sexta-feira, 13 de abril de 2018

Professores e estudante representam MT no 11º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica

Grupo apresenta projeto de robótica que tem como objetivo fazer o lançamento de um foguete
Yuri Ramires Seduc-MT 

O resultado do estudo teórico e prático da física, por meio da robótica e da astronáutica, levou o aluno Mishel Laurenti Mulleta, a professora Silvana Copceski e a diretora Leniuza de Souza, da Escola Plena Ramon Sanches Marques, em Primavera do Leste (a 231 km da Capital), para o 11º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, que ocorre desde a última quinta-feira (12.04), em Campos do Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Mishel, um dos alunos protagonistas da escola, vai apresentar o seu projeto de robótica, que tem como objetivo fazer o lançamento de um foguete. Ele está sendo orientado pela professora Silvana, conhecida pela sua paixão pela astronomia. Pela primeira vez no encontro, o estudante contou que ficou nervoso no início, mas que o resultado, após o segundo dia, já era muito gratificante. “Gostei muito de estar aqui, é um momento de muito aprendizado. Uma experiência ótima”, disse.
Na troca da experiência o jovem precisou se comunicar em inglês, além de várias oportunidades dentro da robótica, como lançar um balão meteorológico.
“Além disso pude aprofundar ainda mais no estudo do nosso projeto de Caça Asteroides. Já achei um, inclusive. Mas, além de todo o conhecimento que vamos adquirindo, tem também as amizades que estamos fazendo”, lembrou.
O projeto de Caça Asteroides é orientado pela professora Silvana, que também apresentou o balanço do trabalho desenvolvido pelo projeto em duas escolas do município. O coordenador da iniciativa, o americano Patrick Miller, da Hardin-Simmons University, do Texas (EUA), esteve presente no encontro.
“É muito gratificante participar de um evento como esse. Estamos aprendendo ainda mais e vamos levar na bagagem muitos projetos para serem colocados em prática nas escolas”, lembrou Silvana.
Caça Asteroides
O projeto está sendo aplicado também, além da Escola Plena Ramon Sanches, na Escola Estadual Jada Torres, atingindo um grupo de 60 estudantes. A caça é realizada por meio de uma plataforma que contem imagens enviadas por um telescópio de 1.8 metros, localizado em Haleakala, no Hawai.
As imagens são analisadas pelo programa Astrometrica e assim são identificados os asteroides. Segundo a professora, no ano passado, os alunos encontraram 18 asteroides e, a partir do trabalho, começaram a desenvolver ações de matemática, física e astronomia.
seduc

Professores de escolas estaduais compartilham experiências de MT na conferência de Harvard

Os profissionais atuam em uma escola de Cuiabá e Várzea Grande
Rosane Brandão Seduc-MT 

Compartilhar experiências exitosas realizadas nas escolas de Mato Grosso e conhecer novas metodologias para serem trabalhadas com seus alunos. Foi com esse objetivo que dois professores da rede estadual participaram, na semana passada (6 e 7.02), da Brazil Conference at Harvard & MIT, em Bostom (EUA).
Os professores Flávia Goulart Pinto, que leciona Língua Portuguesa na EE Zélia da Costa Almeida, em Cuiabá, e Ivan Gontijo, que ensina Matemática na EE Governador José Garcia Neto, Várzea Grande, integram a rede estadual por meio do Programa de Formação de Liderança e Inovação Metodológica, da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Ensina Brasil. 
Eles são destaques em suas comunidades escolares pelos trabalhos desenvolvidos e metodologias diferenciadas que usam para atrair e prender a atenção dos alunos em sala de aula. E foi justamente por esse trabalho diferenciado que os professores foram convidados para participar da conferência. O convite partiu do movimento “Todos pela Educação”, que tem como uma das principais bandeiras a valorização do professor.
Na conferência, os dois professores participaram da mesa “Educação Já”, que contou também com a participação de várias personalidades ligadas à área de educação para discutir políticas públicas para o setor. “Foi um debate de alto nível, com a participação de pessoas muito experientes na área. Nós professores falamos da nossa realidade e como é o nosso dia a dia em sala de aula. Além disso, debatemos como é possível contribuir para melhorar a educação no nosso país”, ressaltou Flávia Goulart.
Segundo a professora, um dos pontos principais compartilhados no evento foi a metodologia de trabalho que ela usa com os alunos na escola Zélia Costa. “Primeiramente verifico de onde vem cada um e o que eles mais gostam de fazer. A partir dessas informações adapto meu conteúdo de trabalho com a realidade deles”.
Ela citou como exemplo a metodologia que usa para explicar aos alunos o uso dos porquês. “Eles gostam muito de ouvir funk, gênero musical muito popular entre os jovens. Então resolvi criar uma música com esse ritmo, explicando como usar os porquês e foi sucesso entre eles”.
Ela acredita que essa troca pode ser incluída como formação continuada do professor. “Trazer experiências de outras comunidades e compartilhar práticas pedagógicas que dão certo pode enriquecer o trabalho do professor”, acrescenta.
Para o professor Ivan Gontijo, os professores precisam de espaços como esse realizado em Harvard, em que podem debater melhorias para a educação. “É raro participarmos de eventos com debates educacionais em que o professor pode ser ouvido de um modo geral. Pra mim, foi uma honra muito grande estar em Harvard, representando os professores do Brasil e a minha escola”.
O professor também contou um pouco da sua experiência na escola de Várzea Grande. “Trabalho com os alunos em uma metodologia baseada em aulas pouco expositivas, mas que os alunos vão descobrindo a matemática por eles mesmo. Nas minhas aulas utilizo muitas atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras, pois acredito que a matemática pode ser muito divertida para os alunos”.
O professor explica que já está com um novo projeto para trabalhar este ano na escola. Ele vai promover um curso gratuito para os alunos que pretendem participar do processo seletivo do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT). 
O Programa de Formação de Liderança e Inovação Metodológica é uma iniciativa do Governo do Estado em parceria com a ONG Ensina Brasil. Todos os participantes são graduados e passaram por um processo de seleção rigoroso, que teve mais de 3.300 inscritos, antes de serem contratados como professores temporários especialistas. Os participantes recebem formação diferenciada e tutoria pedagógica ao longo de dois anos. 
O objetivo do programa é atrair talentos com vocação para educação e formá-los para que futuramente assumam posições de liderança nessa área. A ideia do programa é que a experiência de ser professor e dar aula seja a base dessa formação, em busca de vencer os desafios vividos por educadores e gestores nas escolas públicas e de gerar transformação positiva na vida dos estudantes. 
Flávia Goulart destaca que o mais gratificante em ser professor, além de ensinar, é ajudar o aluno a realizar sonhos. “A partir do momento em que falamos para o aluno ‘eu acredito em você’, ele também passa a creditar e não tem mais barreiras para os seus sonhos. Esse é meu trabalho e o meu legado desses dois anos, que ficarei em Cuiabá, quero o aluno entenda que não existe nada que ele não possa conquistar”, disse a professora, 24 anos, graduada em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hoje ela cursa Letras, com habilitação em Português na Faculdade Anhaguera.
O trabalho da professora tem dado resultados positivos e conquistodo os alunos. “Gosto bastante da aula dela, pois é diferenciada. Ela brinca, faz a gente se sentir à vontade e isso incentiva a estudarmos mais”, disse a aluna Rizia Naindra Gonçalves, 17 anos, acrescentando que ficou encantada com o relato da professora. “Ela faz a gente acreditar que tudo é possível”.
“As aulas dela são incríveis. As brincadeiras cativam o aluno e a gente aprende de modo divertido”, completa Kamilla Nunes, 16 anos. “É isso que eu quero, fazê-los acreditar que estão na melhor escola e podem ser os melhores”, observou Flávia Goulart.
Brazil Conference
A Brazil Conference at Harvard & MIT é realizada pela comunidade brasileira de estudantes em Boston para promover o encontro com líderes e representantes da diversidade do Brasil, com a missão de encontrar soluções inovadoras para o futuro do país. Em 2018, a missão foi levar para Boston pessoas que falam sobre iniciativas que estejam acontecendo, para ajudar na mudança do país.



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sexta-feira, 6 de abril de 2018

SEDUC-MT: Marrafon é exonerado; Marioneide é nomeada (interinamente)



ATO Nº 24.280/2018.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO, no uso de suas atribuições legais, resolve exonerar, a pedido, MARCO AURELIO MARRAFON do cargo em comissão de Direção Geral e Assessoramento, Nível DGA-1, de Secretário de Estado de Educação, Esporte e Lazer, a partir de 05 de abril de 2018.

Palácio Paiaguás, em Cuiabá,  05  de  abril  de 2018.






ATO Nº24.294/2018.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO, no uso de suas atribuições legais, resolve designar       MARIONEIDE ANGELICA KLIEMASCHEWSK, Secretária Adjunta de Gestão Educacional e Inovação, para responder, interinamente, pelo cargo de Direção Geral e Assessoramento, Nível DGA-1, de Secretária de Estado de Educação, Esporte e Lazer, a partir de 05 de abril de 2018.

Palácio Paiaguás, em Cuiabá,  05  de  abril  de 2018.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Inep publica panorama da última década do Sistema de Avaliação da Educação Básica

Um relatório com o panorama do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005 a 2015 acaba de ser publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Disponibilizado no Portal do Inep nesta terça-feira, 13 de março, o relatório tem por objetivo apresentar aos gestores educacionais e demais públicos de interesse um panorama da última década.
O texto é dividido em seis capítulos. O primeiro apresenta o marco normativo do Saeb no período, descrevendo as alterações legais ocorridas ao longo dos anos até a configuração atual da avaliação. O segundo, terceiro e quarto versam sobre aspectos metodológicos da avaliação, apresentando as matrizes de referência, os instrumentos aplicados e as escalas de proficiência que subsidiam a interpretação dos resultados. O quinto capítulo aborda o processo de divulgação dos resultados desde o primeiro ano de realização do Saeb até a presente edição.
O sexto capítulo apresenta um panorama das etapas da educação básica avaliadas pelo Saeb no Brasil no período considerado, relativo ao quantitativo de escolas, matrículas nos diferentes estratos, docentes e outros indicadores, tais como média de alunos por turma, taxa de aprovação, reprovação e abandono. Apresenta ainda a evolução das médias de proficiência dos estudantes nos testes de desempenho do Saeb entre 2005 e 2015, com recortes por etapa, dependência administrativa, região e unidade da Federação.
Saeb - Instituído na década de 1990, ao longo dos mais de 25 anos de existência o Saeb passou por diversos aprimoramentos, adaptações e alterações metodológicas. Em 2005, após uma reestruturação, o Saeb passou a ser composto por dois processos avaliativos distintos, porém complementares: a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), que manteve os procedimentos da avaliação amostral, e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), mais conhecida como Prova Brasil. Essa ampliou a população alvo da avaliação com a inclusão de um estrato censitário para aplicação de instrumentos em escolas públicas de 5º ano e no 9º ano do Ensino Fundamental. Esse aprimoramento permitiu a geração de resultados de desempenho por escolas e municípios.  Outro importante marco foi a instituição da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), em 2012, permitindo coletar informações sobre o nível de alfabetização das crianças ao término do 3º ano do Ensino Fundamental.
Clique aqui para acessar o relatório
INEP

terça-feira, 6 de março de 2018

SEDUC-MT abre inscrições para os 15 CAFAPROs

A SEDDUC-MT estabelece normas relativas à realização do Processo Seletivo para Professores Formadores nos 15 (quinze) Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica - CEFAPRO.

Veja o Edital

(...)


Atenção para o cronograma:


Evento
Data de realização do Processo Seletivo
Local
Inscrições e entrega de documentos
02.03.2018 a 08.03.2018
CEFAPRO
Resultado preliminar das inscrições
13.03.2018
Site da SEDUC
Recurso das inscrições
14.03.2018 (8h as 18h)
Site da SEDUC
Homologação do Recurso e Homologação das Inscrições
15.03.2018
Site da SEDUC
Prova Escrita
19.03.2018
Em cada CEFAPRO
Apresentação do Plano de Formação e Arguição
20.03 a 30.03.2018 (8h as 12h e 13h/30 as18h)
Conforme agendamento
Resultado Preliminar
da Prova Escrita/
Plano de Formação e Arguição
02.04.2018

Site da SEDUC

Recurso da Prova
Escrita/ Plano de
Formação e Arguição
03.04.2018

Site da SEDUC

Divulgação do
Resultado final
06.04.2018

Site da SEDUC




Veja o Edital

segunda-feira, 5 de março de 2018

SEDUC-MT: Governo divulga cronograma de nomeações de aprovados em concurso

Ao todo, foram 5.748 vagas disponíveis, sendo 3.324 para o cargo de professor da Educação Básica
Gustavo Nascimento Seduc-MT 

As Secretarias de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e de Gestão (Seges) divulgam nesta segunda-feira (05.03), o cronograma de nomeação, posse e efetivo exercício dos aprovados no Concurso Público da Educação de Mato Grosso. As nomeações de todos candidatos aprovados serão realizadas em três datas: 26 de março; 7 de maio; e 02 de julho.
Conforme a portaria conjunta 08\2018 publicada pela Seduc e Seges, que dispõe sobre os procedimentos que regem e orientam a posse e efetivo exercício dos candidatos aprovados, as nomeações foram divididas em três datas em virtude da capacidade de atendimento. 
É importante destacar que a portaria tem caráter informativo, uma vez que os prazos começam a valer somente após a publicação das nomeações no Diário Oficial do Estado (DOE).
O agendamento da perícia médica e posse deve ser feito pelo telefone 0800–647-3633. Os candidatos devem se atentar ao prazo de validade dos documentos e exames a serem apresentados na perícia médica e posse conforme a portaria 003\2018.
Datas de nomeações 
No próximo dia 26 de março serão nomeados os primeiros 1,8 mil aprovados no certame. Estes candidatos terão até o dia 24 de abril para tomar posse, após a nomeação ser publicada no DOE.
Os dias 25 de abril, 05 de junho e 31 de julho foram escolhidos como datas para o efetivo exercício, conforme as nomeações no Diario Oficial para organizar a escolha das lotações de acordo com a classificação dos candidatos. O efetivo exercício será realizado pelas Assessorias Pedagógicas dos munícipios de classificação dos aprovados.
De acordo com o paragrafo 2º, do artigo 18, da Lei Complementar 04, de 15 de outubro de 1990, o servidor empossado que não entrar em efetivo exercício em até 30 dias após a posse, será exonerado do cargo público.
DATA DAS NOMEAÇÕES
DATA DA POSSE
DATA E HORÁRIO DO EFETIVO EXERCÍCIO
26/03/2018
26/03 a 24/04/18
25/04/2018 às 8h (horário local do município onde será o efetivo exercício)
07/05/2018
07/05 a 04/06/18
05/06/2018 às 8h (horário local do município onde será o efetivo exercício)
02/07/2018
02/07 a 30/07/18
31/07/2018 às 8h (horário local do município onde será o efetivo exercício)

Inovação
O concurso da Seduc faz parte do Pró-Escolas, maior programa de ações e investimentos da história da educação de Mato Grosso para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas estaduais. O certame trouxe uma iniciativa inédita no país - um processo seletivo com quatro fases eliminatórias para professores da educação básica.
A primeira fase foi composta por uma prova objetiva de múltipla escolha, com 70 questões, e a segunda fase por uma redação e uma prova dissertativa com quatro questões, sendo três da disciplina específica e uma relativa às políticas públicas de educação.
Os classificados para a terceira fase realizaram uma avaliação didática com apresentação de uma aula na área específica de atuação. A quarta e última fase foi a de avaliação de títulos, também de caráter classificatório.
Os candidatos a Técnico Educacional realizaram, na primeira fase, uma prova objetiva de múltipla escolha de caráter eliminatório e na segunda, redação e prova dissertativa também com quatro questões, sendo três da disciplina específica a que concorre a uma vaga, e uma relativa às políticas públicas de educação.
As avaliações foram aplicadas nos municípios de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Juara, Juína, Matupá, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Sinop e Tangará da Serra.
Ao todo, foram 5.748 vagas disponíveis, sendo 3.324 para o cargo de Professor da Educação Básica, 1.496 para Apoio Administrativo Educacional (AAE) e 928 para Técnico Administrativo Educacional (TAE), além de cadastro de reserva de 50% do total de vagas.
Para acessar a lista de nomeação do dia 26 de março, clique a aqui.
Para acessar a lista de nomeação do dia 07 de maio, clique a aqui.
Para acessar a lista de nomeação do dia 02 de julho, clique a aqui.
Para acessar o edital do concurso, clique aqui.
Para acessar a retificação do edital do concurso, clique aqui.
Para acessar a portaria 08\2018, clique aqui.
Para acessar a instrução normativa 03\2018, clique aqui.


SEDUC

sexta-feira, 2 de março de 2018

06 de março: o “Dia D” da BNCC

Dia D – Na próxima terça-feira, 6 de março, o MEC promoverá o Dia D de discussão da BNCC. Será outro marco importante do início da implementação da Base da educação infantil e do ensino fundamental. Nesse dia, as redes de ensino e as escolas de todo o país vão iniciar debates sobre as mudanças que, trazidas pela Base, devem se estender por todo o mês de março.
O novo portal será essencial nesse processo, ao tornar disponíveis roteiros guiados, apresentações e vídeos institucionais, com depoimentos de especialistas e animações explicativas. O objetivo é mobilizar gestores, técnicos, professores e alunos para tratar desse documento tão transformador para a educação brasileira.
Clique aqui para acessar o novo portal da BNCC.

Sobre o Novo Portal

Já se encontra disponível, na internet, o novo portal da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), lançado recentemente pelo Ministério da Educação. A página foi criada com o objetivo de ser uma referência de apoio aos estados e municípios para a construção, de forma colaborativa, dos currículos da educação infantil e do ensino fundamental.
Gestores, técnicos, professores e demais interessados poderão ter acesso direto a materiais de consulta e ferramentas digitais em um mesmo espaço. Será possível, entre outras comodidades, consultar o documento da BNCC de forma simplificada e interativa, aplicando os filtros e recortes desejados para atender as necessidades específicas de cada um.
Também estarão disponíveis vídeos, textos e recursos que vão ajudar na elaboração dos currículos locais e, ainda, tornar possível montar grupos de discussão virtual com técnicos do Brasil e do mundo. O portal da BNCC ainda poderá ser usado como uma plataforma de currículos, na qual os gestores compartilham seus documentos para consulta pública e recebem contribuições.

O desenvolvimento do portal é resultado de uma parceria do MEC com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A página representa um passo importante no processo de implementação da BNCC – que passou a ser uma referência obrigatória para os currículos de todas as escolas, públicas e privadas, do país.
Assessoria de Comunicação Social

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Unemat concede título de doutor honoris causa a Maldonado

Nesta semana (04/02) o professor Carlos Alberto Reyes Maldonado completaria 57 anos. Falecido em 30 de janeiro de 2016, o professor foi homenageado pela Universidade do Estado de Mato Grosso com a concessão do segundo título de doutor honoris causa da Unemat.
A homenagem foi aprovada pelo Conselho Universitário, pela unanimidade dos conselheiros, na 1ª sessão ordinária de 2018 que aconteceu nos dias 30 e 31 de janeiro de 2018 no câmpus universitário do Médio Araguaia, em Luciara, que é um câmpus representativo da luta pela interiorização da educação superior da Unemat. A entrega do título in memoriam deve ocorrer na próxima sessão do Consuni, prevista para março.
Desde a morte do professor Maldonado, a Unemat vem reconhecendo os esforços e lutas empreendidos em prol da Unemat. Ainda em 2016, o Consuni aprovou a mudança do nome da universidade para Universidade do Estado de Mato Grosso “Carlos Alberto Reyes Maldonado”, a proposta tramita atualmente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Durante a sessão do Consuni, a reitora professora Ana Maria Di Renzo, ao indicar e defender a concessão da honraria in memoriam afirmou que a “Unemat deve estar consciente, sobretudo, de que, com esse gesto, a Instituição também assume os riscos e os desafios de adotar como inspiração permanente a figura inquietante e despojada deste homem, cuja a síntese utópica resultou na Unemat grande e forte que temos hoje”.
O professor Carlos Maldonado tem seu nome marcado na história da Unemat, pois era o diretor da Fundação Centro de Ensino Superior de Cáceres (FCESC) no período de 1989 a 1993, momento em que a Instituição amplia sua atuação para outros municípios de Mato Grosso além de Cáceres. Ele também foi o responsável por formular e implantar o projeto de criação da Universidade do Estado de Mato Grosso, sendo seu primeiro reitor.
Ele ingressou na Instituição em 1986 como professor contratado, em seguida assumiu a função de coordenador da Instituição e após a criação da Unemat assume a função de reitor nomeado, sendo eleito em seguida para ocupar a função de reitor para comandar a Instituição em 1994 e ficou no cargo até 1996 quando renunciou para assumir a função de secretário de Educação de Mato Grosso, função que exerceu entre os anos de 1996 e 1997.  Também foi secretário de Educação de Cuiabá entre os anos de 2000 a 2004, e exerceu a função de coordenador regional da Unesco em Mato Grosso e coordenador da Consulta da Carta da Terra no Brasil.
Além da Unemat, o Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso instituiu em 2017 quatro honrarias educacionais, sendo que a mais alta destas honrarias, a Medalha de Honra ao Mérito Educacional, leva o nome de Carlos Alberto Reyes Maldonado.
Pautas:
Além da concessão do título doutor honoris causa ao professor Maldonado in memoriam e também da entrega solene do título de doutor honoris causa ao bispo emérito Dom Pedro Casaldáliga, em cerimônia realizada em São Félix do Araguaia, no dia 31 de janeiro, os conselheiros também deliberaram sobre a Política de Internacionalização da Universidade do Estado de Mato Grosso, que deverá se desdobrar em programas e ações específicas dentro da Instituição.
Outros dois temas debatidos trata dos resultados das comissões instituídas para discutir a assiduidade docente e os regimentos das faculdades. A deliberação do Consuni sobre esses temas foi de que fossem instituídas comissões específicas por meio da Reitoria para avaliar e estudar as propostas já existentes a fim de culminar com a redação de Instruções Normativas a serem implementadas e só então retornar ao conselho para a redação de resoluções e regimentos específicos. 

UNEMAT

Investimento em educação no Brasil é baixo e ineficiente

Diretor da OCDE diz que países com sucesso na área a elegeram como prioridade


Érica Fraga
SÃO PAULO

O diretor da OCDE durante evento, em 2016, em Paris
O diretor da OCDE durante evento, em 2016, em Paris - AFP
Os investimentos do Brasil em educação são baixos e pouco eficientes, afirma Andreas Schleicher, diretor do departamento educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e um dos idealizadores do Pisa, teste de aprendizagem internacional aplicado pela instituição.
O debate sobre a adequação dos gastos educacionais às necessidades brasileiras tem sido frequente e gera divergência entre especialistas.
Para ele, embora o investimento do Brasil em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) seja próximo à média da OCDE, é necessário considerar o gasto educacional por aluno, uma vez que há uma grande parcela de jovens.
“A primeira lição que aprendi pesquisando os países que aparecem no topo das comparações do Pisa é que seus líderes parecem ter convencido seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam mais a educação do que outras coisas”, disse o especialista em entrevista à Folha por email.

Folha - É verdade que após cada edição do Pisa seu time analisa os resultados de cada país, sem seus respectivos nomes, tentando adivinhar quem é quem?
Andreas Schleicher - Sim, no último exame, conseguimos prever mais de 85% das diferenças entre escolas. Alguns países se reinventaram por meio de reformas sistemáticas e investimentos. Os alunos de 15 anos entre os 10% mais pobres do Vietnã têm ido tão bem no Pisa quanto os 10% mais ricos no Brasil. Pobreza não é destino.
O Brasil melhorou nos anos iniciais do Pisa em matemática, mas está estagnado desde 2006. Nosso desempenho em leitura e ciências também não é bom. O que nos impede de melhorar?
Ainda vejo o Brasil como uma das poucas histórias de sucesso na América Latina, e eu acho que o copo está mais para metade cheio do que para metade vazio. Entre 2003 e 2015, o Brasil adicionou 500 mil alunos, ao reduzir as barreiras que mantinham uma grande proporção de adolescentes fora das escolas. Conforme as populações excluídas ganham acesso a níveis mais avançados de escolaridade, uma proporção maior de alunos com baixo desempenho será incluída nas amostras do Pisa, levando a uma subestimação das melhoras reais do sistema educacional.
Mas há outros fatores também. Todos os países na Íbero-América são caracterizados por altos níveis de repetência. No Brasil, mais de um em cinco estudantes informaram ter repetido uma série na escola primária. As pesquisas têm mostrado que isso tem efeitos negativos sobre o desempenho acadêmico.
Até que ponto a inclusão desses novos alunos explica o desempenho recente do Brasil?
A amostra brasileira se tornou mais representativa, mas as notas mínimas recebidas pelos jovens que estão entre os 25% com melhor desempenho aumentaram cerca de dez pontos a cada período de três anos. Mesmo quando olhamos uma amostra maior de alunos, o desempenho em matemática melhorou ao longo dos anos e os resultados em leitura e ciências permaneceram estáveis. Mas muito mais precisa ser feito em termos de qualidade e equidade para ajudar a aumentar a nota média em que o Brasil parece estar firmemente ancorado.
Há divergências sobre o patamar de investimento em educação no Brasil. Alguns argumentam que ele é insuficiente, pois o gasto por aluno é baixo. Outros ressaltam que nosso gasto como fatia do PIB per capita ultrapassou a média da OCDE. Que indicador devemos considerar?
O gasto em educação no Brasil ainda é baixo. A primeira lição que aprendi pesquisando os países que aparecem no topo das comparações do Pisa é que seus líderes parecem ter convencido seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam mais a educação do que outras coisas.
No Brasil e na maior parte do mundo ocidental, os governos começaram a pegar emprestado o dinheiro das próximas gerações para financiar seu consumo hoje, e a dívida que fizeram coloca um freio enorme no progresso econômico e social. O Brasil é um país em desenvolvimento grande com uma parcela crescente de jovens. Ainda que, como parcela do PIB per capita, o gasto brasileiro por estudante seja maior do que a média da OCDE, esse ainda não é o nível ideal.
Alguns países que gastam o mesmo ou menos do que o Brasil têm melhores resultados no Pisa. Isso mostra que nossos investimentos não têm sido eficientes?
Sim, mesmo quando o gasto médio parece adequado, isso não significa automaticamente que o dinheiro é empregado onde ele pode fazer maior diferença. A chave é priorizar o gasto de forma que ele possa aumentar a qualidade do magistério, casar recursos com necessidade.
Há algo que o Brasil possa copiar de países como Cingapura, Canadá e Finlândia, que consistentemente conseguem bons resultados?
As experiências não são facilmente transplantáveis. Os países ibero-americanos poderiam ganhar muito aprendendo com as mudanças que esses países têm feito. Os sistemas ibero-americanos precisam aumentar as expectativas dos alunos sobre seu bem-estar e suas perspectivas futuras. As escolas podem ajudar fornecendo aconselhamento acadêmico e profissional para todos os alunos. Sistemas como o de Cingapura têm desenvolvido esse tipo de política.
Em segundo lugar, os professores desempenham um papel muito importante. A relação extraordinariamente alta entre o número de alunos por professor em países ibero-americanos, como o Brasil, revela as condições de trabalho desafiadoras que muitos países enfrentam. Com classes cheias, o tempo que os professores podem dedicar a preparar lições e apoiar os alunos individualmente é severamente limitado. Nos sistemas educacionais bem sucedidos, as salas de aula podem ser relativamente grandes, mas o número de estudantes por professor é baixo, liberando tempo para a preparação de aulas e outras tarefas ligadas à escola. Esses sistemas, especialmente o da Finlândia, promovem políticas para aperfeiçoar a qualidade do magistério e a liderança escolar, focando na melhoria da qualidade da formação inicial dos professores, a progressão na carreira, a remuneração.
Finalmente, todos esses países que você mencionou atingiram o patamar crítico de gasto em educação, acima do qual apenas alocação eficiente e igualitária de recursos explica variações no desempenho acadêmico. Os países ibero-americanos como o Brasil ainda estão no nível mais baixo de gasto e precisam não só elevar seus investimentos como também aprender a gastá-los de forma mais eficiente.
O relatório aponta que “tem sido difícil conseguir apoio político entre os países latino-americanos para expandir” a avaliação de competências globais no Pisa [uma versão ampliada do exame]. O Brasil é um desses países?
Sim, entre os países da região apenas Chile, Colômbia, Costa Rica e Panamá estão participando. O entendimento é que o Brasil não fará essa parte do exame.

RAIO-X

Nome completo 
Andreas Schleicher
Idade
54
Nacionalidade
Alemã
Carreira
Diretor para educação e habilidades e assessor especial de política educacional da OCDE. Idealizador e principal responsável pelo Pisa, avaliação internacional feita com alunos de 15 anos

Formação

Graduação em Física, mestrado em Matemática e Estatística

País fica longe de gasto ‘mínimo’ com educação

Pesquisas têm mostrado que o aumento de investimentos em educação não leva necessariamente a um melhor desempenho dos estudantes. A OCDE confirma o diagnóstico, mas ressalta que ele é válido apenas a partir de um patamar mínimo de gasto por aluno do qual o Brasil permanece distantes.

O investimento médio por estudante brasileiro de 6 a 15 anos é de US$ 38 mil dólares em paridade do poder de compra (medida que considera diferenças no custo de vida entre os países). Segundo a OCDE, incrementos de gastos por aluno até US$ 80 mil dólares, em PPC, afetam os resultados dos jovens de 15 anos que fazem o Pisa a cada triênio.

Acima desse patamar, maiores investimentos deixam de ter relação direta com as notas, que passam a depender muito mais da eficiência dos gastos.

A conclusão consta de um documento que será apresentado por Andreas Schleicher, diretor da OCDE, na próxima terça (20), em São Paulo. No evento, organizado pela instituição e pelo Ministério da Educação, com apoio da Fundação Santillana e da Secretaria-geral Ibero-americana, será discutido o desempenho dos países desse grupo.

No caso do Brasil, além de baixa, a alocação de recursos para a educação é pouco eficiente, segundo a OCDE. Várias nações que têm gasto por aluno próximo ou até menor do que o brasileiro —como Turquia, Tailândia, Uruguai e Colômbia— alcançaram melhores resultados na prova de ciências do último Pisa.
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/02/investimento-em-educacao-no-brasil-e-baixo-e-ineficiente.shtml

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

UAB/UFMT - Licenciatura em Tecnologia Educacional abre novos mercados

Curso oferece 180 vagas, sendo 25% para servidores da Rede Pública de Educação que esteja em efetivo exercício
Adilson Rosa Seduc-MT 
Terminam no próximo dia 18 as inscrições para o curso de licenciatura em Tecnologia Educacional, oferecido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB) polo de Cuiabá numa parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Serão 180 vagas no total, sendo 25% para servidores da Rede Pública de Educação que estejam em efetivo exercício. As cotas serão distribuídas para quatro polos, sendo 60 para Cuiabá e 60 para Diamantino, ficando 30 para Água Boa e 30 para Aripuanã. Trata-se de um curso novo com amplo mercado em estudo semipresencial.
Conforme a UAB, o graduado poderá atuar como docente no campo da Tecnologia Educacional. A ideia do curso é formar um profissional inovador que atuará junto as redes de ensino e equipe pedagógica. Com isso, será possível o uso de mais intenso das Tecnologias da Informação da Comunicação.
O curso desenvolverá atividades voltadas para a criação e a utilização de soluções tecnológicas para a educação com conhecimentos em teoria da aprendizagem, gestão educacional, entre outros.
A licenciatura prepara o profissional a elaborar e produzir material didático, projetos de sistemas educacionais, além de desenvolver novas tecnologias de ensino e aprendizagem para diferentes modalidades educacionais.
A avaliação será realizada com aplicação de uma prova objetiva e uma redação em dia 11 de março no polo onde o candidato optou por realizar o curso. O resultado final será publicado em 13 de abril.
As inscrições são feitas pela Gerência de Exames e Concursos (GEC), vinculada à Secretaria de Articulação e Relações Institucionais (Sari) da UFMT.
Acesse o edital aqui
SEDUC

Conceito de educação ao longo da vida deve constar da LDB

Senador Cristovam Buarque e Deputado Eduardo Barbosa
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) passará a prever o conceito de educação e aprendizagem ao longo da vida, inserido como direito no contexto da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação especial. A inovação consta do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 75/2017, aprovado nesta quinta-feira (8) pelo Plenário do Senado. O texto agora segue para sanção presidencial.
De autoria do deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), o projeto inclui o direito à educação e aprendizagem ao longo da vida como um dos princípios norteadores do ensino brasileiro. Além disso, a proposta estabelece que a EJA constitui um instrumento para a educação ao longo da vida para quem não teve acesso aos estudos no tempo certo. E determina que o dever do Estado de garantir a educação especial na primeira infância (zero a seis anos) se estenda ao longo da vida para as pessoas com deficiência, em todos os níveis e modalidades de ensino.
A proposta foi relatada na Comissão de Educação pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Na avaliação dele, o projeto não só moderniza a LDB, como também fortalece a articulação entre a EJA e a educação especial.
Dados do Censo Populacional de 2010 apontam que mais de 60% da população com 15 anos ou mais com alguma deficiência não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental. Entre os maiores de 15 anos sem deficiência, esse percentual é de 38%.
O PLC prevê ainda que o atendimento ao estudante com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação deverá ocorrer preferencialmente na rede regular de ensino, admitindo-se, entretanto, o atendimento especializado se, em função de condições específicas do aluno, não for possível sua integração em uma classe comum.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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