sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia da Poesia: ‘Poetar’ é preciso! reune amantes da arte na Casa Silva Freire

Silva Freire poeta, advogado, professor na Faculdade de Direito da UFMT | Foto: Arquivo 
















Em comemoração ao Dia Nacional da Poesia a ser comemorado neste dia 14 por ocasião do nascimento do poeta Castro Alves, a Casa de Cultura Silva Freire (CCSF) promove uma poetada no Centro Histórico. O evento vai homenagear os poetas cuiabanos, Silva Freire, Sérgio Dalate, Antônio Sodré e Ronaldo de Castro e vai acontecer a partir das 18h, no espaço onde será a futura sede da entidade, localizado na esquina das ruas 12 de Outubro com Pedro Celestino.

A diretora da CCSF, Larissa Spinelli, explica que uma data tão importante quanto esta não poderia passar em branco e, sendo a entidade guardiã e promotora do acervo do poeta Silva Freire, nada mais justo que abraçar também a poesia de outros da região como Dalate, Sodré e Castro. Na empreitada ela conta com a parceria do professor do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT), Luiz Renato Souza Pinto; a professora da UFMT, Maurília Valderez e também com a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

No local haverá espaço para que qualquer pessoa possa declamar a poesia de sua preferência, mas também haverão alguns convidados que farão esse papel para incentivar o público. Além de declamações o evento também apresentará o documentário “Ivens Cuiabano – O poeta bem comportado” da Dona Lola Produções e videopoemas. Outra atração serão as poesias esculturas do artista Luís Segadas que estarão expostas para apreciação. Haverá também música para embalar a noite de poetada e comida típica sendo comercializada.

O evento, conforme explicou Larissa, é parte do calendário que a CCSF pretende implantar para ocupação do espaço ainda que ele não tenha uma obra física. E isso é bem o espírito que o aniversariante desta sexta pregava: “A praça, a praça é do povo, como o céu é do condor”, dizia Castro Alves. Portanto, que o povo ocupe o espaço que é seu que é o Centro Histórico e o utilize para o convívio e a arte.

Para preparar o público para a grande noite a CCSF indica alguns versos dos homenageados.


De Silva Freire quando lhe perguntaram sobre o que representa a poesia ele disse:

“fruta madura, pendendo do galho da encantada laranjeira cuiabana; a gente querendo despencá-la no chuço da taquara interior e, de repente, a fruta reverdece no cacho, endurecendo seu talo... Paciência, recomeçar o namoro com a fruta”! (Barroco Branco, 1989).

De Sérgio Dalate:

“Tudo rápidos
como se furta um
vida curta:
tão cartoon!”

De Antônio Sodré:

As aranhas

Deixem que as aranhas façam suas casas dentro de vossas casas, oh, homens! – Pois do mesmo modo, a natureza, doou do céu para que vocês pudessem construir suas pequenas casas, dentro de outra casa maior: o mundo. – Por isso mesmo deixem que as aranhas façam suas casas sob vossos tetos. Oh! Homens! – assim agindo vocês farão justiça, pois assim como vocês receberam o direito de poder tecer vossas moradias dentro do mundo, do mesmo modo, as aranhas têm esse direito, de tecer vossas teias debaixo de vossos “têiados”. Sendo, pois, uma casa dentro de outra casa habitando eventualmente, homens e aranhas, no tecer das horas e das teias.

De Ronaldo Castro

Cuiabanália (fragmento)
Ah! cuiabanália...
Pobre não mora, formiga
nas favelas do BNH.
Rico vira executivo
e coça no CPA.

http://www.24horasnews.com.br/entretenimento/ver/dia-da-poesia-rpoetarr-e-preciso-reune-amantes-da-arte-na-casa-silva-freire

CNTE convoca mobilização nacional para os dias 17, 18 e 19 de março


Instituto crescer lança programa aprender em rede, iniciativa educacional para promover projetos colaborativos online

O Instituto Crescer (www.institutocrescer.org.br) lança o Programa Aprender em Rede, iniciativa educacional que visa fomentar a prática de trabalho por projetos colaborativos online, para troca de experiências regionais e culturais, entre alunos de escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio.
    “Nosso objetivo é incentivar práticas pedagógicas inovadoras, baseadas em projetos intraescolares, que levem ao desenvolvimento de competências básicas para o século XXI, além do conhecimento de outras realidades, culturas e pessoas, fundamental para quem vive em um mundo globalizado”, explica Luciana Allan, Diretora do Instituto Crescer e Doutora pela Faculdade de Educação da USP com especialização em tecnologias aplicadas à educação.
    “Os participantes terão a oportunidade de conhecer outras culturas e desenvolver competências básicas para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea, como a comunicação em rede, pesquisa, produção de textos e o uso das tecnologias digitais”, acrescenta.
Veja também: Alunos são chamados a trocar trabalhos  

Os projetos serão realizados entre os dias 1 de abril e 6 de junho e irão contemplar os seguintes temas:
    - Para o Ensino Fundamental I – Projeto Pequenos Chefs - Alunos trocarão receitas regionais e prepararão os pratos para degustação.
    - Para o Ensino Fundamental II – Projeto Eu e meu Mundo - Alunos compartilharão fotos do lugar em que vivem e analisarão os diferentes ecossistemas que regem o estilo de vida de cada um.
    - Para o Ensino Médio – Projeto Pedalar - Alunos serão incentivados a pesquisar como a bicicleta vem sendo utilizada como meio de transporte ao redor do mundo e propor um projeto de mobilidade para o local onde vivem.
    O Instituto Crescer irá organizar comunidades no Facebook para conectar os professores. Assim, ao longo das atividades os professores poderão coletar materiais produzidos por outras escolas e compartilhar com seus alunos.
    A inscrição e participação nas comunidades do Aprender em Rede são exclusivas aos professores, que devem ter o aval da escola e autorização dos pais para a troca e compartilhamento de informações online.
    Os professores interessados podem fazer inscrições em http://blogaprenderemrede.wordpress.com/.
Com informações do Instituto Crescer 
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/792-instituto-crescer-lanca-programa-aprender-em-rede-iniciativa-educacional-para-promover-projetos-colaborativos-online

quinta-feira, 13 de março de 2014

Bibliotecários da rede municipal de educação comemoram seu dia

Rosane Brandão

A Secretaria Municipal de Educação realizou na noite desta quarta-feira (12) uma solenidade para comemorar o Dia do Bibliotecário. A comemoração reuniu parte da equipe de bibliotecários da rede municipal de ensino, incluindo os que atendem nas bibliotecas Saber com Sabor.
Os bibliotecários se reuniram no auditório da secretaria para celebrar a data e discutir ações que envolvem os profissionais e as atividades que serão desenvolvidas nas bibliotecas da rede municipal ao longo do ano de 2014. 
Segundo a coordenadora das bibliotecas, Edvair Alves, a rede municipal de ensino conta hoje com 60 bibliotecários, sendo 15 deles atuando nas oito bibliotecas Saber com Sabor.
Conforme destacou Edvair Alves, com a Lei 12.244, aprovada em maio de 2010, ficou estabelecido que até maio de 2020 todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil deverão possuir bibliotecas. “Sem dúvida é um grande avanço, pois permitirá que crianças, jovens e adultos tenham uma ampliação de acesso ao universo da leitura”.
No entanto, segundo a coordenadora, a lei também traz um grande desafio, uma vez que não basta disponibilizar os livros ao público interessado. É necessário que as bibliotecas sejam bem administradas. 
“Vale destacar a importância de um profissional que empregue estratégias inovadoras e adequadas para a construção de uma cultura de leitura e comportamento leitor, atuando em parceria com os professores, comunidade e parceiros, pois esses profissionais fazem toda a diferença no tratamento com o acervo e na disponibilidade do mesmo para o leitor”, observa Edvair Alves.
Os Bibliotecários da rede municipal, conforme lembra Edvair Alves, são formados em Biblioteconomia e todos possuem o registro do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) para desempenho de suas funções.
Desde a sua fundação, em Dezembro de 2001, as Bibliotecas Comunitárias “Saber com Sabor” contavam somente com Técnicos de Multimeios Didáticos (TMDs) para desempenhar as funções de Bibliotecário. “Hoje somam oito unidades e contam com 15 bibliotecários”.
O Dia do Bibliotecário é comemorado em todo o território nacional no dia 12 de Março. Foi instituído nesta data em homenagem ao bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre, que nasceu neste dia. O escritor foi o primeiro bibliotecário concursado do Brasil e integrava a equipe do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/bibliotecarios-da-rede-municipal-de-educacao-comemoram-seu-dia/8444

Em Barra do Garças a alimentação escolar é diferenciada para diabéticos e hipertensos

 
De Barra do Garças
      
Os alunos da rede municipal de ensino de Barra do Garças, portadores de diabetes ou hipertensão, terão uma alimentação diferenciada, conforme prevê o projeto de Lei 07/20014, de autoria do vereador Valdeí Leite Guimarães, o Pebinha (PSB). A matéria foi aprovada na sessão ordinária de segunda (10) e encaminhada, nesta quarta (12), para sanção do prefeito Roberto Farias (PSD). De acordo com Pebinha, a merenda escolar servida hoje nas escolas e creches do município, não leva em consideração se o aluno é portador de alguma doença. “O cardápio é o mesmo. Com esta iniciativa procuramos adequar uma alimentação balanceada, já que os portadores destas enfermidades exigem uma atenção especial”. 
Diabético, o vereador informa que percorreu várias escolas da cidade e constatou que crianças hipertensas, obesas e diabéticas não possuem um cardápio diferenciado, o que o motivou a atentar para esta questão. “Agora, os alunos terão um cuidado especial, pois, caberá a cada escola levantar estes casos e começar a aplicar a alimentação sob a supervisão de um nutricionista”, destaca. O município terá 60 dias para se adequar à medida e começar a cumprir a lei.
http://www.rdnews.com.br/legislativo/em-barra-a-merenda-e-diferenciada/52361

Especialistas debatem avaliações educacionais e suas utilizações

Nesta quarta-feira, 12, especialistas brasileiros e estrangeiros debateram, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o uso dos resultados das avaliações educacionais pelas escolas. "Vamos avançar no debate sobre a aplicação pedagógica das avaliações na educação básica", afirmou o presidente do Inep, Chico Soares, durante palestra de abertura do Seminário Internacional Devolutivas das Avaliações de Larga Escala.
De acordo com Chico Soares, a interação entre a avaliação e o aprendizado precisa ser aprimorada para alcançar todo o potencial na aplicação pedagógica, ou seja, no retorno à escola. Neste sentido, o presidente observou que é preciso implementar um vocabulário comum para a educação brasileira. "O aluno precisa ter domínio de capacidades que lhe permitam ter uma vida plena. Sendo assim, ter uma linguagem comum é bom para que o debate educacional seja pedagogicamente produtivo", explicou.
Após a exposição do presidente do Inep, aconteceram ainda outras duas apresentações. O professor Lorin W. Anderson, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), falou sobre o uso da Taxonomia de Bloom revisada para a interpretação dos dados da Prova Brasil. A taxonomia revisada estrutura os objetivos educacionais em conhecimentos e processos cognitivos.
O professor Jesús Miguel Jornet Meliá, da Universidade de Valença (Espanha), apresentou técnicas para a construção de níveis para apresentação dos resultados da Prova Brasil. No período da tarde, os debates seguiram com a apresentação do educador canadense Bruce Rodrigues sobre como resultados de avaliações educacionais foram oferecidos às escolas em Ontário, além de uma mesa redonda sobre o uso pedagógico dos resultados da Prova Brasil. 
Assessoria de Comunicação Social do Inep

http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/especialistas-debatem-avaliacoes-educacionais-e-suas-utilizacoes?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Câmara aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12), em caráter conclusivo, medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos portadores de necessidades especiais, se for verificado que o aluno precisa de atendimento individualizado. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei PL - 8014/2010, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que agora será analisado pelo Senado.
A legislação brasileira incentiva a inclusão dos portadores de deficiência no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos portadores de deficiência matriculados nas escolas regulares. O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.
Segundo o projeto, o cuidador acompanhará o estudante de maneira mais individualizada no ambiente escolar para facilitar sua mobilidade e auxiliar nas necessidades pessoais e na realização de tarefas.

Íntegra da proposta:

Da Redação - DC

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/438330-CAMARA-APROVA-CUIDADOR-NAS-ESCOLAS-PARA-ALUNOS-COM-DEFICIENCIA.html

Robô ajuda crianças com autismo a se comunicar na Inglaterra

Escola britânica adotou um novo "amigo" para seus alunos autistas: um robô de falas simples e frases repetitivas que tem ajudada as crianças a se comunicar


Uma escola britânica para crianças com autismo está usando um robô chamado "Kaspar" para ajudar no desenvolvimento dos alunos.


O robô Kaspar foi adotado por uma escola britânica para a comunicação de crianças autistas Foto: BBCBrasil.com
O robô Kaspar foi adotado por uma escola britânica para a comunicação de crianças autistas
Foto: BBCBrasil.com

Kaspar foi criado pelos engenheiros e cientistas da Universidade de Hertfordshire, no centro-oeste da Inglaterra.
Uma das características do "professor robô" destacada pelos cientistas é que ele tem traços simples e usa frases repetitivas. Segundo cientistas, estas características agradam crianças com autismo.
Nos últimos seis meses, desde que Kaspar começou a ser usado, os professores notaram uma melhora na forma como algumas das crianças se comunicam.
Os engenheiros da Universidade de Hertfordshire querem aperfeiçoar Kaspar e estão trabalhando até com impressão 3D para fabricar novas peças para o robô.
Ainda em 2014 outros 20 robôs serão distribuídos para escolas e pais de crianças com autismo na Grã-Bretanha.

http://noticias.terra.com.br/educacao/robo-ajuda-criancas-com-autismo-a-se-comunicar-na-inglaterra,0f837d2c5f2b4410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Municípios têm até 30 de abril para transmitir dados para o Siope

De acordo coma legislação brasileira, os municípios têm até o dia 30 de abril para transmitir as informações referentes aos gastos de 2013 com educação para o Siope, o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação. A determinação está prevista no artigo 51 da Lei Complementar nº 101 de 2000.
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), apenas 163 municípios preencheram e transmitam as informações para o sistema. O número representa 2,92% do total de municípios no país.
Os municípios que não transmitiram as informações ou os que transmitiram mas não cumpriram a determinação de vincular 25% da receita à educação pública, estão automaticamente inseridos no Cadastro Único de Convênio (Cauc). Isso significa que esses municípios estão impedidos de firmar qualquer convênio com o governo federal.
Por isso a importância de transmitir os dados. A ação garante ao município a possibilidade de firmar novos convênios e, dessa forma, continuar investindo. Além disso, demonstra transparência à sociedade em relação aos recursos públicos aplicados ao longo da gestão.
O que é e como funciona o Siope? É um sistema eletrônico, operacionalizado pelo FNDE, instituído para coleta, processamento, disseminação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
O principal objetivo é mostrar o quanto as três esferas de governo investem efetivamente em educação no Brasil, fortalecendo, assim, os mecanismos de controle social dos gastos na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Veja na tabela abaixo o número e o percentual de municípios de cada estado que já transmitiram as informações ao Siope:
16
Verifique se seu município transmitiu as informações aqui .
Acompanhe aqui a relação atualizada.
Autor: Undime
http://undime.org.br/municipios-tem-ate-30-de-abril-para-transmitir-dados-para-o-siope/

quarta-feira, 12 de março de 2014

Professora teve contrato indeferido pelo Estado de SP por obesidade

Foto: Guilherme Baffi/ Diario da Região
José Bonato
Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)
Aprovada em concurso realizado em novembro de 2013, uma professora de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) teve a contratação indeferida pelo Estado porque é obesa. Bruna Giorjiani de Arruda (Foto), 28, tem 1,65 metros de altura e pesa 110 quilos.
O DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo) justificou, no início deste mês, a inaptidão de Bruna para o cargo porque o IMC (Índice de Massa Corporal) dela é 40,4, o que caracteriza "obesidade mórbida".
O IMC é calculado pela divisão do peso do candidato pelo quadrado de sua altura. O critério, segundo o DPME, é estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Em nota, o DPME argumenta que Bruna, devido ao peso, pode desenvolver doenças futuramente, como o diabetes, por exemplo, e prejudicar o serviço público. Para o DPME, a reprovação de Bruna atende ao "interesse coletivo" e não está fundamentada em preconceito.
A Secretaria de Gestão Pública, por meio de nota, reforçou a explicação de que não se trata de preconceito. A pasta afirma ainda que "é necessário zelar pelo interesse coletivo e provisionar futuros custos que caberia ao Estado arcar, como licenças médicas e afastamentos". E completa: "muito acima do prejuízo financeiro, está o dano administrativo e de procedimentos, principalmente em se tratando do sistema educacional, que requer uma preocupação ainda maior na análise a longo prazo". A nota foi enviada na noite de terça (11).

E os fumantes?

Bruna não concorda. Para ela, se o Estado quer evitar problemas futuros, deveria evitar a admissão de professores fumantes, por exemplo, que também podem desenvolver doenças graves.
Para ela, sua reprovação é preconceituosa e absurda. "Se contratam deficientes, o que acho justo, por que não podem admitir obesos?"
Bruna é professora temporária da rede estadual desde 2007. Ela ganha R$ 530 por nove aulas semanais de sociologia no ensino médio de Nova Aliança (447 km de São Paulo). Também ensina, como especialista, filosofia em faculdades particulares de Rio Preto. 
A professora afirma que faz exames de saúde regularmente há cinco anos. "Os resultados nunca apontaram qualquer alteração", afirma. Ela pratica natação regularmente e come "de tudo, principalmente frutas, verduras e legumes".
No dia 20 de fevereiro, como candidata, ela fez exames de saúde numa clínica de Rio Preto conveniada ao DPME. Ela apresentou 12 exames clínicos, preencheu um formulário no qual disse não possuir nenhuma doença e informou espontaneamente sua altura e peso. 
"Não há balança na clínica. Eu poderia ter mentido, mas não o fiz. A médica que me atendeu viu os exames e disse que estava tudo certo com minha saúde."

"Gordofobia"

Bruna disse que ingressou com recurso contra a decisão do DPME para se submeter a dois novos exames. Caso seja novamente reprovada, afirma que vai ingressar com um mandado de segurança por intermédio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
A Apeoesp informou por meio de nota nesta terça-feira (11) que está solicitando reunião com a Secretaria de Gestão Pública para tratar do caso de Bruna. Também informou que ingressará com ação judicial para defender os direitos dos professores em situação análoga.
Bruna é casada, não tem filhos e pretende cursar mestrado na Unesp (Universidade Estadual Paulista). O tema de sua pesquisa será "gordofobia".

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/11/professora-teve-contrato-indeferido-pelo-estado-de-sp-por-obesidade.htm

Consed e Fundação Telefônica Vivo realizarão Workshop sobre tecnologias educacionais

O Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed juntamente com a Fundação Telefônica Vivo, realizará no dia 13 de março o Workshop - Tecnologia na Educação, na sede da Telefônica, em São Paulo. O encontro reunirá secretários de estado da educação e responsáveis pelas áreas pedagógica e tecnológica das secretarias. O objetivo do encontro é atualizar o panorama do uso das tecnologias nas redes estaduais, apresentar plataformas e conteúdos digitais para as secretarias, bem como refletir sobre a relação inovação, educação e qualidade.
    A Fundação Telefônica trará um panorama das tendências em tecnologias digitais e estarão presentes os representantes de plataformas educacionais digitais para que os participantes possam experimentar, bem como, tirar dúvidas sobre suas características e formas de implementação.
    O encontro também contará com a palestra “Como a inovação pode ser uma aliada na melhoria da educação pública?” ministrada pelo diretor do Programa Global de Líderes da Educação (GELP), David Albury. O GELP é um grupo que reúne líderes de sistemas educacionais de vários países.
    Workshop Consed - Com objetivo de estabelecer parcerias com instituições do terceiro setor e organismos internacionais atuantes na área de educação, o Consed realizou no segundo semestre de 2013 o I workshop Consed – Planejamento de Educação 2014. A intenção foi abrir um espaço para que entidades cujos projetos tenham sinergia com as ações desenvolvidas pelo Consed, pudessem apresentar seus projetos de forma a se colocar à disposição do Conselho para uma possível cooperação. O Workshop Consed - Tecnologia na Educação é fruto de cooperação firmada nesta reunião. 
    Sobre a Fundação Telefônica Vivo - Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A Fundação Telefônica Vivo acredita que conectando pessoas e instituições é possível transformar o futuro, tornando-o mais generoso, inclusivo e justo. Utiliza tecnologias de forma inovadora para potencializar a aprendizagem e o conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social. Suas principais áreas de atuação são: Combate ao Trabalho Infantil, Educação e Aprendizagem, Inovação Social e Voluntariado. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 16 países.
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/793-consed-e-fundacao-telefonica-vivo-realizarao-workshop-sobre-tecnologias-educacionais

Artigo do Ministro da Educação: Raio-X da educação básica

Henrique Paim
Mudar o processo educacional brasileiro exige grande esforço, ainda mais em um país que teve um despertar tardio para a importância da educação em seu desenvolvimento.
O esforço é conjunto, pois na educação básica o sistema funciona em regime de colaboração entre a União, Estados, Distrito Federal e municípios. Cada Estado e cada município tem autonomia de seu sistema de ensino, cabendo à União estabelecer diretrizes e apoiar técnica e financeiramente os entes federados na cruzada pela educação com mais acesso, garantindo ao estudante uma trajetória regular e de qualidade.
Em outra dimensão, o esforço é conjunto porque envolve uma gama de atores: professores, gestores, os demais profissionais de educação, as famílias, os estudantes e a sociedade. Sabemos que as políticas públicas educacionais surtem efeito em médio e longo prazo. O investimento na construção de escolas de educação infantil trará retorno para o Brasil daqui a 20 anos. Isso porque uma criança que tem acesso a essa escola terá mais chance de concluir a educação básica na idade própria e de se tornar um profissional mais qualificado.
Por isso devemos enxergar os dados do Censo da Educação Básica de 2013 com dois olhares. O primeiro é o de que ainda temos muitos desafios pela frente. O segundo, o de que devemos destacar os bons resultados dos esforços conjuntos. Eles mostram que a educação básica no país avançou.
O crescimento de 7,5% nas matrículas das creches está associado a uma política de financiamento, por meio do Fundeb, e de investimento em infraestrutura para receber esse público. O governo federal tem como meta contratar a construção de 6.000 creches até o final deste mandato da presidenta Dilma, e o que foi feito até agora já permitiu que o atendimento aumentasse 73% de 2007 para 2013.
No ensino fundamental, a redução de matrículas significa que o fluxo escolar melhorou. Outra boa notícia é a ampliação da educação em tempo integral. De 2010 para 2013, houve um crescimento de 139%, com o número de matriculados saltando de 1,3 milhão para 3,1 milhões. Só no ano passado, esse aumento foi de 45%. É importante ressaltar que, dos 3,1 milhões de matrículas, 3,07 milhões foram na rede pública. O MEC (Ministério da Educação) tem repassado, em média, R$ 2 bilhões por ano para a ampliação da jornada escolar.
A partir do programa Mais Educação-Educação em Tempo Integral, que se revelou uma estratégia bem-sucedida do MEC para a implantação da jornada integral nas redes públicas, podemos acreditar que é factível a meta do Plano Nacional de Educação – que espera aprovação no Congresso Nacional – de termos 25% dos alunos em tempo integral nos próximos dez anos.
Na educação profissional, saímos de 780 mil matrículas em 2007 para 1,44 milhão em 2013, um crescimento de 85%. Para isso, diversas políticas e ações foram determinantes. A expansão das redes federal e estaduais de educação profissional, científica e tecnológica foi uma delas. Outra foi o Pronatec, prioridade do governo da presidenta Dilma, que chegará ao fim deste ano com 8 milhões de matrículas, sendo 2,4 milhões no ensino técnico.
Após a inclusão recente de milhões de estudantes, o ensino médio tem hoje novos desafios. O aperfeiçoamento do currículo e a formação de professores são pontos que já estamos enfrentando. O avanço passa também pela possibilidade de profissionalização, oferecendo aos jovens, além da escolarização, qualificação para o trabalho.
O Censo mostra que as políticas públicas estão dando resultados, mas nos desafia a avançar na busca da melhoria da qualidade da educação para garantir o desenvolvimento sustentável do país.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20285

Seduc disponibiliza às escolas Guia Orientativo do PPP

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disponibiliza a todas as 744 unidades escolares o Guia Orientativo de Rediscussão do Projeto Político – Sistema PPP. O material será um suporte à discussão durante a Semana Pedagógica a ser realizada de 12 a 14 de março.
“Essa é uma ação inicial para a Semana Pedagógica e terá sua continuidade garantida por meio dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros), que irão desenvolver uma série de atividades sobre avaliação do PPP”, explica a explica a superintendente de Educação Básica (SUEB), Catarina Cortes.
A Semana Pedagógica é voltada para que toda a equipe da escola planeje as ações para o ano letivo a partir das experiências já executadas nos projeto anteriores da escola. “A partir dessa análise, desse processo coletivo de reflexão e que se pode planejar 2014. O Projeto Político Pedagógico da escola tem de refletir aquilo que está em seu entorno e traçar os caminhos para atingi-los”, finaliza. Ela ainda relembra que o material trará informações sobre o Plano de Aplicação Financeira da Escola.
Além da disponibilidade virtual, a superintendente pontua que o documento também será impresso e posteriormente encaminhado a todas as unidades da rede.


Patrícia Neves
Assessoria Seduc-MT 

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14158&parent=20

Educação integral pode não ser sinônimo de qualidade

Alexandre Sayad 


É preciso olhar com cuidado para a tentação otimista dos dados do censo escolar que constataram um aumento de mais de 40% de matrículas para o período integral de alunos de ensino fundamental no Brasil. A ideia de que mais tempo na escola sempre será necessariamente sinônimo de melhor aprendizado e retenção de alunos é equivocada.
O MEC começou há oito anos o projeto interministerial do Mais Educação com o objetivo de que, primeiramente nos ciclos do fundamental, e depois no do médio, alunos pudessem viver a integralidade da educação – o que inclui o conceito de educação integral, mas não termina nele.


Veja também:
Com uma “inspiração suave” no que foram os CIEPS no Rio de Janeiro e a Escola Plural em Belo Horizonte, o Mais Educação prevê que não exista dicotomia entre turno e contra-turno escolar – geralmente enxergados por pais e professores como o período sério do currículo seguido do “leve” do entretenimento, respectivamente. Essa impressão, da parte “chata” e da “divertida” da escola,   quase automática, acaba mais por fragmentar do que  integralizar a educação.
Uma educação integral de fato deveria abarcar o aprendizado de forma holística, ampliando o tempo e espaço da escola de um lado, mas dissolvendo as fronteiras entre disciplinas, os muros da instituição e as linhas imaginárias entre educação e vida cotidiana. Assim, acelerar o processo de transformação do ensino tradicional e aproximar o estudante da instituição que ele sempre ameaça abandonar e acha distante de seu universo.
Muitas escolas particulares, de olho na fatia de mercado de pais atolados de trabalho o dia todo, também passaram a dobrar o turno de ciclos que antes não eram integrais.
Vale prestar atenção: uma escola que repete atividades de um turno para outro, como aula de reforço por exemplo, ou transforma o período vespertino em uma colcha de retalhos de atividades desconexas,  periga multiplicar por dois o fracasso escolar.
Se a onda de start-ups e pensadores de plantão com razão insiste em lutar contra uma educação fragmentada e sem sentido para o aluno, a educação integral mal feita acaba fazendo um desserviço para atualizar a escola para o século XXI.
Fora alguns trabalhos acadêmicos relevantes, que dão conta de parte pequena do Brasil, não tenho conhecimento de alguma ferramenta que acompanhe de fato o que acontece nas escolas integrais.
O MEC disponibilizou apostilas que estimulam diversas atividades interessantes, ligadas à cultura digital, participação, comunicação e esportes. Essas atividades carecem de parcerias entre escolas, empresas e ONGs porque muitas vezes não estão dentro das competências encontradas no corpo docente.  A verba, que vai direto do MEC à instituição, esbarra em entraves para firmar essas parcerias.
Há muitas experiências impressionantemente transformadoras que tive oportunidade de conhecer. Mas os números do censo escondem a maior parte delas.
A pergunta perigosa que resta é: a percepção de grande parte dos pais de que a escola é boa porque oferece ela merenda e “segura” o estudante o tempo inteiro entre seus muros está sendo reforçada? Tenho receio de postergarmos o tempo em que os pais perguntarão aos filhos o que eles aprenderam e experimentaram naquele dia.

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/03/10/educacao-integral-pode-nao-ser-sinonimo-de-qualidade/

terça-feira, 11 de março de 2014

Meritocracia: Avaliação de professores causa polêmica

Fonte: Terra


Em meio a discussões sobre salários e treinamentos de professores para melhorar a educação brasileira, se desenrola o debate entre defensores da meritocracia na carreira docente e os que acreditam que o sistema seja negativo. Em outubro de 2013, foi aprovado pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), uma das reivindicações dos professores municipais, que no meio do ano passado estavam em greve por melhorias nas condições de trabalho. Entre os partidários do sistema, é preponderante a ideia de que a avaliação de resultados é fundamental para a transformação da educação no Brasil.
Segundo o diretor-geral do Centro Universitário Celso Lisboa, Alexandre Mathias, o sistema da meritocracia consiste no processo de avaliação da geração de resultados, a partir de uma definição clara dos objetivos e metas que devem ser alcançados. Mas não basta definir as metas, é preciso acompanhar o processo. "A medição de resultados deve ter um bom acompanhamento durante sua realização. Não se pode avaliar os docentes apenas no final do ano, caso o processo precise de correções no meio do caminho", explica.
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), defende o fim da meritocracia. A coordenadora-geral do Sepe, Marta Moraes, explica que o sindicato não é contra os professores serem avaliados, mas sim contra o uso da meritocracia vinculada ao salário, pois pode incitar uma competição entre os docentes e escolas. "A avaliação externa à escola coloca as realidades diferentes das instituições como se fosse uma só. A avaliação deve levar em conta a realidade da comunidade escolar. Além de que se for vinculada ao salário, se cria margem para fraude. Alguns diretores já maquiaram resultados para alcançar as metas e receber as bonificações", explica. Marta acredita que a meritocracia é uma política que enxuga recursos, pois o governo premia poucos e não garante um reajuste para todos.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação do Rio, o PCCR garante um aumento de 8% para todos os profissionais da educação e corrige ações como a equiparação entre professores de nível I e II (de 0 a 5 anos de carreira e de 5 a 8 anos de carreira, respectivamente), igualando o valor da hora-aula.
Em relação ao plano de carreira já existente, as principais mudanças foram a criação de um plano unificado para todas as categorias de funcionários da secretaria e a opção de ampliação de carga horária para os professores. Quanto à meritocracia, a secretaria afirma que a utiliza por meio do Prêmio Anual de Desempenho, que bonifica com um salário os professores e funcionários das escolas que atingirem as metas previstas. Os índices de cada escola são calculados a partir da nota na Prova Brasil, em anos ímpares, e na Prova Rio, em anos pares.
Na Secretaria Estadual de Educação do Rio, o servidor tem um conjunto de benefícios que não está atrelado apenas à sua performance. Além do salário base de R$ 2,6 mil para o professor com Ensino Superior, há o auxílio transporte e alimentação. Ainda, segundo o subsecretário de gestão de pessoas da secretaria, Luiz Carlos Becker, uma vez por ano os educadores recebem um auxílio de R$ 500 para investir em ferramentas pedagógicas. Becker informa ainda que a secretaria criou um processo seletivo interno baseado na meritocracia, experiência profissional e capacitação, para evitar indicações políticas na função de diretor de escola, por exemplo.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/29727/avaliacao-de-professores-causa-polemica-entre-profissionais/

Professores de Várzea Grande rejeitam proposta: greve continua

Letícia Kathucia, especial para o GD

A greve dos professores de Educação Básica da Rede Municipal de Várzea Grande parece estar longe de acabar. O sindicato da categoria (Sintep/VG) esteve em reunião com a Secretaria de Educação do Município na tarde desta segunda-feira (10). Porém não houve nenhum acordo, e diante das declarações a greve deve continuar por tempo indefinido.
A categoria decretou o movimento de greve no dia 17 de fevereiro. Entre as reivindicações está a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Com a intenção de um acordo que colocasse fim ao movimento grevista a Secretaria de Educação enviou uma proposta aos profissionais com um reajuste de até 16,11%, aplicados em duas etapas.
De acordo com a proposta, 16,11% seria pago na folha de pagamento desse mês e os outros 6% até o final do ano. Porém, a categoria não aceitou a proposta e entregou a secretaria um documento contendo uma nova tentativa de acordo, que ficou responsável de fazer uma avaliação e rever a proposta já oferecida.
De acordo com o presidente do Sindicato, Gilmar Soares Ferreira, a greve deve continuar porque não é só a questão do reajuste salarial que está em pauta nas reivindicações. “O secretário tem se demonstrado instável e inflexível diante das reivindicações da categoria. Ele mesmo já assinou vários documentos e descumpriu a todos”.

http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/9/materia/415913/t/professores-de-varzea-grande-rejeitam-proposta

Como atrair o aluno para o mundo das Ciências

Fonte: Gestão Educacional
Você já parou para pensar que fazer um pão é um processo químico ou que uma tela de computador é uma matriz de pontos? Ou, ainda, que por trás da construção de uma ponte ou de processos nos setores de energia elétrica, telecomunicações, agronegócio ou transporte aéreo está a matemática? Muito mais do que uma disciplina escolar, ela é peça-chave para o planejamento, a tomada de decisões e a produtividade em setores vitais da economia. Ou seja, o conhecimento de áreas ligadas às ciências exatas é crucial para o desenvolvimento do País. Por outro lado, há dificuldade no aprendizado e pouco interesse dos jovens em seguirem carreiras nessa área. Um levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação, divulgado em 2013, mostra que só 10 % dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio sabem matemática. Outro estudo revela que, até 2015, o Brasil precisará de 300 mil engenheiros, mas, segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, o Brasil forma aproximadamente 38 mil engenheiros por ano e precisa de quase o dobro para dar conta da demanda. Também é grande o desinteresse em áreas como matemática, física e química, nas quais sobram vagas nas universidades.
Para o matemático Oscar Porto, diretor de Negócios da Gapso, empresa especializada em desenvolvimento de softwares corporativos para planejamento analítico de alta qualidade, é enorme a importância da matemática nos processos industriais dos mais variados setores, bem como para a vida pessoal dos indivíduos. “Uma pessoa que aprende matemática, independentemente do trabalho que exerça, adquire capacidade de raciocínio e outras características que facilitarão sua vida”, considera.
Porto destaca que a matemática é a base de setores ligados à inovação, como a tecnologia. “Por trás de um jogo [de videogame], por exemplo, há geometria avançada, geometria computacional, bem como em vários outros segmentos do dia a dia”, explica.
Apesar de seu imenso potencial e de sua extrema importância, a Matemática, bem como a Física e a Química, está entre as disciplinas mais temidas pelos alunos. O grau de dificuldade dos conteúdos acaba gerando falta de interesse, que, por sua vez, resulta no baixo nível de aprendizado. Na opinião de Porto, a forma de ensinar pode estar entre as causas desse cenário desanimador. “A matemática pode ser ensinada de maneira menos careta e de forma mais lúdica e muito mais divertida”, considera o matemático. Ele sugere que conteúdos como a teoria dos grafos e o teorema das 4 cores podem ser explorados de maneiras que permitam à criança brincar e, ao mesmo tempo, aprender a pensar. “Há alguns problemas da teoria dos grafos, por exemplo, que podem ser traduzidos em jogos. E o teorema das 4 cores, que pode ser aplicado por meio da atividade de colorir um mapa, é uma brincadeira matemática”, observa. E completa: “A matemática exige um pouco mais, mas se você incentivar as pessoas, ela será compreendida. Dizer que é ruim em matemática é uma questão cultural no Brasil que precisa ser mudada, a pessoa deve se envergonhar de ser ruim em matemática”.
Para Mario Donizete Domingos, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Abramundo e curador científico do Instituto Abramundo, não há dúvidas de que a forma de ensinar pode cativar o aluno para a matemática e as demais disciplinas da área de ciências exatas. “Uma estratégia interessante é construir coisas, como [simular] a construção de uma ponte, a molecada adora construir”, comenta. Nesse processo, acrescenta Domingos, podem ser ensinados conceitos de força, resistência e outros pontos relacionados à matemática e à física. Já para ensinar química, ele sugere experimentos com reações químicas na cozinha. “Fazer um pão, ver crescer a massa, é uma reação química, e qualquer criança curte fazer isso”, afirma. Domingos chama a atenção para as novas tecnologias, que também possibilitam situações muito interessantes para o aprendizado das ciências. “Há várias alternativas com computação, robótica, arte e tecnologia e recursos mais avançados, como as impressoras 3D, que atraem a atenção dos alunos”, considera.
O que não dá, na opinião do especialista, é apresentar uma fórmula e mandar o aluno a utilizá-la. “Ninguém aprende com isso”, sentencia. Ele destaca que a matemática é uma linguagem e, como tal, é extremamente necessária para o aprendizado de outras disciplinas como a Física. “Se eu não sei matemática, eu não vou compreender física e também vou ter dificuldade em química e até em outras áreas”, adverte. E acrescenta que a contextualização do conteúdo deve ser voltada a situações do cotidiano dos estudantes. “Uma tela de computador, por exemplo, é uma matriz de pontos, que é um conteúdo do ensino médio. Primeiro os alunos devem olhar essa tela como uma matriz, verificar seu funcionamento e, depois, justificar a utilização prática desse conteúdo”, orienta.
Formação do professor
Domingos acredita que a formação e a preparação do professor das áreas de ciências exatas são fundamentais. “Preparar não é só dar formação, tem que dar qualidade de trabalho e recursos para esse professor”, destaca. São disciplinas que exigem ferramentas para o ensino, por isso não dependem apenas e exclusivamente do docente. “O professor é a peça central, mas não depende só dele”, avalia. Ele acredita que o desempenho da turma está nas mãos do professor, que não pode desistir de trabalhar conteúdos por causa das dificuldades dos alunos. “É preciso encarar as dificuldades e não se desestimular com as barreiras que surgem nesse processo”, diz.
O matemático Oscar Porto também acredita que o professor é parte importante no processo de estimular os alunos a se interessarem pelas ciências exatas, mas chama a atenção para outros aspectos. “Culpar o professor é uma saída fácil. Mas há outras questões a serem avaliadas: eles precisam ter uma formação melhor, ter reciclagem permanente, incentivos e melhor qualidade de vida”, acredita. Ele reforça que há muitas formas de ensinar matemática que são divertidas e, ao mesmo tempo, permitem um aprendizado profundo e são formadoras de pensamento matemático, “e que muitas vezes não são usadas, porque provavelmente os professores não são preparados para isso”.
Domingos sugere a adoção de metodologia de pesquisa científica para o ensino das ciências exatas e naturais desde as classes iniciais. “Eu crio hipóteses, eu desenho e realizo um experimento, eu tenho resultados, confronto com as minhas hipóteses e gero conclusões disso. É a melhor forma de aprender”, conclui. Ele observa que apenas seguir o livro didático e só dar a resposta, sem instigar a curiosidade, não é estimulante. “Tem que haver desafio, senão, se o aluno não tem afinidade, se ele não gosta do tema por algum motivo, ele vai se afastar disso”, avalia. O gerente acredita ainda que a pesquisa inserida desde cedo na vida do estudante o fará ter gosto por esse método, que pode acompanhá-lo até a universidade. “Até os alunos bem pequenos podem ser envolvidos em situações que incentivam a pesquisa. O professor faz um questionamento e, com base nele, o aluno cria uma hipótese, com base em sua visão de mundo”, ensina Domingos.
Porto comenta que o Brasil tem grandes referências na área da matemática, como o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), bem como grandes professores da área nas universidades. “O problema está no ensino básico. Todas as pessoas têm que ter uma formação mínima em matemática, para mim esse é o impacto mais sério para o País”, considera. E acrescenta:
“Se você não aprende, perde o interesse e isso – não ter uma formação razoável em matemática – tem impacto no dia a dia de pessoas de qualquer nível educacional. E se você não investe para melhorar essa formação [em matemática], no final da cadeia terá déficit de profissionais da área”, avalia.
Ele acredita que o Brasil teria muito mais matemáticos, físicos e químicos se tivesse incentivo e uma forma de fazer muito mais pessoas gostarem e aprenderem matemática desde crianças.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/29731/como-atrair-o-aluno-para-o-mundo-das-ciencias/

Ensino médio aumenta atendimento, mas tem o desafio de melhorar a qualidade

Proposta em análise na Câmara dos Deputados e iniciativas federais e estaduais tentam mudar realidade marcada pelo desinteresse e pouco efeito prático para estudantes.
Em 20 anos o número de jovens matriculados no ensino médio aumentou 120%. Agora, o País tem o desafio de garantir uma educação atrativa e de qualidade, evitando a evasão e recuperando os alunos que, apesar da idade, ainda não concluíram o ensino fundamental.
TV CÂMARA
VT PERSPECTIVA Ensino Médio
Um projeto de reformulação do ensino médio está em tramitação na Câmara. A proposta é de autoria de uma comissão especial de deputados.
Na tentativa de solucionar as distorções encontradas atualmente, existem algumas opções: educação em tempo integral, melhoria no ensino profissionalizante e uma grade curricular flexível.
Durante o ano de 2013, uma comissão especial da Câmara estudou o problema e apresentou umrelatório com sugestões para mudar o ensino médio. A proposta se transformou no Projeto de Lei 6840/13, que será analisada por uma nova comissão especial antes de ser votada em Plenário.
O relator da comissão, deputado Wilson Filho (PTB-PB), destacou que apenas 12% dos alunos que concluem o ensino médio cursam o ensino superior.

"Doze por cento vão para o ensino superior, 88% não vão. Para esses 88%, para que serviu o ensino médio? Eles não usam o ensino médio para nada. Se nem para os 88% serve, nem para os 12% serve, dá 100%, não serve para ninguém. Então é esse o ensino médio atual”, resume o deputado.
Wilson Filho diz que é necessário “retomar a atenção, fazer com que o estudante passe a ter novamente interesse no ensino médio e aí sim nós estaremos no caminho certo".
A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga, destacou que a falta de interesse dos alunos se reflete na evasão escolar. "Há uma evasão de 10%. E os que permanecem no ensino médio não conseguem se identificar. Porque ele sai do ensino médio, ele não está preparado para a vida, para o mercado de trabalho. A maioria dos estudantes que saem do ensino médio lê uma redação do Enem e não consegue interpretar, não consegue trabalhar em cima dessa redação".
Falta de professores
Outro problema do ensino médio é a falta de 170 mil professores na rede pública, em especial nas áreas de química, física, biologia e matemática. Na tentativa de estimular os jovens a seguirem a carreira de magistério o Ministério da Educação lançou um programa que concede bolsas para os estudantes do ensino médio que demonstrarem interesse por essas áreas do conhecimento.
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http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/463128-ENSINO-MEDIO-AUMENTA-ATENDIMENTO,-MAS-TEM-O-DESAFIO-DE-MELHORAR-A-QUALIDADE.html

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...