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sábado, 26 de novembro de 2016

World Voice: Alunos e professores desenvolvem juntos habilidades por meio da musicalidade

Segunda fase de iniciativa do British Council, realizada em Mato Grosso por meio de parceria com Seduc e Sec, encerra-se neste sábado
Helson França Seduc 

Estudantes e educadores durante dinâmica em grupo: aprendizagem, parceria e diversão. - Foto por: Mayke Toscano
Estudantes e educadores durante dinâmica em grupo: aprendizagem, parceria e diversão.
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Sem a música, a vida seria um erro. A frase, eternizada pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, tem, ainda que involuntariamente, servido de inspiração para alunos e professores da Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande, desenvolverem uma série de experimentações tendo a musicalidade como ponto central.
Por meio do World Voices, programa original do British Council e realizado em Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e Secretaria de Cultura (Sec), estudantes e educadores buscam, juntos, descobrir e aprimorar habilidades, e também conhecer melhor uns aos outros.
A iniciativa, que encerra a segunda fase em Mato Grosso neste sábado (26.11), tem a finalidade de levar à comunidade escolar vivências práticas pedagógicas diferenciadas, que possam estimular capacidades cognitivas como a atenção, criatividade e percepção, sem deixar de lado a parte física, com a expressão corporal.
Na quinta-feira (24.11), os 40 participantes fizeram de tudo um pouco durante a dinâmica em grupo: dançaram, ficaram perfilados até formarem um triângulo sem que alguém estivesse no comando, contaram histórias e cantaram, muito, em vários idiomas.
Aluna do 6º ano, Isabelle Caetano, 11 anos, era uma das mais empolgadas. “Sou do tipo tímida mas aqui não me sinto retraída, e sim bem livre. Ver os nossos professores também envolvidos nas brincadeiras é bastante engraçado. Acho a proposta interessante pois, além da diversão, tem a parte da concentração, que é muito exigida. O que é bom, pois podemos aprender a usar isso nos estudos, por exemplo”, afirmou.
Colega de Isabelle, Ianna Giulia, 13 anos, também do 6º ano, por sua vez, ressalta que as atividades têm a capacidade quase que terapêutica de acalmá-la. “Serenidade, é o que também aprendemos nessa vivência toda”, resume.
A Escola Estadual José Leite de Moraes foi a escolhida para acolher o programa por já ter em andamento projetos relacionados à musicalidade, como um grupo de coral. Em março ocorreu a primeira fase. Ao todo, serão quatro. As próximas ocorrerão nos finais de dezembro e janeiro.
Representante do British Council, o músico regente Paulo Bezulle, responsável por coordenar a segunda fase do programa, crê que iniciativas inovadoras, quando abraçadas por estudantes e educadores, podem mudar a realidade de determinada unidade de ensino.
“Diversificar as estratégias pedagógicas e aproximar alunos e professores são fatores que estão relacionados à melhora do sistema de ensino como um todo”, observa.
O World Voices é um projeto que, além da parte musical e lúdica, inclui workshops e capacitação de professores. A intenção é de fazer com que os educadores sejam multiplicadores das metodologias trabalhadas durante o período da vivência, para que as atividades possam fazer parte das unidades de ensino de maneira regular.



http://www.mt.gov.br/-/5329961-alunos-e-professores-desenvolvem-juntos-habilidades-por-meio-da-musicalidade

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

World Voice: Professores da rede pública participam da segunda etapa de projeto de musicalização

Angélica Moraes SEC-MT 
O World Voice assegura, a crianças e jovens, a oportunidade de usar o canto como ferramenta de desenvolvimento humano. - Foto por: Mayke Toscano/GCom-MT

Acontece nesta quinta (24) e sexta-feira (25.11), na Escola Estadual José Leite de Moraes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, a segunda fase do workshop com os educadores participantes do programa World Voice, realizado pelo Governo de Mato Grosso por meio das secretarias de Cultura (SEC) e de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) em parceria com o Conselho Britânico.
Professores da rede pública que participaram da primeira fase, em março deste ano, desenvolvem as atividades nos períodos matutino e vespertino, sob orientação de Paulo Bezulle, músico e master training do World Voice Brasil, de São Paulo. Ele é responsável por acompanhar os cerca de 30 educadores que participam do projeto em Cuiabá. “Este é um trabalho muito mais abrangente onde os professores poderão difundir a aula de canto como processo da pedagogia”, explica.
Desenvolvido pela primeira vez em Mato Grosso, o World Voice fomenta a utilização da música em sala de aula e assegura, a crianças e jovens, a oportunidade de usar o canto como ferramenta de desenvolvimento humano.
Esta é a segunda edição brasileira do programa, que aconteceu pela primeira vez, como projeto piloto, em São Paulo no ano passado. O projeto envolve educadores e professores de canto altamente qualificados, com uma programação que inclui workshops, performance e a formação de professores na metodologia do World Voice. Estes se tornarão multiplicadores aptos a ensinar a metodologia para outros professores de outras escolas permitindo, assim, a expansão do programa no estado.
Esta edição do World Voice em Mato Grosso inclui os módulos de Aquecimentos estratégicos, Ensinando canções, Vocalidade e Sonoridade. As próximas edições, em dezembro e janeiro de 2017, englobam também os módulos de Prática Criativa e Improvisação.
Conselho
O British Council é uma organização internacional do Reino Unido que tem a missão de criar oportunidades educacionais e relações culturais com outros países. Está presente em seis continentes e em mais de 100 países. No Brasil atua desde 1945 com programas e serviços no idioma inglês, educação, sociedade e artes.
Começou há três anos a desenvolver o World Voice e está presente em 12 países, orientando professores a usar o canto como uma opção de agregar valor e criatividade ao conteúdo programático tradicional.
Além da sonoridade, ritmo e movimentos corporais, o programa desenvolve outras características nos participantes como a concentração, foco, persistência e liderança. Além disso, a sociabilidade e a capacidade de respeitar, observar, ouvir e aprender com o outro também são resultados positivos alcançados com o programa.


http://www.mt.gov.br/web/sec/-/5316967-professores-da-rede-publica-participam-da-segunda-etapa-de-projeto-de-musicalizacao

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Cuiabá e Cáceres recebem I Festival Internacional de Dança Folclore do Pantanal

O Centro de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE), o Grupo Parafolclórico Vitória Régia de Cáceres e Associação Mato-grossense de Espanhol (Ample), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) realizam, entre os dias 8 e 10 de setembro, o I Festival Internacional de Dança Folclore do Pantanal (Fifopan). O evento, que conta com apresentações culturais de dança, colóquio e imersão linguística, tem como objetivo promover atividades que inter-relacionem educação, lazer e dança.
Participam do encontro grupos de danças de diversos países da América do Sul como os brasileiros Grupo Parafolclórico Vitória Régia (Mato Grosso) e Grupo De Dança Popular Vidart’s  (Rio Grande Do Norte); Ballet Folklorico Universitário Irpasiri (Trujillo/Peru); os colombinanos Asociación Artística Y Cultural Juventud 2000 (Cali), Maravillosa Colombia Internacional (Bogotá) e Los Paisas Corporación Cultural De Danzas (Medellín); o chileno Agrupación Los Areneros de Pirque Chile (Santiago) e o argentino Ma Küme Peñi, Ballet Juan Chelemin De Londres Argentina (Catamarca).
O festival tem início em Cáceres, no dia 07, com apresentações de dança de grupos convidados. No dia seguinte, a abertura do evento em Cuiabá ocorre às 19h no Sesc Arsenal. A programação é aberta ao público.
No dia 09, das 08h às 11h, será realizado no Sesc Arsenal o Colóquio sobre Arte e Dança com aproximadamente 50 professores de Artes. A ação conta com o apoio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro), polo Cuiabá.
No período da tarde, cerca de 300 estudantes da Escola Estadual Presidente Médici recebem os grupos de danças convidados. Às 19h, os artistas se apresentam no Sesc Arsenal, com espetáculo aberto ao público.
No dia 10, é a vez da comunidade escolar da EE Dione Augusta da Silva Souza receber a programação. As apresentações culturais ocorrem ao longo do dia para cerca de 500 estudantes. Às 19h a escola abre as portas à comunidade, que poderá conferir as manifestações artísticas.
De acordo com a coordenadora do projeto em Cuiabá, professora Cristiane Montes de Novais, também será realizada uma programação especial para os professores de espanhol das redes públicas e privadas. “O evento vai oferecer uma imersão linguística, cultural e colóquio com esses profissionais”, informa. Ao todo, são ofertadas 40 vagas.
Cristiane destaca que será um grande encontro de povos e culturas no Pantanal com a participação de diferentes setores sociais. “Temos a intenção também de promover a divulgação de Mato Grosso, do Pantanal, bem como sua preservação e valorização de manifestações folclóricas”, finaliza a educadora.
Mais informações: e-mail: cr.cuiaba@gmail.com ou pelo telefone (65) 3637-6001.

Viviane Saggin
Assessoria Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Cuiab%C3%A1-e-C%C3%A1ceres-recebem-I-Festival-Internacional-de-Dan%C3%A7a-Folclore-do-Pantanal.aspx

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Como educar uma criança para gostar de museus

Algo estranho acontece conosco quando nos tornamos pais: nós esquecemos quão chato “o pensamento adulto” pode ser.
Quando eu era criança, a ideia de passar horas em um museu ou galeria de arte já era o suficiente para me fazer fechar a cara. E, no entanto, algumas vezes, eu me encontro oferecendo os mesmos argumentos de “devemos ir para o museu” para meus próprios filhos e, em seguida, me vejo surpresa por eles não ficarem empolgados com a proposta.
Mas, depois de dezenas de visitas a museus e uma diminuição no número de reclamações, eu acho que encontrei um segredo que vou compartilhar. Encoraje seus filhos a aprender ao longo da vida com esses cinco truques:
Educação MuseusCrédito gow27 / Fotolia.com

1. Leve em conta o que eles querem
Muitas vezes, nós, pais, começamos levando nossos filhos aos museus que estão ao nosso redor, em vez de procurar os que despertem maior interesse deles. Começando a partir dos interesses, irá garantir que eles queiram fazer o passeio, pelo menos a princípio.
Seu filho ama dinossauros? O museu Royal Tyrrell, em Alberta, nos Estados Unidos, será um sucesso (será que ainda existem fósseis de dinossauros ainda a ser descoberto nas redondezas). Eles querem ser astronautas? Então o Kennedy Space Center, vai levá-los à loucura, assim como o museu Air and Space, em Washington DC.
E se você não pode ir ao museu que te sirva com maior precisão, pelo menos, faça uma pesquisa prévia para escolher as exposições certas. A grande placa que diz “você está aqui” na entrada do museu não é hora de começar a decidir como você vai passar o seu dia.
2. Repense como é o passeio em um museu
Paredes, teto, portas… Tudo isso é para ser levado em conta quando você está procurando uma experiência museológica. Hoje em dia, arte pode ser encontrada nos mais diversos lugares. Pense nos murais de arte pela Filadélfia, uma caminhada para ver os grafites de Toronto, ou nas exposições anuais ao ar livre em Sarasota, na Flórida, para começar.
E mesmo em suas caminhadas diárias, considere procurar arte na arquitetura em torno de você, isso pode transformar o significado que o “ir para o museu” tem para seu filho.
Você poderia ir a Paris e nunca por os pés dentro do Louvre e ainda ter muita “arte” para discutir. Deixe seu filho adolescente tirar selfies na frente de Le Mur des je t’aime. O mural possui a frase “eu te amo” escrita em mais de 250 línguas e seu interesse pode despertar. Uma visita ao popular parque Champ de Mars significa que você vai ver as imagens da famosa Torre Eiffel.
3. Mantenha interativo
É a maneira infalível de tocar o coração das crianças, mas exposições interativas deixará as crianças maiores (e os pais) entretidos, também. Muitos de nós, jovens e menos jovens, aprendem melhor através do toque e de jogo. Procure por museus que incentivem a interação.
Levei meus filhos ao museu Experience Music Project (EMP), em Seattle, e o que era suposto ser uma visita de uma hora se transformou em uma tarde inteira, eles encontraram os instrumentos que mais gostavam em um cenário que era convidativo e não intimidador. Era comum eu precisar usar muita persuasão para fazer meu filho de 10 anos ir para as aulas de piano, mas lá ele estava lendo os tutoriais, aprendendo notas e acordes, sem eu precisar falar nada.
Não tem certeza se seus filhos gostam de arte? Leve-os para um dos tours de pijama do Artime ou às gincanas criadas dentro da Barnes Foundation, na Filadélfia, que eles vão gostar para sempre. O museu em si é muito bom para crianças e não impõe regras sobre como o passeio deve ser conduzido.
Os centros de ciência são sempre um sucesso com as crianças. NEMO, em Amsterdam, oferece diversão por dentro e por fora (há um telhado inclinado, areeiros, e uma mini-praia). No Centro de Ciências de Glasgow, na Escócia, você vai se divertir tanto quanto eles vão nas áreas de arte e educação.
4. Comece enquanto eles ainda são jovens
Você não tem que estar na Itália – ou em qualquer outro país estrangeiro – para fazer uma visita ao ser parte da rotina.
Certa vez eu estava pronta para levar as crianças para a Galeria de Arte de Ontário, no Canadá, e os deixei engatinhar do lado de fora, onde esculturas gigantes os mantiveram hipnotizados. Um dinossauro gigante do Museu Real de Ontário nas janelas superiores fez meus filhos me pedirem para entrar, e não o contrário.
Museus também podem ser incríveis experiências de ensino para as crianças mais velhas começarem a compreender alguns aspectos menos lisonjeiros da humanidade.
No Newseum, em Washington DC, falamos sobre raça e cultura, no Anne Frank Housein, em Amsterdã, falamos sobre o Holocausto através da perspectiva desta heroína corajosa, e no museu The Apartheid, em Joanesburgo, aprendemos sobre os efeitos da segregação, pois eles lhe entregam um cartão de identificação de sua raça que dita o caminho que irá percorrer pela exibição.
5. Vá embora cedo
Este é o segredo para qualquer coisa. Os deixe querendo mais.
Qualquer espaço se tornarchato quando você fica muito tempo nele. E quem quer voltar a um espaço quando você já esgotou todas as atividades que ele oferece?
Faça a você mesmo esse favor e não tente percorrer todo o museu em uma única tarde. Escolha algumas exposições e siga em frente muito antes das crianças pedirem isso.
* Texto publicado originalmente em inglês, no site Family Time, da National Geografic.

http://porvir.org/porfazer/como-educar-uma-crianca-para-gostar-de-museus/20141211

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

MinC vai premiar práticas lúdicas, artísticas e culturais que promovam destaque na Educação Infantil


O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), torna público o edital que visa premiar práticas lúdicas, artísticas e culturais que promovam destaque na Educação Infantil. O edital “Escola: Lugar de Brincadeira, Cultura e Diversidade” prevê 40 premiações a centros educacionais de educação infantil públicos, conveniados ou comunitários que inscreverem ações culturais de caráter pedagógico de promoção e valorização da diversidade.
O objetivo é identificar, reconhecer, fomentar e incentivar práticas lúdicas, artísticas e culturais nas instituições públicas de ensino infantil, que desenvolvamações comprometidas com a infância e a diversidade. Tudo isso, a partir do “brincar” como principal linguagem e manifestação cultural, evidenciando as crianças enquanto produtoras de arte e cultura em contextos de sócio e biodiversidade.
As iniciativas concorrentes deverão estar referendadas na cultura da infância, devendo focar:
- A valorização da identidade local propiciando a interação e o conhecimento das crianças sobre as manifestações e tradições culturais brasileiras que abarquem a transmissão de saberes e fazeres por intermédio de práticas e/ou da oralidade entre as diversas culturas e gerações, próprias de suas comunidades: seus costumes, culinárias, memória, contos populares, práticas construtivas, lendas, mitos, provérbios, crenças, adivinhas, cantigas/canções, danças, altos, romanceiros e outros.
- O reconhecimento, valorização e respeito à interação das crianças com as diversas etnias que compõem o território brasileiro, tais como elementos das manifestações de povos e das culturas negras e afro-brasileiras, indígenas, cigana, rurais, dos povos ribeirinhos, da floresta, de influência oriental, latina ou europeia.
- O respeito e consideração às relações de gênero numa perspectiva da promoção da igualdade, diversidade e identidade de gênero; múltiplas formas de relação e de modelos familiares, trabalhando de maneira afirmativa questões que se distanciem de estigmas socialmente construídos.
- A valorização do pensamento, criatividade, expressão, opinião, interações e brincadeiras favorecendo a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual,verbal, cênica, plástica, dramática, circense, musical, audiovisual e outros.
A ação ou projeto de cunho político pedagógico deverá ser apresentada pela escola a partir das práticas já existentes na instituição, finalizadas ou em contínua realização. O valor total de cada prêmio é de R$ 10.000,00.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 25 de novembro.
Clique aqui para saber mais e fazer a inscrição.
Mais informaçõesinfanciaecultura@ufc.br ou (85) 3366-7677/ 3366-7691 ou 3366-7819
http://undime.org.br/minc-vai-premiar-praticas-ludicas-artisticas-e-culturais-que-promovam-destaque-na-educacao-infantil/

Alunos participam de encontro interescolar de dança e cultura


Secom Cuiabá
Foto: Jorge Pinho

A escola municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon promove na próxima quinta-feira (13), a partir das 16 horas, a 13ª edição do Encontro Interescolar de Dança e Cultura da Cidade Educadora (Eidancce). O evento será realizado na Concha Acústica do Parque Mãe Bonifácia e contará com a participação de alunos de várias escolas municipais. 
O Eidancce faz parte das comemorações ao Dia da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares, celebrado no dia 20 de novembro. “O objetivo do Eidancce é exaltar o líder da resistência negra, divulgar sua história e valorizar as ações desenvolvidas no cotidiano das escolas da rede pública de Cuiabá”, explica a professora Sueli de Fátima Xavier Ribeiro, idealizadora do evento.
Também participam do evento alunos das escolas municipais Maria Tomich Monteiro da Silva, Maria da Glória de Souza, Juarez Sodré Farias, Raimundo da Conceição Pombo Moreira da Cruz, Doutor Orlando Nigro, Professora Alzira Valladares e Nossa Senhora Aparecida.
O evento contará também com a participação do Coral da Prefeitura de Cuiabá e o Grupo de Cururu Coração Tradição Franciscano.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/alunos-participam-de-encontro-interescolar-de-danca-e-cultura/9872

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Projeto Cor da Cultura realiza 3ª edição

ALINE MARQUES
Assessoria/Seduc-MT

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, realiza nos dias 04 e 05 de novembro, o III Seminário do Projeto “A Cor da Cultura”. O evento será durante todo o dia nas Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (FEICS), localizada no Grande Templo, na avenida do  CPA, em Cuiabá. O objetivo é o aprofundamento das questões étnico-raciais, além de compartilhar experiências relevantes realizadas em sala de aula por professores das redes estadual e municipal.

Mais de 400 professores  da rede estadual e municipal são esperados para o evento. Na oportunidade, além das experiências de educadores serão realizadas quatro oficinas e pesquisas das ações desenvolvidas nas escolas da rede. Segundo a gerente de Diversidades Educacionais da Seduc, Ângela Maria dos Santos, uma das unidades visitadas será a Escola Estadual Quilombola Reunidas Cachoeira Rica, de Chapada dos Guimarães. A unidade apresentou o projeto sobre os trabalhos que desenvolve para ampliação de conhecimentos e valorização da cultura e identidade quilombola. Eles receberão a visita da equipe de pesquisa da Cor da Cultura, para conhecimento e divulgação dos resultados desses trabalhos.

Acesse a página da Cor da Cultura

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Arte contemporânea liberta a criatividade dos alunos

Assim é a aula da professora Maria da Paz, de MG, uma das vencedoras do prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita
Pinturas, gravuras, desenhos e esculturas produzidos por crianças, misturadas a páginas de livros e fotografias decoram as paredes do antigo laboratório de ciências da Escola Municipal Valéria Junqueira Paduan, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Esse é o espaço de trabalho da professora de educação artística Maria da Paz Melo: uma sala de aula da imaginação e de fantasia ativa.
Nem um eco das aulas de arte tradicionais, pelas quais passaram gerações de alunos, com desenhos iguais para colorir, ilustrações para copiar ou lembrancinhas em série para o dia das mães. No verso de cartazes de filmes de uma locadora, em sobras de papel que uma gráfica iria jogar fora ou com sucatas de uma empresa recolhidas pela mãe de um aluno, as crianças fazem e desfazem, desenham, pintam, riscam, rasgam, saem das duas dimensões do papel. Usam todo tipo de material para criar arte contemporânea e , sem buscar a perfeição do desenho, expõem sua personalidade.
Arte moderna liberta a criatividade dos alunoscrédito Maria da Paz Melo

Maria da Paz não pensava em ser professora, mas há nove anos,  no entanto, encontrou nas aulas de arte o caminho para liberar a criatividade das crianças. Ela já ganhou o Prêmio Arte na Escola Cidadã, do Instituto Arte na Escola, em 2012, e é uma das vencedoras do Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita – o prêmio Educador do Ano será anunciado na próxima segunda-feira.
Poética pessoal
Alunos concentrados, pintando, acionando seu repertório interior para criar não o que veem, mas o que sentem. Quem acompanha as aulas vê uma demonstração do que o poeta Manoel de Barros disse: “Crianças em pleno uso da poesia funcionam sem apertar o botão”. No meio do processo criativo, com frequência Maria da Paz identifica nas obras que as crianças estão produzindo uma semelhança com um artista contemporâneo. Ela corre e busca um livro na biblioteca. “Está vendo aqui? Está bem parecido com o que esse artista faz”. E é assim com desenho, pintura, instalação, pintura no rosto. As crianças conhecem por livros e vídeos os artistas e suas obras como Mondrian, Matisse, Picasso, Paul Klee, Kandinski, Antoni Tapiès, e os brasileiros Nuno Ramos e Karin Lambrecht , mas apenas como referência. Não copiam, cada um busca encontrar sua resposta, sua solução criativa para a obra.
Do desenho fraco do homem-palito do primeiro dia de aula para o desenvolvimento de uma poética pessoal, o percurso de alguns alunos é surpreendente. As frases “não sei desenhar” ou “não consigo fazer” ficam para trás.
“Em alguns alunos é bastante visível a evolução das linhas do desenho, estão criando uma consciência estética. Ter um olhar diferente não é monopólio deles, tudo depende do direcionamento do professor, isso está em qualquer criança. Não ensinei ninguém a desenhar, é uma questão de autoestima, de acreditar que é capaz”, contou a professora. E isso é resultado de um processo continuado, feito a partir de uma sequência de exercícios para desenvolver a sensibilidade, habilidades e cultivar o olhar desde os primeiros anos.
A maioria é entusiasmada. Quando toca o sinal ou são chamados para a aula de arte, os alunos disparam pelos corredores. Mesmo quando não é a sua turma, pedem para entrar na sala, querem participar de todo jeito, segundo a diretora da escola Leila Vilela Mamud, que disse que também gosta de observar as aulas. “Eles estão desenvolvendo várias habilidades novas com essas atividades diferentes do cotidiano deles, a concentração, o aprendizado, a sensibilidade. Eles conseguem colocar a vida deles naqueles desenhos”.
Arte moderna liberta a criatividade dos alunos crédito Maria da Paz Melo
O corpo como arte
Ao perceber que as crianças vinham se desenhando com carvão e pastel seco, a professora descobriu que a maioria sonhava com o dia em que poderia se tatuar. A partir daí, buscou imagens que mostrassem o quanto vários grupos humanos usam o corpo como suporte para o desenho, como fotos das tribos africanas do Rio Omo, feitas por Hans Silvester.
O dia em que a atividade é fazer do corpo o suporte da arte é concorrido. Com a tinta pastel, os alunos pintam o rosto, enfeitam os cabelos com flores e véus, pintam os dentes com anilina comestível e colocam capas de tecido colorido para correr pelo pátio, pelo pomar ou o bosque da ampla escola.
Mesmo tendo como referência os indígenas africanos e da Amazônia brasileira, as pinturas que fazem são muito próprias, um espetáculo raro que surpreende quem vê. Como bichinhos curiosamente coloridos, fazem piruetas, giram, posam para fotografias, percebem que são, elas próprias, obras de arte.
“Vou levar meu diário, vai que vejo uma coisa que me interesse”, diz Richard Daniel Marques dos Santos, de 9 anos, aluno do 4º ano, que a professora considera ter passado por uma “experiência estética”. Depois de ter visto uma fotografia de uma obra de Tapiès, teve um surto criativo e segundo ela está desenvolvendo uma poética pessoal verdadeira. Ele mantém um diário com seus desenhos. “Quando faço arte, me inspiro. Vem uma coisa na cabeça e eu crio”, contou ele. Para Jonathan Henrique Felício Balestra, também de 9 anos, a arte tem um efeito mais explosivo: “Parece uma coisa louca explodindo na nossa cabeça, até que vem a ideia”.
O semestre teve como ponto máximo uma visita em julho ao MAC (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo). Madrugando para pegar a estrada, muitas das 23 crianças nunca haviam viajado e pouco saíam da “roça”. Quando passaram pelas obras expostas, reconheceram alguns artistas, como Sergio Romagnolo, Tapiès e Kandinski.
Maria da Paz quer montar um portfólio dos alunos, expor na cidade e também dar aulas para professores, com a intenção de estimular um ensino com mais criatividade e sensibilidade, influenciando o que as crianças forem fazer em várias áreas da vida:  estudos, trabalho, relações com os outros. “Muita gente pesquisa sobre criatividade, mas ninguém tem a resposta”, ponderou. Uma aproximação de resposta talvez esteja naquilo que Jorge Mautner viu: “Beleza são coisas acesas por dentro”. Beleza que acende as crianças livres, inventivas, naturais, de Santa Rita do Sapucaí.
Arte moderna liberta a criatividade dos alunos crédito Maria da Paz Melo
http://porvir.org/porfazer/arte-moderna-liberta-criatividade-dos-alunos/20141017

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Escola Marechal Rondon realiza Sarau de Espanhol

Rosane Brandão
Secom Cuiabá

A escola municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, do bairro Alvorada, realiza nesta terça-feira (30), a partir das 7h30, a 3ª edição do Sarau de Espanhol. A atividade faz parte do projeto “Cata-Vento, Palavras em Movimento”, que tem por objetivo o incentivo à leitura e a produção textual. 
A programação do evento inclui apresentações musicais, de dança e de leituras de poemas, com a participação dos alunos e convidados especiais.
O projeto foi idealizado em 2012 pelas professoras Isabel Cristina Ribeiro e Maria Auxiliadora de Oliveira e, desde então, vem sendo realizado no espaço da escola. A terceira edição do Sarau de Espanhol será realizada em parceria com a professora de Espanhol, Elinéia Amorim.
Essa ação contempla o idioma de espanhol e de português. O sarau é uma mostra de cultura em que alunos e demais colaboradores aprimoram o gosto pela leitura e pela diversidade cultural.
A elaboração do projeto, conforme explicam as professoras idealizadoras, nasceu da necessidade de uma metodologia dinâmica, pertinente à realidade dos alunos. O projeto busca na intertextualidade a base para a motivação dos alunos, tendo como objetivo a valorização e o estímulo da leitura, das práticas discursivas e da produção textual.
O projeto procura desenvolver atividades de incentivo à leitura envolvendo toda a organização escolar, de forma integrada ao processo de ensino-aprendizagem.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escola-marechal-rondon-realiza-sarau-de-espanhol/9623

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Festival estimula jovens a produzirem vídeos sobre direito à escola pública de qualidade


A terceira edição do Festival Imagens EMdiálogo está com inscrições abertas para os estudantes de Ensino Médio das escolas públicas de diversos países da América Latina, incluindo o Brasil.
Totalmente online, o Festival pretende estimular a autonomia dos jovens e fazer com que a produção audiovisual realizada nas escolas se torne um canal de comunicação para o diálogo sobre o direito à educação pública de qualidade.
O tema desta edição é “Uma escola sem muros”. Os vídeos inscritos devem durar no máximo cinco minutos (incluindo créditos) e podem ser de ficção, documentário, animação ou até mesmo experimental.
Não há limite de inscrição por estudante ou escola. A única exigência é que o aluno esteja matriculado no Ensino Médio de uma escola pública brasileira.
O festival é organizado pelo Portal Ensino Médio EMdiálogo. Segundo os organizadores, 60% da produção brasileira no último festival veio de cidades localizadas fora das regiões metropolitanas.
As inscrições devem ser feitas no site do Festival e estão abertas até o dia 1/10. Leia o regulamento do evento aqui.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Música melhora aprendizado de crianças na Austrália

Projeto da ONG The Song Room, que já trabalhou com mais de 250 mil estudantes no país, é finalista do prêmio Wise 2014



Criada há cerca de 15 anos na Austrália, a organização não-governamental The Song Room leva música de qualidade e aulas de arte a estudantes de baixa renda do país. Nesse período, o projeto já atingiu mais de 250 mil crianças, que passaram a se desenvolver melhor na escola. “Nossa visão é que todas as crianças da Austrália têm a oportunidade de ter contato com música e arte para melhorar sua formação, seu desenvolvimento pessoal e seu envolvimento com a comunidade”, afirmam os porta-vozes do projeto.
Essa ambição e os resultados comprovados colocaram o projeto entre os 15 finalistas do Wise Awards 2014. Lançado em 2009, o prêmio identifica e promove soluções diferenciadas e inovadoras para os desafios educacionais do mundo real. Os nomes dos seis vencedores deste ano serão anunciados em meados de setembro e a premiação ocorrerá na sexta edição do World Innovation Summit for Education, que acontece entre 4 e 6 de novembro em Doha, no Catar. Cada um deles receberá US$ 20 mil. Essa é a primeira vez que a ONG concorre ao prêmio. Caso ganhe, a organização pretende usar o dinheiro para chegar a mais escolas da Austrália.
koi88 / Fotolia.com

Atualmente, os workshops da The Song Room atingem cerca de 15 mil crianças toda semana. Os programas são adaptados às necessidades delas e das escolas onde são ministrados. Tudo é feito em parceria com a comunidade e com a ajuda da internet, em busca de resultados sustentáveis para estudantes, professores e para a comunidade escolar.
“Defendemos o ensino de música e arte por seus valores intrínsecos e extrínsecos. Em outras palavras, nossos programas existem para o benefício da educação dentro das disciplinas artísticas e também pelos muitos outros benefícios que o acesso às artes têm para o aperfeiçoamento da performance acadêmica, do engajamento escolar e do bem-estar social e emocional. Nossos programas são projetados para preencher este espaço educacional e para fornecer aos estudantes australianos a oportunidade de realizarem o seu melhor”.
Neste ano, o projeto celebra uma data especial, os dez anos de workshops feitos dentro das escolas. A organização começou em um pequeno escritório em Melbourne e cresceu. Hoje, leva suas aulas a todos os estados e territórios da Austrália. Estudantes de 5 a 12 anos são a maior parte do público, mas, em comunidades muito pobres, crianças da pré-escola, de zero a 5 anos, também são atendidas.
Divulgação

O projeto emprega artistas profissionais com experiência em ensino para trabalharem nas escolas. Primeiro, a ONG se reúne com a comunidade escolar para identificar seus objetivos e adaptar o programa àquelas necessidades específicas. Depois, o professor de arte começa os workshops semanais com os alunos, que duram entre seis e 18 meses. Além disso, os profissionais de música e arte ajudam professores generalistas a desenvolverem as habilidades necessárias para dar continuidade às aulas ao final do programa. Dependendo da especialidade do professor, os workshops podem ser construídos em torno de canto, percussão, instrumentos de cordas, artes visuais, dança ou teatro.
Segundo a ONG, música e arte são maneiras efetivas de ajudar as crianças a desenvolverem suas habilidades em todos os aspectos da vida escolar. Pesquisas mostraram que as crianças que participaram dos workshops por seis meses melhoraram seus resultados em leitura, matemática e ciências.
Um estudo independente feito pela organização destacou três importantes resultados: a melhoria da leitura e da habilidade de trabalhar com números em mais de um ano; o corte quase pela metade da proporção de crianças nos mais baixos níveis de bem-estar social e emocional e a redução das faltas em mais de 65%.
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A pesquisa mostrou ainda que os estudantes ficaram mais confiantes, menos solitários e começaram a se engajar mais nos estudos e com os colegas. “Ensinando música e arte às crianças, nós as ajudamos a entender como expressar suas emoções e opiniões de uma forma positiva. Com isso, conseguimos encorajar estudantes que antes eram desinteressados a se tornarem membros positivos de sua comunidade”, dizem os organizadores.
De acordo com a ONG, o ensino de artes ajuda ainda a diminuir a desigualdade na performance educacional entre estudantes de diferentes níveis sociais e econômicos. Um exemplo é que jovens de origem indígena, que em geral chegam aos 15 anos com dois anos de atraso nos conhecimentos de leitura em relação a outros estudantes, ficam quase no mesmo patamar dos colegas depois de participarem do programa.
“The Song Room possibilita às crianças experimentarem um ambiente de aprendizado divertido, interativo, de coleguismo e não ameaçador. Eles ajudam os estudantes a explorar suas próprias habilidades e talentos para se destacarem”, afirma a ONG.
Recentemente, a organização lançou um programa de aulas on-line, chamado ARTS:LIVE, que oferece recursos pedagógicos para a educação criativa de aulas de artes a todas as escolas do país. Essas aulas equipam professores generalistas para ensinarem arte e música. Depois de um ano de lançamento, o programa já foi acessado por mais de duas mil escolas e está disponível ainda para o treinamento de educadores na universidade.

http://porvir.org/porfazer/musica-melhora-aprendizado-de-criancas-na-australia/20140903

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ilustrador argentino dá a volta ao mundo para desenhar com crianças

Iván Kerner, de 34 anos, diz que desenho ajuda crianças a se expressar.
No total, ele vai visitar 40 países durante dois anos e virá ao Brasil em 2016.


Paulo GuilhermeDo G1, em São Paulo

Um ilustrador argentino viaja pela América Latina para desenhar com meninos e meninas de comunidades carentes, conhecer novas culturas e proporcionar espaços para as crianças se expressarem por meio dos desenhos. Iván Kerner, de 34 anos, mais conhecido como Ivanke, quer percorrer 40 países de cinco continentes durante dois anos para criar arte com os pequenos em escolas, parques e hospitais. Ele planeja inclusive fazer um trabalho especial com crianças do Brasil.
Crianças podem se expressar por meio dos desenhos, diz Ivanke (Foto: Sofía Nicolini Llosa/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)Crianças podem se expressar por meio dos
desenhos, diz Ivanke (Foto: Sofía Nicolini Llosa/
Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)
Ivanke partiu há cinco meses de Buenos Aires. Já passou por Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Guatemala – nesta semana está no México. O ilustrador afirma que este projeto engloba as coisas que ele mais ama na vida: arte, crianças e viagens, ver e aprender de muitas culturas.
"A ideia veio de repente. Eu não tinha ideia de como iria realizar, mas desde o primeiro momento eu tinha profunda certeza de que isso, e só isso, era o que eu tinha que fazer. Tinha que fazer isso por mim, para muitas crianças e, finalmente, para tentar contribuir um pouco para construir um mundo um pouco melhor", disse Ivanke ao G1.
Ele batizou o projeto de "Pequenos grandes mundos", obteve apoio do governo argentino e de uma produtora que está fazendo um documentário de sua viagem.
Quando chega a uma comunidade, Ivanke distribui pincéis, tintas e telas. Mas também ajuda os meninos e meninas a fazer arte em outros objetos como pedaços de madeira e até sobre cascas das frutas.  “Uma das atividades que fazemos é um mural de sonhos, onde depois de conversar sobre os seus desejos, as crianças os ilustram. É lindo ver como meninos e meninas que em muitos casos passaram por situações terríveis de violência, abusos e abandono, podem se projetar de um modo diferente e sonhar com um futuro melhor", explica.
Ilustrador promove ações também em hospitais (Foto: Sofía Nicolini Llosa/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)Ilustrador promove ações também em hospitais (Foto: Sofía Nicolini Llosa/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)
Segundo o artista, "as crianças podem dizer em um desenho, coisas que não poderiam ser expressadas nas palavras". "Às vezes, as coisas não estão ainda em um nível consciente, mas surgem de repente por esse espaço lúdico que é a ilustração", diz o ilustrador. "É realmente emocionante vê-las criar. Depois que ganham confiança, coisas maravilhosas acontecem."
O ilustrador já visitou escolas, orfanatos, bibliotecas, parques, centros culturais e museus de de fronteira. Levou seu projeto a grandes cidades e aldeias remotas, ilhas, selvas e montanhas. "Dormi em escolas, ônibus, nas casas de amigos e de amigos de amigos. Tudo valeu a pena", disse Ivanke.
"Cada criança é diferente, cada família é diferente e cada comunidade é diferente, mas em todo lugar que eu vá, fico ainda mais convencido de que o amor e a arte são as melhores ferramentas de mudança para esses meninos e meninas, amanhã, continuarem a construir um espaço melhor para todos", disse o ilustrador.
Ivanke com estudante de escola pública da Colômbia (Foto: Sofía Nicolini Llosa/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)Ivanke com estudante de escola pública da Colômbia (Foto: Sofía Nicolini Llosa/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)
No Brasil, em 2016
O ilustrador planeja ainda passar por 16 países da Ásia e Oriente Médio, incluindo Israel e Jordânia, cinco países da África (Moçambique, Tanzânia, Quênia, Etiópia e Marrocos), e mais cinco na Europa. Depois, poderá fazer um projeto à parte no Brasil em 2016.
"O Brasil é um país muito grande, com muito diferentes culturas e realidades de extensão, e sem dúvida tem muito a oferecer. Seria muito interessante mostrar as diferenças de meninos e meninas em cada estado", afirma Ivanke. "O que acontece se contrastarmos os sonhos de crianças de Minas Gerais com Amazonas? Quais os jogos preferidos das meninas do Mato Grosso? E de Santa Catarina? As comidas favoritas do Rio Grande do Sul são as mesmas de Tocantins? Será muito interessante poder mostrar este material por todo o Brasil, e que os pequenos possam conhecer os sonhos de outras crianças de sua terra."
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Meninas da Guatemala pintam cascas de frutas (Foto: Yamila Irigoyen/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)Meninas da Guatemala pintam cascas de coco (Foto: Yamila Irigoyen/Pequeños Grandes Mundos/Divulgação)


http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/08/ilustrador-argentino-da-volta-ao-mundo-para-desenhar-com-criancas.html

Declaração para um novo ano

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