sexta-feira, 14 de junho de 2013

CONAE E COPA DO MUNDO DE FUTEBOL - Gilberto Fraga de Melo


Neste sábado, dia 15 de junho, representantes dos estabelecimentos de ensino público no município de Cuiabá, além de outros representantes da sociedade, participam da Conferência Municipal de Educação, preparatória para a Conferência Intermunicipal de Educação. Ambas as Conferências antecedem a etapa estadual que, por sua vez, antecede a grande Conferência Nacional de Educação – CONAE, a ser realizada em fevereiro de 2014.
Os profissionais da educação pública discutiram, seja em escolas ou creches, os 7 eixos temáticos estabelecidos pelo Fórum Nacional de Educação, como referenciais para se estudar, entender, concordar ou propor estratégias que podem contribuir para fomentar algumas mudanças na educação. Mas o texto referencial é pouco audacioso diante da tamanha precariedade que se encontra a educação, especialmente a pública. E essa precariedade é tanto na educação básica como na superior.
Os dados divulgados pelos três entes federados quanto a qualidade do serviço educacional são estarrecedores e poderiam demandar tomadas de decisões mais propositivas. Não, isso não vai acontecer. A vaidade dos dirigentes públicos é maior que seus compromissos; a vergonha dos dirigentes é menor que as necessidades orçamentárias e financeiras; a capacidade de cobrança da sociedade, e mesmo dos profissionais da educação, está aquém do ponto mínimo necessário para se provocar um movimento a favor de um setor que se posiciona como estruturante e estratégico para o alcance da cidadania e do desenvolvimento.
Pois bem, também neste dia 15 de junho começa o maior espetáculo de gastança da história do Brasil, que vai da Copa das Confederações, passa pela Copa do Mundo de futebol e termina com as Olimpíadas, em 2016. Cuiabá é uma das subsede da Copa do Mundo. Apenas com a construção do estádio, aliás, Arena Pantanal, o gasto será de R$ 525 milhões, conforme dados de maio de 2013. Uma simples comparação: temos em Cuiabá 48.910 crianças de zero a cinco anos sem atendimento em creches e pré-escola (IBGE, 2010). Isso considerando apenas a oferta de 50% de vagas para as crianças de zero a três anos e universalizando o atendimento de quatro e cinco anos. Para cobrir esse déficit seriam necessárias 42 unidades, já que cada uma atende 224 crianças, se considerarmos o modelo PROINFANCIA. De acordo com o agente financiador do PROINFANCIA, o FNDE/MEC, cada unidade custa R$ 1,8 milhão. Ou seja, para zerar o déficit seriam necessários apenas 15% do valor total da Arena, qual seja R$ 75,6 milhões, valor inferior ao gasto com TI, iluminação e som da Arena, orçado em 98 milhões. E o que daria para construir com os R$ 525 milhões? Exatos 291 Centros de Educação Infantil que, caso fosse colocada em prática essa ideia quase absurda feita por um simples educador, haveria uma demonstração pragmática de se investir no futuro. Bem, isso é passado, são gastos já contabilizados. Porém, o que não foi e nem será contabilizado é o custo social do desvio de propósitos dos entes federados e seu dirigentes.
Voltemos à Conferência. Vamos discutir, propor, criar expectativas...sim, mas se não houver a compreensão de que estamos sob uma avalanche de propagandistas do bem estar social e devoradores de futuro, certamente, apenas conferiremos o que foi escrito por um grupo de profissionais que representa um segmento político que domina as decisões políticas deste nosso presente, ignorando o passado e impedindo o mínimo desejo de sonhar.
Sonho mesmo é o de ser hexa campeão de futebol. Isso sim seria patriótico e republicano. 
Hum!



Gilberto Fraga

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A HISTÓRIA DAS COISAS. COMPLETO e DUBLADO EM PORTUGUÊS


Pais, admitam o futuro de seus filhos!

Crianças em risco. Pais, sejam responsáveis!

 As crianças, hoje, são plenas de vários direitos. Principalmente educação e saúde. Se os pais não se responsabilazarem em contemplar seus filhos com aquilo que está disponibilizado gratuitamente, claro, resultante dos impostos recolhidos de todos, será difícil pensar no futuro se o presente está sendo negligenciado.

Gilberto


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC




Alfabetização (clique para acessar a página oficial do Pacto)

Em Cuiabá 600 professores da rede municipal estão sendo qualificados para trabalharem o material didático disponibilizado pelo MEC.

A Coordenadora Municipal é a Profª Eliane Quinhone.



Sai GAP entra SigEduca

E o que muda? Se for apenas a conta bancária será pouco, ou quase nada, e, sendo assim, será mais uma afronta.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pensar e falar - Gilberto Fraga de Melo

Às vezes é difícil acreditar que a passagem de 2012 para 2013 esteja mais preenchida que um simples ou um sofisticado Reveillon. Da mesma forma que não apenas iniciou um novo ano letivo em fevereiro. As diferenças estão disponibilizadas em atos ou na falta deles. As semelhanças se distanciam na tomada de decisão, não apenas porque essas parecem surgir como se o mundo começasse agora. Os tempos mudam com o passar de um tempo que não se mede, mas os tempos que passam podem não proporcionar mudanças àqueles que não querem mudar.
Sinto que as escolas estão cumprindo um calendário escolar que está estabelecido em lei federal, portanto independe de decisão local. Sinto que os encontros estão dispersos e os contatos que trocam e repensam os fazeres estão se diluindo e se fragmentando. Educador não assimila essa ideia de que deve se decidir sem discutir; educador não consegue se dispensar da dialética; educador não consegue se livrar de devaneios. Sim, essa, quem sabe fantasia, é um motor invisível que nos impulsiona. Quem vive o ambiente escolar, que tem como característica a precariedade, não pode ser apenas pragmático, não pode se apegar só à realidade, dura, crua e, mesmo que indigesta, degustada no cotidiano.
É preciso dar oportunidade para educadores falarem e exporem seus dissabores e seus prazeres. Isso não é perda de tempo. Pragmáticos, na essência, são frágeis. Pragmáticos mais perdem. Pragmáticos sofrem com sua falta de devaneio. Pragmáticos sofrem quando devaneiam apenas com o auxílios externos.
A fantasia dos educadores é seu brinquedo para superar a adversidade imposta por pragmáticos. O baixo compromisso de alguns educadores pode ser resultante da alta imposição que lhes impõem alguns pragmáticos, inclusive os baixos salários que não combinam com aqueles altos rendimentos e status.
É,  é preciso dizer que o tempo sempre será presente. Seja visto no passado ou no futuro.
E nesses tempos



só há espaço 
para quem se dispõe 
a expor seu pensamento, 
com fantasia.

Ah, e ironia.


Gilberto Fraga

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CONAE - MUNICIPAL





DIA O8 DE JUNHO AS ESCOLAS E CRECHES MUNICIPAIS
ESTARÃO DISCUTINDO OS EIXOS TEMÁTICOS,
DURANTE AS "RODAS DE CONVERSA".

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...