sábado, 6 de abril de 2019

Comissão de Educação da Câmara fará sugestões para aposentadoria de professores

Profissionais temem que mudanças reduzam interesse pela carreira

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pode recomendar a rejeição do trecho da reforma da Previdência que trata da aposentadoria dos professores. Segundo a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), a comissão pretende sugerir uma nova redação para esse trecho da reforma, mas ainda não há uma proposta consolidada.
“Isso será decidido na própria comissão. A maioria dos deputados aponta para isso [rejeição], mas ainda haverá uma decisão”, disse Rosa Neide, que presidiu a primeira audiência pública sobre a reforma da Previdência e seus impactos sobre os professores.
Para ajudar na elaboração das sugestões, a comissão pediu à Consultoria Legislativa da Casa um estudo sobre os impactos das mudanças referentes à categoria que constam da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19.
Na audiência desta quinta-feira, a PEC foi criticada tanto pela maioria dos palestrantes quanto pela maioria dos parlamentares presentes. “Vai ter impacto na atratividade de jovens para a carreira, que já é pouco atraente em função do desgaste físico, dos salários baixos e da grande diferença em relação às demais carreiras com o mesmo nível de formação”, afirmou Luiz Alberto dos Santos, membro do  Corpo Técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Atualmente, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Quando se trata daqueles que querem ser professores em escolas, na educação básica, que vai do ensino infantil ao ensino médio, esse percentual cai para 2,4%, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Professoras

Entre os pontos mais criticados na proposta de reforma da Previdência está o fim da diferença entre homens e mulheres na idade de aposentadoria. A idade mínima para aposentadoria de professores passaria a ser de 60 anos e o tempo de contribuição, de 30 anos, para ambos os sexos.
Pelas regras atuais, as professoras podem dar entrada no benefício com tempo de contribuição mínimo de 25 anos e os professores, com 30 anos. Para os profissionais de escolas públicas, onde trabalha a maioria dos docentes, a idade mínima é de 50 anos para mulheres e 55 anos para homens.
Isso significa que as professoras passarão a aposentar 10 anos mais tarde do que hoje e os professores, cinco anos mais tarde. “A proposta está exigindo maior esforço das mulheres brasileiras”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.
De acordo com Alessandro Roosevelt, assessor da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, a equiparação se deu seguindo modelos de outros países, onde não há diferenciação entre homens e mulheres.
Ele disse que o objetivo inicial do governo era acabar com a diferenciação em todas as aposentadorias. “Hoje sabemos que essa discussão ainda está muito crua para ser colocada no Congresso. Como professores já têm redução [em relação às demais categorias] na questão da idade, não teria muita lógica essa separação”, afirmou.
A idade mínima dos professores é inferior à proposta, no geral, pela PEC, que estabelece a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens.  

Salário integral

Pela proposta em tramitação, professores receberão, ao se aposentar, 60% da média salarial mais 2% por ano de contribuição que exceder a 20 anos. Ou seja, com o tempo de contribuição mínimo de 30 anos, os professores se aposentarão recebendo 80% da média salarial. Para receber 100% da média salarial, será necessário trabalhar 40 anos. Haverá um processo de transição até a regra ser totalmente implementada.
Caso um professor comece a trabalhar aos 25 anos de idade, terá que trabalhar até os 65 anos para receber a média de todos os salários que ganhou.
Atualmente, os professores da rede pública recebem, ao se aposentar, a integralidade da média salarial. Os demais professores estão sujeitos ao regime geral, que usa o chamado fator previdenciário, que leva em consideração o tempo de contribuição, a idade do segurado e a expectativa de sobrevida. No caso dos professores, são acrescidos ao cálculo cinco anos de contribuição no caso dos homens e dez anos, no caso das mulheres. O fator previdenciário incide sobre a média salarial.

Condições de trabalho

Heleno Araújo ressaltou que os professores brasileiros estão, no geral, expostos a condições precárias de trabalho, como falta de infraestrutura, e carecem de formação continuada adequada. Os salários também não são altos. Atualmente, o piso da categoria é R$ 2.557,74.
Segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os professores de escolas públicas ganham 25% menos que os demais profissionais com o mesmo nível de formação. “O regime especial para professores não é privilégio, nem tampouco compensação. O direito à aposentadoria especial é questão de justiça”, afirmou Araújo.
Para Alessandro Roosevelt, é preciso melhorar as condições de trabalho dos professores para que a aposentadoria não seja uma fuga. “Tem que começar ao contrário, tem que fazer com que a pessoa tenha condição de trabalho melhor e, dentro dessa condição, a aposentadoria acaba sendo um prêmio. As pessoas estão vendo a aposentadoria como fuga porque todo o período para trás é que é o problema.”
Os investimentos em educação, no entanto, não têm aumentado. De acordo com os últimos dados do Inep, o investimento público em educação caiu do equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país, em 2014, para 5,5% do PIB em 2015. Considerando apenas os gastos públicos com educação pública, esse investimento foi equivalente a 5% do PIB.
A meta estipulada pelo Plano Nacional de Educação, lei sancionada em 2014, é o investimento anual equivalente a pelo menos 10% do PIB em educação pública a partir de 2024. O plano estabelece ainda a meta intermediária de investimento de 7% do PIB em 2019.
Para o governo, a reforma da Previdência é uma forma de equilibrar as contas públicas e possibilitar o aumento do investimento em outras áreas. A versão original da proposta enviada ao Congresso prevê economia de R$ 1,17 trilhão em dez anos.
Na audiência pública, Roosevelt colocou os técnicos do Ministério da Economia à disposição dos parlamentares para esclarecimento de dúvidas e disse que caberá a eles o aperfeiçoamento da medida.
Edição: Nádia Franco
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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Coordenador do MEC analisa o grande debate sobre os métodos de alfabetização

O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC,
professor Renan Sargiani
A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. Esse “grande debate” sobre o ensino das habilidades de leitura e de escrita tornou-se explícito inicialmente pela pesquisadora Jeanne Chall, professora já falecida da Universidade de Harvard, que publicou, em 1967, nos EUA, o livro Learning to Read: The Great Debate, no qual fez uma intensa pesquisa sobre o assunto e revelou quais abordagens eram mais eficientes para o ensino da leitura e da escrita, concluindo que a abordagem fônica era a mais eficiente. Esse também pode ser considerado um marco que impulsionou diversos países a buscar evidências científicas para embasar suas decisões sobre políticas, programas e ações educacionais.
Nesse sentido, países como EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Finlândia e Portugal promoveram modificações em suas recomendações para a alfabetização, fundamentando-se nas bases da Ciência Cognitiva da Leitura, que consiste no conjunto de evidências produzidas em áreas como a Psicologia Cognitiva, a Neurociência Cognitiva e a Linguística Cognitiva, que, desde os anos 1970, estudam cientificamente como as pessoas aprendem a ler e a escrever e como podemos ensiná-las de modo mais eficiente. O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura.
O “grande debate” pode ser resumido entre defensores de abordagens centradas no código versus defensores de abordagens centradas no contexto e nos significados. A proposta dos primeiros, que defendem o método ou a abordagem fônica, é a de que se deve ensinar explicitamente as relações entre letras e seus sons, ou seja, entre grafemas e fonemas, no começo da alfabetização. Para eles, os textos utilizados pelas crianças devem ser apropriados à sua capacidade de leitura e à sua idade, ao passo que textos mais longos e complexos devem ser usados apenas pelos professores para a ampliação do seu vocabulário, desenvolvendo-se a oralidade delas. Os segundos, por sua vez, recomendam que as crianças devem interagir, desde o começo, com textos ricos que lhes permitam aprender sobre regras do sistema de escrita de modo mais natural e implícito.
O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC, professor Renan Sargiani, explicou um pouco das metodologias e das abordagens fônicas, além de outras formas de alfabetização, em uma entrevista ao portal do MEC.
Para ler a entrevista na íntegra, clique AQUI

http://portal.mec.gov.br/

Bolsonaro indica que pode demitir Vélez na próxima segunda (8)

Presidente da República afirmou que titular "não está dando certo" e que "falta gestão"

Por Da Redação
O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) indicou que poderá exonerar o ministro Ricardo Vélez Rodriguez (Educação), na próxima segunda-feira. Segundo afirmou em encontro com jornalistas na manhã desta sexta-feira, 5, o titular “não está dando certo” na pasta.
“Na segunda, vamos resolver a situação do MEC”, disse Bolsonaro. “Está bem claro que não está dando certo o ministro Vélez, falta gestão. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na direita, ou vai para a esquerda ou vai para  a gaveta.”
Vélez está em Campos do Jordão (SP), onde participa do 18º Fórum Empresarial Lide. O ministro afirmou não estar sabendo da reunião. “Não vou entregar o cargo”, disse rapidamente. Após isso, o ministro cancelou a entrevista coletiva que estava prevista.
Caso seja confirmada, a saída de Vélez será a segunda baixa no ministério de Bolsonaro em pouco mais de três meses de governo. Em fevereiro, Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência) foi demitido após entrar em rota de colisão com o vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente.
Neste mesmo período, o MEC já registrou nada menos que 17 baixas em cargos de alto escalão — as mais recentes delas nesta quinta-feira, 4, quando foram dispensado a chefe de gabinete da pasta, Josie de Jesus, e Bruno Garschagen, assessor especial do ministro.
As quedas de Josie e Garschagen enfraquecem os grupos “técnicos” e “olavista” do Ministério da Educação, que desde o início do governo disputam o controle da pasta e paralisam os projetos do MEC. 
(com Estadão Conteúdo)

MEC (re)publica Portaria que estabelece itinerários formativos para o Ensino Médio


PORTARIA Nº 1.432, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018 

Estabelece os referenciais para elaboração dos itinerários formativos conforme preveem as Diretrizes Nacionais do Ensino Médio.

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, em conformidade com o art. 36 da Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, e o art. 33 da Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, e tendo em vista o que consta dos autos do Processo nº 23000.041127/2018-11, resolve:
Art. 1º Ficam estabelecidos os Referenciais para a Elaboração dos Itinerários Formativos de modo a orientar os sistemas de ensino na construção dos itinerários formativos, visando atender as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, publicadas na Resolução MEC/CNE/CEB nº 3, de 21 de novembro de 2018, e a Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, na forma do anexo a esta Portaria.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor no ato de sua publicação.
RICARDO VÉLEZ RODRÍGUEZ

veja a íntegra da PORTARIA

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Resolução do CME de Cuiabá regulamenta o funcionamento da Educação Básica

Resolução Normativa nº 01/2019 - Conselho Municipal de Educação de Cuiabá - 

Fixa   normas   para   Credenciamento   de   Unidades   Educacionais   do Sistema Municipal de Ensino de Cuiabá-MT

(...) Art.  1º   O   funcionamento   da   Unidade   Educacional   para   a   oferta   da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Cuiabá dependerá de criação formalizada, Credenciamento da Instituição e autorização.
Parágrafo   único.   O   credenciamento   da   Unidade   Educacional   para oferta da Educação Básica consiste no ato de certificação do poder público, cuja edição o vincula ao Sistema Municipal de Ensino, com vista à habilitação legal prevista na legislação vigente com tempo determinado.

Art. 2º   O   credenciamento   dar-se-á  por   ato   autorizativo   expedido   pelo Conselho Municipal de Educação de Cuiabá - CME/Cuiabá, visando ao cadastramento da Unidade Educacional e possibilitando à mantida solicitar a autorização da Educação Básica que pretende ofertar, conforme legislação específica.

Parágrafo único.  Nenhuma   Unidade   Educacional   poderá   iniciar   sua atividade sem o respectivo ato autorizativo de Credenciamento.

Continue lendo ou baixe a Resolução AQUI

MEC estuda priorizar a alfabetização no 1º, e não mais até o 2º ano do ensino fundamental

Por Ana Carolina Moreno e Luiza Tenente, G1
O Ministério da Educação (MEC) estuda "priorizar" a alfabetização das crianças já no primeiro ano do ensino fundamental e não mais ao longo dos dois primeiros anos. A nova idade-alvo foi incluída em um rascunho da nova Política Nacional de Alfabetização ao qual o G1 teve acesso e que, segundo fontes, foi enviado há mais de um mês à Casa Civil.
O texto foi elaborado pela Secretaria de Alfabetização (Sealf). O governo federal deve publicar um decreto no "Diário Oficial da União" até a próxima quarta-feira (10), quando se completam os 100 primeiros dias do governo de Jair Bolsonaro.
A regra atual, que consta na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em dezembro de 2017, recomenda que a alfabetização deve ser o foco nos dois primeiros anos do fundamental, ou seja, o aluno já deve ter desenvolvido essas habilidades até o segundo ano desta etapa de ensino.

Veja a matéria completa: https://g1.globo.com/

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Escolas de São Paulo recebem 583 impressoras 3D

Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil  São Paulo
Resultado de imagem para impressora 3dA prefeitura de São Paulo anunciou hoje (1º) a entrega de 583 impressoras 3D para escolas municipais, um investimento de R$ 3,8 milhões. E antecipou que vai liberar R$ 1,9 milhão para os estabelecimentos da rede municipal comprarem itens para aulas de tecnologia. Cada escola receberá R$ 3,5 mil para adquirir pilhas, baterias, motores, interruptores, lâmpadas de LED e resistores.
O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas, na Escola Municipal Ensino Fundamental Almirante Ary Parreira, na Vila Babilônia, zona sul paulistana.
Na semana passada, uma das docentes do colégio, a professora de Língua Portuguesa Débora Garofalo, ficou entre os dez finalistas do Global Teacher Prize 2019 com um projeto de ensino de robótica com sucata. A premiação internacional selecionou métodos inovadores e criativos entre 10 mil candidatos de 179 países.
Débora disse que o prêmio fortaleceu a autoestima e motivou os alunos. “Mudou muita coisa. Essas crianças não são mais aquelas crianças que não acreditam em si, que era o meu intuito maior”, enfatiza a professora. “Outra coisa que eles me relatavam era a questão de ser aluno de uma escola da favela. Eles tinham vergonha disso. E hoje eles não têm vergonha”, acrescentou.
A expectativa é que a experiência possa ser replicada dentro da própria rede municipal e também em outras partes do país.
“A proposta é que a gente ganhe escala pelo Brasil, que o ensino de programação e robótica se torne uma política pública de fato nas escolas. Mas que esse trabalho se expanda para dentro da própria rede. Essa verba anunciada hoje é uma oportunidade que isso ocorra”, ressaltou.
Edição: Kleber Sampaio

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Em Parecer CNE se julga incompetente para definir CAQi

Maria Helena Conselheira relatora do CAQi

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  Brasília
Qual é o investimento necessário para oferecer uma educação pública de qualidade? A pergunta deveria ter sido respondida pelo governo brasileiro há pelo menos três anos, em 2016. Esse foi o prazo estipulado em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), para a definição do chamado Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi).
De acordo com o PNE, o CAQi é o valor calculado com base nos insumos indispensáveis ao processo de ensino e aprendizagem. Após definido, esse valor deveria ser progressivamente reajustado até a implementação plena do Custo Aluno Qualidade (CAQ).  
Nesta semana, CAQ e CAQi foram discutido na reunião extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CNE). Nela o CNE se declarou incompetente “para definir o valor financeiro e precificação do Custo Aluno Qualidade Inicial”, dando, segundo entidades e movimentos educacionais, passos atrás para a definição desses instrumentos.
O próprio CNE foi o autor, em 2010, de parecer que definia o CAQi. O documento nunca chegou a ser homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e, portanto, nunca chegou a vigorar.

Cálculo

O cálculo do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) leva em consideração os custos necessários para a formação e valorização dos professores, despesas com água, luz e telefone, além de aquisição de materiais em geral, como equipamentos para esportes, brincadeira e música, aparelhos e utensílios para cozinha, coleções e materiais bibliográficos, entre outros.
De acordo com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, entidade responsável pelo desenvolvimento do CAQ e que reúne centenas de organizações de educação, para ofertar o mínimo necessário, o Brasil deveria investir até cinco vezes mais do que gasta hoje para garantir uma educação pública de qualidade da creche ao ensino médio.

Parecer

No governo de Dilma Rousseff, após a aprovação do PNE, começou-se a elaboração de um novo documento que substituiria o parecer já aprovado pelo CNE. A intenção, segundo a gestão do MEC na época, era criar um documento que pudesse ser reajustado com facilidade. O documento não chegou a ser aprovado.
Em nota divulgada esta semana, a Campanha posiciona-se pela aprovação e implementação do CAQi e CAQ cujo objetivo é “garantir que todas as crianças, todos os adolescentes, jovens, adultos e idosos que cursam ou deveriam cursar a educação básica tenham escolas dignas e capazes de garantir a realização do processo de ensino-aprendizagem”.
Para o cientista político Daniel Cara, coordenador da Campanha, o CNE “se eximiu de obrigações”, previstas no PNE. O parecer aprovado pelo CNE ao final da reunião de terça-feira (26) estipula que ao Conselho “compete apenas mediar o processo, contribuindo para o debate qualificado da vinculação de referenciais nacionais de qualidade da oferta e o financiamento da educação no país, a partir do diálogo institucional entre o MEC, os sistemas de ensino subnacionais responsáveis pela oferta de educação básica (em especial os Conselhos de Educação) e as representações sociais dos fóruns de educação”.
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terça-feira, 2 de abril de 2019

Educação de SP terá projeto para profissionalizar posições de liderança

Programa ‘Líderes Públicos’ vai profissionalizar gestão de pessoas e valorizar os gestores com perfil de liderança

A Educação vai implementar um projeto com base em competências para profissionalizar as posições de liderança que atuam na rede. Começa com todos os 91 Dirigentes Regionais de Ensino – líder das escolas nas regiões -, mas vai abranger diretores de escola, vices, supervisores, entre outros cargos.
Chamado “Líderes Públicos”, o objetivo do projeto é adotar critérios claros para analisar o desempenho e implementar um modelo de gestão de pessoas no setor público, assim como ocorre em grandes empresas privadas.
A Secretaria quer manter na rede profissionais que tenham competências como liderança, resiliência, tomada de decisões, entre outras.
O Secretário da Educação, Rossieli Soares, apresentou o programa aos dirigentes nesta quarta-feira (27). Ele será implementado por etapas, na primeira fase, entre os dias 4 e 15 de abril, os dirigentes passarão por uma entrevista. Será levado em conta o histórico profissional e as realizações na carreira.
Os profissionais vão receber um comunicado sobre como podem se preparar para a entrevista até esta quinta-feira (28). Ao fim da etapa, eles receberão uma devolutiva. Os cargos que eventualmente fiquem à disposição serão preenchidos por meio de um processo seletivo com base nas competências.
Até então o Estado possuía uma certificação ocupacional como ferramenta de avaliação aos dirigentes. De lá para cá, houve três certificações. Agora o “Líderes Públicos” vai utilizar metodologia por competências profissionalizando a seleção dos profissionais.
O programa é um ponto importante para a melhoria do aprendizado no ensino público em São Paulo e que também será responsável por uma nova cultura de gestão de pessoas na administração. A ideia é valorizar os bons profissionais da rede de ensino e identificar os mais aptos a exercer liderança e bem preparados para ajudar a melhorar os índices de aprendizados dos alunos.
O programa é fruto de uma parceria entre a Secretaria Estadual da Educação e a Aliança, formada por quatro organizações do terceiro setor – Fundação Brava, Fundação Lemann, Instituto Humanize e Instituto República. O acordo de cooperação técnica não envolve custo para o Estado.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Abertas as inscrições para o Prêmio Educador Nota 10


Professores da educação básica podem se inscrever

O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho.
Reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país.
O Prêmio tem o apoio da Nova Escola, Instituto Rodrigo Mendes e Unicef, e o patrocínio da Fundação Lemann e SOMOS Educação. Desde 2018, o Prêmio Educador Nota 10 é associado ao Global Teacher Prize, prêmio global da educação.



PREMIAÇÃO


Além do reconhecimento pelo trabalho de ótima qualidade, o Prêmio Educador Nota 10 premia os educadores com:
50 FINALISTAS
>> diploma de participação
>> assinatura anual do site NOVA ESCOLA DIGITAL, onde terão acesso aos conteúdos NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR, além de diversos outros conteúdos, com vigência de janeiro/2020 a dezembro/2020
10 VENCEDORES
>> R$ 15 mil (quinze mil reais, em forma de vale-presente) para cada educador

>> 01 vale presente no valor de R$1 mil (mil reais) para a escola em que foi aplicado o projeto
>> diploma de participação
>> divulgação dos trabalhos na revista e no site NOVA ESCOLA e/ou GESTÃO ESCOLAR
>> 01 assinatura do site NOVA ESCOLA DIGITAL, onde terão acesso aos conteúdos NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR, além de diversos outros conteúdos, com vigência de janeiro/2020 a dezembro/2020
EDUCADOR(A) DO ANO
Além dos prêmios acima, o(a) Educador(a) do Ano será contemplado com:

>> +01 vale presente no valor de R$5 mil (cinco mil reais) para a escola em que foi aplicado o projeto

>> +01 vale presente no valor de R$15 mil (quinze mil reais)


Os 10 vencedores também ganharão uma viagem para São Paulo e, além de participar da cerimônia, vivenciarão uma imersão de uma semana com atividades exclusivas, promovidas por todos os organizadores do Prêmio: Abril, Globo, Fundação Victor Civita, Fundação Roberto Marinho, Nova Escola, Instituto Rodrigo Mendes, UNICEF, Fundação Lemann e SOMOS Educação. A Cerimônia de entrega do Prêmio Educador Nota 10 – 2019 será realizada em São Paulo.

Alunos e a comunidade do Coxipó do Ouro participam de atividades de incentivo à leitura

 
Alunos e moradores do distrito do Coxipó do Ouro, prestigiaram uma programação especial, na ultima sexta-feira (29), em comemoração aos 300 anos de Cuiabá. A Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Nossa Senhora Penha de França, realizou durante o Rally Ecológico Cuiabá 300 anos ,uma distribuição de kits de livros. O evento da Prefeitura de Cuiabá é mais uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) e das Bibliotecas Comunitárias ‘Saber com Sabor’.
O principal objetivo da programação é o incentivo à leitura e a busca pelo conhecimento. Além dos kits de livros distribuídos, outras atividades foram realizadas entre elas uma exposição do acervo da fauna e flora Brasileira/Consciência Ambiental; jogos, brincadeiras, cantigas; A Mala e o Baú de Livros, varal literário; Tenda e cabaninha de livros; Oficina de desenho e pintura; Piquenique Literário; Narração de Histórias do folclore.
A coordenadora da escola EMEBC Nossa Senhora Penha de França, Mirian Margareth De Oliveira Zanca, disse que a programação foi muito bem-vinda e condiz com a realidade da região. “Ficamos muito felizes em sermos premiados para receber essa programação, pois somos uma comunidade do campo e já trabalhamos com projetos voltados ao Meio Ambiente e sua preservação. Os alunos vivenciam isso todos os dias, o cuidado com a natureza e com a terra porque é dela que tiramos o nosso sustento e o projeto trata justamente sobre a preservação do meio ambiente. E é ainda melhor com o apoio das Bibliotecas ‘Saber com Sabor’ que incentiva a leitura e faz com que os alunos viajem na imaginação e a maioria das nossas leituras têm a natureza envolvida”, relatou Mirian.
As professoras também aprovaram a iniciativa. “Esse evento foi muito importante para nossa escola e comunidade. Houve grande participação das crianças e eles ficaram encantados com as histórias e os livros e isso vai ajudar no incentivo à leitura e ao conhecimento que é fundamental para que eles cresçam com este hábito”, declarou a professora da EMEBC Nossa Senhora Penha de França, Eliane Evangelista da Silva.
As crianças estavam todas animadas e felizes com o kit de livros que receberam e não viam a hora de se aventurarem por meio da leitura e da imaginação. O kit contém 5 livros da Editora Paulus: A bruxinha dos nós (Ana Carolina Fernandes de Araújo); Mais um prato para Pedrinho (Carlos Ferrari); Conectados (Niccholay V. Marques); O grãozinho de areia em Cordel (Fernando Paixão) e um jogo de tabuleiro Caminho da Cidadania (Pedro Figueiredo de Moraes), que tem uma proposta lúdica e sociopedagógica.
Participaram do evento as Secretarias Municipais de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Saúde e Mobilidade Urbana. 
Rally Ecológico
O Rally Ecológico ‘Cuiabá 300 Anos’ foi uma prova de regularidade, envolvendo carros e motos, realizada no ultimo dia 30, com largada no Parque Tia Nair, em Cuiabá e chegada ao Acqua Park Cuiabá, no Km 5 da Rodovia Vicente Bezerra Neto na Estrada do Manso. 
(Estagiária Emilly Rodrigues com supervisão da jornalista Maria Barbant)
http://www.cuiaba.mt.gov.br/

Comissão de Educação debate (quinta 04/04) impactos da reforma da Previdência sobre os professores

A Comissão de Educação debate nesta quinta-feira (4) a reforma da Previdência e os impactos sobre os professores. O debate atende a requerimentos de diversos parlamentares.
De acordo com a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), uma das parlamentares que pediu o debate, a especificidade do campo educacional e da ação docente não é reconhecida, o que agrava, ainda mais, a situação do setor e a qualidade da educação. “Avaliamos como extremamente oportuno e necessário o debate sobre as possíveis mudanças, especialmente os impactos sobre as instituições educativas, seus profissionais e a educação em geral”, afirma.
Foram convidados, entre outros, representante do ministério da Educação; e da Economia; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo Filho; e o presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico, Nilton Ferreira Brandão.
A reunião será realizada às 9h30 (horário de Brasília), no plenário 10.
O debate será interativo, com a possibilidade de público fazer perguntas pela internet.

https://www2.camara.leg.br/

Repasse de recursos do FUNDEB 2019

A SEDUC recebeu em  março/2019, R$ 127.481.515,50 do FUNDEB. 


Para Cuiabá, o repasse do FUNDEB para o terceiro mês de 2019 foi de  R$ 16.988.401,17. 


Veja no quadro abaixo os valores já recebidos 

REPASSES DE RECURSOS ORIUNDOS DO FUNDEB - 2019
MESES/SECRETARIAS
SEDUC - MT
SME - CUIABÁ
JANEIRO
152.383.155,69
20.371.529,63
FEVEREIRO
142.768.681,11
19.039.902,30
MARÇO 127.481.515,17 16.988.401,17
TOTAL 422.633.351,97 56.399.833,10
 Fonte: Banco do Brasil

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Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...