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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

‘Para mudar, é preciso mergulhar nas mazelas’, diz educadora indiana

Shukla Bose, que fará uma palestra no seminário 

Educação 360, fala sobre o ensino em comunidades 

carentes

POR 
Shukla Bose garante que a acolhida oferecida às crianças se reflete na educação. Seus alunos vão à escola até nos feriados - Reprodução

RIO - Em 2003, a indiana Shukla Bose decidiu jogar para o alto a carreira de executiva e criou a Fundação Humanitária Parikrma, uma organização não governamental que oferece ensino gratuito de qualidade a 1,6 mil crianças de Bangalore, a quarta cidade mais populosa da Índia. Shukla será uma das conferencistas do encontro internacional Educação 360, promovido por O GLOBO e “Extra”, em parceria com Sesc, Prefeitura do Rio e Fundação Getulio Vargas, com o apoio do Canal Futura. O encontro vai acontecer nos dias 5 e 6 de setembro na Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá. (Conheça detalhes sobre a programação no site www.educacao360.com).


Há 11 anos, a senhora abandonou uma carreira de sucesso numa empresa multinacional para se dedicar ao trabalho social na área da educação. O que a motivou?
Abandonei a carreira de diretora executiva numa multinacional e enveredei pelo campo do trabalho social porque não estava satisfeita com a vida corporativa, com aquela rotina de fazer balanços financeiros que só beneficiam uma minoria milionária. Trabalhei como voluntária ao lado de Madre Teresa de Calcutá durante sete anos, quando ainda era estudante. E por meio dessa experiência aprendi que o verdadeiro trabalho está nas ruelas da Índia, e que era preciso mergulhar nas mazelas da nossa sociedade para operar uma pequena mudança de verdade.

Quais as principais frentes de trabalho da Fundação Parikrma?
Temos quatro escolas que atendem a 1,6 mil crianças, entre cinco e 18 anos, que moram nas ruas, favelas e orfanatos de Bangalore, na Índia. Desenvolvemos também um trabalho com os pais dos alunos que já alcança cerca de 25 mil pessoas. Recentemente, inauguramos a Academia de Formação de Professores, que atende a cerca de 2 mil educadores e a 63 mil alunos de escolas estaduais que trabalham como auxiliares em instituições de difícil acesso. São escolas que carecem de profissionais de ensino.

Como se dá o trabalho com os familiares dos alunos?
Nós identificamos os problemas de cada família e damos início a um trabalho de aconselhamento e capacitação. Oferecemos cursos de capacitação profissional para a família, que passa a ter uma renda maior. Abrimos contas bancárias para as mães, que são orientadas a lidar com suas finanças. Também oferecemos treinamento em nutrição infantil e transmitimos noções básicas de higiene e saúde.

Qual é o maior desafio de todo esse trabalho social?
Um problema sério que enfrentamos é a alta incidência de alcoolismo entre os pais. Por isso decidimos criar um programa de reabilitação, que não só atende aos pais como gera empregos para a comunidade escolar. Os próprios familiares que recebem alta no tratamento são empregados no programa. Eu comemoro a participação ativa dos pais na vida escolar dos seus filhos — 98% deles frequentam as reuniões com professores. Mas o maior desafio é garantir que a fundação tenha verba para levar adiante todos os projetos.

Qual é a filosofia adotada pela Fundação Humanitária Parikrma?
Acreditamos que é preciso estimular o potencial que existe nas comunidades pobres, que são ignoradas por conta do estigma social que carregam. Nossa filosofia defende que mesmo as pessoas marginalizadas podem ser bem-sucedidas se tiverem a oportunidade no momento certo. E essa oportunidade não está ligada apenas à oferta de uma vaga numa escola com uma boa infraestrutura de ensino. Essas pessoas só irão prosperar se estiverem num ambiente onde amor, dignidade e esperança sejam cultivados.

Está dando certo?
Nossas crianças não faltam às aulas, e frequentam a escola, inclusive, nos feriados, quando atendemos a cerca de 97% de nossos alunos.

Como se alcança esse resultado?
A educação voltada para os mais pobres deve ganhar uma abordagem diferenciada para, de fato, colher bons resultados. A condição básica para o aprendizado é uma vida familiar estável. E 98% dos nossos pais são alcoólatras, enquanto 92% dos nossos alunos possuem algum familiar preso. Com uma atmosfera familiar tumultuada, é muito mais difícil para um aluno se concentrar nos estudos.

Qual é o diferencial da formação de professores feita pela fundação?
Nosso programa de formação de professores oferece laboratórios de crescimento pessoal para todos os educadores, que aprendem a contornar algumas situações adversas do cotidiano através de empatia, paciência e tolerância. Na fundação, acreditamos que amor e compreensão podem operar grandes mudanças, uma vez que as crianças precisam de alguém que realmente tome conta delas. E elas costumam responder muito bem a essa acolhida, tornando-se crianças bastante carinhosas.

Como avalia a educação hoje?
As coisas estão mudando tão rapidamente nesta década que o conteúdo ensinado nas escolas de hoje se torna redundante tão logo o aluno ingressa no mercado de trabalho. As instituições de ensino precisam modificar seus métodos e estratégias de forma a tornar o aprendizado relevante também para a vida do aluno.

Na sua opinião, como deve ser a educação do futuro?
As escolas deverão existir como espaços de facilitação do acesso ao conhecimento, e deverão oferecer um ambiente onde os alunos aprendam de maneira autônoma. O professor deve ser apenas um guia para os alunos, e não um repositório de informações. O que percebo na Fundação Humanitária Parikrma é que o estímulo para a inovação parte dos próprios alunos. Quando um professor lança uma novidade em sala, e identifica uma resposta positiva do grupo, ele é encorajado a tentar outros métodos, concebendo uma vibrante atmosfera de aprendizado.


Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/para-mudar-preciso-mergulhar-nas-mazelas-diz-educadora-indiana-13788756#ixzz3C4Hn5w5v




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Professor doa rim para salvar vida de aluna em Londres

Do UOL, em São Paulo


O professor Ray Coe, 53, da escola Royal Docks Community em Londres (Inglaterra), decidiu doar um de seus rins para tentar salvar a vida de sua aluna. As informações são do portal do tabloide britânico "Daily Mail".
A estudante Alya Ahmed Ali, 13, foi diagnosticada com hidrocefalia (popularmente conhecida como água no cérebro) e sofria de insuficiência renal. A primeira doença resultou em sérias dificuldades de aprendizagem.
Preocupada com a saúde da filha, a mãe já havia informado ao professor Coe que possivelmente a aluna não poderia frequentar normalmente suas aulas.
Ao saber da doença da estudante, o docente, que atua como coordenador de educação especial, perguntou como poderia ajudá-la. "Eu disse: posso sugerir meu nome como doador?", explicou Coe.
Alya recebeu a notícia com um grande abraço. A dupla passou por exames de sangue e o professor Coe foi considerado compatível.
O transplante foi realizado em fevereiro e ambos devem voltar para a escola depois da Páscoa. "É como se eu fosse outro membro da família agora", disse Coe.
Para o pai de Alya, Ahmed Ali, 47, o professor é um herói. "Ele é um homem incrível, nós devemos muito a ele".


quinta-feira, 27 de março de 2014

Escola barra aluna que raspou o cabelo em apoio a amiga com câncer nos EUA

Kamryn Renfro raspou o cabelo
em apoio a amiga com câncer
Do UOL, em São Paulo
Kamryn Renfro, 9, foi proibida de entrar na escola Caprock Academy, Colorado (EUA), depois que apareceu com a cabeça raspada. A estudante cortou os cabelos em apoio à sua amiga Delaney Clements, 11, que está com câncer e perdeu os cabelos durante a quimioterapia.
"Eu senti que era a coisa certa a fazer", disse a garota ao site norte-americano "Today". As duas meninas são de escolas diferentes, mas Kamryn não queria que Delaney se sentisse sozinha.
Os funcionários que barraram a estudante alegaram que ela havia quebrado o código de vestimenta da instituição.
Segundo informações do portal "Daily Mail",  a escola disse que ela não poderia voltar para as aulas até ela colocar uma peruca ou que seu cabelo crescesse. Jamie Renfro, mãe de Kamryn, enviou um e-mail para a Caprock Academy explicando o motivo da filha ter raspado a cabeça, mas os administradores disseram não poder abrir exceções.
Nessa terça-feira (25), o conselho da escola decidiu aceitar o retorno de Kamryn às aulas
Jamie Olson Renfro abraça e beija sua filha Kamryn, 9, depois da decisão da escola Caprock Academy que aceitou que a jovem voltasse às aulas




http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/26/escola-barra-aluna-que-raspou-o-cabelo-em-apoio-a-amiga-com-cancer-nos-eua.htm

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Professor raspa cabelo em solidariedade a aluno que sofria bullying

O professor iraniano Ali Mohammadian raspou
o cabelo em solidariedade a um estudante doente
Ao perceber que um de seus alunos estava sofrendo 'bullying' por ter perdido os cabelos em decorrência de uma doença, o professor iraniano Ali Mohammadian decidiu raspar sua cabeça para mostrar solidariedade. Dentro de pouco tempo, todos os alunos da classe rasparam também seus cabelos e o bullying acabou. As informações são do jornal inglês "The Guardian". 
Em dezembro, o professor postou sua foto sem cabelo ao lado do aluno no Facebook, para mostrar apoio ao aluno Mahan Rahimi. 
"Mahan ficou isolado depois de ficar careca, o sorriso desapareceu de seu rosto e eu fiquei preocupado com seu desempenho escolar. Foi por isso que decidi raspar minha cabeça para trazê-lo de volta ao normal", disse o professor de 45 anos em entrevista ao "The Guardian".
 postagem tornou-se popular entre os usuários da rede social no Irã e foi compartilhada centenas de vezes. Com a divulgação de seu ato, o professor, que dá aulas na cidade curda de Marivan, tornou-se um herói nacional. A mídia iraniana o procurou e o governo soube de sua atitude, logo o professor foi convidado pelo ministro da educação a uma visita a Teerã. Quando voltou da capital, outros 23 alunos tinham raspado seu cabelo também. 
Com a repercussão, o governo ofereceu apoio financeiro para o tratamento médico do menino. Até o momento, os médicos iranianos ainda não descobriram qual é a doença no sistema imunológico que deixou Mahan careca. De acordo com o professor, algumas amostras foram enviadas para a Alemanha para um possível diagnóstico. 

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/01/29/no-ira-professor-raspa-cabelo-em-solidariedade-a-aluno-que-sofria-bullying.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...