quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mais de um terço de alunos LGBT sofreram agressão física na escola, diz pesquisa

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Estudantes lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) relatam que são agredidos dentro das escolas e que isso atrapalha o rendimento nos estudos. Alguns inclusive declaram que já cogitaram tirar a própria vida por causa das agressões. De acordo com pesquisa divulgada hoje (22), 73% foram agredidos verbalmente e 36% foram agredidos fisicamente.

Os dados são da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016 - As experiências de adolescentes e jovens LGBT em nossos ambientes educacionais, apresentada na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados. O relatório foi elaborado pela Secretaria de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Ausências e baixo rendimento

Entre aqueles que sofrem agressões verbais frequentemente ou quase sempre por causa da orientação sexual, 58,9% faltaram às aulas pelo menos uma vez no último mês. Entre aqueles que sofrem agressões por conta da identidade de gênero - por serem travestis ou transexuais - , 51,9% faltaram às aulas.
Em relação ao desempenho, os estudantes que são alvo menos frequente de preconceito relatam obter notas melhores do que aqueles que são vítimas da discriminação com mais intensidade. Os que relataram sofrem agressões pela orientação sexual ou pela identidade ou expressão de gênero "nunca, raramente ou às vezes", cerca de 80% disseram ter recebido notas boas ou excelentes, entre 7 a 10 pontos. Os índices caem entre aqueles que sofrem agressões frequentemente ou quase sempre por orientação sexual (73,5%) e expressão de gênero (72,4%).

Ao todo, foram entrevistados 1.016 estudantes LGBT de 13 a 21 anos que frequentaram a escola em 2015. Os dados foram coletados entre dezembro de 2015 e março de 2016 pelas mídias sociais - Instagram, Facebook e Twitter - e por email. A maior parte deles estuda em instituições públicas, 73,1%. Os demais estudam em escolas religiosas (6,5%) e outras instituições privadas (20,4%). Os estudantes não foram identificados, pois trata-se de uma pesquisa anônima.

"É importante deixar claro que não queremos privilégio, não queremos ensinar ninguém a ser gay, queremos cidadania, queremos ser respeitados", diz o secretário de Educação da ABGLT, Toni Reis. Segundo ele, o que mais impressionou na pesquisa foram os depoimentos colhidos. Um deles, reforça a fala de Reis: "Os estudantes LGBT precisam ser tratados como são os estudantes heterossexuais. Não queremos ser tratados de maneira privilegiada, nem queremos ser melhor que os outros". A frase foi dita por um estudante gay, de 17 anos, de São Paulo.

"Eu passei só a tirar notas baixas, parei de frequentar a escola, o que acabou fazendo com que eu reprovasse de ano", relatou uma estudante lésbica, de 16 anos, de São Paulo. 

Suicídio

A pesquisa constatou ainda que os estudantes LGBT que vivenciaram maiores níveis de agressão verbal devido à orientação sexual ou identidade de gênero tem probabilidade 1,5 vezes maior de relatar níveis altos de depressão. Alguns dos depoimentos de estudantes evidenciam também níveis mais baixos de autoestima e até mesmo desejo de cometer suicídio. 

Um estudante gay, de 17 anos, de Minas Gerais, disse em depoimento: "Penso em me matar quase todos os dias, não aguento mais ser chamado de viadinho na escola". Outra estudante, transexual, sem idade informada, do Rio Grande do Sul, reforça: "Obrigada por tudo, mas não vai ser agora a ajuda de vocês vai fazer eu parar de me cortar ou parar de querer morrer".

De acordo com os dados do levantamento, 60% dizem que se sentem inseguros na escola por serem LGBT.

Falta de preparo dos professores

Segundo a representante do Fórum Nacional de Educação (FNE) Olgamir Amância, que participou do debate, a formação dos professores é central para o combate de qualquer tipo de preconceito e agressão por identidade de gênero e orientação sexual. "A formação global que permite ver a sexualidade como importante dimensão humana não é trabalhada na formação de professores, a não ser por uma ou outra iniciativa de alguns programas", diz.

A pesquisa mostra que 60,9% dos participantes relataram que ficam muito à vontade ou mais ou menos à vontade para conversar com professores sobre questões LGBT. Metade fica à vontade para falar com pedagogos e 38,1% com diretor.

Segundo a maioria dos estudantes, 56,9%, as questões LGBT não foram abordadas na escola em 2015. Cerca de um quinto, 20,2% relatam que aprenderam questões positivas; 16,7%, questões negativas; e, 6,2%, positivas e negativas.

Na avaliação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), para reverter esse cenário, é preciso que os professores tenham uma formação com conteúdos específicos voltados para a diversidade sexual e que haja materiais pedagógicos para promover o respeito a todos sem distinção de qualquer característica pessoal. Além disso, diz que são necessários canais para que os estudantes possam denunciar as agressões. Entre outras medidas, a associação pede políticas públicas e leis para combater a discriminação contra a população LGBT. 

"Estamos trabalhando na elaboração de uma plataforma para a judicialização de casos graves. Há casos em que a União, estados e municípios se omitem. Vamos processar", diz o ativista Toni Reis. A entidade trabalha também em plataforma nacional de apoio para a prevenção de suicídio.

O Ministério da Educação (MEC) pretende lançar curso de direitos humanos para professores da educação básica, segundo o diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), Daniel de Aquino Ximenes, também presente na audiência. Serão módulos de estudo online nos quais os professores terão acesso a temas como racismo, homofobia e bullying. A intenção é que eles tenham subsídio tanto para lidar com essas questões na escola quanto para levar os temas para a sala de aula. Isso deve ocorrer em 2017.

Edição: Amanda Cieglinski

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-11/mais-de-um-terco-de-estudantes-lgbt-ja-foram-agredidos-fisicamente-diz

Procons lançam cartilha eletrônica com orientações sobre mensalidade escolar

Pais e responsáveis precisam ler atentamente o contrato
Assessoria Proconsbrasil/Procon-MT 

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Com a chegada do final do ano, muitas escolas particulares já estão enviando aos pais e alunos os novos contratos para 2017. E, claro, dúvidas surgem e para esclarecê-las, os procons de todo o país lançaram uma cartilha eletrônica que estará disponível nos sites e páginas das redes sociais dos órgãos se defesa do consumidor.
Na cartilha, os pais e alunos poderão ter informações sobre reajustes das mensalidades escolares, direitos dos alunos inadimplentes, que tipo de material pode ser exigido, entre outras informações importantes.
De acordo com a superintendente do Procon-MT, Gisela Simona Viana, “é preciso que os consumidores fiquem atentos aos seus direitos e deveres nessa relação e, sobretudo, que reclamem ao encontrar alguma irregularidade”.
Muitos pais acabam não reclamando por medo de algum tipo de retaliação em relação aos seus filhos. Nesses casos, aconselha-se que a reclamação seja feita de forma coletiva, com a reunião de vários pais, avalia a superintendente.
Acesse aqui a cartilha eletrônica. Ela também estará disponível no site www.procon.mt.gov.br .
Serviço
O Procon-MT é um órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e atende em sua sede estadual na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), nº 917, Edifício Eldorado Executive Center – Bairro Araés, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, para registro de reclamações, audiências, consulta de processos e protocolo de documentos.
Nos postos de Ganha Tempo da Praça Ipiranga e do Várzea Grande Shopping, o atendimento ao público também é de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. No posto da Assembleia Legislativa (AL), o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 07h às 18h.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 151 ou (65) 3613-8500.


http://www.mt.gov.br/web/sejudh/-/5307930-procons-lancam-cartilha-eletronica-com-orientacoes-sobre-mensalidade-escolar

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Várzea Grande: Comunidade escolar vai às urnas nesta sexta para eleger novos diretores


A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer realiza na próxima sexta-feira, dia 25, mais uma eleição para escolha de diretores escolares para o triênio 2017/2019. Professores, servidores lotados nas unidades, pais e responsáveis, como também alunos do 6º ao 9º ano poderão votar e eleger gestores para 59 escolas da rede pública municipal de ensino.
O processo de eleição direta cumpre o dispositivo da Lei Municipal 2380/2001 que trata da gestão democrática nas escolas. A votação estará aberta das 7h às 17h. Até às 21h do mesmo dia a secretaria espera estar com a apuração encerrada. A utilização de urnas eletrônicas não foi possível nesse pleito em razão de 2016 ser um ano eleitoral e por esta razão o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve mantê-las guardadas por seis meses, após o processo eleitoral que nesse ano elegeu prefeitos e vereadores.
As eleições vão eleger diretores para 13 Centros de Educação Infantil (CMEI), 42 unidades urbanas e quatro unidades do campo, totalizando 59 escolas.
O secretário municipal, Sílvio Fidelis, explica que  desde agosto a comunidade escolar está mobilizada para a escolha dos novos gestores. “Acredito que a participação será bastante ampla e positiva na próxima sexta-feira. As escolas com mais de um candidato promoveram debates, expuseram suas propostas de trabalho”. Outro ponto positivo destacado pelo secretário é que a pedido das próprias escolas, a eleição será realizada na sexta-feira e não no domingo. “Vamos aproveitar a presença dos pais e responsáveis para que votem e façam parte desse processo da gestão democrática”, completa. As aulas não serão interrompidas no Município em função do pleito escolar.
Além de uma comissão central formada por técnicos da Secretaria, cada unidade escolar constituiu sua comissão interna e será ela a responsável pela lisura do pleito realizado por meio de cédulas. No dia da votação cada escola receberá o acompanhamento de um técnico da secretaria para legitimação dos resultados.
O secretário destaca ainda que a eleição direta é uma conquista da categoria e que faz parte da necessidade de democratização do ensino público. “Tenho certeza que os novos gestores serão pessoas comprometidas, criativas e inovadores para gerir a educação de Várzea Grande. No processo de votação haverá o acompanhamento por parte das comissões que foram criadas na garantia da lisura do processo. A eleição é uma oportunidade que as escolas têm de mostrar, principalmente aos alunos, como deve ser e como é importante o exercício do processo democrático”.
A secretária adjunta de Educação, Catarina Sena, reforça que cada um dos candidatos elaborou suas propostas com foco na melhoria e no avanço do ensino público municipal. “O plano de trabalho de cada um dos candidatos tem ação voltada à melhoria da qualidade de ensino e do aprendizado. Cada um deles conhece a realidade da sua unidade e sabe da importância que terá a partir do próximo ano letivo”.
O cronograma das eleições para a escolha dos diretores municipais, estabelecido por meio do Edital 02/2016, teve início no final de agosto com a publicação do edital e vai ser finalizado em 23 de janeiro de 2017 com a posse dos novos diretores.
A secretária adjunta conta ainda que todos os candidatos passaram por curso de capacitação relacionado à gestão escolar e à legislação.
A rede municipal é formada por 79 unidades e somente 59 terão eleições diretas nessa sexta-feira. As 20 restantes não irão participar do pleito. Isso se dá ou por falta de candidatos ou por as unidades não preencherem critérios estabelecidos na lei 2.380, como possuir apenas duas salas de aulas, nenhum professor efetivo ou inexistência de conselho escolar. Nesses casos, haverá a indicação de um professor (formação superior como todos os demais eleitos) por parte da Secretaria e com o aval do Executivo municipal.

Reporter
Marianna Peres
Foto
Divulgação
FonteSecom/VG 

http://www.varzeagrande.mt.gov.br/conteudo/16100

Bernardete Gatti: "Nossas faculdades não sabem formar professores"


ELA PERSEGUE RESULTADOS
Bernardete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas. Há 50 anos, ela se dedica ao estudo do aprimoramento dos professores  (Foto: Anna Carolina Negri/ÉPOCA)

 Uma das maiores pesquisadoras em Educação do Brasil diz que a mentalidade predominante nos cursos de pedagogia é anacrônica e não atende às demandas sociais do país


A professora Bernardete Gatti, de 74 anos, interessou-se por formação de professores na década de 1960, quando ninguém no país falava no assunto. Saiu pelo mundo em busca do conhecimento que ainda não existia aqui. Fez seu doutorado na Universidade de Paris, seguiu para o Canadá, para um pós-doutorado na Universidade de Montreal, e para os Estados Unidos, para outro pós-doutorado na área, desta vez na Universidade da Pensilvânia. Deu aulas de psicologia da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Hoje, coordena as pesquisas da Fundação Carlos Chagas. Defende, sobretudo, que nenhuma formação de professores pode ser eficaz sem ênfase nas práticas de como ensinar – algo que não ocorre nas faculdades. Bernardete é a favor da criação de um exame nacional para professores, do aumento de salário, como peça-chave para mudar o perfil dos candidatos à profissão, e de avaliações constantes de professores, atreladas à remuneração.

ÉPOCA – O que falta na formação para professor?
Bernardete Gatti – 
O problema da formação de professores começa na faculdade. Os docentes de pedagogia e das licenciaturas – de matemática, língua portuguesa, biologia etc. – não sabem ensinar para quem dará aula. Isso porque eles mesmos não aprenderam como fazer isso. Para não dizer que a formação didática não existe, podemos dizer que ela é precária. A maioria dos futuros professores não aprende como lecionar. Não recebem na faculdade as ferramentas que possibilitarão que eles planejem da melhor forma possível como ensinar ciências, matemática, física, química e mesmo como alfabetizar. Muitos de nossos professores saem da faculdade sem saber alfabetizar crianças. É um problema grave.
ÉPOCA – Muito já se discutiu sobre como melhorar essa formação. Por que esses cursos não mudam?
Bernardete – 
A gente constata em entrevistas e em pesquisas com docentes das faculdades que eles não têm a noção de que estão formando um profissional da Educação, que vai para a sala de aula lidar com crianças e adolescentes. Eles trabalham para formar intelectuais e pesquisadores. Até certo ponto isso é importante. Mas essa é apenas parte da formação. É preciso focar também na prática social nas escolas. Dizer para os acadêmicos que eles têm de formar professores para a sala de aula chega a escandalizá-los. Muitos encaram essa questão como algo menor. Essa mentalidade vem de longe, lá dos séculos XVI, XVII. E até hoje prevalece. 
ÉPOCA – Quais são os exemplos que podem nos inspirar?
Bernardete –
 Há iniciativas bastante interessantes na Austrália, em alguns locais nos Estados Unidos, na França, na Bélgica e na Itália. Essas iniciativas têm em comum o fato de preservar a vivência em sala de aula do professor universitário. Aquele docente que formará o professor trabalha em pesquisa, dá aula na universidade, mas não perde o vínculo com o que ocorre na educação básica. Isso é importante porque, à medida que as coisas mudam – e tudo muda sempre –, o conhecimento muda e as relações educacionais também. As novas gerações trazem culturas diversificadas. Quem formará os professores tem de frequentar a educação básica para acompanhar esse movimento e manter-se em sintonia com as vivências escolares.
ÉPOCA – Os cursos de pedagogia e de licenciatura proliferam nas instituições de ensino superior. Os problemas mudam de acordo com o tipo de faculdade?
Bernardete –
 A maioria dos professores hoje é formada por instituições de natureza privada (80% deles). Em muitas delas, os cursos são encurtados  e, de certa maneira, aligeirados. Esse encurtamento não é permitido por lei. Ele ocorre porque as aulas podem ser substituídas por seminários culturais e atividades programadas. O problema é que esses eventos não são desenvolvidos a contento. Grande parte da formação é feita à distância. O aluno que passa por esse tipo de faculdade sai com precárias condições de entrar numa sala de aula. É despreparado, especialmente, para trabalhar com alfabetização. Por isso, vemos esses resultados de alfabetização problemáticos no país (13 milhões de pessoas não sabem ler e escrever. Uma em cada cinco crianças de 8 anos não lê).
ÉPOCA – Um professor precisa passar por um estágio obrigatório de 400 horas. Esse período é suficiente para dar a experiência de sala de que os professores precisam?
Bernardete –
 A questão principal é que essas 400 horas não são cumpridas como deveriam. A pesquisa de campo mostra continuamente que esses estágios são feitos a toque de caixa. Não há controle algum se as horas foram cumpridas, se o estudante estagiou mesmo ou se simplesmente a declaração de que ele estagiou foi assinada por alguma instituição que nunca o teve em sala de aula. As faculdades não providenciam convênios com escolas ou redes para fazer um projeto de trabalho dos estagiários junto aos professores da rede. Um complicador é que  60% dos cursos de pedagogia são feitos à distância. Nesse modelo, o estudante perde muito da relação com as crianças. Sem um programa de estágio estruturado, esse déficit na formação só aumenta.
ÉPOCA – Em carreiras como Direito e medicina, o aluno que conclui a faculdade tem de fazer um teste rigoroso que mostre que ele aprendeu o que precisa. Isso poderia ser aplicado também aos candidatos a professor?
Bernardete –
 Seria factível tanto para a pedagogia quanto para as licenciaturas ter um exame nacional para professores. Isso foi ensaiado na fase em que Fernando Haddad foi ministro da Educação (2005 a 2012), tanto que os pressupostos de um exame dessa natureza estão prontos lá no Inep (órgão do governo responsável pelas avaliações de Educação do país). Mas não foi adiante porque há muita resistência e interferência política em relação a isso. Não sei se essa seria uma solução. Mas um exame nacional como o da OAB seria  um indicador do nível de formação de nossos professores.
"Um exame nacional para professores como o da OAB seria um indicador do nível de formação de nossos profissionais"
ÉPOCA – É possível sanar o déficit de formação que os milhares de professores em serviço carregam?
Bernardete –
 Com esforço muito grande. Os alunos saem da faculdade para a sala de aula com uma formação tão precária que os esforços de especialização são punidos. O problema é que temos uma distorção. Como as faculdades são muito ruins, o que deveria ser uma especialização vira uma formação básica dada quando o professor já tem alunos em sala. A formação continuada deveria ser um aprimoramento, uma forma de enriquecer as aulas que ele já deveria saber conduzir. Isso não acontece. Então, bancamos cursos para formar alfabetizadores, cursos para dar iniciação em matemática, cursos para professores de ciências. Estados e municípios não têm condições de programar e de controlar o que é feito nessas formações continuadas, e os resultados educacionais continuam sendo bastante precários apesar de todo o dinheiro investido – que não é pouco.
ÉPOCA – O que tornaria essa carreira mais atraente?
Bernardete – 
Olha, muita gente já disse que maior remuneração não faz tanta diferença, mas eu sou contra. Para mim, remuneração é chave. Aumentar os salários é fundamental para valorizar a profissão, para trazer gente mais bem preparada para a sala de aula e para fazer os que já estão nela correr atrás de melhorar. Ninguém escolhe uma carreira só por ideologia. Você olha o que será seu futuro profissional. E a carreira do professor, em geral, não delineia um futuro muito bom. Ela cria uma armadilha. Para o professor avançar em termos de salário, ele é obrigado a deixar de ser professor para ser coordenador ou ser diretor. Tem de abandonar a sala. Isso ocorre justamente quando ele já tem experiência em dar aula. Acho que a carreira tem de dar incentivos para que ele se mantenha na sala. 
ÉPOCA – Qual sua opinião sobre a estabilidade? Ela compromete a qualidade?
Bernardete –
 Essa é uma discussão complexa. A vantagem da estabilidade é que se pode investir bastante no professor porque ele ficará na rede. Ela prejudica o desenvolvimento do profissional porque pode gerar muita acomodação. Agora, repito, num país como o nosso, a estabilidade é uma questão complexa, que tem de ser discutida em profundidade. Não dá para dizer: “Sou contra ou sou a favor e pronto”. Uma ação eficaz para garantir a estabilidade sem comprometer a qualidade é acompanhar com rigor o estágio probatório de três anos (até então o professor não tem estabilidade) e estabelecer pontos de passagem na carreira atrelados a aperfeiçoamento, aumento de qualidade da aula e remuneração.

http://epoca.globo.com/educacao/noticia/2016/11/bernardete-gatti-nossas-faculdades-nao-sabem-formar-professores.html

Aprovada obrigatoriedade de escolas divulgarem telefones de serviços de emergência em local visível

A Comissão de Educação aprovou proposta que obriga as escolas públicas e privadas a afixar, em local visível de suas áreas de acesso comum, cartaz com os telefones dos serviços públicos de emergência e de utilidade pública de sua respectiva jurisdição.
Reprodução/TV Câmara
dep. Jorge Silva
Dr. Jorge Silva: medida deve contemplar todas as unidades de ensino. 
O texto aprovado é o Projeto de Lei 3103/15, do deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG), que recebeu parecer favorável, com emenda, do relator, deputado Dr. Jorge Silva (PHS-ES). O projeto original restringia a obrigação às escolas de ensino médio, de ensino técnico e de ensino superior. O relator acredita que a medida deve contemplar todas as unidades de ensino e propôs emenda nesse sentido.
“A medida é de fácil cumprimento e pode, de fato, representar importante meio de garantia da segurança e da saúde da comunidade escolar”, afirmou Silva.
Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Lara Haje
Edição - Rachel Librelon













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http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519678-APROVADA-OBRIGATORIEDADE-DE-ESCOLAS-DIVULGAREM-TELEFONES-DE-SERVICOS-DE-EMERGENCIA-EM-LOCAL-VISIVEL.html

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Londrina faz "concurso" para secretário de Educação; 129 se inscreveram

Rafael Moro Martins
Colaboração para o UOL, em Curitiba





O processo seletivo que irá, segundo o prefeito eleito Marcelo Belinati (PP), definir o secretário da Educação de Londrina (381 km ao norte de Curitiba) recebeu 129 inscrições. Deles, 70 vivem na cidade, mas há também "gente do Ceará, da Paraíba, do Mato Grosso, de São Paulo", comentou o político. O prazo terminou na terça-feira (15).

Belinati foi eleito no primeiro turno, com 51,57% dos votos válidos, e irá comandar pelos próximos quatro anos a cidade de 553.393 habitantes, segundo maior município do Paraná e o quarto do Sul do país.

"Será um processo semelhante ao da escolha de um CEO de uma empresa", prometeu o novo prefeito. "Haverá análise curricular, psicológica, se pessoa tem conhecimento da rede pública municipal de Londrina", elencou. "Serão selecionados de três a cinco nomes, submetidos a mim, que darei a palavra final."
 
A opção pelo "concurso" não foi uma promessa de campanha. "Veio depois [do resultado nas urnas]. Eu tinha a ideia de fazer isso para toda a administração. Mas priorizei a Educação", explicou. "Quero mudar essa lógica [da indicação política]."

"Nós inovamos em relação ao João [Dória, tucano que comandará São Paulo a partir de 2017] (risos). Espero que ele se inspire em nós (risos)", brincou Belinati. O político garante que não há custos "nem para a prefeitura, nem para os inscritos".

Questionado pelo UOL sobre o motivo de fazer o processo apenas para a escolha do secretário da Educação, e por que não o estendeu para, por exemplo, a Fazenda ou a Saúde, ele disse que o "processo de escolha é lento e demorado, mas não está descartado".
Apesar de a seleção estar em curso, Belinati disse não descartar nomeações políticas no lugar do candidato aprovado para o cargo. 
"Mesmo no processo seletivo [do secretário da Educação], a experiência em gestão pública será levada em conta. E não há [no acordo com a empresa que realiza a seleção, a Vetor Brasil] a obrigatoriedade expressa de que o nomeado deverá ser escolhido entre os finalistas", acrescentou.

"Tanto faz", diz sindicato

Presidente do Sindiserv (Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina), Marcelo Urbaneja não demonstrou empolgação com o método anunciado pelo prefeito eleito para escolher o secretário da Educação. "É uma ideia que ele teve, está dentro da prerrogativa dele, então ele faz como achar melhor. Não temos que opinar a respeito disso", afirmou.
"Para nós, é indiferente. Nem positivo, nem negativo. Quando [o novo secretário] for escolhido, teremos que negociar condições de trabalho, número de alunos em sala de aula, toda a pauta que temos, que será trabalhada com qualquer secretário", argumentou.
"Ele [Belinati] está procurando maneiras de inovar, achou que esse ato atenderia a esse propósito. Não vejo como [algo] marqueteiro. A Secretaria da Educação sempre foi a menina dos olhos [da cidade]: 100% dos professores têm nível superior, muitos têm pós-graduação, alguns têm mestrado", afirmou Urbaneja.
Segundo o prefeito eleito, Londrina tem mais de 40 mil estudantes na rede pública municipal, distribuídos em 116 escolas, 34 centros de educação infantil próprios e 53 conveniados. O presidente do sindicato informa que cerca de 3,8 mil professores trabalham para o município, mas "4,5 mil seria o número ideal."
"É uma proposta bastante ousada, e positiva. Vejo com bons olhos a tentativa de buscar talentos que trabalhem com Educação, para dar um impacto na área. Normalmente, se escolhe um professor bem preparado da casa, ou um indicado político, que não tem preparo para o cargo. Mas, com certeza, vai encontrar muita resistência", avaliou o consultor em educação Renato Casagrande, ex-pró-reitor Acadêmico e de Planejamento e Avaliação na Universidade Positivo, em Curitiba.
"Se o prefeito eleito não for capaz de convencer os professores de que a estratégia dele vale a pena, vão lhe puxar o tapete. Se o secretário não mostrar a que veio, o projeto fracassa. E, muito importante, precisa ter estratégia de implantação [do novo modelo de administração], não basta apenas a novidade na escolha [do secretário]", argumentou.

Sobrenome famoso

Marcelo Belinati carrega consigo um sobrenome famoso em Londrina. O tio dele, Antonio Belinati, um ex-radialista, foi prefeito da cidade por três vezes entre as décadas de 1970 e 90. No terceiro mandato, foi alvo de acusações de desvio de dinheiro público, nepotismo, enriquecimento ilícito e fraude de licitações, entre outras irregularidades.
"Devido às acusações, foi afastado três vezes do cargo e, em 23 de junho de 2000, foi cassado pela Câmara Municipal de Londrina por 14 votos a seis. Após a cassação, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE/PR) rejeitou a prestação de contas referente à sua gestão na prefeitura nos anos de 1997 e 1998, apontando gastos irregulares de cerca de 113 milhões de reais. Em 2001, foi preso duas vezes. Após ser libertado, voltou a comandar um programa de rádio", registra o verbete sobre ele no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas.
Apesar disso, Antonio Belinati seguiu um político popular na cidade. Candidatou-se para um quarto mandato, em 2004, mas perdeu. Em 2008, venceu nas urnas, mas teve o registro cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não tomou posse. A mulher dele, Emilia Belinati, foi vice-governadora entre 1995 e 2003, sob Jaime Lerner (sem partido, então no DEM). Um filho do casal, Antonio Carlos Belinati, primo de Marcelo, o prefeito eleito, foi deputado estadual.
Procurado pela reportagem, Antonio Belinati decidiu não comentar as acusações.
O processo de seleção será realizado em parceria com a Vetor Brasil, ONG que informa em seu site a missão de "desenvolver talentos e práticas no governo para oferecer serviços públicos de qualidade a quem mais precisa". A companhia tem apoio, dentre outros, da Fundação Lemann, do multimilionário Jorge Paulo Lemann.






http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/11/18/londrina-faz-concurso-para-secretario-de-educacao-129-se-inscreveram.htm

Escola Maria Leite Marcoski (Várzea Grande) encerra etapa de projeto de Educomunicação

Trazendo novas formas de ensino e aprendizagem, o projeto buscou a melhoria da comunicação entre os alunos, professores e demais instâncias da escola.
Viviane Saggin Seduc-MT 
Em andamento desde o ano passado na unidade escolar, a iniciativa promoveu oficinas de fotografia, vídeo, textos jornalísticos e contos, de forma colaborativa e compartilhável. - Foto por: Mayke Toscano
Alunos e professores da Escola Estadual Maria Leite Marcoski, em Várzea Grande, se reuniram na manhã desta sexta-feira (18.11) para apresentar o resultado do trabalho desenvolvido durante o projeto Educomunicação: Cultura Científica, outros Saberes e Cotidiano Escolar - uma parceria entre Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em andamento desde o ano passado na unidade escolar, a iniciativa promoveu oficinas de fotografia, vídeo, textos jornalísticos e contos, de forma colaborativa e compartilhável.
Trazendo novas formas de ensino e aprendizagem, o projeto buscou a melhoria da comunicação entre os alunos, alunos com os professores e demais instâncias da escola, e dela mesma com seu entorno, com a sociedade, comunidade e famílias.
O professor de Língua Portuguesa da unidade, Welinton Sousa, que coordena o projeto de Educomunicação da escola e que esteve também envolvido no projeto da Seduc e UFMT, diz que a ação foi um sucesso e que contou com o engajamento dos estudantes. “Foi realizado de maneira democrática, por meio de uma mediação que soube ouvir e valorizar o processo comunicativo”.
Letícia Dantas, Wagner Mouta, Ketyllin Protti e Carol Franquini, todos do 2º ano, são alguns dos alunos participantes. Para eles, o projeto foi essencial para a ampliação e desenvolvimento dos conhecimentos técnicos da área de comunicação, estimulando o exercício crítico da cidadania, a prática do protagonismo juvenil e a valorização da região. 
A jovem Letícia gostou de conhecer os conceitos de fotografia. “Vimos coisas que só teríamos acesso se fizéssemos um curso ou faculdade”, afirma.
“O mais importante que o projeto trouxe, para mim, foi a ampliação de matérias e conteúdo que não temos na escola. Muitos assuntos interessantes para quem está no Ensino Médio e estamos gratos pela oportunidade”, comenta Wagner.
Ketyllin, que gosta de entrevistar pessoas, diz que o projeto a ajudou a aperfeiçoar suas técnicas e habilidades de produção de texto. Já Carol lembrou que as oficinas complementaram conteúdo vistos em sala de aula, de maneira transversal a muitas disciplinas.
Suporte pedagógico
O diretor da escola argumenta que ao adotar as novas tecnologias de informação e comunicação como suporte pedagógico, os educadores provocam mais o interesse dos alunos pelo conteúdo abordado em sala de aula e possibilita que eles possam se sentir em sintonia com o contexto da modernidade. “Atualmente, uma das principais dificuldades que encontramos como educadores é aliar o conhecimento com o interesse dos alunos, que contam com uma gama de tecnologia atrativa”.
De acordo com ele, o professor precisa utilizar novas ferramentas já uso das tecnologias de informação e comunicação tornou-se uma necessidade no mundo em que vivemos. “Isso irá facilitar também as relações sociais e a proliferação do conhecimento”.
A professora de matemática da escola, Rosana Aparecida Dias, diz que o desenvolvimento do projeto de Educomunicação despertou talentos, promoveu engajamento e pensamento crítico nos alunos. “Essas mudanças também apresentaram reflexos em sala de aula. Eles passam a desenvolver habilidades relacionadas à leitura, escrita e comunicação oral, destacando-se pela capacidade de compreensão e argumentação nos mais variados contextos”, frisa.
Compartilhamento
O professor doutor da UFMT, Dielcio Moreira, idealizador do projeto, lembra que o objetivo é combinar as funcionalidades de comunicação e disseminação de informação com a construção de um ambiente colaborativo e participativo.
“Com histórias, narrativas e contos curtos foram produzidos com a ideia de que não tivessem um fim. Assim, outros estudantes de outras escolas participantes podem pegar o contexto e dar continuidade à história, com um trabalho colaborativo”, relata Dielcio, destacando que a plataforma permitirá a divulgação do conhecimento de cada aluno para além dos muros das escolas, sem limitação de distância física.
Todo o conteúdo produzido pelos alunos está disponível na Plataforma+10 http://www.ufmt.br/mais10educomunicacao/.

http://www.mt.gov.br/-/5292116-escola-maria-leite-marcoski-encerra-etapa-de-projeto-de-educomunicacao

Ministro da Educação participa de audiência interativa sobre reforma do ensino médio

Os interessados poderão acompanhar o debate e encaminhar dúvidas e sugestões por meio de nova versão de sala criada para o cidadão participar
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza, na quarta-feira (23), audiência pública para debater a reforma do ensino médio com o ministro da Educação, Mendonça Filho. O debate, que terá início às 11 horas, também vai inaugurar uma nova versão da ferramenta para acompanhamento interativo das audiências públicas (audiencias.labhackercd.net). O objetivo do serviço é estimular a participação da sociedade no debate de temas legislativos importantes para o País.

As pessoas interessadas na reforma do ensino médio, prevista na MP 746/16, poderão entrar na plataforma para encaminhar dúvidas ao ministro da Educação ou aos demais parlamentares presentes na audiência, enquanto acompanham o vídeo de todo o debate. Também é possível discutir o assunto com os outros internautas em um espaço para troca de mensagens. As perguntas que tiverem apoio dos demais participantes, por meio de curtidas no texto, serão enviadas à comissão para que os convidados esclareçam as dúvidas ainda durante o evento.

A MP da reforma do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar das atuais 800 horas para 1.400 horas. O texto, que recebeu 568 emendas dos parlamentares, será votado por uma comissão especial formada por deputados e senadores.

Avaliação dos usuários
Deste evento até o encerramento dos trabalhos legislativos neste ano, a nova ferramenta de audiências públicas interativas estará em fase de testes. Os internautas poderão, a qualquer momento, avaliar a plataforma, registrar erros ou problemas, e ainda deixar sugestões para aprimorar o serviço, que será lançado oficialmente em fevereiro de 2017, início do próximo ano legislativo.

A audiência para debater a reforma do ensino médio, proposta pelos deputados Angelim (PT-AC) e Maria do Rosário (PT-RS), será realizada no plenário 10.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Da Redação - RL

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http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/519555-MINISTRO-DA-EDUCACAO-PARTICIPA-DE-AUDIENCIA-INTERATIVA-SOBRE-REFORMA-DO-ENSINO-MEDIO.html

sábado, 19 de novembro de 2016

Bandeira de Mato Grosso é um dos símbolos mais antigos do país

Julia Oviedo Gcom-MT
Meneguini/GCom

No Dia da Bandeira, comemorado neste sábado, 19 de novembro, a bandeira brasileira é constantemente lembrada por sua tradição e identidade, entretanto, Mato Grosso também carrega um símbolo rico em história e com alguns aspectos curiosos que muitos mato-grossenses desconhecem.
A bandeira do Estado foi uma das primeiras criadas no período republicano, mais precisamente no dia 31 de janeiro de 1890, 73 dias após a oficialização da bandeira do Brasil, datada em 19 de novembro de 1889. A formalização ocorreu por meio do Decreto Nº 02, assinado por um dos heróis da Guerra do Paraguai, general Antônio Maria Coelho.
Atualmente, o símbolo mato-grossense corresponde ao desenho original criado há 126 anos. Mas em 1929 houve uma mudança na bandeira oficial, que perdurou por 18 anos. No entanto, a bandeira original foi retomada por meio da Constituição do Estado de Mato Grosso de 11 de julho de 1947. 
As semelhanças entre a bandeira de Mato Grosso e a brasileira simbolizam a integração existente entre o Estado e país. As cores principais são o azul, o verde, o amarelo e o branco e cada uma delas possui um significado diferente e muitas vezes até místico. 
O azul assemelha-se ao céu carioca da noite da Proclamação da República, além de sugerir a ideia de busca pela evolução espiritual. O branco é a cor que simboliza a paz e a concórdia, já o losango é uma referência à mulher, símbolo da República. A esfera central da bandeira estadual exalta a soberania, que junto com a cor verde remete à esperança, à juventude e à natureza, tão abundante em Mato Grosso, único Estado a reunir três biomas naturais.
O destaque principal é a grande estrela amarela no centro da esfera, símbolo dos ideais republicanos. Trata-se de Sirius, que integra a constelação de Cão Maior e é a estrela mais brilhante que pode ser observada no céu. Nas antigas civilizações, Sirius era considerada elemento sagrado e cheia de significado. Já a cor amarela da estrela simboliza as riquezas minerais, a exemplo do ouro, tão abundante em terras mato-grossenses.
Curiosidades
A bandeira de Mato Grosso segue um protocolo diário de hasteamento em órgãos públicos, a exemplo de como ocorre no Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado. Todos os dias, às 8h, ocorre o hasteamento e às 18h, o arriamento de bandeiras. As bandeiras só podem estar hasteadas no período noturno caso estiverem iluminadas, como acontece na Praça das Bandeiras, no Centro Político Administrativo.
O símbolo estadual é hasteado sempre ao lado direito da bandeira nacional, que fica localizada no centro, quando em números ímpares (considera-se a direita de uma pessoa colocada junto ao mastro e voltada para a rua ou plateia). Já ao lado esquerdo, pode variar entre a bandeira do município ou de outro país, em casos de visitas ou eventos. 
O tamanho da bandeira de Mato Grosso também pode variar de acordo com a altura do mastro. No caso do Palácio Paiaguás, que possui um mastro de cinco metros de altura, a bandeira mato-grossense mede 70 centímetros de altura por 1 metro de largura.
Em ocasiões que reúnem todos os Estados da Federação, a ordem das bandeiras pode variar de acordo com a modalidade do evento, mas via de regra, a ordem das bandeiras segue a data de criação de cada Estado. Sendo assim, Mato Grosso ocupa a nona posição da direita para a esquerda.



http://www.mt.gov.br/-/5285707-bandeira-de-mato-grosso-e-um-dos-simbolos-mais-antigos-do-pais

‘Destino: Educação’ apresenta a Ross School, nos EUA


Uma escola que prioriza os aprendizados de vida para que os alunos sejam cidadãos globais. Essa é a missão da Ross School. A instituição norte-americana, localizada em East Hampton, nos Estados Unidos, é o tema do 9º episódio da série “Destino: Educação – Escolas Inovadoras”, realizada pelo canal Futura com consultoria do Porvir/Inspirare.
Além de oferecer educação infantil, ensino fundamental e médio, a escola também conta com um programa de pós-graduação. Diferentemente do termo usado no Brasil, trata-se de uma oportunidade para alunos que já terminaram o ensino médio, mas estão procurando uma experiência educacional por mais um ano, antes de entrarem na universidade.
Dos 765 alunos da escola, uma taxa de 50 a 60% vêm de outros países. Segundo o diretor da Upper School, o ensino médio, isso condiz com a missão da escola, que é oferecer uma experiência global e não centrada apenas no contexto norte-americano. Isso significa que, ao invés dos estudantes apenas lerem e estudarem sobre costumes de outros países, eles de fato convivem com colegas que vieram de fora dos Estados Unidos.
Além de usar um sistema de ensino que motiva a curiosidade dos alunos a partir de perguntas, a escola também tem um sistema de avaliação diferente. Ao contrário do que é comum nos EUA, a Ross School não usa letras, como A, B, C como notas, e sim conceitos: excelente, competente, suficiente e insuficiente. Dentro de uma mesma aula, o aluno pode ser avaliado em até três frentes.
Veja o programa completo:



Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...