sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Educação reforça desigualdades entre brancos e negros, diz estudo


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil




A educação para brancos e negros é desigual no Brasil, segundo dados educacionais organizados pelo movimento Todos pela Educação. Os brancos concentram os melhores indicadores, é a população que mais vai à escola e conclui o estudo. São também os que se saem melhor nas avaliações nacionais. Para o movimento, a falta de oferta de uma educação de qualidade é o que aumenta essa desigualdade. O estudo é divulgado hoje (18), dois dias antes do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

Os negros, soma daqueles que se declaram pretos e pardos, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são maioria da população brasileira, 52,9%. Essa população, no entanto, ganha menos da média do país, que é R$ 1.012,25, segundo dados do IBGE de 2014. Entre os negros, a média de renda familiar per capita é 753,69 entre os pretos e R$ 729,50, entre os pardos. Os brancos têm renda média de R$ 1.334,30.


Os dados seguem apontando a desigualdade, o desemprego é maior entre os pretos (7,5%) e pardos (6,8%) que entre os brancos (5,1%). O trabalho infantil, maior entre pardos (7,6%) e pretos (6,5%), que entre brancos (5,4%).
As desigualdades sociais são reforçadas na educação.  A taxa de analfabetismo é 11,2% entre os pretos; 11,1% entre os pardos; e, 5% entre os brancos. Até os 14 anos, as taxas de frequência escolar têm pequenas variações entre as populações, o acesso é semelhante à escola. No entanto, a partir dos 15 anos, as diferenças ficam maiores. Enquanto, entre os brancos, 70,7% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão no ensino médio, etapa adequada à idade, entre os pretos esse índice cai para 55,5% e entre os pardos, 55,3%.

No terceiro ano do ensino médio, no final da educação básica, a diferença aumenta: 38% dos brancos; 21% dos pardos; e, 20,3% dos pretos têm o aprendizado adequado em português. Em matemática, 15,1% dos brancos; 5,8% dos pardos e 4,3% dos pretos têm o aprendizado adequado.  
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que os indicadores são resultado de uma educação de baixa qualidade que não é capaz de fazer com que os estudantes superem as diferenças sociais. Segundo ela, os estudantes mais vulneráveis têm também acesso a escolas com as piores infraestruturas e ensino.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista: 

Agência Brasil - O que esses dados nos mostram?
Priscila Cruz - Não adianta só a gente ter o diagnóstico de que o país é desigual e que a oferta da educação é desigual, a gente precisa começar a pensar em estratégias para que isso seja resolvido pela política pública porque o que esse estudo mostra é que existe uma baixíssima mobilidade educacional. A chance de um filho de pais analfabetos continuar analfabeto é muito grande e isso é mais forte na população negra. Então, se a gente tem uma dívida histórica com a população negra, não basta só ter direitos iguais, não adianta a gente só dar direitos iguais a negros e pardos, a gente tem que ter políticas específicas na educação básica.

Agência Brasil - Quais seriam essas políticas?
Priscila Cruz - A gente tem que dar as melhores escolas para a população negra e parda, porque ela só vai conseguir romper o ciclo de exclusão e pobreza que estão presas há gerações com política pública específica. Não adianta ter diploma, é a qualidade que vai importar. Para conseguir qualidade, o estado tem que dar muito mais para a população historicamente excluída. Ainda tem um imaginário no Brasil muito forte de exclusão em relação aos negros. A gente naturaliza que o negro vai estudar em uma escola pior do que o aluno branco de uma renda maior. A gente precisa desnaturalizar isso. Para os negros, a gente tem que ter escolas com os melhores professores, melhor formados, investimento maior, apoio técnico das secretarias e governos. Essa é a lógica que a gente tem que instaurar no Brasil se a gente quiser reduzir desigualdade.

Agência Brasil - Seria investir mais naqueles que têm piores resultados. O inverso de uma política por mérito?
Priscila Cruz - Mérito é quando você está comparando dois pontos de partida iguais. A gente está dizendo o seguinte, que têm alunos que, em uma corrida de 100 metros, partem dos 50 metros; têm alunos que partem do zero. O dado de que um chega mais rapidamente no ponto de chegada que os outros não é porque tiveram as mesmas condições, é porque tiveram condições diferentes. A gente só começa a levar em consideração o mérito na hora de premiar, de dar melhores condições, quando se chega no mesmo patamar.

Edição: Fábio Massalli



http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-11/educacao-reforca-desigualdades-entre-brancos-e-negros-diz-estudo

Tangará da Serra abre processo seletivo para Educação e Assistência Social

Clique na imagem para acessar o Edital
Do G1 MT
A Prefeitura de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, abriu um processo seletivo para contratação de 187 novos profissionais de ensino fundamental, médio e superior, além de formar cadastro de reserva. Os salários variam entre R$ 545,85 a R$ 4.042,50. A taxa de inscrição varia também de R$ 20 até R$ 30.
Os interessados devem se inscrever a partir desta sexta-feira (18) até o dia 28 de novembro pela internet. O valor da taxa é de R$ 20 (ensino fundamental), R$ 40 (ensino médio) e R$ 60 (ensino superior).
Os cargos oferecidos são os seguintes: professor de várias modalidades, intérprete de libras, ajudantes de serviços gerais, motorista, auxiliar de desenvolvimento infantil e educação especial, ajudantes de serviços gerais, vigia, nutricionista, mecânico, agente administrativo, instrutor de oficina de teatro, instrutor de oficina de dança, instrutor de dança clássica, instrutor de artesanato, pedagogo, assistente social, psicólogo, orientador social, agente social, entrevistador social, instrutor de oficina de dança, instrutor de artesanato e atendente de agência postal.
Os inscritos serão selecionados por meio de prova escrita objetiva, prática e análise de títulos, conforme o cargo pretendido. A prova objetiva está marcada para ser aplicada no dia 11 de dezembro.As inscrições podem feitas também na Biblioteca Municipal, localizada na Avenida Brasil nº 376-E, Centro, das 9h às 17h.

Educadores discutem a Reforma do Ensino Médio


O Ministério da Educação, em parceria com o grupo Banco Mundial, organizou o seminário Evidências Internacionais para a Reforma do Ensino Médio no Brasil. Aberto nesta quinta-feira, 17, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, o evento será encerrado na sexta-feira, 18, no escritório do Banco Mundial, também na capital federal. Na cerimônia de abertura, o titular da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Rossieli Soares da Silva, destacou a importância das alterações que estão em curso no Brasil. “A oportunidade de mudança é uma chance para podermos caminhar, como vários países já fizeram”, afirmou.
Também presente, a secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, defendeu a reforma proposta pelo governo federal para o ensino médio. “No momento em que a Finlândia extinguiu o conteúdo tradicional, só oferecendo língua e matemática, não faz sentido estarmos presos a um currículo ultrapassado”, disse. “Precisamos entender do que nossos alunos precisam.”
No seminário, que reuniu especialistas em educação do Brasil e do exterior, foram relatados exemplos de nações como Suíça, Polônia e México, com a apresentação de mudanças similares à que está em curso no país. “Entendemos que o Brasil precisa de uma discussão interna, mas ajuda ter exemplos do que já acontece no exterior”, disse o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser. “O Banco Mundial tem um histórico de apoio em todo o mundo, temos ajudado os países parceiros a responderem à questão-chave: como as crianças e jovens estão adquirindo as habilidades que precisam?”
Exemplos — Integrante de uma das mesas de discussão, a diretora do Instituto Europeu de Educação e Política Social, Janet Looney, falou sobre a possibilidade de os estudantes estarem entediados com os currículos tradicionais. “O que fazer a respeito?”, indagou. Segundo ela, é necessário tornar os conteúdos relevantes, entender o que os estudantes precisam e quais são os interesses deles. “Isso demanda uma quantidade grande de professores para atender aos interesses diferentes e necessidades de aprendizado de uma sala inteira”, disse. “À medida que os professores desenvolvem mecanismos para orquestrar uma sala de aula inteira, conseguem dar aos alunos os testes que eles precisam para aprender e diagnosticar suas necessidades. Isso faz parte do trabalho do professor.”
Outro convidado foi Erik Swars, gerente internacional sênior do Instituto Federal para Educação Vocacional da Suíça. Em seu país de origem, os estudantes já escolhem, ao concluírem o ensino fundamental, entre o ensino médio ou o técnico. “Na Suíça, o dado é surpreendente: dois terços dos jovens optam pelo caminho do ensino técnico”, revelou. “Para os jovens, essa é uma opção muito atraente por causa do trabalho e do salário.”
Além disso, de acordo com Swars, os estudantes podem continuar no sistema educacional. “É possível começar no ensino técnico e chegar ao doutorado, se ele optar por isso”, garantiu.
Assessoria de Comunicação Social 

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=41721

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Aluna de Escola Estadual de Barra do Bugres representará MT no Parlamento Juvenil do Mercosul

O Brasil já tem os novos nomes que representarão o país, nos próximos dois anos, no Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM). Os 27 estudantes, eleitos em cada unidade da Federação, foram conhecidos nesta quinta-feira, 17. “Nosso objetivo é dar voz aos jovens para que eles sejam protagonistas dentro da escola e atuem de forma cidadã e responsável”, afirmou a coordenadora nacional do Parlamento, Sandra Sérgio.
Até 2018, os representantes selecionados estarão à frente das discussões sobre o tema O Ensino Médio que Queremos e terão de elaborar e divulgar a Declaração do Parlamento Juvenil. O documento, produzido em conjunto com os parlamentares juvenis dos países-membros e associados do PJM, deve consolidar propostas para atender necessidades e anseios comuns da juventude dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) e dos países associados ao bloco (Bolívia e Colômbia).
“Essa edição teve uma reformulação”, explicou Sandra. “Diferentemente das edições anteriores, para fazer a inscrição, os candidatos precisaram elaborar um projeto de protagonismo juvenil vinculado à temática do Parlamento e seus eixos temáticos, com envolvimento de toda a comunidade escolar.” Nos anos anteriores, a inscrição dependia somente da produção de um texto.
Coordenado pela Assessoria Internacional do Ministério da Educação, o Parlamento Juvenil do Mercosul busca promover o protagonismo juvenil, de forma a contribuir para a integração regional dos jovens parlamentares. Os eleitos discutem, aprovam e recomendam a adoção de políticas educativas que promovam a cidadania e uma cultura de paz e respeito à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente.
Curso — Durante o mandato, os estudantes ainda realizarão um curso de formação. Eles serão orientados sobre o papel do parlamentar juvenil. “A ideia da capacitação é viabilizar que os parlamentares juvenis tenham capacidade para executar os projetos que desenharam e também para que possam ter uma atuação internacional condizente com a postura do Brasil com relação ao ensino médio”, resumiu a coordenadora.
Os eleitos também participarão de atividades em encontros nacionais e internacionais para trocar experiências com estudantes dos demais países participantes. “A meta é fazer com que eles tenham uma participação bem ativa durante esses dois anos e que estejam devidamente capacitados.”
O projeto de protagonismo juvenil para estudantes do ensino médio surgiu no âmbito do Setor Educacional do Mercosul e está na quarta edição — foi sido realizado em 2010, 2012 e 2014. A cada ciclo, são selecionados 27 estudantes brasileiros, representantes de cada uma das unidades da Federação. Os jovens eleitos têm mandato de dois anos para exercício de voz na tomada de decisões coletivas.
Os representantes do Parlamento Juvenil do Mercosul concentram as reflexões que fazem sobre cinco eixos temáticos: inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos. Os temas representam direitos reconhecidos nos países do Mercosul e seus associados em normativas nacionais específicas e em legislações internacionais às quais se sujeitam os estados que integram o projeto.
Os nomes dos novos parlamentares juvenis brasileiros podem ser verificados na página do Parlamento Juvenil na internet.  
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=41771

As práticas e estratégias das escolas com bons resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental


POR ERNESTO MARTINS FARIA

No último post, há duas semanas, apresentei os resultados do Ideb 2015 e escrevi (aqui) que abordaria nesse post as escolas que conseguem bons resultados educacionais. Para começar, vou apresentar algumas características das escolas que conseguem bons resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. No post seguinte abordarei as características das escolas com bons resultados nos anos finais.
Desenvolvido entre 2012 e 2014, o estudo Excelência com Equidade, feito em parceria pela Fundação Lemann e o Itaú BBA, buscou analisar o que 215 escolas que conseguiram ótimos resultados com alunos de baixo nível socioeconômico apresentam como diferenciais, de acordo com visitas aprofundadas a escolas com bons indicadores educacionais e por meio de modelos estatísticos feitos a partir de dados da Prova Brasil e do Censo Escolar.
O relatório completo da pesquisa, com os resultados dos relatórios qualitativo e quantitativos, podem ser acessados aqui: 
Algumas análises do estudo também foram apresentadas em algumas reportagens (O GloboAgência Brasileditorial de O Estado de S. Paulo).
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Mas o que encontramos?
O estudo qualitativo da pesquisa nos permitiu identificar as práticas e estratégias comuns das escolas que passaram pelos critérios, enquanto o estudo quantitativo procurou mapear as características dessas 215 unidades que podem explicar o sucesso e as ações que conseguiram implementar. Listo abaixo as principais conclusões do estudo.

Quatro práticas comuns às escolas que conseguem garantir o aprendizado de todos os alunos
Primeiramente, todas as escolas analisadas em profundidade definem metas, tendo claro seus objetivos. Essas metas sempre estão relacionadas ao aprendizado dos alunos. Um segundo aspecto, talvez o mais importante, é que as escolas acompanham de perto – e continuamente – o aprendizado dos alunos. Muitas vezes esse acompanhamento é liderado pela secretaria, que faz um acompanhamento minucioso do trabalho das escolas, buscando lhes dar um suporte adequado. Esse acompanhamento busca fornecer dados sobre o aprendizado para embasar as ações pedagógicas, como reforço escolar e formação continuada. Por fim, há uma atenção da gestão escolar par fazer da escola um ambiente agradável e propício ao aprendizado.

Quatro estratégias-chave usadas por escolas que obtiveram sucesso ao implementar mudanças
Um dos grandes apontamentos do estudo foi que tão importante quanto a prática é o “como fazer“. Uma boa ideia se mal implementada não só pode não ter efeito positivo como pode ter efeito negativo. Por isso, há aspectos chave para a implementação de uma boa política educacional. Primeiramente, é fundamental criar um fluxo aberto e transparente de comunicação, tanto entre escola e secretaria, como entre escola e comunidade escolar. Também é essencial que a gestão escolar e da secretaria de educação respeite a experiência dos professores e os apoie em seu trabalho. É preciso empoderar os professores, que estão no dia-a-dia com os alunos e buscam garantir o aprendizado deles.
Como os desafios educacionais são grandes, e mudanças em um sistema não são simples, é necessário ter grupos comprometidos para enfrentar resistências dentro das escolas. Por fim, é fundamental ganhar o apoio de atores de fora da escola, como os pais e a comunidade do entorno.

Quatro características que ilustram o porquê do sucesso das 215 escolas
O estudo quantitativo do estudo também mostrou as características dessas escolas com bons resultados. Primeiramente, boa parte delas integra uma rede de ensino que oferece condições e apoio para que as mudanças aconteçam. Um segundo aspecto muito importante é que a gestão dos recursos têm um maior foco na garantia das condições de aprendizagem em comparação com outras escolas. Essas escolas também se destacam em relação às condições para o ensino e procuram garantir um bom clima escolar para mantê-las. Por fim, elas contam com uma gestão escolar focada na aprendizagem dos alunos e se apropriam dos recursos e das condições escolares em favor do ensino.

Possui uma boa prática nos anos iniciais do Ensino Fundamental? Conte para gente!
Quer ajuda para implementar uma ação do Excelência com equidade, conte com a gente! 🙂 A Fundação Lemann está fazendo workshops para levar as práticas do estudo Excelência com Equidade para secretarias de educação. Tem interesse em levar para a sua? Inscreva-se agora! E se o estudo já inspirou mudanças na sua escola ou rede, não deixe de compartilhar a sua experiência por meio deste formulário.

http://blog.qedu.org.br/blog/2016/11/07/as-praticas-e-estrategias-das-escolas-com-bons-resultados-nos-anos-iniciais-do-ensino-fundamental/

Crianças e jovens participam de lançamento de livro no MACP

Nesta quarta-feira (16), crianças e adolescentes do Ensino Fundamental e Médio participaram do lançamento do livro infantil “Joãozinho que virou estrela”, de autoria da professora do Programa de Mestrado em Ensino, da Universidade de Cuiabá (Unic) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Maria das Graças Campos, que também realiza intercâmbio de pesquisa com o Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (IE/UFMT). O evento foi realizado pelo Museu de Arte e Cultura Popular (MACP), da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev), no Câmpus de Cuiabá. 

Conforme a professora, a obra narra a preocupação com o meio ambiente, por meio da transformação do protagonista em diversos elementos da natureza. “Com temática lúdico-ambiental, o livro tem como objetivo sensibilizar as crianças para a destruição resultante da ganância humana”, descreveu Maria Campos.


“Além do lançamento, os visitantes foram conferir a exposição “(Com)sequências”, do fotógrafo Aruã Callil, que evidencia as queimadas em Chapada dos Guimarães”, explicou a supervisora do MACP, Sílvia Aragão. Houve também oficinas de contação de histórias e ilustração, além de brincadeiras, exibição do curta metragem “A Lenda do Minhocão”, de Marcelo Okamura, e visita guiada ao acervo do Cineclube Coxiponés. A professora fundadora da UFMT, Terezinha Arruda, também apresentou a sua obra mais recente, “América”, e incentivou o hábito da leitura aos alunos presentes.


A pró-reitora em exercício, Ana Paula Ferreira Dias, relatou a satisfação da UFMT em proporcionar iniciativas como esta para a comunidade. “Sempre é louvável o contato da comunidade, especialmente alunos da Educação Básica, com o que a Universidade pode oferecer de programação cultural”, pontuou Ana Paula Dias.
A aluna do curso de Auxiliar Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Raysa Padilha da Silva, contou suas impressões sobre a exposição. “Foi bem interessante. As imagens são impactantes, assim como os materiais expostos, com simbolismo forte, para nos sensibilizarmos em relação ao meio ambiente”, afirmou.


Por sua vez, a diretora da Escola Municipal de Ensino Básico Benedita Bernardina Curvo, Juliene Arruda, observou que iniciativas como esta são proveitosas para as crianças da região. “A escola tem como princípio facilitar o acesso a atividades culturais, procurando também sensibilizar os pais para a importância delas na formação dos alunos”, concluiu. A escola está localizada no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande. Os alunos do primeiro e segundo anos vieram conferir as atividades


http://www.ufmt.br/ufmt/site/index.php/noticia/visualizar/33241/Cuiaba

IBGE: educação dos pais é determinante na formação e no rendimento dos filhos

(Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O nível de instrução dos pais é fator determinante na formação educacional dos filhos. É o que mostra o estudo Suplemento de Mobilidade Sócio-ocupacional, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014, lançado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a primeira vez que o instituto abordou a forma como a origem sócio-ocupacional pode influenciar a inserção laboral dos filhos.
Segundo os dados analisados, entre os pais que não eram alfabetizados aos 15 anos, 23,6% dos filhos também não eram na mesma idade e apenas 4% completaram o nível superior posteriormente. Entre os pais com nível superior completo, apenas 0,5% dos filhos não tinham instrução aos 15 anos, enquanto 69,1% também completaram o nível superior. O levantamento foi feito com pessoas a partir dos 25 anos e que moravam com o pai aos 15.
Quanto ao rendimento médio desses trabalhadores, a escolaridade do pai também apresenta forte influência. Entre os que não têm instrução, o valor vai de R$ 717 para quem não tem pai instruído a R$ 2.324 para quem tem pai com nível superior completo. Na população de trabalhadores com nível superior completo, a renda varia de R$ 2.603, quando o pai não tem instrução, a R$ 6.739 quando o pai também tem nível superior.
A análise apresenta leve variação quando se leva em conta a escolaridade da mãe, porém a tendência permanece a mesma observada com os dados do pai. Apesar de destacar a importância do suporte familiar, o IBGE ressalta que a formação e o rendimento do trabalhador envolve uma conjunção de fatores.
Outro fator analisado é a idade em que a pessoa entrou para o mercado de trabalho. Segundo o IBGE, enquanto 59,6% dos filhos de trabalhadores agrícolas começaram a trabalhar até os 13 anos de idade, o percentual cai para 7,5% entre os filhos de profissionais das ciências e das artes. A maioria dos filhos dessa categoria entra no mercado entre os 20 e 25 anos, com 30,8%. Entre os filhos de trabalhadores de serviços administrativos, 40,8% começam a trabalhar entre 14 e 17 anos, percentual que sobre para 48,9% entre os filhos de trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção.
A idade com que a pessoa entra no mercado de trabalho também varia conforme a situação de ocupação dos pais. Enquanto 46,6% dos filhos de pessoas sem carteira assinada ingressam no mercado até os 13 anos, a proporção cai para 15,2% entre os filhos de militares e funcionários públicos estatutários.
Do total de entrevistados, 33,4% reproduziram as ocupações dos pais, 47,4% melhoraram as condições de trabalho em relação aos pais e 17,2% ocuparam postos com maior vulnerabilidade e menor rendimento. Na comparação com a ocupação das mães, o IBGE identificou mobilidade ascendente de 45,2% e mobilidade descendente de 11,5% na ocupação dos filhos.
Fonte: Agência Brasil

https://undime.org.br/noticia/16-11-2016-18-52-ibge-educacao-dos-pais-e-determinante-na-formacao-e-no-rendimento-dos-filhos

Prefeitura de Cuiabá paga mais uma parcela da RGA nos salários de novembro

CAROL SANFORD
Os servidores efetivos, ativos e inativos, e comissionados da Prefeitura de Cuiabá receberão o reajuste de 2,83% nos salários de novembro. O reajuste é referente à última parcela da Revisão Geral Anual concedido pela administração municipal, cujo total chega 9,83%.
A primeira parcela, de 5 %, foi concedida em maio e a segunda, foi paga em setembro, no valor de 2%. Os servidores da Educação tiveram o reajuste pago em julho, data-base da categoria, e em novembro receberão 2,49%.
A folha de pagamento é de cerca de R$ 42 milhões, em valores líquidos. A prefeitura tem em torno de 17 mil funcionários. Com o reajuste, o impacto na folha líquida será de cerca de R$ 1,1 milhão.
“O reajuste equivale ao valor residual devido aos servidores públicos a título de revisão geral anual que lhes é assegurada pela Constituição Federal de 1988 e pela legislação municipal, sendo correspondente à inflação registrada no País no período de 1º maio de 2015 a 30 de abril de 2016, de acordo com o INPC/IBGE”, explicou o secretário de Gestão, Eroaldo de Oliveira.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/gestao/prefeitura-de-cuiaba-paga-mais-uma-parcela-da-rga-nos-salarios-de-novembro/13719

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Seminário internacional sobre formação de docentes tem inscrições abertas

Formação continuada e o papel do professor na preparação dos cidadãos no século XXI são alguns dos temas do encontro no próximo dia 6 na Câmara dos Deputados. Participação é livre e gratuita
Estão abertas a partir desta quarta-feira (16) as inscrições para o Seminário Internacional de Formação Docente, que a Frente Parlamentar Mista da Educação e a Comissão de Educação da Câmara realizam no próximo dia 6 de dezembro, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
Voltado para profissionais, gestores e pesquisadores, o seminário terá a participação de alguns dos principais atores envolvidos no debate e na formulação de políticas públicas voltadas para a preparação acadêmica de professores no Brasil e no Mundo. O encontro pretende ser importante palco de discussão, no momento em que o Congresso Nacional vota a reforma do ensino médio e o governo federal elabora a Base Nacional Comum Curricular.
Palestrantes
A diretora-executiva do Movimento “Todos pela Educação”, Priscila Cruz; o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva; o diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos; e o diretor-executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, são alguns dos destaques do seminário.
Do exterior foram convidados os seguintes palestrantes: Anne Lin Goodwin, vice-reitora e professora de Educação da Teachers College (Columbia University - EUA); Tony Devine, vice-presidente da Divisão de Educação da Fundação Global Peace; Ira Lit, doutor em Estudos Curriculares e Formação de Professores da Universidade de Stanford (EUA); e Paulo Blikstein, doutor em Learning Sciences pela Northwestern University.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no portal do seminário http://seminarioformacaodocente.com.br/. No site é possível ver ainda a programação completa do evento. Haverá emissão de certificado de participação (Carga horária: 10h/a).
Da Redação - RS

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519413-SEMINARIO-INTERNACIONAL-SOBRE-FORMACAO-DE-DOCENTES-TEM-INSCRICOES-ABERTAS.html

ANA: 2,7 milhões de estudantes fazem Avaliação

De 14 a 25 de novembro, 2.707.348 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas passarão pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) em todo o Brasil, umas das principais iniciativas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O objetivo principal é avaliar os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa e em Matemática, e também as condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas.
A terceira edição da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) será aplicada em 5.545 municípios, 48.860 escolas e 106.575 turmas. Por ser uma avaliação censitária e direcionada para crianças, as provas são divididas em dois dias, sempre começando pela de Língua Portuguesa. São 20 questões de Língua Portuguesa e 20 de Matemática, totalizando 40 questões.
Segundo Luana Bergmann, responsável pela Diretoria de Avaliação da Educação Básica (DAEB), os últimos resultados da ANA, referentes a 2014, apontam o desafio brasileiro para elevar a qualidade da educação ofertada desde os primeiros anos de escolarização, uma vez que a alfabetização é um dos pilares fundamentais para que as crianças possam dar continuidade plena às aprendizagens nas etapas seguintes de suas vidas.
Inclusão – A ANA 2016 inova no acesso a instrumentos de inclusão. Segundo o Censo da Educação Básica, cerca de seis mil alunos têm necessidades especiais que serão atendidas nesta edição por meio de ensalamento diferenciado, provas super ampliadas e em braile, além de provas traduzidas para vídeo libras, novo recurso adotado pelo Inep. As crianças terão ainda acesso a profissionais especializados, como ledores, transcritores e guia-intérprete, dependendo de sua deficiência.
Esta edição terá 326 atendimentos especializados para cegueira, 26 para surdocegueira, 1.080 para surdez, 4.562 para baixa visão, 86.456 para outras deficiências e transtornos. Para Eunice Santos, diretora de Gestão e Planejamento esse esforço de inclusão é fundamental para garantir o diagnóstico da alfabetização brasileira. "A ANA é um dos mais importantes instrumentos para a gestão das políticas de educação no Brasil. Precisamos garantir que nossas crianças aprendam a ler e a escrever na idade adequada", defende.
Aplicação – Mais de 44 mil pessoas estarão envolvidas na aplicação da ANA, que ocorre nas próprias escolas onde os alunos cursam o Ensino Fundamental. Todos os envolvidos passaram por capacitações e curso de alinhamento em plataforma de Ensino a Distância para garantir a coleta de dados de modo padronizado. O consórcio aplicador da edição de 2016 é composto pela Cesgranrio, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Centro de Apoio à Educação à Distância (Caed).
Confira aqui os números da ANA 2016
Assessoria de Comunicação Social 

http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/comeca-a-aplicacao-da-avaliacao-nacional-da-alfabetizacao-para-2-7-milhoes-de-alunos?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Comissão de Educação vai debater projeto que cria o programa Escola sem Partido

Senador Magno Malta (PR-ES) autor do Projeto     Foto:Marcos Oliveira/Agência Senado
Projeto de lei (PLS 193/2016) do senador Magno Malta (PR-ES) que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional o programa Escola sem Partido será tema de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), na quarta-feira (16), às 11h. A audiência foi solicitada pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), vice-presidente do colegiado.
O projeto defende a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; o pluralismo de ideias no ambiente acadêmico; a liberdade de aprender e de ensinar; a liberdade de consciência e de crença; o reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado; a educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença; e o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.
O projeto estabelece que o  poder público não se imiscuirá na opção sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer, precipitar ou direcionar o natural amadurecimento e desenvolvimento de sua personalidade, em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação da teoria ou ideologia de gênero.

Cartazes

Cartazes deverão ser afixados nas escolas com determinações aos professores para que não promovam seus próprios interesses e ideologias, de forma a não constranger ou prejudicar alunos em razão de suas convicções políticas.
Também deve ficar explícita a proibição de propaganda político-partidária em sala de aula e a incitação a manifestações. O projeto estabelece ainda prevê que o professor - ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas - apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

Convidados

Para falar sobre o tema foram convidados Leandro Karnal, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Miguel Nagib, coordenador do Movimento Escola Sem Partido; Fernando Penna, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense; Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Deborah Macedo Duprat, subprocuradora-geral da República; Camila Lanes, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); Priscila Cruz, presidente do Movimento Todos Pela Educação; e Heleno Araújo Filho, coordenador do Fórum Nacional de Educação.
A Audiência contará com o Serviço de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e será interativa, com a participação dos interessados por meio do portal e-cidadania e do Alô Senado.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/11/14/comissao-de-educacao-vai-debater-projeto-que-cria-o-programa-escola-sem-partido

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...