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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sem merenda: quando férias escolares significam fome no Brasil



Image capti"Me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter. Já coloquei os meninos na escola pra isso mesmo, por causa da merenda. Um pouquinho de arroz sempre alguém me dá, mas nas férias complica", afirma Alessandra, que, desempregada, coleta latinhas na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde mora. No dia da entrevista à BBC News Brasil, os filhos de Alessandra iriam recorrer à casa da avó para conseguir se alimentar.
O pano de prato vermelho adorna há dias a tampa do fogão e não existe expectativa de que ele seja retirado dali em breve: não há comida para preparar no barraco em que Alessandra, de 36 anos, mora com cinco filhos - o mais velho de nove anos e o menor de 16 dias. As crianças, em férias escolares, pulam e correm agitadas, se escondem entre as vielas, e Alessandra sabe que em breve chegará o momento em que elas vão pedir para almoçar.

Veja a matéria completa em https://www.bbc.com

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Aprovada inclusão da educação alimentar no currículo escolar

Ao lado de Cássio, Chaves (E) relata o projeto que tem o
objetivo de reduzir a obesidade infantil
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Os currículos dos ensinos fundamental e médio deverão incluir o assunto educação alimentar e nutricional nas disciplinas de ciências e biologia, respectivamente. É o que estabelece o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 102/2017, aprovado no Plenário do Senado nesta terça-feira (17).
O texto foi aprovado na forma de substitutivo do senador Pedro Chaves (PRB-MS). Por entender que a legislação não permite que um mesmo assunto seja disciplinado por mais de uma lei, ele transformou o projeto em um artigo a ser incluído no corpo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), que trata do currículo da educação básica.
A intenção do autor do projeto, deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), é reduzir a obesidade infantil, além de assegurar informações sobre alimentação saudável aos cidadãos desde novos. Para Pedro Chaves, o tema é de grande importância nos tempos atuais, em que adultos com pouca formação ou com hábitos alimentares inadequados terminam por reforçar o interesse de crianças e adolescentes por uma dieta pouco nutritiva.
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) elogiou a iniciativa e disse esperar uma mudança de hábitos por meio da educação na escola, que possa levar também à escolha de uma alimentação mais nutritiva para toda a família.
As novas regras entram em vigor 180 dias depois da sanção do projeto.

Currículo

São disciplinas obrigatórias do ensino básico: português, matemática, “conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil” (ciências e estudos sociais), além de arte e educação física.
Entre os conteúdos transversais previstos, estão: direitos humanos e prevenção à violência contra crianças e adolescentes, estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. A partir do sexto ano do ensino fundamental é ofertada a língua inglesa. Os currículos têm uma base nacional comum, que é complementada por uma parte diversificada, de acordo com características regionais e locais.
Como foi alterado no Senado, o projeto volta para análise da Câmara dos Deputados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

https://goo.gl/RfnMZe

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Alimentação Escolar: Valor per capita, enfim, é reajustado

Após sete anos sem reajuste, a merenda escolar para estados e municípios será reajustada em 2017. O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciaram, nesta quarta-feira, 8, no Palácio do Planalto, a liberação de mais R$ 465 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) no ano de 2017 para atender 41 milhões de estudantes em todo o país. Para os alunos nos ensinos fundamental e médio regular, que representam 71% dos atendidos pelo programa, o reajuste ficou em 20%. Já para as demais modalidades, a exemplo de escolas de tempo integral, creche, pré-escola e outros programas especiais, o aumento médio é de 7%. 
Para esse ano, o orçamento do Pnae é de R$ 4,15 bilhões, sendo R$ 1,24 bilhão destinado à aquisição de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar. De caráter suplementar, os recursos do Pnae são liberados em dez parcelas, de forma a cobrir os 200 dias do ano letivo da educação básica. As secretarias de educação, que são responsáveis pelas redes de ensino, recebem os recursos e operam a alimentação escolar.
São atendidos pelo programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público), por meio da transferência de recursos financeiros. Um mínimo de 30% dos recursos transferidos deve ser utilizado na compra de produtos da agricultura familiar.
Durante a cerimônia, Temer classificou a merenda escolar como elemento fundamental para a educação. “Porque forma, formata melhor o ser humano. É claro que alimentado, ele raciocina muito melhor. É claro que alimentado, ele participa mais ativamente da sociedade”, afirmou.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou que o reajuste no repasse do Pnae é mais uma etapa das melhorias na educação básica do país que o MEC vem desenvolvendo atualmente. “Em algumas comunidades, os alunos têm na escola a única refeição. O aumento vai refletir na vontade dos alunos irem à escola e terem mais energia na sala de aula para poder aprender, ou seja, teremos resultados também no desempenho escolar. Não existe educação de qualidade sem a valorização dos alunos e dos professores”.
Já o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares da Silva, reforçou que o aumento vai refletir tanto na quantidade como na qualidade dos alimentos adquiridos pelas escolas, além de movimentar a economia. “Isso significa o aumento de compras de itens de alimentação básica, como arroz, feijão, por parte das prefeituras. Nós temos exemplos de locais onde a merenda se acaba antes do tempo e isso é fruto da falta de correção dos valores nos últimos anos, que deve começar a ser corrigido”, comentou.
Origem — O Pnae foi implementado pelo governo federal em 1955 com o objetivo de contribuir para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar e formação de hábitos alimentares saudáveis dos estudantes brasileiros. Atualmente, 6 mil nutricionistas e 80 mil conselheiros de alimentação escolar estão cadastrados no programa.



http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/10183-presidente-temer-e-ministro-da-educa%C3%A7%C3%A3o,-mendon%C3%A7a-filho,-anunciam-aumento-de-recursos-para-merenda-escolar

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Conquistar o paladar infantil é uma arte em escola de MT

Deixar uma criança com água na boca diante de um legume não é fácil. E se o desafio é vivenciado diariamente em casa, na escola a situação não é muito diferente. Por isso, no Centro Municipal de Ensino Futuro Brilhante, em Tangará da Serra, Mato Grosso, o jeito encontrado para fazer os vegetais terem sucesso entre os pequenos foi apresentá-los de forma mais criativa e saborosa.

Criada pela merendeira Nelsi Hoffmann Cassemiro, 43 anos, a torta de legumes tornou-se o caminho mais eficiente para incluir abobrinha, cenoura, chuchu, milho e outros alimentos não tão populares no cardápio dos estudantes de 1 a 4 anos de idade. “Vendo que as crianças não aceitavam bem os legumes, feitos como salada, peguei uma receita que minha mãe fazia e adaptei aos ingredientes da creche”, diz Nelsi. “Logo, elas começaram a aceitar.”

A receita nasceu da necessidade de tornar mais saudável a rotina alimentar de quem torcia o nariz para os legumes, mas acabou levando a escola à final do concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. A competição nacional, promovida pelo Ministério da Educação e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), recebeu mais de duas mil inscrições de pratos servidos em escolas de todas as regiões do país e chega à última etapa neste mês de janeiro.

(Foto: divulgação)
Antes do concurso, a receita já tinha sido aprovada pelos alunos. Com a competição, Nelsi viu a chance de incentivar outras crianças a consumir os legumes e não teve dúvidas em inscrever a torta. “Geralmente, a salada ficava muito no prato, mesmo com a gente incentivando os alunos a comer”, afirma a merendeira, há dois anos na função. “Então, experimentei fazer dessa forma e teve uma aceitação ótima.”

Os ingredientes vêm da agricultura familiar daquela região mato-grossense. A atenção aos legumes na escola Futuro Brilhante é iniciativa antiga, que inspirou Nelsi. Com o projeto Alimentação Saudável, os professores trabalharam histórias e receitas com frutas, legumes, verduras e temperos naturais em sala de aula. Desenhos, músicas, recortes e degustações foram algumas das estratégias lúdicas para facilitar o contato das crianças com os alimentos.

Aprendizado — Orientada pela equipe nutricional do município, que sempre acompanha o trabalho das merendeiras da escola, Nelsi diz que, além do cardápio a ser seguido, recebe formações periódicas por meio de palestras. “Aprendemos os cuidados com o manuseio dos alimentos e o que oferecer para as crianças que têm alergia”, diz. “E também a incentivar os alunos a comer legumes e verduras e a não desperdiçar.”

E os resultados são visíveis, ela diz, com orgulho. Com os alunos ainda muito pequenos, em fase de introdução alimentar, Nelsi lembra-se de um que, no começo de 2014, rejeitava os diversos pratos do cardápio escolar. Com o cuidado e o estímulo das merendeiras, ao final do ano ele já não recusava a merenda. “A gente foi incentivando, e ele foi aceitando bem a comida. Dá gosto de ver isso.”

Confiança — Antes de chegar à cozinha, Nelsi trabalhou nos serviços gerais da escola. Quando surgiu a vaga para merendeira, ela aproveitou logo a oportunidade. “A cozinha é meu ponto forte, sempre gostei”, afirma. “Mas cozinhar para crianças tem um jeitinho diferente porque elas são mais sinceras: quando não gostam da comida, elas falam mesmo.”

Como os alunos da escola Futuro Brilhante gostaram da torta de legumes, Nelsi passou a considerar reais as chances de ganhar a competição. “Só o curso (de cozinha experimental) que a gente vai fazer em Brasília já vai ser muito bom”, destaca. “Se eu não voltar vitoriosa, também não vou ficar triste; vai ser um aprendizado.”

Nelsi anuncia uma carreata pelas ruas da cidade quando voltar, independentemente do resultado da final. “Mas, se Deus quiser, eu vou sair vencedora”, diz, confiante.

Brincadeira de lado, para Nelsi, o mais importante da participação é a experiência e o reconhecimento proporcionados pelo concurso. Numa das etapas, ela fez o passo a passo da receita com os pequenos alunos. 
“Geralmente, a merendeira não tem um reconhecimento tão grande, e participar desse concurso, chegar aonde eu cheguei, já é uma vitória”, comemora.

A receita de torta de legumes de Nelsi Cassemiro pode ser conferida na página do prêmio na internet.

Fonte: MEC


https://undime.org.br/noticia/18-01-2016-12-57-conquistar-o-paladar-infantil-e-uma-arte-em-escola-de-mt

terça-feira, 2 de setembro de 2014

FNDE promove capacitação para aprimorar alimentação escolar em Mato Grosso

Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Garantir alimentação nutritiva e de qualidade, diariamente, a estudantes da rede pública de ensino é um dos principais desafios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para alcançar esse objetivo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) promovem nesta terça-feira (2), em Cuiabá, o Encontro Regional de Alimentação Escolar. O objetivo é incentivar o controle social e capacitar gestores das redes municipais e estadual de Mato Grosso.
Responsáveis por acompanhar a execução do programa em cada localidade brasileira, os conselheiros de alimentação escolar são o principal foco dessa estratégia de capacitação. “Os conselhos de alimentação escolar são o aprofundamento da participação social”, diz a técnica do FNDE Karine Silva dos Santos. “Precisamos da participação ativa dessas organizações”, completa.
Em 2013, o FNDE repassou R$ 71,75 milhões ao Estado de Mato Grosso, destinados à alimentação escolar de cerca de 900 mil alunos de mais de 3 mil escolas das redes municipal e estadual. Para 2014, estão previstos repasses em volume semelhante. “São quantias muito expressivas de recursos públicos, que precisam ter sua aplicação acompanhada de perto pela sociedade”, diz Karine.
O encontro será realizado no Auditório da Secretaria Estadual de Educação (Rua Engenheiro Edgar Prado Arze, 215, Centro Político Administrativo), a partir das 8h. Devem participar cerca de 150 pessoas, entre conselheiros, gestores educacionais e nutricionistas. Haverá palestras e oficinas sobre controle social, compras da agricultura familiar, aspectos nutricionais e prestação de contas.
Serviço
O que: Encontro Regional de Alimentação Escolar.
Quando: Terça-feira, 2 de setembro de 2014, das 8h às 17h30.
Onde: Auditório da Secretaria Estadual de Educação (Rua Engenheiro Edgar Prado Arze, 215, Centro Político Administrativo).
http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/6003-fnde-promove-capacita%C3%A7%C3%A3o-para-aprimorar-alimenta%C3%A7%C3%A3o-escolar-em-mato-grosso

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Alunos aprendem a cultivar hortaliças para a merenda escolar em MT

Crianças participam do projeto 'Educando com a Horta' em Cuiabá.
Oficina faz parte de programa que inclui aulas de dança e esporte.


Do G1 MT

Hortaliças que são plantadas nas escolas depois viram ingredientes da merenda escolar em Cuiabá
(Foto: Stephanie Freitas/G1)

Cerca de 7.800 alunos da rede municipal de educação em Cuiabá participam de um projeto em que aprendem a trabalhar em hortas e parte da produção é utilizada nas merendas das próprias escolas. O 'Educando com a Horta Escolar e Gastronomia' é uma oficina desenvolvida nas unidades de ensino na capital desde 2008 e faz parte atualmente da rotina de 39 das 94 escolas municipais. Crianças e adolescentes de 6 a 14 anos acompanham e ajudam em todas as etapas da produção, desde o preparo da terra à colheita.
A engenheira agrônoma responsável técnica pelo projeto, Edilaine Cristina da Silva, explica que a intenção é estimular tanto a alimentação saudável dos alunos, quanto o contato com a terra. “É um trabalho pedagógico em que as crianças têm uma aula diferenciada. Muitas delas, que antes não gostavam, passam a comer verduras e temperos produzidos por elas mesmas”, destacou a técnica. A oficina faz parte de um programa nacional em que são oferecidas aos alunos outras sete atividades, como aulas de dança, esportes, leitura e informática.
A Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, localizada no Bairro Alvorada, na capital, é uma das que participam do projeto. Na unidade, cerca de 200 alunos do 1º ao 6º ano do ensino fundamental ajudam na produção de alface, rúcula, cenoura e diversos temperos.
“A oficina começou a ser implantada este ano. Primeiro realizamos uma gincana com as crianças para recolher produtos na vizinhança que poderiam ser reciclados e utilizados na horta, como garrafas pet e pneus”, contou a professora Daiane Campos Silva, articuladora do projeto na escola. Ela destacou que, além da produção, a ideia é conscientizar as crianças sobre a importância da reciclagem e sustentabilidade.
Após a realização da gincana, alunos de 6 a 12 anos escolheram juntos com os professores o que seria plantado no local. “Eles ajudaram desde a fundação mesmo e hoje cuidam da manutenção. Eles plantam, regam e colhem. Antes de praticar, eles realizaram pesquisas na oficina de informática”, relatou Daiane. Parte do trabalho de adubagem das hortas é feito com cascas e restos de alimentos da cantina.
Tainá Rodrigues, de 11 anos de idade, é uma das crianças que participa do projeto. Para ela, essa é uma das oficinas preferidas, já que tem contato com a natureza. “Aprendi que é muito importante fazer a reciclagem e também ajudar as cozinheiras. Minha avó tem horta na casa dela, mas eu não tinha mexido, como faço aqui”, contou a aluna que estuda há seis anos na instituição.
Na Escola Municipal Professora Hilda Caetano de Oliveira Leite, que fica na zona rural de Cuiabá, a horta foi construída em formato de relógio. No local, as 200 crianças que participam do projeto trocam experiências também com pequenos produtores rurais da região. “A horta já é trabalhada há quatro anos nessa escola, e o diferencial é a troca de informações que ocorre com a comunidade”, destacou a engenheira agrônoma responsável técnica pelo projeto, Edilaine da Silva.
Horta em escola de Cuiabá (Foto: Stephanie Freitas/G1)Alunos participam de todas as etapas de criação e manutenção da horta nas escolas de Cuiabá
(Foto: Stephanie Freitas/G1)

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/08/alunos-aprendem-cultivar-hortalicas-para-merenda-escolar-em-mt.html

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Técnicos em nutrição escolar recebem formação continuada

Foto: Jorge Pinho (SME)
Aproximadamente 600 Técnicos em Nutrição Escolar (TNE) da rede municipal de educação estão passando por formação continuada. O curso tem por objetivo qualificar esses profissionais para que preparem e sirvam uma alimentação escolar de forma adequada, atendendo os 47 mil alunos do município.
Durante o curso os profissionais recebem orientações sobre técnicas de corte em alimentos, porções e medidas caseiras; aprendem sobre a importância de uma alimentação saudável, bem como a importância de seguir o cardápio proposto pela coordenadoria de nutrição escolar.
Conforme a coordenadora de nutrição escolar da Secretaria Municipal de Educação, Mônica Rosa da Silva, para atender os 47 mil alunos da rede municipal são servidas aproximadamente 87 mil refeições por dia nas escolas e creches.
Segundo Mônica Silva, o cardápio da alimentação escolar é balanceado e atende resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “Cada refeição servida ao aluno deve suprir 20% das necessidades nutricionais diárias de uma criança. Por isso é importante que as TNEs sigam o cardápio preparado pela nossa equipe de nutricionistas”, explicou a coordenadora.
Mônica ressaltou ainda a importância do controle alimentar das crianças desde os primeiros meses de vida. “As nossas creches atendem crianças desde os quatro meses de vida. E isso é positivo, porque essas crianças começam a receber uma alimentação adequada desde cedo”, disse a coordenadora, lembrando que as crianças do berçário recebem seis refeições diariamente.
Nesse primeiro momento a formação é direcionada aos TNEs das escolas municipais. Nos dias 10 e 11 de julho será a vez da TNEs das creches municipais participarem da qualificação.
Entre os meses de agosto e outubro todos os profissionais participarão de atividades práticas, que serão realizadas na cozinha da coordenadoria de nutrição escolar.
Para a TNE Crislaine Araújo da Silva, que trabalha na escola municipal Tereza Lobo, a formação dos técnicos é essencial para que aprendam a preparar e manusear adequadamente os alimentos que serão servidos aos alunos. “O que aprendemos aqui não é exemplo para ser usado apenas em o nosso trabalho, mas também no dia a dia, em casa, para praticarmos com nossos filhos”, disse Crislaine Araújo.
A técnica Lucia Gissoni prepara a alimentação escolar para os alunos da escola municipal Maria Ambrósio Pommot há 15 anos. Durante esse tempo ela aprendeu que a educação alimentar é essencial para fazer com que a criança aceite melhor o alimento oferecido. “Antes de servir a merenda nós vamos até a sala de aula e conversamos com os alunos. Falamos sobre determinado alimento e da sua importância nutricional. Dessa foram eles acabam entendendo e aceitando melhor a refeição”.
Concurso – durante o curso de formação será lançado o 2º concurso culinário 2014 para os técnicos em nutrição escolar da rede municipal de ensino de Cuiabá.
Os participantes terão que desenvolver receitas fáceis, rápidas e de baixo custo, utilizando os mesmos ingredientes dos cardápios da alimentação escolar. As melhores receitas classificadas serão inseridas nos cardápios de escolas e creches municipais no ano de 2015.
O resultado final do concurso será no dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, quando as receitas serão julgadas por uma banca examinadora.
“Esse concurso tem como objetivo despertar a criatividade culinária nos TNEs para que os mesmos desenvolvam receitas inovadoras, se atentando para alimentos regionais e de fácil acesso à população”, explicou Mônica Silva.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/tecnicos-em-nutricao-escolar-recebem-formacao-continuada/9175

terça-feira, 10 de junho de 2014

Lei que garante alimentação escolar diferenciada para os alunos entra em vigor em agosto

Entra em vigor no fim de agosto lei (12.982/14) que garante merenda escolar especial a alunos com restrições alimentares. O texto, recém-sancionado pela presidente Dilma Rousseff, é resultado de uma discussão que começou no Congresso em 2006.
Nesse ano, o ex-deputado Celso Russomano apresentou projeto prevendo alimentação diferenciada a alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia. Ao longo dos debates, a proposta foi ampliada para beneficiar todos os estudantes com algum tipo de restrição alimentar.
Mãe de uma criança com diabetes e intolerância a glúten, Rosi Andrade, de Brasília, elogiou a iniciativa, mas tem dúvidas sobre como a lei será cumprida na prática. "A gente, em casa, se desdobra. Faz um cuscuz, uma tapioca, procura fazer um bolo com adoçante, sem glúten. Na escola, eu vejo isso muito complicado, muito mesmo”, observa. “Por exemplo, um pacote de biscoito cream cracker que seja para o diabético e também sem glúten custa, em média, R$ 20,00."
Otimismo
Arquivo/ Luiz Cruvinel
Sandra Rosado
Rosado: kits diferenciados de alimentação não terão preço diferentes.
Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN) é mais otimista.
"Nos estados e municípios, as escolas recebem a merenda e deverão apenas adequar a compra desses produtos ao número de pessoas e crianças que são portadoras dessas doenças”, afirma. “Esses kits diferenciados de alimentação certamente não terão um preço diferente daqueles que já são oferecidos na merenda escolar como um todo."
Adaptação
A coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, Albaneide Peixinho, concorda que será uma questão de adaptação das escolas conforme o número de alunos diagnosticados com alguma restrição alimentar.
Ela lembra que desde 2009 uma outra lei define de uma maneira mais ampla a necessidade de adequação dos cardápios conforme a faixa etária e características dos alunos, bem como os costumes alimentares regionais.
A nova lei, segundo a técnica, vem para definir com mais clareza a necessidade de a merenda seguir indicações médicas e nutricionais para os estudantes. "Não são as escolas que devem estar preparadas. Na realidade, são os órgãos de saúde, as unidades de saúde que devem estar mais estruturadas agora para atender a esse grande número de alunos”, destaca.
“Qual vai ser o trabalho que a gente vai fazer, que o MEC vai fazer junto com FNDE? Primeiro, notificar os municípios que eles têm que ter um nutricionista porque todos os municípios têm crianças com patologias. A grande maioria dos municípios e estados, mais de 85%, têm nutricionistas", acrescenta.
Nutricionistas
Segundo Albaneide Peixinho, entre 200 a 300 municípios no País ainda não têm nutricionista para atender ao programa de alimentação escolar. Hoje, são 6890 profissionais da área para 5570 municípios.
Desde a sanção da nova lei em 28 de maio, está correndo prazo de 90 dias para estados e municípios se adaptarem às regras de merenda diferenciada a alunos com restrições alimentares.
Reportagem – Ana Raquel Macedo
Edição – Newton Araújo



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/470062-ALUNOS-COM-RESTRICOES-ALIMENTARES-TERAO-DIREITO-A-MERENDA-ESCOLAR-ESPECIAL.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Falta de nutricionista dificulta cumprimento de lei sobre merenda diferenciada


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira
A falta de nutricionistas é o principal empecilho para que escolas ofereçam merenda adequada a estudantes com restrições alimentares, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Lei publicada quinta-feira (29) no Diário Oficial da União dá prazo de 90 dias para que todas as escolas passem a atender às demandas nutricionais diferenciadas.
"A maior preocupação, o ponto crítico é: tem nutricionista? Todo município tem a quantidade adequada, conforme pede resolução que estipula a quantidade mínima por aluno? A resposta é não", diz o coordenador substituto de Educação e Controle Social do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Leomir Araujo. Segundo ele, pelo menos 20% do país não está preparado para receber "de forma mínima, quanto mais de forma ideal" a lei.
Pelos dados do FNDE, até 2011, 79% dos municípios tinham nutricionistas cadastrados no Pnae, mas nem sempre em condições adequadas. Ribeirão Corrente (SP) é uma das cidades que têm nutricionista, mas apenas um profissional é responsável por atender às demandas de educação e de saúde. Por resolução do Conselho Federal de Nutricionistas, um profissional deve atender a até 500 alunos. Em Ribeirão Corrente, ele atende a mil estudantes, segundo o secretário de Educação do município, Rodrigo Oliveira.
"Mesmo assim, como somos um município pequeno, temos três ou quatro alunos com restrições alimentares. Eles recebem alimentação separada", diz o secretário.
Em Breu Branco (PA), a situação é mais preocupante. Segundo a secretária de Educação do município, Melânia Mezzomo, um nutricionista dá conta de 13,2 mil estudantes. Ela diz que, na cidade, o Ministério Público pressiona para que não se ultrapasse os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo a qual a despesa com pessoal não pode ser maior que 60% da receita corrente líquida nos estados e municípios. "Não podemos contratar, não temos concursados e na cidade há dificuldade de encontrar profissionais capacitados", diz Melânia.
Perguntada se vai conseguir cumprir a nova lei, ela responde: "Não vai ter como atender. Faz o quê? Milagre". Leomir Araujo explica que a lei não prevê punições, mas ainda deve ser regulamentada e pode haver punição para quem não cumprir a adequação. A alimentação deve atender aos alunso que necessitem de atenção nutricional individualizada em virtude de estado ou de condição de saúde específica. Um cardápio especial deverá ser elaborado com base em recomendações médicas e nutricionais, avaliação nutricional e demandas nutricionais diferenciadas.
Para quem tem filhos nessas condições, a lei é garantia de que as crianças e adolescentes vão ter acesso à alimentação adequada. A professora do departamento de nutrição da Universidade de Brasília Raquel Botelho é mãe de Henrique, alérgico a leite. Hoje, ele está no segundo ano do ensino fundamental. Até o ano passado, ele frequentava escola pública e a mãe tinha que mandar o alimento de casa.
A preocupação, diz a professora, é que muitos pais não têm condições de mandar o alimento de casa. Raquel explica que a presença do nutricionista nesse processo é fundamental. É ele que vai orientar também aqueles que preparam a comida. "Não adianta colocar no cardápio um bolo sem açúcar para atender aos diabéticos se o cozinheiro ou merendeiro nunca fez um bolo sem açúcar, não sabe o que pode substituir".

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-05/falta-de-nutricionistas-impede-cumprimento-de-lei-sobre-merenda-diferenciada

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Seduc oferta 207 cardápios para merenda escolar

Pelo menos 16 milhões de refeições já foram servidas nas escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso somente neste início de ano letivo. O cardápio elaborado por uma equipe de nutricionista da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso  (Seduc-MT) proporciona às escolas, um total de 207 cardápios balanceados para os estudantes.  
 
Segundo a nutricionista Lizia Soares Penido, o cardápio planejado, é uma forma de a escola ter controle sobre as verbas que são disponibilizadas para a merenda e consequentemente, evitar perdas. “O planejamento e exposição do cardápio por parte da escola também é uma forma para alunos e comunidade realizarem o acompanhamento”afirma.
 
Só no ano passado, mais de R$ 34 milhões foram disponibilizados para a merenda escolar entre recursos provenientes do Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Governo do Estado em merenda escolar de qualidade aos R$ 450 mil alunos da rede estadual.
 
A Coordenadoria de Alimentação Escolar da Seduc informa que o Estado faz a complementação dos recursos da merenda escolar para os alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), Ensino Fundamental, e também do Ensino Médio nas escolas instaladas no campo, assim como para as crianças das creches, os adolescentes do Ensino Médio Integrado, alunos da pré-escola, e da Educação Especial.  
 
Neste ano, duas – de um total de dez parcelas por parte do Estado destinadas a alimentação -  já foram repassadas, totalizando mais de R$ 400 mil.
 
Com a complementação, cada estudante de creche recebe R$ 1,20 para alimentação. Alunos da educação especial recebem R$ 1,70, do Ensino Médio Integrado R$ 0,30 e outras. Todas as 744 escolas são contempladas pelos recursos.


Veja Mais:



 
“Cada escola faz seu planejamento do cardápio para atender todos os dias letivos do mês. Esse planejamento é enviado para a Seduc que analisa se todos os critérios foram respeitados. Com este sistema implantado desde 2010, o gestor pode planejar as compras e ter menos chances de que o alimento seja perdido. O recurso é descentralizado, ele vai direto para a escola que fica responsável em adquirir a merenda” afirma a nutricionista.
 
Para os interessados em ter acesso aos cardápios planejados pela Seduc é só clicar no item “Alimentação Escolar”, localizado no canto inferior direito do site www.seduc.mt.gov.br. São disponibilizados os cardápios e modos de fazer que podem ser consultados tanto pela escola, alunos e sociedade em geral.
 
Aline Marques
Assessoria Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14276&parent=20

terça-feira, 22 de abril de 2014

Alunos da rede municipal aprendem benefícios nutricionais do peixe

Foto: Jorge Pinho (SME)
Como parte da programação em comemoração à Semana Santa, a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME), em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho, realizou entre os dias 14 e 18 várias palestras nas escolas da rede municipal para orientar os alunos e os profissionais da educação sobre a importância nutricional do consumo do peixe.
A atividade foi realizada paralela a 23ª edição do Peixe Santo, projeto de incentivo aos vendedores de pescado de Cuiabá durante a Semana Santa. 
 As palestras foram proferidas pela equipe dos cursos de nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Cuiabá (UNIC), parcerias no projeto Peixe Santo.
Os alunos e profissionais da educação aprenderam sobre os valores nutricionais do peixe e a importância de se ter uma alimentação saudável, além da questão cultural do consumo do pescado em Cuiabá.
“Nosso intuito é fazer com que as famílias cuiabanas resgatem o hábito de consumir o peixe, que sempre foi uma tradição em nosso município. Além disso, sabemos que o peixe é um alimento muito saudável”, disse a coordenadora de nutrição da SME, Mônica Rosa da Silva.
A nutricionista destaca ainda que as palestras ajudaram a orientar as Técnicas em Nutrição Escolar (TNE) das unidades de ensino na elaboração e preparo de cardápios a base de pescado.
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, incentiva as comunidades rurais no cultivo e venda do peixe. Elas recebem o apoio para perfurar os tanques, criar os peixes e, posteriormente, a vender o pescado.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/alunos-da-rede-municipal-aprendem-beneficios-nutricionais-do-peixe/8733

terça-feira, 1 de abril de 2014

Municípios e estados precisam justificar não cumprimento da compra de produtos da agricultura familiar

FOto: João Bittar/MEC
Estados e municípios que não cumpriram o percentual mínimo de aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar para a alimentação escolar, em 2011 e 2012, devem enviar as justificativas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) até 30 de abril.
A Lei nº 11.947/2009 determina que os entes federativos têm de investir 30% dos recursos recebidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na compra direta de produtos de agricultores familiares. Quem não cumpriu esse percentual precisa explicar ao FNDE porque não seguiu as determinações da lei da alimentação escolar.
A justificativa e os documentos comprobatórios devem ser enviados por meio de um novo sistema do FNDE. Prefeitos e secretários estaduais de educação já foram informados, por meio de e-mails, do endereço eletrônico do sistema. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail cgpae@fnde.gov.br.
http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/5328-munic%C3%ADpios-e-estados-precisam-justificar-n%C3%A3o-cumprimento-da-compra-de-produtos-da-agricultura-familiar

quinta-feira, 20 de março de 2014

Câmara aprova merenda especial para alunos com restrições alimentares

Gabriela Korossy
Sandra Rosado
Para Sandra Rosado, Senado aprimorou a proposta original.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), em caráter conclusivo, proposta que obriga as escolas públicas a oferecerem merenda especial para alunos com restrições alimentares. O texto aprovado foi um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 6483/06, do ex-deputado Celso Russomanno.
A matéria seguirá agora para sanção presidencial, exceto se houver recurso para que as alterações feitas pelos senadores sejam examinadas pelo Plenário da Câmara.
A relatora na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), defendeu a aprovação do substitutivo. Segundo ela, o Senado aprimorou o projeto ao incluir entre os beneficiados todos os estudantes com restrições alimentares. A proposta original, aprovada na Câmara em 2009, previa merenda especial apenas para alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia.
Conforme o texto agora aprovado, o cardápio deverá ser realizado com indicação médica e acompanhamento de nutricionista, seguindo as características alimentares regionais como prevê o Programa Nacional de Alimentação Escolar.



Reportagem – Maria Neves
Edição – Marcelo Oliveira



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/463915-CAMARA-APROVA-MERENDA-ESPECIAL-PARA-ALUNOS-COM-RESTRICOES-ALIMENTARES.html

quinta-feira, 13 de março de 2014

Em Barra do Garças a alimentação escolar é diferenciada para diabéticos e hipertensos

 
De Barra do Garças
      
Os alunos da rede municipal de ensino de Barra do Garças, portadores de diabetes ou hipertensão, terão uma alimentação diferenciada, conforme prevê o projeto de Lei 07/20014, de autoria do vereador Valdeí Leite Guimarães, o Pebinha (PSB). A matéria foi aprovada na sessão ordinária de segunda (10) e encaminhada, nesta quarta (12), para sanção do prefeito Roberto Farias (PSD). De acordo com Pebinha, a merenda escolar servida hoje nas escolas e creches do município, não leva em consideração se o aluno é portador de alguma doença. “O cardápio é o mesmo. Com esta iniciativa procuramos adequar uma alimentação balanceada, já que os portadores destas enfermidades exigem uma atenção especial”. 
Diabético, o vereador informa que percorreu várias escolas da cidade e constatou que crianças hipertensas, obesas e diabéticas não possuem um cardápio diferenciado, o que o motivou a atentar para esta questão. “Agora, os alunos terão um cuidado especial, pois, caberá a cada escola levantar estes casos e começar a aplicar a alimentação sob a supervisão de um nutricionista”, destaca. O município terá 60 dias para se adequar à medida e começar a cumprir a lei.
http://www.rdnews.com.br/legislativo/em-barra-a-merenda-e-diferenciada/52361

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Restrição da oferta de doces e preparações doces na alimentação escolar.


A Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional – COSAN do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE, no cumprimento da sua missão de criar mecanismos gerenciais destinados à promoção do direito humano à alimentação adequada e ao estímulo à inserção da educação alimentar e nutricional no ambiente escolar, apresenta seu entendimento quanto à restrição da oferta de doces e preparações doces na Alimentação Escolar, com base em evidências científicas.
Alimentos industrializados geralmente tendem a apresentar alta densidade energética, menos fibras, mais gordura, açúcar e sal, além de substâncias químicas (conservantes, estabilizantes, aromatizantes) prejudiciais à saúde (1).
O processo de industrialização de alimentos tem encontrado espaço para a sua expansão, fato que, associado a outros fatores, reflete em um menor consumo de alimentos in natura e no aumento do consumo de alimentos industrializados, tendência demonstrada pelos resultados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(2).

Nota Técnica-012014 doce e preparações doces

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Municípios recebem prêmio por boas práticas na gestão da merenda escolar

Vinte e seis municípios brasileiros vencedores da 10ª edição do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, concurso promovido pela organização não-governamental Ação Fome Zero, receberam nesta segunda-feira, 9, em Brasília, prêmio pelas boas práticas na gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Criado em 2004, o prêmio é uma das atividades do projeto Gestão Eficiente da Merenda Escolar que visa contribuir para que os recursos públicos previstos no Pnae sejam efetivamente gastos em merenda de qualidade, na quantidade e regularidade necessárias ao desenvolvimento físico e intelectual dos alunos da rede pública de ensino brasileira.
Nesta edição, 889 prefeituras se inscreveram e, depois de realizada uma avaliação qualitativa, 54 inscritos receberam técnicos do FNDE e funcionários da Ação Fome Zero para uma visita técnica, onde puderam aferir os dados informados no formulário de inscrição. A premiação foi dividida nas categorias Eficiência e Educação Alimentar e Nutricional; Valorização Profissional das Merendeiras; Participação Social; Merenda Indígena ou Quilombola e Valorização da Agricultura Familiar.
Participaram da entrega da premiação o ministro da Educação, Aloízio Mercadante; a ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello e o Presidente do Comitê Gestor da Ação Fome Zero, Antoninho Trevisan.
Os municípios premiados foram: Aiuaba (CE), Alto Garças (MT), Alto Taquari (MT), Aracruz (ES), Belém (PA), Brasilândia do Tocantins (TO), Brusque (SC), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Cacoal (RO), Correia Pinto (SC), Dracena (SP), Guarantã do Norte (MT), Iguatu (CE), Olho D’Água do Borges (RN), Paragominas (PA), Paraíba do Sul (RJ), Presidente Dutra (BA), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Santa Terezinha (SC), São Domingos (SC), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), São Lourenço do Sul (RS), Tangará da Serra (MT), Teutônia (RS) e Vila Nova do Piauí (PI).
Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/5081-munic%C3%ADpios-recebem-pr%C3%AAmio-por-boas-pr%C3%A1ticas-na-gest%C3%A3o-da-merenda-escolar

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...