segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Hummmm!!!!! Concurso culinário vai premiar melhor receita criada por técnicos de nutrição escolar

Foto: Jorge Pinho
A Secretaria Municipal de Educação (SME) promove na quarta-feira (16), às 18h30, a final do concurso culinário 2013, direcionado a todos os Técnicos de Nutrição Escolar (TNE) da rede municipal de educação de Cuiabá. A premiação aos vencedores será realizada na data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação.
Coordenado pela Coordenadoria de Nutrição Escolar da Secretaria, o concurso vai eleger e premiar as melhores receitas criadas pelos TNEs e a primeira colocada, será inserida no cardápio de 2014 da alimentação escolar das escolas e creches municipais.
O julgamento será feito por uma banca examinadora, formada por nutricionistas, gastrônomos e representantes da Secretaria de Educação.
Conforme explica a coordenadora de Nutrição Escolar da SME, Mônica Rosa da Silva, alguns critérios devem ser levados em consideração na hora de preparar a receita, como disponibilidade dos alimentos e a preferência por produtos regionais; custo acessível, aceitação do alimento pelos alunos, além de conter os nutrientes necessários para uma boa alimentação infantil.
Segundo a nutricionista, a iniciativa é uma forma de incentivar e prestigiar o trabalho dos técnicos de nutrição escolar, para que cada vez mais estes se especializam na área de alimentação escolar. “Nosso objetivo é fazer com que o TNE se envolva cada vez mais com a questão da alimentação escolar e não se veja apenas como uma cozinheira”.
Pelo menos 68 mil refeições são servidas diariamente para atender quase 50 mil alunos das 145 unidades escolares de Cuiabá.
Cinco receitas foram selecionadas para concorrer na final do concurso. As finalistas são:
Marly de Jesus Lima, da creche Aecim Tocantins, com a receita Carne moída com proteínas da soja e legumes;
Jucimaire Paes de Arruda, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Leonel Brizola, com a receita Pavê de maçã;
Maria Liana Rodrigues dos Santos, Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) São Sebastião, com a receita Lasanha de Berinjela;
Sebastiana da Silva de Souza, do CMEI Leonel Brizola, com a receita Carne enriquecida;
Agraiza Vieira de Souza, Emeb Jescelino José Reiners, receita Farofa nutritiva colorida.

Fonte:  Rosane Brandão
http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=7641

Em manifestação, professores invadem a sede da Secopa

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
Cerca de 150 professores da rede estadual de ensino protestam, desde as primeiras horas desta segunda-feira (14), na frente da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014 (Secopa), na Avenida Lavapés, no bairro Duque de Caxias.  
A manifestação é liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep). Os professores estão em greve há mais de dois meses.
Os protestos, com batucada, não impediram o funcionamento da Secretaria, segundo informou a assessoria de imprensa.  
A escolha da Secopa, segundo o Sintep, é uma maneira de chamar a atenção do Governo e da sociedade para o movimento dos profissionais da Educação.
"O objetivo é mostrar à sociedade que a Educação não tem sido priorizada pelo Governo", disse Henrique Lopes, presidente do sindicato. 
O Sintep aponta que, em relação às obras da Copa do Mundo, o Governo mostra agilidade, enquanto que para os professores não apresenta uma nova proposta.
Também acompanha o movimento um grupo de black blocc, apelido dos manifestantes que se vestem de preto, usam máscaras e costumam usar de violência, notadamente contra o patrimônio público e privado.

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http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=175786

Cursos superiores podem ser 'desperdício' no Brasil, diz estudioso

Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo

Embora tenham proliferado no Brasil nos últimos anos, muitos cursos superiores acabam não formando profissionais de qualidade, por isso, podem até acabar sendo um desperdício para a sociedade, de acordo com um especialista ouvido pela BBC Brasil.
Para Tristan MacCowen, professor de Educação e Desenvolvimento da Universidade de Londres, que há pelo menos uma década estuda a evolução do sistema educacional brasileiro, alguns desses cursos "não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade".
Aos poucos, segundo o especialista, estaria sendo consolidado no sistema de ensino superior brasileiro uma espécie de sistema "dual", no qual os cursos e universidades mais disputados - públicos e privados - continuariam a receber principalmente estudantes da elite, enquanto boa parte da população de baixa renda acabaria em faculdades de segunda classe, "nas quais a experiência de aprendizagem seria bem diferente".
"Em muitas das instituições de ensino superior acessíveis a essas classes não há estímulos para que os estudantes busquem conhecimento fora das salas de aula, nem oportunidades de pesquisa ou chances para eles expandirem sua experiência universitária", diz o especialista.
"Muitos acabam sendo mais uma extensão do ensino básico e fundamental do que uma faculdade ou universidade propriamente ditas."
Segundo a última pesquisa do Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope, divulgada no ano passado, quatro em cada dez estudantes do ensino superior no Brasil não são "plenamente alfabetizados" - ou seja, não conseguem interpretar um texto, gráficos ou tabelas, nem fazer contas matemáticas um pouco mais complexas - por exemplo, envolvendo porcentagens.
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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_universidades_novas_ru.shtml

Gustavo Ioschpe: Seu valor é determinado por seu salário?

UPTON SINCLAIR, o socialista utópico, sabia das coisas: “É difícil conseguir que uma pessoa entenda algo quando o seu salário depende de que não entenda”
UPTON SINCLAIR, o socialista utópico, sabia das coisas: “É difícil conseguir que uma pessoa entenda algo quando o seu salário depende de que não entenda”      (Hulton Archive / Getty Images)
Você acha que os médicos brasileiros ganham bem? Eles têm os maiores salários médios do país. Pois saiba que um médico americano ganha quatro vezes mais. Eu já ouvi muitos argumentos para explicar como melhorar o quadro da saúde brasileira. Inclusive do pessoal que diz que faltam verbas para o setor e que a solução é investir mais, ressuscitar a CPMF, entre outras. Mas não me recordo de ter ouvido alguém sugerindo que o problema era o salário dos médicos. Nem, muito menos, que as diferenças entre o sistema de saúde brasileiro e o americano se explicam pelo fato de que os nossos médicos ganham quatro vezes menos do que seus colegas americanos.
E os nossos dentistas? É a segunda carreira mais bem remunerada do país. Não sou especialista no setor, mas acho que estão fazendo um bom trabalho: o sorriso dos brasileiros é bem mais arrumado do que o de habitantes de outros países em desenvolvimento, como, por exemplo, os chineses, e até de países ricos, como os ingleses. Mas, veja só, coitados! Ganham 5,4 vezes menos do que os dentistas americanos, que levam para casa, anualmente, o equivalente a 346 000 reais, contra 64 000 reais dos brasileiros.
E os advogados brasileiros? Como mostra a fábrica de pizzas que sai do nosso Judiciário, certamente devem estar entre os melhores do mundo. Mas, mordam-se de inveja: os advogados americanos ganham 4,4 vezes mais. De novo, já li muitas análises sobre o que precisa ser feito para melhorar nosso sistema legal, mas não me recordo de nenhum protesto da OAB sugerindo que nossas deficiências se explicam pela distância entre o salário dos nossos causídicos e seus congêneres do Hemisfério Norte.
O que dizer então de nossos artistas? Sinceramente, acho-os melhores do que os americanos, especialmente na música. Como explicar então que ganhem quase quatro vezes menos do que os compatriotas de Madonna? E nossos profissionais de marketing e propaganda, que todos os anos levam uma enxurrada de leões em Cannes e criam promoções e eventos tão criativos? Quantos Washington Olivetto e Nizan Guanaes os americanos produziram? Quantos Rock in Rio e carnavais? Nenhum. Mas - ó destino cruel - nossos profissionais de marketing e propaganda recebem 3,5 vezes menos que seus concorrentes americanos. Não 3,5% menos, nem 35% menos: 3,5 vezes menos. E, por mais criativos e originais que sejam nossos publicitários, ainda não vi nenhum deles sugerir que, se ganhassem 3,5 vezes mais, seriam ainda mais espetaculares.
Essas diferenças são praticamente iguais para qualquer profissão de nível superior que você queira comparar - os dados de vinte delas estão disponíveis em twitter.com/gioschpe. Na média dessas profissões, os americanos ganham 3,55 vezes mais que os brasileiros. Se retirarmos engenheiros e arquitetos da conta, a relação vai a 3,76. Entre essas carreiras, está a dos profissionais da educação. Os americanos ganham 3,97 vezes mais do que os brasileiros. Ou seja, a diferença entre professores brasileiros e americanos está bastante em linha com a observada em todas as demais profissões. Se você acha que o professor brasileiro ganha pouco, deveria notar que ganha pouco por ser brasileiro, não por ser professor.
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http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-seu-valor-e-determinado-por-seu-salario

'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo
Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
“Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.
"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.
"Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas", diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. "Surpreendentemente, terminamos com vagas em aberto."
Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml

Professor: O jeito nova geração

Luciana Alvarez


Nascidos numa época em que a tecnologia já fazia parte do dia a dia, os professores que agora chegam às salas de aula procuram novos modos de ensinar e quando encontram dificuldades seguem um comportamento comum: trocam de escola, sem hesitar.

O mercado de Recursos Humanos, os jovens desta reportagem seriam classificados como a chamada "geração Y" - os nascidos na década de 80 até meados dos anos 90. Essa é a primeira geração que não precisou aprender como lidar com equipamentos eletrônicos e em pouco tempo de vida presenciou os maiores avanços na tecnologia. Ao chegar ao mercado de trabalho, esses profissionais foram considerados inovadores e empreendedores. Mas, o que acontece quando eles escolhem ser professores? Se engana quem pensa que, por terem tanta familiaridade com o uso de recursos tecnológicos, eles sejam seus entusiastas. Muito pelo contrário: consideram a tecnologia algo natural, mas não veem sentido em usá-la em sala de aula sem um claro propósito. Na forma de perceber o processo educacional, entretanto, eles promovem uma revolução silenciosa: são abertos ao diálogo, buscam soluções criativas, gostam de realizar pesquisas e inventam jogos e até novas disciplinas em busca de algo muito simples: o prazer de ensinar e a paixão pelo conhecimento.

"A escola tem mudado. Claro que as instituições têm certa permanência - não só a escola, mas a Justiça, a Igreja, etc. Mas esse discurso muito em voga de que a escola não evolui vem desde a década de 20 do século passado e é falso", afirma Paulo Gileno Cysneiros, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que nas últimas três décadas tem se dedicado ao ensino e  pesquisa em tecnologias da informação e comunicação na educação.

Para Paulo, o uso das tecnologias tem o potencial de modificar os modos de pensar, de ensinar e de aprender, e até mesmo de ver o mundo. Mas a verdadeira mudança que vem ocorrendo deve-se sobretudo à capacidade criativa do professor. Ou seja, não é a tecnologia em si que está trazendo as inovações para a sala de aula, mas os jovens professores que entendem como natural o fato de que o conhecimento está disperso, pulverizado no mundo, nas redes sociais, na internet. E assumem sem problemas o papel de guiar e estimular os alunos a encontrarem por eles mesmos o que desejam.


leia mais:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/198/o-jeito-nova-geracao-298693-1.asp

domingo, 13 de outubro de 2013

Manuel Castells: “A mudança está na cabeça das pessoas”

LUÍS ANTÔNIO GIRON
Quando o sociólogo espanhol Manuel Castells desembarcou em São Paulo, no início de maio, para participar da série Fronteiras do Pensamento, os protestos contra o governo e os políticos estavam se intensificando em todo o Brasil. Parecia coincidência. Castells, de 71 anos, professor de Comunicação da Universidade do Sul da Califórnia, é um dos maiores estudiosos das transformações sociais provocadas naquela que ele denominou “Era da Internet”. Publicou em 2001 o ensaio A galáxia da Internet, sobre a relação entre ida virtual e vida real. Agora lança no Brasil Redes de indignação e esperança - Movimentos sociais na era da internet (Zahar, 276 páginas, R$ 49,90), livro em que analisa os movimentos sociais em rede. Castells falou a ÉPOCA na ocasião e, com o crescimento dos protestos, respondeu a outras perguntas por telefone, de Los Angeles. Castells, pequenino e hiperativo, fala rápido, o que torna difícil acompanhar o ritmo de seu raciocínio. Nesta entrevista exclusiva, ele diz que os protestos são um fenômeno mundial que nasceu da indignação das pessoas e está pondo em risco as bases da democracia – e que será necessário reinventar a política, já que ela não está suprindo as necessidades básicas da população, mas sim servindo a ela mesma.
ÉPOCA - Que análise o senhor faz das manifestações que se alastraram pelo Brasil desde maio contra o governo, algumas delas marcadas pela violência?
Manuel Castells - 
Não são exatamente manifestações contra o governo, mas contra o sistema político e a casta política que a maioria  dos jovens não consideram que a representa. É o mesmo tipo de movimento que está acontecendo em outros países nos últimos três anos. Mas no Brasil é ainda mais significativo porque ocorre em um contexto de crescimento econômico e de redução da pobreza. Acima de tudo é uma questão de direitos dos cidadãos. A violência é extremamente negativa pra o movimento porque assusta muita gente – e com razão. Por isso é frequente em outros países (não no Brasil) que uma parte da violência é provocada pela polícia e por provocadores a serviço da polícia. Mas está claro que a violência cotidiana que caracteriza as cidades brasileiras também está presente no movimento, mesmo que a imensa maioria seja pacífica. O movimento expressa a sociedade brasileira. E a sociedade brasileira hoje se característica por uma violência urbana considerável ligada ás máfias da droga e da marginalização de muitos jovens.
Continue lendo  a entrevista:

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/bmanuel-castellsb-mudanca-esta-na-cabeca-das-pessoas.html

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das Crianças: Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

Scan mostra que o lado esquerdo do cérebro tem mais mielina

Helen Briggs
Da BBC News

Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro - período em que este está aberto a um determinado tipo de experiência - para o aperfeiçoamento da linguagem.
Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade, quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

A pesquisa

Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal, e com idades entre um e seis anos.
Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina – substância responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.
Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos primeiros anos de vida.
Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento do cérebro será mais forte na infância.
Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas, a pesquisa sugere.
Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas pode ser maior.
Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse à BBC: "Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada antes dessa idade crítica."
"Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento, como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início."

Habilidade linguística

leia mais:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131009_linguagem_infancia_an.shtml

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

QEdu disponibiliza dados de distorção idade-série de cada escola


Caros colegas,


QEdu  disponibilizou dados de 2006 a 2012, da distorção idade-série. É possível verificar de todo o município, assim como de cada escola.

Há um decréscimo no geral, mas é preciso analisar os números e tirar as informações que fundamentarão tomadas de decisões. Também pode-se fazer uma comparação com outras redes, outros municípios, etc. 

Enfim, os dados estão aí, e como canta Beto Guedes em Sol de Primavera,  "a lição sabemos de cor, só nos resta aprender". Gilberto

Conceito de distorção Idade-Série


No Brasil, toda criança deve ingressar no 1º ano do Ensino Fundamental aos 6 anos de idade, encerrando esta etapa aos 14 anos. Após esse período, ele permanece por mais 3 anos no Ensino Médio, concluindo a educação básica aos 17 anos de idade.

Quando o aluno (re)ingressa na escola tardiamente – ou sofre reprovação – ele estará em atraso escolar, ou seja, com idade superior a esperada para aquela etapa escolar. A distorção idade-série é a proporção de alunos com mais de 2 anos de atraso escolar.

O cálculo da distorção idade-série é realizado a partir de dados coletados no Censo Escolar. O Censo é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. Todas as informações de matrículas dos alunos são capturadas, inclusive a idade dos alunos.

Vejam os dados gerais da rede municipal de Cuiabá, 2012.

Considerando-se que tínhamos em 2012, 28.144 alunos do 1° ao 9° ano, os dados indicam que eram 2.533 alunos em distorção idade-série.


Veja mais:

http://www.qedu.org.br/cidade/91-cuiaba/distorcao-idade-serie?dependence=3&localization=0&stageId=initial_years&year=2012

Dia das Crianças: (mais) um poema de Manoel de Barros

Idioma: PORTUGUES
Editora: SALAMANDRA - 


O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA


Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

o menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.


UNDIME: 27 anos de conquista

A Undime comemora 27 anos nesta quinta-feira (10). Ao longo desta trajetória, a instituição que representa os Dirigentes Municipais de Educação dos 5.570 municípios do país tem bons motivos para comemorar as conquistas recentes. Como exemplo, a destinação de 75% das receitas dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação pública. Por outro lado, sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente. A aprovação e implementação do Plano Nacional de Educação, que atualmente tramita no Senado Federal, é apenas uma delas.
Em consonância com a missão da Undime que é articular, mobilizar e integrar os Dirigentes Municipais de Educação para construir e defender a educação pública com qualidade social, a nossa atuação é no sentido de garantir a todas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos acesso à educação pública de qualidade. Um direito do cidadão estabelecido pela Constituição.
A cada Dirigente Municipal de Educação, diretor, professor, educador, profissionais que atuam nas escolas, estudantes, pais e todos aqueles que batalham no sentido de garantir melhores condições para educação pública, o nosso muito obrigada! Acreditamos que um país melhor só é possível ao se investir em educação pública.
Cleuza Rodrigues Repulho
Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP
Presidenta da Undime
Linha do Tempo – Em 2012, preparamos uma linha do tempo para contar de maneira objetiva a história da Undime. O material ficou exposto durante o 5º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado em São Bernardo do Campo (SP). Aproveitamos a oportunidade em que comemoramos os 27 anos da Undime, para atualizar o material. Confira aqui como ficou!
http://undime.org.br/undime-completa-27-anos-hoje/

Aluna da EMEB José Luiz Borges Garcia tem projeto selecionado na Conferência Estadual Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente

Aluna de Cuiabá tem projeto selecionado para representar MT em Conferência Nacional do Meio Ambiente
Foto Jorge Pinho (SME).        Vitória, segunda, em pé, da esquerda  para a direita.

O projeto da aluna Vitória Lissa de Oliveira, 13 anos, da escola municipal de educação básica José Luiz de Borges Garcia, foi um dos quatro selecionados na Conferência Estadual Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente para representar Mato Grosso na etapa nacional. Com o tema Biosabão, o projeto representa o elemento Água e defende o reaproveitamento do óleo de cozinha para a produção de sabão. 
A todo, 86 projetos foram apresentados na conferência estadual, representando os elementos Água, Terra, Fogo e Ar. Apenas quatro deles foram selecionados para representar Mato Grosso na etapa nacional, um de cada elemento.
A conferência estadual ocorreu na segunda e terça-feira (8 e 9) em Cuiabá e contou com a participação de 150 estudantes de escolas públicas e privadas de Mato Grosso. O Estado terá uma equipe composta por 25 delegados, eleitos durante o encontro estadual.
A aluna Kenny Ohana Tamarossi, 13 anos, da escola de educação básica Liberdade, também vai representar o estado como delegada. A Conferência Nacional de Meio Ambiente ocorrerá entre os dias 23 a 28 de novembro, em Luziânia (GO).
Segundo a professora Silvia Regina Firmino, diretora da escola José Luiz de Borges Garcia, o projeto Biosabão foi desenvolvido em parceria entre a escola e a própria comunidade. A diretora explica que a produção do sabão com o óleo de cozinha é uma prática da comunidade, cujas mães e avós dos alunos têm o hábito de fazer, mas elas não tinham o conhecimento científico desse produto e nem consciência do benefício que pode resultar para o meio ambiente.
“Começamos a trabalhar essa prática com a comunidade escolar relacionando a reação química com o meio ambiente. A partir disso o tema passou a ser trabalhado de forma interdisciplinar, com ênfase maior na química e física”, explicou a diretora.
A aluna Vitória Lissa defendeu o projeto Biosabão na conferência com sabedoria de causa, já que a experiência é vivida dentro de sua própria casa, com a avó que produz o sabão ecológico. “As pessoas precisam ter a consciência de que esse assunto é muito sério, pois se o óleo não for descartado corretamente pode causar problemas sérios para o meio ambiente. E aqui na nossa comunidade a reutilização do óleo para fazer sabão já se tornou uma cultura e queremos levar essa ideia para outras comunidades”.
“Eu já esperava esse resultado, pois acredito que juntos somos mais fortes e quando se faz um trabalho sério, envolvendo a comunidade, sempre dá certo”, observou a diretora.
A coordenadora Josenildes do Rosário foi a orientadora do projeto apresentado pela aluna Vitória e vai acompanhá-la na Conferência Nacional.
Segundo o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, as escolas municipais de Cuiabá possuem bons projetos, não só em relação a questões ambientais, mas direcionados para todas as áreas. A escolha deste em específico demonstra o bom trabalho que estão realizando. “A escolha do projeto dessa aluna para representar o estado nacionalmente é a comprovação de que nossas escolas têm potenciais e estão no caminho certo”.
Para a secretária-adjunta de Educação de Cuiabá, Marioneide Angélica Kliemaschewsk, a escola precisa ser um espaço para a sustentabilidade. “O ser humano enfrenta diferentes desafios na sociedade em que vive, um deles é se tornar um ser sustentável, visto que é imprescindível mantermos relações de qualidade no meio em que vivemos, relações com os outros seres humanos, com o espaço em que vivemos e com os recursos naturais do meio em que vivemos”.
Apesar de não ter seu trabalho selecionado, a aluna Kenny Ohana também vai representar Mato Grosso como delegada. O projeto dela, “Arborização do bairro Liberdade”, representou o elemento Terra. Segundo a aluna, seu projeto defende reflorestar o bairro, devolvendo a qualidade de vida aos moradores e trazer os pássaros de volta para as ruas. “As árvores de nosso bairro foram desmatadas para a construção de moradias e agora sofremos com a falta de sombras”.
Conforme a professora Marilei Luiza de Magalhães, o projeto será implantado no bairro ainda este ano, mas antes será feito uma pesquisa pelos alunos para saber que tipo de árvore os moradores preferem. “A nossa intenção é encher o bairro de árvores frutíferas. Vamos começar com 10 ruas, mas posteriormente ampliar para o restante do bairro”, disse a professora, lembrando que as mudas serão doadas pelo Horto Florestal de Cuiabá.
Também participaram da Conferência Estadual os alunos Allan Gabriel, da escola Elza Luiza Esteves; Carlos Henrique, da escola Orlando Nigro; Cleiton de Jesus, da escola Marechal Rondon; Dener, da escola Gracildes Dantas Melo; a aluna Kimberly Cerila da Silva, da escola Senhorinha de Oliveira; e Millena Monique do Carmo, da escola Agostinho Figueiredo.
A delegação de Cuiabá foi coordenada pelos professores José Ferraz, Leodenil Duarte e Romilde Maria Quintino.

Conferência Nacional - A IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que tem como tema “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis”, tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais.
A Conferência Nacional reunirá aproximadamente 700 delegados e delegadas, com idade entre 11 e 14 anos, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais, Regionais e Estaduais. 

Fonte: Rosane Brandão

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=7620

Escolas municipais de São Paulo terão reprovação e boletim em 2014

Anunciado em agosto, o plano da Prefeitura de São Paulo para modificar a educação foi consolidado após um período de consulta pública. A partir de 2014, os estudantes da rede municipal terão provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
O pacote de iniciativas, chamado de Mais Educação São Paulo, aumenta também as oportunidades de reprovação de estudantes com baixo desempenho, esses poderão ser retidos em cinco dos nove anos do ensino fundamental (3°, 6°, 7°, 8° e 9° anos). 
Aberta para consulta pública durante um mês, a proposta da prefeitura sofreu pequenas modificações a partir das 3.126 postagens no site da consulta e reuniões com profissionais da rede, de universidades, ONGs e sindicatos. 
A possibilidade de recuperação intensiva durante o período de férias só acontecerá nas unidades de ensino que considerarem a medida necessária e possível. A possibilidade de dependência em algumas disciplinas foi retirada da proposta. 
A proposta também prevê como medidas disciplinares o uso de advertência, repreensão e suspensão. 

Ciclos

As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
  • Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
  • Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
  • Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. 
Clique no link abaixo e veja o quadro com as modificações:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/10/10/apos-consulta-rede-publica-de-sao-paulo-tera-reprovacao-e-boletim-em-2014.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...