quinta-feira, 17 de abril de 2014

Membros do Conselho de Controle Social (FUNDEB) tomam posse

Membros do Conselho. Foto: Jorge Pinho (SME)
Os novos membros do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) tomaram posse nesta quarta-feira (16), no gabinete do secretário municipal de educação, Gilberto Figueiredo. O Conselho é formado por 24 membros, sendo 12 titulares e 12 suplentes, e o mandato dos conselheiros será de dois anos.
O Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social é um colegiado que tem como função principal acompanhar e controlar a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do Fundeb.
Conforme destacou o secretário Gilberto Figueiredo, na atual gestão existe a preocupação para que os recursos públicos sejam aplicados da melhor forma e transparência possível e que sejam destinados para seu devido fim. “Os conselheiros realizarão um trabalho voluntário, sem remuneração, mas é importante destacar que será um serviço de contribuição para a sociedade cuiabana”, disse o secretário.
Durante a posse também foi realizada uma eleição aberta para escolha do presidente do conselho e de seu vice. A professora Regina Lúcia Borges Araújo, representante do Conselho Municipal de Educação, foi eleita a presidente e Adriana do Carmo Gamarra, representante do Conselho Tutelar, vice-presidente.
Entre as atribuições do conselho estão o acompanhamento e controle da distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do Fundeb; supervisionar a elaboração da proposta orçamentária anual; supervisionar a realização do censo escolar anual; e instruir, com parecer, as prestações de contas a serem apresentadas ao Tribunal de Contas.
O Conselho Municipal, no exercício 2014 a 2015, será composto pelos seguintes membros:
Poder Executivo Municipal: Ivone Pulquério dos Reis e Janete Furtado de Mendonça (titulares) e Manoelina Maria Soares e Ana Dias de Amorim (suplente);
Poder Legislativo Municipal: Adevair Cabral e Lídio Barbosa (titular e suplente);
Conselho Municipal de Educação: Regina Lúcia Borges Araújo e Luiz Celso Costa Novaes (titular e suplente);
Conselho Tutelar: Maria de Jesus de Souza e Adriana do Carmo Gamarra (titular e suplente);
Servidores técnico-administrativos das escolas da educação básica: Carlos Alberto Bulhões e Valdelice Maria de Matos;
Professores da educação básica: Sebastião Araújo Dias e Jurandir Benedito Basto;Pais de alunos da educação básica pública: Stefania da Silva Almeida e Adelino Ferreira de Magalhães (titulares) e Oliva Maria Nazareno e Luciana Leite (suplentes); Alunos da educação básica pública: Adenilson Alves e Gustavo Batista (titulares) e Clemilda Gomes e Gilson Lourenço (suplentes); Diretor das escolas de educação básica pública: Luiz Batista Jorge e Conceição Aparecida Bastos (titular e suplente).
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/membros-do-conselho-de-controle-social-tomam-posse/8725

Curso de poesia incentiva a leitura a alunos da EMEB Onofre de Oliveira

Os alunos da Escola Municipal Onofre de Oliveira, em Cuiabá, localizada no Bairro Pascoal Ramos, participam de um projeto que incentiva a leitura através da poesia. O 'Despertar Poético nas Escolas' é desenvolvido pela Associação Internacional de Poetas, que possui representantes em Mato Grosso. O objetivo é contribuir para o ensino de crianças de várias idades, com atividades que saiam da rotina escolar.
O representante da Associação no estado, Airton Reis, participou da organização das atividades na escola. “Nosso objetivo é levar a oficina para os alunos e despertar a confecção do próprio verso, contribuindo para a compreensão do mundo através da poesia”, explicou Airton. A proposta ofereceu um curso rápido com dois módulos de 45 minutos a fim de despertar a curiosidade e criatividade dos alunos. Na primeira experiência, as crianças homenagearam a capital pelo aniversário de 295 anos, comemorado no dia 8 deste mês.
O aluno Nicolas João Bueno, que cursa a 6ª série, contou que gosta de ler, tanto em casa, quanto na biblioteca. "A gente trabalhava [poesia] bastante na escola, os professores ensinavam e quando ele [Airton Reis] veio só refornou o que estavam ensinando', afirmou. 
Mãe de um aluno, a dona de casa Léia Pereira de Souza avalia que a poesia faz bem para as crianças. "Se acreditamos em um mundo de paz, ele está nas crianças e é nas crianças que a gente tem que trabalhar. E a poesia faz com que as crianças vejam a vida de maneira mais bonita, mais bela", disse.
Mais do que ensinar, segundo o organizador, busca despertar a curiosidade e instigar a criatividade de cada um.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/04/curso-de-poesia-incentiva-leitura-alunos-de-escola-publica-de-cuiaba.html

Educacenso: Prazo para conferir dados de aprovação, reprovação e abandono é 30 de abril

As escolas públicas e privadas de educação básica de todo o Brasil devem conferir entre 16 30 de abril a situação dos alunos (aprovação, reprovação e abandono) informada na segunda etapa do Censo Escolar 2013. Caso haja necessidade, os dados devem ser retificados. O prazo também é uma oportunidade para que as escolas que ainda não concluíram o preenchimento da situação do aluno possam encaminhar as informações.

A primeira etapa do Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), coleta dados sobre alunos, professores, turmas e escolas. A segunda fase verifica o que aconteceu com os alunos matriculados ao fim do ano letivo.

“Entender esses eventos e monitorar o seu comportamento pode contribuir para que as escolas e os gestores de rede ampliem o conhecimento do resultado de suas práticas, a fim de ajustá-las e torná-las mais eficientes, sobretudo porque esses indicadores têm forte influência sobre a trajetória regular dos estudantes”, destaca Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de estatísticas educacionais do Inep.

Os dados da segunda etapa fazem parte do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), indicador referência para as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação. O Ideb será calculado este ano. Além disto, o governo federal utiliza o Censo Escolar para estabelecer políticas públicas para a educação básica, por ser um instrumento de coleta para um quadro completo sobre alunos, professores, turmas e escolas.

Para avaliar os dados informados e realizar alterações, caso necessário, basta entrar diretamente no módulo Situação do Aluno do Sistema Educacenso, no portal do Inep, e seguir as orientações: acesse a página do sistema; clique em autenticar; digite o CPF do usuário e a senha; clique na opção do menu [situação do Aluno – relatórios]; confira os dados; caso seja necessária correção, acesse a escola e clique em [início], no menu da [situação do aluno].

Se a escola estiver com o ano escolar encerrado no módulo [situação do aluno] e precisar de correção, basta acessar o Educacenso e, ao visualizar a lista de turmas, clicar em [retificar].

Málcia Afonso

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20373

Professor surdo ministra aulas de Libras para alunos ouvintes em Goiás

Estudantes conseguem entender com uso de sinais e recursos tecnológicos.
Disciplina é optativa para alguns cursos do Instituto Federal de Goiás (IFG).



Fernanda BorgesDo G1 GO
Com um silêncio incomum em sala de aula e mãos em movimentos constantes, os alunos do Instituto Federal de Goiás (IFG) prestam atenção ao máximo nas explicações do professor Luiz Pereira de França Júnior, 45 anos. Ele é surdo desde o nascimento e ministra a disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no campus Goiânia. O diferencial é que todos os presentes são ouvintes e interagem com o mestre apenas pela linguagem de sinais.
G1 acompanhou uma aula do professor Luiz no IFG e contou com a ajuda da psicóloga e estudante de Libras Maraiza Oliveira Costa, 28 anos, para intermediar a entrevista.
De acordo com o professor, a técnica usada para ministrar as aulas faz toda a diferença para que todos possam se entender. “Utilizo bastante um projetor multimídia, pois os alunos precisam do visual para entender a linguagem de sinais. Também uso o método de perguntas e respostas, no qual o grupo interage e pode compartilhar informações. Além disso, fazemos atividades impressas, para que cada um possa, em casa, continuar os trabalhos. Se alguém tiver dúvida, uso também técnicas de soletração”, explicou Luiz.

Além dos slides e imagens, o professor faz comparações entre as gramáticas da Libras e do Português e faz traduções entre as duas linguagens. Com o movimento das mãos e expressões aguçadas, Luiz envolve os alunos, que participam o tempo todo das explicações e se ajudam entre si quando alguém não compreende um determinado ponto. O silêncio das aulas só é quebrado quando o professor faz alguma graça e as risadas tomam conta do ambiente.
Luiz nasceu no município de Sertânia, no interior do Pernambuco, e mudou com a família para Goiânia em 1995. Os pais dele moraram na capital por quatro anos, mas decidiram voltar para o estado natal. Ele preferiu continuar na cidade, onde já estudava a linguagem de sinais. Em 2006 começou a cursar Licenciatura em Letras-Libras, em um convênio entre o IFG e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que formou a primeira turma a distância em 2010.

Clique e continue lendo: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/04/professor-surdo-ministra-aulas-de-libras-para-alunos-ouvintes-em-goias.html

Educação integral cresce mesmo sem sistema de avaliação

Permanência do aluno na escola deve ser aliada a qualidade, destacam especialistas
Alexandre Saconi, do R7

O conceito de educação integral ainda pode gerar um pouco de confusão entre as pessoas, mas já é uma forte tendência do sistema de educação brasileiro. Muitas vezes confundido com o modelo de escola em tempo integral, onde o aluno passa uma parte do período escolar na sala e a outra metade, o contraturno, na escola apenas (não necessariamente em atividades educacionais), na educação integral o estudo acontece  nos dois períodos.
O modelo, que usa o conceito que mistura tempo, conteúdo e espaço para ampliar o horizonte de aprendizado dos jovens. Segundo dados do último Censo Escolar, o número de matrículas na educação integral passou de 3,6 milhões em 2012 para quase 4,8 mi em 2013, uma alta de 30% no período.
A elevação foi puxada pelo número de matrículas da educação integral no ensino fundamental, que foi de 47% no período. Em 2013 haviam 3.052.814 alunos matriculados, ante 2.076.382 em 2012.
Apesar dessa expansão, um  ponto que ainda devem ser discutido é a qualidade, que ainda carece de parâmetros objetivos para ser avaliada no País.
Alejandra Meraz Velasco, gerente da área técnica do movimento Todos Pela Educação, diz que, como acontece com o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), "mesmo com as suas eventuais falhas", é necessário criar uma definição de avaliação da educação integral no Brasil.
— Um número maior de crianças estão ficando mais tempo na escola. Temos que verificar a qualidade da educação no ensino regular e  ter indicadores para observar se a educação está sendo integral, e não apenas em tempo integral.

Alejandra reforça que o objetivo não é simplesmente manter o aluno mais tempo na escola ou no equipamento público respectivo, mas ampliar o tempo de exposição à aprendizagem..
As experiências precisam complementar o que está sendo aprendido no turno regular. As atividades no contraturno têm de conversar com a proposta curricular da escola. Tem de ter relação com o que se está aprendendo. Não pode ser o "mais do mesmo", mas dialogar com o que está sendo aprendido dentro da sala de aula.
Procurado, o MEC (Ministério da Educação), em nota, confirmou a inexistência de um mecanismo específico para avaliação da educação integral.


Pergunta do Blog: Essa situação se aplica às escolas municipais de Cuiabá?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que (não) fazer no Dia do Índio

Por: Marina Cândido Marcos
O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.

Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com
fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. “O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, ‘brancos’”, diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.
Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:
1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.
Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. “Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea”, explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.
2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens
Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.
3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14
Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.
4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola
A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.
5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas
“Oca” é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.
6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas
Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

http://www.indioeduca.org/?p=1935

Expediente na Prefeitura de Cuiabá será normal nesta quinta-feira



A Prefeitura de Cuiabá terá expediente normal nesta quinta-feira (17), véspera do feriado de Sexta-feira Santa. 
Segundo o prefeito Mauro Mendes, todos os feriados deste ano já foram estabelecidos em decreto editado no final do ano passado. “É importante o empenho de todos os envolvidos na Administração Municipal para oferecer o melhor serviço ao cidadão”, afirmou.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/comunicacao/expediente-na-prefeitura-de-cuiaba-sera-normal-nesta-quinta-feira/8716

Distanciamento familiar pode ocasionar introspecção de crianças na escola

Diferentemente do que ocorria há vinte anos, atual jornada de trabalho dos pais faz crianças permanecerem dez horas por dia no ambiente escolar, por vezes, sem atividades

Do R7

Pesquisa realizada com 1.330 funcionários de escolas na Inglaterra mostra que o distanciamento familiar pode ter resultado no desempenho das crianças. Para os entrevistados, o fenômeno contemporâneo estaria levando alunos da educação infantil e das séries iniciais a permanecerem no ambiente escolar “como fantasmas” após as aulas. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail nesta terça-feira (15).
Alega-se que o longo –e nem sempre produtivo– dia nas escolas é fruto do distanciamento familiar acarretado pela pressão e priorização do trabalho em detrimento de mais tempo gasto junto à família. Segundo os funcionários, como consequência, crianças passam a falar raramente umas com as outras no ambiente escolar, ficam sonolentas durante as aulas e não conseguem progredir tão rapidamente quanto deveriam.
Para remediar o problema, mais de 70% dos entrevistados dizem ser necessárias exigências quanto à idade mínima para matrículas. Metade acredita que os alunos do primário não deveriam gastar mais de cinco horas por dia na escola.

http://noticias.r7.com/educacao/noticias/distanciamento-familiar-pode-ocasionar-introspeccao-de-criancas-na-escola-mostra-pesquisa-britanica-20140416.html

Creche São Mateus comemora "Cuiapáscoa"


Secom Cuiabá
A creche municipal São Mateus promove nesta quarta-feira (16) uma “tarde cuiabana” com os alunos, pais e educadores para comemorar a Páscoa e o aniversário de Cuiabá. Desde o dia 27 de março a unidade de ensino está trabalhando o projeto Cuiapáscoa e nesta sexta será a culminância dos trabalhos, quando serão realizadas apresentações culturais, entrega de ovos de páscoa e o famoso chá com bolo.
Segundo a diretora da creche, Rosângela Pereira, este mês é celebrado duas datas especiais, que é a Páscoa e o aniversário de Cuiabá, por isso a unidade integrou as duas datas e criou o projeto Cuiapáscoa.
Durante três semanas foram realizadas várias atividades com os alunos, oportunidade em que foi apresentada a eles a gastronomia cuiabana, por meio de cardápios elaborados pela própria equipe do São Mateus. Além da gastronomia cuiabana a equipe de educadores se reuniu no sábado (12) para confeccionar os ovos de páscoa que serão dados aos alunos.
“Nós contamos com a participação dos pais nesse trabalho, que inclusive fizeram a doação de chocolate. A parceria deu tão certo que conseguimos confeccionar cerca de 200 ovos num único dia”.
Segundo a diretora, o projeto Cuiapáscoa tem como finalidade colocar os alunos em contato com as culturas e tradições diversificadas, mostrando e resgatando o verdadeiro significado da história de Cuiabá e o sentido espiritual e não o comercial da Páscoa.
“Sabemos que a cultura faz parte das nossas vidas, por isso conhecer a cultura cuiabana é importante para que as crianças aprendam a nossa história, pois ela está inserida dentro de um contexto de valorização cultural. E a páscoa é o momento de renovação pessoal, independente de religião”, observou a diretora. 

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/creche-sao-mateus-prepara-tarde-cuiabana-para-comemorar-a-pascoa/8712

'Tem que prestar atenção', diz aluna que completou um ano de notas 10

Fernanda Santana está há mais de um ano tirando notas 10 na escola.
Filha de professor, ela diz que não sofre pressão por causa disso.

Mariane RossiDo G1 Santos

Dedicação, concentração e assiduidade. Esses três fatores, somados, tornaram uma estudante de Santos, no litoral de São Paulo, uma 'aluna nota 10'. Desde o início do ano passado, Fernanda Armondes Santana, de oito anos, não sabe o que é tirar uma nota abaixo de 10 na média do boletim. Ela é filha de um funcionário da escola, mas garante que não é pressionada para manter as melhores notas que são obtidas, segundo ela, porque procura manter muita concentração durante as aulas.
No mundo de Fernanda, ainda há bonecas, videogame, brinquedos e desenhos animados. Mas, ainda na infância, ela optou por dar prioridade para os estudos. No ano passado, a menina ficou com a média 10 em todas as matérias. Fernanda diz que não tem nenhuma mania, estratégia ou segredo para tirar notas boas nas provas. O estudo e a concentração são as 'armas' para conseguir bons resultados nos exames. “Quando a professora explica, eu presto atenção e estudo bastante quando tem prova. Tem que prestar atenção”, conta a menina. Depois da obrigação, Fernanda aproveita para se divertir no ballet, capoeira e no judô, uma das paixões da garota.
A mãe dela, a dona de casa Jaqueline Pereira Armondes, de 29 anos, diz que Fernanda nunca teve dificuldade com os estudos. Matemática é a matéria preferida da filha. “Ela gosta de estudar, é dedicada, não gosta de faltar”, fala Jaqueline. Ela acredita que as boas notas da filha são por conta do comportamento da menina dentro e fora da escola. “Ela já tem facilidade e incentivamos também mostrando o quanto é importante estudar. É natural dela, nem precisamos cobrar”, diz.



Continue lendo: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/04/tem-que-prestar-atencao-diz-aluna-que-completou-um-ano-de-notas-10.html

Escola Municipais participam de Projeto "Educando com a Copa"

Foto: Jorge Pinho (SME)

Secom Cuiabá

A Secretaria de Educação de Cuiabá promoverá no mês de maio o projeto “Educando com a Copa”, atividade que integra as ações de mobilização para a Copa do Mundo Fifa 2014. O projeto será realizado com alunos de escolas municipais e será dividido em duas atividades: concurso de dança e gincana cultural.
Pelo menos 28 escolas da rede municipal estão inscritas no projeto, 24 delas participarão da dança e 19 da gincana cultural. A final das duas atividades será realizada nos dias 20 e 23 de maio, respectivamente, no auditório da Secretaria.
Segundo a coordenadora geral do projeto, Edilene de Souza Machado, o “Educando com a Copa” tem por objetivo promover atividades que envolvam a dança e a cultura dos oito países que participarão da primeira fase da Copa do Mundo na Arena Pantanal.
O projeto pretende estimular nos alunos a realização de pesquisas sobre a história, geografia, política, cultura (culinária e folclore) e esportes dos países que jogarão em Cuiabá. Visa também propiciar a integração de toda a comunidade escolar nos preparativos para a Copa do Pantanal.
Jogarão em Cuiabá as seleções dos países da Colômbia, Japão, Coréia do Sul, Chile, Austrália, Rússia, Nigéria e Bósnia.
Conforme explica Edilene Machado, a gincana cultural foi dividida em três etapas. A primeira com perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países; na segunda etapa cada equipe participante deverá apresentar um aluno uniformizado com traje da seleção brasileira e fazer embaixadinha; e por fim, tarefas surpresas, que serão conhecidas pelos participantes apenas no decorrer dos trabalhos da gincana.
O concurso vai avaliar a habilidade e criatividade dos alunos participantes, que apresentarão coreografias de danças folclóricas dos oito países envolvidos.
A premiação da gincana será troféu e medalha para os três primeiros colocados, mais uma TV de 50 polegadas para cada membro da equipe que ficar em primeiro lugar; um notebook para os alunos que ficarem em segundo; e um smartphone para aqueles que conquistarem o terceiro lugar.
Já os prêmios para o concurso de dança serão troféu e medalhas para os três melhores colocados e um Day Use no Sesi Park para os alunos e o professor que conquistarem o primeiro lugar.
De acordo com o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, a Secretaria vem desenvolvendo várias ações com intuito de fortalecer a Copa do Mundo em Cuiabá, entre elas atividades que mobilizam toda a comunidade escolar, mostrando a importância do evento para o Município.
Entre os projetos realizados estão o Pintando a Copa e a Caminhada no Clima da Copa, ambos em parceria com a Secopa; Fifa 11 pela Saúde, em parceria com a Fifa; Agente Mirim de Combate à Dengue, Jogos Estudantis, Concursos de redações, projeto Portas Abertas para a Inclusão, além de projetos realizados pelas próprias escolas municiais.
As escolas municipais que participarão do projeto Educando com a Copa são: Professora Joana Dark; Marechal Cândido Rondon; Novo Renascer; Antônio Ferreira Valentim; Maria Tomich Monteiro; Maria da Glória de Souza; Doutor Fábio Firmino Leite; Maria Dimpina; Ulisses Guimarães; Professor Ranulpho Paes de Barros; Lenine de Campos; Nossa Senhora Aparecida; Herbert de Souza; 8 de Abril; Quintino Pereira; Santa Cecília; Doutor Orlando Nigro; Hilda Caetano; Alzira Valladares; José Torquato; Silva Freire; Ana Tereza Arcos Krause; Gracildes Melo Dantas; Raimundo Pombo; Benedita Xavier; Zeferino Leite; Darcy Ribeiro; e Irmã Maria Betty.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/projeto-educando-com-a-copa-promove-gincana-cultural-e-concurso-de-danca/8704

terça-feira, 15 de abril de 2014

Em comemoração ao dia do livro infantil, Biblioteca Estevão de Mendonça prepara programação especial

Da Redação - Stéfanie Medeiros


Nesta sexta-feira (18), comemora-se o Dia do Livro Infantil. Para comemorar a data, a a Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça abre suas portas para receber cerca de 240 alunos da rede pública de Cuiabá através de atividades literárias infantis.

Leia mais: Maior centro cultural de Cuiabá precisa de pais para nascer; Veja fotos
Ferramenta indispensável na educação de um país, a biblioteca deve oferecer ao seu publico atividades que incentivem, aticem e provoquem a imaginação do leitor. E é assim que se pretende comemorar o dia do livro infantil.

De acordo com informações da assessoria, a ação faz parte de um projeto que acontece há anos na biblioteca. O objetivo é atender as escolas, de forma que os educadores conheçam o espaço e serviços ofertados. No entanto, apresentando uma programação especial para o mês de abril, os alunos poderão assistir peça teatral do grupo Revista Nosso Amiguinho.

Além disso, a programação também inclui oficinas literárias com a escritora Luciene Carvalho, e com a professora de música Patrícia Ribeiro. Veja a programação completa:

Segue a programação

15/04/2014- Peça teatral Nosso Amiguinho
15/04/2014- Oficina - Música nas Histórias infantis
16/04/2014- Workshop criando personagens para histórias infantis
16/04/2014- Gincana literária
16/04/2014- Recriando personagens com dobraduras 

http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=Em_comemoracao_ao_dia_do_livro_infantil_biblioteca_prepara_programacao_especial&id=4462

7 dicas para falar de internet segura na escola


A internet pode ser uma ferramenta útil para fazer pesquisas, estudar, jogar e até mesmo compartilhar informações. Mas, nem só de benefícios vive o universo on-line. O ambiente virtual também pode deixar os usuários expostos a uma série de riscos. Prova disso, são as recentes discussões sobre a necessidade de um Marco Civil da Internet – projeto de lei que institui princípios, garantias, direitos e deveres para quem usa a rede no país. E, que tal aproveitar esse momento para trazer o debate sobre o uso da internet com segurança para dentro da sala de aula?
Para a psicóloga Juliana Cunha, da SaferNet Brasil – associação sem fins lucrativos que promove a prevenção, educação, denúncia e orientação para o uso seguro da internet –, o debate sobre o Marco Civil é interessante para mostrar que é possível desenvolver direitos e deveres no ambiente on-line. Além disso, a discussão serve de gancho para incentivar o uso seguro da rede. “Conforme as crianças e os adolescentes começam a utilizar a internet de forma orientada, eles passam a responder melhor aos perigos e danos que estão expostos”, afirmou.
Para ela, muitas escolas ainda encaram o universo virtual como um mundo à parte. No entanto, ele está cada vez mais presente no cotidiano dos alunos. “É importante incluir essas discussões no ambiente escolar porque a internet está se tornando um dos principais espaços de convivência entre crianças e adolescentes”, explicou.
Com base no material de apoio para educadores, disponibilizado pela SaferNet Brasil, o Porvir separou 7 dicas para discutir o tema. 
Clique no link abaixo para conferir as dicas:
http://porvir.org/porfazer/7-dicas-para-falar-de-internet-segura-na-escola/20140411

Abertas inscrições para formação em leitura e gêneros textuais

Já estão abertas as inscrições para  capacitação de professores de Língua Portuguesa em Cuiabá. O objetivo é reforçar a participação dos educadores na edição 2014 da “Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro”.  A formação continuada sobre leitura e produção escrita em gêneros textuais ocorre nos dias 07, 14, 21 e 28 de maio de 2014 e os  educadores  interessados já podem fazer a inscrição no site do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais (Cefapro) de Cuiabá.

Ao todo, 80 vagas estão disponíveis e no  momento do cadastro de inscrição os profissionais ainda poderão optar pelo período em que desejam participar das atividades, que serão disponibilizadas das 7h30 às 11h30 ou vespertino de 13h30 h às 17 h30. 

O objetivo da capacitação é contribuir para melhoria do ensino e leitura nas escolas públicas. Desta forma, o curso tem como foco principal promover reflexões teóricas sobre a prática docente de produção e compreensão textual. Segundo o Cefapro, a qualidade da educação pode ser aprimorada com a formação continuada, proporcionado com isso, entre outros objetivos, a melhoria de índices avaliativos externos e internos da educação de Mato Grosso.

Serviço:As inscrições podem ser feitas no site http://www.cefaprocuiaba.com.br e o  cadastro no curso será validado mediante comprovação da inscrição no site das Olimpíadas:https://www.escrevendoofuturo.org.br/ . Vale ressaltar que as inscrições no site das Olimpíadas só serão aceitas até 30 de abril de 2014. 
(Com informações do Cefapro Cuiabá)

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14264&parent=20

Pesquisa mostra prejuízo ao ensino causado pela indisciplina no país



  • Segundo números do Pisa, problemas como interrupções de aulas, atrasos e ausência de professor são mais frequentes no Brasil

  • Levantamento da Fundação Lemann mostra que "clima escolar" no país é pior que a média internacional em todos os itens

  • LAURO NETO



    Uma pesquisa com diretores de escolas que participaram da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2012 sugere explicações para o mau desempenho do Brasil, que ficou entre as 10 últimas posições na lista de 65 países pesquisados. Dados tabulados com exclusividade pela Fundação Lemann para O GLOBO mostram até que ponto 19 fatores sobre clima escolar atrapalham o aprendizado de matemática, leitura e ciências, disciplinas avaliadas na prova, aplicada a alunos de 15 anos. Entre esses fatores estão evasão, atraso e falta a aulas por alunos e professores, uso de álcool e drogas por estudantes, bullying e falta de respeito com os docentes.
    Cerca de 800 diretores de escolas brasileiras responderam a um questionário com 19 perguntas, como parte do Pisa 2012. A intensidade com que os problemas atrapalham o aprendizado nas escolas brasileiras é maior do que a média dos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) em todos os itens da pesquisa. As possibilidades de resposta foram divididas em quatro opções (“nada”, “muito pouco”, “até certo ponto” e “muito”) para perguntas como: “até que ponto a interrupção de aulas por alunos impede a aprendizagem?”.
    Nessa questão, aliás, o Brasil é o último do ranking de 65 países avaliados. Para 24,57% dos diretores de escolas nacionais, interrupcões de estudantes atrapalham muito o aprendizado. Já a média dos países participantes da OCDE é de apenas 2,54%. Em países como Reino Unido, Canadá, Tailândia e Polônia, menos de 1% dos dirigentes de colégios veem as interrupções como um grande empecilho ao aprendizado.
    denador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria cruzou dados das respostas com desempenhos nas três provas, e viu uma relação de causa e consequência.
    - A maioria dos itens tem uma relação forte com o aprendizado. Por exemplo, nos países que relatam que há muito problema de atraso dos alunos, a proficiência é mais baixa. Naqueles que relatam que acontece pouco, a proficiência é mais alta - compara Martins Faria.
    O especialista pondera que pode acontecer de um país ter uma maior frequência de um problema e ainda assim ter um resultado melhor, ou o inverso.
    - Não são só esses fatores que determinam a qualidade da educação. Mas para todos os países há esta tendência: resultados baixos (em matemática, leitura e ciências) nas escolas em que os diretores relatam a maior incidência de um problema, e resultados altos onde relatam menos. Em várias perguntas isso aparece. As questões de clima escolar estão muito ligadas aos resultados do aprendizado - diz ele.
    Professor ameaçado por aluno
    Professor de matemática, Ivan Macedo vive essa realidade no dia a dia. Ele dá aulas no ensino médio do Colégio Estadual Operário João Vicente, em Duque de Caxias, e endossa os 14,08% das escolas brasileiras que consideram que a aprendizagem dos alunos é muito dificultada pela falta de respeito com docentes. Na média dos países da OCDE, a alta frequência desse problema é de 1,88%. Na opção “até certo ponto”, os percentuais são de 27,23% e 15,19%, respectivamente.
    - Na semana passada, um aluno do 3º ano faltou com respeito a mim e a outro professor nos xingando. Já aconteceu de aluno ameaçar me bater, mas não chegou às vias de fato. Em um Ciep em que trabalhei, um professor foi ameaçado por um grupo em que um aluno estava armado. A agressividade e a falta de respeito atrapalham os alunos bons que querem participar, mas ficam cansados com essas situações. A grande maioria atrapalha os outros. O tempo já é curto, e ainda temos que ensinar para gente grande como ter educação - lamenta Ivan, de 24 anos.
    Diretora adjunta do mesmo colégio, a professora de língua portuguesa Cristiane Vera Cruz acredita que a evasão escolar é um dos maiores entraves ao aprendizado. No Brasil, 15,85% dos diretores disseram que esse problema atrapalha muito, mais que o dobro nos países da OCDE (7,01%). Na opção “até certo ponto”, a diferença percentual é maior: 35,96% contra 26,15%, respectivamente.
    - A evasão está acontecendo bastante, principalmente no turno da noite, porque os alunos trabalham e acabam não vindo à aula. No momento em que abandonam, há uma ruptura. Mesmo que venham a retomar os estudos depois, não é o mesmo que ter uma continuidade no ensino. O ideal é se manter na escola dentro da sua faixa etária para concluir a educação básica até os 18 anos - diz Cristiane.
    Para os estudantes, a responsabilidade na dificuldade de aprendizado também está associada ao desempenho dos professores. Aluna do 3º ano de Colégio Estadual Souza Aguiar, na Lapa, Mariana Santos diz que se sente prejudicada quando não é incentivada a atingir seu pleno potencial. Para 28,15% dos diretores brasileiros isso dificulta até certo ponto, e para 8,32%, muito. Na média da OCDE, os percentuais são 18,40% e 2,2%.
    - Isso dificulta o aprendizado, até porque eles facilitam muito para a gente passar de ano. Tem professor que dá três pontos na nota se o aluno estiver presente em todas aulas. Não sou avaliada como devo. Se tirar 2 na prova, quer dizer que só sei 20% da matéria. Mas consigo passar por causa desses três pontos - conta Mariana.
    Ligado a esse fator está a baixa expectativa depositada pelos professores nos alunos. Esse problema afeta até certo ponto, segundo 31,74% dos diretores brasileiros, e muito, para 7,28%. Na OCDE, os números são 16,05% e 1,36%. No 3º ano do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, Lucas Alves sabe como é isso.
    - Uma professora de biologia dizia que eu não conseguiria ir bem na matéria. Estudei e me esforcei para fazer ela engolir as palavras. Mas os alunos da minha sala têm mais rendimento quando o professor acredita que é possível ir além.


    Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/rotina-de-erros-leva-nota-vermelha-12185583.html#ixzz2ytXLd6je


    segunda-feira, 14 de abril de 2014

    Maioria dos docentes não tem formação na área em que atua

    Na região Centro-Oeste, o índice é de 60,5%ONG; dados foram compilados pela Ong Todos Pela Educação


    A maioria dos professores do ensino médio no Brasil (51,7%) não tem licenciatura na disciplina em que dá aulas. Outros 22,1% dos docentes que estão nas salas do ensino médio não têm qualquer licenciatura. Os dados do Censo Escolar 2013 foram compilados pela ONG Todos Pela Educação. 

    O Nordeste é a região em que faltam mais professores licenciados nas áreas específicas das disciplinas - 66% não são formados na área em que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 60,5%. Na região Norte, o percentual é de 55%. As regiões Sul (41,9%) e Sudeste (42%) são as com as menores carências de professor.

    A disciplina com maior deficiência é artes em que apenas 14,9% dos professores são licenciados. Língua portuguesa é a disciplina com mais professores dentro da sala de aula que se formaram na área (73,2%). Em física, 80,8% dos docentes não são formados na área; na disciplina de química, o índice é de 66,3%. 

    Entre os que não tem licenciatura na disciplina em que dá aulas entram professores que não são especialistas na área --como o professor de física que dá aulas de química ou o formado em ciências sociais que dá aulas de geografia. Esses casos são permitidos pelo MEC (Ministério da Educação).

    Há ainda o problema dos profissionais formados em outras áreas que estão nas salas de aula, como o administrador que dá aulas de língua portuguesa no ensino médio. Isso é comum entre os professores temporários.

    Ensino fundamental 

    Nos anos finais do ensino fundamental, 21,5% não tem qualquer formação no ensino superior e 35,4% dos professores não cursaram licenciatura. 

    Há também 67,2% dos docentes não são habilitados nas disciplinas que lecionam. Mais uma vez é o Nordeste a região com maior deficiência (82,4%). No Norte, 81,9% dos professores dos anos finais do ensino fundamental não são formados nas áreas que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 64,3%. 

    Nessa etapa de ensino, apenas 28,1% dos professores de geografia são formados na área. Em história, o índice é de 31,6%, e em ciências, o percentual é de apenas 34,2%.

    Deficiência na formação

    Em março, uma auditoria do Tribunal de Contas da União, feita em parceria com tribunais de Contas dos Estados, já tinha indicado a carência de 32 mil professores com formação específica nas 12 disciplinas obrigatórias do nível médio. 

    Com salários baixos, um dos problemas é que a docência não atrai os jovens no ensino superior. Neste ano, o piso nacional do professor foi fixado em R$ 1.697,39, para uma jornada de 40 horas. 

    Mesmo entre os que decidiram seguir carreira na sala de aula, a evasão da educação básica é cada vez maior. Insatisfação no trabalho e desprestígio profissional são alguns dos motivos apontados por quem prefere abandonar a sala de aula.

    Em outubro do ano passado, uma pesquisa internacional mostrou que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores.

    A formação e a valorização do professor é uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que está em discussão na Câmara dos Deputados e deve ser votado no dia 22 de abril.

    http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=194728

    Declaração para um novo ano

    20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...