sábado, 16 de maio de 2015

5 cidades transformadas pela educação integral


O Portal Aprendiz listou cinco histórias de espaços urbanos que, conhecendo sua história, decidiram afirmar sua vocação educativa

http://porvir.org/porfazer/5-cidades-educadoras-transformadas-pelo-aprendizado/20150515

Cinco lições à América Latina do maior ranking global de educação


"O futuro da América Latina realmente depende do que acontece em suas escolas."
Eric Hanushek, professor da Universidade de Stanford (EUA) e um dos mais respeitados acadêmicos especializados em Educação, é um dos autores do novo relatório internacional que mostra, mais uma vez, o enorme abismo entre os estudantes latino-americanos e os do leste asiático.
O ranking divulgado na quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mais amplo publicado até agora, compara o desempenho de estudantes em Matemática e Ciências em 76 países, com base nos testes internacionais, como o PISA.
Com o excelente desempenho de seus estudantes, Cingapura lidera o ranking, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.
O Brasil está na 60ª posição, atrás de outros latino-americanos como Chile, México e Costa Rica e um pouco melhor do que Argentina e Colômbia.
Mas o relatório vai mais além do ranking e vincula a educação em cada país ao futuro de sua economia.
Qual seria o crescimento econômico de países da região se seus estudantes alcançassem um nível básico de desempenho em Matemática e Ciências?
A seguir, cinco lições que o relatório ensina para os países latino-americanos:

1) A educação ruim faz mal à economia

O relatório diz que as falhas educacionais de um país cobram seu preço não apenas em oportunidades perdidas a milhões de adolescentes, mas também impacta a economia do país inteiro.
A conclusão é de que, se o Brasil proporcionar educação básica universal eficiente para todos os adolescentes de 15 anos, pode ajudar seu PIB a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.
E se todos os adolescentes do México cursassem o Ensino Médio e obtivessem um nível básico em Matemática e Ciências - ou seja, capacidade em raciocinar e resolver problemas com os conceitos aprendidos -, o PIB do país poderia ser 551% maior em 80 anos. O PIB da Argentina também cresceria 693% nessas condições.
"Claro que há considerável incerteza (nas projeções do PIB)", diz Hanushek à BBC Mundo. "Mas mesmo se reduzíssemos as projeções pela metade, veríamos que as mudanças em educação representam melhorias dramáticas no bem-estar de toda a população."

2) 'Educação de qualidade e petróleo não se misturam'

O exame PISA mostra uma relação negativa entre o dinheiro que os países ganham a partir de seus recursos naturais e as habilidades de seus estudantes.
"Em países com poucos recursos naturais, como Finlândia, Japão ou Cingapura, a educação é muito valorizada em parte porque toda a população entendeu que o país tem de ganhar a vida com o seu conhecimento - e este depende da educação", diz o estudo.

Desempenho depende mais das habilidades dos estudantes do que das origens sociais

Qual o recado, então, para a Venezuela, rica em petróleo, e o Brasil, onde os royalties da exploração do pré-sal serão destinados à educação?
"No curto prazo, os países conseguem grande parte de sua renda com seus recursos naturais. Mas cada vez mais, à medida que o mundo se move em direção a economias baseadas em conhecimento, a renda e o desenvolvimento dependerão do que as pessoas sabem - o que chamamos de capital de conhecimento das nações", afirma Hanushek.

3) O que importa é a qualidade

Educação universal e obrigatória é apenas um primeiro passo: o crucial são as habilidades transmitidas aos alunos.
"Os estudantes da América Latina têm aprendido muito menos em cada ano escolar do que seus pares no leste da Ásia", afirma Hanushek. "Os latino-americanos passam muitos anos na escola, mas não aprendem nem de longe o que (aprendem) os estudantes de outros países."
Para o especialista, atualmente metade da população mundial é "analfabeta funcional" - já que até mesmo o conceito de alfabetização mudou.
Não basta saber ler e escrever, mas sim "ter capacidade de compreender e refletir criticamente sobre a informação, além de raciocinar com conceitos matemáticos e extrair conclusões baseadas em evidências."
Por onde começar? O fundamental é chegar primeiro ao nível básico de Matemática e Ciências como uma base para uma aprendizagem mais profunda e uma melhor habilidade de interagir com outros em nível de ideias e conceitos, segundo Hanushek.

4) A alta renda de um país não o protege da educação ruim

Cerca de 25% dos alunos de 15 anos dos EUA não completam com êxito o nível básico do PISA em Matemática e Ciências.
E a maior potência mundial está abaixo do Vietnã no ranking da OCDE.
A conclusão é de que o mais importante é a forma como os recursos são gastos.

Desempenho de estudantes do leste asiático tem superado o de outras partes do mundo

Um dos fatores mais importantes é melhorar o nível e a habilidade dos professores, aponta Hanushek.
"As escolas devem reconhecer e premiar os professores mais eficientes e garantir que os menos eficientes recebam ajuda para melhorar. Ou desempenhem outras tarefas, nas quais não tenham uma influência negativa sobre crianças e adolescentes", opina o especialista.
O relatório cita o exemplo de sucesso do Brasil em melhorar, ainda que não em níveis suficientes, seu desempenho em Matemática, em parte por conta de iniciativas para melhorar o salário e a formação dos professores.

5: Valores são fundamentais

"Podemos aprender com os países que lideram o ranking", diz o relatório. "Eles parecem ter convencidos seus cidadãos a fazer escolhas que valorizam a educação acima das outras coisas."
Pais e avós chineses, por exemplo, costumam investir suas poupanças na educação de filhos e netos.
Outra ideia difundida em países de boa performance é que todas as crianças consigam alcançar um bom nível educacional.
Para Hanushek, "China e Cingapura ensinam que todas as crianças podem aprender, e não só as que vieram de lares privilegiados. E os pais devem se envolver na vida escolar de seus filhos."
Sobre a América Latina, Hanushek adverte que, sem melhorias na educação, a região estará cada vez mais distante do bem-estar econômico desfrutado por outros países.
"Mas se melhorarem seriamente suas escolas, podem ter benefícios econômicos sem precedentes. Não há alternativas. Se a América Latina quer competir e se desenvolver, tem de melhorar as habilidades de sua população."

terça-feira, 12 de maio de 2015

Empresário dá US$ 1 milhão a 'melhor professor do mundo'

Indiano Sunny Varkey diz querer recuperar o status e o reconhecimento que a docência um dia já teve.

O Global Teacher Prize (Prêmio Professor Global, em tradução livre) oferece US$ 1 milhão (cerca de R$ 3 milhões) a um professor que se destaque em sua disciplina






Neste ano, o vencedor foi a americana Nancie Atwell que anunciou que iria doar o dinheiro para sua escola, no Estado americano do Maine.

Entre os que participaram da premiação, estavam o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o bilionário Bill Gates, que parabenizou Atwell por videoconferência.

O fundador e financiador do projeto é o indiano Sunny Varkey, que diz querer recuperar o status e o reconhecimento que a docência um dia já teve, além de dar à profissão um pouco de brilho e glamour.

No entanto, Varkey lembra que antes de lançar a iniciativa quase todos lhe disseram que sua ideia era terrível.

O empresário ouviu de muitas pessoas que dar um prêmio em dinheiro a um professor seria tratá-lo como uma estrela de cinema ou um banqueiro e, portanto, contra o espírito da educação.

Mas ele ignorou as críticas e seguiu seu instinto.

'A profissão mais importante'

"A docência é a profissão mais importante do mundo e deve ser respeitada como tal", defende Varkey.

Ele diz ficar irritado ao ver como as celebridades dos reality shows têm mais espaço nos meios de comunicação que as pessoas que realmente influenciam vidas, como professores.

Segundo Varkey, seguir seus instintos, apesar das críticas que recebeu, era agir como um verdadeiro empreendedor.

"Tem sido a história da minha vida", diz ele.

O multimilionário de origem indiana, que vive em Dubai, é um dos empresários mais bem sucedidos do mundo na área da educação.

O grupo comandado por Varkey administra escolas públicas e privadas em 14 países, a maioria delas no Golfo Pérsico, embora seu "império" se estenda também por Oriente Médio, Ásia, África, Europa e Estados Unidos.

Agora ele planeja expandir suas operações para mercados como o Extremo Oriente, América Latina e África.

História
Pais de Varke eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia (Foto: BBC) 
Pais de Varke eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia (Foto: BBC)
 
Varkey leva a educação em seu sangue.

Seus pais eram professores cristãos que emigraram para Dubai em 1959 da região de Kerala, no sul da Índia.

"Chegando aonde chegamos foi uma tarefa hercúlea", lembra ele.

A família viajou de barco para o Golfo e ali lançou um negócio de aulas particulares, abrindo, logo depois, uma escola para a comunidade local de indianos.

Sendo o mais jovem, Varkey ajudava a dirigir o ônibus escolar.

"Eu me lembro do respeito com que eles (alunos) tratavam meus pais. Na Índia, os professores também são muito respeitados".

No entanto, ele diz estar "chocado" com a perda de status da docência ultimamente.

"Por trás de primeiros-ministros, presidentes e cientistas, há professores que não são percebidos por ninguém", adverte ele.

Quando em uma ocasião pôde participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, afirma ter notado o mesmo desdém da elite política. "Ninguém falou sobre professores e educação".

Varkey criou o prêmio em Dubai, uma cidade que fala vários idiomas e não deixa nada passar em branco.

A primeira cerimônia de premiação atraiu líderes mundiais, e alguns dos finalistas chegaram a se encontrar com o papa Francisco, no Vaticano.

Para Varkey, a mensagem é que o ensino não deve ser sempre um "desconhecido".

Falta de professores
 
Falta de professores é problema em países em desenvolvimento

No entanto, em grande parte do mundo em desenvolvimento, um dos grandes problemas das escolas é a falta de professores.

A ONU advertiu que, nos próximos 15 anos, serão necessários mais de 4 milhões de professores de níveis primário e secundário somente na África subsaariana.

Varkey, que é embaixador da boa vontade da Unesco, o braço das Nações Unidas para educação, financiou o treinamento de 12 mil professores em Uganda por meio de sua fundação e planeja expandir esse número para 250 mil.

A meta é ousada: para cada estudante privado a quem é dada instrução, o objetivo do empresário é educar outros 100 alunos de escolas públicas.
Seu grupo também tem uma unidade de inovações, na qual testa o uso de novas tecnologias na sala de aula para melhorar o processo de ensino ou ajudar os professores a chegar a mais alunos.

"A tecnologia tem feito muito para as outras indústrias e eu acho que a educação será adicionada à lista; é só uma questão de tempo", conclui.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/05/empresario-da-us-1-milhao-a-melhor-professor-do-mundo.html

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Seduc inicia seminário internacional de formação continuada

 

Cerca de 150 profissionais da educação começaram a discutir nesta segunda-feira (11.05) processos e práticas educacionais inovadoras, experiências bem sucedidas e perspectivas estratégicas no contexto do Mercosul. A programação faz parte do Seminário Internacional de Formação Continuada e Docentes em Serviço, que segue até o dia 15 de maio, no Mato Grosso Palace Hotel, em Cuiabá.

Durante toda a semana serão debatidos assuntos como a relevância e emergência da formação continuada; as experiências e perspectivas em gestão, implementação e avaliação de políticas, uso de tecnologia de informação e comunicação em formação continuada em instituições no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Entre os participantes estão docentes da Educação Básica, professores universitários formadores de professores, gestores educacionais e estudantes universitários e demais interessados.

Na abertura, o secretário Adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), Gilberto Fraga, destacou que o seminário reúne diversos profissionais comprometidos com o ensino e dispostos a evoluir na tarefa de ensinar. “Nos próximos dias, teremos a oportunidade de, acima de tudo, compartilharmos experiências, algumas extremamente exitosas, tanto do Brasil, quanto dos países do Mercosul. Que nessa reflexão possamos nos apropriar desses conhecimentos e ganharmos tempo que já não temos mais”, afirmou, se referindo à implantação de políticas públicas, estratégias e pesquisas que possam contribuir para o avanço da educação.

Segundo Fraga, Mato Grosso tem um enorme desafio no que se refere à educação. Além da diversidade, muitas vezes inimaginável, dimensões continentais e dificuldades de acesso às localidades, o Estado possui professores que apresentam fragilidade na formação inicial, o que impacta diretamente na execução das suas práticas como docente. “Me refiro a um diagnóstico já realizado. O que precisamos é saber quais são essas dificuldades e como superá-las, e qualificar nossos profissionais”, destacou.

Nesta tarefa, o secretário afirmou ainda que a pasta conta com a importante parceria dos Centros de Formação e Atualização de Professores (Cefapros) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). As instituições promovem ações e discussão dos desafios colocados, no atual contexto educacional, para os formadores de educadores e para os que planejam e coordenam ações de formação continuada de professores.

Para a professora Izaura Maciel, que atua na educação especial e como intérprete de Libras, a formação continuada dever ser vista como parte integrante do trabalho docente, e a participação de eventos como o seminário é também de grande relevância, neste sentido. “A expectativa é que o evento traga novas experiências de outros países e estados que possam contribuir para o avanço da educação básica, para que o aluno se torne agente do seu aprendizado. Em encontros como este, muitas vezes, detectamos nossas carências e vemos exemplos concretos de como promover a melhoria das nossas atividades e da educação.”

A abertura contou com a presença das representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Profª Drª Izabel Lima Pessoa, da Reitoria da Unemat, da Pró-Reitora de Ensino de Graduação da Unemat, Profª Drª Vera Maqueia, do Reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), José Bispo Barbosa, do presidente do Conselho Estadual de Educação, Carlos Alberto Caetano, do coordenador em Mato Grosso do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul (Pasem), Profº Drº Kilwangy Kapitango-a-Samba, além do deputado Wilson Santos, presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT).

O seminário é uma realização da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com o Laboratório de Metodologia Científica e Grupo de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual de Mato Grosso (GPEPPS/UNEMAT/CNPq), e conta com o apoio do Estudos de Filosofia e Formação da UFMT e financiamento do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul (Pasem). 

VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT


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http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-inicia-semin%C3%A1rio-internacional-de-forma%C3%A7%C3%A3o-continuada.aspx

Ministro abre debate sobre base curricular com a área científica

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, reuniu-se nesta segunda-feira, 11, em São Paulo, com entidades científicas para debater a elaboração da base nacional curricular comum. “É uma reunião para debater assunto específico, uma das pautas mais importantes porque foi determinada pelo Plano Nacional de Educação”, disse o ministro. “É uma decisão de somar esforços na educação básica.”

O encontro com integrantes das entidades científicas foi promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), como parte de reunião de trabalho com a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação para a construção da base comum, prevista na Lei n° 13.005, de 25 de junho de 2014, a Lei do PNE.

De acordo com Janine Ribeiro, o plano é claro ao determinar a instituição da base nacional curricular comum. Segundo ele, a adoção dessa base não é obrigatória, mas importante. “A proposta trará a noção de conhecimento que cada área considere essencial” afirmou. “É importante também para organizar melhor o trabalho dos professores e fazer uma ligação entre o que se ensina em um país continental como o nosso.”

Presente ao encontro, o secretário de educação básica do Ministério da Educação, Manuel Palacios, explicou que o MEC pretende promover reuniões com representantes de estados e municípios para produzir a versão preliminar do documento. Como estabelece o PNE, a base nacional curricular comum deve estar concluída até junho de 2016. “A intenção é terminar essa primeira proposta até julho, e temos de abrir debates com entidades científicas, universidades, professores e todos os atores desse processo”, disse Palacios. “Queremos um debate nacional para produzir um pacto federativo o mais avançado possível.”

A reunião conta com a participação das professoras Maria Eunice Marcondes, da Universidade de São Paulo (USP), e Edênia Ribeiro do Amaral, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Elas falarão sobre os princípios gerais para a área de ciências da natureza na construção da base nacional curricular. Os princípios gerais para a área de matemática serão abordados pelo professor Marcelo Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os debates têm a coordenação do professor Ítalo Dutra, da Diretoria de Currículos e Educação Integral da SEB.


Assessoria de Comunicação Social


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21288

sábado, 9 de maio de 2015

Educação: seminário internacional de formação continuada será realizado em Cuiabá


Os processos e práticas educacionais inovadoras e as perspectivas estratégicas no contexto do Mercosul serão debatidos durante o Seminário Internacional de Formação Continuada e Docentes em Serviço, que será realizado entre os dias 11 e 19 de maio, no Mato Grosso Palace Hotel, em Cuiabá. Vale ressaltar que as inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 08/05 (sexta-feira). As vagas são limitadas.
Podem participar do evento docentes da Educação Básica, professores universitários formadores de professores, gestores educacionais e estudantes universitários e demais interessados.
Entre os assuntos em pauta estão a relevância e emergência da formação continuada; as experiências e perspectivas em gestão, implementação e avaliação de políticas, em uso de tecnologia de informação e comunicação em formação continuada em instituições no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
O seminário conta com a participação de representantes da Direção Geral de Escolas de Governo de Mendonza, da Escola Normal Superior de San Miguel Domingo Faustino Sarmiento e do Ministério da Educação da Província de Tudumán (Argentina), Ministério de Educação e Cultura e Instituto de Formação Docente do Paraguai, e Conselho de Formação em Educação/Instituto de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores do Uruguai.
Participam ainda emissários das secretarias de Estado de Educação do Amapá e Rondônia, Universidades Federal do Ceará (UFC) e Estadual de Londrina (UEL), além de professores doutores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), entre outros.  
A realização é da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) em parceria com o Laboratório de Metodologia Científica e Grupo de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual de Mato Grosso (GPEPPS/UNEMAT/CNPq). Conta ainda com o apoio do Estodos de Filosofia e Formação da UFMT, e financiamento do Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul.
Serviço:
Inscrição: interessado deve encaminhar os seguintes dados até o dia 08/05: Nome Completo, CPF, Instituição de vínculo trabalhista ou estudantil, telefone de contato e e-mail, para: unematlmc@gmail.com
Período: 11 a 15 de maio, para público em geral e de 11 a 19 de maio, para Pasantes do Intercâmbio-PASEM.
Local: Mato Grosso Palace Hotel (Rua Joaquim Murtinho, 170. Tel. (65)3614-7000. Próximo à Praça da República na Av. Getúlio Vargas)
Cidade do evento: Cuiabá, Mato Grosso-Brasil
Informações: (65) 3613-6404
Confira a programação: Programacao.pdf

Viviane Saggin
Assessoria Seduc/MT
http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Educa%C3%A7%C3%A3o-semin%C3%A1rio-internacional-de-forma%C3%A7%C3%A3o-continuada-ser%C3%A1-realizado-em-Cuiab%C3%A1.aspx

Comissão inicia discussão sobre Ciclo de Formação Humana


A comissão de estudo sobre o Ciclo de Formação Humana, criada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizou na manhã desta quinta-feira (07.05), a primeira reunião de trabalho. A intenção é promover uma análise reflexiva sobre a prática educativa e o sistema, os avanços, limites e possibilidades, bem como as perspectivas para o Estado, baseada em estudos feitos pelos membros do grupo.
As discussões terão como base: aspectos filosóficos, sociológicos e políticos, analisando as falhas e lacunas ocorridas desde o início da implantação do sistema em Mato Grosso; planejamento; formação inicial e continuada dos docentes; avaliação e participação da família. “A secretaria está buscando ainda, internamente, fazer uma autocrítica sobre a forma que processo foi iniciado e como vem sendo desenvolvido o trabalho até hoje”, explicou o secretário adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga.

A diretora de Licenciaturas da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Rinalda Bezerra, disse que as universidades, que são as formadoras de docentes, precisam fazer também uma avaliação institucional. “Devemos preparar nossos futuros professores para este novo método de ensino, que tem gerado muita discussão”, afirmou, destacando que a responsabilidade pela aprendizagem no Ciclo é sempre compartilhada por um grupo de docentes e não mais por professores individualmente.
Para a conselheira de Estado de Educação (CEE-MT), Maria Luiza Zanirato, a expectativa dos profissionais da educação é que o estudo explicite para a sociedade as dificuldades que a categoria tem na implantação do sistema, e que possa apresentar alternativas e avanços, tendo a cooperação de todos os envolvidos: escola, professores, educandos e pais. “A prioridade deve ser o aluno. Ele tem que ser observado para a aplicação de conteúdo e respeitado como indivíduo, em cada etapa da vida”.

 
O secretário ratificou que o sistema deve ser compreendido como uma ação coletiva e participativa, o que constitui num dos princípios fundantes do processo democrático requerido pelos ciclos de formação humana na organização escolar. “A comunidade assume papel relevante na condução do destino da escola. É uma situação que requer o seu envolvimento com os projetos escolares, identificando as dificuldades e problemas que impedem os alunos de aprenderem e avançarem em seus estudos”, afirmou, destacando que, ao final dos trabalhos, a comissão deve redigir um documento que será encaminhado ao governador do Estado, Pedro Taques.
Na ocasião, a comissão definiu o calendário de encontros. A próxima reunião foi agendada para o dia 25 de maio.
Membros
A comissão é formada por técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Conselho Estadual de Educação (CEE), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (Uncme-MT), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Assembleia Legislativa.
A comissão poderá receber contribuições de representantes da sociedade civil organizada no decorrer dos trabalhos, que deverão ser concluídos em 180 dias.
VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Comiss%C3%A3o-inicia-discuss%C3%A3o-sobre-Ciclo-de-Forma%C3%A7%C3%A3o-Humana-.aspx

domingo, 3 de maio de 2015

Vida virtual da escola depende da formação do professor

Pesquisa aponta tendências para o uso de tecnologia na educação e como os educadores interagem com essas ferramentas
A formação e atualização de professores está ligada ao uso de recursos digitais nas escolas. É isso o que aponta a primeira etapa do relatórioTendências da Vida Virtual na Educação (TVVE), produzido com o apoio da ferramenta de diagnóstico de aprendizagem QMágico. Segundo o levantamento, a dimensão do impacto da tecnologia na escola tem relação com a capacitação dos educadores para saber quais ferramentas estão disponíveis e quando podem usá-las.
A pesquisa considerou a percepção de gestores de escolas em 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, contabilizando 956 públicas e 147 privadas. Quando questionados sobre o fator que mais contribui para o aumento do uso de tecnologia na educação, a formação de professores apareceu em primeiro lugar com 36,5% das respostas, seguidas por outros itens como melhor conexão à internet (28,5%) e computadores disponíveis para o uso dos alunos (19,3%).
QMágico Tecnologia Formação ProfessoresCrédito: maglara / Fotolia.com

“Os recursos virtuais serão essenciais para um aprofundamento dos conteúdos apresentados tanto dentro de sala de aula quanto fora dela, desde que os professores sejam capacitados para a sua utilização”, diz no relatório a diretora Francisca dos Santos, da Escola Estadual Valdicleiwtson da Silva Menezes, de Cedro (PE).
Mais da metade dos gestores concordam plenamente (31,85%) ou parcialmente (43,31%) com a afirmação de que o que falta para aumentar a vida virtual das suas escolas é a formação de professores em tecnologia. João Paulo Uchôa, idealizador-executivo do relatório TVVE, explica que essa capacitação consiste em mostrar para o professor como a tecnologia pode ser uma ferramenta utilizada no trabalho dele. “As coisas passam a fazer parte do dia a dia do professor quando elas ganham sentido e significado”, explica.
De acordo com o relatório, os dispositivos mais presentes na escola são os projetores (85%), os computadores para alunos (76,5%) e professores (75,5%) e as câmeras digitais (73%). Ao investigar os benefícios que as escolas buscam ao adotar recursos virtuais, identificou-se que 21,5% das instituições desejam prover conteúdos que atendam à proposta de aula. Outros propósitos como captar a atenção dos alunos (17%) e otimizar o tempo em sala de aula (14,5%) também encabeçam a lista, relevando um uso que ainda está muito relacionado ao formato de aula tradicional.
Em contrapartida, o relatório também identifica uma tendência de que o uso de recursos virtuais aumente nas escolas durante os próximos anos, incorporando mais ferramentas relacionadas a um ensino personalizado, como jogos virtuais e listas de exercícios online.  “A tecnologia vai se moldar e se adaptar à realidade da escola”, comenta Uchôa.
A primeira fase do relatório TVVE já está disponível para download. A previsão é que a segunda etapa apresente um novo recorte nacional, acrescentando a percepção dos professores sobre o uso de tecnologia na escola. “O que deixa a gente feliz é que todos estão buscando significados para o uso da tecnologia”, afirma o empreendedor Thiago Feijão, criador do QMágico.

http://porvir.org/porpensar/formacao-de-professores-reflete-vida-virtual-da-escola/20150430

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...