sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Como trabalhar a autoestima em sala de aula

Leo Fraiman

Leo Fraiman



É importante ajudar os alunos a perceberem que, ao gostarem de si mesmos, sentem-se mais seguros e confiantes para tomar decisões e planejar seu futuro profissional.
Em 2009, 5% de todas as cirurgias plásticas do país foram feitas por pessoas com menos de 20 anos. O dado foi um dos resultados de uma pesquisa do IBGE divulgada em 2012. As crianças e jovens em nossa sociedade lidam cada vez mais cedo com temas relacionados à autoimagem e à aceitação pessoal, alguns fatores que influenciam diretamente na autoestima.
Autoestima tem origem no autoconceito – a imagem e a percepção que temos de nós mesmos – e está associada tanto a aspectos da personalidade como a influências ambientais. Ter uma autoestima elevada transmite confiança e gera motivação e empenho para o alcance de objetivos. Por outro lado, ter a autoestima rebaixada pode acarretar em situações de risco e desmotivação para os estudos.
Assim, o modo que uma pessoa trata a si mesma reflete em todas as suas relações e serve como modelo para tratar as pessoas com quem convive. Isso precisa ser transmitido para nossos educandos desde cedo, afinal, é a partir desse conceito pessoal que nos posicionamos em todas as áreas da vida e ele pode influenciar desde nossas escolhas profissionais até nossas ambições e sonhos.
Quando a autoestima de um aluno está baixa e sofrendo com críticas, em casa ou na escola, por exemplo, ele pode pensar que "não merece" sucesso profissional, que "não é digno" de ter e seguir seus sonhos, entre outros pensamentos sabotadores que o educador deve ajudar a combater. Caso eles tenham uma autoestima frágil, podem desanimar facilmente diante de tudo o que é demorado, difícil ou desafiador. Nesse processo, é fundamental conviver com professores e outros adultos que sejam referências saudáveis.
Muitas posturas podem ser evitadas, como o menosprezo, a ironia, as críticas vazias, o negativismo e a mesmice. A sala de aula deve ser um ambiente confortável e estimulante, que motive a autoestima dos alunos mostrando sua importância para o coletivo. Estimular essa construção sadia da própria imagem trará benefícios duradouros a todos.
Um estudo feito com adolescentes obesos no Canadá em 2012 mostrou que, mesmo quando não leva à perda de peso, a atividade física pode melhorar a autoestima, as habilidades sociais e até o desempenho escolar dos jovens. Já em Nova Iorque, a campanha "I"m a Girl", realizada pela prefeitura junto à idealizadora Samantha Levine, em 2013, promovia a construção de uma autoestima saudável com foco em meninas pré-adolescentes entre 7 e 12 anos. O objetivo da campanha era evitar que elas desenvolvessem, no futuro, problemas como alcoolismo, depressão, uso de drogas e remédios para emagrecer, além de transtornos alimentares.
Uma pessoa com boa autoestima geralmente tem mais facilidade para se relacionar, é mais produtiva, aprende melhor, tem uma vida mais saudável, pois se cuida e se considera, percebe-se digna de amor, respeito, sucesso, e faz o que for preciso para obter isso da e na vida, favorecendo a capacidade de adaptação ao meio e ao bem-estar emocional e permitindo uma recuperação mais rápida diante de situações adversas. Como educadores, precisamos refletir: como anda nossa autoestima? O que estamos fazendo pela autoestima de nossos alunos? Só assim poderemos transformar um ambiente escolar desfavorável em um cenário de respeito, tolerância, aceitação e valorização das diferenças.

LEO FRAIMAN

Leo Fraiman é psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro "Como Ensinar Bem", pela Editora OPEE, além de outros títulos publicados nas áreas de Orientação Profissional, Familiar e de Educação. Site: leofraiman.com.br
http://educacao.uol.com.br/colunas/leo-fraiman/2014/09/11/como-trabalhar-a-autoestima-em-sala-de-aula.htm

PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL: Inscrição de experiências tem prazo prorrogado até dia 22


A oitava edição do Prêmio Professores do Brasil ampliou para o dia 22 próximo o prazo das inscrições. Podem concorrer professores da educação básica pública, comunitária, filantrópica e confessional que desenvolveram projetos pedagógicos em suas escolas desde o ano passado até maio último. Até terça-feira, 9, tinham feito a inscrição 3,9 mil educadores, das cinco regiões do país.
Este ano, o prêmio será entregue em São Paulo, em dezembro. Desde a primeira edição, em 2005, a solenidade de premiação era realizada em Brasília.
Conforme o regulamento da oitava edição, os educadores podem apresentar experiências nas categorias temas livres (educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio) e temas específicos (educação integral, ciências para os anos iniciais do ensino fundamental, alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo).
Do conjunto de projetos apresentados, serão selecionados 40, oito por região. Cada educador pode concorrer com uma experiência. O docente selecionado, independentemente da categoria, receberá R$ 6 mil, troféu e certificado. Os primeiros colocados nas quatro subcategorias de temas livres e nas quatro de temas específicos — ao todo, oito experiências — receberão adicional de R$ 5 mil. Os vencedores do prêmio extra serão conhecidos durante a cerimônia em São Paulo.
Além do dinheiro, os premiados terão as passagens custeadas pelo Ministério da Educação para a viagem de ida e de volta a São Paulo, hospedagem e alimentação. Podem também participar dos programas Sala do Professor eSalto para o Futuro, da TV Escola. As experiências serão publicadas na rede social do prêmio e seus autores, convidados a produzir vídeo, de até três minutos, sobre o projeto. As escolas em que os profissionais lecionam receberão placa comemorativa da oitava edição.
Inscrição — A inscrição tem duas etapas. Na primeira, o candidato preenche formulário eletrônico, disponível napágina do prêmio na internet, e o envia também pela internet. Na segunda, o professor relata a experiência, também em formulário eletrônico, imprime duas cópias e posta nos Correios. É necessário anexar cópias de documento de identidade e do CPF, além de declaração da escola que comprove o vínculo do professor com a unidade de ensino. Os documentos impressos devem ser encaminhados para o endereço constante no regulamento do prêmio.
Na edição do prêmio em 2005 foram registradas 1.131 experiências; em 2007, 1.564; em 2008, 779; em 2009, 2,1 mil; em 2011, 1.612; em 2012, 2.617; em 2013, 3.221. Os dados são da Coordenação-Geral de Tecnologias da Educação Básica do MEC.
Mais informações e o regulamento podem ser conferidos na página do Prêmio Professores do Brasil na internet.
Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: educação básica, projetos pedagógicos, prêmio

Sinop: Professores encerram greve após 2 meses

 
SINOP

Após quase dois meses em greve, os professores da rede pública municipal de Sinop voltarão às salas de aula. O anúncio foi feito ontem à tarde depois de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep). O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça que atua na Defesa da Cidadania, acompanhou de perto todos os desdobramentos do caso e realizou quatro reuniões envolvendo pais de alunos, representantes da prefeitura e do sindicato.
De acordo com o promotor de Justiça Nilton César Padovan, após reunião realizada no dia 04 de setembro, no auditório das Promotorias de Justiça de Sinop, os professores promoveram assembleia e decidiram que iriam suspender a greve, caso o município efetuasse o pagamento dos salários referentes aos dias não trabalhados pelos grevistas.
“A exigência dos professores não foi acatada pelo município, até porque já existia uma decisão judicial que determinava o desconto pelos dias parados. Felizmente, os professores tiveram bom senso e decidiram retornar às salas de aula”, destacou o promotor de Justiça.
A pauta de reivindicações dos professores inclui a equiparação salarial com os da rede estadual (de R$ 1,6 mil para R$ 1,7 mil) e a redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais.
Conforme o promotor de Justiça, em abril deste ano, um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o MPE e o município possibilitou o fim da greve dos técnicos administrativos. Na ocasião, eles reivindicavam a equiparação salarial com os ocupantes dos cargos de apoio operacional, ambos da educação infantil.

http://folhamax.com.br/cidades/professores-encerram-greve-apos-2-meses/21265

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

'O aluno deve sentir que pertence a sua escola', diz gestora do Canadá

Jennifer Adams apresentou experiência de Ottawa em palestra em SP.
Segundo ela, investimento no bem estar do aluno aumentou notas do Pisa.



Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo
Jennifer Adams, gestora escolar do Canadá
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
A educadora Jennifer Adams, hoje diretora do maior distrito escolar de Ottawa, capital do Canadá, disse nesta terça-feira (9), em palestra em São Paulo, que, neste ano letivo, o objetivo dos professores sob seu comando é, além de ensinar o conteúdo do currículo, garantir que "todo aluno que passa pela porta do colégio sinta que pertence a sua escola". Jennifer é gestora de uma rede de escolas com cerca de 70 mil alunos e veio ao Brasil para contar sua experiência local na implantação de programas que desenvolvam as competências socioemocionais nos estudantes. Ela participou de um curso promovido pelo Instituto Ayrton Senna com gestores escolares e jornalistas brasileiros.
As competências socioemocionais são habilidades como saber trabalhar em equipe, conseguir manter a disciplina, controlar emoções, estar aberto à diversidade e ser criativo e inovador. Elas complementam outras competências necessárias aos estudantes, consideradas "cognitivas" pelos especialistas, como refletir, raciocionar, pensar abstratamente e resolver problemas. Mas, segundo estudos que ganharam força recentemente, o desenvolvimento das competências socioemocionais nas crianças fazem com que elas também tenham resultados melhores nas tarefas que exigem as competências cognitivas.
De acordo com Jennifer, desde 2009 a Província de Ontario, onde seu distrito está inserido, decidiu colocar entre suas missões promover o "bem estar" de todos os seus alunos. "Nós expandimos o papel da educação pública para promover o bem estar nos estudantes", explicou ela. "A qualidade da escola pública deve ser tal que todos os pais queiram seus filhos estudando lá."
Isso significa que os projetos pedagógicos dos distritos e das escolas não mais exigem que os alunos estejam bem apenas nos conteúdos de matemática, línguas ou biologia, ou seja,a parte cognitiva, mas também olhem para o bem estar físico e o bem estar psicoemocional de todos eles.
Jennifer conta que os resultados, desde então, se traduziram até no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para medir o aprendizado dos jovens de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Atualmente, no quesito "excelência e equidade" –que representa a margem de pontuação entre os melhores e os piores alunos–, o Canadá é o terceiro melhor país no ranking, atrás da Coreia do Sul e da Finlândia.
"Nós tinhamos alcançado um 'platô' no Pisa [com resultados estagnados], e percebemos que só iríamos continuar melhorando se mudássemos algo", disse ela, ressaltando que "os alunos não vão para uma aula do ensino médio se o professor for apenas ler o que está escrito na lousa".
As aulas, então, passaram a ser preenchidas mais com tarefas, o professor passou a se ver menos como o entregador de conhecimento e mais como o mediador da interação, e os conhecimentos discutidos tinham menos ênfase apenas no conteúdo factual. "Por exemplo, para explicar o papel do Canadá na Segunda Guerra Mundial, o professor vai abordar menos fatos ou datas, coisas que qualquer um pode acessar facilmente, e vai falar mais sobre como os líderes canadenses mostraram resiliência no período", explicou.
Política intencional e explícita
A implantação de uma política que se preocupa com as competências socioemocionais dos alunos exige programas e tarefas desenhadas com esse objetivo, mas que também sejam bem explicadas, para que os estudantes entendam que é isso que se espera deles, explica a gestora canadense. A implantação das novas diretrizes, segundo ela, não foram definidas de cima para baixo, mas coletivamente.
Em conversa com os professores, a gestora diz que o distrito listou dez valores a serem ensinados aos alunos: integridade, empatia, senso de justiça, responsabilidade, valorização, respeito, aceitação, perservança, otimismo e cooperação. Depois, o distrito reuniu os alunos que já atuavam como líderes em suas turmas para entenderem onde em suas escolas eles enxergam esses valores. "Nós demos a eles câmeras de vídeos e pedimos que eles filmassem isso", disse ela.
[Saber ler e fazer contas] não é suficiente, é preciso que eles saibam conseguir um emprego, manter esse emprego e se tornarem ótimos nele"
Jennifer Adams,
especialista em educação
Por fim, um plano foi elaborado para definir a base da nova política. São cinco pilares: resiliência, consciência global, colaboração, inovação/criatividade e automotivação orientada a objetivos. Ele então foi apresentado a conselhos compostos por educadores, funcionários das escolas e líderes comunitários e, de acordo com Jennifer, "uma mudança no rumo das competências socioemocionais faz sentido para as pessoas".
Ela explica, por exemplo, que os empresários e líderes das comunidades não esperam mais que a escola forme alunos que saibam ler ou fazer contas. "Isso não é suficiente, é preciso que eles saibam conseguir um emprego, manter esse emprego e se tornarem ótimos nele."
Para garantir que todos entendessem a importância dessa mudança, Jennifer diz que o boletim escolar passou a trazer os conceitos de avaliação subjetivos dessas competências na frente das notas das disciplinas tradicionais. A avaliação, segundo ela, também é inovadora. "Decidimos que os alunos fariam uma auto-avaliação", disse, afirmando que elas acontecerão com os estudantes de 12, 15 e 17 anos, para permitir uma análise sobre o avanço dos alunos durante os anos e quais foram as ações da escola que garantiram esse desenvolvimento.
Foco especial nos alunos mais vulneráveis
Apesar de a maioria das crianças canadenses frequentarem a escola pública ou financiada pelo governo do país, Jennifer explica que a realidade em Ottawa é muito diversa, principalmente motiva pelo grande número de imigrantes que chegam ao Canadá. Segundo ela, cerca de 23% dos alunos da sua rede falam outro idioma que não os dois oficiais do país (inglês e francês), e 11% dos estudantes têm algum tipo de necessidade especial.
Por isso, as novas políticas também têm um foco especial em quatro grupos de maior vulnerabilidade: o dos alunos imigrantes, que ainda estão aprendendo o idioma local, os alunos com necessidades especiais, os alunos indígenas, e os alunos de famílias pobres.
Segundo Jennifer, as escolas que estão tendo mais dificuldade em garantir que esses grupos mantenham o mesmo nível de aprendizado recebem apoio de mentores que passam até três anos ajudando no treinamento de todos os professores dessas escolas, não apenas os que têm resultados piores. "Identificamos as escolas e os desafios que elas têm em atingir os níveis, e verificamos as estratégias de instruções de que essas crianças precisam para também serem bem sucedidas."

Avaliação da Educação Básica: Comissão vai promover melhorias no atendimento especializado

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) instituiu a Comissão Assessora em Educação Especial e Atendimento Especializado em Exames e Avaliações da Educação Básica. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 10, e tem por objetivo promover melhorias no atendimento especializado aos participantes com deficiência e outras necessidades especiais no âmbito dos exames e avaliações. A comissão tem a atribuição de apoiar, subsidiar e assessorar na implementação de ações da educação especial.
O objetivo do Inep é contribuir para a consolidação de uma cultura dos direitos humanos, além de reunir conhecimento sobre temas relacionados à educação especial. A decisão permite melhor assessoramento técnico e pedagógico no aprimoramento de processos e medidas para garantir autonomia, equidade e segurança nas avaliações aos participantes com deficiência.
A comissão está estabelecida pela Portaria nº 438, de 9 de setembro de 2014, e será formada por servidores representantes de cada coordenação geral da diretoria de avaliação da educação básica. O grupo será composto também por 17 integrantes externos, especialistas nos campos da educação especial, educação inclusiva, política educacional, atendimento especializado a pessoas com deficiência, transtornos globais ou específicos, síndromes, mobilidade reduzida e outras necessidades especiais.
A equipe colaborará com as ações do Inep nos campos da educação inclusiva, do atendimento especializado e do emprego e desenvolvimento de recursos e medidas de acessibilidade e de tecnologias assistivas.
Assessoria de Comunicação Social do Inep
http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/comissao-vai-promover-melhorias-no-atendimento-especializado?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Projeto Setembro com Mais Educação será realizado no bairro Coophamil

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá
Promover e ampliar a integração entre escola e sociedade. Com esse objetivo a Secretaria Municipal de Educação promove nesta sexta-feira (12), das 8h às 12h, o projeto “Setembro com Mais Educação”.  O evento, realizado na associação dos Bombeiros Militares de Mato Grosso, no bairro Coophamil, será aberto para toda a comunidade.
O público presente poderá assistir a apresentações artísticas, esportivas, culturais e artesanais, realizadas pelos alunos dos Programas Mais Educação e Escola Aberta das unidades de ensino da regional Oeste.
Segundo a coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação, Lucilene Lescano, o projeto Setembro com Mais Educação favorece a articulação entre escola e sociedade e proporciona um momento para que as crianças e adultos mostrem em público todo seu potencial e formação integral. 
“A realização do projeto proporciona aos alunos do ensino fundamental o desenvolvimento da criatividade, a interação, elevação da autoestima, diminuição da timidez, além de conhecer novos espaços e novas possibilidades”.
O programa Mais Educação foi implantado e implementado em 2008 e no mês de setembro completa seis anos. Em Cuiabá, pelo menos 80 escolas da rede municipal são beneficiadas com o programa.
“Nesses seis anos de atuação, o programa tem ampliado os tempos e os espaços de formação de nossas crianças, adolescentes e jovens na perspectiva de que o acesso à educação pública seja complementado pelos processos de permanência e aprendizagem”, observa Lucilene Lescano.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/projeto-setembro-com-mais-educacao-sera-realizado-no-bairro-coophamil/9535

Professores da rede municipal recebem capacitação no Sigeduca

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá
Professores de 32 escolas da rede municipal já receberam capacitação no Sistema Integrado de Gestão Educacional (Sigeduca) entre os meses de maio e agosto. O software é um sistema implantado na rede de Educação de Cuiabá para gerenciamento escolar.
O curso de capacitação é realizado pela diretoria de Planejamento e Orçamento da Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenadoria de Informação e Estatística.
Conforme explica a coordenadora de Informação e Estatística, Conye Maria da Silva, a capacitação do Sigeduca é importante para o professor porque o habilita para inserir os dados inerentes à gestão acadêmica dos alunos, como os conteúdos programáticos, frequências e avaliações. 
A capacitação está sendo realizada por grupos de escolas e executadas no Auditório Maestro China, na Secretaria Municipal; nas escolas municipais Aristotelino Alves Praeirro e Glaucia Maria Borges; e na Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (Feics).
Segundo Conye Maria Bruno, o Sigeduca é um sistema mais avançado que vai garantir melhores resultados no gerenciamento escolar.
O Sigeduca é de propriedade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e sua cessão de uso foi concedida ao município por meio de um Termo de Cooperação Técnica, assinado entre as duas secretarias.
O Sigeduca possibilita total integração entre os diversos sistemas da administração pública municipal; realiza suporte ao sistema de forma otimizada; possui sistema para internet-web com disponibilidade de informação em tempo real.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/professores-da-rede-municipal-recebem-capacitacao-no-sigeduca/9536

Professor Boaventura Santos realiza palestra na UFMT

Assessoria/Seduc-MT
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) convida professores, alunos e a comunidade em geral para participar na sexta-feira (12), a partir das 10 horas, no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do lançamento do livro do professor da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos. Na ocasião, o sociólogo e diretor do Projeto Alice receberá o título de Doutoramento Honoris Causa.
O público também poderá participar da conferência: A Universidade Pluriversa: a educação tem quem a eduque?. Em seguida do lançamento do livro: “O direito dos oprimidos”.
A atividade, uma parceria da Seduc, UFMT e projeto ALICE, prossegue no sábado (13) e domingo (14) com oficinas da Universidade Popular de Movimentos Sociais, sobre o tema “Interculturalidade: diversidade, espaços e saberes”, diferentes saberes (ecologia dos saberes) estarão em diálogo”.
O professor Boaventura de Sousa Santos é o diretor do projeto ALICE que visa repensar e renovar o conhecimento científico-social à luz das Epistemologias do Sul, propostas por ele, com o objetivo de desenvolver novos paradigmas teóricos e políticos de transformação social. 
Santos é professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison, Global Legal Scholar da Universidade de Warwick e diretor do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.
Para conhecer mais sobre o professor Boaventura clique aquihttp://alice.ces.uc.pt/en/index.php/about/boaventura-de-sousa-santos/?lang=pt
http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14595&parent=20

Presidenciáveis: Propostas em debate

Planos de Governo dos presidenciáveis se destacam pela generalidade das propostas educacionais; especialistas analisam respostas dos candidatos à revista Educação


Ana Elisa Santana


O candidato à Presidência da República eleito em outubro próximo terá em seu mandato muitos desafios no campo da Educação. Com o Plano Nacional de Educação (PNE) recém-aprovado, são 20 as metas que precisam ser tiradas do papel, mesmo que parcialmente, e muitas delas ainda são objeto de impasses, com dúvidas quanto à participação dos estados e da União em sua viabilização.
Os planos de governo apresentados durante a candidatura revelam diversas semelhanças e se destacam pela generalidade das propostas apresentadas, bem como pela falta de detalhamento de como se darão as ações, especialmente no que se refere a pontos focais e polêmicos, como gestão e financiamento.
A revista Educação procurou os candidatos para falarem sobre três assuntos estratégicos para o setor educacional nos próximos quatro anos: a criação de uma base curricular nacional, projeto que vem sendo defendido publicamente tanto pelo governo de Dilma como pelo candidato Aécio Neves; a valorização da carreira docente, necessária para atrair e reter bons profissionais no setor; e o aumento do volume de recursos investidos pelo poder público na educação para possibilitar o cumprimento das metas estabelecidas no PNE. As respostas foram analisadas por especialistas em cada uma das áreas.

Até o fechamento desta edição, em 15 de agosto, o PSB não havia oficializado quem assumiria a candidatura da coligação após a inesperada morte do candidato Eduardo Campos. Educação decidiu, portanto, analisar apenas as respostas dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). As respostas de Aécio foram fornecidas por uma das coordenadoras da área de Educação do programa de governo do candidato, a professora Maria Helena Guimarães de Castro, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) entre 1995 e 2002 e secretária estadual de Educação de São Paulo entre 2007 e 2009. As informações de Dilma foram fornecidas pela assessoria de imprensa da campanha à reeleição da candidata.
Veja, a seguir, as respostas dos presidenciáveis à Educação e suas respectivas análises.

Currículo nacional
Em eventos públicos, ambos têm declarado que pretendem fazer modificações no currículo da Educação Básica.  Qual a sua proposta para essa área?
Aécio neves
Seguindo práti­cas adotadas em to­do o mundo, o Brasil precisa definir uma Base Nacional Comum que garanta a todos os estudantes um conjunto de aprendizagens, conhecimentos e habilidades essenciais. Todos têm direito a conhecimentos adequados de linguagem e raciocínio matemático, que são o fundamento para os demais conhecimentos nas humanidades. Além de assegurar o direito de todos ao aprendizado, a Base Nacional deve ser referência obrigatória para a construção de currículos em cada unidade da federação conforme as orientações e preferências locais; a elaboração de livros didáticos e materiais de apoio; a orientação do processo de formação de professores; a organização da Matriz de Avaliação dos sistemas nacionais de avaliação e o currículo ensinado na escola.
O PNE 2014-2024 prevê a definição de uma Base Nacional Comum para os currículos de educação básica dos sistemas de ensino estaduais e municipais, que deverá ser construída com ampla participação dos estados, municípios, entidades representativas da educação publica e sociedade civil. Deverá também estabelecer com clareza e objetividade o que é essencial para que todos os alunos brasileiros aprendam em cada etapa da escolaridade obrigatória, preservando a autonomia pedagógica e metodológica dos sistemas de ensino público e das escolas particulares.

Antonio Cruz/Agência Brasil
Dilma Rousseff
Existe um debate institucional no Conselho Nacional de Educação, conforme foi instituído no Plano Nacional da Educação, votado pelo Congresso Nacional, que vai ser o balizador dessa reforma curricular. A reforma resultará de um processo que se inicia com esse debate institucional e depois será objeto de ampla consulta aos gestores municipais e estaduais, educadores e representantes da sociedade civil. O Programa de Governo de Dilma Rousseff vai reafirmar as determinações do PNE porque considera o Plano um grande avanço para o setor.

Análise
Para a especialista Paula Louzano, tanto a candidatura de Aécio Neves como a de Dilma Rousseff parecem se comprometer com o desenvolvimento de uma base nacional comum. “A candidatura de Aécio é mais explícita [sobre a reforma curricular], já que menciona que iniciativas anteriores ‘priorizaram diretrizes gerais, mas não avançaram na definição dos conhecimentos ou competências que os alunos deveriam aprender’ e de que a Base Nacional deve ser referência obrigatória para a construção de currículos. A candidatura de Dilma não chega neste nível de detalhamento”, ressalta. Apesar disso, ela entende que a visão de Aécio e Dilma são próximas, com possíveis diferenças com respeito a compreensão do que “seria de fato esse documento currículo nacional”.
Paula Louzano é professora da Faculdade de Educação da USP e especialista em currículo

Plano Nacional de Educação
Qual a sua proposta para aumentar o volume de recursos investidos na educação para possibilitar o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE)?
Aécio neves
A meta do PNE é ampliar o investimento público em educação dos atuais 6,4% do PIB, que não incluem os investimentos privados, para atingir pelo menos 7% do PIB até 2019 e 10% até 2024. O compromisso do nosso governo é cumprir a meta intermediá-
ria do PNE, tendo como prioridade a melhoria da qualidade e da equidade na educação brasileira, com mais inclusão social e redução das desigualdades. São nossas prioridades: apoiar os municípios na criação de 900 mil vagas na pré-escola que deverá ser universalizada até 2016; apoiar os estados na ampliação da oferta de vagas no ensino médio diurno e progressiva eliminação do ensino noturno para os jovens que não trabalham; ampliar a complementação da União ao Fundeb para garantir a melhoria da carreira e remuneração dos professores de educação básica; manter, expandir e aperfeiçoar o Fies e o Prouni; criar incentivos para a ampliação da oferta de cursos superiores nas áreas tecnológicas; e criar estímulos à ampliação de vagas em cursos diurnos de formação de professores com a criação de bolsas de manutenção aos alunos. Em nosso governo, o esforço será direcionado para o aumento da participação da União no financiamento da educação brasileira, especialmente da educação básica.
Dilma Rousseff
Serão destinados gradativamente recursos originários da exploração do petróleo: 75% dos royalties do petróleo e 50% dos excedentes em óleo do pré-sal.

Análise
Nenhum dos candidatos coloca a implementação do PNE como o eixo de sua gestão educacional, avalia o especialista Daniel Cara. O desafio do próximo presidente é colocar as 20 metas do Plano em prática e, de acordo com Cara, este processo deve estar refletido e ancorado no novo ciclo orçamentário. “Essa disposição não se apresenta em nenhuma das respostas (...). O financiamento do PNE não é o objetivo do plano, é um meio para o alcance de todos eles”, critica.
Para Cara, a proposta do partido tucano para a área foi feliz ao assumir que a União deverá ter maior participação no financiamento da educação básica com a ampliação da complementação do Fundeb. No entanto, em sua resposta à revista Educação, a candidatura se esquiva do debate sobre o ciclo orçamentário.
“Essa meta representa um desafio de sairmos de cerca de 5,5% do PIB para 7% do PIB em investimento público em educação pública”, diz, referindo-se à informação errada de 6,4% fornecida pela candidatura. “Este é o montante investido que inclui as parcerias público-privadas”, explica.
A candidatura de Dilma Rousseff, segundo Cara, erra ao tratar a Lei dos Royalties como única resposta para o alcance da meta de financiamento do PNE. “É insuficiente tanto para o alcance da meta intermediária (7% do PIB) e será insuficiente para o cumprimento da meta (10% do PIB). Não trata do ciclo orçamentário e não articula o financiamento com maior participação da União na educação básica”, critica. Uma falha grave dos candidatos é não apresentar boas propostas sobre o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), na opinião de Cara: “nenhum soube entender que estes são mecanismos que estruturarão o financiamento da Educação Básica, uma vez que obrigarão o alcance do PNE”, lamenta.
Daniel Cara é mestre em Ciência Política pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) e coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Valorização da carreira docente
Como o (a) senhor (a) pretende reverter a baixa atratividade da carreira docente e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem no país?
Aécio neves
Nosso compromisso será com a valorização e o reconhecimento do professor como principal protagonista do processo educacional. O primeiro desafio será melhorar a formação do magistério da Educação Básica. A União deverá coordenar a política nacional de formação de professores, tanto junto às instituições formadoras públicas e privadas, como junto às secretarias municipais e estaduais de Educação, responsáveis pela contratação de mais de 85% dos professores do país. Nossa prioridade deve ser professores bem formados em cursos superiores de graduação, competentes nas matérias que ensinam e nos métodos pedagógicos apropriados para os diferentes níveis.
Vamos incentivar experiências de formação de professores em tempo integral, implantar bolsas de manutenção para formação inicial, ampliando a oferta de cursos diurnos, e estimular o uso pedagógico de tecnologias nos cursos de formação inicial de professores. O segundo desafio é revolucionar a profissão do magistério, criando incentivos para a escolha da carreira. A União deverá participar de forma mais efetiva do financiamento da remuneração de professores da Educação Básica dos estados e municípios, por meio de maior complementação federal ao Fundeb, e deverá coordenar a definição de diretrizes nacionais para a carreira dos professores, com profissionalização da docência, por meio da ampliação da opção para jornada de 40 horas semanais, da garantia de remuneração inicial atrativa e equilíbrio entre remuneração inicial e final, evolução funcional e salarial baseada em avaliações e valorização da formação continuada.
Nosso compromisso será com o respeito à autonomia dos estados e municípios na definição das carreiras de seus profissionais de educação, de forma que sejam respeitadas as diretrizes nacionais, e com a equiparação do salário médio do professor brasileiro ao dos demais profissionais com formação superior, como prevê a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE).
Dilma Rousseff
Nos últimos 12 anos um avanço fundamental para a carreira docente foi a aprovação da Lei do Piso Salarial para o Magistério. De 2009 a 2014, o piso, atualizado no mês de janeiro de cada ano, teve a correção de 78,63%. No mesmo período foi criado o Plano Nacional de Formação de Professores. Além do previsto no PNE, nas metas 15,16,17, 18, para a valorização docente, o grupo setorial de educação dentro do Programa de Governo defende a construção de diretrizes nacionais, num diálogo com entidades representativas dos docentes e gestores municipais e estaduais. Isso porque cada unidade federativa tem seu próprio quadro e a sua política de pessoal.


Análise
“As propostas dos dois candidatos representam uma carta de intenções, e não um conjunto de propostas de governo”, define Beatriz Rey, que também chama a atenção para a falta de clareza e detalhamento sobre como as ações serão executadas. Um ponto positivo nas propostas dos dois candidatos é a menção à construção de diretrizes nacionais para a carreira dos professores. “Mas acho problemático atrelar avaliações à evolução funcional e salarial”, afirma ao se referir ao plano de Aécio Neves de incluir, entre as diretrizes, a realização de avaliações para os professores. Ainda que enxergue de forma positiva a intenção da presidente Dilma de ouvir as entidades representativas dos docentes no processo de construção de diretrizes, Beatriz é cética quanto à concretização desse plano. “Basta lembrar que em 2014 o governo federal cancelou a Conferência Nacional de Educação (Conae), onde diversas entidades da sociedade civil se reuniriam para debater questões ligadas à educação pública, como o PNE, que à época tramitava no Congresso Nacional”, ressalta. A visão de educação também poderia ser explicitada pelos candidatos. “Aécio se limita a afirmar que o professor é o ‘principal protagonista do processo educacional’ e o texto curto com as propostas de Dilma também não dá espaço para o tema”, argumenta.
Beatriz Rey é doutoranda em Ciência Política na Maxwell School of Citizenship and Public Affairs da Universidade Syracuse, em Nova York, nos Estados Unidos.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/209/propostas-em-debateplanos-de-governo-dos-presidenciaveis-se-destacam-pela-326790-1.asp

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Melhor escola de Cuiabá no Ideb acompanha trajetória escolar do aluno

Foto: Jorge Pinho
Pelo segundo ano consecutivo, a escola Ana Teresa Arcos Krause conquistou a melhor colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas públicas (municipais e estaduais) de Cuiabá. 
Com nota 6,4 no Ideb, a unidade de ensino ultrapassou a meta projetada pelo Ministério da Educação para 2021, que é de 6,1. Em 2011 a escola também conquistou o primeiro lugar em Cuiabá, obtendo nota 5,7. 
A diretora da escola, Olinda Gonçalves, explica que várias ações realizadas pela unidade escolar contribuíram para o bom desempenho dos alunos. “Ter uma proposta pedagógica diferenciada e uma equipe comprometida contribuiu para o fortalecimento do trabalho e os resultados positivos”, observa.
Segundo Olinda Gonçalves, a escola atende cerca de 800 alunos, desde a educação infantil até o 6º ano. “A maioria dos nossos alunos entram ainda na pré-escola, por volta dos 4 e 5 anos, o que permite um acompanhamento das dificuldades e o progresso de cada um deles”.
Alvaro Kauã Pires da Silva, do 1º ano, é um desses alunos. Ele foi alfabetizado pela escola e hoje, com apenas 6 anos de idade, consegue dominar a leitura. “Ele adora ler e sempre traz livros de casa para usar em sala de aula”, conta a professora alfabetizadora, Leili Lima.
Foto: Jorge Pinho
Conforme a diretora Olinda, outro ponto positivo que ajuda no desempenho do aluno é o envolvimento afetivo com os professores. “Muitos de nossos alunos têm histórias de vida sofridas, mas o carinho e o amor dos professores ajudam a minimizar esses problemas, e isso reflete no desenvolvimento escolar deles”, avalia. 
Esse envolvimento com os professores é reconhecido pelos próprios alunos. Como é o caso daqueles que participaram da Prova Brasil, um dos itens que colaboram para a nota do Ideb. “Eu estava muito nervosa, me sentia apavorada mesmo, achando que não ia conseguir terminar a prova, mas ela passou confiança para gente, dizendo que éramos capazes. Isso nos deu força”, disse a aluna Anna Pereira da Silva, 12 anos, se referindo à professora do 5º ano, Ediana Paula.
O orgulho e a satisfação pelo bom resultado obtido no Ideb estão estampados na carinha de cada um dos alunos, entre eles as alunas Isabella Vitória Moraes e Valeria de Souza, ambas de 11 anos. “Eu sempre gostei muito de estudar e de ler, mas a nossa professora incentivou bastante”, disse Isabella. “Eu tenho o apoio da minha mãe em casa e da professora na escola, isso ajuda muito”, acrescenta Valéria.
Uma das ações mais recentes da escola para ajudar no desenvolvimento escolar dos alunos foi a criação da sala de leitura. “Queria um espaço que fosse além da sala de aula, que fosse atrativa e incentivasse os alunos a terem gosto pela leitura”, disse a diretora. 
Olinda Gonçalves assumiu a direção da escola este ano, após ser eleita pela comunidade escolar em uma eleição direta. Antes disso ela atuou por oito anos como coordenadora pedagógica na escola. Os bons resultados do Ideb em 2011 permitiram que o secretário Gilberto Figueiredo a convidasse para assumir o cargo de diretora de ensino na secretaria. Mas este ano ela decidiu voltar para a escola. “Eu sonho com uma escola pública de qualidade, e os meus professores sonham comigo e acreditam que isso pode se tornar realidade”. 
A escola possui um quadro de profissionais formado por 71 servidores, desse total 40 são professores.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/educacao/melhor-escola-de-cuiaba-no-ideb-acompanha-trajetoria-escolar-do-aluno/9534

CNE estuda implantar competências socioemocionais no currículo escolar

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
Francisco Cordão integra o Conselho Nacional da
Educação (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
O Conselho Nacional de Educação (CNE) estuda a implantação de diretrizes que desenvolvam as competências socioemocionais na educação básica. Essas competências, também chamadas de não cognitivas, estão relacionadas a caraterísticas como capacidade de resolver desafios, inovar, trabalhar em equipe, liderar, entre outras habilidades.

Estudos apontam que tais competências impactam no desempenho dos estudantes nas sala de aula. O CNE é um órgão normativo ligado do Ministério da Educação que recomenda diretrizes para a construção dos currículos da educação básica. Segundo o conselheiro Francisco Cordão, o debate sobre as competências socioemocionais começou em outubro do ano passado na Câmara da Educação Básica e deve continuar até o fim deste ano.

"É uma discussão bastante rica, vamos retomar o debate com os novos conselheiros que serão nomeados e a partir daí vamos tirar o parecer conclusivo", diz Cordão, que participou de um encontro sobre o tema promovido pelo Instituto Ayrton Senna, em São Paulo, nesta terça-feira (9). Segundo ele, o parecer e resolução das diretrizes das competências socioemocionais vão dialogar com as já existentes desde 2010, que definiram as diretrizes gerais para a educação básica e específicas para o ensino fundamental de nove anos, o ensino médio e o ensino profissionalizante de nível médio.

Os conselheiros se reúnem sempre na primeira semana de cada mês. No próximo encontro, em outubro, segundo Cordão, deve haver a posse dos novos conselheiros – cinco dos 12 estão com o mandato vencido, mas dois deles ainda podem participar de uma nova gestão. Por isso, a discussão deverá ser retomada com os novos integrantes e a expectativa é que o tema seja abordado nos encontros de novembro e dezembro.
Para Cordão, é importante que as competências socioemocionais sejam desenvolvidas de maneira interdisciplinar e contextualizada na educação. “Sempre que se fala em desenvolvimento de competência, supõe sempre a capacidade de decidir, corrigir, fazer, resolver desafios, conviver com o inusitado. É nessa perspectiva que se trabalha o desenvolvimento das competências.” O conselheiro condena o desenvolvimento dessas habilidades dentro, por exemplo, de uma disciplina isolada na grade curricular de uma escola. Para ele, esta é uma ação cultural que deve ser pensada de maneira global.
Segundo Anita Abed, psicóloga e consultora que preparou um estudo encomendado pela Unesco sobre o tema em 2013, um dos requisitos para que diretrizes voltadas às competências emocionais sejam aplicadas nas escolas é a formação de professores. "Formação inicial, formação continuada e formação em serviço", explicou ela, afirmando que o embasamento por trás dos conceitos é teórico, mas o treinamento dos professores deve ser prático e contemplar os projetos pedagógicos da própria escola onde trabalham os docentes.
Bem estar dos alunos no Canadá
Fora do país, o desenvolvimento de competências socioemocionais na educação já é realidade, como no distrito de Ottawa-Carleton, no Canadá, que integrou as competências socioemocionais ao seu currículo oficial. Jennifer Adams, educadora que dirige o distrito, que tem cerca de 70 mil alunos disse que, desde 2009, faz parte do projeto pedagógico das escolas "expandir o papel da educação pública para promover também o bem estar dos alunos". 

Jennifer afirma que todos os anos os diretores das escolas precisam elaborar planos de como vão garantir esse bem estar nos aspectos físico, psicoemocionais e cognitivos. No ano letivo que começou na semana passada, o desafio dos professores e gestores tem como tema o sentimento de "pertencer". "Toda e qualquer criança que entra pela porta da escola deve sentir que pertence àquele local", explicou ela.
Bolsa para formar especialistas
No Brasil, a proposta de reunir habilidades cognitivas e não cognitivas no currículo está sendo aplicada no Colégio Estadual Chico Anysio, no Rio de Janeiro, e em mais 53 escolas de tempo integral, em uma parceria com o Instituto Ayrton Senna.
O governo federal quer formar especialistas no tema e está oferecendo bolsas a professores e pesquisadores interessados em se aprofundar na área. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação, está com o edital 44/2014 aberto com bolsas para dois cursos de doutorado, seis de mestrado, 18 para graduação e 18 para professores da educação básica. A duração é de 24 a 48 meses. No total, a Capes vai investir R$ 566 mil em bolsas de estudo.
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/09/cne-estuda-implantar-competencias-socioemocionais-no-curriculo-escolar.html

Ferramentas interativas auxiliam na alfabetização

No dia internacional da alfabetização, Porvir reúne 8 dicas de recursos digitais que podem ser bons aliados durante esse período



No dia 8 de setembro, é celebrado o dia internacional da alfabetização, instituído pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1967, com o objetivo de despertar a consciência internacional em relação ao tema. Atualmente, o aprendizado e o desenvolvimento da habilidade de leitura e escrita tem como novo aliado algumas ferramentas digitais.
A revista norte-americana Edweek, especializada em educação, identificou quatro tendências na alfabetização atual: interação, ambientes personalizados, criação de histórias e envolvimento dos pais (leia matéria no Porvir). Se antes os instrumentos utilizados se resumiam a lápis e cartilhas, hoje existem inúmeros recursos como jogos, aplicativos, livros multimídia e ambientes digitais de aprendizagem.
crédito: PhotoSG / Fotolia.com

Para a educadora Renata Aquino, doutora e pesquisadora de tecnologias na educação na PUC-SP, existe uma necessidade de integrar o uso de recursos tecnológicos na escola, inclusive no processo de alfabetização. “A tecnologia já está presente na forma como o aluno lê o mundo hoje”, aponta, ao mencionar que eles fazem parte da chamada geração de nativos digitais.
Segundo ela, os tablets e dispositivos móveis são ótimas ferramentas por conterem elementos visuais que incentivam a leitura e a escrita. Além disso, os games e as redes sociais educativas também ajudam a engajar e despertar o interesse do aluno. No entanto, ao utilizar a tecnologia como aliada durante o processo de alfabetização, a pesquisadora faz uma ressalva. “O professor precisa investir muito em planejamento. Para qualquer instrumento, ele deve pensar no contexto em que irá utilizar.”
Os pais também são outros agentes que podem participar de processo de alfabetização com o uso das tecnologias digitais. “Eles devem estar atentos na interação dos filhos com esses recursos”, afirma Renata. Com essas ferramentas, as possibilidades são infinitas. Desde baixar aplicativos educativos no tablet, até a incentivar que o filho crie uma história contando sobre a última viagem da família.
O Porvir reuniu algumas dicas de plataformas ou recursos digitais que podem ser aplicados durante a alfabetização. Confira a lista:
1. Pé de Vento (ambiente digital de aprendizagem)
Com jogos, músicas, contação de histórias e conteúdos, a plataforma Pé de Vento insere o aluno em um ambiente de aprendizagem que o conduz por uma aventura gamificada. Voltada para alunos do primeiro ano, a ferramenta reúne diferentes atividades planejadas para durar 32 semanas.  Conforme o aluno realiza tarefas, ele é apresentado a personagens e histórias. A plataforma é gratuita e está disponível na Educopédia.
2. Ludo Primeiros Passos  (jogo on-line)
Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia, do CNPq, e o Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos, da Fapesp, o jogo on-line Ludo Primeiros Passos apresenta recursos interativos que auxiliam as crianças em diferentes níveis de alfabetização. O game busca associar sons a imagens e conforme o jogador acerta, aumenta o grau de dificuldade, completando sílabas ou palavras.
3. Tartaruga Turbinada (livro digital)
O livro digital Tartaruga Turbinada permite que a criança leia e interaja com a história, mesmo sem estar completamente alfabetizada. Passando o dedo ou o mouse por cima das palavras, é possível ouvir o que está escrito em cada página. O livro possui acesso gratuito e está disponível on-line.
4. Livros Digitais (livro digital)
Com a ferramenta Livros Digitais, desenvolvida pelo Instituto Paramitas, os alunos podem ser alfabetizados criando e contando as suas próprias histórias. No site existe a opção de escolher entre quatro layouts pré-estabelecidos, adicionando imagens e textos. Após finalizar, o aluno pode imprimir sua publicação ou compartilhar o conteúdo nas redes sociais.
5. Forma Palavras (jogo on-line)
Para estimular a leitura e a escrita, o jogo Forma Palavras simula o cenário de uma fábrica e pede para que os jogadores organizem letras, dispostas em uma engrenagem, até formarem a palavra indicada pela imagem. Conforme o aluno acerta, ele acumula pontos e muda de fase.
6. Logos ABC (aplicativo)
Seguindo o formato de um Quizz, o aplicativo Logos ABC pronuncia palavras e faz com que as crianças conectem imagem e som. O jogo pode ser utilizando para a alfabetização e aprendizado de inglês e português. O aplicativo é gratuito e está disponível para IOS.
7. Aulas Animadas (aplicativos e planos de aula)
Desenvolvida pelo Instituto Paramitas, a plataforma Aulas Animadas reúne jogos e aplicativos de alfabetização para smatphones ou tablets. Para cada um dos games, o site disponibiliza um material para download que apresenta dicas e planos de aula para os professores trabalharem com cada um dos recursos apresentados.
8. Edmodo (redes sociais)
As redes sociais educativas também podem ser boas aliadas para fortalecer o processo de alfabetização. No Edmodo, por exemplo, os professores podem criar um grupo com os estudantes, compartilhando dicas, ferramentas e estimulando a interação entre os colegas.
http://porvir.org/porfazer/ferramentas-interativas-auxiliam-na-alfabetizacao/20140908

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...