domingo, 13 de outubro de 2013

Manuel Castells: “A mudança está na cabeça das pessoas”

LUÍS ANTÔNIO GIRON
Quando o sociólogo espanhol Manuel Castells desembarcou em São Paulo, no início de maio, para participar da série Fronteiras do Pensamento, os protestos contra o governo e os políticos estavam se intensificando em todo o Brasil. Parecia coincidência. Castells, de 71 anos, professor de Comunicação da Universidade do Sul da Califórnia, é um dos maiores estudiosos das transformações sociais provocadas naquela que ele denominou “Era da Internet”. Publicou em 2001 o ensaio A galáxia da Internet, sobre a relação entre ida virtual e vida real. Agora lança no Brasil Redes de indignação e esperança - Movimentos sociais na era da internet (Zahar, 276 páginas, R$ 49,90), livro em que analisa os movimentos sociais em rede. Castells falou a ÉPOCA na ocasião e, com o crescimento dos protestos, respondeu a outras perguntas por telefone, de Los Angeles. Castells, pequenino e hiperativo, fala rápido, o que torna difícil acompanhar o ritmo de seu raciocínio. Nesta entrevista exclusiva, ele diz que os protestos são um fenômeno mundial que nasceu da indignação das pessoas e está pondo em risco as bases da democracia – e que será necessário reinventar a política, já que ela não está suprindo as necessidades básicas da população, mas sim servindo a ela mesma.
ÉPOCA - Que análise o senhor faz das manifestações que se alastraram pelo Brasil desde maio contra o governo, algumas delas marcadas pela violência?
Manuel Castells - 
Não são exatamente manifestações contra o governo, mas contra o sistema político e a casta política que a maioria  dos jovens não consideram que a representa. É o mesmo tipo de movimento que está acontecendo em outros países nos últimos três anos. Mas no Brasil é ainda mais significativo porque ocorre em um contexto de crescimento econômico e de redução da pobreza. Acima de tudo é uma questão de direitos dos cidadãos. A violência é extremamente negativa pra o movimento porque assusta muita gente – e com razão. Por isso é frequente em outros países (não no Brasil) que uma parte da violência é provocada pela polícia e por provocadores a serviço da polícia. Mas está claro que a violência cotidiana que caracteriza as cidades brasileiras também está presente no movimento, mesmo que a imensa maioria seja pacífica. O movimento expressa a sociedade brasileira. E a sociedade brasileira hoje se característica por uma violência urbana considerável ligada ás máfias da droga e da marginalização de muitos jovens.
Continue lendo  a entrevista:

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/bmanuel-castellsb-mudanca-esta-na-cabeca-das-pessoas.html

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das Crianças: Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma língua

Scan mostra que o lado esquerdo do cérebro tem mais mielina

Helen Briggs
Da BBC News

Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro - período em que este está aberto a um determinado tipo de experiência - para o aperfeiçoamento da linguagem.
Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade, quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

A pesquisa

Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal, e com idades entre um e seis anos.
Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina – substância responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.
Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos primeiros anos de vida.
Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento do cérebro será mais forte na infância.
Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas, a pesquisa sugere.
Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas pode ser maior.
Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse à BBC: "Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada antes dessa idade crítica."
"Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento, como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início."

Habilidade linguística

leia mais:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131009_linguagem_infancia_an.shtml

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

QEdu disponibiliza dados de distorção idade-série de cada escola


Caros colegas,


QEdu  disponibilizou dados de 2006 a 2012, da distorção idade-série. É possível verificar de todo o município, assim como de cada escola.

Há um decréscimo no geral, mas é preciso analisar os números e tirar as informações que fundamentarão tomadas de decisões. Também pode-se fazer uma comparação com outras redes, outros municípios, etc. 

Enfim, os dados estão aí, e como canta Beto Guedes em Sol de Primavera,  "a lição sabemos de cor, só nos resta aprender". Gilberto

Conceito de distorção Idade-Série


No Brasil, toda criança deve ingressar no 1º ano do Ensino Fundamental aos 6 anos de idade, encerrando esta etapa aos 14 anos. Após esse período, ele permanece por mais 3 anos no Ensino Médio, concluindo a educação básica aos 17 anos de idade.

Quando o aluno (re)ingressa na escola tardiamente – ou sofre reprovação – ele estará em atraso escolar, ou seja, com idade superior a esperada para aquela etapa escolar. A distorção idade-série é a proporção de alunos com mais de 2 anos de atraso escolar.

O cálculo da distorção idade-série é realizado a partir de dados coletados no Censo Escolar. O Censo é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. Todas as informações de matrículas dos alunos são capturadas, inclusive a idade dos alunos.

Vejam os dados gerais da rede municipal de Cuiabá, 2012.

Considerando-se que tínhamos em 2012, 28.144 alunos do 1° ao 9° ano, os dados indicam que eram 2.533 alunos em distorção idade-série.


Veja mais:

http://www.qedu.org.br/cidade/91-cuiaba/distorcao-idade-serie?dependence=3&localization=0&stageId=initial_years&year=2012

Dia das Crianças: (mais) um poema de Manoel de Barros

Idioma: PORTUGUES
Editora: SALAMANDRA - 


O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA


Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

o menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.


UNDIME: 27 anos de conquista

A Undime comemora 27 anos nesta quinta-feira (10). Ao longo desta trajetória, a instituição que representa os Dirigentes Municipais de Educação dos 5.570 municípios do país tem bons motivos para comemorar as conquistas recentes. Como exemplo, a destinação de 75% das receitas dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação pública. Por outro lado, sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente. A aprovação e implementação do Plano Nacional de Educação, que atualmente tramita no Senado Federal, é apenas uma delas.
Em consonância com a missão da Undime que é articular, mobilizar e integrar os Dirigentes Municipais de Educação para construir e defender a educação pública com qualidade social, a nossa atuação é no sentido de garantir a todas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos acesso à educação pública de qualidade. Um direito do cidadão estabelecido pela Constituição.
A cada Dirigente Municipal de Educação, diretor, professor, educador, profissionais que atuam nas escolas, estudantes, pais e todos aqueles que batalham no sentido de garantir melhores condições para educação pública, o nosso muito obrigada! Acreditamos que um país melhor só é possível ao se investir em educação pública.
Cleuza Rodrigues Repulho
Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP
Presidenta da Undime
Linha do Tempo – Em 2012, preparamos uma linha do tempo para contar de maneira objetiva a história da Undime. O material ficou exposto durante o 5º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado em São Bernardo do Campo (SP). Aproveitamos a oportunidade em que comemoramos os 27 anos da Undime, para atualizar o material. Confira aqui como ficou!
http://undime.org.br/undime-completa-27-anos-hoje/

Aluna da EMEB José Luiz Borges Garcia tem projeto selecionado na Conferência Estadual Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente

Aluna de Cuiabá tem projeto selecionado para representar MT em Conferência Nacional do Meio Ambiente
Foto Jorge Pinho (SME).        Vitória, segunda, em pé, da esquerda  para a direita.

O projeto da aluna Vitória Lissa de Oliveira, 13 anos, da escola municipal de educação básica José Luiz de Borges Garcia, foi um dos quatro selecionados na Conferência Estadual Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente para representar Mato Grosso na etapa nacional. Com o tema Biosabão, o projeto representa o elemento Água e defende o reaproveitamento do óleo de cozinha para a produção de sabão. 
A todo, 86 projetos foram apresentados na conferência estadual, representando os elementos Água, Terra, Fogo e Ar. Apenas quatro deles foram selecionados para representar Mato Grosso na etapa nacional, um de cada elemento.
A conferência estadual ocorreu na segunda e terça-feira (8 e 9) em Cuiabá e contou com a participação de 150 estudantes de escolas públicas e privadas de Mato Grosso. O Estado terá uma equipe composta por 25 delegados, eleitos durante o encontro estadual.
A aluna Kenny Ohana Tamarossi, 13 anos, da escola de educação básica Liberdade, também vai representar o estado como delegada. A Conferência Nacional de Meio Ambiente ocorrerá entre os dias 23 a 28 de novembro, em Luziânia (GO).
Segundo a professora Silvia Regina Firmino, diretora da escola José Luiz de Borges Garcia, o projeto Biosabão foi desenvolvido em parceria entre a escola e a própria comunidade. A diretora explica que a produção do sabão com o óleo de cozinha é uma prática da comunidade, cujas mães e avós dos alunos têm o hábito de fazer, mas elas não tinham o conhecimento científico desse produto e nem consciência do benefício que pode resultar para o meio ambiente.
“Começamos a trabalhar essa prática com a comunidade escolar relacionando a reação química com o meio ambiente. A partir disso o tema passou a ser trabalhado de forma interdisciplinar, com ênfase maior na química e física”, explicou a diretora.
A aluna Vitória Lissa defendeu o projeto Biosabão na conferência com sabedoria de causa, já que a experiência é vivida dentro de sua própria casa, com a avó que produz o sabão ecológico. “As pessoas precisam ter a consciência de que esse assunto é muito sério, pois se o óleo não for descartado corretamente pode causar problemas sérios para o meio ambiente. E aqui na nossa comunidade a reutilização do óleo para fazer sabão já se tornou uma cultura e queremos levar essa ideia para outras comunidades”.
“Eu já esperava esse resultado, pois acredito que juntos somos mais fortes e quando se faz um trabalho sério, envolvendo a comunidade, sempre dá certo”, observou a diretora.
A coordenadora Josenildes do Rosário foi a orientadora do projeto apresentado pela aluna Vitória e vai acompanhá-la na Conferência Nacional.
Segundo o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, as escolas municipais de Cuiabá possuem bons projetos, não só em relação a questões ambientais, mas direcionados para todas as áreas. A escolha deste em específico demonstra o bom trabalho que estão realizando. “A escolha do projeto dessa aluna para representar o estado nacionalmente é a comprovação de que nossas escolas têm potenciais e estão no caminho certo”.
Para a secretária-adjunta de Educação de Cuiabá, Marioneide Angélica Kliemaschewsk, a escola precisa ser um espaço para a sustentabilidade. “O ser humano enfrenta diferentes desafios na sociedade em que vive, um deles é se tornar um ser sustentável, visto que é imprescindível mantermos relações de qualidade no meio em que vivemos, relações com os outros seres humanos, com o espaço em que vivemos e com os recursos naturais do meio em que vivemos”.
Apesar de não ter seu trabalho selecionado, a aluna Kenny Ohana também vai representar Mato Grosso como delegada. O projeto dela, “Arborização do bairro Liberdade”, representou o elemento Terra. Segundo a aluna, seu projeto defende reflorestar o bairro, devolvendo a qualidade de vida aos moradores e trazer os pássaros de volta para as ruas. “As árvores de nosso bairro foram desmatadas para a construção de moradias e agora sofremos com a falta de sombras”.
Conforme a professora Marilei Luiza de Magalhães, o projeto será implantado no bairro ainda este ano, mas antes será feito uma pesquisa pelos alunos para saber que tipo de árvore os moradores preferem. “A nossa intenção é encher o bairro de árvores frutíferas. Vamos começar com 10 ruas, mas posteriormente ampliar para o restante do bairro”, disse a professora, lembrando que as mudas serão doadas pelo Horto Florestal de Cuiabá.
Também participaram da Conferência Estadual os alunos Allan Gabriel, da escola Elza Luiza Esteves; Carlos Henrique, da escola Orlando Nigro; Cleiton de Jesus, da escola Marechal Rondon; Dener, da escola Gracildes Dantas Melo; a aluna Kimberly Cerila da Silva, da escola Senhorinha de Oliveira; e Millena Monique do Carmo, da escola Agostinho Figueiredo.
A delegação de Cuiabá foi coordenada pelos professores José Ferraz, Leodenil Duarte e Romilde Maria Quintino.

Conferência Nacional - A IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que tem como tema “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis”, tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais.
A Conferência Nacional reunirá aproximadamente 700 delegados e delegadas, com idade entre 11 e 14 anos, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais, Regionais e Estaduais. 

Fonte: Rosane Brandão

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=7620

Escolas municipais de São Paulo terão reprovação e boletim em 2014

Anunciado em agosto, o plano da Prefeitura de São Paulo para modificar a educação foi consolidado após um período de consulta pública. A partir de 2014, os estudantes da rede municipal terão provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
O pacote de iniciativas, chamado de Mais Educação São Paulo, aumenta também as oportunidades de reprovação de estudantes com baixo desempenho, esses poderão ser retidos em cinco dos nove anos do ensino fundamental (3°, 6°, 7°, 8° e 9° anos). 
Aberta para consulta pública durante um mês, a proposta da prefeitura sofreu pequenas modificações a partir das 3.126 postagens no site da consulta e reuniões com profissionais da rede, de universidades, ONGs e sindicatos. 
A possibilidade de recuperação intensiva durante o período de férias só acontecerá nas unidades de ensino que considerarem a medida necessária e possível. A possibilidade de dependência em algumas disciplinas foi retirada da proposta. 
A proposta também prevê como medidas disciplinares o uso de advertência, repreensão e suspensão. 

Ciclos

As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
  • Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
  • Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
  • Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. 
Clique no link abaixo e veja o quadro com as modificações:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/10/10/apos-consulta-rede-publica-de-sao-paulo-tera-reprovacao-e-boletim-em-2014.htm

Dia das Crianças: a origem da data

O responsável pela criação do dia das crianças foi o deputado federal Galdino do Vale Filho, na década de 1920. Após ter sido aprovada pelos deputados, a data de 12 de Outubro foi oficializada pelo presidente Arthur Bernardes, através do decreto no 4867, de 5 de novembro de 1924.

A data só passou a ser celebrada somente na década de 1960, momento que a fábrica de Brinquedos Estrela decidiu fazer uma promoção em conjunto com a Johnson &Johnson, com o lançamento da “Semana do Bebê Robusto” que tinha por objetivo aumentar as vendas. Logo depois outras empresas decidiram criar a Semana da Criança com o mesmo intuito. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedo decidiram escolher um único dia para a promoção. A partir daí, o dia 12 de Outubro passou a ser uma das datas mais importantes do ano para o ramo de brinquedos.
O dia das crianças é a segunda data mais importante para o comércio, perdendo somente para o Natal.

A organização das Nações Unidas (ONU) comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de Novembro, data em que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.

No Japão, o dia é comemorado em 5 de Maio, para os meninos, com exposição de bonecos que lembram samurais, para as meninas a comemoração é no dia 3 de Março, com exposição de bonecas. A China também comemora no dia 5 de Maio.

Na Nova Zelândia a comemoração é no primeiro domingo de Março, diferencia-se de algumas comemorações por não ser um dia para presentes e sim um dia onde se passa tempo com a família, para rir e brincar.

Em Moçambique a celebração é no dia 1 de Junho, este foi instituído para assinalar o dia em que muitas crianças de pouca idade foram cruelmente assassinadas a sangue frio pelas forças nazistas em Junho de 1943.


Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-da-crianca.htm

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deputados e professores criticam formação de oligopólios no ensino superior, vide Kroton. MEC falta ao debate.

Deputados e professores criticaram a formação de oligopólios no ensino superior no Brasil e a transformação da educação em negócio, em audiência pública na Comissão de Educação nesta quinta-feira (10). A comissão debateu o impacto na qualidade do ensino provocado pela fusão entre as empresas Kroton Educacional e Anhanguera Educacional, anunciada no primeiro semestre. Porém, para grupos privados da educação, as instituições são responsáveis por democratizar o acesso ao ensino superior.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a fusão entre as Empresas Kroton Educacional do Grupo Pitágoras, e Anhanguera Educacional, e seu impacto na qualidade do Ensino Brasileiro. Dep. Ivan Valente (PSOL-SP)
Valente: fundos de investimentos não se preocupam com qualidade da educação, mas sim com os lucros.
A fusão dessas empresas ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, se concretizada, poderá criar o maior grupo educacional do mundo, com um capital aberto de R$ 12 bilhões. Juntas, as empresas terão mais de 800 unidades de ensino superior e quase 1 milhão de alunos, sendo 486 mil no ensino presencial e 516 mil no modelo de ensino a distância. O debate foi proposto pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Chico Alencar (Psol-RJ), Jean Wyllys (Psol-RJ) e Celso Jacob (PMDB-RJ).
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino distribuiu comunicado em que informa ser contrária à fusão. A entidade destaca que o número de alunos que a nova empresa Anhanguera-Kroton vai atender corresponde a 20% das matrículas no ensino superior no Brasil, grande parte das quais mantidas por investimentos públicos, por meio de programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Universidade para Todos (ProUni). No caso da educação a distância, a nova empresa concentrará 34% das matrículas.
Redução de custos
A professora e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Cristina Helena de Carvalho criticou a participação de fundos de investimentos de especuladores nacionais e internacionais na gestão de empresas educacionais. “Não se dá mais satisfação apenas ao dono da escola, mas ao conjunto de investidores”, destacou. “Para gerar lucros, há exigência de reestruturação, que envolve redução de quadro de pessoal, baixos salários, demissões dos mais qualificados e precarização das relações de trabalho”, completou.
Segundo ela, o setor educacional está se tornando em oligopólio, com a compra das instituições pequenas pelas gigantes da educação. Ela ressaltou que, desde 2003, tramitam no Congresso propostas que limitam a participação de capital estrangeiro nas instituições de educação, mas nenhum projeto nesse sentido foi aprovado pelos parlamentares.
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a fusão entre as Empresas Kroton Educacional do Grupo Pitágoras, e Anhanguera Educacional, e seu impacto na qualidade do Ensino Brasileiro. Presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP), Celso Napolitano
Celso Napolitano, representante de professores de SP: a educação virou um "grande negócio".
“Nenhum fundo de investimento questiona como pode melhorar a educação, mas sim como pode aumentar os lucros dos acionistas”, salientou o deputado Ivan Valente. “Estudante é o negócio, e aí reside o grande problema.” Para ele, se a única lógica é a maximização de lucros, “é evidente que a qualidade do ensino vai cair”.
Segundo o deputado Jean Wyllys, alunos têm saído das faculdades sem habilidades e competências mínimas. Para ele, isso é efeito da “mercantilização da educação”, com a educação sendo entregue a investidores privados, sem nenhum tipo de controle.
O presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, Celso Napolitano, também criticou a “transformação da educação em um grande negócio”, além de ter criticado a forma de financiamento do Fies, que, na visão dele, “significa dinheiro nas mãos das instituições particulares sem qualquer tipo de contrapartida”. Ele reclamou ainda do excesso de ensino a distância oferecido pelas instituições privadas. Para ele, isso “é economia na folha de pagamento”.

Malala agradece prêmio Sakharov e diz que seguirá "dando voz às crianças"

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai agradeceu nesta quinta-feira o Parlamento Europeu (PE) pela concessão do prêmio Sakharov de Liberdade de Consciência e assegurou que o mesmo representa uma grande oportunidade para continuar "dando voz às crianças que não têm".
"Muito obrigado União Europeia, é um grande honra receber este prêmio. Não é só um reconhecimento, é também um respaldo ao meu trabalho a favor da educação", disse Malala nesta quinta-feira à Agência Efe em Nova York após o anúncio do prêmio.
A jovem de 16 anos, que foi baleada há um ano pelos talibãs por lutar pelos direitos das meninas à educação, se encontra em Nova York para promover seu novo livro, intitulado "Eu Sou Malala".
O Prêmio Sakharov, que será entregue na sessão plenária de novembro do PE em Estrasburgo, já reverenciou personalidades como o líder sul-africano Nelson Mandela, opositores cubanos como as Damas de Branco e o ativista Guillermo Fariñas.
para saber o que aconteceu com Malala, clique 
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/10/10/malala-agradece-premio-sakharov-e-diz-que-seguira-dando-voz-as-criancas.htm

Greve na Rede Estadual completa sessenta dias.

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
Uma reunião entre deputados estaduais e representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), na manhã desta quinta-feira (10), terminou sem grandes avanços que indiquem o fim da greve, que hoje completa dois meses e é uma das maiores da história do Estado.

Durante a reunião, na Secretaria de Educação, no CPA, foi apresentada aos sindicalistas a proposta de encaminhamento de um projeto de lei, para ser votado na Assembleia Legislativa (AL), que garante a dobra salarial de ganho real da categoria em até dez anos e o aumento da hora-atividade em três anos.

A medida visa a assegurar que, mesmo após o fim do Governo Silval Barbosa (PMDB), o acordo seja cumprido pelos próximos gestores.

A categoria, porém, “bateu o pé” e afirmou que o encaminhamento do documento não garante nada e exige do Estado a implantação imediata da proposta.

Agora, os representantes da categoria estão em uma reunião ampliada com os professores, no auditório do Sintep, a fim de repassar o que foi discutido na reunião.

Uma assembleia-geral está agendada para as 14h, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. 

Mas, o presidente do sindicato, Henrique Lopes, já havia declarado que, caso o Estado não fizesse uma nova proposta, a diretoria não colocaria em discussão o encerramento da greve durante a plenária.

continue lendo:
http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=175454

EMEB Hélio de Souza Vieira: Parabéns aos campeões do 2° Jogos Escolares

Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica Hélio de Souza Vieira campeões do 2° Jogos Escolares da Secretaria Municipal de Educação nas modalidades futsal e judô receberam nesta terça-feira (08) suas respectivas medalhas e troféus.
A escola, localizada no bairro Praeiro, foi a melhor colocada na classificação geral dos jogos, somando 62 pontos. O segundo lugar na classificação geral ficou com a escola Ranulpho Paes de Barros, que teve 47 pontos.
O secretário municipal de Educação, Gilberto Gomes de Figueiredo, participou da solenidade de entrega da premiação e parabenizou a escola pela belíssima atuação e desempenho nos jogos.
“Toda grande conquista não vem de graça, mas sim com muita dedicação e empenho. E foi o que aconteceu nessa escola, que contou com uma equipe dedicada que trabalhou junto para conquistar essa vitória”, disse o secretário.
Conforme destacou o secretário, “toda conquista também tem seu mérito e não deve fica só nas medalhas”, por isso resolveu dar pessoalmente uma boa notícia aos alunos. “Estou aqui para assegurar que essa promessa seja cumprida. No próximo ano vamos fazer uma ampla reforma nessa escola, incluindo troca de telhado e de toda a parte elétrica e vamos devolvê-la para vocês com ar-condicionado em todas as salas de aula”.
Pelo menos 34 escolas da rede municipal de Cuiabá participaram dos jogos escolares, contando com a participação de 1.200 alunos, que competiram em oito modalidades.
A escola Hélio de Souza contou com a participação de 78 alunos nos jogos e vários deles conquistaram medalhas. No futsal ficou em primeiro lugar no masculino e feminino da categoria B e em terceiro lugar no feminino da categoria A.
No judô a escola também levou a melhor. Na categoria A conquistou o primeiro lugar no masculino e no feminino. Na categoria B ficou com o primeiro lugar no masculino e segundo no feminino.
Segundo a diretora da escola, Norma Prates, a boa colocação dos alunos nos jogos foi conquistada devido muita dedicação e esforço não só dos alunos mas também de toda a equipe escolar. “Vamos continuar trabalhando e nos esforçando para que no próximo ano nossos alunos possam participar e trazer mais vitórias para nossa escola”.
A secretária-adjunta de educação, Marioneide Angélica Kliemaschewsk, também elogiou a participação dos alunos nos jogos e destacou a importância de incentivar a atividade esportiva nas escolas. “É sempre bom lembrar que lugar de criança e adolescente é na escola, estudando e praticando atividades esportivas”, disse a secretária.
A equipe da Secretaria Municipal de Educação foi recepcionada com uma grande festa feita pelos alunos, que estavam ansiosos para receber a premiação.
A aluna do 5° ano, Mariana Letícia Fagundes, 10 anos, capitã do time feminino de futsal, categoria B, foi uma das artilheiras dos jogos. Com quatro gols marcados ela ajudou o time a conquistar o primeiro lugar. “Não via a hora de receber a minha medalha e levar para casa para mostrar para minha mãe”. A aluna diz que aprendeu a jogar futebol na escola, participando do Programa Mais Educação, onde também aprendeu sobre os benefícios do esporte. “Além de ser educativo ele também faz bem para a saúde”.
Com duas medalhas estampadas no peito, o pequeno Vinícius Arruda, 10 anos, era só felicidade. Goleiro do time masculino da categoria B, ele foi campeão no futsal e no judô. O aluno que também foi campeão no futsal pelos jogos escolares em 2012, diz que sonha em ser jogador de futebol e se espelha no jogador português Cristiano Ronaldo.
Na escola Hélio de Souza não foram apenas os pequenos atletas que brilharam nos jogos escolares, a torcida também foi bastante atuante. Após descobrir que tem problemas de saúde, a aluna do 6° ano Anna Leodora Miranda, 11 anos, foi proibida pelos médicos de praticar esportes, mas ela não quis ficar de fora dos jogos e se tornou a uma das principais incentivadoras dos colegas nos jogos. “Mesmo com problema de saúde eu participo de todos os projetos da escola. No esporte eu fico na torcida, apoiando meus colegas que são muito dedicados e merecem uma boa torcida”.

Fonte:  Rosane Brandão
Fotos: Jorge Pinho. 
Para ver outras fotos http://jorgefotografosme.blogspot.com.br

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=7614

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...