quarta-feira, 11 de junho de 2014

Com o PNE, governo precisa redefinir as prioridades de investimento

Sem contabilizar as matrículas que deverão ser criadas, será preciso fazer um aporte extra de R$ 46 bilhões para atingir as metas de qualidade


Marina Kuzuyabu
Daniel Cara

Durante os três anos que permaneceu sob tramitação, o Plano Nacional da Educação (PNE) recebeu mais de 3 mil emendas e teve três versões. A que prevaleceu foi a do Senado, que não é a melhor de todas, mas que apesar disso contempla muitas das demandas sociais. A opinião é de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que se reuniu com educadores na tarde de quinta-feira (5/6) para fazer uma leitura comentada do documento. O encontro foi organizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC Vila Mariana.

Em sua opinião, duas importantes proposições ficaram de fora: a criação de um plano de carreira para o magistério baseado em tempo de serviço e formação e a exclusividade do uso dos recursos – os 10% do PIB – na educação pública.

Da forma como foi aprovado, o montante destinado à educação também poderá ser aplicado em programas de expansão do ensino – a exemplo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Ciências sem Fronteias –, em creches conveniadas e outras parcerias público-privadas (PPP). Na prática, isso quer dizer que uma parte dos recursos – de 1% até 3% do PIB – ficará nas mãos de instituições privadas.

Por outro lado, diretrizes importantes foram resguardadas, entre elas a erradicação do analfabetismo; a universalização da educação infantil na pré-escola para  as crianças de 4 a 5 anos de idade; a ampliação da oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos; a implementação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) como parâmetro para os investimentos em educação; e a complementação de recursos financeiros, por parte da União, a todos os estados, ao Distrito Federal e aos municípios que não conseguirem prover os recursos necessários para atingir o padrão mínimo de qualidade.
Sem considerar as matrículas que deverão criadas ao longo dos próximos dez anos, conforme prevê o PNE, será preciso fazer um incremento de R$ 46 bilhões para atingir o CAQi, cujos valores por nível de ensino são:

Creche: R$ 8.803,99

Pré-escola: R$ 3.584,32
Ensino Fundamental I: R$ 3.449,91
Ensino Fundamental II: R$ 3.360,30
Ensino Médio: R$ R$ 3.472,31
Ensino Superior: R$ 6.048,54


“A arrecadação do Brasil é suficiente. O que o governo precisa agora é rediscutir as prioridades”, falou. “O PNE vai exigir sacrifícios, mas ele deve ser tratado como um plano de desenvolvimento para todo o país. Tendo em vista as mudanças no padrão etário da população brasileira, ou essa geração de agora recebe uma educação de qualidade ou o futuro do país estará comprometido”, complementou.

Embora a aguardada aprovação do plano tenha sido comemorada pela sociedade civil, Daniel foi enfático ao dizer que os desafios pela frente são enormes e que a mobilização deve continuar. A cada dois anos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) ficará responsável pela publicação de relatórios sobre o cumprimento das metas. Em paralelo, a população, por meio dos conselhos de educação e da interlocução com o Ministério Público, os Tribunais de Contas e as Controladorias Gerais, deve cobrar e participar. “Esse não é um plano perfeito, mas temos que batalhar para que ele seja cumprido”, declarou.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/com-o-pne-governo-precisa-redefinir-as-prioridades-de-investimento-313312-1.asp

Três grandes razões para desenvolver a autoliderança


Escrito por Fábio Torres

O escritor Maurício Louzada, em sua nova obra Pra valer (Editora Pandorga), enumera três razões fundamentais para que todos desenvolvam a autoliderança, que, segundo o autor, está até mesmo nas escolhas mais simples.
1)    O líder é quem corre mais risco em uma equipe
“O líder é quem vai à frente, observando o terreno, advertindo sua equipe sobre possíveis obstáculos, determinando a rota e criando um traçado seguro para os demais. Mas ele também é o que corre mais riscos quando algo não dá certo. Por isso, a autoliderança é de extrema importância: ela dará a tranquilidade necessária para tomar as decisões corretas nos momentos mais difíceis.”
2)    O líder jamais permite que sua equipe se desestimule
“Por mais difícil e árduo que seja um caminho ou uma tarefa, o líder tem a obrigação de estimular sua equipe a acreditar e a continuar, mostrando que juntos todos podem atingir grandes metas. Entretanto, isso não pode ser feito de maneira falsa ou artificial. O líder precisa acreditar e superar suas crenças limitantes antes de estimular sua equipe. Ele deve usar sua autoliderança para se convencer de que é possível e de que o esforço vale a pena. Caso contrário, não conseguirá convencer ninguém, pois só podemos difundir aquilo em que realmente acreditamos.”
3)    O líder acredita em si independentemente do que as pessoas possam dizer
“Ao longo da nossa jornada, sempre encontraremos pessoas tentando nos convencer a fazer coisas e mudar de atitudes em favor de suas necessidades.
Nessas horas, precisamos colocar nossa autoliderança em prática e, sem deixar de avaliar novas possibilidades, ter força e coragem para cumprir o plano que traçamos.”
http://www.profissaomestre.com.br/index.php/artigos/reflexao/802-tres-grandes-razoes-para-desenvolver-a-autolideranca

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mais de 1.700 mães não conseguiram vaga para filhos em creches de Cuiabá

Mães recorreram aos conselhos tutelares para conseguir vaga em creches.
Cerca de 90% dos pedidos de ajuda são da região do Coxipó e Pedra 90.



Do G1 MT

CMEI Ady Figueiredo (Pedra 90)
Foto Jorge Pinho (SME)
Nos cinco primeiros meses deste ano, 1.748 mães recorreram a conselhos tutelares de Cuiabá porque não conseguiram vaga para os filhos nos centros municipais de Educação Infantil (Cmei) ou em creches. O conselho que atende a região do Pedra 90 foi o que recebeu a maior demanda. Um total de 1.091 mães procuraram ajuda do órgão. Em segundo lugar está o conselho da região do Coxipó. Nessa unidade, 480 mães pediram ajuda para matricular os filhos.
Essas duas unidades compõem a região sul da cidade e juntas representam cerca de 90% de toda a demanda registrada em Cuiabá. Conforme dados dos conselhos tutelares, a quantidade de mães que procuraram os conselhos neste ano em busca de vagas em creches já é três vezes maior que o registrado no ano passado.
Segundo o conselheiro tutelar Rivail de França Barbosa, esse problema seria consequência da construção e distribuição de casas populares em regiões sem a estrutura. Outro problema seria  a falta de vagas em escolas públicas nessas regiões. "Quando chegamos aqui havia o projeto para a construção de uma creche, mas até agora nada. Está complicado, com os filhos em casa eu não tenho como trabalhar. Daí começa a faltar alimento", reclamou a dona de casa Denilde Silva.
Quem recebe o Bolsa Família precisa que a criança esteja frequentando a sala de aula. Caso contrário, exiete o risco de perder o benefício. Quando o problema chega ao conselho, ele é repassado para a Secretaria Municipal de Educação. Mas segundo França Barbosa, poucas solicitações são atendidas.
O secretário de Educação de Cuiabá, Gilberto Gomes de Figueiredo, argumentou que o motivo da falta de estrutura dos conjuntos habitacionais é a falta de recuros repassados pelo governo federal. Segundo o secretario o problema é grave e não dá para  ser resolvido a curto prazo. Porém, ele ressaltou que providências já foram tomadas para amenizar a falta de vagas na região do Altos do Parque, no Coxipó.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/06/mais-de-1700-maes-nao-conseguiram-vaga-para-filhos-em-creches-de-cuiaba.html

Debatedores consideram analfabetismo violação a direito fundamental

Gorette Brandão
Slide: EducaGil
A realidade do analfabetismo no Brasil, onde mais de 13,2 milhões de pessoas não sabem ler e escrever, foi discutida em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (9). Pelos registros apresentados, além dos analfabetos plenos, outros 40 milhões de brasileiros não chegaram a ultrapassar os quatro primeiros anos de estudo e permanecem analfabetos funcionais, de modo geral sem capacidade para interpretar um texto curto e simples.
Para os participantes da audiência pública, que analisaram o tema pela ótica dos direitos humanos, o analfabetismo representa a violação de um direito fundamental da pessoa num mundo que passou à "era do conhecimento". Isso porque, quando despojado de um padrão básico de formação, o indivíduo não reúne condições de acessar e exercer plenamente outros direitos fundamentais, inclusive deter informações para votar com consciência.
- Creio que o debate ajudou na ideia de criar um clima de indignação em relação ao quadro brasileiro vergonhoso do analfabetismo, que nos coloca entre os dez países com maior número de analfabetos no mundo – avaliou ao fim o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Lei de Responsabilidade
O senador, que foi o propositor da audiência, falou de “indignação” assim que abriu os trabalhos. O sentimento foi compartilhado pelos convidados à audiência, de professores especialistas a representantes governamentais. Depois, a título de solução, houve apoio à ideia de uma “Lei de Responsabilidade Educacional”, já prevista em projeto legislativo do próprio Cristovam. Além de fixar compromissos para a erradicação do analfabetismo, o texto prevê punições administrativas para os gestores públicos que deixassem de fazer sua parte.
Aida Maria Monteiro Silva, do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, salientou que os direitos humanos são “indivisíveis e interdependentes”, não podendo haver supressão de qualquer um deles. Segundo ela, o analfabetismo é um fator de “vulnerabilidade”, que acaba deixando a pessoa “à margem das possibilidades” da vida social.
- A educação é bem social do qual não podemos abrir mão e seu objetivo não se reduz à formação de capital humano e da empregabilidade. Precisamos de educação que contribua para a formação da personalidade do ser humano com respeito aos direitos humanos e à democracia – defendeu.

Continue lendo: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/06/09/debatedores-consideram-analfabetismo-violacao-a-direito-fundamental

Escolas recebem premiação pela gincana cultural

O secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, entregou na segunda-feira (09) a premiação para as três melhores colocadas na gincana cultural do projeto Educando com a Copa. As escolas Antônio Ferreira Valentin, Hilda Caetano e José Torquato conquistaram o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Cada escola foi representada por três pessoas, sendo um professor, um pai de aluno e um técnico da unidade de ensino. Cada representante da equipe que ficou em primeiro lugar foi premiado com uma TV de 51 polegadas. O segundo lugar recebeu um notebook e o terceiro lugar, um smartphone. Todos ganharam medalhas e as escolas receberam troféus.
O secretário ressaltou que a premiação é uma forma de valorizar a todos os participantes que se empenharam em fazer o melhor na gincana. “As escolas deram um brilho especial ao evento, isso demonstra que conseguimos chegar ao nosso propósito, que era mobilizar a comunidade escolar para o evento da Copa do Mundo. Agora é pensar positivo e torcer por nossa seleção”, disse o secretário.
Conforme Gilberto Figueiredo, a secretaria está estudando a possibilidade de promover outros eventos como esse. “Nossa intenção é ampliar essa ação, mas agora com foco nos estados e municípios brasileiros, que têm uma diversidade enorme”.
A secretária-adjunta da Pasta, Marioneide Kliemaschewsk, elogiou o envolvimento de todos. “A participação deles foi muito intensa, nós pudemos perceber o quanto nossos alunos e profissionais da educação são capazes”.
Segundo a diretora da escola Antônio Ferreira Valentim, Rosane França, a dedicação e a vontade dos professores em aprender foi um dos fatores que contribuiu para que conquistassem o primeiro lugar. “A nossa equipe estava determinada e quando isso acontece o resultado é sempre positivo”.
Os participantes da gincana responderam a perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países que jogarão na Arena Pantanal, em Cuiabá.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-recebem-premiacao-pela-gincana-cultural/9061

Lei que garante alimentação escolar diferenciada para os alunos entra em vigor em agosto

Entra em vigor no fim de agosto lei (12.982/14) que garante merenda escolar especial a alunos com restrições alimentares. O texto, recém-sancionado pela presidente Dilma Rousseff, é resultado de uma discussão que começou no Congresso em 2006.
Nesse ano, o ex-deputado Celso Russomano apresentou projeto prevendo alimentação diferenciada a alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia. Ao longo dos debates, a proposta foi ampliada para beneficiar todos os estudantes com algum tipo de restrição alimentar.
Mãe de uma criança com diabetes e intolerância a glúten, Rosi Andrade, de Brasília, elogiou a iniciativa, mas tem dúvidas sobre como a lei será cumprida na prática. "A gente, em casa, se desdobra. Faz um cuscuz, uma tapioca, procura fazer um bolo com adoçante, sem glúten. Na escola, eu vejo isso muito complicado, muito mesmo”, observa. “Por exemplo, um pacote de biscoito cream cracker que seja para o diabético e também sem glúten custa, em média, R$ 20,00."
Otimismo
Arquivo/ Luiz Cruvinel
Sandra Rosado
Rosado: kits diferenciados de alimentação não terão preço diferentes.
Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN) é mais otimista.
"Nos estados e municípios, as escolas recebem a merenda e deverão apenas adequar a compra desses produtos ao número de pessoas e crianças que são portadoras dessas doenças”, afirma. “Esses kits diferenciados de alimentação certamente não terão um preço diferente daqueles que já são oferecidos na merenda escolar como um todo."
Adaptação
A coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, Albaneide Peixinho, concorda que será uma questão de adaptação das escolas conforme o número de alunos diagnosticados com alguma restrição alimentar.
Ela lembra que desde 2009 uma outra lei define de uma maneira mais ampla a necessidade de adequação dos cardápios conforme a faixa etária e características dos alunos, bem como os costumes alimentares regionais.
A nova lei, segundo a técnica, vem para definir com mais clareza a necessidade de a merenda seguir indicações médicas e nutricionais para os estudantes. "Não são as escolas que devem estar preparadas. Na realidade, são os órgãos de saúde, as unidades de saúde que devem estar mais estruturadas agora para atender a esse grande número de alunos”, destaca.
“Qual vai ser o trabalho que a gente vai fazer, que o MEC vai fazer junto com FNDE? Primeiro, notificar os municípios que eles têm que ter um nutricionista porque todos os municípios têm crianças com patologias. A grande maioria dos municípios e estados, mais de 85%, têm nutricionistas", acrescenta.
Nutricionistas
Segundo Albaneide Peixinho, entre 200 a 300 municípios no País ainda não têm nutricionista para atender ao programa de alimentação escolar. Hoje, são 6890 profissionais da área para 5570 municípios.
Desde a sanção da nova lei em 28 de maio, está correndo prazo de 90 dias para estados e municípios se adaptarem às regras de merenda diferenciada a alunos com restrições alimentares.
Reportagem – Ana Raquel Macedo
Edição – Newton Araújo



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/470062-ALUNOS-COM-RESTRICOES-ALIMENTARES-TERAO-DIREITO-A-MERENDA-ESCOLAR-ESPECIAL.html

Projeto ensina o que é política para jovens

Politiquê? pretende aumentar participação de pessoas de 15 a 25 anos em processos democráticos



COM A COLABORAÇÃO DE: 

A partir do Recife, em Pernambuco, uma iniciativa apartidária de politização pretende aumentar a participação dos jovens brasileiros nos processos democráticos. O principal objetivo do projeto Politiquê? é criar espaço para debates sobre o que é e como é feita na prática a política. “Queremos passar uma base do que é política, para responder a inquietações daqueles que falam muito, mas – de fato – não sabem o que estão falando”, explicou a criadora do projeto, Camilla Borges, de 25 anos.
O Politiquê? surgiu em março de 2013, mas ainda é considerado um projeto em desenvolvimento pelos seus 19 voluntários envolvidos em organizar atividades virtuais e presenciais para tornar a representatividade democrática mais acessível a jovens de 15 a 25 anos. Por enquanto, mobilizações vem sendo realizadas via Facebook, Twitter e pessoalmente, através de visitas a escolas nas quais eles buscam abarcar interessados nas aventuras da cidadania. Um site também está sendo construído e deve ser lançado em breve.
iaod / Fotolia.com

Camilla acredita que a melhor forma para envolver as pessoas ainda é pelo contato presencial. Segundo ela, o interesse do jovem em política é muito restrito e, para causar impacto, é preciso desenvolver o lado “humano”, ou seja, estar presente. Ela concorda, no entanto, que houve uma oportuna coincidência entre a fundação do Politiquê? e as manifestações iniciadas em junho de 2013 no Brasil. Com o rebuliço político, o interesse pelo tema aumentou.
A primeira atividade de impacto realizada pelo grupo foi a de levar 20 alunos da escola Olinto Victor, do Recife, para fazer o título de eleitor no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.
Segundo a criadora do Politiquê?, a mobilização foi bastante significativa, principalmente, porque teve começo, meio e fim. “Nem sempre esse resultado é possível em nossos trabalhos, pois política é um processo”, pontuou.
O próximo passo é capacitar ‘embaixadores’, alunos que representem um grupo e que possam se tornar referências entre os jovens. A ideia é envolver cerca de 2.000 alunos por meio de 20 embaixadores, em 60 escolas. Entre as atividades previstas estão simulação de campanha e votação. “O conteúdo vai aparecer do começo ao fim do processo eleitoral. Os participantes se lembrarão daquilo porque vivenciaram”, explica Camilla, para quem “experiências práticas são muito mais transformadoras”.
Formada em Relações Internacionais, ela lembra que foi um estágio-visita que fez durante a faculdade na Câmara dos Deputados, em Brasília, que a motivou a criar o Politiquê?. Na ocasião estudantes de todas as partes do Brasil se dividiram em mini-comissões para debater o tema ‘cota racial’ e chegar a um consenso.
A internacionalista, no entanto, reconhece que política não é tema fácil. “Aprendi mais vivenciando conflitos do que nos livros. Como na ‘teoria dos jogos’, sempre um ganha, alguém tem que ceder. São choques de interesses, defesa de opiniões. Nem sempre se pode sair ganhando. Só se entende isso na realidade”, diz.
Viabilidade
Para tornar as atividades do Politiquê? possíveis, os membros do grupo lançarão uma campanha de crowdfunding no site Benfeitoria, especializado em financiamento de projetos sociais. Até o final do ano, eles querem transformar o Politiquê? em uma ONG, para facilitar a captação de recursos.
Para alcançar mais impacto em suas ações, também pretendem desenvolver um formato de atuação que possa ser replicado em outros lugares do Brasil, multiplicando resultados.
O Politiquê? foi uma das iniciativas entrevistadas na primeira parte do projeto O Sonho Brasileiro na Política, que está levantando recursos no Catarse.  A expectativa do projeto é entender como os jovens brasileiros se relacionam com política.

http://porvir.org/porfazer/projeto-ensina-e-politica-para-jovens-2/20140602

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Como criar um GIF animado



Tutorial ensina como fazer um GIF animado
Quer deixar suas aulas mais animadas? hehehe…
Veja nossa dica de como criar uma animação, utilizando um recurso digital bem simples: o GIF animado.
Se você nunca ouviu falar em “gif” ou “guif”, basta saber que ele é apenas mais um dos inúmeros formatos digitais de fotos e ilustrações existentes, assim como JPG (ou JPEG), PNG, EPS etc.
Esse tipo de arquivo, muito difundido entre usuários da internet hoje em dia, pode ser utilizado para apresentar a seus alunos conceitos básicos de animação nas aulas de Arte ou mesmo para ilustrar um conteúdo – de qualquer disciplina –, no qual o movimento ou mudança de imagens ajude a turma a compreender melhor o tema abordado. Veja alguns exemplos encontrados na internet:
Fotografias de Eadweard Muybridge exibidas em sequência no final do século XIX
Cavalo em Movimento – E. Muybridge, 1878
Como funciona um carro, infografia animada de Jake ONeil
Como funciona um carro – Jake ONeil, 2014
Como funciona?
O GIF animado armazena uma série de imagens em um único arquivo, exibindo-as em sequência, de forma automática e em loop (quer dizer, após exibir a última imagem, ele sempre retorna à primeira).
Portanto, para criar uma animação, a primeira coisa que devemos fazer é providenciar uma série de imagens com pequenas diferenças de posição, formato ou cor entre os elementos que compõem a cena. Para isso, podemos usar um programa de edição de imagens (Photoshop, Paint etc) para criar os desenhos ou usar várias fotos com a sequência de um movimento (de pessoas, objetos ou desenhos). Veja abaixo nosso exemplo:
Sequência de imagens para animação
Para animá-las, vamos usar o Gifmake, uma ferramenta online gratuita, mas existem muitos geradores de GIFs animados na web. É muito simples mesmo!
Basta fazer o upload (carregamento) de cada imagem ou arrastá-la, uma por vez, para dentro da área pontilhada indicada pelo site (como mostra a ilustração abaixo). Nessa ferramenta, existe um limite máximo de 10 imagens (ou 15, em uma versão mais “pesada” que você encontra no rodapé do site). Seus arquivos também não podem ultrapassar 1,5 Mb (tamanho em megabytes por foto).
Depois de inserir as imagens no Gifmake, clique no botão Generate Gif  para ver o resultado. Se quiser deixar a animação mais rápida ou mais lenta, basta ajustar a velocidade, deslizando o botão do cursor Delay (atraso), e clicar em Generate Gif novamente para conferir o ajuste. Quando estiver satisfeito, clique em Download GIF para salvar o arquivo no seu computador. Confira todos esses passos no esquema abaixo:
Como fazer um GIF animado no Gifmake
Depois de baixar o GIF, você pode incluir sua animação em apresentações de PowerPoint, usar em blogs ou mesmo vê-la isoladamente, abrindo o arquivo diretamente do seu computador em qualquer navegador como Chrome, FireFox, Explorer etc.
E aí, ficou animado(a)? Então, mãos à obra! Aproveite para conferir estas reportagens e planos de aula relacionados ao tema publicados por NOVA ESCOLA :
E se tiver alguma dúvida ou sugestão, mande pra gente!

http://revistaescola.abril.com.br/blogs/tecnologia-educacao/2014/06/03/como-criar-um-gif-animado/

Especialistas condenam palmada, mas dizem que lei não resolve o problema

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

O hábito de agredir fisicamente uma criança como forma de punição pode provocar sentimentos de inferioridade, baixa autoestima e submissão e não deve ser tolerado. Entretanto, sancionar uma lei que proíbe a agressão não resolve o problema, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência BrasilO PL 58/2014 foi aprovado no Senado Federal.
crianças
Projeto de lei que pune famílias que usam violência física contra crianças foi aprovado esta semana no SenadoArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
“Entendemos que não é necessária uma lei para dizer que os pais precisam dar limites para os filhos. Bater na criança nunca é a melhor opção. O melhor é orientar, dizer quais são as regras, entendendo que todas as crianças precisam de limites. A Lei da Palmada não é para a criança fazer o que ela quer. Os pais continuam sendo a referência”, avaliou a presidenta da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Luciana Barros de Almeida.

Para ela, no lugar de bater, os pais devem impor autoridade e dar ordens claras. A ideia, de acordo com a pedagoga, é educar as crianças para que não seja necessário puni-las como adultos. A imposição de limites, segundo ela, deve surgir ainda na infância.
“Muitas vezes, os pais vão deixar de bater, mas vão continuar gritando, xingando e isso também é uma contravenção”, disse. “Corremos o sério risco de haver distorções [de interpretação da lei] e os pais acharem que não podem mais dizer não para a criança. E, nessa educação diária, o não é necessário. A criança precisa aprender a conviver com isso para aprender a respeitar o outro, a ter tolerância à frustração”, explicou.
A diretora da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental, Liana Rosa Elias, lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já conta com dispositivos legais que regulam a agressão física contra crianças e adolescentes. A necessidade agora, segundo ela, é ampliar a discussão de forma intersetorial, envolvendo, por exemplo, as escolas e a rede de assistência social.
“Quando você diz que não pode fazer isso e que se fizer vai ser punido, gera uma série de efeitos colaterais. Um deles é o de não ensinar uma alternativa. Seria interessante que o Estado centrasse esforços na promoção de diferentes práticas”, disse, ao destacar que é preciso tratar a questão da palmada como algo cultural.
“É louvável a iniciativa de se lutar contra a violência, mas temos que pensar aspectos mais amplos, como por que se usa a violência, por que ela acontece tanto? Traria mais efeitos do que simplesmente sancionar uma lei. Afinal, será que só punir resolve? As pessoas deixam de bater apenas quando passa o agente social na porta de casa?”, questiona.
O plenário do Senado aprovou  o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos. Conhecida como Lei da Palmada, a proposta segue para análise da presidenta Dilma Rousseff, que terá até 15 dias úteis para vetar eventuais trechos ou sancionar integralmente o texto.


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-06/especialistas-condenam-palmada-mas-dizem-que-lei-nao-resolve-o-problema

Nasa e Khan lançam material on-line sobre astronomia

Tutoriais contam com vídeos, jogos e simulações para estimular jovens a estudar sobre o universo e exploração espacial

Da Redação

Para muitas pessoas é curioso pensar sobre o universo e sobre o que existe no espaço para além do nosso planeta. Para aguçar ainda mais essa curiosidade e despertar o interesse de estudantes em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (grupo de conhecimentos chamado em inglês deSTEM Glossário compartilhado de termos de inovação em educação), a Nasa lançou semana passada em parceria com a Khan Academy uma série de tutoriais on-line sobre astronomia e exploração espacial.
O material é dividido em três partes: Controle de Missão (mission control, em inglês), Medindo o Universo e Explorando o Universo. Cada seção tem como objetivo familiarizar os estudantes com diferentes aspectos do espaço e deixar mais compreensíveis o trabalho e a missão da Nasa – protocolos e desafios da agência espacial são detalhados.
crédito BiterBig / Fotolia.comNasa e Khan lançam material on-line sobre astronomia
Todo o conteúdo está na plataforma Khan, mas até o momento apenas a seção Medindo o Universo está traduzida para o português – e ainda não completamente, trechos de textos ainda estão em inglês. Mas em breve todo o material estará traduzido, informa o site.
Kim Lichtenberg, engenheira da Nasa que trabalha em missões de exploração em marte, explica no vídeo de apresentação do projeto que a ideia desses tutoriais é estimular a curiosidade, a busca por conhecimentos e a vontade de aprender. “Em Medindo o Universo, matemática e física são aplicadas para entender o cosmos e o que nós já aprendemos sobre ele. Já em Explorando o Universo, é possível aprender mais sobre o funcionamento das nossas missões. Com isso, esses tutoriais permitem que todos expandam seus horizontes de aprendizado e sigam suas próprias curiosidades sobre a exploração espacial”, completa.
O conteúdo é multimídia, composto por vídeos, textos, recursos interativos, jogos e simulações sobre as mais diversas temáticas. É possível, por exemplo, tentar pousar uma nave espacial em Marte, ver modelos interativos de eclipses lunares, das fases da lua e brincar com o sistema solar.
Os tutoriais foram lançados durante a quarta edição da White House Science Fair, evento promovido pela Casa Branca e apresentado pelo presidente norte-americano Barack Obama, que promove e premia os melhores projetos educacionais nas áreas do STEM feitos por estudantes de todo o país.

http://porvir.org/porfazer/nasa-khan-lancam-material-on-line-sobre-astronomia/20140606

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Escolas emocionam público na final do concurso de dança. EMEB Padre Pombo é a vencedora

EMEB Padre Pombo a vencedora do Concurso. 
Foto: Jorge Pinho (SME)
Mais uma etapa do projeto Educando com a Copa, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, foi finalizada. A final do concurso de dança, realizada nesta quinta-feira (05), levou ao palco quatro escolas finalistas, que emocionaram os jurados e o público presente com suas apresentações.
As unidades de ensino representaram as danças folclóricas dos países que jogarão a Copa do Mundo em Cuiabá. “Foi uma maneira que encontramos para mobilizar as escolas do município para o evento da copa do mundo e, ao mesmo tempo, estimular nos alunos a pesquisa e o estudo sobre esses países”, explicou o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo.
“Ficou perfeito. As escolas demonstraram o quanto se dedicaram e que têm condições de se apresentarem em qualquer evento”, acrescentou a secretária-adjunta de Educação, Marioneide Kliemaschewsk.
A escola Raimundo Pombo, do bairro Parque Cuiabá, que representou a Coréia do Sul, foi a campeã do concurso. A delicadeza e a perfeição na coreografia apresentada pelo grupo, composto por 12 meninas de 9 e 10 anos, conquistaram os jurados, que deram a maior pontuação para a escola.
A diretora da escola Raimundo Pombo, Marcia Aparecida dos Santos, destacou os principais pontos que contribuíram para a excelente apresentação das alunas. “Temos uma equipe de profissionais comprometidos com a nossa escola. Eu costumo dizer que é uma equipe de excelência e isso é passado aos nossos alunos, que são determinados e disciplinados”, disse a diretora.
Além de aprenderem a cultura dos países, os alunos tiveram que aprender também sobre a história e a geografia desses lugares. “Eu aprendi que a Coreia fica muito longe do Brasil, fica na Ásia e bem próximo do Japão”, disse Rhadja de Freitas, 10 anos. “Eles têm umas manias um pouco diferente, como comer carne de cachorro. Eu achei meio esquisito”, acrescentou Bruna Oliveira, 10 anos. Mas, ambas as meninas disseram estar encantadas com as roupas e a maquiagem das coreanas. “É bem diferente da nossa, mas é muito bonita”.
Mesmo ficando em segundo lugar, as alunas da escola Gracildes Mello, que também representou a Coreia do Sul, conquistou o público e os jurados com a dança dos leques. “Perfeitas e encantadoras. Elas merecem a nota máxima”, disse a jurada, Caroline Lima, do núcleo de educação física do Univag-Centro de Ensino.
Para o diretor da Gracildes Mello, Benedito Peixoto, aprender a competir foi um dos pontos positivos que o concurso deixou para os alunos. “Mesmo com algumas dificuldades nossos alunos e professores se uniram para tentar fazer o melhor e o resultado foi essa bela apresentação”, ressaltou o diretor.  
A escola Alzira Valladares ficou em terceiro lugar e em quarto lugar ficou a escola 8 de Abril.
Segundo a articuladora do Programa Mais Educação da Escola 8 de abril, Osvanira Francisca da Silva, o concurso ajudou a despertar nas alunas o gosto pela dança. “Além disso, também proporcionou a integração entre as escolas e contribuiu para despertar nos alunos o interesse por informações sobre esses países”, disse a professora.
Todos os integrantes do grupo e os professores da escola que conquistou o primeiro lugar foram premiados com Day Use no Sesi Park. Todos os alunos receberam troféu e medalhas.
Além das quatro finalistas, o evento contou com apresentações de alunos das escolas  Penha de França, que apresentou o Cururu e Siriri; a escola Orlando Nigro, representando a Austrália; a escola Joana Dark da Silva, com a dança da Bósnia; e o grupo de bailarinos do Instituto de Balé Vôo Livre.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-emocionam-publico-na-final-da-danca/9037

UFMT lança jardim sensorial voltado para aprendizado de pessoas deficientes

Jardim sensorial da UFMT tem plantas aromáticas e também de uso culinário (Foto: Edna Hardoim/UFMT)
Um jardim sensorial foi inaugurado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)  em Cuiabá para facilitar o aprendizado de deficientes físicos, visuais e auditivos no estado. A escolha da data para lançar o jardim, esta quinta-feira, foi em comemoração ao Dia do Meio Ambiente. No local, foram plantadas diversas espécies de ervas medicinais, plantas aromáticas e também de uso culinário. Além disso, um tanque de peixes também foi instalado no espaço.
De acordo com a professora Edna Hardoim, a ideia faz parte de uma linha de pesquisa desenvolvida no mestrado em Ensino de Ciências Naturais e no doutorado em Educação em Ciências e Matemática, ambos da UFMT, e voltado à produção de material didático inclusivo a deficientes nas escolas regulares.
Conforme a professora, as escolas regulares atuais ainda apresentam um grande número de professores da educação básica e também do ensino superior que não tiveram durante o processo de formação inicial a competência para trabalhar em escolas inclusivas.
“O que percebemos durante o período de pesquisa é que além da dificuldade com a linguagem utilizada no processo de comunicação, os professores não conhecem muitas estratégias pedagógicas que possam auxiliar as aulas com as pessoas de necessidades educacionais especiais”, disse a professora em entrevista ao G1.
A professora acredita que a inclusão não está formada em separar esses alunos em locais reservados para eles mas sim em incluí-los em escolas regulares. “Por mais que os pais desses alunos lutem pela permanência do instituto para cegos ou escolas para deficientes auditivos, nós sabemos que essa é uma maneira errônea de querer incluir os deficientes. O ideal é desenvolver instrumentos de estudos para as pessoas normais aprenderem junto com as pessoas que portam qualquer tipo de deficiência”, comentou.
Conforme a professora, com isso surgiu a ideia da construção do jardim sensorial. Edna Hardoim explica que a área é um espaço adequado para os deficientes desenvolverem os sinais específicos para as aulas de botânica e ciências biológicas, porque é um laboratório vivo com ricas fontes de recursos pedagógicos.
Texturas e aromas diversos podem ser experimentados no jardim sensorial (Foto: Edna Hardoim/UFMT)
Projeto
A construção do Jardim Sensorial se deu em bases cooperativas entre a UFMT, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Juizado Volante Ambiental (Juvan) e o Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com a professora, o Jardim Sensorial também pode ser visitado pela população porque se destina a diversos públicos, pois, serve como espaço pedagógico de pesquisa, de educação ambiental e espaço de contemplação das plantas.
O Jardim Sensorial fica entre o Instituto de Biociências e ao Instituto de Saúde Coletiva na UFMT, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, n° 2367, no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá.
http://g1.globo.com/mato-grosso/ecorede/noticia/2014/06/ufmt-lanca-jardim-sensorial-voltado-para-aprendizado-de-deficientes.html

Gibiteca de Campo Grande inspira mundo melhor com leitura

Ronilço e a Turma da Mônica, de Maurício de Souza: 
personagens estão entre os preferidos do psicólogo, 
que vive em Campo Grande
Foto: Facebook / Reprodução

Não seria exagero dizer que a Gibiteca Mais Cultura, ponto de cultura em
Mato Grosso do Sul, nasceu de uma paixão. Ronilço Guerreiro, psicólogo e
fundador da Gibiteca, sempre foi apaixonado por quadrinhos e fez da Gibiteca
a sua grande missão: “Eu lia 30 gibis por semana, desde criança. Por meio dos
quadrinhos, ganhei autoestima, comecei a sonhar mais e, hoje, devo minha vida
a eles. Aprendi a me relacionar melhor”.
Em 1995, inspirado pela 1ª Gibiteca do Brasil, criada em Curitiba, Guerreiro
enviou 180 correspondências para várias embaixadas situadas no Brasil,
pedindo ajuda para criar a sua. Somente dez responderam: “Oito me
parabenizaram e duas ajudaram com os móveis e equipamentos: as
embaixadas da França e da Austrália. Comecei a Gibiteca com 150 gibis”.
Hoje são 25.000 exemplares no acervo, todos doados por leitores, e armazenados
em uma casa pintada em azul, vermelho e amarelo (para lembrar o
personagem Chico Bento, da Turma da Mônica, de Maurício de Souza).
“O espaço é pequeno, mas é como coração de mãe: sempre cabe mais um.
A Gibiteca é simplesmente um lugar para se conhecer e virar fã”, garante
Guerreiro. Por dia, 70 jovens e adultos frequentam o projeto. Semanalmente,
são realizadas Cirandas de Leituras e Oficinas de Redação.
Há, ainda, 15 computadores conectados à internet em uma sala de inclusão
digital. As crianças podem participar de oficinas literárias. “Através da cultura,
nós mudamos o mundo. E o desejo de participar de uma sociedade melhor é
um ato de carinho”, diz o fundador da Gibiteca Mais Cultura, que não possui
funcionários, apenas Guerreiro e outra voluntária, mas tem o apoio da Fundação
de Cultura de Mato Grosso do Sul, Ministério da Cultura e Prefeitura de Campo
Grande.

http://noticias.terra.com.br/educacao/gibiteca-de-campo-grande-inspira-mundo-melhor-com-leitura,798b467c25b26410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O desafio de levar tecnologias às escolas do campo

Para debater o processo do conhecimento com o uso de novas tecnologias e sua integração com a educação do campo, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação promoveu nesta quarta-feira, 4,  em Brasília, o workshop Educação do Campo e Conectividade. O encontro reuniu professores, gestores educacionais, representantes do poder público e dos meios de comunicação.
Para a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão, Macaé Evaristo, a infraestrutura é um dos maiores desafios para levar as novas tecnologias às áreas rurais. “É preciso levar conectividade a todas as escolas do campo, o acesso à internet, a inclusão digital”, afirmou. “Outro desafio é também pensar no uso e na produção de conteúdos pelas escolas do campo, como fazer com que essa tecnologia dialogue com o desenvolvimento local, com o desenvolvimento sustentável, e se traduza para os professores do campo em novas formas e novas perspectivas de desenvolvimento para escola.”
O encontro teve como propostas analisar o contexto da educação do campo em relação ao acesso a tecnologias digitais; compartilhar experiências em educomunicação capazes de contribuir com a educação do campo nas suas especificidades e realidades; identificar possibilidades de criação e desenvolvimento de material voltado para as necessidades das instituições de ensino do campo e a manutenção das crianças, adolescentes e jovens na escola.
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20503

EMEB Antônio Ferreira Valentin é campeã da gincana cultural

Equipe EMEB Antonio Ferreira Valentin
Foto: Educagil
 ROSANE BRANDÃO Secom Cuiabá

Conhecimento, dedicação e superação. Foi dessa forma que a professora Rosane França, diretora da escola Antônia Ferreira Valentim, descreveu sua equipe, que foi campeã na gincana cultural do Projeto Educando com a Copa. Quatro escolas municipais foram finalistas na gincana promovida na terça-feira (03) pela Secretaria Municipal de Educação, como forma de mobilizar as escolas para o evento da Copa do Mundo em Cuiabá.
A diretora Rosane França explica que desde o início do ano a unidade escolar trabalha com o projeto “Copa do Pantanal – Diversidade e Qualidade de Vida”, que estimula os alunos a estudarem sobre os países que jogarão em Cuiabá, portanto, a gincana cultural veio para agregar na mobilização da comunidade escolar em relação à Copa do Mundo.
“O mais importante foi a dedicação de todos em pesquisar e buscar conhecimento sobre os oito países, foi essa determinação que ajudou nossa equipe a vencer”, disse a diretora.
Os participantes da gincana responderam perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países que jogarão na Arena Pantanal, em Cuiabá. Além de responder às perguntas, as equipes também tiveram que realizar algumas provas surpresas.
Cada escola foi representada por três pessoas, sendo um professor, um pai e um técnico da unidade de ensino. A torcida também foi levada em consideração na gincana, pois a mais animada e o melhor grito de guerra somou ponto para a equipe.
Foto: Educagil
A escola Hilda Caetano conquistou o segundo lugar. A José Torquato ficou em terceiro lugar e a escola Lenine de Campos Póvoas em quarto lugar.
Segundo o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, além de promover a interação entre as escolas e mobilizar a comunidade escolar para a Copa do Mundo, a gincana tinha como finalidade estimular o aprendizado e o conhecimento nos participantes. “Esse tipo de evento é muito positivo, pois movimenta as escolas e fomenta o ensino-aprendizado”.
Representando as mães de alunos, Eliana Patrícia Martins, comprovou que pesquisou bastante e estava preparada para responder as perguntas. “Foi uma experiência maravilhosa. Adquirir conhecimento é sempre bom”.
Foto: Educagil
A professora de educação física, Denise Lenzi, que também representou a escola Antônio Ferreira Valentin, achou a gincana positiva e acredita que ela deveria ter continuidade. “É uma forma de estimular a busca por novos conhecimentos, tanto de alunos como dos próprios professores”.
A equipe vencedora será premiada com uma TV de 50 polegadas. O segundo lugar ganhará um notebook e o terceiro, um smartphone. As três equipes ganharão troféu e medalha.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escola-antonio-ferreira-valentin-e-campea-da-gincana-cultural/9022

Educar para um mundo sustentável

Fernando Valenzuela Migoya
Escrito por Analice Bonatto

A preocupação com o planeta se traduz, muitas vezes, somente na preservação do meio ambiente, mas a National Geographic olha para o planeta e tudo o que está nele, afirma Fernando Valenzuela Migoya, presidente da Cengage Learning Latinoamérica e da divisão National Geographic Learning pela América Latina, que defende uma escola inspiradora, em que o conhecimento seja criado, direcionado e socializado com experimentos que a conectem ao mundo real. Em São Paulo para participar do XII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, realizado durante o GEduc 2014 em março, Migoya chamou o momento atual de era da exploração. “Isso significa que é necessário criar uma sensibilidade para o que está acontecendo no mundo e, ao mesmo tempo, levar a escola ao mundo. O conhecimento agora precisa ser descoberto. Essa capacidade é a única que vai criar aprendizado ao longo da vida”, afirma. Migoya concedeu entrevista exclusiva à Profissão Mestre sobre a importância do engajamento na escola. Para o presidente da entidade, a nova geração está mais preparada do que a anterior, mas é mais difícil captar sua atenção. “Toda essa dispersão dá a percepção de falta de conscientização. Para mim, não é isso; é falta de engajamento. Quando se resolve essa questão, a conscientização cria resultados”. Acompanhe a entrevista a seguir.
Profissão Mestre: Como educar para um mundo sustentável?
Fernando Valenzuela Migoya: Primeiro, é preciso reconhecer que a nossa geração falhou na criação de uma consciência de cuidado com o planeta; essa consciência, na maior parte das vezes, é apenas citada como preservação do meio ambiente. Mas a National Geographic Learning olha para todo o planeta. Para nós, educar para um mundo sustentável é cuidar do planeta e de tudo que está nele. E a educação – que é a única ferramenta para mudar o comportamento humano – é uma força para equalizar as desigualdades que existem em muitas dimensões, como a desigualdade social e a de acesso à educação. Além da educação, a internet também é uma força para difundir, socializar e levar adiante as mudanças.
Profissão Mestre: Qual é o papel da escola em relação a essa questão?
Migoya: O conhecimento está na escola e fora dela. A escola conecta a educação formal com a informal. Se o aluno visita um museu, ele está aprendendo, mas como isso torna a experiência na escola melhor? Como o que o aluno escuta na família e nas notícias criam experiência de aprendizagem na escola? O problema é que ainda pensamos que a escola é o prédio, mas ela precisa estar mais conectada com o mundo.
Profissão Mestre: Com a tecnologia, o que muda na sala de aula?  
Migoya: Muda o tipo de pessoa que precisa ser educada e as formas de acesso à informação que ela tem hoje. Muitas instituições, por exemplo, proíbem a entrada do celular em aula. Isso é proibir as novas gerações de atuarem no mundo delas, é tentar levar os estudantes de volta ao século XIX.
Profissão Mestre: Quais são os desafios de quem incorpora as tecnologias no processo de ensino e aprendizagem?
Migoya: São muitos. Na National Geographic, chamamos esse momento de a era da exploração. Isso significa que é necessário criar uma sensibilidade para o que está acontecendo no mundo e, ao mesmo tempo, levar a escola ao mundo. O conhecimento agora precisa ser descoberto. Essa capacidade é a única que vai criar aprendizado ao longo da vida.

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