quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Matemática é ensinada a crianças de escolas públicas com metodologia de Harvard

O Círculo da Matemática chegou a 66 escolas públicas de 10 cidades. Objetivo é inovar no ensino, desenvolver o raciocínio e criatividade.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica (Foto: Caio Kenji/G1)

Uma nova proposta do ensino da matemática chegou a 7 mil alunos dos primeiros anos do ensino fundamental de 66 escolas públicas em 10 cidades brasileiras. É o Círculo da Matemática, uma pedagogia desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil pelo Instituto Tim.
Pelo círculo, as aulas de matemática são oferecidas a turmas de no máximo 10 alunos. Não há carteiras, lição de casa ou provas. Somente cadeiras, em que os alunos, propositalmente, não param sentados. A fórmula é simples: as crianças são instigadas a responder as questões da professora na lousa com giz, sem qualquer tecnologia. Nenhum erro é reprimido, mas nenhuma resposta é oferecida sem ser debatida.
A base das aulas é uma reta numérica onde são ensinadas as operações e conceitos matemáticos. "Quais são números pares, e os ímpares, e os primos?", questiona a professora, enquanto os alunos disputam para respondê-la.
As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, ou seja, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma. O objetivo é desenvolver o raciocínio das crianças, fazer com que elas pensem, esqueçam as fórmulas e a decoreba e acima de tudo aprendam a gostar de matemática. Tem funcionado. “Gosto de matemática porque é divertido, as pessoas que acham chato é porque não conhecem os números”, diz Maria Clara Barbosa Rodrigues, de 7 anos, aluna do 2º ano.
O principal lema que define a metodologia dos professores Kaplan de Harvard é “diga-me e esquecerei, pergunte-me e descobrirei.” Nas aulas, faz parte da metodologia chamar as crianças sempre pelos nomes e incentivá-las a entrar nas discussões.
Ajuda no raciocínio
Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida  (Foto: Caio Kenji/G1)Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida (Foto: Caio Kenji/G1)
Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças"
Flavio Comim, coordenador do
Círculo da Matemática no Brasil
Em São Paulo, uma das unidades contempladas é a da escola estadual Clorinda Danti, na Zona Oeste de São Paulo, que atende 480 alunos do 1º ao 5º do ensino fundamental. Uma das educadoras é Janaina Rodrigues de Almeida, de 29 anos, aluna de licenciatura de matemática pela Universidade de São Paulo (USP). “Nunca tinha dado aulas e ver a carinha das crianças quando elas descobrem algo é impagável. Nessa idade você as ajuda a contribuir com algo para o futuro. O círculo ajuda a pensar, a raciocinar”, afirma Janaína. 
A diretora da escola Rosana Osso de Miranda diz que o trabalho do círculo acabou influenciando o desempenho dos alunos nas demais disciplinas e até os professores da unidade. “Os alunos estão mais participativos e gerou uma reflexão nos professores de que eles podem fazer diferente.”
Harvard na periferia
Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)
O projeto chegou ao Brasil há um ano. A expectativa, de acordo com o coordenador do Círculo da Matemática no Brasil, Flavio Comim, é incorporar os alunos do 5º ano e formar educadores que já atuam como professores na rede pública para expandir o número de crianças atendidas. As escolas que recebem o círculo são escolhidas a partir de parcerias com as secretarias da educação e a preferência é optar por aquelas que possuem os piores desempenho no Índice de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente"
Bob Kaplan, professor de
Harvard
“Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças. Seguimos uma abordagem que os professores Kaplan desenvolveram durante 20 anos, é um tipo de ensino muito exclusivo. É a pedagogia de Harvard para crianças da periferia do Brasil”, diz Comim.
Bob e Ellen Kaplan vêm ao Brasil frequentemente para formar professores. Eles dizem que se o professor explicar uma ideia para uma criança em matemática ou qualquer outra disciplina, ela não é estimulada a pensar. “Mas se o professor der uma problema atraente que precisa dessa ideia para a solução, ela vai descobrir isso para si mesma e sua autoconfiança irá aumentar”, diz Bob Kaplan, em entrevista por e-mail ao G1.
Para os estudiosos da matemática, a classe deve ser como uma conversa de animada entre amigos em uma mesa de jantar. “É claro que esses tipos de conversas só acontecem em pequenos grupos. Muitos, muitos mais professores devem ser treinados para fazer essas perguntas principais e moldar as conversas, e isso é o que fazemos em nossa formação de professores de matemática do círculo”, afirma Ellen.
Bob diz que o círculo não possui um método rígido, mas uma abordagem flexível, e foi adaptado por pessoas nas quais eles se incluem. “Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente”, diz Bob.
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/09/matematica-e-ensinada-criancas-do-brasil-com-metodologia-de-harvard.html

Alocação de recursos públicos na educação é feita de maneira ingênua

Priscilla Albuquerque Tavares

Especial para o UOL


A qualidade da educação básica brasileira é um tema discutido diariamente nos jornais do país. Quase todas as matérias apresentam um raio-X da escola pública e concluem que o quadro é grave: a infraestrutura é precária, faltam professores e recursos pedagógicos, os salários são baixos etc.
O diagnóstico da educação básica deixou há algum tempo de basear-se em evidências pontuais ou mesmo anedóticas. Com a criação do Saeb e da Prova Brasil, passamos a contar (literalmente) com exames que medem a proficiência dos estudantes brasileiros de ensino fundamental e médio, ao final de cada etapa da escolarização, em língua portuguesa e matemática. Mais recentemente, o Ideb passou a ser o principal termômetro da qualidade da educação, ao combinar dados de aprendizado e fluxo escolar.
Esses foram grandes passos da política educacional: a divulgação sistemática dos resultados das avaliações externas de aprendizagem, combinadas com informações de contexto escolar e de suporte familiar dos alunos é fundamental não só para traçar o diagnóstico da qualidade da educação, como também (e principalmente) para fornecer informações que definam o tratamento adequado para suas moléstias.
Infelizmente, este não é o uso que os formuladores de políticas educacionais nas esferas federal, estadual e municipal têm dado para as avaliações. A divulgação dos dados limita-se a uma análise de elevador enfadonha, que pouco tem a dizer sobre o sucesso das políticas implantadas nas redes municipais e estaduais de ensino.
Em tempos de eleição, diversas ideias surgem como a panaceia para a educação brasileira. No entanto, em geral, essas propostas estão baseadas em "achismos" e argumentos carregados de lógicas que o senso comum dificilmente consegue contradizer. Mas não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e apontem seus possíveis efeitos colaterais.
Assim como um medicamento que não pode ser administrado a qualquer paciente, as ações implantadas na sala de aula não são necessariamente bem sucedidas a qualquer grupo de alunos. A literatura mostra, por exemplo, que os alunos mais pobres e com maiores deficit de aprendizado beneficiam-se de políticas de ampliação da jornada escolar. Os efeitos sobre os demais estudantes não são consensuais.
A divulgação dos dados limita-se a uma análise de elevador enfadonha, que pouco tem a dizer sobre o sucesso das políticas implantadasPriscilla Albuquerque Tavares, doutora em Economia , sobre os exames que avaliam o ensino público
Apesar de evidências como esta, nos acostumamos a ouvir as promessas de universalização das políticas e de aumento dos gastos. É verdade que no Brasil o gasto por aluno na educação básica é inferior à média observada nos países da OCDE, por exemplo. No entanto, sem medir os verdadeiros impactos das políticas educacionais não é possível conhecer seu custo-efetividade. Assim, não conseguimos estabelecer regras para a boa alocação de recursos na área. Em resumo: sem essas avaliações, a alocação de recursos é feita de maneira, no mínimo, ingênua. Para não dizer irresponsável.
Nos últimos anos, os governos municipais e estaduais implantaram uma enxurrada de ações nos sistemas educacionais: melhoria da formação continuada dos professores, programas de bônus, adoção de materiais e métodos estruturados de ensino, mudanças na gestão escolar etc. Apesar disso, a cada divulgação dos dados do Saeb/Prova Brasil, recebemos a mesma velha notícia: melhoramos nos anos iniciais do ensino fundamental, mas estamos estagnados ou pioramos nos anos finais e no ensino médio.
É verdade que políticas educacionais geram melhorias de longo prazo. Mas, se as ações implantadas de fato surtem efeito, os resultados uma hora precisam aparecer. Anos atrás, acreditava-se que os dados de aprendizado do Saeb/Prova Brasil melhorariam quando os estudantes oriundos do 5º ano bem sucedido chegassem ao 9º ano e ao ensino médio. Não aconteceu. Isto sugere que estamos desperdiçando recursos, fornecendo um tratamento inócuo a gerações e gerações de estudantes.
Enfim, não podemos continuar julgando o mérito das políticas educacionais apenas com base em suas boas intenções. É preciso ser agnóstico. Para descobrirmos qual é o remédio para melhorar a educação, devemos conduzir pesquisas rigorosas do ponto de vista científico que avaliem o impacto das ações, programas e políticas propostas para a área educacional. Para isso, é necessário continuar produzindo dados confiáveis das avaliações externas dos sistemas educacionais e contar com o conhecimento, "know-how" e isenção dos pesquisadores acadêmicos das melhores instituições de ensino superior do país.
http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/09/24/alocacao-de-recursos-publicos-na-educacao-e-feita-de-maneira-ingenua.htm

Prêmio Professores do Brasil recebe mais de 6 mil inscrições

Concorrem ao Prêmio Professores do Brasil deste ano 6.808 educadores que trabalham em redes públicas, filantrópica, comunitária e confessional da educação básica em 824 municípios. Eles representam os 26 estados e o Distrito Federal. A entrega do prêmio será em 11 de dezembro, em São Paulo.

Para orientar os professores, o regulamento da oitava edição do prêmio definiu os temas em duas categorias. Temas livres, que abrange a educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio, e temas específicos – educação integral, ciências para os anos iniciais do ensino fundamental, alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo. 

Dos 6.808 projetos concorrentes, uma comissão nacional de avaliação vai selecionar 40, sendo oito por região. O docente selecionado, independentemente da categoria, receberá R$ 6 mil, troféu e certificado. Os primeiros colocados nas quatro subcategorias de temas livres e nas quatro de temas específicos — ao todo, oito experiências — receberão adicional de R$ 5 mil. Os vencedores do prêmio extra serão conhecidos durante a cerimônia em São Paulo.

Além do dinheiro, os premiados terão as passagens custeadas pelo Ministério da Educação para a viagem de ida e de volta a São Paulo, hospedagem e alimentação. Podem também participar dos programas Sala do Professor e Salto para o Futuro, da TV Escola. As experiências serão publicadas na rede social do prêmio e seus autores, convidados a produzir vídeo, de até três minutos, sobre o projeto. As escolas em que os profissionais lecionam receberão placa comemorativa da oitava edição.
Dados da coordenação geral de tecnologias da educação básica do Ministério da Educação mostram que, em comparação com as edições anteriores, dobrou o número de inscritos neste ano, alcançando 6.808 experiências. Na primeira edição do prêmio, em 2005, foram registrados 1.131 projetos; em 2007, 1.564; em 2008, 779; em 2009, 2,1 mil; em 2011, 1.612; em 2012, 2.617; em 2013, 3.221.

Ionice Lorenzoni

Tecnologia educacional: prêmio reconhece projetos inovadores de educação

Microsoft irá selecionar 20 educadores para participar do Fórum Global de Educadores nos EUA
Com o objetivo de reconhecer educadores que utilizam a tecnologia para promover mudanças na sala de aula, a Microsoft está com inscrições abertas para o prêmio Educadores Especialistas da América Latina contam sua história. A iniciativa irá destacar 20 projetos realizados por professores de toda a América Latina. As inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de outubro.
O prêmio busca favorecer o desenvolvimento de habilidades do século 21 a partir do uso da tecnologia. Podem participar educadores que tenham atuado na função de docente em instituições de educação básica da América Latina nos últimos três anos, sejam elas públicas ou privadas.
Crédito Sergey Nivens/Fotolia.comPrêmio reconhece projetos inovadores de educação
 
Para se inscrever, os professores devem criar um perfil no Microsoft Educator Network, página que reúne educadores para discutir sobre educação e tecnologia, além de disponibilizar o acesso para ferramentas livres, atividades de aprendizagem e tutoriais. Os educadores devem utilizar a página para inserir o projeto que desenvolveram com os seus alunos.
Após realizar esse cadastro, eles devem escrever um relato contando a sua história. O texto deve conter informações sobre sua inserção profissional e experiência com práticas educativas inovadoras. O relato pode ter no máximo 5 mil caracteres e  deve ser iniciado com a hashtag #EducatorExpert. A nota deverá ser postada na página da Microsoft Educación no Facebook com o link para o projeto publicado no Educator Network.
Após a avaliação de um júri especializado, serão selecionadas 114 professores da América Latina. Eles ganharão um smartphone Windows Phone Nokia, modelo Lumia 630 Dual Chip com TV, e irão participar do Fórum Virtual de Educadores Especialistas latino-americanos da Microsoft Educação. Durante o evento, eles deverão apresentar os seus relatos em inglês para um júri internacional, que fará uma seleção final de 20 educadores para viajarem até Redmond, nos Estados Unidos, onde acompanharão o Fórum Global de Educadores da Microsoft Educação.
http://porvir.org/porfazer/premio-reconhece-projetos-inovadores-de-educacao/20140919

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Unemat oferece dois doutorados e oito mestrados

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) está com editais abertos para programas de pós-graduações em diversas áreas.

Clique no link abaixo para acessar mais informações

http://www.novoportal.unemat.br/index.php?pg=noticia/8981

Falhas da educação inclusiva ainda deixam 140 mil jovens fora das escolas

Yara Aquino - Agência Brasil


No país, cerca de 140 mil crianças e jovens estão fora da escola devido a deficiência, transtornos de desenvolvimento, autismo e superdotação, segundo levantamento na base de dados dos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola e têm até 18 anos. A discussão sobre garantir o direito à educação inclusiva a todos os que têm deficiência é tema da Semana de Ação Mundial, que ocorre entre 21 e 27 de setembro e este ano tem como tema o Direito à Educação Inclusiva – Por Uma Escola e Um Mundo para Todos. Como parte das atividades da semana, um seminário foi realizado hoje (23), em Brasília.

A coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, avalia que houve avanços significativos na inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. No entanto, diz que, para ampliar os resultados do trabalho e garantir as matrículas das pessoas com deficiência em escolas regulares, é preciso superar fatores como a falta de estrutura escolar e também ampliar a qualificação de professores e vencer a resistência de famílias. “ Às vezes, há resistência até das famílias, que ficam temerosas de que suas crianças sejam maltratadas”, disse Iracema.

Dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, obtidos a partir do Censo Escolar de 2013, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que apenas 6% dos professores que atuam na educação básica têm formação continuada específica em educação especial de, no mínimo, 80 horas.

Mãe de um adolescente com paralisia cerebral, Keila Chaves fundou o Centro de Apoio a Mães dos Portadores de Eficiência (Campe). Ela relata que enfrentou dificuldades para matricular o filho em escola regular. Segundo ela, é fundamental que as famílias se mobilizem e busquem informações para garantir o direito à educação inclusiva. “Não sabíamos que a educação era um direito. Quando eu chegava na escola atrás de vaga, a resposta era de que lá não era lugar para o meu filho, que a escola não estava preparada. Eu até começava a me condenar por buscar isso para ele”, relata.

Keila conta que sua percepção sobre o direito à educação mudou quando ela tomou conhecimento da Declaração de Salamanca, que trata dos princípios, política e práticas em educação especial. A declaração foi aprovada em 1994 na Conferência Mundial de Necessidades Educacionais Especiais, na Espanha, por representantes de 88 países e 25 organizações internacionais. O documento garante aos portadores de deficiência física o ingresso no ensino regular.

A coordenadora-geral de Articulação da Política de Inclusão no Sistema de Ensino da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação, Suzana Maria Brainer, destaca que os avanços da inclusão dos deficientes na educação são crescentes. Ela ressalta que, embora 140 mil jovens e crianças de até 18 anos que recebem o BPC na Escola ainda estejam fora da sala de aula, esse número chegava a 374 mil em 2007, quando o BPC foi criado.

Editor Davi Oliveira

http://www.ebc.com.br/educacao/2014/09/falhas-da-educacao-inclusiva-ainda-deixam-140-mil-jovens-fora-das-escolas

Seminário em Brasília debate os desafios para a garantia do direito à educação inclusiva

No dia 23/09, principais instituições do setor se reúnem em evento nacional que marca a realização da Semana de Ação Mundial no Brasil.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação realiza no dia 23/09/2014 o Seminário Nacional Desafios para a Garantia do Direito à Educação Inclusiva no Brasil. O debate acontece a partir das 8h, no Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo), na Universidade de Brasília, em Brasília (DF). O evento é gratuito e será transmitido ao vivo no blog da Semana de Ação Mundial. As inscrições para participação presencial podem ser feitas pela internet, em: www.semanadeacaomundial.org/2014/participe/. As vagas são limitadas.
Organizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e seus parceiros do Comitê Técnico da Semana de Ação Mundial (SAM), entre eles a UNESCO no Brasil, o seminário abordará os obstáculos que impedem a efetivação do direito à educação inclusiva. Durante o evento, o Comitê Técnico apresentará um panorama do direito à educação inclusiva no Brasil e entregará uma carta de reivindicações à Macaé Maria Evaristo dos Santos, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação. Além da secretária, participam das discussões representantes da sociedade civil, do poder público federal, estadual e municipal, da academia, do judiciário, da UNESCO no Brasil e do UNICEF. (veja a programação completa aqui)

A Semana de Ação Mundial acontece entre os dias 21 e 27 de setembro, em comemoração ao Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência (21/09). Além do seminário nacional, outras atividades autogestionadas estão sendo realizadas em todo o País por mais de 2,2 mil pessoas, grupos e organizações que se inscreveram e receberam os materiais da SAM (pôster, folder e manual de atividades).
Durante o seminário também serão discutidas algumas mudanças recentes na legislação brasileira que podem dificultar a inclusão de pessoas com deficiência, como a Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho deste ano, e o Decreto 7.611/11. Saiba mais no folder da SAM.
Números da Educação Inclusiva no Brasil: 

• Estão fora da escola mais de 140 mil crianças e adolescentes de zero a 18 anos com deficiência , TGD (Transtornos Globais do Desenvolvimento) / TEA (Transtorno do Espectro Autista) e altas habilidades / superdotação, e que recebem o benefício BPC na Escola (Programa de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social);
• Apenas 12% das escolas de educação básica têm sala de recursos multifuncionais para o AEE (Atendimento Educacional Especializado);
• Só 41,6 mil (22%) das escolas possuem dependências acessíveis;
• Apenas 122 mil (6%) dos mais de 2 milhões professores que atuam na educação básica possuem formação continuada, de no mínimo de 80 horas, específica em educação especial;
• Cerca de 30% das escolas possuem materiais didáticos e paradidáticos acessíveis (braile, caracteres ampliados, Libras, texturas, contrastes, entre outros).
A Semana de Ação Mundial pelo Brasil Além do seminário nacional, que acontece em Brasília, centenas de atividades estão sendo realizadas pelo Brasil por mais de 2,2 mil pessoas, grupos e organizações que receberam os materiais da iniciativa.
Veja abaixo algumas atividades da SAM que já aconteceram:
03/09 – Pré-Lançamento da SAM, na capital paulista. Saiba mais aqui
17/09 - Lançamento da SAM, no Rio de Janeiro. Saiba mais aqui
Sobre a Semana de Ação Mundial
A Semana de Ação Mundial é uma iniciativa da CGE (Campanha Global pela Educação), realizada simultaneamente em mais de 100 países, desde 2003, com o objetivo de envolver a sociedade civil em ações de incidência política, de modo a exercer pressão sobre os governos para que cumpram os acordos internacionais da área, entre eles o Programa Educação para Todos (UNESCO, 2000). No Brasil, a SAM é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com outros movimentos, organizações e redes. (Fonte: Campanha Nacional pelo Direito à Educação)
Realização e coordenação 
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Comitê Técnico: Action Aid, Campe, Escola de Gente, Fórum Nacional de Educação Inclusiva, Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Mais Diferenças, UNDIME, UNESCO no Brasil e UNICEF.
Apoiadores: 
ActionAid, Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), Fresce (Fondo Regional de la Sociedad Civil para la Educación), FSM (Fundação SM), Campanha Global pela Educação, Fundação Volkswagen, Instituto Alana, Instituto C&A, Instituto Natura, Instituto Unibanco, UNESCO e UNICEF.
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/seminar_in_brasilia_to_debate_the_challenges_to_guarantee_the_right_to_inclusive_education/#.VCHau5RdXkw

Ensino híbrido incentiva autoaprendizagem no Japão

Instituto ajuda alunos a organizarem tempo e estudarem sozinhos a partir de motivações próprias fora do horário escolar 
Do outro lado do mundo, em um país com alto desenvolvimento tecnológico, o uso de ferramentas digitais em sala de aula ou até mesmo os cursos on-line encontram diversas barreiras para entrar no cotidiano escolar. O ambiente educacional japonês, que causa a curiosidade de muitos estudiosos devido às inúmeras conquistas atingidas, é predominantemente tradicional e rígido em seus processos de aprendizagem. Mas isso tende a mudar, de acordo com Kenji Komatsu, CEO do iPal (innovative personalized and autonomous learning, em inglês), um instituto privado para estudos extracurriculares (mais precisamente, inglês, matemática e japonês).
Tive a oportunidade de conhecer a iniciativa inspiradora em viagem ao Japão. Após algumas conversas com Komatsu, pude perceber o quanto o rumo da educação está alinhado entre as mais diferentes culturas. Durante o tempo que estive no país presenciei o quão diferentes de minha realidade são os hábitos e costumes de lá, no entanto, a busca  pela formação de um aluno mais autônomo é comum em vários países, distorcendo as fronteiras através da tecnologia e da troca de experiência em métodos educacionais que objetivam um aluno com habilidades e competências não garantidas pelos métodos mais tradicionais.
picturecorrect / Fotolia.comEnsino híbrido incentiva autoaprendizagem no Japão
 
A ideia do instituto nasceu em 2011 a partir da necessidade de complementar os estudos da escola tradicional que ainda seguem os preceitos curriculares do pós Segunda Guerra Mundial. Segundo Komatsu, esses preceitos foram extremamente eficazes para o país reerguer-se e tornar-se uma potência, no entanto, hoje o país é outro, possui uma diferente estrutura social e econômica e necessita de mudanças também na educação, já que a formação não atende às demandas atuais do país e do mundo.
A chave para a inovação no iPal foi a escolha do ensino híbrido Glossário compartilhado de termos de inovação em educação (blended learning, em inglês), conforme acredita o CEO ao afirmar que “este deve ser o caminho a ser seguido pela educação japonesa”. Esta tendência de ensino traz a aprendizagem centrada no estudante, levando em consideração seus domínios, interesses e objetivos e construindo, assim, um currículo individual e sob medida.
Komatsu frisou que o instituto não busca aumentar a quantidade de conhecimento de conteúdo no aluno, mas sim as competências direcionadas à autoaprendizagem e organização do próprio tempo. O grande objetivo do iPal é poder tornar os alunos capazes de estudar por si próprios a partir de motivações próprias e em qualquer lugar, mesmo sozinhos, em casa e sendo tentados por mil coisas que parecem mais divertidas.
Ele encontrou uma dificuldade comum entre seus alunos, que era a de organizar o próprio tempo e lidar com cronograma de atividades. Isso, para ele, é resultado da educação tradicional que acostuma o aluno a somente absorver dados  e não a pensar ou motivar-se sobre o que fazer. Como exemplo, a grade fixa curricular que descreve o que cada um precisa estudar de acordo com sua idade e série.
Estudando o Blended Learning, Komatsu projetou um sistema de rotação para o iPal e renomeou a sala de aula para “laboratório”. Lá, cada aluno estuda individualmente o conteúdo on-line, pratica exercícios offline (podendo até utilizar papel e caneta) e, caso possua dúvidas, marca um horário presencial com seu tutor. Esse ciclo é repetido sempre com a inclusão de novos conteúdos ou reforço. Além disso, para investir no desenvolvimento da autonomia, não há um cronograma fixo de tarefa e horários: os próprios alunos montam seu calendário e devem agir com responsabilidade e organização com o que se comprometem.
Com essa abordagem pedagógica, os alunos passaram a ver mais sentido no que estão aprendendo, pois o aprendizado é mais personalizado às necessidades de cada um. Para auxiliar no método, Komatsu utiliza um ambiente on-line japonês, que possui objetos de aprendizagem combinados com a ferramenta gratuita de calendário do Google. A escolha do ambiente on-line foi determinada pela língua japonesa.

POR PAULA FURTADO

Por Paula Furtado
Pesquisadora (mestranda) em Linguística Aplicada e Tecnologia pela Unicamp, professora, designer instrucional e co-fundadora da Escola Mupi.
http://porvir.org/porfazer/ensino-hibrido-incentiva-autoaprendizagem-japao/20140922

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Quatro alunos de escolas municipais representam Cuiabá no Parlamento Mirim

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá
Quatro alunos de escolas da rede municipal estão representando Cuiabá no Projeto Parlamento Mirim 6ª Legislatura, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nesta segunda-feira (22), os alunos participaram da primeira reunião como deputados mirins. 
Os alunos Eduardo Gonçalves, 13 anos, Camila Horrana Gomes, 15 anos, Bruna Valéria, 12 anos, e Kaique Pereira, 12 anos, foram os escolhidos para representar as escolas Dejani Ribeiro, Ranulpho Paes de Barros, José Luiz de Borges Garcia e Lenine de Campos, respectivamente. 
Neste primeiro contato com a Assembleia Legislativa, os alunos assistiram a duas palestras, cujos temas foram “Constituição e Sociedade” e “Parlamento”. Os alunos aprenderam como funciona o parlamento estadual e qual o papel de cada um dos três poderes no Brasil: executivo, legislativo e judiciário.
Ao todo, fazem parte do Parlamento Mirim 24 deputados, quatro deles são da rede municipal de Cuiabá, 10 de escolas estaduais, quatro de escolas privadas e seis de escolas municipais do interior de Mato Grosso. Os projetos apresentados pelos deputados representam os partidos temáticos Saúde, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Educação, Segurança Pública e Transporte.
As alunas Camila e Bruna representam o partido temático Cultura, Eduardo representa o partido Meio Ambiente e Kaique, o de Saúde. 
“Meu projeto defende a criação de um espaço cultural em Mato Grosso, onde os artistas locais poderão expor suas obras, ou seja, um lugar de acesso e incentivo à cultura", disse a aluna Camila Horrana. 
O projeto da aluna Bruna Vieira cria um espaço cultural dentro de escolas e nas comunidades para ocupar o tempo ocioso dos alunos e da comunidade escolar. Para a aluna, fazer parte do Parlamento Mirim será uma oportunidade de o projeto ser divulgado, analisado pelos deputados e até mesmo ser implementado na comunidade.
“Um dos objetivos desse projeto é retirar os jovens das ruas e integrá-los à comunidade. Para isso, o projeto propõe a realização de atividades esportivas, culturais e pedagógicas dentro da escola, incluindo reforço escolar e um cantinho de leitura”, explicou a aluna.
O aluno Kaique Pereira, que representa o partido temático Saúde, pretende criar o programa de implantação de laboratório para manipulação de medicamentos de uso contínuo. “Eu criei esse projeto pensando nos idosos da minha comunidade. Lá tem muitos deles que precisam de medicamentos e têm dificuldade de encontrar e com o projeto esse problema poderá ser amenizado”, disse Kaique. 
Já o aluno Eduardo Gonçalves defende o projeto de reciclagem de garrafas pets. “A minha preocupação é com o meio ambiente, pois sabemos dos danos que esse material causa e a reciclagem é uma boa alternativa, pois colabora com a preservação e ainda pode gerar renda para as famílias”. 
A posse dos deputados será no mês de outubro, oportunidade em que também será escolhida a Mesa Diretora (presidente, 1º e 2º secretários).

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/quatro-alunos-de-escolas-municipais-representam-cuiaba-no-parlamento-mirim/9586

Simulador de Aposentadoria do Servidor Público (atualizada nov 2018)



Simulador de Aposentadoria do Servidor Público foi desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o objetivo inicial de facilitar a auditoria e a fiscalização dos processos de concessão de aposentadoria dos servidores públicos regidos pela Lei nº 8.112/1990.

Contudo, como a ferramenta simula todas as possibilidades de aposentadoria previstas constitucionalmente, a CGU vislumbrou o grande auxílio que o sistema traria a todos os servidores públicos interessados em conhecer as condições de sua aposentadoria, tendo decidido assim ampliar o objetivo inicial e compartilhar o Simulador externamente, inclusive com os servidores públicos estaduais e municipais, também abrangidos pelas Emendas Constitucionais nº 20/1998, 41/2003 e 47/2005.

A CGU esclarece, no entanto, que o relatório gerado pelo Simulador não tem eficácia legal e nem pode ser utilizado como documento para iniciar processo de concessão de aposentadoria, ou de abono de permanência, tratando-se apenas de uma ferramenta que permite ao servidor público verificar as regras constitucionais de aposentadoria e uma data provável, de acordo com os dados incluídos no Simulador, que são de inteira responsabilidade do servidor.

http://www.cgu.gov.br/Simulador/Index.asp

Relatório BRICS: cooperação entre poderes emergentes pode acelerar o progresso na educação

Novo Relatório da UNESCO recomenda que uma colaboração mais efetiva entre cinco economias do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que promoveu grandes avanços no desenvolvimento de melhores sistemas educacionais, pode acelerar o progresso na educação.


O Relatório BRICS: construir a educação para o futuro é a primeira análise aprofundada que visa a identificar os sucessos e os desafios enfrentados pela educação nesses países. Atualmente, o grupo BRICS fornece educação para mais de 40% da população mundial.
Uma das principais conclusões do relatório é que os países BRICS têm feito uso efetivo de políticas inovadoras para melhorar a qualidade da educação, bem como para expandir a formação técnica e profissional e a educação superior. Por exemplo, o Brasil desenvolveu um dos mais abrangentes sistemas de avaliação do mundo, no qual uma combinação de informações - como as matrículas escolares e as taxas de conclusão - é utilizada para estabelecer objetivos para promover melhorias e orientar reformas. Uma nova lei estabelecida na Índia, que exige o gasto de 2% dos lucros das empresas em atividades de responsabilidade social corporativa, é de interesse de todos os governos que procuram formas de custear níveis maiores de educação e de desenvolvimento de habilidades.
O Relatório destaca a rápida expansão da educação superior, tal como ocorre na China, onde o número de estudantes aumentou mais de cinco vezes entre 1999 e 2012. Na Rússia, esforços para aumentar o intercâmbio e a cooperação entre estudantes e universidades, como a Rede de Universidades dos países BRICS, encabeçada pelo próprio país, enriquecem o aprendizado. Na África do Sul, a superação das desigualdades vindas do regime do apartheid se tornou um tema central da reforma educacional, o que fornece valiosas experiências para todos os países comprometidos em enfrentar a desigualdade de forma geral.
Tanto a Índia como a China possuem os maiores sistemas educacionais do mundo, e com o compromisso desses cinco países em ampliar os esforços, o bloco BRICS tem o potencial de se tornar líder em educação de qualidade. Por outro lado, milhões de estudantes se beneficiarão de melhores sistemas educacionais, que forneçam a eles habilidades e conhecimentos, para que possam transformar as sociedades e as economias.
Relatório BRICS: construir a educação para o futuro traz 12 recomendações que delineiam áreas-chave de cooperação para melhorar os sistemas educacionais, a educação superior e o desenvolvimento de habilidades.
“Os países BRICS já transformaram o mapa mundial de educação, ao levar milhões de pessoas para a escola, estabelecer centros de aprendizado de nível mundial, promover inovações e compartilhar experiências e conhecimentos. Com uma cooperação mais efetiva na educação, apoiada pela UNESCO, o BRICS tem o potencial para ir mais além e mais rápido no aperfeiçoamento dos níveis educacionais e na obtenção da sustentabilidade de longo prazo”, disse Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.
Apesar de progressos claros, o grupo BRICS ainda tem desafios a enfrentar. Em alguns países, reformas econômicas, descentralização e privatização da educação resultaram em desigualdades mais profundas, com as crianças mais desfavorecidas sendo as que mais sofrem com a educação escolar de baixa qualidade. Apesar da grande expansão que tem ocorrido recentemente, apenas um em cada cinco jovens na Índia, e cerca de um em quatro na China, frequentam a educação superior.
Nos países BRICS, a pobreza e a desigualdade de gênero continuam a se refletir no ciclo de aprendizagem e, da mesma forma, podem restringir as capacidades de aprendizado das crianças. Comunidades que lutam para alimentar suas famílias enfrentam expectativas de danos ao longo de toda a vida, causados às capacidades de aprendizado das crianças, por meio dos efeitos da desnutrição.
Na 6ª Cúpula do BRICS, realizada no Brasil, em 15 de julho de 2014, os presidentes dos países do bloco afirmaram que a educação é a chave para o sucesso de longo prazo e reconheceram o fato de que realizar mais investimentos é essencial na educação, para enfrentar as desigualdades e fomentar continuamente o crescimento econômico.
“Para se avançar em direção a uma economia do conhecimento, será necessário fortalecer a cooperação no campo da educação, assim como desenvolver um sistema de articulações horizontais entre os países BRICS”, disse Dilma Rousseff, presidente do Brasil, durante a Cúpula do BRICS de 2014.
O BRICS já está envolvido em parcerias mundiais para a educação. Os países desempenharam um papel decisivo no movimento de Educação para Todos (EPT), coordenado pela UNESCO. Brasil, China e Índia pertencem ao grupo E9 de países com as maiores populações, que, desde 1993, tem facilitado a cooperação para se atingir a EPT.
Desde 2013, a UNESCO tem trabalhado em conjunto com os países BRICS, para apoiar esforços para fortalecer a cooperação na educação, para aumentar as oportunidades de aprendizagem de milhares de jovens nessas cinco economias emergentes e dinâmicas.

Contatos de imprensa:
Ana Lúcia Guimarães, 61-2106 3536, a.guimaraes(at)uensco.org 
Anita Campos, 61-2106 3538, a.campos(at)unesco.org 
Sue Williams - +33 (0)1 45 68 17 06 , s.williams(at)unesco.org
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/cooperation_between_emerging_powerhouses_can_speed_progress_in_education-1/#.VCBt45RdXkx

Ceale (UFMG) lança glossário de alfabetização, leitura e escrita

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Afinal, qual é a diferença entre alfabetização e letramento? Nosso alfabeto é um sistema ou um código? Grafema é o mesmo que letra? E qual é a importância dessas e outras tantas definições na prática educativa?

Diante das inúmeras alterações sociais e culturais por que passamos nas últimas décadas, o ensino-aprendizagem da língua escrita se torna cada vez mais complexo e impulsiona muitas discussões na universidade, na escola, na mídia e em diversos outros locais de produção e divulgação de informação e conhecimento. Grande parte dos conceitos, estratégias e práticas se encontra disseminada em textos acadêmicos, documentos oficiais, materiais pedagógicos, o que colabora para sua incorporação ao vocabulário dos educadores. Se, por um lado, essa disseminação é interessante pelo fato de ampliar o debate, por outro, leva a uma dispersão que traz a necessidade de recolha e consolidação.
Buscando atender a essa necessidade, o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG), lançou o Glossário Ceale: termos de alfabetização, leitura e escrita para educadores. Organizado pelas pesquisadoras Isabel Frade, Maria da Graça Costa Val e Maria das Graças de Castro Bregunci, o glossário foi criado para subsidiar os educadores que se dedicam à alfabetização e ao ensino-aprendizagem de leitura e escrita, especialmente os professores da Educação Infantil e do ciclo de alfabetização do Ensino Fundamental.
A fim de contemplar a complexidade envolvida nos processos de alfabetização e letramento, esta obra abrange inúmeras áreas do conhecimento: antropologia, sociologia, psicologia, linguística, psicolinguística, sociolinguística, tecnologias da informação, linguagens da comunicação educativa, entre outras. Além disso, o glossário transita por diferentes campos e eixos de ensino com claras implicações pedagógicas: as concepções de língua e de ensino de língua, de texto e discurso, os eixos de produção e leitura de textos, oralidade, literatura e outros. As definições a respeito desses itens repercutem nas políticas públicas, nos projetos pedagógicos, na organização curricular, na avaliação da aprendizagem, em materiais pedagógicos, em metodologias etc.
Como afirma Magda Soares, professora emérita da UFMG e fundadora do Ceale, que assina o prefácio da obra:
O acesso ao glossário, disponível na rede, é livre e bastante simples. Organizado na forma de dicionário, é composto de verbetes em ordem alfabética. Cada verbete, escrito por um especialista no tópico, apresenta a definição do termo, sua contextualização ou problematização (quando pertinente) e referências a sua aplicação na prática pedagógica. Além disso, traz referências bibliográficas e remissões a outros verbetes relacionados.
Para acessar a publicação, clique aqui

Referência: 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Faculdade de Educação (FaE). Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale). Glossário Ceale: termos de alfabetização, leitura e escrita para educadores. Belo Horizonte, 2014.

‘Contos do Mato’ reúne contadores de histórias de todo país


A segunda edição do “Contos do Mato – Encontro Nacional de Contadores de Histórias” ocupa as instalações do Sesc Arsenal, entre os dias 1º e 3 de outubro. A entrada é Catraca Livre. A programação do evento tem espetáculos de contação de histórias, oficinas, bate-papos e outras atividades ainda não definidas.
Wanderson Lana/divulgacao/Contos do Mato
Wanderson Lana/divulgacao/Contos do Mato
Wanderson Lana é uma das atrações do encontro
Entre as atrações já confirmadas, estão os espetáculos de Vinicius Rangel (Cia. Trupe do Rei), Maurício Ricardo (Cia. Porrada de Teatro),  Renê Rodrigues, Grupo Mosaicos, Cristiano Gouveia (TV Cultura), Priscila Harder (Cia. Conto em Cantos), Thalita Passos  (Grupo Mãos de Fada) e Grupo Ogan.
Uma das novidades do festival é a campanha de doação de livros “Amigos da Leitura”. Os exemplares arrecadados serão destinados a uma instituição de caridade. Outra atração é a primeira edição do “Piquenique Literário”, um espaço para troca de ideias e experiências entre contadores de histórias de várias regiões do país. A atividade acontece em setembro, em praças e parques da capital. Fique atento para a programação do encontro no site do “II Contos do Mato”.

Critério técnico deve definir repasses ao ensino básico

Escolas públicas terão uma distribuição de recursos mais justa, segundo senadores Foto: Jonas Pereira
Projeto que modifica os índices usados no repasse de recursos do Fundo Nacional de Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) às escolas está pronta para ser votada na Comissão de Educação (CE), onde receberá decisão final.
A Lei 11.494/2007, que criou o fundo, delimita o repasse mínimo a ser feito por aluno nas diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento escolar por um cálculo que considera o número de matrículas das séries iniciais do ensino fundamental. A partir desse indicador-base, para as demais etapas e ­modalidades há uma variação que pode ser de 30% positivos ou negativos.
Esse “fator de ponderação” é decidido por uma comissão integrada pelo Ministério da Educação e por secretários estaduais e municipais de Educação de cada região brasileira, e deve, obrigatoriamente, variar entre 0,70 e 1,30 em relação ao aluno das primeiras séries.
Critérios técnicos
O projeto (PLS 10/2011), da ex-senadora Marinor Brito, pretende abolir esses limitadores e garantir que a distribuição dos recursos seja feita por meio de critérios técnicos, produzidos pelo ­Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Para a senadora, a lei atual estabeleceu uma redistribuição dos recursos sem levar em conta o real custo-aluno existente em cada etapa e modalidade.
Segundo a autora, exemplo da injustiça da fórmula em vigor é a remuneração das matrículas de creche, etapa de ensino mais dispendiosa do que as séries iniciais do ensino fundamental. Nem sempre o repasse faz jus ao gasto real, afirma a ex-senadora.
O relator na CE, senador ­Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), favorável à proposta, explica que a legislação usou o intervalo de variação dos fatores de ponderação para evitar migração maior de recursos das redes estaduais para as municipais.
Passados sete anos de vigência do Fundeb, o estabelecimento dos intervalos (ou balizas) se mostrou danoso como parâmetro de redistribuição dos recursos, avaliou Randolfe. A proposta de mudança apresentada por Marinor Brito corrige a injustiça atual, considerou o senador.
http://www12.senado.leg.br/jornal/edicoes/2014/09/22/criterio-tecnico-deve-definir-repasses-ao-ensino-basico

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...