quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Candidatos a professor têm notas abaixo da média do país

Alunos de pedagogia têm desempenho pior no Enem e no Enade, diz estudo

Rio Grande do Sul
51,9
Espírito Santo
50,6
Minas Gerais
50,6
Rio Grande do Norte
50,3
Rio de Janeiro
50,2
Paraíba
50,1
Ceará
49,5
Pernambuco
48,6
Paraná
48,5
Distrito Federal
48,4
Brasil
48,4
São Paulo
48,3
Bahia
48,2
Acre
48,1
Pará
48,1
Maranhão
48,0
Goiás
47,7
Piauí
47,7
Amapá
46,6
Rondônia
46,4
Santa Catarina
46,1
Sergipe
46,0
Mato Grosso do Sul
45,9
Mato Grosso
45,5
Alagoas
44,9
Amazonas
44,4
Roraima
44,0
Tocantins
42,7

Pará
649,3
Distrito Federal
644,6
Rio de Janeiro
639,9
São Paulo
638,5
Minas Gerais
632,6
Pernambuco
619,9
Ceará
619,1
Espírito Santo
617,1
Goiás
615,3
Bahia
615,2
Paraná
614,7
Brasil
613,1
Amazonas
609,6
Maranhão
609,1
Santa Catarina
606,3
Rio Grande do Norte
604,2
Amapá
600,3
Mato Grosso do Sul
600,3
Rio Grande do Sul
598,2
Sergipe
595,7
Acre
587,0
Roraima
585,8
Piauí
582,5
Paraíba
581,0
Alagoas
579,0
Tocantins
567,2
Mato Grosso
563,0
*Não há dados disponíveis para Rondônia
**O conjunto das áreas se refere aos cursos de graduação com grau acadêmico de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/12/candidatos-a-professor-tem-notas-abaixo-da-media-do-pais.shtml

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

PISA: 2% dos alunos brasileiros têm nota máxima em avaliação internacional

Pisa 2018 foi aplicado em 79 países a 600 mil estudantes de 15 anos

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro
O Brasil teve uma leve melhora nas pontuações de leitura, matemática e ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), mas apenas dois a cada 100 estudantes atingiram os melhores desempenhos em pelo menos uma das disciplinas avaliadas. Os resultados da avaliação, que é referência mundial, foram divulgados hoje (3), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 
O Pisa 2018 foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes de 15 anos. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. O país obteve, em média, 413 pontos em leitura, 384 pontos em matemática e 404 pontos em ciências. Na última avaliação, aplicada em 2015, o Brasil obteve, 407 em leitura, 377 em matemática  e 401 em ciências.
As pontuações obtidas pelos estudantes colocam o Brasil no nível 2 em leitura, no nível 1 em matemática e também no nível 1 em ciências, em uma escala que vai até 6. Pelos critérios da OCDE, o nível 2 é considerado o mínimo adequado. Ao todo, quase metade, 43,2% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 nas três disciplinas avaliadas. Na outra ponta, apenas 2,5% ficaram nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma das disciplinas.
O Brasil ficou abaixo das médias dos países da OCDE. Em leitura, os 37 países membros do grupo, composto por exemplo, por Canadá, Finlândia, Japão e Chile, obtiveram 487 pontos em leitura, 489, em matemática e 489, em ciências. Como na avaliação 35 pontos equivalem a um ano de estudos, o Brasil está a pouco mais de dois anos atrás desses países.  Na OCDE, 15,7% dos estudantes estão nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma disciplina e 13,4% estão abaixo no nível 2. 
O desempenho na avaliação posicionou o Brasil no 57ª lugar entre os 77 países e regiões com notas disponíveis em leitura, na 70ª posição em matemática e na 64º posição em ciências, junto com Peru e Argentina, em um ranking com 78 países. China e Singapura lideram os rankings das três disciplinas. O Brasil, nos três fica atrás de países latino americanos como Costa Rica, Chile e México. Supera, no entanto, Colômbia e Peru em leitura e a Argentina em leitura e matemática. 
Apesar de participar do relatório, os resultados do Vietnã não são comparáveis, de acordo com a OCDE e, por isso não fazem parte do ranking, e a Espanha não teve os resultados de leitura divulgados. 

Leitura 

O Pisa é aplicado a cada três anos e, a cada edição, a ênfase é em uma das disciplinas. Nessa edição, o foco é em leitura. Em 2009, último ano, em que o foco foi em leitura, o Brasil obteve 412 pontos. De acordo com a OCDE, o Brasil não apresentou grandes saltos desde esse ano. “Depois de 2009, na matemática, assim como na leitura e na ciência, o desempenho médio pareceu flutuar em torno de uma tendência estável”, diz o relatório. 
No Brasil, metade dos estudantes obteve pelo menos o nível 2 em leitura. Isso significa que esses estudantes são capazes de identificar a ideia principal de um texto de tamanho moderado e que podem refletir sobre o objetivo e a forma dos textos quando recebem instruções explícitas. Entre os países da OCDE, em média, 77% dos estudantes obtiveram esse desempenho.
Já os estudantes que obtiveram as melhores notas em leitura, que no Brasil representam apenas 2%, são capazes de compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos e estabelecer distinções entre fato e opinião, com base em pistas implícitas relativas ao conteúdo ou fonte das informações. Entre os países da OCDE, 9% dos estudantes estão nos melhores níveis.

Matemática e ciências

Após queda na última avaliação, em 2015, a nota dos estudantes brasileiros em matemática voltou a crescer, mas apenas um a cada três estudantes, 32%, teve o desempenho mínimo - nível 2 ou superior. Entre os países da OCDE, três a cada quatro estudantes, 76%, obtiveram esse resultado. 
Apenas 1% dos brasileiros está no nível 5 ou 6 em matemática. A média da OCDE é 11%. Esses alunos podem resolver situações complexas matematicamente.
Em ciências 45% dos estudantes brasileiros estão pelo menos no nível 2 e 1% está entre os melhores. Entre os países da OCDE, essas porcentagens são respectivamente, 78% e 7%.

Desigualdade 

De acordo com a OCDE, o nível socioeconômico dos estudantes teve impacto no desempenho nas provas. No Brasil, a diferença de desempenho entre aqueles com nível socioeconômico alto e aqueles com nível baixo, foi de 97 pontos em leitura, o que equivale a quase três anos de estudo. Essa diferença superou a média da OCDE, que é de 89 pontos.  
http://agenciabrasil.ebc.com.br/

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

‘Pêtche com matchiche’: Falar mato-grossense está ligado ao português arcaico, diz estudo

da Redação - Isabela Mercuri

Um estudo científico liderado pela professora e pesquisadora da Universidade do Estado de Mato Groso (Unemat), Jocineide Macedo Karim, doutora em linguística e uma estudiosa das variações sociolinguísticas, descobriu que o falar mato-grossense tem relação com as raízes coloniais, e pode estar associado ao sotaque do norte de Portugal. A pesquisa ainda está em curso, mas, segundo a professora, é necessário entender que o falar é um patrimônio cultural que precisa ser preservado e merece ser valorizado, e não discriminado.

Jocineide tem como objeto de estudo o jeito de falar nas comunidades afrodescendentes dos quilombos e também nas comunidades tradicionais de Mato Grosso. "A Variação Linguística em comunidades afro-brasileiras da região Centro-Oeste do Brasil". A investigação vai levantar informações sociolinguísticas de comunidades quilombolas nas cidades de Cáceres, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A professora explica que a pesquisa demonstra a relação dos fatores socioeconômico, geográfico e culturais com o modo de preservação da fala. O falar presente nessas comunidades quilombolas segue o mesmo padrão encontrado em diversas cidades de Mato Grosso, constituídas durante o período do Brasil Colônia, colonizadas por bandeirantes vindos de São Paulo e por portugueses que vieram do norte de Portugal.
 
"A nossa fala (fala do mato-grossense, das comunidades tradicionais e comunidades de afro-descendentes) está muito atrelada aos usos linguísticos daquele tempo. Nós temos encontrado nessas comunidades o português padrão, o português popular, o português arcaico e temos usos linguísticos que vieram com os portugueses colonizadores do norte de Portugal", explica.
 
Para Jocineide, os estudos mostram que Mato Grosso formado durante o período do Brasil Colônia tem traços linguísticos muito parecidos, já o Mato Grosso formado depois do período do Brasil Colônia é outro.

A manutenção dessa forma de falar, então, é uma expressão cultural e de identidade, e se mantém porque as mudanças linguísticas ocorrem lentamente. Além disso, segundo a professora, nessas comunidades ocorreu um relativo isolamento.

Em sua pesquisa, ela procura descrever a variação linguística encontrada fortemente em Mato Grosso, e que está bem preservada dentro dessas comunidades quilombolas. Jocineide lembra que entre as pessoas mais idosas, com mais de 55 anos, que se mantém nessas comunidades o falar marcado por usos linguísticos como "djá", o "djé", o "tché" que estão presentes no "petche", "catchorro",  "dgente",  "atchei", "djeito" é muito mais marcado. "Essas são formas ainda estão muito presentes, ainda nos dias de hoje, no norte de Portugal".

Também é comum encontrar o traço de concordância nominal de gênero, como "vou no mamãe", ou como "nossa infância era maravilhoso". Também temos a alternância do ditongo [ãW] e [õ], que pode ser observado por exemplo em pão, que se fala "pón" "mamón", "irmon"e que também está presente em Portugal, bem como o alçamento da vogal central baixa [a] em ambiência nasal, como por exemplo: "tudo, aqui cánta, dánça cururu, baile".

Outros usos linguísticos encontrado nas falas dessas comunidades vêm do português rural e também do português popular, que se caracteriza pelo rotacismo que é a troca do "L" pelo "R", como em "bicicreta", "probrema" "Cróvis", "craro".  A professora explica que para estudar essas variações de fala é preciso entender e considerar a cultura e com isso valorizar e preservar.

"É importante saber que a língua é dinâmica e que à medida em que ela é usada vai ocorrendo sua renovação. Mas o que a gente percebe é que a direção atual é de valorizar e de preservar. O que ocorre com relação ao preconceito é que o nosso povo é um povo simples, acolhedor. O preconceito é social: o valor da fala dele é o valor que ele tem na sociedade. Então se somos uma sociedade, para os grandes centros, o interior do interior, então se forma o preconceito. Mas isso tem mudado por conta do conhecimento que vem sendo disseminado, de que esse modo de falar é uma riqueza, um patrimônio", afirma.

https://www.olharconceito.com.br/

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Professor precisa trabalhar 13 meses pra ganhar o que um deputado ganha em um mês

Hoje é comemorado o Dia dos Professores no Brasil. A partir do dia 1º de janeiro 
deste ano o piso salarial desses profissionais foi reajustado em 4,17% e 
passou a ser de R$ 2.557,74 para uma jornada de 40 horas semanais. Segundo 
uma ferramenta do site Nexo isso significa que os professores ganham 7,57% 
do salário-base de um deputado federal, que recebe mensalmente R$ 33.763.

Leia a matéria completa: https://valorinveste.globo.com/

Dia dos Professores, 2019


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

BNCC na prática: cursos gratuitos ajudam professores a implementarem a Base Nacional Comum Curricular nas aulas

Iniciativa é o do Impulsiona Educação Esportiva
Com o objetivo de contribuir com o processo de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Impulsiona Educação Esportiva lançou os cursos "BNCC na prática". São dois módulos: do currículo à sala de aula e o como planejar as aulas de educação física. Ambos os cursos são gratuitos e têm duração de 20 horas/aula. Participantes que concluírem os cursos em até 30 dias recebem um certificado do Impulsiona chancelado pelo Ministério da Educação.
O módulo 1 - do currículo à sala de aula - é destinado a professores, coordenadores pedagógicos e profissionais das Secretarias de Educação responsáveis pelo currículo e formação de professores. Ele é composto por três partes que contemplam a Educação Infantil e os Ensinos Fundamental e Médio, e contam com videoaulas, fóruns de discussão e sugestões de atividades. O conteúdo conta com a colaboração de Isabel Filgueiras, mestre e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora de Educação Física na elaboração da BNCC.
O módulo 2 - como planejar as aulas de Educação Física - oferece dicas de planejamento para o professor de Educação Física de todos os segmentos. Voltado aos professores de Educação Física, professores regentes, coordenadores pedagógicos e profissionais das Secretarias de Educação responsáveis pelo currículo e pela formação de professores, o curso se propõe a discutir a relação da Educação Física com outras disciplinas escolares. Além disso, ajuda os professores a trabalharem as habilidades da BNCC nas aulas de acordo com a progressão de conteúdos sugerida na base.
Nesse segundo módulo, o curso está dividido em quatro partes com videoaulas, fóruns de discussão e sugestões de atividades. "BNCC na Prática: como planejar as aulas de Educação Física" contou com a colaboração de Luís Vasquinho, mestre em Ciências da Saúde e consultor do ProBNCC (Programa de Implementação da Base do Ministério da Educação) na elaboração de currículos estaduais e percursos formativos.
Para realizar a inscrição é só acessar os link:
Módulo 1: do currículo à sala de aula (clique aqui)
Módulo 2: como planejar as aulas de Educação Física (clique aqui)
O Impulsiona Educação Esportiva é uma iniciativa do Instituto Península. O programa tem como objetivo estimular o uso do esporte como ferramenta educacional no desenvolvimento integral dos alunos nas escolas do Brasil. A proposta é incentivar a prática de novas modalidades, trabalhar as competências socioemocionais, estimular a inclusão e fortalecer a cultura esportiva na comunidade escolar por meio de cursos e conteúdos gratuitos.
Fonte: Undime com informações do Impulsiona
https://undime.org.br/noticia/

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Aluna de Escola Estadual de Colider vence a 12ª edição do Programa Jovem Senador

Durante uma semana, um representante de cada Estado e do Distrito Federal participam de um processo de simulação de como atua um senador, participando de votações, audiências públicas entre outras atividades.
Alunos participam de sessão do Senado Federal - Foto por: Divulgação Senado Federal
Adilson Rosa Seduc MT
A Estudante Camila Antunes Simoni, da Escola Estadual Desembargador Milton Armando Pompeu de Barros, localizada no município de Colider (650 quilômetros ao norte de Cuiabá) foi a vencedora da 12ª edição do Programa Jovem Senador, representando Mato Grosso. A aluna apresentou a redação com o título “pela cidadania efetiva”, sendo o trabalho eleito pela comissão nacional do Programa, em Brasília, que avaliou três textos. O resultado saiu na tarde desta segunda-feira (07.10).
Camila Antunes participará do evento de 25 a 30 de novembro deste ano no Senado Federal. Durante uma semana, um representante de cada Estado e do Distrito Federal participam de um processo de simulação de como atua um senador, participando de votações, audiências públicas entre outras atividades.
A estudante disse que não esperava o resultado. “É uma conquista muito grande representar minha escola. Mato Grosso é um Estado imenso e temos alunos preparados. Em Brasília, me interessa o trabalho dos senadores, seu cotidiano. O maior desafio será contribuir com propostas legislativas que representem os anseios da população”, ressalta.
Três vezes em cinco
Quem também está comemorando é a professora orientadora de língua portuguesa Cíntia Barbosa Zocolotto, que irá a Brasília acompanhar Camila. A professora terá uma programação específica com palestras e workshop para todos os orientadores. Cíntia participou como orientadora nos últimos cinco anos, tendo vencido também em 2016 e 2018.
“Em nossa escola, existe todo um trabalho intenso relacionado à dissertação argumentativa que é exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nós, as cinco professoras de língua portuguesa da escola, decidimos usar esses temas de concursos para motivar os alunos. Neste ano, inovamos ao trazer funcionários da prefeitura para explicar como funciona o orçamento público, como as pessoas podem participar”, ressalta. A professora lembra que, como a escola já ganhou outras edições do Jovem Senador, a competição começa entre os próprios alunos.   
O coordenador do Jovem Senador em Mato Grosso, Wiliam Vinícius Cavalcante Fernandes destaca que o número de participantes no programa dobrou desde o seu início.
“Ao longo do ano foram mobilizados 97 professores e tivemos 2.661 estudantes da rede estadual, o que resultou em 1.263 redações. Esse número de textos representa praticamente o dobro do apresentando no ano passado que foi de 625 trabalhos”, assinala.
Neste ano, o tema proposto pelo programa Jovem Senador foi “Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil”. Foram 20 escolas participantes. Na primeira etapa, cada unidade escolar escolhe sua redação. Na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a segunda etapa seleciona três trabalhos. Em Brasília, a comissão nacional escolhe o vencedor. 


http://www2.seduc.mt.gov.br/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...