segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

MEC manda email para escolas pedindo que cantem o hino nacional e filmem as crianças

Renata Cafardo

O Ministério da Educação (MEC) mandou nesta segunda para todas as escolas do País um email pedindo que as crianças sejam perfiladas para cantar o hino nacional e que o momento seja gravado em vídeo e enviado para o governo.
O email pede ainda que seja lida para elas uma carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que termina com o slogan do governo “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”
“Prezados Diretores, pedimos que, no primeiro dia da volta às aulas, seja lida a carta que segue em anexo nesta mensagem, de autoria do Ministro da Educação, Professor Ricardo Vélez Rodríguez, para professores, alunos e demais funcionários da escola, com todos perfilados diante da bandeira do Brasil (se houver) e que seja executado o hino nacional”, diz o texto.
A carta foi enviada para escolas públicas e particulares do País. “Isso é ilegal, o MEC não tem competência para pedir nada disso às escolas”, diz o diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho.
Diretores de escolas ficaram chocados com conteúdo da carta, principalmente porque pede para que as crianças sejam filmadas. Muitos chegaram a pensar que se tratava de fake news ou vírus em enviado por email.
“Solicita-se, por último, que um representante da escola filme (pode ser com celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino nacional. E que, em seguida, envie o arquivo de vídeo (em tamanho menor do que 25 MB) com os dados da escola”, diz o corpo do email. Fonseca Filho disse ainda que as escolas não tem autorização para enviar imagens de seus alunos para o governo.
Anexada, o MEC enviou uma carta assinada pelo ministro, que, segundo a recomendação, deveria ser lida aos estudantes. Procurada, a assessoria de imprensa do ministério informou que a carta é apenas uma recomendação e não uma ordem.
https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-renata-cafardo/mec-manda-email-para-escolas-pedindo-que-cantem-o-hino-nacional-e-filmem-as-criancas/

Inep lança plataforma de acompanhamento da coleta de dados do Censo Escolar

Agora é possível acompanhar o status da coleta de dados do Censo Escolar. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) lançou nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, o Mapa da Coleta, uma plataforma de acompanhamento da declaração da coleta do Censo Escolar que apresenta dados quantitativos de escolas e matrículas por estado, município e dependência administrativa. A proposta é fornecer subsídios para os gestores e a população acompanharem a coleta de dados do levantamento estatístico.
O Mapa da Coleta está disponível no Portal do Inep. Já é possível acompanhar os relatórios da 2ª etapa do Censo Escolar 2018 – Situação do Aluno. O sistema foi elaborado de forma didática, garantindo aos usuários uma navegação simples, ilustrada por meio de mapa, gráficos, tabelas e filtros de pesquisa. O Mapa da Coleta é dividido em três sistemas. São elas:
  • Mapa das Escolas – quantitativo de escolas em atividade com matrículas de escolarização no Censo 2018 e de escolas que realizaram o encerramento do ano escolar no sistema Educacenso (escolas fechadas);
  • Matrículas – quantitativo de matrículas declaradas na Situação do Aluno e formato como foram declaradas no Educacenso (migração ou on line);
  • Escolas – quantitativo de escolas que não iniciaram o preenchimento da Situação do Aluno e de escolas que realizaram a “admissão após” de alunos no sistema.
Censo Escolar – Principal instrumento de coleta de informações da educação básica, o Censo Escolar é o mais importante levantamento estatístico educacional brasileiro nessa área. Coordenado pelo Inep, é realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O Censo Escolar abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e profissional: ensino regular; educação especial; educação de jovens e adultos (EJA); educação profissional.
http://portal.inep.gov.br/

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Tecnologia deve ser propulsora da aprendizagem, diz brasileira entre os 10 melhores professores do mundo


Por Fabrício Vitorino, G1
Com seu projeto Robótica com Sucata, que já ajudou a tirar mais de uma tonelada de lixo das ruas de São Paulo, Débora Garofalo foi selecionada entre mais de 10 mil candidatos do mundo inteiro e está entre os 10 melhores professores do mundo. Agora, a professora de Língua Portuguesa, que ensina tecnologia numa área carente da capital paulista, vai representar o país no Global Teacher Prize 2019, o Nobel da Educação, que oferece prêmio de US$ 1 milhão.
Em entrevista ao G1 por telefone, Débora conta que ficou muito emocionada com a indicação e que já tem planos para a “pequena fortuna”, caso seja a vencedora: reinvestir o dinheiro e levar a robótica para outros cantos do país. “Já fico imaginando uma comunidade ribeirinha de Manaus recebendo o laboratório e podendo vivenciar essa aprendizagem”, diz, parecendo ainda não acreditar na indicação.
A professora, que trabalha com crianças entre 6 e 14 anos, já conta com uma carreira premiada: foi “professor destaque” pela Secretaria Municipal de Educação SP em 2018 e vencedora na temática “Especial”, do Prêmio Professores do Brasil, também em 2018.
Sua metodologia foi incluída nas diretrizes de formação do CIEB (Centro de Inovação para Educação Brasileira) e virou referência para professores de todo o país. Débora também foi finalista de Aprendizagem Criativa da Fundação Lemann/MIT Media Lab e do Prêmio Claudia na categoria “políticas públicas”.
No meio disso tudo, Débora ainda encontra tempo para terminar um mestrado e dar palestras e treinamentos por todo o Brasil. Mas a indicação ao “Global Teacher Prize” trouxe ainda mais reconhecimento. “Depois da indicação, sem dúvida a visibilidade aumentou muito! Vejo secretarias de educação querendo que eu vá fazer a formação docente. E eu acredito que esse é o caminho. O professor também precisa ser despertado para essa aprendizagem”.
- Como vc recebeu a notícia de que estava no Top 10 de professores do mundo?
"Estava em casa e recebi uma mensagem da Fundação Varkey, que gostariam de falar comigo. Eles me ligaram, fizeram algumas perguntas, naquele ar de mistério e de repente, com um grande público reunido na Argentina me deram a notícia: eu era uma Top 10. Foi uma imensa alegria, ver todos reunidos, aplaudindo. Chorei muito, já que eu não esperava essa notícia.
Depois de passar pelo Top 50 e ver o quanto esses professores têm trabalhos maravilhosos, ver nosso trabalho entre os 10 é uma alegria muito grande!"
- E você já tem planos para o caso de ganhar o prêmio de US$ 1 milhão?
"Pensei nesse prêmio desde o primeiro momento. Não por ter uma expectativa, afinal já estou muito feliz de ter chegado até aqui, mas se realmente formos contemplados eu gostaria de investir esse dinheiro em cada canto do país, para poder multiplicar esse trabalho de robótica com sucata. Levar esse aprendizado para onde ele não exista. Já fico imaginando uma comunidade ribeirinha de Manaus recebendo o laboratório e podendo vivenciar essa aprendizagem."
- As pessoas acham que tecnologia é só um computador. E esse é um ponto importante no seu trabalho, de mostrar que é muito mais que isso. Você acha que esse é um diferencial?
"Acho que a grande diferença do trabalho não é o ensino de robótica, mas você poder olhar para a comunidade e intervir nela, numa educação realmente pautada na questão da sustentabilidade, principalmente pela questão da falta de recursos no nosso país. Eu sempre procuro manifestar publicamente meu desejo de que isso se torne uma política pública, para que o Brasil possa vivenciar esse ensino de robótica em toda a rede pública."
- Você tem essa proposta forte, que é de intervir na comunidade, e não deixar a educação como algo restrito à sala de aula. Como isso muda a aprendizagem dos alunos?
"É poder trabalhar outra forma de conceber a aprendizagem. É pegar todas as áreas do conhecimento, que até então são muito desconectadas ainda dentro de uma sala de aula, e aplicá-las em cima de um problema real, social, existente. E usar isso na comunidade, intervindo, mudando, e gerenciando o trabalho da robótica, que é tão importante hoje em dia, pela questão das competências socioemocionais, pela colaboração, e pela empatia."
- Muita gente ainda tem em mente que o ensino, e mesmo as inovações no ensino, tendem a ficar sempre restritos à sala de aula. É possível mudar isso?
"É uma nova abordagem. É poder tirar o aluno da passividade. O aluno que por anos participou desse processo apenas como receptor de conhecimento, agora ele pode atuar, se envolver dentro dessa aprendizagem, e construir algo significativo não só para ele, mas para que ele já vá fazendo essa vivência de mundo como um cidadão global. Esse é um outro grande ponto forte do trabalho: a possibilidade de replicação. Não é algo que precise de muito investimento para que ocorra. Parte somente de uma transformação dos atores que vivenciam a educação."
- Desde a indicação do Top 50, você conseguiu alguma visibilidade maior do seu projeto, como por exemplo treinar professores em outras unidades, outros estados?
"Eu já vinha fazendo um pouco desse trabalho de formação de professores, de forma gratuita, desde 2016, quando tudo ficou conhecido nacionalmente. Eu me propus a isso já por ter visto os resultados, e vale lembrar que é um trabalho vivo, ainda em atividade, que eu espero que prossiga por um bom tempo. Mas depois da visibilidade após a indicação para o prêmio, sem dúvida aumentou muito! Vejo secretarias de educação interessadas, querendo que eu vá fazer a formação docente. E eu acredito que esse é o caminho. O professor também precisa ser despertado para essa aprendizagem. Nós não somos formados para trabalhar com tecnologia. É necessário também que o professor desperte. E uma forma para ele despertar é ele vivenciando essa aprendizagem, para que ele tenha uma parceria com seus alunos."
- E você está tendo tempo, no meio disso tudo, de documentar seu projeto, os sucessos, as dificuldades?
"Estou finalizando o mestrado esse ano. E vou poder dar sequência a esse trabalho justamente estudando e levando isso para a academia. Eu acredito que esse é um dos caminhos importantes para que isso ocorra. O professor em sala de aula, e a gente falha por isso, não consegue registrar. E por isso é importante retornar, voltar a estudar, documentar. Eu brinco que vou ser uma eterna estudante. Não para por aí, na sala de aula.
E eu vejo a escola pública muito isolada. Escola pública não é ilha. Nós precisamos das universidades na escola pública assim como os professores precisam ter voz em outros lugares além da escola. É assim que a gente constrói uma educação sólida."
- Você já teve convites para divulgação do trabalho fora do país?
"Em 2017 eu fui contatada pelo Ministério da Educação, querendo que eu fizesse uma apresentação para o consulado da Finlândia, que se encantou pelo trabalho. Eles tentaram investir, mas por um problema de verba não aconteceu. Recebi muito apoio, muito suporte, para que eu pudesse continuar - justamente nessa parte de formação docente.
O que gerou mais interesse foi sair do tradicional, ver as crianças experimentando, exercendo a criatividade, a inventividade, de forma livre. (...) Recentemente eu tive um aluno que voltou à escola para dizer que havia ingressado na USP em Física - ele havia começado o 9º ano com a gente, no nosso projeto. Nosso objetivo é mostrar que não é o lugar que determina o que essas crianças podem ser. E que essas crianças podem ser o que elas quiserem, elas podem ter as mesmas condições de qualquer outra criança. A escola tem esse papel, de estimular todas essas vivências. É na escola que é permitido testar, vivenciar, testar hipóteses, então precisamos trazer um aprendizado diferenciado para essas crianças."
E qual seria sua mensagem para os professores que não entraram na lista final, para aqueles que têm um projeto, que planejam mudar algo na educação, não para ganhar prêmios, mas para inovar?
"O recado que eu gostaria de deixar para os professores é: continuem com resiliência. Muitas das soluções que nós estamos buscando em educação, muitos professores já fazem no dia a dia. E o único caminho que pode mudar uma sociedade é o da educação. Então, a cada professor, meu sincero agradecimento. Aos meus professores, que passaram pela minha vida, meu agradecimento. Que todos se sintam representados por essa grande premiação, por mostra que temos competência para apresentar uma educação de qualidade em nosso país."

Acesse a página oficial: https://www.globalteacherprize.org/pt/finalistas/finalistas-de-2019/

BNCC será debatida em seminário com secretários Municipais de Educação de MT

Este ano, será implementado o documento para as etapas do ensino fundamental e da educação infantil
Adilson Rosa Seduc M|T 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) será o assunto principal do 1º Seminário de Implementação do Documento de Referência Curricular (DRC) das Redes de Ensino de Mato Grosso. O evento, promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ocorrerá nesta quinta e sexta-feira (21 e 22.02), no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
A abertura do seminário será nesta quinta-feira (21), às 14h, e contará com a presença da secretária de Estado de Educação, Marioneide Klimeaschewsk, do presidente da Undime, Silvio Fidélis, e do presidente da AMM, Neurilan Fraga, além de representantes ligados ao segmento da educação dos 141 municípios de Mato Grosso.
A coordenadora estadual da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Irene Costa, informa que participarão do evento secretários municipais de educação e coordenadores pedagógicos das respectivas secretarias municipais. Segundo ela, o foco será a formação continuada e a ressignificação do Projeto Político Pedagógico (PPP) das escolas municipais. “O papel dos dirigentes é orientar a implementação do DRC em suas respectivas redes e eles receberão as informações que estão voltadas para além da implementação do documento”.
Ela ressalta que, com a homologação do DRC-MT em 2018, este será o ano de implementação do documento para as etapas da educação infantil – de responsabilidade dos municípios – e ensino fundamental.
http://www2.seduc.mt.gov.br/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Texto integral da PEC de Reforma da Previdência

O Presidente Jair Bolsonaro entregou neste dia 20/02 a Proposta de Emenda Constitucional que altera as bases da aposentadoria.

Com a necessidade de passar por duas votações por maioria dos Deputados na Câmara e uma maioria no Senado a PEC tem um longo caminho a percorrer. No percurso há a promessa de muitos debates, embates e algumas modificações. 
É muito importante conhecer o texto apresentado para que a luta seja com conhecimento de causa.

Recomendo a leitura do texto e não apenas de posts, via whatsapp. 

Acesse AQUI a PEC de Reforma da Previdência 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Lei proíbe uso de soda cáustica em estabelecimentos de ensino de Mato Grosso

LEI Nº        10.830,             DE    14      DE         FEVEREIRO          DE 2019.

Autor: Deputado Wilson Santos

Dispõe sobre a exposição comercial, a proibição da venda e a utilização em estabelecimentos de ensino, da substância soda cáustica, de seus similares e de todos os produtos classificados como nocivos à saúde.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO, tendo em vista o que dispõe o art. 42 da Constituição Estadual, aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte Lei:

Art. 1º A exposição para comercialização da substância denominada soda cáustica, de seus similares e de todos produtos classificados como potencialmente nocivos à saúde deverá ser efetuada de forma que seu posicionamento fique fora do alcance de crianças.

Parágrafo único Consideram-se produtos potencialmente nocivos à saúde aqueles cujas embalagens e rótulos advirtam sobre sua nocividade no uso, na utilização, na ingestão, na aplicação, na inalação, na aspiração, no manuseio ou no contato acidental pelo ser humano.

Art. 2º Fica proibida a venda a menores de 14 (quatorze) anos de todo produto potencialmente nocivo à saúde que possua as características descritas no parágrafo único do art. 1º.

Art. 3º É vedada a utilização dos produtos conceituados no parágrafo único do art. 1º nos estabelecimentos de ensino infantil, fundamental e médio.

Art. 4º A vigilância e a fiscalização para o cumprimento do disposto nos arts. 1º, 2º e 3º serão exercidas distintamente pelos órgãos de vigilância sanitária estadual.

Art. 5º O descumprimento desta Lei acarretará ao infrator as sanções previstas no art. 56 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.

Art. 6º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias, a contar da data de sua publicação.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Paiaguás, em Cuiabá,   14   de  fevereiro     de 2019, 198º da Independência e 131º da República.



Nota do Blog:
hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, é um hidróxido cáustico usado na indústria, principalmente como base química, na fabricação de papeltecidosdetergentesalimentos e biodiesel. Trata-se de uma base forte.
Apresenta ocasionalmente uso doméstico para a desobstrução de encanamentos e sumidouros, pois dissolve gorduras. É altamente corrosivo e pode produzir queimaduras, cicatrizes e cegueira devido à sua elevada reatividade.
Reage de forma exotérmica com a água e é produzido por eletrólise de uma solução aquosa de cloreto de sódio (salmoura), sendo produzido juntamente com o cloro.
(Wikipédia)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Implementação do documento da BNCC nas redes de ensino de MT será em 2019

O trabalho mais intenso está na ressignificação do Projeto Político Pedagógico da escola e da formação continuada
Coordenadora estadual da BNCC, Dra. Irene Costa
O processo de implementação do documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas redes de ensino de Mato Grosso ocorrerá durante o ano letivo de 2019. O trabalho mais intenso está na ressignificação do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e da formação continuada cuja elaboração está sendo realizada a partir de um diagnóstico das necessidades específicas de cada unidade escolar, além da necessidade de focar nas políticas educacionais.
O documento foi apresentado para os novos gestores escolares de Cuiabá e Várzea Grande durante a primeira reunião gerencial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizada na quarta-feira (13.02).
A coordenadora estadual da BNCC, Irene Costa, explica que a formação continuada será desenvolvida de forma articulada com as Superintendências de Gestão Escolar e Políticas de Desenvolvimento Profissional. “Será um trabalho integrado com as Assessorias Pedagógicas e Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica – Cefapros”.
Para a coordenadora, o grande desafio é a prática de ensino, repensando o que os professores já fizeram de bom e o que precisa melhorar. Tudo isso visando o planejamento a partir das competências, e habilidades trazidas pela BNCC. Com isso, será possível garantir os direitos de aprendizagem e desenvolvimento de todos os estudantes da educação básica.
Processo Histórico
Ela aproveitou a reunião para fazer uma explanação do tema, trazendo o processo histórico da BNCC de 2018, tendo como ponto principal o trabalho realizado em regime de colaboração entre Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além da comissão de governança representada por várias instituições da sociedade.
Em sua explanação Irene também ressaltou a importância do processo de consulta pública para a elaboração de documentos, em que as contribuições da comunidade escolar foram utilizadas para a produção da versão do documento referência curricular para Mato Grosso.
Uma vez concluída, a versão foi entregue para a aprovação junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE) e União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), com a homologação da Seduc.
http://www2.seduc.mt.gov.br/

Íntegra do voto do ministro Alexandre de Moraes sobre ensino domiciliar

Em setembro do ano passado, o voto do ministro Alexandre de Moraes (redator do acórdão) pelo não provimento do recurso foi seguido pela maioria dos ministros. Ele observou que a Constituição Federal não proíbe essa modalidade de ensino, mas ressaltou que sua implementação depende de lei editada pelo Congresso Nacional, respeitando todos os requisitos constitucionais. Na ocasião, o Plenário fixou a tese de que “não existe direito público subjetivo do aluno ou de sua família ao ensino domiciliar, inexistente na legislação brasileira”.
Leia a íntegra do voto do ministro Alexandre de Moraes proferido no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 888815, com repercussão geral reconhecida, no qual o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) discutiu o ensino domiciliar (homeschooling).

http://portal.stf.jus.br/

Vélez Rodríguez e Sérgio Moro assinam acordo para investigar indícios de corrupção no MEC

Vélez Rodríguez e Sérgio Moro assinam acordo para investigar indícios de corrupção no MECUma investigação feita pela nova gestão do MEC pode dar início à Lava Jato da Educação. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 14, pelo ministro, professor Ricardo Vélez Rodríguez, em reunião de assinatura do protocolo de intenções que tem como objetivo apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores. O acordo é o marco inicial para uma ampla investigação interministerial.
Dos vários casos apurados até agora, foram apresentados exemplos emblemáticos, como favorecimentos indevidos no Programa Universidade para Todos (ProUni), desvios no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), envolvendo o sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais. A audiência deu transparência ao funcionamento e atos do MEC, seguindo as orientações do presidente Jair Bolsonaro para todos os ministérios e instituições federais.
O documento foi assinado pelos ministros da Educação; da Justiça, Sérgio Moro; da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e pelo Advogado-Geral da União, André Mendonça. Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que será peça fundamental na apuração dos fatos.
A investigação é uma das principais metas em desenvolvimento pelo ministério dentro do plano de ações dos 100 primeiros dias. A partir de agora, o MEC encaminhará os documentos necessários para que Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria-Geral da União (CGU) possam aprofundar as investigações, instaurar inquéritos e propor as medidas judiciais cabíveis.
O ministro da Justiça, o advogado-geral da União, o ministro da Controladoria-Geral da União e o diretor-geral da Polícia Federal elogiaram a iniciativa do ministro da Educação e se colocaram à disposição para apurar todos os casos apresentados. De acordo com Vélez Rodríguez, o intuito é ser totalmente transparente para a sociedade. “Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios.”
http://www.fnde.gov.br/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Prefeitura de Cuiabá inicia processo para Concurso Público na Educação em 2019


A Prefeitura de Cuiabá divulgou no Diário Eletrônico de Contas, Edição nº 1550 de 13/02/2019, páginas 48 e 49, a Portaria Conjunta assinada pelos Secretários de Gestão e de Educação em que definem a Comissão responsável para dar início aos procedimentos visando orientar, acompanhar o planejamento, a organização e a execução do certame (concurso).

De acordo com a Portaria a realização de Concurso Público será para admissão de pessoal efetivo para a Secretaria Municipal de Educação.

O quantitativo de vagas não está definido. No entanto, a previsão é que o concurso ocorra em abril de 2019

Inscrições para Olimpíada de Matemática estão abertas


Estão abertas, desde terça-feira (5), as inscrições da 15ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que neste ano tem como tema os povos indígenas. A maior competição científica do país é destinada a estudantes dos ensinos fundamental (6º ao 9º ano) e médio, e realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).
As inscrições devem ser feitas pelas escolas, por meio do preenchimento da ficha de inscrição disponível exclusivamente na página da Obmep. O prazo se encerra em 15 de março. A divulgação dos vencedores está marcada para 3 de dezembro.
As provas serão aplicadas em 21 de maio (primeira fase) e 28 de setembro (segunda fase) e distribuídas de acordo com o grau de escolaridade do aluno: nível 1 (sexto e sétimo anos), nível 2 (oitavo e nono anos) e nível 3 (qualquer ano do ensino médio).Escolas municipais, estaduais, federais e privadas podem participar da olimpíada, que, no ano passado, reuniu 18,2 milhões de estudantes de 99,4% dos municípios brasileiros.
A Obmep premia separadamente alunos de escolas públicas e privadas. Aos primeiros serão concedidas 6.500 medalhas (500 ouros, 1.500 pratas e 4.500 bronzes) e até 46.200 certificados de Menção Honrosa. Estudantes de instituições particulares receberão 975 medalhas (75 ouros, 225 pratas e 675 bronzes) e até 5.700 certificados de Menção Honrosa. Os premiados com medalha de ouro, prata ou bronze garantem o ingresso em programas de iniciação científica.
Estímulo - Criada pelo Impa em 2005 e realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a competição é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação. Ela contribui para estimular o estudo da matemática no Brasil, identificar jovens talentosos e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento.
Apoio – A Obmep 2019 tem o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Além do selo da organização, todo o material de divulgação da olimpíada tem a logo do Ano Internacional das Línguas Indígenas, iniciativa da Unesco. Os cartazes da Obmep 2019 são ilustrados pela matemática nos desenhos simétricos dos povos indígenas.
Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Cuiabá: Prefeito encaminha Plano de Cargo e Carreira dos Profissionais de Educação à Câmara Municipal de Cuiabá


O prefeito Emanuel Pinheiro enviou à Câmara Municipal de Cuiabá a mensagem com a proposta de Lei Complementar que dispõe sobre o Plano de Carreira dos Profissionais da Educação da Rede Municipal de Ensino de Cuiabá. Na mensagem, Emanuel Pinheiro pede que o legislativo municipal analise o documento em caráter de urgência.
A revisão da Lei Orgânica dos Profissionais da Educação levou oito anos. Ao assumir a prefeitura de Cuiabá, Emanuel Pinheiro fez um compromisso com a categoria e, com a participação de representantes do Sindicato, do Conselho Municipal de Educação e da Secretaria de Educação, deu andamento às discussões que resultaram na proposta atual.
A última revisão da Lei Orgânica aconteceu há oito anos e o prefeito Emanuel Pinheiro, de forma inédita, reabriu as discussões e convidou representantes de todos os segmentos para sentarem à mesa. O resultado é uma Lei que traz avanços significativos, e um exemplo para todo o país, de valorização e respeito ao profissional.
Cuiabá será uma das poucas capitais brasileiras onde o profissional terá o seu tempo disponível valorizado. A partir da aprovação do novo PCCS passará a trabalhar 23h sendo 16 delas em sala de aula e 7 dedicadas à formação.
Em relação aos técnicos de nível médio com formação superior passarão a receber salários correspondentes aos de nivel  superior além de outros benefícios, que vão garantir aos profissionais ganhos reais com investimentos de mais de R$ 150 milhões nos próximos 5 anos.
“A Educação é um dos principais problemas que o Brasil enfrenta e também o mais complexo, mas tenho a plena convicção de que ao valorizar nossos profissionais, daremos um grande passo na busca por um ensino qualificado, inclusivo e humanizado”, destacou Emanuel Pinheiro.
http://www.cuiaba.mt.gov.br

Pais e professores reformam salas de aula de escola pública em situação precária em Cuiabá

Pais fizeram reparos nas paredes de quatro salas de aula da Escola Municipal Educação Básica Ana Tereza Arcos Krauze. Prédio está com buracos na parede, salas mofadas, forro do teto caindo e outros problemas estruturais


Por G1 MT

Pais pintaram a parede da escola — Foto: Mário Benevides/ Arquivo pessoal
Pais de alunos e professores reformaram as salas de aula da Escola Municipal Educação Básica Ana Tereza Arcos Krauze, no Bairro Jardim Industriário II, em Cuiabá. Com doações de lojas de materiais de construção, os pais dos estudantes reformaram quatro salas de aula com as próprias mãos.
Quatro salas foram reformadas pelos pais nos dias 2 e 3 deste mês. Os pais ainda higienizaram dois condicionadores de ar e limparam as salas de aula. E, na semana passada, um grupo de professores terminou de pintar o restante das salas, com tintas compradas pela escola. Ao todo, foram pintadas 16 salas.
Conforme Mário Benevides, morador que ajudou os pais na reforma, a escola está em estado precário e sem condições de uso. O imóvel está com buracos na parede, salas mofadas, forro do teto caindo, e outros problemas estruturais.
Sem condições de lecionar nas salas de aula, os professores ministram aulas em um antigo Centro Comunitário, nos fundos das dependências, que também está em situação precária.
''O lugar não tem janelas, nem ventilação, as salas estão mofadas e, quando chove, molha tudo. As crianças ficam sufocadas. Lá parece um presídio'', explicou Mário.
A ideia da reforma partiu de uma conselheira escolar, que reuniu os pais e pediu as doações em forma de materiais de construção. Os materiais utilizados custaram menos de R$ 600.
As salas reformadas receberam uma camada de argamassa e pintura. Ficou faltando uma sala. A obra começou a receber os reparos, mas a obra parou por falta de materiais.
Segundo Mário, a escola não é reformada há pelos menos 10 anos e precisa urgentemente de uma reforma geral. A reforma foi em protesto, pois os pais estão indignados com a situação precária que a escola se encontra.
Mário se diz indignado com a posição da prefeitura. "Eu acho um descuido do poder público e da prefeitura a situação em que está a escola. O nosso futuro são nossas crianças e sem ensino de qualidade, não teremos futuro", criticou.

Mutirão interno

Paredes foram pintadas — Foto: Mário Benevides/ Arquivo pessoal
A diretora da escola, Olinda Gonçalves, disse ao G1 que, depois da ação dos pais, ela e os professores fizeram um 'mutirão interno' e pintaram todas as 16 salas de aulas da escola.
Olinda disse que os recursos utilizados na compra das tintas utilizadas pela reforma feita pelos professores foi comprada pelo município e que sempre é disponibilizado recurso.
Sobre a reforma feito pelos pais, a diretora disse que permite que as famílias façam pequenos reparos, como pintura, que sempre é oferecida, porque a escola precisa e é uma forma dos pais contribuírem com a educação dos filhos.
"Se uma torneira quebrar e um pai de aluno oferecer ajuda, eu vou lá compro a torneira com o dinheiro da escola e deixo ele consertar. Não vejo problema nenhum nisso'', explicou.
Ela disse que só autorizou a ação porque tem receio da burocracia exigida para uma reforma, pois a escola é grande e demoraria muito tempo. "Mas já está licitada (a obra) e todos os documentos estão feitos para a reforma da escola, só estamos aguardando'', alegou.

Nota no Ideb

Professores também participaram do mutirão
 — Foto: Olinda Gonçalves/ Arquivo pessoal
A escola obteve pela quarta vez consecutiva a nota 8.0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sendo a melhor nota das escolas públicas de Mato Grosso e está entre as 10 melhores do Brasil, segundo Olinda Gonçalves.
A diretora disse ainda que foi feita uma reforma no teto do complexo de salas situadas no fundo da escola e que o local está em condições favoráveis para utilização.
A escola possui cerca de 820 alunos e funciona nos dois períodos, manhã e tarde. Por enquanto a escola está sem funcionários e professores do segundo e quarto ano, mas a contratação está sendo feita.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que determinou uma verba para reparos emergenciais na unidade e que fosse liberada.
Em 2018, a Escola Ana Teresa Arcos Krause passou por três manutenções na rede elétrica e telhado da unidade para corrigir os problemas de goteiras.
Para resolver os demais problemas estruturais, a escola foi incluída no pacote de reformas da Prefeitura de Cuiabá que há previsão início em breve — ainda falta a aprovação da licitação.
O pacote visa possibilitar obras maiores de unidades escolares com estrutura antiga. Somente para esta unidade serão investidos R$ 2,8 milhões para a reforma, segundo a assessoria da prefeitura.

Escolas municipais

Cuiabá tem 81 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) urbanas e oito do campo; 51 unidades de creche e 22 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
No ano de 2018, foram mais de 51 mil estudantes matriculados e esse ano não foi totalizada a qualidade de alunos matriculados nas redes de ensino públicas do município.
https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...