quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MEC inicia debates para implantar Base Nacional Comum Curricular



Edwirges Nogueira - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) escolheu o Ceará para começar a elaborar as estratégias de implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil e o ensino fundamental. As diretrizes, que definem a aprendizagem essencial que todos os alunos, tanto na rede pública como particular, devem adquirir na escola, foram homologadas em dezembro e entram em vigor em janeiro de 2019.
O secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, reuniu-se hoje (16) em Fortaleza com o secretário da Educação do Ceará, Idilvan Alencar, e com o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), Aléssio Costa Lima, para debater o assunto e conhecer as experiências do estado que podem auxiliar na construção e revisão dos currículos, material didático e formação de professores.
Silva destacou o modelo do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), implantado há 10 anos no Ceará e que reduziu de 32% para 0,7% o número de crianças não alfabetizadas até o final do segundo ano.

“A base trouxe essa decisão de, na alfabetização, seguir o exemplo do Ceará e ter a alfabetização feita até o segundo ano. O restante será feito respeitando o contexto local. O currículo não será definido por Brasília ou por gabinetes, mas pela participação dos professores num processo que já é feito aqui no estado”, disse o representante do MEC.
Idilvan Alencar, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), explicou que o programa cearense criou formas de cooperação entre o estado e os municípios que podem facilitar a implantação da BNCC e servir de exemplo para o Brasil.
“Implantar a base significa desenvolver currículos e materiais didáticos novos. É um grande desafio, pois o documento oportuniza direitos iguais para todos. Defendemos uma boa implantação, com a participação de professores e diretores e, aqui do Ceará, vamos ajudar nacionalmente”, acrescentou Idilvan.
A elaboração ou atualização dos currículos é um dos primeiros passos da implantação da Base Nacional Comum Curricular. Segundo Aléssio Costa Lima, da Undime, os currículos podem ser municipais, regionais ou estaduais e devem envolver todos os atores.
“Queremos uma discussão articulada, subsidiada pelo Ministério da Educação, que propicie aos municípios criar redes de colaboração para ter currículos que reflitam as realidades locais. É preciso ter uma formação intensa das equipes técnicas das secretarias de Educação e, a partir daí, traçar os passos para que esta discussão chegue na ponta, ao professor, e que ele participe de forma muito crítica para poder vivenciar a BNCC de forma prática”, enfatizou Rossieli.
Nesta quarta-feira (17), em Brasília, o MEC dá prosseguimento aos debates sobre a implantação da Base Comum Curricular, em reunião com representantes de outros estados e de entidades da sociedade civil.

Edição: Nádia Franco
ebc

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

“Temos que tirar nossos filhos de suas cavernas digitais”, afirma Catherine L’Ecuyer

Catherine L'Ecuyer
Se estivesse viva, é provável que a arquiteta italiana Lina Bo Bardi festejasse os debates calorosos que aconteceram na antiga Fábrica de Tambores da Pompeia, transformada por ela no emblemático Sesc Pompeia. Nos últimos dias 12 e 13 de dezembro, o teatro do Sesc sediou o  SIEI – Seminário Internacional de Educação Integral, realizado pela Fundação SM em parceria com a Fundação Itaú Social, que reuniu especialistas de diferentes localidades e áreas da Educação para debater o tema “Desenvolvimento integral e a Aprendizagem: o mesmo direito, várias realidades”.
Um dos destaques do evento, a palestra “A importância de educar na atenção” foi ministrada pela canadense Catherine L’Ecuyer (autora do livro Educar na curiosidade), que instigou a plateia a refletir sobre a importância de apresentar a realidade para os pequenos, a influência da tecnologia na aprendizagem, os conceitos de curiosidade e de “assombro”.
Em entrevista para o site da Fundação SM,  que você lê a seguir, L’Ecuyer desenvolveu alguns dos pontos tangenciados durante sua apresentação no SIEI. Boa leitura!
Fundação SM – Como podemos caracterizar a curiosidade na infância?
Catherine L’Ecuyer – Não se infunde a curiosidade nas crianças, isso é algo inato. Todos nascemos com a curiosidade, com o “assombro”. O “assombro” diante da realidade é o que faz com que nos interessemos pela realidade, estejamos abertos. Platão dizia que o “assombro” é o início da filosofia.
 Em sua palestra, a senhora relacionou o uso dos meios digitais com o mito da caverna. Poderia desenvolver um pouco mais esse ponto?
Catherine L’Ecuyer – Na caverna de Platão existem personagens aprisionados, que olham para sombras em uma das paredes. Atrás deles estão objetos que eles não veem, que recebem luz de uma fogueira, e que têm a sombra projetada na parede que eles estão olhando. Essas sombras são reais? Sim, claro. Porém, não tão reais como os objetos que dão origem a essas sombras. Com o mundo digital ocorre algo semelhante. É real, porém é o reflexo de algo ainda mais real. O problema não acontece quando nossos filhos veem sombras, acontece quando passam a vida toda olhando para elas e não sabem como são os objetos reais. Ou pior, quando mal saem da caverna para ver a beleza da realidade. Muitas crianças conheceram a realidade por meio do mundo digital. Temos que tirar nossos filhos de suas cavernas digitais. Hoje, as crianças têm um déficit de realidade. Temos de preencher suas vidas com realidade.
Como conciliar a curiosidade das crianças pelas telas e a necessidade de viver a realidade?
Catherine L’Ecuyer – Mais do que curiosidade, eu falaria de fascínio. O “assombro”, a atenção sustentada, são fenômenos ativos. Por outro lado, o fascínio é algo passivo. É importante que nossos filhos desenvolvam uma atitude ativa para aprender, que eles mesmos tomem as rédeas e sejam protagonistas.
A senhora disse que “está convencida de que a crise da educação é uma crise de atenção”. O que isso significa?
Catherine L’Ecuyer – Quando a criança é bombardeada com estímulos contínuos, se acostuma com a motivação externa e seu “assombro”, sua curiosidade ficam adormecidos. Então, desaparece o motor interno que a leva a fazer descobertas. Ela deixa de prestar atenção ativamente e se torna desatenta, entediada, ansiosa, hiperativa… Busca sensações novas, ritmos cada vez mais rápidos, fica viciada em velocidade. Eventualmente, a criança não está adaptada à realidade e deixa de prestar atenção, porque a realidade é lenta e exigente, e tudo a aborrece. Essa situação não favorece a aprendizagem, porque para aprender é preciso saber como prestar atenção. Sem atenção, sem sentido, não há aprendizagem.
Quais são as consequências de uma educação, ou de uma formação, marcada pelos signos da velocidade e do virtual? Os dispositivos tecnológicos viciam?
Catherine L’Ecuyer – Os dispositivos tecnológicos são altamente viciantes, pois introduzem a criança em um círculo de recompensas, que se dá por meio da produção do hormônio da dopamina. Por que os neuropedriatras geralmente não fazem diagnósticos observando uma criança com suspeita de TDAH [Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade] diante da tela? Pois consideram que esta é uma situação artificial, passiva. O que acontece diante da tela – e agora falo principalmente em relação às crianças menores, em que o cérebro é imaturo – é fascínio e não atenção sustentada.
E como podemos preparar as crianças para o uso adequado da tecnologia?
Catherine L’Ecuyer – Temperança, sentido de intimidade e discrição, força e autocontrole, por exemplo, são qualidades que permitem que uma pessoa navegue de forma responsável. A melhor preparação para o mundo online é o mundo offline, o mundo real.
De que maneira a escola e o professor devem proceder para educar as crianças para a atenção e propiciar o “assombro”?
Catherine L’Ecuyer – Educar no “assombro” é partir do desejo de conhecer, do interesse da criança por aprender, envolvê-la em um ambiente que respeite esse interesse, considerando seus ritmos, etapas da infância, necessidade de silêncio, de mistério, de beleza.
Por Priscila Fernandes.

fundacaosmbrasil

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SEDUC - MT Instituto divulga o resultado da avaliação didática para professores da Educação Básica

Gustavo Nascimento Seduc-MT 

O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pelo concurso público para o preenchimento de vagas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), divulgou nesta quarta-feira (10.01) o resultado da avaliação didática para professores da Educação Básica do concurso público.


RESULTADO DEFINITIVO DA AVALIAÇÃO DIDÁTICA

RESULTADO PRELIMINAR DA AVALIAÇÃO DE TÍTULOS


Conforme o edital, o prazo para interposição do recurso contra o resultado preliminar da avaliação de títulos, para o cargo de Professor de Educação Básica, será de dois dias úteis no horário das 9 horas do primeiro dia às 16 horas do último dia, observado o horário de Cuiabá, nos termos do item 13 do Edital de abertura.
seduc

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

MEC cria programa MAIS ALFABETIZAÇÃO para reverter estagnação na aprendizagem

O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 5, a portaria nº 4/2018, que institui o Programa Mais Alfabetização (páginas 15 e 16). O objetivo é fortalecer e apoiar as escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e segundo anos do ensino fundamental. Entre as principais ações estão a garantia do assistente de alfabetização ao professor em sala. A expectativa é atender a 4,6 milhões de estudantes em 200 mil turmas em todo o país. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.
A ministra da Educação substituta, Maria Helena Guimarães de Castro, defende o apoio aos professores como importante ferramenta para melhorar a alfabetização das crianças de todo o país. “O apoio virá tanto no mestrado profissional para os professores que atuam no primeiro e segundo anos do ensino fundamental, como a residência pedagógica para os futuros professores, com 80 mil vagas a partir de 2018 e ênfase na alfabetização”, disse.
No Mais Alfabetização, todo professor regente contará com o apoio de um assistente de alfabetização para o desenvolvimento de atividades pedagógicas. Haverá apoio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), com recursos específicos para a contratação desses assistentes e para a realização de atividades voltadas para as turmas de primeiro e segundo anos do ensino fundamental.
Tudo será feito de acordo com a organização de cada escola, que deverá seguir orientação da secretaria de educação e o seu próprio projeto político pedagógico. O apoio também se dará por meio do fortalecimento da gestão das secretarias de educação e escolas, da formação inicial e continuada, além de material didático, que serão selecionados pelos estados e que podem ser próprios ou pré-qualificados. Em qualquer das opções, deverá ser focado na prática para professores e alunos, realizado em regime de colaboração e privilegiando o protagonismo das redes.
Nas escolas mais vulneráveis, onde mais da metade dos estudantes tiveram desempenho insuficiente na Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), em 2016, serão 10 horas por semana com os assistentes de alfabetização. Nas demais, as atividades terão cinco horas semanais.  No Programa Mais Alfabetização as escolas e redes farão ainda avaliações periódicas para acompanhar a aprendizagem das crianças e dar suporte ao replanejamento do trabalho desenvolvido pelas escolas considerando os resultados obtidos com o programa.
Formação – A formação também será focada no protagonismo para as redes, centrada na prática e realizada em serviço. A formação continuada de professores regentes contemplará também mestrado profissional em alfabetização e didática aplicada, com foco na alfabetização e gestão da aprendizagem. No caso dos assistentes de alfabetização, serão realizadas oficinas com foco na alfabetização e gestão da aprendizagem. Gestores das escolas e equipes técnicas também serão capacitados.
No caso da formação inicial, a articulação do Mais Alfabetização com a Política Nacional de Formação de Professores vai direcionar os estudantes de pedagogia e licenciaturas afins para residência pedagógica nos primeiros e segundo anos do ensino fundamental.
“Recentemente divulgamos os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização e vimos que os resultados são muito preocupantes, sem qualquer avanço nos últimos anos”, ressaltou o secretário de Educação Básica, Rossieli Soares. “Como resposta nós criamos o Mais Alfabetização, que vai levar um assistente de alfabetização para cada um dos professores do Brasil, em todas as turmas com mais de 10 alunos matriculados, garantindo que o professor possa dar mais tempo de qualidade no atendimento aos alunos, visando a melhoria e a qualidade da aprendizagem no processo, que é o mais importante de toda a educação.”
Alfabetização – O programa Mais Alfabetização faz parte de uma série de ações que respondem a um cenário preocupante revelado pelos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2016, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no final de 2017.
De acordo com a ANA, os níveis de alfabetização das crianças brasileiras em 2016 são praticamente os mesmos que em 2014. Os resultados revelaram que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura. Encontram-se nos níveis 1 e 2 (elementares). Na avaliação realizada em 2014, esse percentual era de 56,1. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em leitura, com desempenho nos níveis 3 (adequado) e 4 (desejável). Em 2014, esse percentual era de 43,8.
O desempenho dos estudantes do terceiro ano do ensino fundamental matriculados nas escolas públicas permaneceu estatisticamente estagnado na avaliação durante esse período. Os resultados revelam ainda que parte considerável dos estudantes, mesmo tendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade. A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) entre 14 e 25 de novembro de 2016. Foram avaliadas 48.860 escolas, 106.575 turmas e 2.206.625 estudantes.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, determina o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
A Portaria 4/2018 observa que “em média, 97% das crianças brasileiras estão matriculadas no primeiro ano e que o processo de alfabetização é a base para garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos”. Diante disso, o programa Mais Alfabetização vem para reforçar a necessidade de fortalecer o aprendizado desses alunos em sua fase inicial.
Para ser considerado alfabetizado o estudante deve compreender o funcionamento do sistema alfabético de escrita; construir autonomia de leitura e se apropriar de estratégias de compreensão e de produção de textos. Já em matemática, deve aprender a raciocinar, representar, comunicar, argumentar, resolver problemas em diferentes contextos, utilizando conceitos, procedimentos e fatos matematicamente.
Adesão - A partir de 12 de janeiro os estados e municípios terão 30 dias para fazer a adesão ao programa pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec). A expectativa é de que o programa esteja em pleno funcionamento a partir de março.

Assessoria de Comunicação Social
MEC

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Seduc MT divulga o resultado para o cargo de Técnico Administrativo Educacional. Veja AQUI

Gustavo Nascimento Seduc-MT 


A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pelo concurso público para o preenchimento de vagas da Seduc, divulgam nesta segunda-feira (08.01) o resultado do concurso público para o cargo de Técnico Administrativo Educacional (TAE).
Conforme o cronograma, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta-feira (05.01), o resultado estará disponível no site do IBFC a partir das 16h.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) tem nova edição publicada

Resultado de imagem para rbepA edição 250 da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) já esta disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A publicação traz como destaques o artigo “A análise do trabalho em didática profissional”, de Pierre Pastré, que discute analiticamente a formação no desenvolvimento profissional; e o estudo mexicano “Investigación narrativa con docentes sobre mundos posibles para la educación: la recreación de otros sentidos”. Ambos têm como objetivo ampliar o campo de discussão de um dos temas mais recorrentes na história da RBEP: a formação docente.
Os três artigos iniciais discutem a atualidade do debate sobre educação em direitos humanos e educação como um direito de todos. Os demais artigos abordam temas como material didático e letramento digital. A edição 250 encerra com duas resenhas, uma sobre metodologia da pesquisa-ação e outra sobre educação, inteligência artificial e desemprego.
Publicada desde 1944, a RBEP tem nota máxima no Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): A1 na área “Ensino” e A2 em “Educação”. O periódico quadrimestral é publicado em formato impresso e eletrônico. A RBEP reúne artigos inéditos, resultantes de pesquisas que apresentem consistência, rigor e originalidade na abordagem do tema e contribuam para a construção do conhecimento na área de Educação. A RBEP também publica relatos de experiência e resenhas. Artigos e resenhas deverão ser encaminhados exclusivamente pelo Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (Seer). As instruções estão disponíveis no site da revista.
Clique aqui para acessar a edição
INEP

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Valores do FUNDEB para 2018

No dia 29 de dezembro de 2017, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a estimativa da receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2018. De acordo com a Portaria Interministerial 10/2017, a previsão total do Fundo para este ano é de R$ 148.331.515,90.

Veja aqui a Portaria 10/2017. Confira abaixo por Estado (e Municípios) os valores para 2018:


CNM

MEC anuncia piso salarial dos professores com aumento de 6,81%, índice acima da inflação

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do MEC
O ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou nesta quinta-feira, 28, portaria com aumento de 6,81% para o piso salarial dos professores para 2018. O índice, anunciado pelo Ministério da Educação, é 4,01% acima da inflação prevista para este ano, que é de 2,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na última semana pelo Banco Central (BC). Com isso, o piso nacional do magistério tem um ganho real de 3,90% e um salário de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas semanais.
“Esse é o segundo ano consecutivo que o piso é reajustado com valor real acima da inflação. O que é muito bom para os professores”, afirmou Mendonça Filho. Nos últimos dois anos, os professores tiveram um ganho real de 5,22%, o que corresponde a R$ 124,96.
O reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. “Isso é importante, pois estamos cumprindo a lei que determina esse reajuste”, finalizou Mendonça Filho.
Na última semana, o MEC realizou uma reunião com os membros do Fórum Permanente de Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial para Profissionais do Magistério Público da Educação Básica. Na ocasião, foi aberto diálogo com representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) – que representam os estados – e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Critério – O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundeb, que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda) em relação ao penúltimo exercício. No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015.
Clique aqui e acesse a portaria.


Base Nacional Comum Curricular - Texto Homologado


Acesse o documento

Base Nacional Comum Curricular

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

MEC anuncia Política Nacional de Alfabetização para reverter quadro de estagnação na aprendizagem

Com o objetivo de combater os índices estagnados do resultado da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), o Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira, 25, a Política Nacional de Alfabetização. A política é o conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Além disso, será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4,6 milhões de alunos com a presença de assistentes de alfabetização, que trabalharão em conjunto com os professores em sala de aula. A expectativa é contar com 200 mil turmas em todos os municípios brasileiros, entre os 1º e o 2º anos do ensino fundamental.
“Essa política faz parte de um conjunto de ações do MEC para melhorar os índices estagnados da educação do país. A Política Nacional de Alfabetização e o Mais Alfabetização vão dialogar com a Base Nacional Comum Curricular e a Política Nacional de Professores, lançada recentemente por nós”, disse a ministra substituta, Maria Helena Guimarães, reforçando que, só na Política de Formação de Professores o investimento é de cerca de R$ 2 bilhões. O MEC também criou o Programa de Residência Pedagógica, que vai ofertar 80 mil vagas a partir do próximo ano.
A formatação da Política Nacional de Alfabetização responde a um cenário preocupante revelado pelos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) 2016, divulgados também nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os resultados da ANA revelam que 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em Leitura, com desempenho nos níveis 3 e 4. Em 2014, esse percentual era de 43,8%. Mas a maioria dos estudantes ainda permanece nos níveis indesejáveis. Em 2016, 54,7% dos estudantes estão nos níveis 1 e 2. Em 2014, eram 56,1%.
De acordo com a ANA, os níveis de alfabetização dos brasileiros em 2016 são praticamente os mesmos que em 2014. O desempenho dos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental matriculados nas escolas públicas permaneceu estatisticamente estagnado na avaliação durante esse período. Os resultados revelam ainda que parte considerável dos estudantes, mesmo havendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade. A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Inep entre 14 e 25 de novembro de 2016. Foram avaliadas 48.860 escolas, 106.575 turmas e 2.206.625 estudantes.
De acordo com a presidente do Inep, Maria Inês Fini, com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Inep terá a oportunidade de fazer os ajustes das matrizes de referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica, do qual fazem parte a ANA e a Prova Brasil. "Avaliar não é apenas medir. Avaliar é medir e atribuir um juízo de valor para essa medida. E esse juízo de valor poderá ser atribuído com mais transparência a partir da aprovação da nova BNCC. Ela definirá melhor o que é o processo de alfabetização e em que ano escolar ela deverá ocorrer", defende.
Escrita – Na avaliação de Escrita, os resultados de 2016 revelam 66,15% dos estudantes nos níveis 4 e 5. Com isso, 33,95% dos estudantes ainda estão nos níveis insuficientes: 1, 2 e 3.
Matemática – Em Matemática, a porcentagem de estudantes nos níveis 3 e 4 ficou em 45,5% em 2016. E, mais da metade dos estudantes brasileiros, 54,4%, ainda está abaixo do desempenho desejável. Ou seja, figuram nos níveis 1 e 2.
A ANA avalia o começo do aprendizado da norma ortográfica e o domínio progressivo da escrita. Para isso, são aplicadas três questões abertas: escrita de duas palavras de estruturas silábicas distintas e uma pequena produção textual. Ao se aplicar itens de produção escrita, busca-se avaliar, principalmente, a estrutura do texto, a capacidade de gerar o conteúdo textual de acordo com o gênero solicitado e de organizar esse conteúdo, estruturando os períodos e utilizando adequadamente os recursos coesivos (progressão do tempo, marcação do espaço e relações de causalidade).
ANA – A Avaliação Nacional da Alfabetização é um dos instrumentos do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e avalia os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa, a alfabetização em Matemática e as condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas. Passam pela avaliação todos os estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental matriculados nas escolas públicas no ano da aplicação da avaliação.
Clique aqui para acessar a apresentação com os resultados da ANA 2016

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Concurso SEDUC: Resultado da Prova Objetiva AAE



RESULTADO E CLASSIFICAÇÃO PRELIMINAR DA PROVA OBJETIVA

Ampla Concorrência
  •  Manutenção de Infraestrutura / Limpeza
PCD
  •  Manutenção de Infraestrutura / Limpeza
http://fs.esppconcursos.com.br/arquivos/1707/classificacao_preliminar_apoio_PfksUD/

MEC lança Política Nacional de Formação de Professores com Residência Pedagógica


“A boa formação de professores é fundamental e tem um impacto direto dentro da sala de aula, principalmente, na questão da qualidade do ensino e do aprendizado das crianças e jovens nas escolas de educação básica do Brasil”, destaca o ministro da Educação, Mendonça Filho. “Um dos compromissos do MEC é valorizar o papel do professor e, ao mesmo tempo, iniciar essa valorização a partir da formação, com qualidade e reconhecimento. A residência pedagógica é um caminho que vai facilitar a amplitude do conhecimento prático profissional e a melhora da qualidade do ponto de vista de lecionar dentro da sala de aula”, completou.
A Residência Pedagógica faz parte da modernização do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e traz novidades, como a formação do estudante do curso de graduação, que terá estágio supervisionado, com ingresso a partir do terceiro ano da licenciatura, ao longo do curso, na escola de educação básica. O objetivo principal é a melhoria da qualidade da formação inicial e uma melhor avaliação dos futuros professores, que contarão com acompanhamento periódico. O programa tem como requisito a parceria com instituições formadoras e convênios com redes públicas de ensino.
Integração – A secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, fez uma apresentação da nova política de formação e destacou a importância da qualidade do professor na melhoria do aprendizado. “Precisávamos de uma política nacional de formação de professores que fosse capaz de olhar não só para frente, mas também de melhorar os programas em andamento, buscando formas de integrá-lo, tendo em vista as mudanças na política educacional desde o início da atual gestão do ministro Mendonça Filho”, analisou, concluindo: “Pesquisas indicam que a qualidade do professor é o fator que mais influencia a melhoria do aprendizado. Isso significa que, independente das diferenças de renda, de classes sociais e das desigualdades existentes, a qualidade do professor é o que mais pode nos ajudar a melhorar a qualidade da educação”.
Índices como o do último Censo da Educação, divulgado em 2016, demonstram que, dos 2.196.397 professores da educação básica do país, mais de 480 mil só possuem ensino médio e mais de 6 mil, apenas o ensino fundamental. Cerca de 95 mil têm formação superior, sem cursos de licenciatura. Apenas 1.606.889 possuem formação em licenciatura, porém, muitos desses não atuam em sua respectiva área de formação.
Os princípios da Política Nacional de Formação de Professores consistem na maior colaboração entre União, redes de ensino e instituições formadoras; maior articulação entre teoria e prática em cursos de formação de professores e domínio sistêmico da BNCC, além de uma visão sistêmica e articulação entre instituições formadoras e escolas de educação básica. As mudanças partiram de um diagnóstico preocupante: desempenho insuficiente dos estudantes, baixa qualidade da formação inicial dos professores no país, um histórico de currículos extensos com ausência de atividades práticas e estágios curriculares sem planejamento e sem vinculação com as escolas.  
Melhorias – Para a vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Cecília Amendola, este é o primeiro passo para uma grande mudança na educação brasileira. “É um sonho de consumo dos gestores que tocam as redes de ensino”, declarou. “O professor sai da universidade e, quando entra na sala de aula, não sabe o que fazer. Tenho certeza que essa política vai, daqui a um tempo, refletir muito nos resultados dos estudantes das proficiências de português, de matemática e de todas as áreas do conhecimento. ”
Marcelo Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) da regional do Centro-Oeste, destaca o diálogo que essas instituições têm tido com o MEC. “Hoje conseguimos perceber a concretização desse diálogo, principalmente, no que diz respeito a residência pedagógica, que vai estreitar o diálogo entre as universidades e as redes de ensino municipais e estaduais”, explica. “A formação de professores – primeira e segunda licenciatura –  e a formação de gestores vai qualificar os profissionais que atuam na educação básica do país. Isso é muito importante. ”
A Política Nacional de Formação de Professores também inclui a criação da Base Nacional de Formação Docente. Essa base, que vai nortear o currículo de formação de professores no país, terá em sua proposta a colaboração de estados, municípios, instituições formadoras e do Conselho Nacional de Educação (CNE). Além disso, o MEC abrirá uma consulta pública para ouvir opiniões de especialistas e educadores de todo o Brasil no início de 2018. 
Flexibilização do ProUni – A Política Nacional de Formação de Professores vai flexibilizar as regras para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o preenchimento de vagas ociosas. A partir do próximo ano, os professores que desejam fazer uma segunda formação em cursos de licenciatura poderão entrar no programa sem a comprovação de renda. O mesmo vai acontecer para o público geral interessado. Essa política de incentivo partiu do diagnóstico segundo o qual, das 56 mil bolsas para cursos de licenciatura, 20 mil estão ociosas. Para concorrer a uma dessas vagas, os interessados deverão participar de uma segunda chamada após a seleção regular.
Formação continuada – A partir de 2018, o MEC também vai reservar 75% das vagas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a formação de professores que cursem seu primeiro ou segundo curso de licenciatura. A estratégia faz parte da política de continuidade da retomada da UAB, que não ofertava vagas desde o ano de 2014 e que, só em 2017/2018, oferece 250 mil vagas. O objetivo é investir, ainda, na ampliação de cursos de mestrado profissionalizante, abrangendo todas as áreas e componentes curriculares da BNCC. Serão oferecidos mestrados profissionais para professores de educação básica, cursos de especialização e o aumento da cooperação internacional nessa formação. 

Assessoria de Comunicação Social

portal.mec

Declaração para um novo ano

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