendário com as datas de envio desse rascunho à Câmara de Vereadores, sua aprovação e sanção. O secretário municipal de educação, Jonas da Silva, informou que as cobranças dos servidores já estão sendo atendidas. Dos 13 ítens apresentados em fevereiro, 11 teriam sido cumpridos, faltando apenas o reenquadramento e o PCCS, que também já foram encaminhados ao gabinete do prefeito de Várzea Grande.
A decisão da paralisação foi tomada durante assembleia geral da categoria, na escola Licínio Monteiro, na última quarta-feira (16). A assessoria do sindicato informou que piso salarial aplicado hoje ainda equivale ao ano de 2012. Cobram também a realização de um estudo imediato acerca dos valores retroativos à 2010 de cada servidor. E alegam que mais de mil profissionais não estariam enquadrados em um plano de cargos e salários. Atualmente, um professor recebe salário inicial de R$ 860 e os funcionários o equivalente a um salário mínimo, R$ 678.
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/10/professores-municipais-de-varzea-grande-mt-entram-em-greve.html
Em discussão: A educação infantil frente aos desafios da atualidade
A Frente Parlamentar Mista da Educação vai realizar mais uma palestra para discutir os desafios do Brasil na educação para os próximos anos. O presidente do movimento, deputado Alex Canziani (PTB-PR), convidou para proferir a palestra a professora Emilia Cipriano.
Doutora em Educação pela PUC/SP, mestre em Psicologia da Educação, também pela PUC/SP e professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Emilia Cipriano ainda coordena o Instituto Aprender a Ser – Pesquisa e Formação na Área Educacional; é pesquisadora na área da infância e autora de livros e artigos educacionais.
A professora vai falar sobre: “A educação infantil frente aos desafios da atualidade”. O evento será na quarta-feira (23), às 9 horas, no Plenário 10, com transmissão ao vivo pela TV Câmara.
Da Redaçao - RCA
CONAE já conta com mais de 4,3 mil propostas inscritas
O Tocantins foi o primeiro estado a cadastrar no sistema de relatoria desenvolvido pelo Ministério da Educação todas as propostas aprovadas em conferência estadual para integrar o Documento Base da Conferência Nacional de Educação 2014 (Conae). Os tocantinenses inseriram 178 propostas para o desenvolvimento da qualidade da educação no Brasil.
Outras 14 unidades da federação já iniciaram o processo de cadastramento, totalizando mais de 4,3 mil propostas inscritas. Além de Tocantins, o sistema de relatoria recebeu informações do Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
De acordo com o coordenador da comissão especial de monitoramento e sistematização do Fórum Nacional de Educação, Arlindo Queiroz, a estimativa é superar 10 mil propostas. “A grande quantidade de propostas registradas reflete a qualidade do debate e a ampliação do processo de participação nas conferências estaduais”, disse.
Na última conferência nacional, realizada em 2010, foram registradas cerca de 5 mil propostas.
A Conae será realizada de 17 a 21 de fevereiro de 2014, em Brasília. Serão elaboradas propostas para auxiliar o Distrito Federal, estados e municípios a implementar o Plano Nacional de Educação (PNE). A conferência terá como base para os debates o documento-referência O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação – Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração.
Assessoria de Comunicação Social
Brasil passa a fazer parte do conselho diretor do Pisa
O Brasil é o primeiro país não membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a integrar o conselho diretor do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A assinatura da associação aconteceu em cerimônia nesta segunda-feira, 21, em Brasília, com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.
Aplicado pela primeira vez em 2000, o Pisa é uma avaliação que compreende provas escritas de leitura, matemática e ciências, e uma parcela dos estudantes responde também a testes eletrônicos de leitura e resolução de problemas matemáticos. No período de 2000 a 2009, o Brasil aparece entre as três nações que mais evoluíram no Pisa, segundo boletim da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) divulgado em 2010.
A associação ao programa permite que o Brasil participe das reuniões e dos trabalhos do conselho, que determina as prioridades políticas do Pisa e acompanha a implementação de cada edição do programa. O Pisa tem como objetivo ajudar os países a verificar como seus sistemas de ensino se comparam globalmente em padrões de qualidade, equidade e eficiência.
Segundo Gurría, o Brasil demonstra um compromisso com a melhoria do sistema educacional e na universalização da educação básica. “O Brasil vem usando os resultados do Pisa para ajudar a orientar reformas destinadas a melhorar as escolas do país, com resultados excelentes até agora”, destacou Gurría. “Educação de alta qualidade ainda é o melhor motor para progresso social”, concluiu.
De acordo com o ministro Mercadante, o investimento brasileiro em educação é superior à média dos demais países que participam da avaliação internacional. “O Brasil é o país em que o estado faz o maior esforço, destinando 18,12% do orçamento para a educação, enquanto a média dos países da OCDE é de 12,3%”, afirmou.
O Brasil participou da mais recente avaliação Pisa da OCDE, que teve matemática como foco. Os resultados iniciais serão divulgados no dia 3 de dezembro.
Diego Rocha
Ouça exposição do ministro Mercadante sobre o Brasil no Pisa
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19182:brasil-passa-a-fazer-parte-do-conselho-diretor-do-pisa-&catid=211&Itemid=86
Livro relata 13 experiências educativas inovadoras
Danilo Mekari
Nove países, cinco continentes, 13 instituições de ensino inovadoras e quatro pesquisadores. Esse é o ponto de partida do livro “Volta ao mundo em 13 escolas”, projeto que percorreu diversas localidades em busca de iniciativas de aprendizagem “que inspirem pais inquietos, jovens curiosos e educadores empreendedores”, segundo um dos autores, o engenheiro Eduardo Shimahara.
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| Sala de aula de bambu no Green School (Indonésia) |
A obra foi lançada ontem (17/10) em evento no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo, onde Shimahara, André Gravatá, Camila Piza e Carla Mayumi realizaram uma roda de conversa e contaram as experiências educativas que encontraram mundo afora. Eles visitaram nove escolas em países como Estados Unidos, Índia, Suécia, Grã-Bretanha, Indonésia, Espanha, Argentina e África do Sul, além de quatro instituições de ensino brasileiras: Politéia, Amorim Lima e Cieja Campo Limpo, em São Paulo, e o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento), de Minas Gerais.
“O mundo que temos hoje é um retrato da nossa educação. Uma educação dividida em caixinhas resulta em uma sociedade também dividida”, afirma o jornalista Gravatá, ao analisar a situação atual da educação brasileira. “Procuramos entender cada lugar visitado por vários ângulos, enfim, de uma maneira transversal”, declarou Piva, que é formada em psicologia.
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para fazer Download do livro clique abaixo
Ao ser financiado por meio de uma plataforma de crowdfunding, o livro “Volta ao mundo em 13 escolas” arrecadou R$ 56 mil através do Catarse e obteve parceria com a Fundação Telefonica para ser impresso.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
'O Enem deveria avaliar o ensino médio do País, mas se tornou um vestibular'
Por iG São Paulo - Ocimara Balmant
Para Luiz de Freitas, especialista em avaliação da Unicamp, exame também causa um estreitamento no currículo
Há 15 anos, nascia o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, com um objetivo específico: avaliar o aluno do ensino médio brasileiro. A partir dos resultados encontrados, a proposta era que fossem desenhados novos parâmetros de aprendizado e introduzidas novas políticas públicas com vistas a fazer da escola um local que causasse mais interesse no adolescente.
O tempo passou, e vieram à tona duas situações antagônicas. Por um lado, o exame cresceu, ganhou notoriedade e coloca-se cada vez mais como um vestibular nacional. Neste ano, por exemplo, todas as 59 universidades federais usarão o Enem em seu processo seletivo.

Professor da Unicamp diz que Enem se descaracterizou no decorrer dos anos
Por outro lado, no entanto, não se vê melhoria no ensino médio. O índice de evasão continua acima de 10% (porcentual três vezes maior do que o observado no ensino fundamental) e o rendimento dos alunos nas avaliações nacionais segue fraco. Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que a qualidade do médio havia piorado no Distrito Federal e em mais oito Estados.
Será que o Enem tem falhado em seu objetivo ou mudou de foco? O iG fez esta e outras quatro questões sobre o exame para o professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas.
iG: O Enem cresce em abrangência, mas os problemas do ensino médio persistem. Como o senhor vê essa aparente incoerência? Luiz Carlos de Freitas: A questão é que avaliar é diferente de selecionar. Esta confusão é prejudicial para um Exame que se propõe avaliar o ensino médio. Os exames têm de ser usados para aquilo que foram concebidos. O Enem é um exame de larga escala e deveria ser uma fonte de informações para que se avaliassem as políticas públicas do ensino médio no Brasil, mas se tornou um instrumento de seleção.
iG: O Enem cresce em abrangência, mas os problemas do ensino médio persistem. Como o senhor vê essa aparente incoerência? Luiz Carlos de Freitas: A questão é que avaliar é diferente de selecionar. Esta confusão é prejudicial para um Exame que se propõe avaliar o ensino médio. Os exames têm de ser usados para aquilo que foram concebidos. O Enem é um exame de larga escala e deveria ser uma fonte de informações para que se avaliassem as políticas públicas do ensino médio no Brasil, mas se tornou um instrumento de seleção.
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Ciências Humanas focam nos mestrados profissionais em rede nacional para qualificar professores
Tendo como inspiração o Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) – primeiro curso de formação continuada stricto sensu no formato semipresencial aprovado pela Capes em 2010 – as áreas que compõem a grande área Ciências Humanas estão engajadas na criação de cursos semelhantes, que atendam ao objetivo de qualificar os professores das redes públicas de ensino fundamental e médio em todo o Brasil.
Para Carlos Fico da Silva Junior, coordenador da área de História, que recentemente teve aprovada a proposta de criação de curso de mestrado profissional em rede nacional, falou sobre a importância da recomendação. "Nós já tínhamos há muitos anos essa vontade de, a partir do sistema de pós-graduação, de algum modo, atuar também na qualificação dos nossos alunos que saem da graduação e vão lecionar na educação básica. Montamos esse projeto com o apoio de diversas universidades do Brasil inteiro. Ele vai ser implementado brevemente e a gente está muito esperançoso de que isso interfira positivamente na formação continuada dos professores de história", ressalta.
O professor Fico disse ainda que a maioria dos alunos dos cursos de graduação em história vão trabalhar justamente na área de ensino e, até recentemente, não tinham oportunidade de uma formação continuada e o ProfHistória vai atuar exatamente nesse sentido.
ProfGeo
João Lima Santanna Neto, coordenador da área de Geografia (Foto: Guilherme Feijó - CCS/Capes) |
Já o professor João Lima Santanna Neto, coordenador da área de Geografia, conta que nesse triênio houve longa discussão a respeito dos mestrados profissionais e também do mestrado em rede, o chamado ProfGeo. "Estamos iniciando as conversas com vários profissionais de ensino de geografia nas universidades e logo que a gente voltar às atividades no ano que vem, a partir de fevereiro, nós já vamos começar a organizar esse cronograma, fazendo uma primeira reunião em Brasília, para criar esse primeiro programa de mestrado profissional em rede", conta. Neto reconhece que a maior parte dos profissionais formados na graduação vai para o magistério e que, desta forma, o ProfGeo virá no sentido de ajudar na melhoria da formação profissional dos professores de ensino básico do país.
Leia mais sobre ProFilo e Educação:
Audiência debate dificuldades de alunos com dislexia e deficit de atenção
A Comissão de Educação discute as dificuldades de aprendizado das pessoas com dislexia e Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade.
| Deputada Mara, autora do debate |
O debate foi proposto pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que foi relatora do Projeto de Lei 7081/10, que obriga o Poder Público a manter programa de acompanhamento integral para aqueles estudantes. O texto já foi aprovado pela Comissão de Educação e agora aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação.
A parlamentar quer manter o debate sobre o assunto “pois estratégias de identificação precoce, prevenção e intervenção têm sido desenhadas a partir desse conhecimento”.
Mara Gabrilli reconhece que as dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, mas lembra que o avanço no conhecimento dos transtornos tem melhorado a compreensão geral, orientando estratégias mais específicas e eficazes de intervenção.
Foram convidados para discutir o assunto:
- o professor neuropediatra da Faculdade de Medicina do ABC Rubens Wajsztejn; e
- a pedagoga do grupo de pais de São Paulo do Instituto ABCD Cintia Helena Alves Piro.
Mara Gabrilli reconhece que as dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, mas lembra que o avanço no conhecimento dos transtornos tem melhorado a compreensão geral, orientando estratégias mais específicas e eficazes de intervenção.
Foram convidados para discutir o assunto:
- o professor neuropediatra da Faculdade de Medicina do ABC Rubens Wajsztejn; e
- a pedagoga do grupo de pais de São Paulo do Instituto ABCD Cintia Helena Alves Piro.
A audiência será realizada no Plenário 10, a partir das 14h30.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/454983-AUDIENCIA-DEBATE-DIFICULDADES-DE-ALUNOS-COM-DISLEXIA-E-DEFICIT-DE-ATENCAO.html
Alfabetização: Ouvir os alunos permite criar ambiente que favorece ensino
“O que vamos fazer hoje?” Assim a professora Flaviana Lopes Moreira começa a aula com as crianças de 6 e 7 anos de idade que fazem o primeiro ano do ensino fundamental na Escola Municipal Madalena Mendes Nessralla, em Formosa, Goiás. A resposta das crianças é buscar os jogos com figuras, letras e números que estão no armário da sala. Mas a correria maior é na hora de sentar no Cantinho da Leitura, na parte da frente da sala de aula, junto à mesa da professora.
Com essa forma de ouvir os estudantes, Flaviana criou e construiu com eles um ambiente de comunicação na sala e de cuidado com o material escolar. O cantinho é um lugar colorido, no qual as 29 crianças sentam com os livros e os objetos de brincadeiras e estudos. Para traduzir o que essa motivação representa, a professora mostra um fantoche e desenhos criados por eles para contar histórias que leram. “Na sala, eles têm autonomia, sugerem, perguntam, questionam. Eles têm muito interesse”, diz.
Na avaliação da educadora, que é pedagoga e trabalha há três anos com alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, a turma tem bom desempenho. No grupo, três crianças leem para si e para os colegas. Outras 15 usam os jogos para identificar sons, cores e letras. Uma criança tem pouca interação com a turma e as demais estão em diversos estágios de aprendizado.
Formação — Flaviana Moreira diz que o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa chegou para dar o norte aos educadores, para evitar exageros no desenvolvimento de algumas habilidades e falhas em outras. Ela destaca que o curso de formação mostra aos professores o que deve ser ensinado em cada fase da alfabetização e como preparar os alunos para a etapa seguinte. “Sabemos que a alfabetização é um começo”, salienta.
No convívio com os colegas de curso, Flaviana observa e troca experiências, testa e aprende como aplicar jogos em sala de aula, como conduzir atividades de leitura e interpretação de texto. “A orientadora nos faz refletir sobre a prática pedagógica, e isso é muito rico na alfabetização”. Em Formosa, a formação para os professores das turmas do primeiro ano ocorre a cada 15 dias, no turno da noite, sob a supervisão de professores da Universidade Federal de Goiás (UFG), parceira do Ministério da Educação no pacto.
Desafios — Com pouco apoio de alguns pais, a professora Alyne George de Souza, que leciona em turma do terceiro ano do ensino fundamental da mesma escola, relata os desafios na alfabetização de 34 crianças. Ela explica que um grupo de oito estudantes não faz as tarefas em casa por falta de apoio da família e não consegue acompanhar as atividades na aula. “Pais muito ausentes dificultam o desempenho escolar dos filhos”, avalia. Com experiência de cinco anos na alfabetização de crianças, Alyne sugere que a única possibilidade de conseguir melhorar a leitura dessas oito crianças, ainda neste semestre, é com reforço escolar, acompanhamento diário, apoio individual. Ela lembra que em 2012 fez um trabalho de reforço com estudantes de outra turma e obteve bons resultados.
Os 34 estudantes têm na sala de aula todo o material enviado para as turmas da alfabetização na idade certa — livros didáticos e paradidáticos, dicionários e jogos — e o Cantinho da Leitura, com títulos para o terceiro ano. As obras foram enviadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Sobre o curso de formação, Alyne diz que a troca de experiências com colegas é rica e que ajuda na prática em sala de aula. A turma de professores do terceiro ano faz a formação no turno da noite, das 19 às 23 horas, a cada 15 dias. Alyne fez licenciatura curta em ciência e, depois, o curso normal superior e o de pedagogia.
Ideb — A Escola Municipal Madalena Mendes Nessralla aparece com índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) acima da média nacional. Em 2009, alcançou 4,7 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental (média nacional de 4,4). Em 2011, chegou a 5,3 pontos (média nacional de 4,7).
Ionice Lorenzoni
Leia também:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19175
Governo de SP antecipa "férias" de meio do ano para coincidir com Copa
FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO
Tradicionalmente marcado para o início do mês de julho, o período de recesso começará em 12 de junho e terminará em 11 de julho.
Cerca de 4,3 milhões de estudantes de São Paulo estão na rede rede estadual.
De acordo com a Secretaria da Educação, a ideia é que a presença dos alunos às aulas não sofra interferência dos jogos.
A medida também pode ajudar na mobilidade na capital paulista, onde estão previstas seis partidas.
O calendário deverá balizar as redes municipais e particular do Estado.
Lei federal chegou a exigir que todas as escolas marcassem as férias de meio de ano para o período da Copa, mas o Ministério da Educação publicou regra que deixa a decisão a cargo dos colégios.
A Secretaria Estadual da Educação definiu ainda que o início das aulas será em 27 de janeiro -tradicionalmente é em 1º de fevereiro.
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