quinta-feira, 10 de abril de 2014

Senado aprova projeto que cria residência pedagógica

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (8) projeto que cria a residência pedagógica para professores da educação básica, nos moldes da residência para a capacitação prática dos estudantes de Medicina. Os estudantes deverão cumprir pelo menos 1.600 horas após a formação inicial e terão direito a bolsa de estudo.
Apresentada pelo senador licenciado Blairo Maggi (PR-MT), a proposta (PLS 284/2012) foi aprovada em decisão terminativa. Por isso, deverá seguir agora diretamente para exame na Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para decisão final no Plenário do Senado.
Uma emenda do relator, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), que preside a comissão, estendeu a obrigatoriedade da residência a todo o conjunto de cursos de formação de professores da educação básica, da creche ao ensino médio. A emenda também estabeleceu o mínimo de 1.600 horas para a residência, que exigirá dedicação integral (8 horas diárias) pelo período de um ano, com 200 dias letivos.
O projeto original incluía na Lei de Diretrizes e Bases da Educação a previsão da residência pedagógica apenas para professores habilitados para ensinar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, com duração mínima de 800 horas. O texto inicial já previa a concessão da bolsa de estudo, cujo valor deverá ser estipulado pelas esferas de governo responsáveis pelos cursos, como explicou o relator.
Para Cyro, a proposta de Blairo foi "muito oportuna", diante das preocupações motivadas pela deficiente formação dos professores, inclusive a de cunho prático. Segundo ele, grande parte dos estudantes de Pedagogia termina seus cursos sem o necessário preparo para enfrentar uma sala de aula. A seu ver, as 1.600 horas de residência vão assegurar ao estudante uma "experiência essencial", com a vantagem de já contar com uma renda durante essa nova fase de aprendizagem.
- Não adianta o professor ir para a sala de aula e não ter condições de formar bem os alunos – argumentou.
Na avaliação do relator, o projeto oferece resposta a uma parte dos problemas da educação no país. Entre as medidas ainda necessárias, ele cita a formação continuada e a melhoria dos ganhos dos professores.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Nota do Blog:

Clique Relatório para ver como  ficou a emenda à LDB, destacada abaixo:


“Art. 65. ...

Parágrafo único. Aos professores habilitados para a docência na 
educação básica será oferecida a residência pedagógica, etapa ulterior de formação inicial, com o mínimo de mil e seiscentas horas de duração, e 
bolsa de estudo, na forma da lei. (NR)” 

Você concorda com essa medida? Comente.


http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/04/08/vai-para-a-camara-projeto-que-cria-residencia-pedagogica

Projeto garante 100% de hora-atividade em 2016

Em 2014, os professores temporários têm direito a 40% assegurados ao professor efetivo. Em 2015, sobre para 70% e, em 2016 para 100%

Um projeto de lei complementar  (12/2014),  em tramitação na Assembleia Legislativa, garante aos professores contratados temporariamente pela rede estadual de educação, o recebimento, em 2016, de 100% das horas- atividades destinadas aos professores efetivos. A proposta altera a LC nº 510/2013, que reestruturou os subsídios dos profissionais da educação básica de Mato Grosso. Este ano, os professores contratados terão o direito a 40% das horas-atividades asseguradas ao professor efetivo. Em 2015, os docentes têm direito a 70%. Já em 2016, os professores terão direito a 100% das horas-atividades.
De acordo com a proposta, os professores contratados com carga horária inferior a 20 horas semanais receberão hora-atividade proporcional à carga horária definida pela legislação em vigor – LC 510/2013. A mensagem destaca que um professor contratado para uma jornada de 20 horas semanais em sala de aula faz jus à 8 horas-atividades e que o correto são quatro horas-atividade em 2014. Isso corresponde a 40% da hora-atividade assegurada ao professor efetivo.
Na Mensagem 16/2014, o Governo explica que o professor contratado poderá receber, a título de hora-atividade, valores superiores às dez horas semanais previstas aos professores efetivos, e ainda, limitando até primeiro de maio de 2016 o direito a essas horas.
“O contratado fará Just a partir de 2016 a integralidade da hora atividade garantida ao professor efetivo”, diz trecho da mensagem.
 “A proposta esclarece quanto ao pagamento proporcional da hora-atividade para jornada de trabalho abaixo de 20 horas semanais. Enunciados, assim, os motivos determinantes da presente iniciativa, que se reveste de inegável interesse público”, diz trecho da mensagem.
 Mais informações:
Secretaria de Comunicação Social
3313-6310
http://www.al.mt.gov.br/TNX/conteudo.php?sid=44&cid=40575

Creche comunitária passa pelo nono arrombamento em menos de um ano em Cuiabá e prejudica crianças

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco















Pelo menos 100 crianças de um até cinco anos incompletos estão sendo prejudicadas por causa do arrombamento ocorrido na Creche Comunitária Tia Antonina, na rua Alenquer – CPA-I (Morada da Serra), a mais antiga da região Norte de Cuiabá, com quase 30 anos de funcionamento. Os ladrões levaram computadores, eletrodomésticos e até mesmo merenda escolar, que foi entregue semana passada e deveria durar no mínimo um mês.

É a nona vez que a unidade de ensino é arrombada e tem seus pertences furtados, desde março de 2013. O presidente da Associação Comunitária do CPA-I, Gonçalo Ferreira, afirmou que a situação está insustentável e que dezenas de famílias estão sendo prejudicadas.

“É uma sucessão de prejuízos. Por isso, solicitamos ao prefeito Mauro Mendes que a prefeitura de Cuiabá ceda um guarda municipal pelo menos no período noturno, para tentar reduzir o índice de arrombamentos e furtos”, explicou o dirigente da Acocpa-I.

Gonçalo Ferreira lembrou que, em um ano, foram adquiridos mais de 10 computadores pela Associação Comunitária, para a Creche Tia Antonina. Todos foram furtados. Além do transtorno normal com as perdas de merenda e equipamentos de informática, sem os computadores, dezenas de crianças tiveram seus dados perdidos e a creche é obrigada a fazer recenseamento dos alunos, um por um. Alguns professores temem pela segurança e ameaçam até mesmo sair da escola, para buscar emprego em outra unidade.

Gonçalo Ferreira está se esforçando para convencer o secretário municipal de Apoio à Segurança Pública, tenente-coronel Eduardo Henrique de Souza, sobre a importância de haver um vigia noturno, no estabelecimento de ensino.


http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Creche_comunitaria_passa_pelo_nono_arrombamento_em_menos_de_um_ano&id=363744

País precisa de novo modelo para educação pública, dizem especialistas

André Amorim(E), Fernando Rezende; senador Cristovam Buarque;
José Francisco Soares; e Binho Marques (D)
A necessidade de se definir um novo modelo para educação pública no Brasil foi defendida nesta quarta-feira (9), no Senado, em audiência pública da Comissão Especial de Financiamento da Educação. Os especialistas do setor que participaram da discussão divergiram sobre como deveria ser esse novo modelo, mas concordaram que o sistema atual não oferece qualidade de ensino suficiente para que o país dê um salto de desenvolvimento.
A comissão foi criada ano passado para buscar soluções que aumentem os recursos disponíveis para educação pública por todo o país. Para os convidados do debate desta quarta, os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), responsável por distribuir entre estados e municípios recursos destinados constitucionalmente à educação, fazem com que o repasse de verbas seja desigual, o que acaba prejudicando a qualidade geral do ensino.
Segundo o professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Rezende, o Fundeb não é capaz de corrigir disparidades regionais. Em sua opinião, é preciso “discutir a única reforma que foi esquecida nos últimos 20 anos: a reforma orçamentária”. Rezende ressaltou que não há como conseguir mais recursos para a educação, uma vez que o orçamento federal está cada vez mais apertado. A saída seria reformular as destinações já existentes.
As críticas ao Fundeb foram compartilhadas por André Amorim Alencar, representante da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Entre os problemas do fundo, ele destacou o fato de que somente o número de alunos matriculados nas escolas é levado em consideração na partilha de recursos  e não a qualidade do ensino da instituição.
Custo x resultado
Já o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação, José Francisco Soares, afirmou que o problema da educação pública atualmente não passa simplesmente pela falta de recursos, mas pela desigualdade na cobrança de resultados. Ele disse que os municípios de maior custo por aluno não apresentam necessariamente os melhores resultados educacionais.
— É importante dizer que a educação de qualidade tem concretização clara: a trajetória regular e o aprendizado. Temos municípios com custo alto por aluno, mas trajetórias e aprendizados muito ruins — lamentou José Francisco, sugerindo que se tenha um conteúdo mínimo a ser exigido de todas as escolas em todo país, independentemente de suas singularidades regionais.
O representante do MEC acrescentou ainda que uma mudança no sistema educacional deve levar em consideração os altos índices de evasão e repetência escolar, que respondem por 30% dos custos das escolas.
— O país ganharia muito se tivesse claramente uma definição da base nacional comum. Não é volume de recursos que, por si só, garante a qualidade do ensino, mas uma melhor definição dos papéis de cada ente federativo. Ate o papel do MEC precisa ser mais bem definido por lei — completou Binho Marques, secretário de articulação com os sistemas de Ensino do ministério.
Federalização
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), relator da comissão, defende a federalização da educação básica como mudança a ser adotada na educação pública, assim como a criação de uma carreira única para os professores, com salário inicial de R$ 9,5 mil. Além disso, o senador propõe que o ensino superior seja separado da educação pública geral, pois, segundo ele, o poder das universidades acaba por distorcer as ações do MEC em favor dessas instituições e em detrimento da educação básica.
O debate desta quarta-feira fez parte da série de audiências propostas por Cristovam para instruir seu relatório. Sua intenção é apresentar respostas para três questões fundamentais sobre o tema: qual o volume de recursos necessários para elevar a qualidade da educação brasileira ao nível dos melhores sistemas existentes no mundo, quais as possíveis fontes de recursos para seu financiamento e qual a melhor maneira de aplicar os recursos.
Na semana passada, especialistas convidados discutiram, entre outras questões, como elevar o desempenho dos estudantes brasileiros em testes internacionais. Na próxima quarta-feira (16), a comissão promove a última audiência pública antes de o relatório final ser apresentado.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/04/09/pais-precisa-de-novo-modelo-para-educacao-publica-dizem-especialistas

Néviton solicita retomada de obra de Centro Infantil

O vereador Néviton Fagundes (PTB) solicitou que a Prefeitura de Cuiabá retome as obras de construção do Centro de Educação Infantil do bairro Jardim Aroeira.

O petebista afirma que a obra está paralisada desde o final do ano passado sem previsão para retorno. A unidade escolar, entretanto, já deveria ter sido entregue, uma vez que as obras estão se arrastando desde 2012, durante a gestão do então prefeito Chico Galindo (PTB).

"Quero um compromisso do prefeito Mauro Mendes para com esta obra que é de grande importância para aquela região. Os moradores estão aguardando a sua conclusão e funcionamento ansiosos a algum tempo. Tenho certeza que o prefeito dará uma resposta positiva ao nosso pleito pelo compromisso que ele tem com a educação do nosso município", discursou o parlamentar.

A solicitação será feita por meio de requerimento. Neviton apresentou o pleito em plenário durante a sessão desta quinta-feira (03).

Este foi a primeira ação do parlamentar neste período . Ele assumiu uma cadeira no Legislativo Municipal na última terça-feira (1º) em decorrência da licença do vereador Clovito Hugueney (SDD).
Kamila Arruda

http://www.camaracba.mt.gov.br/noticia.php?id=4967

As trilhas que socorrem os sem-letra

Professores pouco preparados e uma metodologia ruim colaboram para o índice de evasão que chega a 70% nos cursos de alfabetização de adultos

Branca Nunes
Alunos da Escola Estadual Professor João Alves de Almeida no bairro de Tanquinho, zona rural de Piracicaba, SP
Alunos da Escola Estadual Professor João Alves de Almeida no bairro de Tanquinho, zona rural de Piracicaba, SP(Cláudio Coradini/Futura Press)
Em 2012, uma pesquisa realizada pela Ação Educativa constatou que 38% dos universitários são analfabetos funcionais
Aprender a juntar consoantes e vogais está longe de ser o maior obstáculo enfrentado por jovens e adultosque decidem escapar do analfabetismo. Com uma jornada de trabalho que quase sempre ultrapassa nove horas diárias e outras quatro desperdiçadas em transportes públicos superlotados, falta disposição para mais três dentro de uma sala de aula em cursos que normalmente acabam depois das 22h.
Professores pouco preparados e uma metodologia que frequentemente se limita a reproduzir a fórmula usada nos ensinos fundamental e médio também colaboram para o índice de evasão que chega a 70%. Ou seja: de dez alunos com mais de 18 anos que se matriculam em uma escola, apenas três aprenderão a ler uma palavra.
“Hoje, tudo depende do heroísmo do cidadão”, resume Roberto Catelli Jr., coordenador da Unidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Ong Ação Educativa. “Existe uma pressão grande da sociedade para a alfabetização de crianças e jovens, mas quase nenhuma com relação à de adultos. Não há, por exemplo, uma campanha do governo estimulando aqueles com mais de 18 anos a voltarem a estudar”.
Priscila Cruz, diretora-executiva da Ong Todos pela Educação, atribui essa falta de empenho a uma opção – cruel – do poder público. “Gerir é fazer escolhas”, diz. “Como não existe dinheiro suficiente para tudo, os governantes escolhem fechar a torneira do analfabetismo. Embora a Constituição garanta que a educação é um direito de todos, o ensino é obrigatório apenas para quem tem entre 4 e 17 anos”.
O argumento poderia até parecer consistente caso a educação de crianças e jovens também não estivesse à beira do colapso. Segundo o Censo 2010, 54,5 milhões de brasileiros com mais de 25 anos não têm o ensino fundamental completo. Em 2012, uma pesquisa realizada pela Ação Educativa constatou que 38% dos universitários são analfabetos funcionais.
Apesar dos dados estarrecedores, o Ministério da Educação (MEC) festeja os resultados. Embora a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) tenha registrado que a taxa de analfabetismo da população com mais de 15 anos passou de 8,6, em 2011, para 8,7, em 2012, Macaé Evarismo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, tenta amenizar a descoberta. “O analfabetismo só cresceu na faixa etária entre 40 e 59 anos e, como foi um aumento muito pequeno, ainda não podemos dizer se é uma tendência ou uma questão de amostragem”, alega. “O mais importante é que foi registrada uma queda nas taxas de analfabetismo funcional e há um aumento da alfabetização na chamada idade certa”.
De acordo com Macaé, o Brasil Alfabetizado, programa federal de alfabetização de jovens e adultos, abrange os 26 estados, mas alcança apenas 959 dos 5.570 municípios brasileiros. E beneficiou, entre 2008 e 2012, 6,7 milhões cidadãos – o que representou um investimento de R$ 1,4 bilhão. O ministério não soube precisar, entretanto, qual o índice de evasão, quantas salas de aula do Brasil Alfabetizado existem no país e em quais horários funcionam, quantos professores estão ligados ao programa e como são preparados.
É surpreendente também a inexistência de um controle sobre os demais cursos de alfabetização de jovens e adultos existentes no país. O MEC não sabe quais são esses cursos, onde estão localizados, quantos alunos atendem ou qual é a metodologia empregada.
“Os governos criam programas apenas para dizer que estão fazendo alguma coisa, mas a maioria é incipiente”, critica Carlos Alberto Daniel dos Santos, o “Tiziu”, coordenador pedagógico do programa de alfabetização de jovens e adultos do Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC-SP. “É preciso incentivar aqueles que não estão na sala de aula a voltarem a estudar organizando campanhas que divulguem os benefícios da alfabetização para adultos. Além de oferecer educação de qualidade perto dos locais de moradia e criar condições para que este aluno permaneça na sala de aula conscientizando, por exemplo, as empresas sobre os benefícios de terem funcionários que voltaram estudar”.
Sumika Soares de Freitas Hernandez-Piloto, membro do comitê diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib), explica que o processo de alfabetização inicia antes mesmo do aprendizado formal da escrita, quando a criança começa a fazer o reconhecimento visual dos objetos. A interrupção dessa evolução prejudica justamente essa leitura do mundo. “A educação na infância é importante para a apropriação do conhecimento e para a formação de indivíduos críticos, que sejam capazes de analisar o ambiente sóciocultural em que vivem”, afirma Sumika.
“Os processos cognitivos se desenvolvem em determinadas fases da vida”, afirma Ana Lucia Lima, diretora executiva  do Instituto Paulo Montenegro. “Quando alguém apresenta um fraco domínio da leitura, da escrita e da matemática, essa pessoa invariavelmente teve uma trajetória escolar não regular, com repetência ou alfabetização fora da idade certa, e os pais têm baixa escolaridade”. 
Entre os programas oficiais de alfabetização de jovens e adultos mencionados como pontos de referência destacam-se o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA), criado por Paulo Freire durante a gestão de Luiza Erundina à frente da prefeitura de São Paulo, e o Alfabetização Solidária, fundado em 1996 por Ruth Cardoso no governo de Fernando Henrique. Com a eleição de Lula, o Alfabetização Solidária foi abandonado, mas sobreviveu com o nome AlfaSol graças a parcerias com a iniciativa privada.
Uma das maiores contribuições do MOVA foi transformar o aluno em sujeito do processo de alfabetização. “A técnica para se alfabetizar uma criança não é a mesma usada para educar um adulto”, explica Maristela Miranda Bárbara, diretora do AlfaSol. “A criança está centrada no seu papel de estudante. O adulto tem outros conhecimentos. Ele já desenvolveu estratégias para sobreviver nesse mundo e precisa dividir o tempo com o trabalho e a família. Um dos papeis do educador é convencê-lo de que vale a pena estar ali”.
Para Maristela, mais do que programas, o que falta ao Brasil é “uma política pública efetiva de alfabetização de jovens e adultos”. Ao ser rebatizado, o AlfaSol passou a investir não só na alfabetização, mas na continuidade do processo de aprendizado.
“Quando não há essa continuidade o adulto acaba esquecendo o que aprendeu, já que muitas vezes não precisa usar esse conhecimento no seu trabalho, no seu dia a dia”, explica Maria do Pillar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação (MEC). “É preciso investir na construção de um sujeito letrado”.
Essa construção depende de uma educação de qualidade em todas as fases da vida, já que a alfabetização de crianças, jovens e adultos está interligada. “Não vamos melhorar os índices de educação das crianças se não alfabetizarmos os pais”, observa Maristela. Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, completa: “Boa parte do desempenho escolar dos filhos depende disso. Quanto mais alta é a escolaridade da família, maior é a chance dessa criança estudar”

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Indígenas produzem livros digitais

© Sebastian Gerlic - Jovens indígenas produzindo e-books.
Moan, artista digital, Amana e Atã Tupinambá de Olivença.
Empreendedorismo e cultura digital são foco de encontro de jovens indígenas.

Dezesseis jovens indígenas de 08 comunidades do Nordeste se reunirão para aprender a criar e gerir seus próprios negócios criativos. O primeiro empreendimento já escolhido no coletivo é a realização de uma coleção de livros digitais sobre e feito pelos próprios indígenas. 02 e-books serão lançados em quatro línguas e estarão disponíveis à venda nas principais lojas do comercio eletrônico editorial.
O encontro ocorrerá entre os dias 11 e 15 de abril, na sede da ONG Thydêwá, em Olivença, Ilhéus-BA, e faz parte do projeto “Livros Digitais Indígenas”, de autoria da Thydêwá, com o apoio do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (IFCD) da Convenção de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO.
Este será o primeiro de três encontros presenciais de 40 horas que, aliado ao trabalho a distância nas comunidades, ao fim de um ano levará à publicação dos e-books em Português, Francês, Inglês e Espanhol, que contarão com alguns conteúdos à disposição gratuitamente. O projeto incentivará também outros empreendimentos de Economia Criativa e Solidária de autoria dos jovens indígenas. O projeto integra as ações da Rede de Pontos de Cultura Indígena do Nordeste - Mensagens da Terra, que teve suas atividades iniciadas em março de 2014, contando com a parceria do Ministério da Cultura.
“A ideia é fortalecer os talentos e as capacidades dos indígenas para serem empreendedores criativos em prol de suas culturas e também para se posicionarem melhor na concepção da sustentabilidade cultural e financeira de suas comunidades” comenta Sebastián Gerlic, um dos coordenadores do projeto.
“Três oficineiros e facilitadores são convidados para esta semana e junto aos indígenas irão desenvolver oficinas de artes e contação de histórias. Tudo isso visando despertar o potencial artístico de cada participante e também o fortalecimento e valorização da própria história indígena” acrescenta Fernanda Martins, também coordenadora da iniciativa.
Serviço:
  • O quê: I Encontro do projeto “Livros Digitais Indígenas”.
  • Quem: ONG Thydêwá, com o apoio da UNESCO, e a parceria do Ministério da Cultura.
  • Quando: 11 a 15 de abril de 2014.
  • Onde: Sede do Pontão Esperança da Terra (Thydêwá), em Olivença, Ilhéus (BA).
Sugestões de fonte:


http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/indigenous_young_people_produce_digital_books/#.U0MPG6hdXN0

Professora se demite após escola pedir que ela exclua alunos do Facebook

A professora Carol Thebarge preferiu se demitir
do que excluir alunos de seu perfil no Facebook
Do UOL, em São Paulo
A professora Carol Thebarge, 79, de New Hampshire, EUA, se demitiu da escola em que trabalhava após a direção pedir que ela excluísse seus alunos do Facebook. O anúncio foi feito na última terça-feira (8).
De acordo um post de Carol no Facebook, ela recebeu um ultimato da instituição. A orientação passada foi de que ela deveria interromper o contato com os alunos na rede social ou seria demitida. Ela optou então por sair da escola.
Junto com a saída, ela anunciou também sua aposentadoria. "Esse foi um dia triste para mim. Não planejei encerrar com minha carreira de 35 anos desse jeito. Os alunos amam meu perfil. Eu adoro compartilhar fotos de gatos, as conquistas dos meus netos e a sabedoria que adquiri ao longo de minha jornada", escreveu na rede social.
Em entrevista ao site "Huffington Post", Middleton McGoodwin, superintendente do distrito onde está a escola, afirmou que a política de redes sociais não permite que os professores tenham contato com os alunos.
"Ser uma mulher atenciosa e amável não lhe dá imunidade para ignorar uma política da escola, que é criada para proteger a todos", afirmou McGoodwin.
A professora, agora aposentada, disse que essa não foi a primeira vez que recebeu o pedido para excluir seus alunos do Facebook. Há cerca de quatro anos, ela já teria escondido a amizade com os jovens, usando as políticas de privacidade do site.
Segundo o "Huffington Post", os dirigentes da escola voltaram suas atenções novamente a Carol Thebarge após outro professor da mesma instituição ter comportamento suspeito. Christopher LeBlanc foi acusado de manter relações sexuais com uma aluna de 14 anos em uma sala de aula. 

Cubo mágico vira disciplina obrigatória em SP














Clique no link para ler a matéria
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/04/1437273-cubo-magico-vira-disciplina-obrigatoria-em-colegio-de-sao-paulo.shtml



Secretaria de Educação lança projeto “Livro esquecido em Cuiabá”


Secom Cuiabá
A Secretaria Municipal de Educação (SME) realiza entre os dias 8 e 11 de abril o projeto “Livro esquecido em Cuiabá”. A divulgação do projeto será na quarta-feira (09), das 14h às 18, na praça Clóvis Cardoso, onde será realizada uma programação especial com apresentações culturais, contação de histórias e exposição de obras literárias.
Segundo a coordenadora das bibliotecas Saber com Sabor da SME, Edvair Alves, pelo menos 500 exemplares de livros, de conteúdos variados, serão espalhados em vários pontos da cidade, como praças, parques, pontos e terminais de ônibus.
 Estes livros serão esquecidos de propósito em locais públicos e de grande circulação de pessoas. A intenção do projeto é proporcionar o acesso à leitura a quem não tem condições de comprar os livros, levando conhecimento, cultura e lazer a essas pessoas”.
 A coordenadora explica que os livros disponibilizados para o projeto são provenientes de doações feitas às bibliotecas Saber com Sabor, mantidas pela SME.
 Os primeiros livros a serem “esquecidos” são de escritores e historiadores cuiabanos, como “A força da fala no dizer cuiabano” e “Ruy Barbosa: escritor sempre atual”, de Moisés Martins; “Remedeia co que tem”, de Guapo; “Mania de Cuiabania”, de Rafael da Cruz Mestre; História de Mato Grosso, de Pedro Félix, entre outros.
O livro estará acompanhado de um marcador de páginas, onde estará escrito a seguinte frase: “Amigo leitor, é proposta do projeto ‘Livro esquecido em Cuiabá’ proporcionar a você momentos de leitura, cultura e lazer. Assim, quando você terminar de ler este livro, ‘esqueça-o’ por aí, para que outra pessoa possa lê-lo, desfrutando de novos saberes. Tenha uma ótima leitura.”.
 Segundo Edvair Alves, o projeto Livro esquecido em Cuiabá será realizado em duas etapas, a primeira será entre os dias 8 e 11 de abril (semana do aniversário de Cuiabá) e a segunda será nos dias 29 e 30 de abril, em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil (celebrado dia 18 de abril).
 Na quarta-feira a contação de histórias será com Alicce de Oliveira, que contará “Mitos e Lendas do Rio Cuiabá”. A apresentação cultural ficará por conta dos alunos do Projeto Beleza tem Raízes, da escola municipal Marechal Candido Mariano Rondon.
 Edvair Alves explica que a ideia do livro esquecido é inspirada no conceito de Bookcrossing, criado nos EUA no começo dos anos 2000. Combinando leitura e urbanidade, o conceito é convidar os leitores a deixarem livros em locais, para que outras pessoas encontrem, leiam, e voltem a abandoná-los, numa espécie de cadeia em favor do acesso à leitura. Há diferentes versões do Bookcrossing espalhadas por cidades do Brasil e do mundo.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/secretaria-de-educacao-lanca-projeto-livro-esquecido-em-cuiaba/8650

FNDE normatiza pagamento de auxílio do ProJovem


Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro


O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) normatizou parâmetros operacionais da forma de pagamento do auxílio financeiro aos estudantes do Programa Nacional de Inclusão de Jovens - ProJovem Urbano, por meio de resolução publicada na edição de hoje (7) do DiárioOficial da União.

Quando ocorrer a primeira solicitação de pagamento do auxílio, deve ser emitido cartão-benefício específico para o bolsista. A portaria estabelece que o uso do cartão-benefício é isento de tarifa bancária e abrange o fornecimento de um único cartão para saques e consultas a saldos e extratos. A bolsa do programa é de R$ 100 mensais, paga diretamente a cada beneficiário por meio de crédito em conta-benefício, aberta em agência do Banco do Brasil, e pode ser sacada com uso de cartão magnético.

O texto trata também dos participantes do programa, vinculados a turmas que funcionam em unidades prisionais. Nesse caso, o pagamento poderá ser feito a um representante com poderes específicos para movimentação do recurso, reconhecido por meio de procuração. A procuração do estudante de unidade prisional deverá indicar o número do cartão-benefício, o número do convênio e do programa no qual o beneficiário está inscrito.

O ProJovem Urbano foi instituído em 2005 com o objetivo de elevar a escolaridade de jovens com idade entre 18 e 29 anos, que saibam ler e escrever e não tenham concluído o ensino fundamental, visando à conclusão desta etapa por meio da Educação de Jovens e Adultos, integrada à qualificação profissional, e ao desenvolvimento de ações comunitárias com exercício da cidadania, na forma de curso.

O auxílio financeiro mensal é concedido durante os 18 meses de desenvolvimento do curso, e condicionado à frequência mínima de 75% nas atividades presenciais e à entrega de trabalhos pedagógicos.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-04/fnde-normatiza-pagamento-de-auxilio-do-projovem

SP: cresce autonomia de alunos com deficiência, diz pesquisa


José Francisco Lelot, o Zeca, sempre estudou em escolas regulares
Foto: Acervo pessoal / Divulgação
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo realizou uma pesquisa com 109 alunos atendidos pela escola especial da organização para avaliar o desempenho desses estudantes na transição para escolas regulares e observou uma melhora de 25% em áreas como a comunicação, autonomia e socialização.
Segundo a autora da pesquisa e coordenadora pedagógica da Apae de São Paulo, Roseli Olher, a escola especial que os 109 alunos frequentavam encerrou suas atividades em 2009, em respeito às então novas diretrizes educacionais do Ministério da Educação (MEC), que determinaram a extinção das escolas especiais em turno integral. A escola foi transformada em um centro de apoio especializado, que deve oferecer atendimento duas vezes por semana aos estudantes matriculados em escolas regulares, no contraturno.

Matheus do Amaral participou da pesquisa da Apae de São Paulo
Foto: Acervo pessoal / Divulgação
A pesquisa mostra os resultados obtidos pelos 109 alunos nas escolas regulares. “Durante três anos, eu fui em todas as escolas, observava os alunos e acompanhava a transição”, diz Roseli. Os estudantes tiveram melhoras, de acordo com a pesquisadora, por causa do contato com alunos sem deficiência. “Convivendo com crianças que falam, pulam e brincam, eles foram estimulados a ter autonomia, independência, e a fazer contato com os novos colegas, e por não ter um professor os acompanhando o tempo todo, eles desenvolveram a capacidade de comunicação”, diz.
Os alunos que participaram da pesquisa tinham deficiências intelectuais de grau leve (algumas dificuldades pontuais de aprendizado que necessitam de pequenas adaptações) e moderado (grau de comprometimento maior, necessitando mais adaptações e mediação maior do professor). Entre eles, segundo Roseli, 60% apresentaram mais autonomia, 68% tiveram melhora na socialização, entre 30% a 50% melhoraram a comunicação e 62% avançaram na questão curricular. Na comparação com alunos que permaneceram em instituições escolares especiais durante o período de transição, nos aspectos de autonomia e independência não foi registrada melhora, e a regressão foi de 9%. Durante o período em que foi realizado o estudo, as escolas especiais ainda estavam em funcionamento.

PNE exige atendimento de escolas públicas

O Plano Nacional de Educação (PNE) de 2010 estabelece diretrizes e 20 metas para a educação pública no Brasil. O PNE foi aprovado na Câmara dos Deputados em 2012 mas sofreu alterações no Senado que o fizeram retroceder para a Câmara, onde ainda aguarda votação.

No artigo 8º, o PNE estabelece que as escolas públicas devem garantir “o atendimento às necessidades educacionais específicas da educação especial, assegurando um sistema educacional inclusivo em todo os níveis, etapas e modalidades”.
A meta de número 4 do PNE, que trata da inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e superdotação, apresenta entre outras estratégias para efetivar a educação inclusiva, a ampliação do atendimento educacional especializado complementar para os alunos que frequentam a rede regular, a reforma de prédios escolares para que sejam acessíveis aos alunos com deficiência e o incentivo à educação inclusiva através da articulação do ensino regular e do ensino especializado

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dicionário cuiabano

Sr. Dalmir e D. Alice (S. Gonçalo Beira Rio)
Ah! Uuum - Expressão que indica indignação, concordância ou não. É aplicada dependendo da situação E a entonação da voz muda.
Ex: ‘Ah! Uuum. Pára cô isso.”
Agora quãndo!? – Interjeição de duvida.
Ex: ‘Maria teve três namorado… hummm.. agora quando!?”
Agora o quequeesse! – Espanto
Ex: ‘Agora o quequeesse, mas que cabelo mais tchum tchum…”
Aguacêro – Bastante chuva, poças de água.
Ex: ‘Não deu pra ir lá, tava o maior aguacero na estrada.”
Arroz-de-festa – Denominação de quem não perde nenhuma festa . Está sempre em festa. Ex: ‘Ele vai em casamento, batizado, 1a comunhão, crisma, formatura,.. . é um arroz de festa.”
Atarracado (a) – Abraçado, juntos.
Ex: ‘Os dois tão atarracado ali no escuro.”
Até na orêia – Repleto, cheio, demais.
Ex: ‘Zé Bico comeu tanto peixe, que tá até na orêia.”
Bejô, bejô, quem não bejô, não beja mais – Fim da festa.
Ex: ‘Acabou o baile… bejô, bejô, quem não bejô, não beja mais.”
Bocó de fivela – Pessoa boba, burra, ignorante.
Ex: ‘Por mais que ocê explica, ela não entende, é uma bocó de fivela.”
Bonito prô cê - Expressão que indica quando a atitude tomada, não foi boa.
Ex: ‘Chegô em casa bêbado, bonito prô cê.”
Catcho – Namoro, paquera, amante.
Ex: ‘Aquele cara tá de catcho cô Maria.”
Cânháem – Latido de cachorro. Expressão usada para discordar.
Ex: ‘Você namora Maria Taquara? Canháem.”
Cêpo – Bom, ótimo, grande, admirável.
Ex: ‘O atlético Mato-Grossense era um cêpo de time.’
Chialá – Espia lá – Olhe lá.
Ex.: Maria, tchialá Mané, cêpo de burro veio fazeno quiném criancinha!
Coloiado (a) – Junto, próximo em grupo.
Ex: ‘Saldanha Derzi tá coloiado cô Garcia Neto.”
Cordero (a) – Denominação de quem gosta de dar corda nas pessoas.
Ex: ‘Não vai no papo dele, ele é cordero.”
Corre Duro – Andar mais rapido
Ex: ‘Vamos chegar atrasado vamos, corre duro.”
Cotxá – Relação sexual.
Ex: ‘Os dos devem ta cotxando, ta demorano demas.”
Tchá por Deus – Expressão de espanto, admiração, dúvida.
Ex: Chá por Deus, esse ônibus tá muito cheio. ‘
De jápa – Grátis, o que vem a mais.
Ex: Quando se compra uma dúzia de bananas, e recebe treze unidades. ‘Esse adicional é a de jápa.’
Digoreste – Ótimo, bom, exímio.
Ex: ‘O guri é digoreste pá pega manga.’
Ê aaah! – Indagação.
Ex: ‘Oia o tamanho do short? Ê aaah!’
Espia lá – Olha lá, veja.
Ex: ‘Espia lá, uma batida de carro.”
Futxicaiada – Muito fuxico. Excesso Excesso de mixirico.
Ex: ‘O ambiente ali não tá bom, é só futxicaiada. ”
Festá – Festar, participar de festa.
Ex: ‘Maria foi festá.”
Foló – Folgado, largo.
Ex: ‘Maciel usa calça foló.”
Garrô – Pegou, começou, realizou.
Ex: ‘Ele garrô cedo no trabaio.”
Grocotchó – Pessoa mole, doente, desanimado.
Ex: ‘Tchico tá grocotchó.”
Jururú – Triste, quieto.
Ex: Padre Luiz Ghisoni tá jururú na porta da igreja de Várzea Grande.’
Leva-e-tráz – fofoqueiro.
Ex: ‘Kitú é um grande leva-e-tráz.”
Londjura – Distância. Longe, muito distante.
Ex: ‘Nessa lonjura não dá pá ir a pé.”
Malemá – Popular de ‘mal e mal’. Mais ou menos.
Ex: ‘E aí cumpadre como vai? Vou indo malemá tenteano.”
Mea orêa – Minha orelha. Expressão usada para indicar quem está sem lado, sem falar o nome da pessoa.
Ex: ‘Mea orêa aqui, tá a fim do cê.’
Micaje – Ato de fazer imitação de alguém, fazer caretas.
Ex: ‘Ela faz micaje de todo mundo que passa por aqui.”
Moage – Frescura. Enrolação.
Ex: ‘Você não quer ir com a gente? Larga de moage!”
Na txintxa – Levar uma ação com seriedade. Sob controle.
Ex: ‘Professora leva a turma na txintxa.”
Não tá nem aí pá paçoca – Não liga para nada. Não quer saber das conseqüências.
Ex: Tchá Bina, não ta nem aí pá paçoca. ‘
Nariz furado – Veio na vontade, veio na certeza.
Ex: ‘Chegou de nariz furado, certo que iria ganhar na conversa.’
Negatófi – Negativo. Não, nunca.
Ex: ‘Negatófi, hodje não tem televisão.’
O quá – Duvidar, não acreditar.
Ex: ‘Ele vem aqui? O quá!’
Pá terra – cair.
Ex: “Ele vinha correndo, e pá terra”! ‘
Podre de chique – Bonito, elegante, bem vestido.
Ex: ‘Jejé tá podre de chique.”
Pongó - Bobo, tolo, idiota.
Ex: ‘Gente Pongó não serve.’
Por essa luz que me alomea – ‘Por essa luz que me ilumina’ Pra dizer que está falando sério, que não está mentindo.
Ex: ‘Por essa luz que me lomea, ele tá falando a verdade.’
Quinco – Denominação carinhosa de Joaquim.
Ex: ‘Quinco Lobo era vereador em Cuiabá.’
Que, que esse? – O que é isso.
Ex: ‘Que, que esse? Como você apareceu aqui?’
Quá! – Expressão de espanto, indignação.
Ex: ‘Quá! Pode esquecer ele não volta mais.”
Quebra-torto – Comer no desjejum comida reforçada como carne com arroz farofa, etc…
Ex: ‘No sítio de manhã, sem quebra-torto é impossível.’
Rufar – Bater.
Ex: ‘Se aparecer aqui , o povo rufa ele.’
Refestelá – Sorrir, rir.
Ex: ‘Nico Padero é bom pra refestelá.’
Ribuça – Cobrir o corpo com lençol ou cobertor.
Ex:’Tá esfriando, rebuça menino.’
Rebuça e Chuça – Baile.
Ex: ‘Na guarita vai tê hoje uma chuça e rebuça.’
Rino no tchá cara – Rindo na presença de alguém.
Ex: ‘Ocê fala, ele fica rino no tchá cara.’ (rindo na sua cara)
Sucedeu - Aconteceu.
Ex: ‘Quando sucedeu isso?’
Tá de tchico – Está menstruada.
Ex: ‘Hoje ela não pode tá de tchico.”
Tchá mãe - Expressão características para xingar alguém.
Ex: ‘Tchá mãe, rapaz, vá tomá na tampa.’
Tóma corno(a) – Expressão usada quando alguma coisa não acontece de forma correta.
Ex: ‘Toma, corno. Marimbondo pegô na cara dele.”
Verte água – Urinar (educadamente) .
Ex: ‘Vidona foi verte água.’


http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/cultura/dicionario-cuiabano/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...