segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Discalculia, o transtorno por trás da dificuldade de aprender matemática

"O fracasso na matemática ─ assim como o fracasso no amor ─ nos deixa machucados e vulneráveis", afirma o americano Ben Orlin em seu blog "Math with Bad Drawings" ("Matemática com desenhos ruins", em português).
Orlin diz ter experimentado na pele o que escreveu.
Curiosamente, ele é professor de matemática, mas sua experiência lhe ensinou que a disciplina "faz com que muita gente se sinta estúpida".
"E ficamos machucados quando nos sentimos estúpidos", acrescenta.
Orlin teve sorte. Para ele, as razões que causavam suas dificuldades eram superáveis.
Além disso, "a combinação de grande ansiedade, baixa motivação, as lacunas do conhecimento" e os maus momentos pelos quais passou serviram para que ele entendesse o que enfrentam muitos de seus alunos.
"Nenhum professor de matemática deveria se tornar professor até ter sentido na pele as agruras do fracasso matemático", conclui ele.
Mas há pessoas para quem as dificuldades são mais sérias: um número estimado entre 3% a 6% da população sofre de discalculia.
Segundo a literatura médica, a discalculia é uma desordem neurológica que afeta a habilidade de adquirir destrezas matemáticas.
Alunos discalcúlicos podem experimentar dificuldades para entender conceitos numéricos, carecem de compreensão intuitiva dos números e têm problemas para aprender operações matemáticas.
Frequentemente, especialistas descrevem a discalculia como a "prima matemática" da dislexia.
Enterar-se de sua existência foi "simultaneamente uma fonte de irritação e alívio", conta a escritora americana Hannah Tomes, que desde de criança dizia ter "pavor de tudo relacionado a números".
"Não podia ver a hora em um relógio desde que tinha 15 anos, e tive de praticar muito para conseguir superar essa barreira. Até hoje me dá um pouco de pânico quando alguém me pergunta que horas são".
Se tivesse sabido dessa condição, "talvez teria sido mais benevolente comigo mesma quando era criança", escreve ela.

Dificuldade severa

Cabe ressaltar que a discalculia é um transtorno mental que consiste em ter dificuldade severa para fazer cálculos aritméticos.
"Em algumas crianças, a memória do procedimento pode não funcionar bem, por isso as habilidades matemáticas não se automatizam", explica Tanya M. Evans, responsável por um estudo realizado pela Centro Médico da Universidade Georgetown e pela Universidade de Stanford nos EUA.
Várias pesquisas mostram que a discalculia tem um alto componente hereditário.
Outras indicam que o problema se relaciona com o desenvolvimento do cérebro no útero da mãe ou nos primeiros anos de vida do récem-nascido.
Por outro lado, muitos especialistas concordam que, se o assunto for abordado no momento indicado e de forma adequada, é possível obter resultados tão promissores quanto os já registrados com crianças disléxicas.
Eles ressaltam ser importante que a discalculia seja tão conhecida quanto a dislexia.

Pistas

Há vários sinais de alerta para detectar essa condição, seja em crianças em idade pré-escolar seja naquelas que terminam a escola.
Em linhas gerais, os indicadores mais comuns de discalculia são:
* Fazer contas com a ajuda dos dedos em idade mais avançada do que o normal
* Ter dificuldades para fazer estimativas aproximadas

http://www.bbc.com/portuguese/geral-38631557

Entenda como é calculado o piso dos professores da educação básica

Liria Jade - Repórter da Agência Brasil
O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.
O anúncio feito pelo Ministério da Educação é válido em todo o país. O ajuste deste ano é menor que o do ano passado, que foi de 11,36%. O valor representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O novo valor começa a valer a partir deste mês.
A expectativa é de que até 2020, sexto ano da vigência da lei do Plano Nacional de Educação (PNE), os salários dos professores da educação básica pública estejam equiparados aos salários de outros profissionais com escolaridade equivalente.
De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2014, publicado pelo movimento Todos Pela Educação e pela Editora Moderna, um professor com graduação em nível superior no Brasil recebe, em média, 51,7% do salário de outro profissional com a mesma formação.
Mas como é calculado o valor do piso? O que fazer se municípios ou estados não pagarem o valor? Pensando nessas e em outras questões recorrentes sobre o tema, o Portal EBC preparou uma série de perguntas e respostas para ajudar você a entender o que é e como funciona o piso salarial nacional do magistério. Confira: VEJA A MATÉRIA COMPLETA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

'Ninguém sabe ainda como formar professores inovadores', diz educadora



Vinda de alguém que já trabalhou nas salas de aula, em uma grande empresa de tecnologia e no governo americano, a resposta de Karen Cator sobre como formar professores mais eficientes para o século é surpreendente: "Acho que ninguém descobriu ainda como fazer".
Segundo ela, os cursos superiores de Educação nos EUA e no Brasil enfrentam problemas semelhantes - mais teoria de ensino do que prática, além de pouca ênfase no uso da tecnologia para melhorar o aprendizado dos alunos. Mesmo que os novos professores já sejam nativos da era da internet.
"Além de conhecer a tecnologia, é preciso saber administrar uma sala de aula, arrebatar os corações e mentes dos alunos e engajá-los na resolução de problemas complexos usando a tecnologia. São habilidades diferentes", afirma.

Veja a entrevista com Karen Cator AQUI

MEC anuncia piso salarial dos professores com reajuste de 7,64%, índice acima da inflação

O piso salarial dos professores terá aumento de 7,64% em 2017. O índice, anunciado pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira, 12, representa incremento de 1,35% acima da inflação acumulada de 2016, que foi de 6,29%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou também a nova composição do fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. A Portaria nº 1/2017, da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, com a nova composição do fórum, foi publicada também nesta quinta-feira.
De acordo com o ministro, o reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. “Para este ano, o piso nacional do magistério é de R$ 2.298,80”, disse Mendonça Filho. “O professor que tem carga horária mínima de 40 horas semanais e formação em nível médio (modalidade curso normal) não pode receber menos do que esse valor.”
O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda), em relação ao penúltimo exercício. No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015. 
Os estados e municípios que, por dificuldades financeiras, não possam arcar com o piso, devem contar com a complementação orçamentária da União, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º.
Fórum — Designado pela Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, o fórum permanente tem como objetivo acompanhar a atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. O fórum será integrado por representantes da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino; do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep); do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Assessoria de Comunicação Social
Confira:


http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=43931

REPOSIÇÃO DE AULAS: Justiça nega liminar que obrigaria pagar salário dobrado para professores em MT

Magistrado afirma que é obrigação dos professores repor aulas

O juiz Gerardo Humberto Alves Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, indeferiu o pedido de liminar do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), que, na prática, obrigaria a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) a pagar novamente os professores com contratos temporários, para que eles fizessem a reposição das aulas perdidas durante a greve do ano passado.
Na sua decisão, o magistrado entendeu, com base em decisões de cortes superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que os contratos dos trabalhadores temporários, bem como os salários, poderiam ter sido suspensos durante o movimento paredista. Na greve ocorrida no ano passado, que durou 67 dias, o Governo de Mato Grosso optou, porém, por manter os pagamentos em dia.
Dessa forma, o juiz argumentou que “o pedido do Sintep não merece acolhimento”, uma vez que os profissionais já receberam os valores a que têm direito, mesmo não tendo cumprido o serviço (concluir o ano letivo de 2016) em sua integridade, conforme estipulado nos contratos firmados com a Seduc.
De acordo com o Setor Jurídico da Seduc, se a Secretaria pagasse pelos 21 dias de reposição, seria obrigada a pedir o ressarcimento dos valores pagos durante os 67 dias de greve. “Existe uma obrigatoriedade de tomarmos cuidado com o dinheiro público. Seríamos compelidos por outros órgãos a ter de restituir aproximadamente R$ 20 milhões de valores pagos aos professores que não concluíram o serviço em sua totalidade”, observou o secretário-executivo da Seduc, Luciano Bernart.
Segundo ele, a decisão do juiz Gerardo Alves dá tranquilidade aos gestores das escolas, bem como aos professores, para que eles possam concluir o ano letivo de 2016 até 31 de janeiro, para, em março, já dar início a um novo calendário. Para que a reposição fosse realizada, a Seduc renovou os contratos temporários dos profissionais, pelo período de 21 dias, entre 10 e 31 de janeiro deste ano. Ao todo, o ano letivo de 2016 está sendo finalizado em 286 das 756 escolas do estado.
O Estado de Mato Grosso possui 22,9 mil professores. Destes, 9.231 são efetivos e 13.733 contratados.


http://www.folhamax.com.br/politica/justica-nega-liminar-que-obrigaria-pagar-salario-dobrado-para-professores-em-mt/110947

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SEDUC: Matrículas em 53 escolas estaduais começam nesta quinta-feira (12)

Yuri Ramires Seduc-MT 
Júnior Silgueiro/Seduc-MT
A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) abre nesta quinta-feira e sexta-feira (12 e 13 de janeiro), as matrículas de novos alunos em 53 escolas estaduais que finalizaram o ano letivo no dia 23 de dezembro de 2016. A solicitação de vaga deve ser feita pelo site http://www.seduc.mt.gov.br/.
O gerente de Suporte à Gestão Escolar da Seduc, Hesloan Maia, informou que, neste primeiro momento, apenas 53 escolas vão ofertar vagas para novos alunos. “Isso acontece porque essas escolas conseguiram terminar o calendário de aula ainda em 2016, apesar da greve”, explicou.
Em Cuiabá, duas escolas vão abrir vagas para novos alunos: Escola Estadual Tancredo Neves e Escola Estadual Souza Bandeira. “Já temos conhecimento, por exemplo, de que na Souza Bandeira só vão abrir vagas para o 1º ciclo do Ensino Fundamental, já que houve a rematrícula de todos os alunos que lá já estudavam”.
Na Souza Bandeira, 75 vagas estão sendo ofertadas para o ingresso de novos estudantes, lembrou Hesloan. Para a solicitação, pais e responsáveis precisam realizar um cadastro, criar um usuário, usando um e-mail, e preencher os dados pessoais.
Com a confirmação da solicitação de matrícula em mãos, pais e responsáveis devem levar toda a documentação dos estudantes para efetivar a matrícula na escola selecionada. Não há um tempo limite para que a matrícula seja efetivada, mas a orientação é que ela seja feita em até 24 horas.
Último processo
Dos dias 20 a 24 de fevereiro, será aberto o processo de matrículas nas escolas que encerraram o ano letivo de 2016 no dia 31 de janeiro de 2017, após a reposição das aulas perdidas com a greve dos professores.
As etapas, segundo Hesloan, são uma forma de não sobrecarregar o portal de matrículas.
Escolas do Campo, Indígenas e Centro de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) não fazem matriculas por meio do sistema online.
Rematrícula
Para os estudantes que continuarão na mesma escola, não será necessário o procedimento. O processo de rematrícula será realizado pela gestão da própria unidade escolar.

http://www.mt.gov.br/-/5658178-matriculas-em-53-escolas-estaduais-comecam-nesta-quinta-feira

Várzea Grande: Posse de novos diretores marca integração entre escola e comunidade

Em ato solene revestido de democracia, a prefeita Lucimar Sacre de Campos deu posse a diretores e coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande para o triênio 2017/2019. A cerimônia ocorreu na noite de terça-feira (10) na Escola Municipal ‘Tenente Abílio da Silva Moraes, no bairro 15 de Maio e contou com a participação das comunidades escolares, vereadores, secretários municipais e populares.
Desde a década de 80 quando foi instituído o processo de escolha de diretores a educação Brasileira vem sendo mais bem estruturada com a confiança dos educadores no processo do fortalecimento da categoria. Para a prefeita Lucimar Campos esta confiança está embutida na Rede Educacional do município na gestão democrática. ”Seguimos os princípios educacionais e as políticas públicas implantadas pautadas nas conquistas da categoria. A escolha dos dirigentes seguiu as normas e o melhor Projeto Político-Pedagógico foi escolhido. O Plano de Trabalho Plurianual será implementado a partir deste ato”, disse a prefeita. 
“Dar posse aos novos gestores escolares e dar vazão e respeito a vontade da maioria, respeitando o principal preceito do nosso país a democracia.Somente quando todos aprenderem a aceitar a vontade da maioria, é que teremos uma democracia plena. Esta solenidade representa o meu respeito e vontade de garantir uma educação de qualidade para nossos jovens e crianças.Estamos em processo de construção e dando passos certos para uma educação inclusiva e de qualidade. Digo de qualidade quando os projetos educacionais implantados na nossa gestão começam a alcançar resultados perceptíveis melhorando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Várzea Grande.Serão grandes os novos desafios para 2017, onde pretendemos avançar em nossas políticas educacionais e aumentar o número de escolas com o projeto Escola em Tempo Ampliado. Das 8 unidades já em andamento vamos chegar a 22 unidades escolares este ano, é uma de nossas metas”, afiançou Lucimar
A prefeita finalizou dizendo que sua palavra de ordem para o ano de 2017 será o de trabalhar, trabalhar e trabalhar, pois o seu compromisso é ampliar os direitos de cada cidadão várzeagrandense em ter uma educação de nível, uma saúde de qualidade, mobilidade urbana adequada e segurança. ”As nossas Políticas Públicas estão alicerçadas no  respeito, na democracia e na educação”.
Já para secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer Silvio Fidelis a gestão escolar não deve ser enxergada somente como um conjunto de práticas burocráticas voltadas à escola, mas sim, precisa ser vista como um viés de promoção do fazer democrático e da cidadania.
“A gestão escolar quando se caracteriza como democrática, ela integra com a comunidade e seus trabalhadores e torna a arte de educar mais leve. A eleição demonstrou isso. A escola não pode e não deve fechar-se em seus muros, deixando de considerar toda a realidade que a norteia e que exerce influência constante no processo de ensino aprendizagem. A integração de todos, professores, comunidade escolar, pais e moradores fortalece ainda mais nossa educação e possibilita a implantação de projetos extra-curriculares. A percepção da prefeita Lucimar em escolher unidade escolar para o ato de posse, mostra a sensibilidade e o reconhecimento da educação que começa na escola, além de transformar em oportunidade a troca de experiências entre educadores e comunidades”, explicou Silvio Fidelis.
Já a diretora eleita da EMEB Ednilson Francisco Kolling, do bairro Chapéu do Sol, Gonçalina de Souza, disse que o desafio de diretores e coordenadores é trazer para dentro da escola a maior participação dos pais e responsáveis no processo de educação e avaliação dos alunos. “Nossa meta é promover o maior número possível de encontros, reuniões e eventos que possibilitem o comparecimento de toda a comunidade para que haja essa interação e, consequentemente a melhoria no processo de aprendizagem dos alunos”, afirmou.
Athair Tavares, diretor eleito da EMEB Professora Lúcia Leite Rodrigues do bairro Novo Mato Grosso, destacou que mesmo em um bairro carente, a equipe está muito motivada para fazer um bom trabalho, pois considera que o fortalecimento dos laços entre escola e família é fundamental para a melhoria do rendimento escolar. Atualmente a escola atende cerca de 340 alunos.
O secretário Fidelis informou ainda que entre as metas estabelecidas para o ano que se inicia contempla a realização de concurso público para o preenchimento de mais de mil vagas da Educação, o investimento efetivo na formação continuada abrangendo todas as classes dos servidores da pasta e a viabilização das obras de reformas e construção de mini estádios e pistas de skate para o fomento e o resgate das atividades esportivas e culturais em Várzea Grande além da construção de 14 novas creches para minimizar a demanda por vagas no município. 
Reporter
Fred Nogueira
Foto
Fonte
Assessoria SMECEL


Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...