sexta-feira, 2 de março de 2018

06 de março: o “Dia D” da BNCC

Dia D – Na próxima terça-feira, 6 de março, o MEC promoverá o Dia D de discussão da BNCC. Será outro marco importante do início da implementação da Base da educação infantil e do ensino fundamental. Nesse dia, as redes de ensino e as escolas de todo o país vão iniciar debates sobre as mudanças que, trazidas pela Base, devem se estender por todo o mês de março.
O novo portal será essencial nesse processo, ao tornar disponíveis roteiros guiados, apresentações e vídeos institucionais, com depoimentos de especialistas e animações explicativas. O objetivo é mobilizar gestores, técnicos, professores e alunos para tratar desse documento tão transformador para a educação brasileira.
Clique aqui para acessar o novo portal da BNCC.

Sobre o Novo Portal

Já se encontra disponível, na internet, o novo portal da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), lançado recentemente pelo Ministério da Educação. A página foi criada com o objetivo de ser uma referência de apoio aos estados e municípios para a construção, de forma colaborativa, dos currículos da educação infantil e do ensino fundamental.
Gestores, técnicos, professores e demais interessados poderão ter acesso direto a materiais de consulta e ferramentas digitais em um mesmo espaço. Será possível, entre outras comodidades, consultar o documento da BNCC de forma simplificada e interativa, aplicando os filtros e recortes desejados para atender as necessidades específicas de cada um.
Também estarão disponíveis vídeos, textos e recursos que vão ajudar na elaboração dos currículos locais e, ainda, tornar possível montar grupos de discussão virtual com técnicos do Brasil e do mundo. O portal da BNCC ainda poderá ser usado como uma plataforma de currículos, na qual os gestores compartilham seus documentos para consulta pública e recebem contribuições.

O desenvolvimento do portal é resultado de uma parceria do MEC com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A página representa um passo importante no processo de implementação da BNCC – que passou a ser uma referência obrigatória para os currículos de todas as escolas, públicas e privadas, do país.
Assessoria de Comunicação Social

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Unemat concede título de doutor honoris causa a Maldonado

Nesta semana (04/02) o professor Carlos Alberto Reyes Maldonado completaria 57 anos. Falecido em 30 de janeiro de 2016, o professor foi homenageado pela Universidade do Estado de Mato Grosso com a concessão do segundo título de doutor honoris causa da Unemat.
A homenagem foi aprovada pelo Conselho Universitário, pela unanimidade dos conselheiros, na 1ª sessão ordinária de 2018 que aconteceu nos dias 30 e 31 de janeiro de 2018 no câmpus universitário do Médio Araguaia, em Luciara, que é um câmpus representativo da luta pela interiorização da educação superior da Unemat. A entrega do título in memoriam deve ocorrer na próxima sessão do Consuni, prevista para março.
Desde a morte do professor Maldonado, a Unemat vem reconhecendo os esforços e lutas empreendidos em prol da Unemat. Ainda em 2016, o Consuni aprovou a mudança do nome da universidade para Universidade do Estado de Mato Grosso “Carlos Alberto Reyes Maldonado”, a proposta tramita atualmente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Durante a sessão do Consuni, a reitora professora Ana Maria Di Renzo, ao indicar e defender a concessão da honraria in memoriam afirmou que a “Unemat deve estar consciente, sobretudo, de que, com esse gesto, a Instituição também assume os riscos e os desafios de adotar como inspiração permanente a figura inquietante e despojada deste homem, cuja a síntese utópica resultou na Unemat grande e forte que temos hoje”.
O professor Carlos Maldonado tem seu nome marcado na história da Unemat, pois era o diretor da Fundação Centro de Ensino Superior de Cáceres (FCESC) no período de 1989 a 1993, momento em que a Instituição amplia sua atuação para outros municípios de Mato Grosso além de Cáceres. Ele também foi o responsável por formular e implantar o projeto de criação da Universidade do Estado de Mato Grosso, sendo seu primeiro reitor.
Ele ingressou na Instituição em 1986 como professor contratado, em seguida assumiu a função de coordenador da Instituição e após a criação da Unemat assume a função de reitor nomeado, sendo eleito em seguida para ocupar a função de reitor para comandar a Instituição em 1994 e ficou no cargo até 1996 quando renunciou para assumir a função de secretário de Educação de Mato Grosso, função que exerceu entre os anos de 1996 e 1997.  Também foi secretário de Educação de Cuiabá entre os anos de 2000 a 2004, e exerceu a função de coordenador regional da Unesco em Mato Grosso e coordenador da Consulta da Carta da Terra no Brasil.
Além da Unemat, o Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso instituiu em 2017 quatro honrarias educacionais, sendo que a mais alta destas honrarias, a Medalha de Honra ao Mérito Educacional, leva o nome de Carlos Alberto Reyes Maldonado.
Pautas:
Além da concessão do título doutor honoris causa ao professor Maldonado in memoriam e também da entrega solene do título de doutor honoris causa ao bispo emérito Dom Pedro Casaldáliga, em cerimônia realizada em São Félix do Araguaia, no dia 31 de janeiro, os conselheiros também deliberaram sobre a Política de Internacionalização da Universidade do Estado de Mato Grosso, que deverá se desdobrar em programas e ações específicas dentro da Instituição.
Outros dois temas debatidos trata dos resultados das comissões instituídas para discutir a assiduidade docente e os regimentos das faculdades. A deliberação do Consuni sobre esses temas foi de que fossem instituídas comissões específicas por meio da Reitoria para avaliar e estudar as propostas já existentes a fim de culminar com a redação de Instruções Normativas a serem implementadas e só então retornar ao conselho para a redação de resoluções e regimentos específicos. 

UNEMAT

Investimento em educação no Brasil é baixo e ineficiente

Diretor da OCDE diz que países com sucesso na área a elegeram como prioridade


Érica Fraga
SÃO PAULO

O diretor da OCDE durante evento, em 2016, em Paris
O diretor da OCDE durante evento, em 2016, em Paris - AFP
Os investimentos do Brasil em educação são baixos e pouco eficientes, afirma Andreas Schleicher, diretor do departamento educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e um dos idealizadores do Pisa, teste de aprendizagem internacional aplicado pela instituição.
O debate sobre a adequação dos gastos educacionais às necessidades brasileiras tem sido frequente e gera divergência entre especialistas.
Para ele, embora o investimento do Brasil em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) seja próximo à média da OCDE, é necessário considerar o gasto educacional por aluno, uma vez que há uma grande parcela de jovens.
“A primeira lição que aprendi pesquisando os países que aparecem no topo das comparações do Pisa é que seus líderes parecem ter convencido seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam mais a educação do que outras coisas”, disse o especialista em entrevista à Folha por email.

Folha - É verdade que após cada edição do Pisa seu time analisa os resultados de cada país, sem seus respectivos nomes, tentando adivinhar quem é quem?
Andreas Schleicher - Sim, no último exame, conseguimos prever mais de 85% das diferenças entre escolas. Alguns países se reinventaram por meio de reformas sistemáticas e investimentos. Os alunos de 15 anos entre os 10% mais pobres do Vietnã têm ido tão bem no Pisa quanto os 10% mais ricos no Brasil. Pobreza não é destino.
O Brasil melhorou nos anos iniciais do Pisa em matemática, mas está estagnado desde 2006. Nosso desempenho em leitura e ciências também não é bom. O que nos impede de melhorar?
Ainda vejo o Brasil como uma das poucas histórias de sucesso na América Latina, e eu acho que o copo está mais para metade cheio do que para metade vazio. Entre 2003 e 2015, o Brasil adicionou 500 mil alunos, ao reduzir as barreiras que mantinham uma grande proporção de adolescentes fora das escolas. Conforme as populações excluídas ganham acesso a níveis mais avançados de escolaridade, uma proporção maior de alunos com baixo desempenho será incluída nas amostras do Pisa, levando a uma subestimação das melhoras reais do sistema educacional.
Mas há outros fatores também. Todos os países na Íbero-América são caracterizados por altos níveis de repetência. No Brasil, mais de um em cinco estudantes informaram ter repetido uma série na escola primária. As pesquisas têm mostrado que isso tem efeitos negativos sobre o desempenho acadêmico.
Até que ponto a inclusão desses novos alunos explica o desempenho recente do Brasil?
A amostra brasileira se tornou mais representativa, mas as notas mínimas recebidas pelos jovens que estão entre os 25% com melhor desempenho aumentaram cerca de dez pontos a cada período de três anos. Mesmo quando olhamos uma amostra maior de alunos, o desempenho em matemática melhorou ao longo dos anos e os resultados em leitura e ciências permaneceram estáveis. Mas muito mais precisa ser feito em termos de qualidade e equidade para ajudar a aumentar a nota média em que o Brasil parece estar firmemente ancorado.
Há divergências sobre o patamar de investimento em educação no Brasil. Alguns argumentam que ele é insuficiente, pois o gasto por aluno é baixo. Outros ressaltam que nosso gasto como fatia do PIB per capita ultrapassou a média da OCDE. Que indicador devemos considerar?
O gasto em educação no Brasil ainda é baixo. A primeira lição que aprendi pesquisando os países que aparecem no topo das comparações do Pisa é que seus líderes parecem ter convencido seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam mais a educação do que outras coisas.
No Brasil e na maior parte do mundo ocidental, os governos começaram a pegar emprestado o dinheiro das próximas gerações para financiar seu consumo hoje, e a dívida que fizeram coloca um freio enorme no progresso econômico e social. O Brasil é um país em desenvolvimento grande com uma parcela crescente de jovens. Ainda que, como parcela do PIB per capita, o gasto brasileiro por estudante seja maior do que a média da OCDE, esse ainda não é o nível ideal.
Alguns países que gastam o mesmo ou menos do que o Brasil têm melhores resultados no Pisa. Isso mostra que nossos investimentos não têm sido eficientes?
Sim, mesmo quando o gasto médio parece adequado, isso não significa automaticamente que o dinheiro é empregado onde ele pode fazer maior diferença. A chave é priorizar o gasto de forma que ele possa aumentar a qualidade do magistério, casar recursos com necessidade.
Há algo que o Brasil possa copiar de países como Cingapura, Canadá e Finlândia, que consistentemente conseguem bons resultados?
As experiências não são facilmente transplantáveis. Os países ibero-americanos poderiam ganhar muito aprendendo com as mudanças que esses países têm feito. Os sistemas ibero-americanos precisam aumentar as expectativas dos alunos sobre seu bem-estar e suas perspectivas futuras. As escolas podem ajudar fornecendo aconselhamento acadêmico e profissional para todos os alunos. Sistemas como o de Cingapura têm desenvolvido esse tipo de política.
Em segundo lugar, os professores desempenham um papel muito importante. A relação extraordinariamente alta entre o número de alunos por professor em países ibero-americanos, como o Brasil, revela as condições de trabalho desafiadoras que muitos países enfrentam. Com classes cheias, o tempo que os professores podem dedicar a preparar lições e apoiar os alunos individualmente é severamente limitado. Nos sistemas educacionais bem sucedidos, as salas de aula podem ser relativamente grandes, mas o número de estudantes por professor é baixo, liberando tempo para a preparação de aulas e outras tarefas ligadas à escola. Esses sistemas, especialmente o da Finlândia, promovem políticas para aperfeiçoar a qualidade do magistério e a liderança escolar, focando na melhoria da qualidade da formação inicial dos professores, a progressão na carreira, a remuneração.
Finalmente, todos esses países que você mencionou atingiram o patamar crítico de gasto em educação, acima do qual apenas alocação eficiente e igualitária de recursos explica variações no desempenho acadêmico. Os países ibero-americanos como o Brasil ainda estão no nível mais baixo de gasto e precisam não só elevar seus investimentos como também aprender a gastá-los de forma mais eficiente.
O relatório aponta que “tem sido difícil conseguir apoio político entre os países latino-americanos para expandir” a avaliação de competências globais no Pisa [uma versão ampliada do exame]. O Brasil é um desses países?
Sim, entre os países da região apenas Chile, Colômbia, Costa Rica e Panamá estão participando. O entendimento é que o Brasil não fará essa parte do exame.

RAIO-X

Nome completo 
Andreas Schleicher
Idade
54
Nacionalidade
Alemã
Carreira
Diretor para educação e habilidades e assessor especial de política educacional da OCDE. Idealizador e principal responsável pelo Pisa, avaliação internacional feita com alunos de 15 anos

Formação

Graduação em Física, mestrado em Matemática e Estatística

País fica longe de gasto ‘mínimo’ com educação

Pesquisas têm mostrado que o aumento de investimentos em educação não leva necessariamente a um melhor desempenho dos estudantes. A OCDE confirma o diagnóstico, mas ressalta que ele é válido apenas a partir de um patamar mínimo de gasto por aluno do qual o Brasil permanece distantes.

O investimento médio por estudante brasileiro de 6 a 15 anos é de US$ 38 mil dólares em paridade do poder de compra (medida que considera diferenças no custo de vida entre os países). Segundo a OCDE, incrementos de gastos por aluno até US$ 80 mil dólares, em PPC, afetam os resultados dos jovens de 15 anos que fazem o Pisa a cada triênio.

Acima desse patamar, maiores investimentos deixam de ter relação direta com as notas, que passam a depender muito mais da eficiência dos gastos.

A conclusão consta de um documento que será apresentado por Andreas Schleicher, diretor da OCDE, na próxima terça (20), em São Paulo. No evento, organizado pela instituição e pelo Ministério da Educação, com apoio da Fundação Santillana e da Secretaria-geral Ibero-americana, será discutido o desempenho dos países desse grupo.

No caso do Brasil, além de baixa, a alocação de recursos para a educação é pouco eficiente, segundo a OCDE. Várias nações que têm gasto por aluno próximo ou até menor do que o brasileiro —como Turquia, Tailândia, Uruguai e Colômbia— alcançaram melhores resultados na prova de ciências do último Pisa.
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/02/investimento-em-educacao-no-brasil-e-baixo-e-ineficiente.shtml

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

UAB/UFMT - Licenciatura em Tecnologia Educacional abre novos mercados

Curso oferece 180 vagas, sendo 25% para servidores da Rede Pública de Educação que esteja em efetivo exercício
Adilson Rosa Seduc-MT 
Terminam no próximo dia 18 as inscrições para o curso de licenciatura em Tecnologia Educacional, oferecido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB) polo de Cuiabá numa parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Serão 180 vagas no total, sendo 25% para servidores da Rede Pública de Educação que estejam em efetivo exercício. As cotas serão distribuídas para quatro polos, sendo 60 para Cuiabá e 60 para Diamantino, ficando 30 para Água Boa e 30 para Aripuanã. Trata-se de um curso novo com amplo mercado em estudo semipresencial.
Conforme a UAB, o graduado poderá atuar como docente no campo da Tecnologia Educacional. A ideia do curso é formar um profissional inovador que atuará junto as redes de ensino e equipe pedagógica. Com isso, será possível o uso de mais intenso das Tecnologias da Informação da Comunicação.
O curso desenvolverá atividades voltadas para a criação e a utilização de soluções tecnológicas para a educação com conhecimentos em teoria da aprendizagem, gestão educacional, entre outros.
A licenciatura prepara o profissional a elaborar e produzir material didático, projetos de sistemas educacionais, além de desenvolver novas tecnologias de ensino e aprendizagem para diferentes modalidades educacionais.
A avaliação será realizada com aplicação de uma prova objetiva e uma redação em dia 11 de março no polo onde o candidato optou por realizar o curso. O resultado final será publicado em 13 de abril.
As inscrições são feitas pela Gerência de Exames e Concursos (GEC), vinculada à Secretaria de Articulação e Relações Institucionais (Sari) da UFMT.
Acesse o edital aqui
SEDUC

Conceito de educação ao longo da vida deve constar da LDB

Senador Cristovam Buarque e Deputado Eduardo Barbosa
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) passará a prever o conceito de educação e aprendizagem ao longo da vida, inserido como direito no contexto da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação especial. A inovação consta do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 75/2017, aprovado nesta quinta-feira (8) pelo Plenário do Senado. O texto agora segue para sanção presidencial.
De autoria do deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), o projeto inclui o direito à educação e aprendizagem ao longo da vida como um dos princípios norteadores do ensino brasileiro. Além disso, a proposta estabelece que a EJA constitui um instrumento para a educação ao longo da vida para quem não teve acesso aos estudos no tempo certo. E determina que o dever do Estado de garantir a educação especial na primeira infância (zero a seis anos) se estenda ao longo da vida para as pessoas com deficiência, em todos os níveis e modalidades de ensino.
A proposta foi relatada na Comissão de Educação pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Na avaliação dele, o projeto não só moderniza a LDB, como também fortalece a articulação entre a EJA e a educação especial.
Dados do Censo Populacional de 2010 apontam que mais de 60% da população com 15 anos ou mais com alguma deficiência não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental. Entre os maiores de 15 anos sem deficiência, esse percentual é de 38%.
O PLC prevê ainda que o atendimento ao estudante com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação deverá ocorrer preferencialmente na rede regular de ensino, admitindo-se, entretanto, o atendimento especializado se, em função de condições específicas do aluno, não for possível sua integração em uma classe comum.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Estudantes de escolas públicas de todo Brasil podem participar de Concurso Literário

As inscrições vão até dia 2 de março
O concurso literário “Faça parte dessa história” está com as inscrições abertas para selecionar os maiores talentos das escolas públicas do Brasil na arte de escrever. Estudantes devidamente matriculados em turmas de ensino fundamental e médio, das escolas públicas brasileiras, podem participar inscrevendo suas obras nos seguintes gêneros literários: poema, conto, crônica, novela, teatro, texto da tradição popular, romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências e história em quadrinhos. As inscrições vão até 2 de março de 2018, unicamente pela página http://www.fnde.gov.br/concursoliterario/. O Concurso, que comemora os 80 anos da política pública do Livro Didático, é uma inciativa do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“Acreditamos que o concurso literário será um grande movimento em favor da criatividade dos nossos estudantes. Temos certeza que teremos grandes obras inscritas” afirmou o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, acrescentando que “o incentivo à leitura e à produção literária deve começar desde cedo pois, é através dela que nossos jovens podem ampliar seus conhecimentos e criar uma nova percepção de mundo”, concluiu.
A cerimônia de premiação dos vencedores acontecerá durante a Bienal Internacional do Livro 2018 em São Paulo. O primeiro lugar de cada uma das categorias ganhará uma viagem internacional para conhecer a maior feira de livros do mundo: a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. E os três finalistas de cada categoria (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio) também serão premiados com uma viagem de visita à Bienal e poderão acompanhar a produção e distribuição do livro didático na capital paulista. Além disso, levarão pra casa um acervo completo de livros literários.
Mobilize sua escola!
FNDE

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Pedagogia na educação infantil é tema da edição número 100 da revista Em Aberto


Capa da revistaA edição número 100 da revista Em Aberto já está disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A publicação, coordenada pela Diretoria de Estudos Educacionais (Dired), traz o tema “Pedagogia do cotidiano na (e da) educação infantil”, analisado em nove artigos. Dois deles são de Portugal.
Entre os diferentes pontos de vista apresentados, destacam-se os temas: os desafios pedagógicos no contexto de creche; o ambiente na educação infantil e a construção da identidade da criança; os bebês no cotidiano da creche: ação social, corpo e experiência; a pedagogia em participação e a instituição dos direitos da criança. Outros aspectos do tema são apresentados na entrevista, nas resenhas e na bibliografia comentada.
O número 100 apresenta um interessante panorama de estudos que oferecem possibilidades para pensarmos na proposição de uma pedagogia do cotidiano em nossas instituições de educação infantil.
Em Aberto – Criada em 1981, a revista Em Aberto é uma publicação monotemática, com periodicidade quadrimestral. Sua finalidade é estimular e promover a discussão de questões atuais e relevantes da educação brasileira, trazendo opiniões divergentes ou confrontos de pontos de vista. Para isso, publica artigos, resenhas e bibliografias comentadas. O público alvo é a comunidade acadêmica, professores, educadores e estudantes.
Cada número temático é de responsabilidade de um organizador e deve conter diversidade de textos, incluindo artigos com dados de pesquisa, outros referentes às questões teóricas suscitadas pelo tema e, ainda, artigos de revisão de literatura. O organizador atua sob a supervisão do Comitê Editorial da revista Em Aberto. Para tornar-se organizador é necessário que o interessado apresente ao Comitê Editorial uma proposta de número temático para avaliação. O Organizador deverá ter, preferentemente, doutorado e produção acadêmica reconhecida na área temática.
Clique aqui para acessar a edição n° 100
INEP

Resultado do Concurso SEDUC MT - Professor


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Secitec com 162 vagas

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso (Secitec-MT) que vai preencher 162 vagas imediatas e formar cadastro de reserva em cargos de níveis médio, médio/técnico e superior. As vagas são para Cuiabá e mais 12 municípios e as contratações serão pelo regime estatutário, que garante estabilidade. A remuneração varia de R$ 2.297 a R$ 4.176. No caso das vagas de docência o vencimento inicial é de R$ 3.480 e chega a R$ 9.907 na faixa final.
As inscrições para o concurso poderão ser feitas até o dia 15 de março de 2018, pela internet, no site do Instituto Selecon – www.selecon.org.br, organizador, ou pelo site da Secitec – www.secitec.mt.gov.br. O valor da taxa de inscrição é de R$ 65,00 para técnico de apoio educacional (médio e médio/técnico), R$ 90,00 para técnico administrativo educacional (superior) e R$ 110,00 para professor (superior).
Para melhor atender os candidatos foi montado um ponto de apoio, que receberá os pedidos de isenção de taxa, na Escola Estadual Cesário Neto. “Além de entregar os pedidos in loco, os candidatos também poderão sanar suas dúvidas sobre o Edital”, explica o superintendente de Ensino Profissional e Superior, Joaci Conceição Silva. Os interessados em pedir isenção da taxa têm até o dia 25 de janeiro para fazer a solicitação, no site do organizador. O resultado será divulgado no dia 5 de fevereiro. O Superintendente ainda destaca que os candidatos podem tirar dúvidas e esclarecimentos pelo telefone (65) 99646-1497.
Os inscritos farão prova objetiva no dia 15 de abril. Para os candidatos às vagas de professor haverá ainda Redação, análise de títulos e prova didática. O resultado preliminar das provas objetivas está previsto para o dia 25 de abril e da Redação para o dia 2 de maio.
Além da capital, as oportunidades são para as cidades de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. Para os níveis médio e médio/técnico, as oportunidades são para técnico de apoio educacional (Técnico em Administração; Análises Clínica; Química; Patologia; Bioquímica; Informática; e Secretariado). Para o nível superior as vagas são para técnico administrativo educacional (Biblioteconomia; Ciência da Computação e Pedagogia) e professor (com oportunidades para graduados em Administração; Ciências Contábeis; Ciências da Computação Ciências Biológicas; Letras com habilitação Português-inglês; Matemática; Engenharia Civil; Enfermagem; Agronomia; Zootecnia; e Medicina Veterinária). No caso dos cargos de Professor e de Técnico de Apoio Educacional, para algumas áreas é exigido registro no conselho de classe.
O concurso é uma boa oportunidade para quem procura emprego e estabilidade, uma vez que a Secitec está ampliando a rede e vai precisar contratar mais servidores, o que será feito com base no cadastro de reserva, já que o concurso terá validade de um ano, com possibilidade de prorrogação.
Serviço - Concurso SECITEC
Vagas: 162
Inscrições: de 22/01/2018 a 15/03/2018
Tel.: (21) 3129-5335/ 2532-9638 e (65) 99646-1497

Fonte: Maria Helena Manhães | Secitec 
Secitec

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MEC inicia debates para implantar Base Nacional Comum Curricular



Edwirges Nogueira - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) escolheu o Ceará para começar a elaborar as estratégias de implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil e o ensino fundamental. As diretrizes, que definem a aprendizagem essencial que todos os alunos, tanto na rede pública como particular, devem adquirir na escola, foram homologadas em dezembro e entram em vigor em janeiro de 2019.
O secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, reuniu-se hoje (16) em Fortaleza com o secretário da Educação do Ceará, Idilvan Alencar, e com o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), Aléssio Costa Lima, para debater o assunto e conhecer as experiências do estado que podem auxiliar na construção e revisão dos currículos, material didático e formação de professores.
Silva destacou o modelo do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), implantado há 10 anos no Ceará e que reduziu de 32% para 0,7% o número de crianças não alfabetizadas até o final do segundo ano.

“A base trouxe essa decisão de, na alfabetização, seguir o exemplo do Ceará e ter a alfabetização feita até o segundo ano. O restante será feito respeitando o contexto local. O currículo não será definido por Brasília ou por gabinetes, mas pela participação dos professores num processo que já é feito aqui no estado”, disse o representante do MEC.
Idilvan Alencar, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), explicou que o programa cearense criou formas de cooperação entre o estado e os municípios que podem facilitar a implantação da BNCC e servir de exemplo para o Brasil.
“Implantar a base significa desenvolver currículos e materiais didáticos novos. É um grande desafio, pois o documento oportuniza direitos iguais para todos. Defendemos uma boa implantação, com a participação de professores e diretores e, aqui do Ceará, vamos ajudar nacionalmente”, acrescentou Idilvan.
A elaboração ou atualização dos currículos é um dos primeiros passos da implantação da Base Nacional Comum Curricular. Segundo Aléssio Costa Lima, da Undime, os currículos podem ser municipais, regionais ou estaduais e devem envolver todos os atores.
“Queremos uma discussão articulada, subsidiada pelo Ministério da Educação, que propicie aos municípios criar redes de colaboração para ter currículos que reflitam as realidades locais. É preciso ter uma formação intensa das equipes técnicas das secretarias de Educação e, a partir daí, traçar os passos para que esta discussão chegue na ponta, ao professor, e que ele participe de forma muito crítica para poder vivenciar a BNCC de forma prática”, enfatizou Rossieli.
Nesta quarta-feira (17), em Brasília, o MEC dá prosseguimento aos debates sobre a implantação da Base Comum Curricular, em reunião com representantes de outros estados e de entidades da sociedade civil.

Edição: Nádia Franco
ebc

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

“Temos que tirar nossos filhos de suas cavernas digitais”, afirma Catherine L’Ecuyer

Catherine L'Ecuyer
Se estivesse viva, é provável que a arquiteta italiana Lina Bo Bardi festejasse os debates calorosos que aconteceram na antiga Fábrica de Tambores da Pompeia, transformada por ela no emblemático Sesc Pompeia. Nos últimos dias 12 e 13 de dezembro, o teatro do Sesc sediou o  SIEI – Seminário Internacional de Educação Integral, realizado pela Fundação SM em parceria com a Fundação Itaú Social, que reuniu especialistas de diferentes localidades e áreas da Educação para debater o tema “Desenvolvimento integral e a Aprendizagem: o mesmo direito, várias realidades”.
Um dos destaques do evento, a palestra “A importância de educar na atenção” foi ministrada pela canadense Catherine L’Ecuyer (autora do livro Educar na curiosidade), que instigou a plateia a refletir sobre a importância de apresentar a realidade para os pequenos, a influência da tecnologia na aprendizagem, os conceitos de curiosidade e de “assombro”.
Em entrevista para o site da Fundação SM,  que você lê a seguir, L’Ecuyer desenvolveu alguns dos pontos tangenciados durante sua apresentação no SIEI. Boa leitura!
Fundação SM – Como podemos caracterizar a curiosidade na infância?
Catherine L’Ecuyer – Não se infunde a curiosidade nas crianças, isso é algo inato. Todos nascemos com a curiosidade, com o “assombro”. O “assombro” diante da realidade é o que faz com que nos interessemos pela realidade, estejamos abertos. Platão dizia que o “assombro” é o início da filosofia.
 Em sua palestra, a senhora relacionou o uso dos meios digitais com o mito da caverna. Poderia desenvolver um pouco mais esse ponto?
Catherine L’Ecuyer – Na caverna de Platão existem personagens aprisionados, que olham para sombras em uma das paredes. Atrás deles estão objetos que eles não veem, que recebem luz de uma fogueira, e que têm a sombra projetada na parede que eles estão olhando. Essas sombras são reais? Sim, claro. Porém, não tão reais como os objetos que dão origem a essas sombras. Com o mundo digital ocorre algo semelhante. É real, porém é o reflexo de algo ainda mais real. O problema não acontece quando nossos filhos veem sombras, acontece quando passam a vida toda olhando para elas e não sabem como são os objetos reais. Ou pior, quando mal saem da caverna para ver a beleza da realidade. Muitas crianças conheceram a realidade por meio do mundo digital. Temos que tirar nossos filhos de suas cavernas digitais. Hoje, as crianças têm um déficit de realidade. Temos de preencher suas vidas com realidade.
Como conciliar a curiosidade das crianças pelas telas e a necessidade de viver a realidade?
Catherine L’Ecuyer – Mais do que curiosidade, eu falaria de fascínio. O “assombro”, a atenção sustentada, são fenômenos ativos. Por outro lado, o fascínio é algo passivo. É importante que nossos filhos desenvolvam uma atitude ativa para aprender, que eles mesmos tomem as rédeas e sejam protagonistas.
A senhora disse que “está convencida de que a crise da educação é uma crise de atenção”. O que isso significa?
Catherine L’Ecuyer – Quando a criança é bombardeada com estímulos contínuos, se acostuma com a motivação externa e seu “assombro”, sua curiosidade ficam adormecidos. Então, desaparece o motor interno que a leva a fazer descobertas. Ela deixa de prestar atenção ativamente e se torna desatenta, entediada, ansiosa, hiperativa… Busca sensações novas, ritmos cada vez mais rápidos, fica viciada em velocidade. Eventualmente, a criança não está adaptada à realidade e deixa de prestar atenção, porque a realidade é lenta e exigente, e tudo a aborrece. Essa situação não favorece a aprendizagem, porque para aprender é preciso saber como prestar atenção. Sem atenção, sem sentido, não há aprendizagem.
Quais são as consequências de uma educação, ou de uma formação, marcada pelos signos da velocidade e do virtual? Os dispositivos tecnológicos viciam?
Catherine L’Ecuyer – Os dispositivos tecnológicos são altamente viciantes, pois introduzem a criança em um círculo de recompensas, que se dá por meio da produção do hormônio da dopamina. Por que os neuropedriatras geralmente não fazem diagnósticos observando uma criança com suspeita de TDAH [Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade] diante da tela? Pois consideram que esta é uma situação artificial, passiva. O que acontece diante da tela – e agora falo principalmente em relação às crianças menores, em que o cérebro é imaturo – é fascínio e não atenção sustentada.
E como podemos preparar as crianças para o uso adequado da tecnologia?
Catherine L’Ecuyer – Temperança, sentido de intimidade e discrição, força e autocontrole, por exemplo, são qualidades que permitem que uma pessoa navegue de forma responsável. A melhor preparação para o mundo online é o mundo offline, o mundo real.
De que maneira a escola e o professor devem proceder para educar as crianças para a atenção e propiciar o “assombro”?
Catherine L’Ecuyer – Educar no “assombro” é partir do desejo de conhecer, do interesse da criança por aprender, envolvê-la em um ambiente que respeite esse interesse, considerando seus ritmos, etapas da infância, necessidade de silêncio, de mistério, de beleza.
Por Priscila Fernandes.

fundacaosmbrasil

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SEDUC - MT Instituto divulga o resultado da avaliação didática para professores da Educação Básica

Gustavo Nascimento Seduc-MT 

O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pelo concurso público para o preenchimento de vagas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), divulgou nesta quarta-feira (10.01) o resultado da avaliação didática para professores da Educação Básica do concurso público.


RESULTADO DEFINITIVO DA AVALIAÇÃO DIDÁTICA

RESULTADO PRELIMINAR DA AVALIAÇÃO DE TÍTULOS


Conforme o edital, o prazo para interposição do recurso contra o resultado preliminar da avaliação de títulos, para o cargo de Professor de Educação Básica, será de dois dias úteis no horário das 9 horas do primeiro dia às 16 horas do último dia, observado o horário de Cuiabá, nos termos do item 13 do Edital de abertura.
seduc

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

MEC cria programa MAIS ALFABETIZAÇÃO para reverter estagnação na aprendizagem

O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 5, a portaria nº 4/2018, que institui o Programa Mais Alfabetização (páginas 15 e 16). O objetivo é fortalecer e apoiar as escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e segundo anos do ensino fundamental. Entre as principais ações estão a garantia do assistente de alfabetização ao professor em sala. A expectativa é atender a 4,6 milhões de estudantes em 200 mil turmas em todo o país. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.
A ministra da Educação substituta, Maria Helena Guimarães de Castro, defende o apoio aos professores como importante ferramenta para melhorar a alfabetização das crianças de todo o país. “O apoio virá tanto no mestrado profissional para os professores que atuam no primeiro e segundo anos do ensino fundamental, como a residência pedagógica para os futuros professores, com 80 mil vagas a partir de 2018 e ênfase na alfabetização”, disse.
No Mais Alfabetização, todo professor regente contará com o apoio de um assistente de alfabetização para o desenvolvimento de atividades pedagógicas. Haverá apoio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), com recursos específicos para a contratação desses assistentes e para a realização de atividades voltadas para as turmas de primeiro e segundo anos do ensino fundamental.
Tudo será feito de acordo com a organização de cada escola, que deverá seguir orientação da secretaria de educação e o seu próprio projeto político pedagógico. O apoio também se dará por meio do fortalecimento da gestão das secretarias de educação e escolas, da formação inicial e continuada, além de material didático, que serão selecionados pelos estados e que podem ser próprios ou pré-qualificados. Em qualquer das opções, deverá ser focado na prática para professores e alunos, realizado em regime de colaboração e privilegiando o protagonismo das redes.
Nas escolas mais vulneráveis, onde mais da metade dos estudantes tiveram desempenho insuficiente na Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), em 2016, serão 10 horas por semana com os assistentes de alfabetização. Nas demais, as atividades terão cinco horas semanais.  No Programa Mais Alfabetização as escolas e redes farão ainda avaliações periódicas para acompanhar a aprendizagem das crianças e dar suporte ao replanejamento do trabalho desenvolvido pelas escolas considerando os resultados obtidos com o programa.
Formação – A formação também será focada no protagonismo para as redes, centrada na prática e realizada em serviço. A formação continuada de professores regentes contemplará também mestrado profissional em alfabetização e didática aplicada, com foco na alfabetização e gestão da aprendizagem. No caso dos assistentes de alfabetização, serão realizadas oficinas com foco na alfabetização e gestão da aprendizagem. Gestores das escolas e equipes técnicas também serão capacitados.
No caso da formação inicial, a articulação do Mais Alfabetização com a Política Nacional de Formação de Professores vai direcionar os estudantes de pedagogia e licenciaturas afins para residência pedagógica nos primeiros e segundo anos do ensino fundamental.
“Recentemente divulgamos os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização e vimos que os resultados são muito preocupantes, sem qualquer avanço nos últimos anos”, ressaltou o secretário de Educação Básica, Rossieli Soares. “Como resposta nós criamos o Mais Alfabetização, que vai levar um assistente de alfabetização para cada um dos professores do Brasil, em todas as turmas com mais de 10 alunos matriculados, garantindo que o professor possa dar mais tempo de qualidade no atendimento aos alunos, visando a melhoria e a qualidade da aprendizagem no processo, que é o mais importante de toda a educação.”
Alfabetização – O programa Mais Alfabetização faz parte de uma série de ações que respondem a um cenário preocupante revelado pelos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2016, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no final de 2017.
De acordo com a ANA, os níveis de alfabetização das crianças brasileiras em 2016 são praticamente os mesmos que em 2014. Os resultados revelaram que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura. Encontram-se nos níveis 1 e 2 (elementares). Na avaliação realizada em 2014, esse percentual era de 56,1. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em leitura, com desempenho nos níveis 3 (adequado) e 4 (desejável). Em 2014, esse percentual era de 43,8.
O desempenho dos estudantes do terceiro ano do ensino fundamental matriculados nas escolas públicas permaneceu estatisticamente estagnado na avaliação durante esse período. Os resultados revelam ainda que parte considerável dos estudantes, mesmo tendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade. A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) entre 14 e 25 de novembro de 2016. Foram avaliadas 48.860 escolas, 106.575 turmas e 2.206.625 estudantes.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, determina o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
A Portaria 4/2018 observa que “em média, 97% das crianças brasileiras estão matriculadas no primeiro ano e que o processo de alfabetização é a base para garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos”. Diante disso, o programa Mais Alfabetização vem para reforçar a necessidade de fortalecer o aprendizado desses alunos em sua fase inicial.
Para ser considerado alfabetizado o estudante deve compreender o funcionamento do sistema alfabético de escrita; construir autonomia de leitura e se apropriar de estratégias de compreensão e de produção de textos. Já em matemática, deve aprender a raciocinar, representar, comunicar, argumentar, resolver problemas em diferentes contextos, utilizando conceitos, procedimentos e fatos matematicamente.
Adesão - A partir de 12 de janeiro os estados e municípios terão 30 dias para fazer a adesão ao programa pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec). A expectativa é de que o programa esteja em pleno funcionamento a partir de março.

Assessoria de Comunicação Social
MEC

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Seduc MT divulga o resultado para o cargo de Técnico Administrativo Educacional. Veja AQUI

Gustavo Nascimento Seduc-MT 


A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pelo concurso público para o preenchimento de vagas da Seduc, divulgam nesta segunda-feira (08.01) o resultado do concurso público para o cargo de Técnico Administrativo Educacional (TAE).
Conforme o cronograma, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta-feira (05.01), o resultado estará disponível no site do IBFC a partir das 16h.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) tem nova edição publicada

Resultado de imagem para rbepA edição 250 da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) já esta disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A publicação traz como destaques o artigo “A análise do trabalho em didática profissional”, de Pierre Pastré, que discute analiticamente a formação no desenvolvimento profissional; e o estudo mexicano “Investigación narrativa con docentes sobre mundos posibles para la educación: la recreación de otros sentidos”. Ambos têm como objetivo ampliar o campo de discussão de um dos temas mais recorrentes na história da RBEP: a formação docente.
Os três artigos iniciais discutem a atualidade do debate sobre educação em direitos humanos e educação como um direito de todos. Os demais artigos abordam temas como material didático e letramento digital. A edição 250 encerra com duas resenhas, uma sobre metodologia da pesquisa-ação e outra sobre educação, inteligência artificial e desemprego.
Publicada desde 1944, a RBEP tem nota máxima no Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): A1 na área “Ensino” e A2 em “Educação”. O periódico quadrimestral é publicado em formato impresso e eletrônico. A RBEP reúne artigos inéditos, resultantes de pesquisas que apresentem consistência, rigor e originalidade na abordagem do tema e contribuam para a construção do conhecimento na área de Educação. A RBEP também publica relatos de experiência e resenhas. Artigos e resenhas deverão ser encaminhados exclusivamente pelo Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (Seer). As instruções estão disponíveis no site da revista.
Clique aqui para acessar a edição
INEP

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...