terça-feira, 27 de novembro de 2018

Marcos Pontes: “Não fique com medo de ter medo”, defende futuro ministro da Ciência em palestra sobre sonhos na capital

Da Redação - Vitória Lopes/ Da Reportagem Local - Fabiana Mendes


O saber é um valioso patrimônio que deve ser conquistado e alimentado, e pertence aos que acreditam em seus próprios sonhos. Com a premissa de que é preciso sonhar para empreender e empreender para sonhar, o Sebrae Mato Grosso realizou nesta segunda-feira (26) o evento “Saber, Sonhar e Realizar”, com a presença do astronauta e futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Vários estudantes e profissionais da educação acompanharam as palestras no Centro de Eventos do Pantanal.
Maria Gisllany
Por meio de um bate papo, o escritor de 14 anos, Erico Metzner, e a mato-grossense que integrou a equipe da Nasa, Maria Gisllany, puderam conversar com alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, professores, pais e técnicos educacionais. Narrando seus projetos de vida, os palestrantes inspiram e incentivam jovens de várias idades.
Como o último palestrante a discursar, o astronauta Marcos Pontes, deu dicas e orientações para os alunos que o assistiam. O primeiro brasileiro a ir para o espaço mencionou que os jovens de 10 a 17 anos serão o futuro do país, e que não devem ter medo.

“Não fique com medo de dizer que está com medo. O medo é natural. Às vezes, eu vejo pessoas dizendo que não tem medo de nada. Cuidado com essas pessoas que falam que tem medo de nada. Se ela diz que não tem medo, é porque ela não sabe o que está fazendo”, alerta.
“O que faz a diferença entre as pessoas que vão e realizam grandes coisas daquelas pessoas que querem realizar e acabam não realizando? É uma palavra que se chama assim: coragem. É coragem para o que você precisa fazer, na hora que você precisa fazer e da maneira que você precisa fazer. É ter coragem pra bater de frente com o sistema, com coisas que você sabe que é o correto”, disse.

De família humilde, Marcos recebeu o bacharelado em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA) em 1984. Em 1989, iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo, recebendo o título de engenheiro em 1993.
Foi em junho de 1998 que o brasileiro passou na seleção para o programa espacial da NASA, em uma vaga que o Brasil tinha direto no programa espacial do governo estadunidense. Após o treinamento, em 2000 ele foi declarado oficialmente “astronauta da NASA”. Seu vôo inaugural aconteceu em março de 2006 e ele passou 10 dias no espaço.

Em 2018, o astronauta aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Ciência e Tecnologia no eventual governo. Na palestra, ele chegou a falar sucintamente sobre política e o futuro do país.

“Cada um de vocês aqui é jovem, tem um caminho grande pela frente. Mas é importante vocês perceberem o que significa o país da gente. Só uma pinceladinha: toda a nossa cultura, nossa tradição e historia como brasileiros tiveram o sacrifício de muita gente, para ter o país que temos hoje. E quando a gente fala isso, sempre perguntam: mas tem um monte de corrupto, né? Tem gente errada, sim. Todo pais tem. Mas eu te garanto que a maioria do nosso país tem pessoas como nós, que trabalha, que faz as coisas corretamente. Essa é a maioria, e é nisso que a gente tem que pensar”, disse
.


http://www.olharconceito.com.br/

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Baixe e leia livros do ministro da Educação de Bolsonaro


Ricardo Vélez Rodríguez é filósofo

Anunciado pelo presidente eleito, Jair 
Bolsonaro, nesta 5ª feira
 (22.nov.2018) como o ministro da 
Ricardo Vélez Rodríguez tem vários de
 seus  livros disponíveis para 
download gratuito. 
Nascido em Bogotá, na Colômbia, o futuro ministro é professor e filósofo.
Em artigo publicado no seu blog pessoal, Rodríguez diz que foi indicado para o Ministério da Educação pelo filósofo Olavo de Carvalho. O presidente eleito o apresentou como “Professor de Filosofia, Mestre em Pensamento Brasileiro pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro, Doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho, Pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris, com ampla experiência docente e gestora”.
O site Instituto de Humanidades oferta em formato PDF alguns dos livros do futuro ministro da educação. Eis os links:
https://www.poder360.com.br/

Futuro ministro diz que educação preservará valores tradicionais porque sociedade é 'conservadora'

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília
Leia a íntegra do texto divulgado pelo futuro ministro:
Tive a honra de ser nomeado Ministro de Educação pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro. O motivo que me levou a apoiar a candidatura à Presidência da República do candidato Bolsonaro foi simples: ele externou a opinião da grande maioria do povo brasileiro, explicitada no desejo de ver consolidada uma nova forma de fazer política, longe das velhas práticas clientelistas e da tradicional negociação de cargos por benefícios pessoais.
No cenário político que antecedeu as eleições, o candidato Jair Bolsonaro afinou-se com o desejo da grande massa dos setores populares, que estava cansada da república dos favores.
As passeatas que percorreram ruas e praças Brasil afora, desde 2013, tinham como cerne a motivação de buscar uma nova forma de administrar o Brasil: em benefício dos cidadãos, que pagam impostos, colocando em função deles as instituições republicanas, corroídas pela corrupção em larga escala revelada pela Operação Lava Jato. O candidato Bolsonaro explicitou esse desejo dos eleitores no seu slogan: “Menos Brasília e mais Brasil”.
Quero deixar claro que o meu desejo é cumprir a contento o ideal proposto pelo nosso presidente eleito. A legislação e a gestão da Educação devem ir ao encontro das expectativas da sociedade. Devem levar em consideração primordialmente a dignidade das pessoas envolvidas, tanto os alunos quanto suas famílias, tanto os professores quanto os administradores.
A instrumentalização ideológica da educação em aras de um socialismo vácuo terminou polarizando o debate ao longo dos últimos anos.
Pretendo colocar a gestão da Educação e a elaboração de normas no contexto da preservação de valores caros à sociedade brasileira, que, na sua essência, é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista. A preservação de um pano de fundo de respeito à pessoa humana é fundamental.
Não à discriminação de qualquer tipo. Não à instrumentalização da educação com finalidade político-partidária. Sim a uma educação que olha para as pessoas, preservando os seus valores e a sua liberdade.
Precisamos recolocar a nossa Educação Básica, Superior, Profissional e Tecnológica em patamares que nos posicionem em destaque no contexto internacional. Assistimos a uma desvalorização da figura dos professores, notadamente no Ensino Fundamental e Médio. Ora, essa situação negativa deve ser revertida mediante uma política educacional que olhe para as pessoas. O sistema educacional deve olhar mais para as pessoas ali onde elas residem: nos municípios.
O Estado brasileiro, desde Getúlio Vargas, formatou um modelo educacional rígido que enquadrava todos os cidadãos, olhando-os de cima para baixo, deixando em segundo plano a perspectiva individual e as diferenças regionais.
Tocqueville frisava que o município é a escola primária da democracia. É o município que deve ser o foco na organização da nossa legislação educacional, olhando para as diferenças regionais e levando em consideração os interesses dos cidadãos onde eles residem. “Menos Brasília e mais Brasil”, apregoou o candidato presidencial eleito durante a campanha. Pretendo tornar realidade esse ideal.
Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
Ricardo Vélez Rodríguez, Ministro da Educação Indicado
https://g1.globo.com

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Relatório do Escola sem Partido é lido; pedido de vista adia votação

A leitura era o último passo antes da votação
Depois de três semanas de obstrução de deputados da oposição, o projeto que ficou conhecido como Escola sem Partido (PL 7180/14 e apensados) teve um avanço no trâmite legislativo. O parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), foi lido na comissão especial e houve pedido de vista coletivo por duas sessões do Plenário da Câmara. Assim, o texto deverá estar apto para votação em breve. Ao total foram seis tentativas de leitura do substitutivo desde 30 de outubro.
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária
Pedido de vista adiou a votação, que ainda não tem data para ocorrer
Manifestantes continuaram lotando o plenário da comissão, com cartazes favoráveis e contrários ao texto. A reunião foi aberta às 10:38 e prosseguiu por cinco horas, com tentativas de obstrução por parte da oposição por meio da apresentação de questões de ordem – ou seja, de questionamentos sobre a condução dos trabalhos.

Em muitos momentos, o clima ficou tenso entre os deputados e também entre os manifestantes. Em alguns desses momentos, deputados da oposição acusaram o presidente da comissão especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), de cassar a palavra deles. Rogério negou e afirmou que os parlamentares da oposição queriam protelar os trabalhos.

Durante a reunião, a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) acusou os apoiadores da proposta de elegerem os professores como inimigos do Brasil e afirmou que esses parlamentares são os mesmos que votaram favoravelmente à Emenda do Teto de Gastos (EC 95) que, segundo ela, prejudica a educação no País. Ela afirmou que o texto fere a liberdade de cátedra – liberdade de ensinar – que é um dos desdobramentos do direito constitucional à liberdade de expressão.
Para o relator, deputado Flavinho, é mentira dizer que a proposta fere a liberdade de cátedra. “O projeto reforça o que é o preceito constitucional da liberdade de ensinar e aprender. Agora, não é um direito absoluto.”
Flavinho disse que há diferença entre professores e doutrinadores e que o projeto busca coibir a atuação desses. “Isso estava muito escondido, ninguém falava sobre doutrinação em escola. Apareceu o problema”, disse. Para ele, o projeto “traz luz sobre o problema” e ajuda a combater o bullying contra alunos e professores.

O relator, deputado Flavinho, disse que há diferença entre professores e doutrinadores e que o projeto busca coibir a atuação desses. Segundo o relator, os alunos e pais que se sentem lesados pelos doutrinadores devem poder produzir provas contra eles, por exemplo, filmando-os em sala de aula.
Decisão do STFO deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que a oposição pretende continuar obstruindo os trabalhos na comissão especial até 28 de novembro, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará lei estadual de Alagoas semelhante ao projeto do Escola sem Partido. Apesar de valer apenas para Alagoas, deputados da oposição afirmam que a decisão do plenário do Supremo - que tende a derrubar a lei - já indicará o entendimento da corte sobre o tema.
“Essa comissão não é maior do que a Constituição, não é maior do que a liberdade de ensinar e aprender”, disse Valente. “O Brasil não vai aceitar que cada sala de aula vire uma Gestapo [polícia na Alemanha nazista]. Vocês não querem escola sem partido, vocês querem escola de um partido único fascistóide”, completou.
Já o deputado Pr. Marco Feliciano (Pode-SP) afirmou que há perseguição e doutrinação nas salas de aula. “Em vez de as universidades brasileiras gerarem intelectuais, as universidades brasileiras geram mini-Che Guevaras [guerrilheiro líder da Revolução Cubana]. Os meninos entram nas universidades e viram revolucionários de iPhones nas mãos”, disse. Para ele, o debate sobre o Escola sem Partido já funcionou, porque o alerta para os alunos, pais e professores sobre a suposta doutrinação já foi feito.

Teor do texto
O novo substitutivo do deputado Flavinho mantém seis deveres para os professores das instituições de ensino brasileiras, como a proibição de promover suas opiniões, concepções, preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Além disso, está mantida a proibição, no ensino no Brasil, da “ideologia de gênero”, do termo “gênero” ou “orientação sexual”.
A principal mudança em relação ao parecer anterior é a inclusão de artigo determinando que o Poder Público não se intrometerá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou tentativa de conversão na abordagem das questões de gênero.
Reportagem – Tiago Miranda e Lara Haje
Edição - Natalia Doederlein

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Brasil 'não precisa' de projetos como o Escola Sem Partido, diz ministro da Educação

Para Rossieli Soares, não pode haver 'partidarização' nas escolas 'nem de um lado nem de outro'. Projeto está em análise na Câmara e é defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.


Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília


O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou nesta quinta-feira (22) que o Brasil não precisa de projetos como o Escola Sem Partido.
Rossieli Soares deu a declaração durante uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, onde participou da comemoração dos 50 anos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Polêmico, o Escola Sem Partido está em análise na Câmara e proíbe o professor de discutir em sala de aula questões de gênero, religião, política e educação sexual, determinando que esses assuntos cabem à família.
"Acho que o Brasil não precisa de um projeto de lei desses. Não pode ter ideologização nem partidarização dentro da escola. Nem de um lado nem de outro. O que a gente precisa ter é uma ideologia da aprendizagem", afirmou o ministro.
O Escola Sem Partido é defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Na opinião do presidente eleito, "quem ensina sexo é papai e mamãe" e, por isso, a partir de 2019 ele quer ter acesso à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes da aplicação.
Questionado nesta quinta-feira sobre a montagem do futuro governo, Rossieli Soares defendeu que o futuro chefe da pasta trabalhe para a educação avançar.
"Espero que ele escolha uma pessoa que ame a educação e que toque a educação brasileira. Não podemos deixar de avançar na educação brasileira. Eu desejo muita sorte ao presidente eleito nessa busca", declarou.
https://g1.globo.com/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...