quarta-feira, 22 de abril de 2015

Professores defendem maior formação para educação de qualidade, mostra estudo

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília

Estudantes que não aprendem o adequado em matemática ou em português é o que se percebe ano após ano, quando são divulgados os resultados de avaliações como a Prova Brasil. Mas o que pensam os professores de escolas públicas? Uma pesquisa inédita da Fundação Lemann em parceria com a Instituto Paulo Montenegro e o Ibope Inteligência mostra que os professores consideram positivas as avaliações externas e defendem a formação para melhorar o trabalho em sala de aula. Muitos dizem que não são consultados na hora de implementar programas ou políticas nas escolas.
O levantamento mostra que 80% dos professores acreditam que ter formação específica para orientar o trabalho a partir das avaliações externas inluencia positivamente a educação em escolas públicas. Para 66% dos professores, saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano facilita o trabalho do professor. Disponibilizar materiais didáticos digitais de qualidade é visto como algo positivo por 92% dos professores – mesmo percentual que acha positiva a capacitação profissional para a aplicação dessas tecnologias em sala de aula.
"Professor é uma profissão que foi escolhida, geralmente se faz licenciatura sabendo que se quer ser professor", diz o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria. "Um ponto é garantir condições de trabalho para que o professor não perca essa expectativa. Se o professor não vê retorno, pode se desmotivar, pode deixar de ter essa gana de fazer o aluno aprender", acrescenta.
A pesquisa Conselho de Classe – A Visão dos Professores sobre a Educação no Brasil foi feita com profissionais do ensino fundamental de escolas públicas. Foram feitas mil entrevistas, em 50 municípios das cinco regiões brasileiras, entre os dias 19 de junho e 14 de outubro de 2014. A margem de erro é 3 pontos percentuais, e o nível de confiança, 95%.
Quando o assunto é ser consultado para a implementação de programas e políticas na escola onde trabalha, cerca de um terço (34%) diz não ter tido a possibilidade de opinar, 20% disseram ter a possibilidade de opinar apenas após a implementação; 45% atestam terem sido consultados antes e 1% não sabe ou não respondeu.
Dentro da própria escola, 56% dizem que sempre têm a opinião levada em consideração por diretores, coordenadores e pedagogos, 41% são ouvidos algumas vezes e 3% nunca. Em relação à Secretaria de Educação à qual a escola está vinculada, as porcentagens passam para 13% sempre; 61% algumas vezes e 23% nunca. Pelo Ministério da Educação (MEC), 4% dizem ser sempre levados em consideração, 55%, algumas vezes e 40% nunca. O 1% restante em cada categoria não soube ou não respondeu.
A pesquisa também avaliou o que os professores pensam sobre a base nacional comum curricular, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Pela lei, sancionada no ano passado, a base deve estabelecer os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. O levantamento mostrou que ainda há muitas dúvidas em relação ao que seria essa base e de que forma ela poderia ajudar no ensino.
Os dados levantados mostram que 52% dos professores concordam totalmente que os currículos devem ter uma base comum; 55% concordam totalmente ou em parte que a diversidade regional do país seria desconsiderada com uma base comum e 25% discorda totalmente ou em parte que uma base comum possa diminuir as desigualdades educacionais.
De acordo com o coordenador, o diálogo com os professores está aquém do que deveria, sobretudo dentro das escolas e, esse diálogo, é fundamental para a definição de uma base comum. "A informação vem [para os professores] de forma assimétrica. Se tem uma comunicação mais clara, consegue-se levar o argumento e a resistência pode deixar de existir, pode ser que a base comum faça mais sentido para a escola. Essa base vai ter que buscar o essencial."
Para 83% dos professores, os representantes da categoria devem participar da construção da base, enquanto para 40%, eles devem liderar as discussões. Logo em seguida, aparecem os representantes do MEC, 81% acreditam que eles devem participar e 29%, liderar e os representantes das secretarias estaduais de educação (73%, participar e 6%, liderar) e das secretarias municipais (69% e 5% respectivamente)
A pesquisa mostra ainda que os fatores que têm mais impacto no cotidiano escolar estão ligados à falta de apoio para lidar com alunos que precisam de algum tipo de atenção especial – 50% dos professores. Entre esses fatores estão a falta de acompanhamento psicológico (21%), a defasagem de aprendizado (12%), a aprovação de alunos que não estão preparados para o próximo ciclo (10%) e a falta de condições adequadas para inclusão de alunos com deficiência (7%).
Entre os professores do 1º ao 5º ano é maior a porcentagem dos que apontam a falta de acompanhamento psicológico para alunos como principal problema (27%). Entre os professores do 6º ao 9º ano, a indisciplina dos alunos é destacada em maior proporção (18%).

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/04/22/professores-defendem-mais-formacao-e-apoiam-avaliacoes-externas-diz-estudo.htm

terça-feira, 21 de abril de 2015

Seduc recebe exposição sobre Marechal Cândido Rondon


A trajetória do brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon é tema da exposição itinerante “Rondon: A Construção do Brasil e a Causa Indígena”, que chega à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), na próxima quarta-feira (22.04). A mostra – que é direcionada às escolas públicas, aos professores, pesquisadores, alunos e público em geral – fica até o dia 24 de abril , no hall de entrada da instituição. A abertura ocorre às 8h30.

A exposição - que faz parte do Projeto Memória, uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil, é composta por 16 painéis, contendo fotos e textos que contam o caminho percorrido pelo “Marechal da Paz” ou “Marechal Humanista” na vida e na frente da implantação das linhas telegráficas no Brasil. Além disso, serão exibidos duas produções cinematográficas: “Rondon e a Cartografia” e “Roosevelt Rondon - a expedição”, ambos com direção do cineasta e jornalista Cacá de Souza.

O primeiro, um média metragem, apresenta um rico material fotográfico, cinematográfico e cartográfico realizado pelo próprio Rondon e seus auxiliares. Nas longas missões pelo interior do país que se estenderam por mais de cinco décadas foram reunidas informações e referências geográficas e antropológicas relevantes e precisas para o desbravamento do interior do país. Seus resultados deram ao marechal mato-grossense reconhecimento internacional.

Já o segundo, em vídeo, traça um paralelo entre a expedição realizada pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt e o Marechal Rondon para chegar a nascente do Rio da Dúvida, em pleno coração da América do Sul. Rastrear os registros desta aventura foi o viés exploratório do diretor, que traz o resgate em filmes, fotos e documentos localizados em instituições como a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e museus americanos e brasileiros. 

“Essa é uma ação que integra a programação comemorativa aos 150 anos de Rondon, que nasceu em 05 de maio de 1865”, lembra a coordenadora de Projetos Educativos da Seduc, Mariana Máximo, ressaltando que 2015 foi estabelecido pelo governo do Estado como o ano de Rondon - também considerado o Patrono das Comunicações no Brasil.

Criado em 1997, o Projeto Memória tem a missão de resgatar, difundir e preservar a memória cultural do País por meio de homenagens a personalidades que contribuíram para a transformação social e a construção da cultura brasileira. Oferece ainda suporte a professores, pesquisadores e estudantes de todo o Brasil.

Homenagem

Cândido Rondon foi um grande pacifista. Com descendência indígena, nasceu em 1865, em Mato Grosso. Adotou o lema “Morrer se preciso for; matar, nunca!” e gerou uma nova relação entre o Estado e os indígenas, sendo um dos responsáveis pela instituição do Dia do Índio.

Ao todo, percorreu mais de 50 mil quilômetros em território nacional, incluindo em mapas rios ainda não catalogados. Em sua trajetória, destaca-se também sua atuação pela integração nacional, tendo como princípio o Positivismo, do qual se tornou adepto. Deixou seu nome na história do Brasil e foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz. “É um oportunidade dos visitantes perceberam a importância de Cândido Rondon para a valorização do Índio em painéis que contam a história”, afirmou a coordenadora da Biblioteca, Valéria Alves de Oliveira.

Serviço
O que: Exposição Rondon: A Construção do Brasil e a Causa Indígena / Projeto Memória 
Quando: 22 a 24 de abril 
Local: Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) 
Informações: 3613-6321 / 6414 / 6306


VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-recebe-exposi%C3%A7%C3%A3o-sobre-Marechal-C%C3%A2ndido-Rondon.aspx

Seduc e UFMT discutem parceria para o projeto Novos Talentos

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) recebeu, nesta sexta-feira (17.04), representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e de escolas estaduais engajadas no Projeto Novos Talentos. O objetivo foi discutir formas de parceria no desenvolvimento das ações no Estado – que perpassam por temas como a sociologia, tecnologia, cultura científica, relações políticas e sobre vários aspectos do contexto de mundo globalizado atual.
Participaram do encontro o secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Seduc, Gilberto Fraga, a professora do Instituto de Educação (IE) da UFMT, uma das coordenadoras do projeto, Tânia Maria de Lima, a diretora do Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo Profª Arlete P. Miguelette (Ceaada), Gláucia Paes de Barros, e os representantes das escolas estaduais Fernando Leite de Campos, Pascoal Ramos e Nilo Póvoas: Vania Regina de Almeida, Antônio João de Farias e Donizete Lonzada, respectivamente, entre outros.
A comissão solicitou apoio financeiro da secretaria para transporte dos alunos, quando necessário, para as oficinas, seminários, palestras e aulas de campo. A coordenadora Tânia Lima explicou que o Novos Talentos é voltado ao apoio a projetos extracurriculares para professores e alunos da educação básica, visando à disseminação do conhecimento científico, ao aprimoramento, à atualização do público alvo e à melhoria do ensino de ciências nas escolas públicas. “O projeto – que inclui ainda estudantes e professores surdos – engloba um conjunto de ações, tanto na universidade quanto nas escolas”.


De acordo com Gilbeto Fraga, a Seduc e UFMT firmarão um termo de cooperação para institucionalizar o projeto. “Após a adesão das instituições, as escolas participantes poderão solicitar a suplementação de recursos junto à secretaria, dentro de seus Projetos Políticos Pedagógicos (PPP)”, ressalta, informando que o PPP é um instrumento que expressa a forma que é organizada o trabalho pedagógico e de gestão que é desenvolvido pela escola.
Desenvolvido pela UFMT, o projeto está sob responsabilidade da Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 


VIVIANE SAGGIN
Assessoria Seduc/MT
http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-e-UFMT-discutem-parceria-para-o-projeto-Novos-Talentos.aspx

O aluno sabe-tudo. E agora, professor?


Escrito por Luciana Allan

“Os professores podem ser substituídos por uma máquina”. “As escolas como as conhecemos estão obsoletas”. As duas frases, a primeira proferida na Campus Party, em São Paulo, em 2012, e a segunda na TED, na Califórnia, em 2013, são de autoria de Sugata Mitra, professor da Newcastle University, na Inglaterra, e um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia educacional. Os pensamentos do professor Mitra são a síntese das transformações que estão desafiando os modelos pedagógicos desenhados há centenas de anos para formar aprendizes que até recentemente eram estimulados a, exclusivamente, repetir e decorar informações, e não a aprender com base em suas próprias descobertas.
Há tempos que a neurociência vem investigando como o cérebro consegue se desenvolver quando estimulado e criar novas conexões à medida que adquirimos mais conhecimentos ao longo da vida. Aplicada no campo da educação, diversos estudos indicam que os nativos digitais já não retêm mais informações e conceitos como seus pais e avós, que seguiam uma mesma cartilha e metodologia de ensino, e que o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas ocorre de maneira muito mais independente, ou seja, eles têm maior capacidade de aprender sozinhos.
Impossível não vincular o nascimento de uma nova geração de aprendizes ao surgimento das novas tecnologias digitais, que passaram a disponibilizar informações a qualquer hora e em qualquer lugar. Se antes o professor exercia seu poder sobre a classe porque era o único detentor do saber, hoje basta que o aluno faça uma rápida pesquisa no celular ou em outra mídia para acessar respostas e conteúdos didáticos de qualquer disciplina.
A partir do final dos anos de 1990, o professor Mitra realizou diversas experiências em comunidades pobres da Índia, disponibilizando computadores com acesso à internet a crianças que nunca tinham visto um PC e sem passar nenhuma orientação de como usá-los. Descobriu que, mesmo sem a presença de um professor, elas conseguiram aprender inglês e questões complexas como a replicação do DNA.
Atualmente, Mitra está mergulhado em um projeto de criação de “escolas na nuvem”, nas quais os alunos, conectados e guiados por professores-mentores, que trarão propostas de discussão de temas diversos, estarão no comando da aprendizagem e irão compartilhar a distância o que sabem, ajudando na formação de outros estudantes, mesmo os que vivem em regiões remotas.
Já não nos impressionamos com crianças de dois anos que mexem intuitivamente em um tablet ousmartphone. Seria inócuo negar os benefícios que a tecnologia pode trazer à formação dos futuros profissionais, que, mais do que saber ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas, precisam desenvolver a inteligência emocional, entre outras habilidades.
Mas qual é o perfil dos professores contemporâneos? Estão mesmo sendo substituídos por máquinas e a escola passando a ter seus dias contados para fechar as portas? Certamente que não. Com um universo cada vez maior de conteúdos armazenados em grandes bancos de dados, que podem ser interconectados para estruturar novas redes de conhecimento, a eles cabe, cada vez mais, o importante papel de tutoria e de identificar os potenciais de seus alunos para adaptar o aprendizado de acordo com os interesses e as habilidades de cada um.
Jean Piaget já antecipava a visão de pensadores como o professor Mitra muito antes de a tecnologia derrubar as paredes das salas de aula: “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe”.
As tecnologias educacionais têm sido, sem dúvida, essenciais para repensar modelos pedagógicos obsoletos e ajudar os professores a finalmente conduzir seus alunos a alcançar seu potencial pleno, e não mais formar clones que se contentam em aprender o que irão esquecer logo depois das provas. Mas sem a orientação de seus tutores, corremos o risco de formar uma geração de distraídos que não sabem o que fazer com avalanches de informações.

Artigo publicado na edição de fevereiro de 2015.

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/colunistas-pm/luciana-allan/1249-o-aluno-sabe-tudo-e-agora-professor

Professores rejeitam proposta e greve continua em Barão de Melgaço (MT)

Greve na rede municipal de Barão de Melgaço começou dia 19 de março.
Professores pedem que salário aumente de R$ 850 para R$ 1.438.


Os professores da rede municipal de Barão de Melgaço, distante 121 km de Cuiabá, rejeitaram a proposta de reajuste salarial encaminhada pela prefeitura para subir o salário atual de R$ 850 para R$ 1.150. Com isso, a greve da categoria, que já dura 31 dias, segue sem previsão de término, segundo o sindicato que representa a categoria (Sintep-MT). Os trabalhadores pedem que o salário seja de R$ 1.438. Atualmente, o município conta com 480 alunos matriculados em duas creches e em escolas da zona rural. Aproximadamente 70% desses estudantes estão sem aulas devido à paralisação.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT), subsede Barão de Melgaço, Antônio Carlos de Amorim, a proposta encaminhada pela prefeitura não atende ao valor pedido pela categoria. O piso nacional para o professor que trabalha 40 horas semanais é de R$ 1.917. “Como aqui em Barão trabalhamos 30 horas, pedimos o recebimento do salário proporcional às horas trabalhadas segundo o piso nacional, o que dará um valor de R$ 1.438. Enquanto não conseguirmos isso, a greve continua”, disse.
O prefeito de Barão de Melgaço, Antônio Ribeiro Torres, informou ao G1 que a prefeitura não tem condições de pagar o salário que o sindicato pede. “O município não tem receita para parar o valor pedido pelo sindicato. O que nosso orçamento permite é R$ 1.150 como já encaminhado aos professores”, afirmou.
Torres disse ainda que não recebeu o ofício em que consta que o sindicato rejeitou a proposta. Segundo o presidente do Sintep-MT, o documento não foi protocolado ainda porque nesta segunda-feira (20) é ponto facultativo no município devido ao feriado de Tiradentes na próxima terça-feira (21). Na quarta-feira (22), segundo ele, esse ofício será encaminhado à prefeitura. A greve dos professores começou no dia 19 de março.


http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/04/professores-rejeitam-proposta-e-greve-continua-em-cidade-de-mt.html

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Representantes da Colônia Russa buscam recursos para escola em zona rural


Representantes da Escola Estadual Campo Massapé, localizada no município de Primavera do Leste, reuniram-se nesta quinta-feira (16.04) com gestores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para discutir sobre medidas de inclusão e desenvolvimento pedagógico.
 
A escola de zona rural atende 161 estudantes, dos níveis fundamental e médio, dos quais 70% fazem parte de uma colônia russa, existente na região. A comunidade foi formada, em meados da década de 70, quando algumas pessoas vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida e de acolhimento.
 
Aos poucos, foram se adaptando ao idioma e alguns costumes do país, porém eles ainda mantêm cultura, hábitos, língua mãe, religião e até mesmo suas vestimentas bem conservados. Esta é a dificuldade que eles têm encontrado em sua adaptação.
 
Segundo Larion Oshmukov, representante da comunidade, a maior dificuldade encontrada por parte dos educadores, que vêm de fora é a de entender e respeitar as diferenças. "Quem vem de fora, muitas vezes não consegue ter uma continuidade no trabalho. Isso acontece porque muitas vezes a pessoa não entende os nossos costumes e acaba não sabendo como trabalhar com nossos estudantes". Explica.
 
Ainda sobre a diversidade cultural, Gilberto Fraga, secretário-adjunto de Políticas Educacionais, destaca a importância do respeito à cultura alheia, em todos os aspectos necessários. "Nós somos diferentes desde o princípio e é nas diferenças que temos que encontrar as nossas semelhanças."
 
Além disso, a escola encontra-se em uma situação estrutural precária. "A unidade recebeu 24 aparelhos de ar condicionado, que já foram instalados, mas não funcionam devido à falta de estrutura elétrica. Eles exigem uma potência alta e, por isso, acabam enfraquecendo o sistema de energia elétrica de forma geral", explicou Elizânia Mendes da Silva, diretora da escola.
 
Uma visita dos representantes das Superintendências de Gestão Escolar, de Diversidade e de Infraestrutura e Monitoramento Escolar da Seduc foi agendada para o início do próximo mês, com o objetivo de analisar todas as dificuldades encontradas para obter uma tomada de decisão efetiva.

Lina Obaid
Assessoria Seduc-MT
http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Representantes-da-Col%C3%B4nia-Russa-busca-recursos-para-escola-em-zona-rural.aspx

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Seduc possibilita sonho e inaugura aulas para catadores de recicláveis

A aula inaugural para catadores de resíduos sólidos de uma associação de Várzea Grande, na manhã desta quarta-feira (15.04), representa um marco para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Trata-se de uma oferta de educação básica inédita, que possibilita a realização de um sonho para estes profissionais.

São 37 alunos, matriculados inicialmente, que vão frequentar as aulas na sede da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Várzea Grande (Assacavag), na comunidade Cidade de Deus, que funcionará como sala anexa do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), Licínio Monteiro.

O atendimento, além de garantir um direito do cidadão à educação, envolve outros aspectos importantes. Segundo a presidente da Associação, Joana Fátima de Paula, os alunos que buscam estudos nas escolas que atendem esta modalidade, mesmo com o ensino voltado aos jovens e adultos, não raramente desistem, “pois, são vítimas de discriminação”.

De acordo com Joana, “por mais que o catador passe em casa e tome o banho, o cheiro do lixo não sai, porque está impregnado”. Isso acaba afastando os catadores da sala de aula. Eles poderão conciliar na prática uma grande dificuldade do estudante jovem e adulto, que é o de compatibilizar os tempos de escola e de trabalho.
 
 
O professor Antônio Marcos de Mattos, técnico da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (CJA), destacou que a vontade coletiva dos membros da Associação e sua determinação permitiram que a Secretaria de Educação também se mobilizasse para que eles pudessem tornar este sonho possível.

“Destacamos a importância desta oferta e a responsabilidade de cada um dos envolvidos nela. O sucesso será capaz de garantir, futuramente, outras demandas com características semelhantes”, disse o professor.

O secretário de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, reiterou que não se trata de nenhum favor aos catadores e, sim, de uma obrigação que o Estado tem com os seus cidadãos. 
 
 
Para o secretário, a sala de aula, na sede da Associação, deve se constituir um espaço onde se deve aprender. “O ato de aprender antecede o de ensinar, aspecto não só importante como fundamental na prática pedagógica do professor da EJA, bem como estratégia metodológica, haja vista os saberes e a história de vida que cada estudante traz consigo ao chegar à sala de aula”, disse Fraga, citando o educador Paulo Freire.

Assessoria 
Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Seduc-possibilita-sonho-e-inaugura-aulas-para-catadores-de-recicl%C3%A1veis.aspx

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cresce MT: educação deve ser compromisso de todos

O enfrentamento do desafio constitucional de garantir o direito à educação deve ser um compromisso de toda a sociedade civil e esferas governamentais. Sob essa ótica, especialistas, autoridades, produtores rurais, entre outros, fomentaram discussões sobre a importância da educação na transformação da economia e da política mato-grossense, durante todo o dia de ontem (14.04), no seminário Cresce MT.
 
Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), o evento reuniu mais de 1.400 pessoas e contou com a participação de especialistas, como Ricardo Amorim, economista e consultor financeiro de investimentos, Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor e professor, e Xico Graziano, mestre em Economia Agrária e doutor em Administração, além do governador Pedro Taques (PDT), do secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Gilberto Fraga, e do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, entre outros.
 
 
No painel "A interferência da educação na economia e na política", Gilberto Fraga, evidenciou a necessidade de implementação de políticas públicas para mudar o cenário negativo em que Mato Grosso se encontra - resultado da ausência do poder público nos últimos anos -, com 8% de sua população analfabeta, no contexto geral, sendo 12% residentes no campo. "Diferentemente do que se possa pensar, essa situação não ocorre em municípios distantes da capital. Ocorre em Chapada dos Guimarães, Poconé, no mais distante, a 100 km", informou.
 
De acordo com ele, a atual gestão se dispõe a enfrentar o problema, com a responsabilidade de promover uma educação inclusiva. "É preciso que o Estado garanta o acesso à educação a todas as pessoas, independentemente da idade, pois esse é um direito público subjetivo", destacou, ressaltando que uma das medidas do Governo é o programa estadual de erradicação do analfabetismo, que será lançado nos próximos dias, além do compromisso de promover a discussão do sistema ciclado e de investimento na formação dos professores.
 
 
O governador Pedro Taques também reforçou que seu administração terá mania de educação, lembrando ser filho de professora e atuante como docente há 20 anos. "Precisamos debater e rever o sistema de ciclos no Estado, pois o tema foi mal discutido e, por isso, há uma dificuldade em se formar pessoas; promover a valorização profissional, entre outras questões", afirmou, declarando que o desafio é grande.
 
Especialistas – No contexto de formar e treinar pessoas, principalmente as que atuam no setor do agronegócio, o professor Mario Sergio Cortella, destacou que a educação vai além do treinamento, e que apenas ela garante a emancipação de uma pessoa. "Emancipação torna o cidadão autônomo, dono da própria ação, capaz de construir, aprender, crescer. Pessoas com mais educação são mais livres para fazer suas escolhas, tomar decisões e julgar por elas mesmas", garantiu.
 
Durante uma hora o filósofo falou sobre o tema, sempre diferenciando educação de escolaridade e informação de conhecimento. "É até ofensivo o Brasil ser a sétima economia do mundo e termos uma escolaridade tão degradada. Não podemos ser omissos, pois sermos omissos significa sermos cúmplices. Nossa tarefa é trabalhar no presente para termos orgulho no futuro do passado que criamos".
 
Cortella finalizou afirmando que educação é a base para a construção de uma sociedade, um processo de aprendizagem que começa desde cedo. "Se você acredita que educação não é um bom investimento, tente investir em ignorância", propôs a reflexão.
 
Já Xico Graziano defendeu, na palestra "A importância da Educação para o Agronegócio", uma escola de campo com identidade, assim como toda diversidade. "É necessário o aprofundamento da reflexão e proposição de propostas pedagógicas, onde as crianças possam conhecer melhor sua origem, de sua história e sobre a importância dos agricultores", lembrando que é preciso acreditar na força do conhecimento.
 
Sobre a questão do aumento de produção versus preservação, Graziano ressaltou que a saída é uma só: fazer os dois ao mesmo tempo - o que só é possível por meio da educação. "Os ecologistas do futuro serão os agricultores de hoje".
 
Fechando a programação, Ricardo Amorim analisou as oportunidades para o Mato Grosso em meio à crise econômica, trazendo a importância da área educacional. "A educação sempre foi fundamental, e hoje é ainda mais. E ela é muito mais que preparar as pessoas, é despertar a vontade nelas de serem melhores".
 
Para Amorim, é preciso que os poderes públicos invistam, mas gastem "bem" com a educação. Que promovam ensino básico de qualidade e ensino universitário acessível a todos. 


Viviane Saggin
Assessoria Seduc/MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Educa%C3%A7%C3%A3o-como-compromisso-de-todos.aspx

Governo propõe debate sobre escola ciclada e analfabetismo em MT


Combater o analfabetismo, discutir o ensino ciclado e investir em capacitação continuada são metas deste governo para elevar os índices de educação em Mato Grosso. Estes foram os pontos destacados como prioritários pelo governador Pedro Taques durante a 1ª edição do evento 'Cresce MT', realizado nesta terça-feira (14), no Cenarium Rural.
 
O evento, organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso, busca debater a forma como a educação pode interferir na política e na economia do estado. O tema é de fundamental interesse para esta gestão que, segundo Taques, fará fortes investimentos em educação, além de trazer para o debate com os professores o tema escola ciclada e implantar um plano de governo para erradicar o analfabetismo.
 
“Precisamos discutir o sistema de ciclos com os profissionais da educação e também implantar o plano de combate ao analfabetismo. Temos muitos analfabetos na zona rural. O desafio é grande e seu enfrentamento será de fundamental importância para o Estado de Mato Grosso”, afirmou Taques.
 
O secretário adjunto de políticas educacionais, Gilberto Fraga, pondera que os investimentos já realizados na educação não trouxeram os resultados esperados, por isso é necessário realizar políticas públicas concretas que garantam ao cidadão o direito à aprendizagem. “É preciso discutir o sistema de ciclos nas escolas e descobrir porque não está havendo aprendizagem de fato. Estes debates em um evento como este significa que o setor produtivo está de fato querendo discutir a educação”, avaliou.
 
A primeira palestra do evento ficou a cargo do filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, que conversou com o público sobre como a educação é capaz de transformar a política e a economia de um Estado. “Que a gente seja capaz de pensar como que um Estado grande como Mato Grosso se eleva quando é capaz de levar mais conhecimento para a população. Para fazer melhor é preciso potencializar a formação. Importante pensar que educação não é só sinônimo de escola. Ela se dá no trabalho, na escola, na família, na mídia, por isso a importância dessa reflexão”. 


SINARA ALVARES
Redação/Gcom -MT

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Governo-prop%C3%B5e-debate-sobre-escola-ciclada-e-analfabetismo-em-MT.aspx

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Juara: Comprometimento com qualidade resulta em superação de índices

O trabalho desenvolvido na Escola Estadual Luiza Nunes Bezerra, no município de Juara, no noroeste de Mato Grosso, tem ganhado destaque no cenário nacional pelos bons resultados obtidos. Com mais de 800 alunos matriculados no ensino fundamental, a instituição tem obtido índice zero de evasão escolar desde 2011.
Os números do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) são outro ponto de destaque da escola. Em 2013, ela obteve 6,7 nos anos iniciais (primeiro ao quinto), quando o esperado era 5,8. Quanto aos anos finais (sexto ao nono) o resultado de 5,8 também superou a meta, de 5,6.
“A diferença da nossa escola é o comprometimento com a qualidade da educação, o trabalho coletivo pela aprendizagem e o envolvimento com a comunidade”, diz a professora Sibeli Lopes, diretora da instituição. Ela cita ainda a metodologia de projetos, adotada há alguns anos.

“O projeto Nossas Mãos Podem Salvar o Planeta – Lixo Transformado em Arte, incluso no projeto político-pedagógico da escola há mais de cinco anos, trabalha com conceitos de educação ambiental, solidariedade, arte, coordenação motora, conservação do patrimônio público e outros temas interdisciplinares”, explica Sibeli. “Outro projeto que vem dando certo há mais de dez anos é o Sala de Leitura, que explora o hábito de ler, a interpretação e a escrita.” Os projetos Estudantes Solidários, Apoio Pedagógico e Laboratório de Informática são outros citados pela diretora.

A Escola Estadual Luiza Bezerra foi destaque na edição de 2013 do Prêmio Gestão Escolar, promovido pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), com apoio do Ministério da Educação, União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), entre outras instituições.

De acordo com Sibeli, a premiação é resultado de trabalho coletivo, de mais de duas décadas, que envolveu muito compromisso e dedicação por parte dos profissionais da escola. “Nosso trabalho foi e é pautado no projeto político-pedagógico da escola e na legislação vigente, o que dá maior consistência no fazer educacional”, adianta.

Para 2015, a diretora pretende implementar novas ações em projetos já existentes e criar comitês, formados por grupos de alunos e um professor líder, como o de orientação sobre a preservação do patrimônio público. Outro plano é terminar as obras de reforma geral na escola, com a construção de salas para o desenvolvimento das atividades dos projetos.

Professora há cerca de dez anos e gestora desde 2013, Sibeli tem licenciatura plena em matemática e cursa pós- graduação em metodologia da interdisciplinaridade.

Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21217

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Prefeitura abre edital para contrato temporário na Secretaria de Educação


A Prefeitura de Cuiabá publicou nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso edital para processo seletivo simplificado para a contratação temporária de profissionais para a Secretaria Municipal de Educação. Ao todo são 315 vagas disponíveis para Técnico de Nível Superior (TNS) e Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI).
As inscrições serão isentas de taxa e podem ser feitas de 13 a 15 de abril das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Para as vagas de TNS os candidatos devem fazer as inscrições no Órgão Central da Secretaria e para TDI nas creches e CMEIs, cujos endereços estão anexos no edital.
O contrato temporário será para preenchimento de vagas ou substituições nas Unidades de Creches, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e na sede da Secretaria.
Os cargos de TNS são para as áreas de engenheiro civil, engenheiro sanitarista e arquiteto com especialização em segurança do trabalho. Para ocupar o cardo de TDI o candidato deve ser graduado em pedagogia ou ter curso médio profissionalizante em magistério. 
Serão disponibilizadas para TNS 15 vagas com remuneração de R$ 2.478,30 e 300 vagas para TDI com salário de R$ 1.279,77. A carga horária de ambos será de 30 horas semanais. 
O resultado final do processo seletivo, dos candidatos inscritos nas creches e CMEIs, será divulgado no dia 22 de abril no mural das unidades em que o candidato se inscreveu e no site da Prefeitura. Dos candidatos para TNS será divulgado no dia 30 de abril no site da Prefeitura, no mural da Secretaria Municipal de Educação e no Diário Oficial de Contas.
A convocação dos candidatos selecionados será feita através de telefone e e-mail, obedecendo a ordem de classificação.
O Edital de Processo Seletivo Simplificado com as normas, rotinas e procedimentos para a contratação temporária foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso, páginas 30 a 36.
O edital também está disponível no site da Prefeitura de Cuiabá www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/educacao/processo-seletivo, no saguão de entrada da Secretaria Municipal de Educação e no mural das Unidades de Creches e CMEIs.


http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/prefeitura-abre-edital-para-contrato-temporario-na-secretaria-de-educacao/10551

Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas de educação fixadas pela Unesco

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Paris/Nova Delhi, - Somente um terço dos países alcançou todos os objetivos mensuráveis de Educação para Todos (EPT) estabelecidos em 2000. Apenas metade de todos os países conseguiu atingir o objetivo mais visado de acesso universal à educação primária. Além das ambiciosas contribuições governamentais já feitas, são necessários US$ 22 bilhões anuais extras para garantir que alcancemos as novas metas educacionais que estão sendo agora estabelecidas para serem atingidas até 2030.


Esses são os resultados do Relatório de Monitoramento Global de EPT 2015 (RMG) “Educação para Todos 2000-2015: progressos e desafios”, produzidos pela UNESCO, que tem acompanhado o progresso desses objetivos nos últimos 15 anos.
“O mundo tem feito um progresso enorme em direção à Educação para Todos”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “Apesar de não cumprir o prazo de 2015, há milhões de crianças a mais na escola do que haveria se persistissem as tendências dos anos de 1990. No entanto, a agenda ainda está longe de ser concluída. Necessitamos elaborar estratégias específicas e bem fundamentadas que priorizem os mais pobres, sobretudo as meninas, para melhorar a qualidade da aprendizagem e reduzir as falhas de alfabetização para que a educação se torne significativa e universal”.
Lançado hoje, um mês antes do Fórum Mundial de Educação, em Incheon (Coreia do Sul), o Relatório revela os seguintes resultados:
Objetivo 1. Expandir a educação e os cuidados na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis
Entre os países, 47% alcançaram o objetivo e outros 8% quase conseguiram. No entanto, 20% ficaram longe desse objetivo, ainda que, em 2012, quase dois terços a mais de crianças, em relação a 1999, tenham sido matriculadas na educação infantil.
Objetivo 2. Alcançar a educação primária universal, particularmente para meninas, minorias étnicas e crianças marginalizadas
Este objetivo foi alcançado por 52% dos países; 10% quase conseguiram e os 38% restantes estão longe ou muito longe de alcançá-lo. Isso deixa quase 100 milhões de crianças sem concluir a educação primária em 2015. Uma falta de foco nos marginalizados tem deixado os mais pobres com cinco vezes menos chances de completar o ciclo de educação primária em comparação com os mais ricos, além de um quadro em que mais de um terço das crianças fora da escola estão em zonas afetadas por conflito.
Houve também êxitos importantes: com relação a números de 1999, cerca de 50 milhões a mais de crianças estão matriculadas na escola agora. A educação ainda não é gratuita em muitos países, mas os programas de alimentação e de transferência de renda têm tido impacto positivo na matrícula escolar dos mais pobres.
Objetivo 3. Garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida
O acesso universal às séries iniciais de educação secundária foi alcançado por 46% dos países. Globalmente, os números relativos ao acesso às séries iniciais de educação secundária aumentaram em 27% e essa estatística mais que dobrou na África Subsaariana. Entretanto, um terço dos adolescentes em países de baixa renda não completarão as séries iniciais de educação secundária em 2015. 
Objetivo 4. Alcançar uma redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015
Somente 25% dos países alcançaram esse objetivo; 32% continuam muito longe disso. Mundialmente, a porcentagem de adultos analfabetos caiu de 18%, em 2000, para 14%, em 2015, porém, esse progresso é quase completamente atribuído a jovens educados que alcançaram a maioridade. Quase dois terços da população de adultos analfabetos continuam a ser mulheres. Além disso, metade das mulheres da África Subsaariana não tem habilidades básicas de leitura.
Objetivo 5. Alcançar a paridade e a igualdade de gênero
A paridade de gênero será alcançada na educação primária em 69% dos países até 2015. No nível secundário, somente 48% dos países atingirão esse objetivo. Casamento infantil e gravidez precoce continuam a impedir o progresso educacional de meninas, assim como também o fazem a necessidade de formação de professores em abordagens sensíveis às questões de gênero e à reforma curricular.
Objetivo 6. Melhorar a qualidade de educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos
O número de alunos por professor diminuiu em 121 dos 146 países, entre 1990 e 2012, no nível primário, mas ainda são necessários mais 4 milhões de professores para obter todas as crianças na escola. A carência na oferta de professores qualificados continua em um terço dos países: em vários países da África Subsaariana, menos de 50% deles são treinados. No entanto, a qualidade de educação tem recebido atenção especial desde 2000 e o número de países que realizam avaliações nacionais de aprendizagem dobrou.            
Financiamento e vontade política
Desde 2000, muitos governos aumentaram significativamente suas despesas com educação: 38 países aumentaram seu comprometimento em 1% ou mais do PIB. Entretanto, o financiamento continua a ser um grande obstáculo em todos os níveis educacionais. 
“A menos que sejam tomadas medidas reparadoras e a educação receba a merecida atenção que deixou de receber durante os últimos 15 anos, milhões de crianças continuarão em desvantagem e a visão transformadora da futura agenda de desenvolvimento sustentável será prejudicada”, disse o diretor do Relatório de Monitoramento Global (RMG), Aaron Benavot. “Os governos devem encontrar meios de mobilizar novos recursos para a educação. Parceiros internacionais devem garantir que a ajuda seja distribuída para os mais necessitados”.
O RMG faz as seguintes recomendações:
Completar a agenda de EPT: os governos devem tornar compulsório pelo menos um ano de educação pré-primária. A educação deve ser gratuita para todas as crianças: taxas relacionadas a ensino, livros didáticos, uniformes escolares e transporte devem ser abolidas. Gestores de políticas devem identificar e priorizar habilidades a serem adquiridas ao final de cada estágio de escolaridade. Políticas de alfabetização devem ser atreladas às necessidades das comunidades. A formação e o treinamento de professores devem ser melhorados para incluir estratégias focadas nas questões de gênero. Estilos de ensino devem refletir melhor as necessidades dos alunos e a diversidade dos contextos em sala de aula.
Equidade: governos, doadores e sociedade civil devem desenvolver programas e direcionar o financiamento para atender às necessidades dos mais desfavorecidos, de forma que nenhuma criança seja deixada para trás. Os governos devem superar a crítica escassez de dados para que sejam capazes de direcionar recursos àqueles que mais necessitam. 
Pós-2015: as futuras metas de educação devem ser específicas, relevantes e realistas. De acordo com os índices atuais, estima-se que somente metade de todas as crianças em países de baixa renda completarão as séries iniciais de educação secundária até 2030. Em muitos países, mesmo o principal objetivo de atingir a educação primária universal permanecerá distante se não houver esforços reparadores.
Superar as deficiências de financiamento: a comunidade internacional, em parceria com os países, deve encontrar meios para cobrir o déficit anual de US$ 22 bilhões em valores a serem destinados à educação pré-primária de qualidade e à educação básica para todos até 2030. Metas claras de financiamento educacional devem ser estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, onde nenhuma existe atualmente.
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Contatos:
Para entrevistas, fotos, b-roll, infográficos, vídeos – incluindo um vídeo com mensagem do secretário-geral das Nações Unidas – ou para mais informações, entre em contato com:
Contatos no Brasil:
  • Ana Lúcia Guimaraes, Coordenadora de Comunicação, da UNESCO no Brasil, +55 61 2106 3536, a.guimaraes(at)unesco.org
  • Demetrio Weber, Assessor de Imprensa da UNESCO no Brasil, +55 61 2106 3538. D.weber(at)unesco.org<//strong>
Para fazer o download do relatório completo e outros materiais em inglês e em outras línguas: clique aqui
Senha: Report_EFA2015
Para informações sobre o evento no Brasil e para acessar o relatório conciso,visão geral e outros materiais em português, consulte Educação para Todos 
Notas aos editores:
Desenvolvido por uma equipe independente e publicado pela UNESCO, o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos é uma referência confiável que visa a informar, influenciar e sustentar compromissos genuínos em Educação Para Todos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Prefeitura lança Programa de Avaliação Institucional da Rede Pública Municipal de Educação de Cuiabá



A prefeitura de Cuiabá lançou nesta segunda-feira (6), durante a cerimônia de entrega da obra de revitalização da sede da Secretaria Municipal de Educação, o Programa de Avaliação Institucional da Rede Pública Municipal de Educação de Cuiabá e o Projeto Avaliar, cujo objetivo é construir e desenvolver um sistema de avaliação próprio para as escolas da rede pública municipal.
O Programa de Avaliação Institucional e o projeto Avaliar está sendo implantado em Cuiabá em parceria com a União das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No programa de Avaliação Institucional estão articuladas as avaliações do desempenho acadêmico, da gestão e de desempenho funcional.
“Esta é uma ação inovadora no município de Cuiabá, que vai avaliar não só o aluno, mas também a gestão educacional, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino”, disse o prefeito Mauro Mendes.
O secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, explicou que, como parte das ações do Programa de Avaliação Institucional, foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação da Rede Pública Municipal de Cuiabá (Idec).
O Idec vai analisar a qualidade dos processos de gestão administrativa e pedagógica das unidades educacionais municipais, facilitando a proposição de metas para a melhoria do ensino.
Para calcular o Idec será considerada a avaliação de desempenho do aluno, que será feita por meio da Prova Cuiabá, que vai medir a proficiência em Língua Portuguesa e Matemática; o fluxo escolar; e a avaliação da equipe gestora.
A secretária-adjunta de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, apresentou o programa aos convidados, explicando de que forma o mesmo funcionará na rede.
Segundo a secretária-adjunta, para avaliar o Idec e realizar o monitoramento dos processos de gestão administrativa e pedagógica foi desenvolvido o Sistema para Gestão do Índice de Desenvolvimento da Educação da Rede Pública Municipal de Cuiabá (SIG-Idec). Com essa ferramenta tecnológica os gestores das escolas poderão tomar decisões rápidas e planejar as ações a médio e longo prazo.
O SIG-Idec está organizado em cinco módulos, Administração de Recursos; Avaliação de Indicadores; Avaliação Acadêmica; Projeto Político Pedagógico (PPP); e Avaliação de Desempenho Funcional;
A implementação do Idec e a implantação do SIG-Idec serão importantes mecanismos para o alcance das metas estabelecidas nos Planos Nacional e Municipal de Educação e o Plano de Desenvolvimento Institucional da Secretaria Municipal de Educação, que visa garantir a qualidade na Educação Básica e a meta de elevar Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 4,8 para 7,0 (nos anos iniciais) e de 4,2 para 6,5 (nos anos finais) até 2023.


http://cuiaba.mt.gov.br/educacao/prefeitura-lanca-programa-de-avaliacao-institucional-da-rede-publica-municipal-de-educacao-de-cuiaba/10529

Governo realizará concurso público para a educação

 
Com a meta de deixar o número de professores contratados, os chamados interinos, em índices aceitáveis em relação aos efetivos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou o processo para realização de concurso público. Este foi um dos compromissos assumidos pelo governador Pedro Taques, que começa a ser colocado em prática nos 100 primeiros dias de gestão.
Uma comissão, formada por técnicos da Seduc, da Secretaria de Gestão e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep), analisará a demanda, porém, dentro da previsão orçamentária do Estado. Após este levantamento, começa o processo para contratar a empresa que será responsável pelo concurso. Atualmente, 60% dos professores da rede estadual são contratados.
A proposta da atual gestão é se organizar para, ao longo dos quatro anos, alcançar uma média histórica de professores efetivos. O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, lembra que há uma decisão judicial para realização do concurso que será cumprida pelo governo, muito embora pudesse ter recorrido para reverter a determinação, já que a demanda vem de governos anteriores.
Também nestes primeiros 100 dias de governo foram colocadas em prática metas consideradas ousadas à educação, como a discussão do Sistema Ciclado de Ensino, implantado no Estado há mais de uma década e que gera questionamentos dos próprios educadores, pais e estudiosos no assunto.
Para debater o Sistema Ciclado, a comissão, criada por meio de portaria, realizará audiências de maneira que envolva todas as regiões do Estado. Essa comissão é formada por técnicos da Seduc, Conselho Estadual de Educação (CEE), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME), Sintep e Assembleia Legislativa.
Programa de combate ao analfabetismo, quitação de restos a pagar, realização de concurso de redação para celebrar os 150 anos do Marechal Cândido Mariano Rondon são algumas das ações realizadas neste início de governo em meio às medidas para amenizar a precariedade na rede física da maioria absoluta das 748 escolas. Além disso, a Seduc quitou de restos a pagar R$ 57,8 milhões entre janeiro e março. Foram pagas dívidas com construtoras, prefeituras, fornecedores e impostos.
Em visitas às unidades, apesar da série de problemas enfrentados, há um clima de expectativa por parte da comunidade escolar no atual governo. São dezenas de escolas que estão com sua estrutura apresentando riscos para os alunos. Para isso, prédios serão locados para não prejudicar os estudantes durante o ano letivo.
A professora Josivânia Fonseca Silva observou que a atual gestão está mais próxima, mais humanizada. “É coisa fantástica um governador vir até a escola. Estamos confiando muito em todos vocês”, disse a educadora durante a visita de Taques e Permínio à escola Adolfo Augusto de Moraes, localizada em Rondonópolis.
A unidade será uma das sete reconstruídas no decorrer deste ano. Dentro de 60 dias deve ser concluído o processo de licitação. “O nosso foco é o aluno. Hoje, eles são os que mais sofrem ao frequentar uma sala com tantos problemas”, disse Permínio.
“Carrego um peso nas minhas costas do risco que correm dos alunos”, afirmou a diretora da escola Benedito de Carvalho, Rebeka Ruiz. A unidade está localizada no CPA II em Cuiabá e passará por reforma este ano. Será destinado em 2015 um montante de R$ 65 milhões para melhorias nas unidades públicas estaduais.
Concurso de Redação - O governo de Mato Grosso realiza um concurso de redação destinado aos alunos de todos os níveis da rede estadual para celebrar os 150 anos de nascimento do Marechal Rondon, um dos mais ilustres mato-grossenses.
“Rondon: de sertanista sonhador a desbravador de fronteiras” é o tema do concurso, que vai premiar os vencedores com certificados, medalhas e kits multimídia em diferentes categorias.

NOELMA OLIVEIRA
Assessoria/Seduc-MT


http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Governo-realizar%C3%A1-concurso-p%C3%BAblico-para-a-educa%C3%A7%C3%A3o.aspx

Setas e Seduc discutem projeto para diminuir evasão escolar

http://www.mt.gov.br//storage/1/webdisco/2015/04/06/800x600/b8b1a6d453d12f94d5dc1257b96250d3.jpg

SANDRA CARVALHO
Assessoria/Setas-MT  


Desenvolver uma política integrada de enfrentamento a evasão escolar e ao trabalho infantil é o principal o objetivo do projeto Novo Horizonte elaborado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).

A proposta, baseada em boas práticas, foi apresentada nesta segunda-feira (06.03) à Secretaria de Estado de Educação durante reunião do titular da Setas, Valdiney de Arruda e equipe técnica com o secretário adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, e a superintendente de Educação Básica, Márcia Carvalho .  

“Trata-se de um plano de intervenção para o enfrentamento da evasão escolar e do trabalho infantil em Mato Grosso tendo como público alvo estudantes do ensino médio da rede pública, com idade de até 18 anos, membros de família em situação de vulnerabilidade social ou que sejam egressos do trabalho infantil”, detalhou Valdiney de Arruda, citando o último censo do IBGE (2010) que apontava 16,7 mil crianças trabalhando no Estado.

Este é um dos indicadores que serviu como base para a elaboração do projeto, cuja meta é aperfeiçoar e consolidar um modelo de transição escola-trabalho eficiente aos adolescentes e jovens com vistas a erradicação do trabalho infantil, redução da evasão escolar e diminuição de ato infracional.

Para tanto, foram traçadas duas estratégias de ação. A primeira fundamentada na articulação de políticas públicas de desenvolvimento social, educação e profissionalização, que ofereça formação laboral, proteção integral e emprego juvenil a adolescentes em situação de trabalho infantil ou risco de envolvimento com as piores formas de trabalho infantil, em diferentes setores produtivos.

A segunda estratégia é possibilitar aos estudantes acesso ao universo de desenvolvimento da ciência e tecnologia por meio de uma bolsa de pesquisa e orientação adequada para que possam participar da construção da ciência, evitando assim situações de trabalho infantil ou mesmo situações de trabalho degradante.

“O Novo Horizonte tem como objetivos específicos o combate a evasão escolar e ao trabalho infantil, utilização da ciência como ferramenta de inclusão social e o fortalecimento do processo de formação continuada nas escolas públicas de Mato Grosso”, acrescentou o secretário.

Valdiney de Arruda observou, por outro lado, que o plano também busca incentivar jovens estudantes das escolas públicas do Estado a participarem do processo de desenvolvimento da ciência e tecnológica e estudantes de baixa renda a fazerem um ensino técnico ou superior.

A proposta foi bem recebida na Seduc. “Achamos o projeto viável , traz objetivos em comum e, portanto, vamos avançar nesta discussão”, avaliou o secretário adjunto Gilberto Fraga. Novas reuniões serão agendadas para os devidos encaminhamentos, com a perspectiva de que o projeto se transforme em uma política pública perene em Mato Grosso.  



http://www.mt.gov.br/editorias/acao-social/setas-e-seduc-discutem-projeto-para-diminuir-evasao-escolar/139394

sexta-feira, 20 de março de 2015

'Eu nasci de novo', diz avó que voltou a estudar por causa do neto

Maria das Mercês Silva, 66, voltou a estudar para ajudar no neto nas lições de casa
A faxineira Maria das Mercês Silva, 66 anos, queria ter ido para a escola quando era menina, mas o pai sempre achou que estudo era coisa de homem. Mulher tinha que se dar bem na cozinha, dizia ele. Sem saber ler e escrever, a menina cresceu, casou, cruzou o país, virou mãe, separou e tornou-se avó.
Depois de tantos capítulos vividos em Pernambuco, Paraná, Distrito Federal e São Paulo, ela diz que nasceu de novo. O renascimento começou há dois anos, quando, incentivada pelo neto, dona Maria passou a frequentar a escola pela primeira vez.
Mãe de nove filhos e com a família toda em São Paulo, a pernambucana radicada em Curitiba (PR) não perde uma aula sequer. Segundo a pedagoga Priscila Correia Costa, dos exercícios de matemática aos treinos de educação física, a vovó participa de todas as atividades propostas pelos professores da Escola Municipal Rachel Mader Gonçalves.
"Ela não falta aula. Empresta livros toda semana. Ela evoluiu muito", afirma Priscila. Maria está no 2º período do EJA (educação de jovens e adultos) – o equivalente ao 4º e 5º anos do ensino fundamental – em uma turma de 12 alunos com idades entre 36 e 71 anos.
O principal estímulo vem do neto Felipe Alexandre Feitosa dos Santos, 10 anos, que vive com a avó desde que tinha 1 ano e 6 meses. Sem contato com os pais desde então, o menino sempre foi incentivado a estudar pela avó. A situação se inverteu quando Felipe passou a pedir ajuda nas tarefas escolares e, como resposta, ouvia o choro de Maria. "Eu chorava porque eu não conseguia ajudar nas tarefas", lembra. "Vovó, vamos para a escola. Vai ser bom para você. Você vai aprender e vai me ensinar", passou a dizer o neto.
A senhora criada na roça cedeu ao apelo do neto e fez matrícula na escola. O primeiro ano foi de muitas faltas, mas, diante da marcação cerrada de Felipe, a assiduidade às aulas nunca mais foi um problema. Sempre que possível, avó e neto vão para a escola de bicicleta.
Enquanto Maria está em aula, Felipe aguarda em uma sala de acolhimento, onde brinca e desenvolve atividades educativas. "Ela já melhorou muito. Reconhece palavras, escreve e sabe ler. Eu costumo corrigir as lições dela, mas eu quero que um dia ela corrija as minhas", diz o "futuro advogado", que frequenta o 5º ano na Escola Municipal Marumbi.
A história de Maria das Mercês e Felipe chamou inclusive a atenção do poder público. Felipe tornou-se um herói mirim do projeto Kids of Curitiba, que retrata o perfil de crianças vencedoras e com histórias de superação no perfil da Prefeitura de Curitiba no Facebook.
Com os avanços que já obteve na escola, Maria orgulha-se em dizer que agora não tem mais medo de andar de ônibus. Antes, sem saber ler, era um desafio praticamente impossível. "Eu estou muito feliz. Estou igual a uma criança. Sabe quando a pessoa está cega e começa a enxergar? É isso que está acontecendo comigo hoje. Aprendendo a ler e a escrever, eu nasci de novo", diz a faxineira que sonha continuar os estudos para ser professora.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/03/19/eu-nasci-de-novo-diz-avo-que-voltou-a-estudar-por-causa-do-neto.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...