quinta-feira, 21 de novembro de 2013

VOTAÇÃO DO PNE FICA PARA A PRÓXIMA SEMANA

Os senadores da Comissão de Educação (CE) parecem ter chegado a um consenso sobre o projeto que cria o Plano Nacional de Educação (PNE). O parecer do relator Alvaro Dias (PSDB-PR) foi elogiado por vários senadores de diversos partidos, como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Ana Rita (PT-ES), Ana Amélia (PP-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF).
Ainda assim, houve pedido de vista coletiva devido ao tamanho do relatório — mais de 60 páginas — e ao fato de ter sido apresentado ontem à tarde. Com isso, a votação do projeto ((PLC 103/2012) foi adiada para a próxima semana.
O presidente da CE, Cyro Miranda (PSDB-GO), disse concordar com o pedido de vista, adiantando que o Ministério da Educação já examinou o relatório porque tem pressa de que a proposta seja aprovada.
— O próprio MEC me pediu que, se [o projeto] fosse aprovado hoje, [era] para colocar em regime de urgência urgentíssima. Quer dizer, pelo crivo do governo, acredito que foi discutido — afirmou.
O período de vista pode ser usado para a apresentação de novas emendas, o que já foi feito por Cristovam Buarque e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Alvaro Dias disse que analisará as novas emendas e oferecerá novo parecer na próxima ­terça-feira. O relator ressaltou que esse deveria ser o assunto mais importante do momento no Congresso.
— Eu espero que, ao final, nós possamos legar ao país um documento construtivo, capaz de superar os gargalos da Educação nacional e de promover avanços de qualidade — afirmou.
Randolfe Rodrigues disse que Alvaro Dias entra “pela porta da frente da história da Educação brasileira”. Ele celebrou o resgate de vários dispositivos do texto original, como a retomada do prazo para a União enviar novo PNE e as estratégias de implementação do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) e do Custo Aluno-Qualidade (CAQ).
Ana Amélia elogiou especialmente o aperfeiçoamento da Meta 4, que universaliza o atendimento Escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de Ensino. Alvaro Dias propõe que o sistema educacional deve ser inclusivo, mas que a Educação especial oferecida em Escolas e serviços especializados precisa ser preservada.
Cristovam Buarque também cumprimentou o relator pelo trabalho e disse que vai votar a favor da proposta. No entanto, ressaltou que o PNE ainda é pouco para o que o Brasil precisa na Educação.
— Esse plano vai melhorar, mas não vai dar o salto. Eu não vejo como dar o salto sem que a Educação seja federalizada — defendeu.
Cristovam também lamentou o fato de Alvaro Dias não ter diminuído a idade para a Alfabetização, estabelecida em 7 anos. O relator disse ter se baseado em especialistas e lembrou que, de acordo com seu relatório, em 5 anos o PNE deve diminuir a idade para 6 anos.
— Todo especialista é cauteloso, a gente é que tem que empurrá-los, arrancar deles o suor para que eles cheguem aonde a gente quer — disse Cristovam.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/28914/votacao-do-pne-fica-para-a-proxima-semana/

Youtube lança canal de educação com 8.000 vídeos de ensino médio

Suellen Smosinski
Do UOL, em São Paulo
O Google do Brasil em parceria com a Fundação Lemann lançou nesta quinta-feira (21) o Youtube Edu, plataforma de vídeos educacionais. O projeto foi lançado com 8.000 vídeos de ensino médio, mas o objetivo é ampliar também para o superior e  fundamental a partir do ano que vem.
"Espero que dentro de uns anos tenhamos um Brasil competitivo em termos de educação também", afirmou Jorge Paulo Lemann durante o evento de lançamento do projeto.
Os vídeos são separados por disciplina, todos os conteúdos disponíveis no  canal foram avaliados pela Fundação Lemann, que aprovou 26 canais.
"A curadoria não é uma questão de gosto. A forma do professor ensinar não importa, o que importa é se o conteúdo está correto. O usuário decide o tipo de aula que prefere", afirmou Denis Mizne, diretor executivo da organização.
Segundo Flavia Simon, diretora de marketing do Google, o Brasil é o primeiro país fora dos EUA a fazer parte dessa iniciativa (YouTube Edu).
O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwarld, também participou do evento e afirmou que a plataforma aumenta a capacidade dos professores de buscar material de qualidade para as aulas.
O secretário fez ainda uma proposta à Fundação Lemann para que eles criem jogos educacionais: "Sem dúvida aumenta a capacidade do aprendizado".
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/11/21/youtube-lanca-canal-de-educacao-com-8000-videos-de-ensino-medio.htm

A sala é um palco


Frederico Guimarães

Com uma bengala na mão e um guarda-chuva na outra, o professor de língua portuguesa Júlio César Sbarrais caminha com dificuldade pelos corredores da Escola Estadual Padre Afonso Paschotte, em Mauá, na Grande São Paulo. Enquanto os alunos aguardam o início da aula, ele abre a porta da classe caracterizado da cabeça aos pés: sapatos extravagantes, calças coloridas, maquiagem no rosto e um nariz de palhaço. Fantasia caprichada para arrancar sorrisos dos estudantes da 8ª série do ensino fundamental. 

+ Assista a trechos da aula do professor Júlio César Sbarrais
Formado em Letras e Artes Cênicas, Júlio César é o que se pode chamar de "artista-docente", expressão utilizada para denominar educadores que trabalham com a linguagem artística em suas propostas pedagógicas. Desde 2007, o professor recorre ao palhaço "Tinin" para tornar as suas atividades com os alunos mais lúdicas. "Há uma questão pedagógica e didática na linguagem teatral. Apesar de o palhaço ser mudo, ele passa as regras de convivência em sala de aula. Eu uso lousa e giz, mas utilizo o palhaço como uma forma de conquistar o aluno, que tem de dar conta de muita coisa. Esses projetos são válidos no sentido de amenizar a sobrecarga do conteúdo ensinado", afirma o docente. 
Guia prático
Assim como Júlio César, diversos professores têm aderido ao teatro para ensinar conteúdos de disciplinas como português, história, física e matemática. Segundo a psicóloga e professora de teatro Ana Betina Rugna, 90% dos seus alunos são professores que querem aprender a utilizar a linguagem teatral nas salas de aula. Autora do livro Teatro em sala de aula (Editora Alaúde), Betina elaborou um guia prático para os professores que desejam explorar esses recursos com seus alunos.Em sua experiência com os docentes, Betina observou que os professores sentiam insegurança por não conseguirem transmitir suas ideias de forma clara e criativa.
Para ela, a linguagem teatral pode transformar os professores. "Quando eu trabalho com o professor ele se redescobre, tanto quanto a criança. Assim como as crianças, eles começam de um jeito, mas terminam o curso diferentes, fazendo uma redescoberta do outro e de si mesmos", avalia.
Professor de artes cênicas da Escola Lourenço Castanho, em São Paulo, Pedro Haddad concorda com Betina. "A escola é um lugar essencial para que as crianças tenham o primeiro contato com o teatro, mesmo que não seja unicamente pela disciplina de artes cênicas. A linguagem pode ser utilizada de maneira muito feliz como complemento e incremento das dinâmicas dentro da sala de aula", acredita.
O número de professores formados na área ainda é pequeno, mesmo que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) estabeleça o ensino da arte como obrigatório. Na maioria das vezes, a utilização do teatro na escola se restringe à disciplina de artes cênicas, quando há, e que nem sempre consegue dialogar com outras matérias. Além disso, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) estabelece metas de qualidade para o desenvolvimento do ensino das crianças na creche e na pré-escola, mas não menciona a utilização do teatro como mecanismo de aprendizagem.

Continue lendo:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/199/a-sala-e-um-palcoprofessores-procuram-na-linguagem-teatral-uma-301125-1.asp

Escolas do RS terão aula normal durante a Copa do Mundo de 2014

Representantes das redes pública e privada de ensino do Rio Grande do Sul assinaram um protocolo nesta quarta-feira que estabelece o calendário escolar unificado em 2014. O documento determina que o recesso escolar de inverno ocorra ente 19 de julho e 3 de agosto, não coincidindo com a realização da Copa do Mundo no Brasil, que será de 12 de junho a 13 de julho.
As aulas terão início entre os dias 17 e 24 de fevereiro e serão encerradas no dia 19 de dezembro. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, as escolas têm autonomia para decidir se liberam os estudantes durante os dias de jogos, mas deverão compensar as aulas em outra data. Também é permitido que os alunos assistam aos jogos dentro das escolas.
Durante a assinatura do protocolo, na Assembleia Legislativa do Estado, o representante do Conselho Estadual de Educação, Raul Gomes de Oliveira Filho, elogiou o calendário. “Este documento é o resultado de um amplo debate iniciado aqui no Rio Grande do Sul e que se espalhou para todos os Estados. Não seria justo para a educação que as escolas parassem em todo o Brasil, durante a Copa do Mundo”, observou.
Ele fez referência à Lei Geral da Copa, que previa que as escolas tivesses recesso durante todo o período de realização da competição. 
http://noticias.terra.com.br/educacao/escolas-do-rs-terao-aula-normal-durante-a-copa-do-mundo-de-2014,d5bd464be8672410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Sobram vagas para negros por meio de cotas nas universidades de MT

Pollyana AraújoDo G1 MT
Pelo sistema de cotas raciais, 1.950 estudantes autodeclarados negros e pardos ingressaram na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) neste ano. O número representa 33% do total de matriculados na instituição de ensino superior, conforme dados da Pró-reitoria de Assistência Estudantil. Todos os cotistas cursaram o ensino médio em escolas públicas e a maioria possui renda per capita familiar de um salário mínimo e meio.
A pró-reitora de Assistência Estudantil, Myrian Serra, afirmou que, do total de 16.890 alunos matriculados na instituição, 47% se autodeclararam pretos, pardos e negros. "Destes, 7.901 estudantes são autodeclarados pretos, pardos e negros, sendo 5.901 estudantes veteranos (que ingressaram até 2012) e 1950 calouros (ingressantes em 2013)", explicou.

Segundo a pró-reitora, a política de ação afirmativa para estudantes negros na UFMT teve início em 2012 e estabeleceu que 20% das vagas em todos os cursos e turnos seriam reservadas para estudantes autodeclarados negros que cursaram integralmente a educação básica em escola pública. Desse modo, no ano passado, de 5.178 vagas, 1.029 foram preenchidas por candidatos autodeclarados negros que estudaram em escolas públicas. Ou seja, sobraram 276 vagas destinados aos afrodescentes e com renda inferior a um salário mínimo e meio.

Leia mais: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/11/sobram-vagas-para-negros-por-meio-de-cotas-nas-universidades-de-mt.html

Comportamento: Participação do pais

Envolver os familiares em algumas atividades elaboradas pela escola pode trazer um equilíbrio no que diz respeito à disciplina e aproveitamento de seus alunos


Objetivos:
★ Promover a integração família, aluno e escola;
★ Gerar o gosto pela leitura;
★ Estimular o aprendizado de novos vocabulários em inglês;
 Criar vínculos afetivos;
 Propiciar a estimulação auditiva.
Faixa etária: Livre.

Foto: Itaci Batista
Integrar a família em projetos da escola é um trabalho importante para o desenvolvimento da criança, pois permite que ela tenha mais dedicação nos projetos escolares e faz com que a família possa acompanhar o desenvolvimento e dificuldades da criança no processo de aprendizagem.
Dica de leitura! A Família do Marcelo
Nesse livro, os leitores vão conhecer a família do Marcelo: o pai, seu João; a mãe, dona Laura; e a irmã, Aninha. Mas não é só isso. Também vão conhecer os outros parentes do Marcelo e descobrir quantos tipos diferentes de família existem por aí. No fim, ainda é possível se divertir com as brincadeiras preparadas especialmente para os leitores desta série.
Autora: Ruth Rocha
Editora: Moderna
Preço: R$ 32,00
Onde encontrar: www.moderna.com.br

Diversas atividades podem ser feitas nesse sentido, mais elaboradoras ou mais simples, mas a ideia é que sempre tenha algum tipo de atividade que integre a família, fazendo com que esse acompanhamento seja contínuo. Na Escola de Educação Infantil Econvivência, alguns projetos são desenvolvidos com esse objetivo. Veja como eles funcionam:
Continue lendo: http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/125/pais-e-filhos-envolver-os-familiares-em-algumas-atividades-300382-1.asp

Crianças e Adolescentes sem registro civil de nascimento – O que fazer?

A educação é direito público subjetivo garantido pela Constituição Federal. Nenhum cidadão pode ter suprimido esse direito. 


A ausência de quaisquer documentos não pode ser impeditivo para o acesso das crianças às escolas. 


Veja algumas orientações importantes (clique nas imagens)



 Cartilha Unicef Cartilha Ministério Justiça




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Prostituição atinge adolescentes em 1 a cada 7 escolas na Itália, diz pesquisa

Jovens em idade escolar estão se prostituindo em 1 a cada 7 instituições de ensino médio na Itália, segundo indica uma pesquisa divulgada esta semana. Estudantes na adolescência estariam "vendendo" seus corpos para colegas com regularidade em 9% das escolas italianas. Enquanto isso, casos isolados de prostituição infantil estariam ocorrendo em outros 5,5% das instituições secundárias. É o que aponta uma enquete online feita pelo site de estudantes Skuola.net. As informações são do Daily Mail.
Cerca de 3 mil jovens alunos participaram da pesquisa, e 14% deles admitiram vender seus corpos para colegas. Quase 40% dos que responderam à enquete alegaram que não há prostituição na escola em que estudam, enquanto 46,5% afirmaram não saber se o crime ocorria ou não, informa o jornal britânico. Entre aqueles que disseram ter conhecimento da prostituição na escola, 25% admitiram ter participado de encontros sexuais com alunas em troca de dinheiro.
Outros 5% confessaram ter participado de pelo menos um encontro com adolescentes que venderam seus corpos, revelou a pesquisa. E quase 9% dos jovens que responderam à enquete afirmaram que, apesar de não terem oferecido dinheiro em troca de sexo para algum colega, eles gostariam de agir assim. A prostituição estaria atingindo jovens desde os 14 anos nas escolas da Itália.
http://noticias.terra.com.br/educacao/prostituicao-atinge-adolescentes-em-1-a-cada-7-escolas-na-italia-diz-pesquisa,c2bcf98c83152410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Base Legis – Conheça a base de dados que reúne toda a legislação relacionada ao direito da criança e do adolescente

Base Legis é um acervo legislativo que trata especificamente da criança, do adolescente e de temas relacionados. Ao todo, são mais de 260 documentos legislativos, distribuídos em Constituições, Leis, Projetos de Lei, Decretos, normas, discursos e pronunciamentos históricos de personalidades dos meios político e jurídico, assim como outros documentos históricos diretamente ligados à aplicação da Lei. No Base Legis é possível encontrar documentos legislativos datados do início do século XIX até os dias atuais.
A novidade é que o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (Ciespi) em convênio com a PUC-Rio apresenta a versão atualizada da Base Legis 2013, incluindo a Base Legis Internacional composta por normas e um acervo de leis e documentos internacionais em língua estrangeira. O banco de dados existe desde 2007 e desde então vem sendo atualizado.
A versão internacional inclui os principais acordos e tratados internacionais sobre direitos da criança e do adolescente, dos quais o Brasil é signatário. Assim, os interessados em pesquisar sobre o assunto, tanto no âmbito da legislação brasileira, quanto da legislação internacional, podem contar com mais esse recurso.
Para buscar documentos e informações no Base Legis é simples. Basta acessar a página do Ciespi e selecionar no canto esquerdo da tela a opção que deseja pesquisar. O próximo passo é selecionar qual o período de tempo em que deseja fazer a busca do documento. No campo seguinte digite o ano exato do documento procurado e, em seguida, clique em “buscar”. No caso da legislação internacional, o procedimento é mais fácil já que o conteúdo não é tão extenso.
Clique aqui para acessar e conhecer o Base Legis.

Autor: Undime com informações do Ciespi



http://undime.org.br/base-legis-conheca-a-base-de-dados-que-reune-toda-a-legislacao-relacionada-ao-direito-da-crianca-e-do-adolescente/

Cursos de licenciatura recebem inscrições até 13 de janeiro

O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), conduzido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), oferece 37.816 vagas em cursos de licenciatura que terão início no próximo ano. As pré-inscrições devem ser feitas na Plataforma Freire.

Para se candidatar, o educador precisa estar no exercício da atividade, vinculado a uma rede pública estadual, municipal ou do Distrito Federal, e não ter curso de licenciatura. A carga horária mínima é de 2,8 mil horas — 400 horas de estágio supervisionado. A duração é de quatro anos.

O professor com graduação em área diferente daquela em que leciona precisa estar há pelo menos três anos na rede pública. Nesse caso, a licenciatura tem carga horária de 800 a 1,4 mil horas e duração entre dois anos e dois anos e meio.

O Parfor também oferece formação pedagógica para docentes graduados ou licenciados vinculados a redes públicas. A formação pedagógica, de 540 horas, é ministrada durante um ano.

Especiais — O Parfor abre ainda turmas especiais em cursos de licenciatura e programas de segunda licenciatura na modalidade presencial. As turmas são abertas a partir da convergência de três fatores:

  • Secretarias de Educação estaduais, municipais e do Distrito Federal informam, na Plataforma Freire, o número de vagas que as redes de ensino precisam
  • Instituições de educação superior públicas e particulares que participam do Parfor informam a oferta de cursos e de vagas
  • Educadores fazem a pré-inscrição, na Plataforma Freire, no curso de licenciatura pretendido.

Ao concluir o período de pré-inscrição dos educadores, em 13 de janeiro de 2014, as secretarias de Educação analisam e validam as pré-inscrições — o prazo vai de 14 de janeiro a 28 de fevereiro de 2014. A partir daí, a relação dos nomes indicados segue para as instituições de educação superior, que fazem a seleção, abrem prazo de matrícula e montam as turmas, com informações prestadas à Capes. 

Os cursos são gratuitos para todos os professores, mas a Capes repassa recursos financeiros às instituições de ensino responsáveis pela formação, pela supervisão dos estágios e pela certificação dos concluintes. Caberá às secretarias de Educação oferecer material escolar, transporte, hospedagem e alimentação durante o processo de formação.

Turmas — A partir da pré-inscrição, os educadores interessados nos cursos devem continuar acompanhando o processo. Isso porque nem sempre a procura é suficiente para a instituição de ensino criar turma e ofertar o curso.

O item 7 do Manual Operativo do Parfor esclarece que o número mínimo para implantar turma especial é de 30 alunos, mas admite exceção para turmas nas áreas de matemática, física, química, biologia, música, informática e formação pedagógica. Para esses cursos, em que há carência de educadores com formação específica, as instituições formadoras estão autorizadas a abrir turmas com o mínimo de 15 alunos.

Mais informações sobre o Parfor na página da Capes na internet

Ionice Lorenzoni

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19237

Profissões do Futuro: 10 Novidades e o que Estudar para Elas

Pesquisas recentes indicam que 65% dos alunos atuais acabarão em empregos que ainda não foram inventados, essas são as Profissões do Futuro.
Prova disso é que muitas das ofertas de emprego atuais não existiam há 10 anos atrás. Alguns exemplos são os especialistas em SEO e Conteúdo, Desenvolvedor de aplicativo, Especialista em Sustentabilidade e Gerente de Comunidade.
É um fato que achamos bastante chocante, então decidimos investigar mais a fundo o que será, de acordo com as evidências que temos hoje, algumas dessas profissões do futuro e como podemos nos preparar para eles.

As 10 Profissões do Futuro e o que Estudar


1. Desorganizador Corporativo

Muitas grandes empresas estão sendo ultrapassadas por pequenas empresas recém abertas (start-ups) e cheias de novas ideias, sem estruturas hierárquicas, permitindo-lhes adaptar-se e mudar rapidamente. Para superar esse obstáculo podemos encontrar cada vez mais a figura do desorganizador corporativo, ou seja, um especialista para implementar um “caos organizado” nas grandes corporações para incentivar a cultura de mudança dentro delas.
O que estudar: Estudos relacionados à Administração de Empresas. Fique atento para todas as novidades e tendências no mundo dos negócios. A experiência em empreendedorismo e o trabalho em start-ups são essenciais.
Veja mais:
http://www.examtime.com.br/profissoes-do-futuro/

O jogo político da educação

JOSÉ CASADO

Plano de Lula, balizado por lobbies setoriais e políticos, foi posto em rediscussão pelo governo Dilma e já está em exumação no Senado
Vem aí a segunda Conferência Nacional de Educação (Conae). Vai acontecer em fevereiro, em Brasília. O ciclo preparatório terminou há uma semana com 11 mil propostas coletadas em 2.800 reuniões, com participação de 600 mil pessoas, segundo o Ministério da Educação. É recorde.
A primeira conferência, em 2010, resultou no Plano Nacional de Educação. A de 2014 debaterá o impacto desse plano “na articulação do sistema — participação popular, cooperação federativa e regime de colaboração”.
Assim, em quatro anos, o governo terá patrocinado três mil assembleias, com quase um milhão de pessoas, e extraído um acervo de 14 mil sugestões sobre como resolver a crise da educação.
Na tarde de quarta-feira, 15 dezembro de 2010, sete meses depois da primeira conferência, Lula mandou o plano ao Congresso. Era para ser decenal, mas, como só faltavam duas semanas para troca de guarda no Palácio do Planalto, optou-se por fixar nove anos de prazo para execução (2011-2020). Aprovado na Câmara 22 meses depois, chegou ao Senado em projeto de lei com 12 mil palavras e 56 páginas.
Em meados deste ano, o Senado tentou acelerar a tramitação, mas o governo Dilma Rousseff resolveu mudar o projeto. E a Conae-2014 já tem mais 11 mil sugestões para mudanças.
É filme conhecido, com frustração da plateia no final. Na última década foram estabelecidas mais de 300 “metas” e, no entanto, a crise educacional se agravou, lembrou o professor Claudio de Moura Castro em recente debate no Senado:
— O Ideb mostra, o Pisa mostra, o Saeb já mostrou e o Enem mostra que se aprende muito pouco. Há evasão no ensino básico e, sobretudo, 50% de evasão no ensino médio.
O plano de Lula, balizado por lobbies setoriais e políticos, foi posto em rediscussão pelo governo Dilma e já está em exumação no Senado. Ali, parlamentares apelam aos convidados: “O que é possível fazer para salvar o plano?”
Confrontado, Castro foi direto:
— Analisar uns cinco ou dez pontos, que são críticos. Há muita coisa lá que não é errada, ideias muito boas perdidas numa salada de irrelevâncias e de equívocos. Esqueçam o resto. Não tem jeito.
— O que nós temos? — argumentou. — Por exemplo, a grande crise no ensino brasileiro hoje é a do ensino médio. No plano só um artigo trata do ensino médio. É o artigo que fala da padronização dos ônibus escolares, proposta sonhadora, pois como é que se vai obrigar o prefeito a escolher ônibus daquela marca e daquele tamanho? Temos excesso de disciplinas (escolares) e a formação de professores tem teoria e ideologia demais. O “como implementar” é confuso. Em alguns casos, impossível: pede-se 90% de (meta de) conclusão no ensino superior. Os Estados Unidos têm 50% de deserção no ensino superior, então, como é que nós vamos conseguir 90% de conclusão?
Na Conae-2010 Castro apresentou um “sumário” da educação brasileira, que repetiu no Senado:
— Etapa um, ensino ruim para poucos; etapa dois, no presente, ensino ruim para muitos.
Nunca antes na história deste país houve tanto debate sobre Educação. É saudável e pode até resultar em boas alternativas. O risco está no assembleísmo, onde cada reunião é apenas um prelúdio para a seguinte. Por coincidência, sempre em anos de eleição presidencial.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/o-jogo-politico-na-educacao-10750135#ixzz2kRWh2UI1 
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Por que reprovar não funciona?

A reprovação ganhou novo fôlego no debate educacional brasileiro. Em meados de agosto o prefeito do município de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou o programa "Mais Educação São Paulo". Se a proposta original for mantida, a partir de 2014, a reprovação poderá acontecer em cinco momentos diferentes do ensino fundamental, ao invés de dois, como ocorre há 21 anos na rede paulistana de ensino.

No último dia 8 de novembro foi a vez do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançar medida semelhante. A partir de 2014, os alunos do sistema paulista de ensino poderão ser reprovados em três momentos dos nove anos do ensino fundamental, ao invés de dois, como ocorre hoje.

REPROVAÇÃO NÃO É BENÉFICA AO ALUNO

Entre os estudos mais citados sobre o tema, os textos de Holmes & Matthews (1984), de Holmes (1989) e de Jimerson (2001) possuem grande relevância. Os três trabalhos, em conjunto, analisaram criteriosamente dezenas de estudos empreendidos entre 1925 e 1999, esmiuçando a trajetória escolar de milhares de estudantes. Em linhas gerais, a conclusão é de que a reprovação não é benéfica ao aluno. Jimerson, que trabalha em um escopo de análise mais contemporâneo, de 1990 a 1999, considera que "nem a [mera] transição, nem a retenção, facilita o sucesso escolar e a adaptação dos alunos à escola, sendo por isso, necessário, substituir tais práticas por estratégias alternativas de apoio".

As medidas parecem contar com apoio popular e, segundo os governantes, têm a adesão de boa parte dos professores.Contudo, distante do que defende o suposto senso comum, as pesquisas em educação mostram que reprovar não funciona.

A defesa da reprovação possui inúmeros significados, em geral alheios à questão da aprendizagem. O saudosismo, traço comum em quase todo adulto, é um dos mais importantes fatores do fenômeno. Não é raro presenciar ex-alunos que tiveram dificuldades de aprendizagem e histórico de reprovação fazendo defesa de sua escola autoritária, excludente e cruel. Em seu exame particular do passado concluem que sofreram, mas venceram, e se foi assim com eles, porque as crianças e os adolescentes de hoje não podem passar pelo mesmo? Nem chegam a considerar que uma escola boa e justa poderia ter lhes propiciado instrumentos melhores de preparação para a vida.

A disciplina, elemento central da vida, é filha do engajamento, não do castigo. Educar é estimular o aluno, construir sentido, estabelecer vínculos, desenvolver valores e exercitar os raciocínios lógico, analítico e crítico. Para tudo isso, regras, papéis e combinados precisam ser acordados e respeitados.

A questão é que a reprovação como medida pedagógica contraria a razão. O fracasso não estimula ninguém a aprender, muito menos a estigmatizacão. Insistir na repetição de um conteúdo por mais um ano escolar não é uma estratégia pedagógica eficaz. Além de sofrer o constrangimento de ficar novamente no mesmo ano de escolaridade, o aluno repetente acaba sendo obrigado a conviver com colegas mais novos, mobilizados por interesses distintos, o que é ruim para tanto ele como para os demais.

Em termos de políticas públicas, o apoio à reprovação resulta da rejeição social à política de progressão continuada, popularmente conhecida como aprovação automática. Ela parte do comprovado pressuposto de que todos têm capacidade de aprender, em qualquer fase da vida, mas de diferentes formas e em tempos distintos. Nenhuma sala de aula é homogênea.

ALUNO ESTIGMATIZADO

Para Vitor Paro (2000), "a sociedade brasileira parece supor que passar para a série seguinte sem saber é pior do que não saber e continuar na mesma série, com o agravante do aluno ser estigmatizado e ferido em autoestima."

No Brasil são raros os exemplos de boa aplicação da progressão continuada ou da chamada política de ciclos. Invariavelmente, ela exige esforços contínuos para a garantia da aprendizagem, como o estabelecimento de uma clara e inteligente política curricular, o apoio e acompanhamento cotidiano aos professores e estudantes, a fixação dos docentes em apenas uma unidade escolar – favorecendo o trabalho em equipe –, a adequação do número de alunos por turma e a implantação da educação em tempo integral.

Também é necessário que o trabalho de reforço no contra turno envolva o uso de metodologias inovadoras, capazes de engajar e mobilizar professores e estudantes, dando condições para uma abordagem mais individualizada, conforme as necessidades de cada aluno. Ademais, é preciso articular as políticas educacionais com as políticas de cultura, esporte, saúde e mobilidade urbana, especialmente em regiões com alta vulnerabilidade socioeconômica e civil.

É justo reconhecer que as medidas dos governos paulistano e paulista não se reduzem à reprovação, contudo dão foco excessivo a ela, além de não corrigirem impedimentos históricos aos ciclos de aprendizagem. E é verdade que boa parte da rejeição à política de "aprovação automática" deveu-se a certa maquiagem das estatísticas educacionais, exibindo uma falsa produtividade das escolas.

Em casa, invariavelmente, as famílias percebem que suas crianças e adolescentes não aprendem. E isso é tanto frustrante quanto revoltante. Contudo, a retomada da reprovação não será remédio eficaz para esse problema. Antes, é preciso oferecer meios claros e eficazes para garantir a exigibilidade da qualidade da educação por parte das famílias. Além de estimular a participação dos familiares na gestão escolar.

A questão, portanto, não é reprovar ou aprovar, o desafio é garantir que o aluno aprenda. E para isso, o caminho correto, porém trabalhoso, é instituir com seriedade e honestidade a política de ciclos.

Poucos reconhecem, mas mesmo diante do desmazelo em sua implementação, a política de ciclos deixou um importante legado no debate educacional brasileiro desde 1990: as dificuldades de aprendizado dos estudantes deixaram de ser unicamente um problema dos alunos e de suas famílias e passaram a ser uma responsabilidade compartilhada com os sistemas de ensino. Na contramão dessa conquista, retomar a reprovação como medida pedagógica pode ter o efeito inverso, afrouxando exatamente a responsabilização dos gestores públicos.
Fonte: UOL Educação - Blog do Daniel Cara
http://www.campanhaeducacao.org.br/?idn=1230

Game Minecraft conquista professores e ajuda no aprendizado

Quem tem criança em casa provavelmente já ouviu falar no Minecraft, game que anda na moda entre a garotada. O jogo é simples - em 16 bits, seu formato dá aos gráficos pouca profundidade - e propõe que o jogador quebre e construa blocos, dando forma ao que imaginar. Depois de conquistar os pequenos, acabou atraindo a curiosidade de educadores e professores também. Diversos colégios, no Brasil e no mundo, passaram a utilizá-lo como ferramenta de ensino.
O potencial educativo do game é tanto que já existe uma empresa chamada MinecraftEdu que oferece versões customizadas do jogo para professores e estudantes com funções para uso em sala de aula. A equipe, formada por educadores e programadores norte-americanos e finlandeses, trabalha diretamente com a Mojang AB, criadora do game.
A professora de história Fernanda Gonçalves Fontes, da Escola Técnica Estadual (Etec) de Mairinque, São Paulo, enxergou a nova possibilidade no jogo. No ano passado, após ser apresentada ao game pelos próprios alunos, reuniu um grupo do segundo ano do Ensino Médio para a construção de um castelo medieval. Durante a experiência, os jovens pesquisavam conceitos da estrutura e aprendiam com seus erros. “Procurei passar conhecimento através deste outro formato. A troca com os alunos é muito importante”, pondera.
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http://noticias.terra.com.br/educacao/game-minecraft-conquista-professores-e-ajuda-no-aprendizado,0108a4cf37332410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Plataforma da Khan Academy será lançada em português em janeiro

Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo
A professora Leandra Oliveira com seus alunos do quinto ano Eric e Maria Eduarda, que começaram neste ano a ter aulas de matemática com vídeos e exercícios online (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
A nova plataforma da Khan Academy, lançada no início do segundo semestre, ganhará uma versão oficial em português a partir de janeiro de 2014. O anúncio foi feito na tarde de terça-feira (12), no lançamento de uma versão ainda em fase de testes. Além das videoaulas elaboradoras pelo cientista da computação e matemático americano Salman Khan, a plataforma tem exercícios e ferramentas para que os professores acompanhassem o progresso dos alunos em matemática.
Em março, quando começou a usar uma plataforma inspirada na de Khan, e elaborada pela Fundação Lemann, a professora Leandra Marques Rodrigues Oliveira estava "resistente" sobre o que poderia acontecer com os 32 alunos da sua turma de quinto ano do ensino fundamental. Mas, a um mês do fim do ano letivo, ela se diz satisfeita com o resultado do sistema. Leandra fez parte de um projeto-piloto implantado pela Lemann em seis cidades brasileiras. No ano que vem, o objetivo da entidade é expandir o projeto dos 12 mil alunos atendidos atualmente para 50 mil, além de abrir o acesso gratuito ao site para qualquer escola, professor e aluno do país, com conteúdos do ensino fundamental ao médio.
O site surgiu após a popularidade que os vídeos de Khan fizeram no YouTube. Há mais de oito anos, ele começou sem querer uma carreira como professor virtual, por meio de videoaulas produzidas como reforço escolar de matemática para uma sobrinha. Em 2011, lançou a plataforma que, além das aulas online, também trazia exercícios e maneiras de registrar a evolução do desempenho de cada estudante. A ideia, segundo ele, era que o sistema fosse usado em sala de aula para ajudar os professores a entenderem facilidades e dificuldades específicas de cada aluno em cada conteúdo ensinado.
De acordo com Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, as escolas podem se candidatar a receber o projeto em suas salas de aula desde que ofereceram a internet de banda larga e os computadores. Além das 50 mil crianças que participarão da próxima fase do projeto Khan nas escolas, a expectativa é que pelo menos outros 50 mil acessem por conta própria a plataforma online, que será de uso gratuito. Ele afirma que o custo do projeto é de menos de R$ 3 por aluno por mês e estima que a Khan Academy é a "tecnologia que vai ser testada em maior escala no Brasil em sala de aula".

Zumbi, uma possível aula utilizando mídias

Sobre o Portal do Professor

O Portal, lançado em 2008 em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, tem como objetivo apoiar os processos de formação dos professores brasileiros e enriquecer a sua prática pedagógica. Este é um espaço público e pode ser acessado por todos os interessados.

Produzir e compartilhar sugestões de aulas.

Esta área constitui uma comunidade de aprendizagem onde os professores de todo o País podem compartilhar suas ideias, propostas, sugestões metodológicas para o desenvolvimento dos temas curriculares e para o uso dos recursos multimídia e das ferramentas digitais. Espera-se com este espaço criar um intercâmbio de experiências para o desenvolvimento criativo de novas estratégias de ensino e aprendizagem. As atividades disponíveis nesta área são sugestões de professores, em uma proposta colaborativa. Qualquer pessoa pode acessar as sugestões, deixar comentários, classificá-las ou baixá-las para a sua máquina pessoal.
Quem pode criar uma aula? Todos os profissionais de educação, desde que inscritos e logados no ambiente do Portal; caso contrário, as aulas poderão ser somente lidas, classificadas, comentadas ou baixadas. Uma vez logado, o professor terá a possibilidade de criar sua própria aula, inserindo recursos disponíveis no menu Recursos Educacionais. Ele poderá deixá-la em seu espaço pessoal para acesso e edição posteriores ou publicá-la para que outros professores a visualizem e deixem seus comentários.

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
          Pesquisar sobre o Dia da Consciência Negra e sua origem;
          Compartilhar a história do Zumbi dos Palmares através de diferentes recursos midiáticos.


Clique Zumbi para acessar a proposta de uma aula

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=38044

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Uma edição especial da Revista Veja sobre a República











Clique para acessar: http://veja.abril.com.br/historia/republica/indice.shtml

15 de novembro: Dia da Proclamação da República


Assim que tomou o lugar do regime monárquico, os republicanos se preocuparam em estabelecer novos símbolos que tivessem a função de representar a transformação política acontecida no final do século XIX. Já em janeiro de 1890, o governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca lançou um concurso visando a oficialização de um novo hino para o Brasil. Com isso, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro foi palco da disputa que acabou sendo vencida por José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque (1867 – 1934) (letra) e Leopoldo Miguez (1850 - 1902) (música).

Atuando como professor, jornalista, escritor e político, Medeiros e Albuquerque teve uma formação intelectual privilegiada, estudou na Escola Acadêmica de Lisboa e teve, no Brasil, o folclorista Silvio Romero como seu preceptor. No meio político foi um grande entusiasta do ideal republicano e, quando o novo regime se instalou, Medeiros e Albuquerque assumiu alguns cargos públicos e administrativos do novo governo.

Já Leopoldo Miguez saiu cedo do Brasil e, já nos primeiros anos de vida, se dedicou aos estudos musicais na Europa. Em 1878, voltou ao Rio de Janeiro para abrir uma loja de pianos e música. Sendo professo defensor da República, recebeu auxílio para retornar para a Europa e ali concentrar informações sobre a organização de institutos e conservatórios musicais. Em 1889, fora nomeado como diretor e professor do Instituto Nacional de Música.

Mesmo ganhando a disputa, o hino formado por esses renomados artistas acabou não sendo utilizado como o novo hino do país. Em um decreto de janeiro de 1890, o governo brasileiro estipulou que a criação fosse empregada como sendo o Hino de Proclamação da República. Desse modo, a composição acabou sendo conservada como um dos mais significativos símbolos que representam a proclamação do regime republicano brasileiro.

No ano de 1989, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense comemorou o centenário da República utilizando uma parte do refrão do Hino em seu samba enredo. Muito pouco utilizado em solenidades oficiais, esse hino precisa ser resgatado como um dos mais significativos símbolos de nosso regime político. Segue abaixo a letra para aqueles que tiverem interesse em contemplar o seu conteúdo.

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

http://www.brasilescola.com/historiab/hinodaproclamacaodarepublica.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...