quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Brasil cai para último lugar no ranking de status do professor

Por Fabrício Vitorino, G1
Professor desempreago transformou a calçada de casa em sala de aula, em Aracaju (SE). — Foto: Mara Lúcia de Paula
Muito trabalho, salários menores do que se imagina, falta de respeito dos alunos e um dos piores sistemas educacionais do mundo. É assim que o brasileiro vê a profissão de professor, o que fez o Brasil cair para a última posição do ranking de prestígio de docentes. A pesquisa, realizada em 35 países, foi divulgada na noite desta quarta-feira (7) pela Varkey Foundation, entidade dedicada à melhoria da educação mundial.
O resultado do Brasil se torna ainda mais alarmante se comparado ao do cenário global, que registrou uma melhora na percepção do status dos professores. Vale lembrar que, na última edição da pesquisa, em 2013, o país ocupava a penúltima posição dentre os 21 pesquisados. A avaliação de 2018, por sua vez, foi realizada em 35 países – acompanhando as avaliações do PISA –, e foram entrevistadas mil pessoas entre 16 e 64 anos.
E se no ranking de prestígio geral o resultado não é bom para o Brasil, nos recortes específicos os dados também são muito desanimadores. Menos de 1 em cada 10 brasileiros (9%) acha que os alunos respeitam seus professores em sala de aula – também o último lugar do ranking. Para efeito de comparação, a China é país com a melhor avaliação: lá, 81% das pessoas acreditam que os docentes são respeitados pelos alunos.
Para Sunny Varkey, fundador da Varkey Foundation, o índice fornece provas de que o status dos professores na sociedade, seu prestígio e a forma como são enxergados, tem influência decisiva no desempenho dos alunos na escola.
“Respeitar os professores não é apenas um dever moral importante, é essencial para os resultados educacionais de um país. Mas ainda há muito a ser feito antes que os professores recebam o respeito que merecem”, diz Varkey.
Vale lembrar que a Varkey promove anualmente o Global Teacher Prize, o “Nobel da Educação”, que premia os melhores educadores do ano. A última edição, realizada em março, em Dubai, Emirados Árabes, foi vencida pela britânica Andria Zafirakou, e teve o professor brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima entre os dez finalistas.
A pesquisa também mostra que há pouca compreensão do trabalho e da remuneração dos professores. Enquanto os entrevistados acreditam que os docentes trabalham, em média, 39,2 horas por semana, os profissionais relatam 47,7 horas dedicadas semanalmente ao ofício de ensinar – quase 20% a mais. Por outro lado, as pessoas estimam que os professores têm salário médio inicial de US$ 15 mil, enquanto, na verdade, a remuneração é de US$ 13 mil, em média. Há ainda a percepção de que os salários não sejam justos: os brasileiros defendem que um docente em início de carreira deva ganhar o equivalente a US$ 20 mil por ano – um aumento de US$ 7 mil.
O levantamento mostra ainda que 88% dos brasileiros consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status” – o segundo pior lugar do ranking mundial, perdendo apenas para Israel, onde 90% dos cidadãos pensam da mesma forma. Talvez por isso, apenas 1 em cada cinco brasileiros incentivariam o filho a ser professor, a sétima pior posição global. Em comparação, na Índia, 54% dos pais dizem que encorajariam o filho a ensinar.
Diante do cenário caótico, é natural que os brasileiros classifiquem seu sistema de ensino como ruim – melhor apenas que o egípcio: enquanto o Brasil leva nota 4,2, o país africano é avaliado em 3,8 por seus cidadãos. Nossa vizinha Argentina ganhou nota 5,4 e a Finlândia, líder do ranking, foi avaliada com 8 na escala que vai de zero a dez.
Mas, afinal, o que faz com que os brasileiros tenham essa percepção negativa sobre a educação no país e seus professores? Para Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação, a falta de respeito para com os docentes é um sintoma de vários problemas. O primeiro deles é que o modelo da escola é obsoleto.
“Temos um modelo educacional marcado pelo modelo das escolas no início do século 20, com um desenho completamente diferente. As crianças recebiam as informações na escola, e, hoje, recebem milhares de informações fora da escola. Se você tem uma educação que não prioriza a interpretação, a reflexão, não é à toa que tenha uma campanha presidencial feita com Fake News. As crianças recebem essa montanha de informações, do YouTube, WhatsApp... E quando chegam na escola, ela ainda é analógica. Os professores escrevem no quadro e as crianças copiam. É um livro em texto, ainda monodimensional, sendo que as crianças enxergam tudo de forma multidimensional. O professor foi formado para trabalhar dessa maneira tradicional, arcaica, obsoleta. Muitas vezes ele sente que tem que mudar, mas não tem a formação para mudar”, explica Pilar.
A educadora lembra ainda a desigualdade econômica e a violência urbana como fatores que prejudicam o ensino e afetam o professor, tanto no desenvolvimento da sua profissão quanto no cotidiano do trabalho. A educação em áreas vulneráveis será tema de seu painel selecionado para o South by Southwest EDU, festival realizado em março nos EUA que discute novas iniciativas educacionais.
“Muitas vezes o professor para o projeto no meio por conta de alunos assassinados, abandono de bairro por brigas de facções. É um cenário com uma indecente desigualdade socioeconômica. Os professores encontram situações de alunos de 8 a 10 anos em situação de extrema miséria. E quando a gente pensa na educação para todos, temos que pensar em educação para crianças cujos pais e avós não estudaram, que não têm acesso à literatura, cinema, teatro”, lembra.
Um outro fator a ser considerado é a mudança radical que a profissão de professor sofre a partir dos anos 1980 e 1990, após a Constituição de 1988 e a inclusão digital. “Quando você pergunta a essas crianças o que elas querem fazer quando crescerem, grande parte cita profissões que não existiam cinco anos atrás: youtuber, influenciadora digital... Mesmo professores na faixa dos 40 anos sequer sabem como se ganha dinheiro sendo youtuber, influenciadora digital. Isso não faz parte do desenho mental. Temos que ressignificar isso com os alunos, trabalhar com projeto de vida, qual o sonho profissional, aprofundar o diálogo”.
Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, a crise na percepção do status dos professores – e consequentes falta de respeito e má remuneração – passa diretamente pela falta de atratividade do magistério no Brasil.
“Quando a gente compara dados iniciais do salário da carreira de professor com outras áreas, a diferença é de 11%. Na medida em que isso evolui, a diferença atinge 40%, no nível intermediário. Já no fim da carreira, atinge até 70%. São estudos da PNAD, que mostram o crescimento da defasagem salário ao longo da carreira. No último PISA, dos adolescentes que participaram, nenhum respondeu que queria ser professor. Isso é um retrato da baixa atratividade e do baixo prestígio que tem a carreira de professor no Brasil”, fala Mozar Neves Ramos.
Ainda para Mozart, é necessária uma atuação mais adequada das universidades na formação dos professores. Para ele, os cursos são extremamente teóricos e pouco práticos, o que contribui para que os profissionais estejam pouco conectados com a escola. “Se a universidade não melhorar sua formação, não vamos ter uma qualidade na base para atingirmos a meta do ensino superior. Enquanto o mundo está se preparando para a revolução 4.0, nossos professores estão lidando com problemas do século 19, do século 20. O professor tem que ser um tutor, indutor de qualidade, que promova o trabalho em equipe, ele tem que ser formado em educação integral, coisa que as universidades não fazem.”
Por fim, Mozart lembra dos inúmeros casos de violência contra professores registrados nos últimos anos. Para ele, o problema é maior que apenas o campo da educação. “Essa pesquisa retrata um grave problema do Brasil, não só da educação brasileira. Quando a gente vê essas inúmeras reportagens de violência dos alunos contra professores, isso passa por um ponto central: é dever do estado e da família prover essa educação. O que hoje observamos é que as famílias estão delegando às escolas o seu papel, que é educar seus filhos. E quando falta essa educação familiar, ela se manifesta no ambiente escolar. E quem é a vítima desse processo? O professor”

G1

MT: Vice-governador sugere consulta popular para se ter metodologia militar em todas as escolas de MT

Pivetta elogia escola Tiradentes, hoje presente em 7 municípios, e considera que seria uma revolução ampliar o método para cada unidade do Estado, de modo a ter militar para despertar nos alunos civismo, respeito e bons costumes

 
Otaviano Pivetta elogia gestão Taques pelas escolas Tiradantes e propõe metodologia militar em todas as unidades
O vice-governador eleito, empresário Otaviano Pivetta, defende a realização de uma consulta popular para, caso se tenha respaldo da sociedade, ampliar e implantar a metodologia das escolas militares Tiradentes em todas as unidades educacionais do Estado. Com know-how de quem ajudou a revolucionar a qualidade da ensino em Lucas do Rio Verde, onde foi prefeito por três vezes, Pivetta cita que vem recebendo muitos pedidos de famílias que querem matricular os filhos nas escolas militares. Para se ter ideia, a unidade Tiradentes, implantada pelo Estado em Lucas do Rio Verde, possui 150 alunos, mas a demanda hoje seria para mais de 900 vagas.
Existem no Estado sete escolas militares Tiradentes funcionando em Cuiabá, Nova Mutum, Confresa, Sorriso, Juara, Alta Floresta e Lucas do Rio Verde. Na de Rondonópolis, que está pronta, vai ter aula somente no início de 2019. Em Barra do Garças, o prédio está em reforma para abrir no ano que vem. E, em Sinop, o governo estadual está aguardando definição de local para construir a unidade. No geral, são mais de 700 escolas estaduais e 40 funcionam em tempo integral.
"Eu respondo a essas pessoas que querem filhos nas escolas militares que podemos usar os métodos da escola Tiradentes onde a sociedade quiser. Nossas escolas estaduais podem receber a mesma metodologia, implantando disciplina, ordem e civismo, a cultura do comprometimento, de comportamento". Pivetta reconhece e elogia o governador Pedro Taques pela iniciativa de ampliar o funcionamento das escolas militares. "Foi uma coisa boa que este governo começou a fazer e que vem de encontro ao desejo da sociedade".
Consulta popular
Afirma ser possível o novo governo fazer consulta para mudança da metodologia nas escolas, de modo a estabelecer que alunos voltem a usar uniforme, a cantar o Hino Nacional, inclusive em fila e em posição de sentido, assim nas décadas de 1970 e 1980. Pivetta observa que é preciso restabelecer disciplina, obediência rigorosa aos professores e que alunos se comportem e respeitem-nos. "Se a sociedade demandar isso, ao invés de construir escolas, vamos usar essa metodologia. Estou percebendo que todo mundo quer isso. Vamos mudar a cultura da bagunça, da baderna, mudar de imediato, se for preciso. Aluno tem de respeitar professor, que muitas vezes é agredido com palavras e fisicamente".
Na prática, de acordo com Otaviano Pivetta, os professores seriam os mesmos, assim como a gestão escolar, embora precise melhorar nesse aspecto. Seriam implantada novas disciplinas, como de Educação Moral e Cívica, e cada escola contaria com um militar treinado para promover e despertar o sentimento cívico. "Faríamos escola digna para todos, uma grande revolução na educação. Parece que a sociedade está demandando nessa nova ordem".
RD NEWS

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Seminário de Educação vai reunir profissionais da rede pública de Ensino

Evento terá palestras, mesas redondas, grupos de trabalho e exposição das práticas e ações pedagógicas

 
Foto: Jorge Pinho
A Prefeitura de Cuiabá realiza do dia 26 ao dia 30 de novembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso, o II Seminário de Educação da Rede Municipal, com o tema Educação Básica como Direito, e III Seminário Integrador da Rede Municipal de Ensino. O evento é direcionado aos profissionais da rede pública municipal de Educação de Cuiabá e vai reunir, por dia, cerca de 1.500 mil pessoas entre professores e Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI), da Educação Infantil ao Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA/Campo), além de Gestores e Assessores da Secretaria Municipal de Educação - SME.
Durante a semana do evento cerca de quatro mil profissionais da Educação devem passar pelos seminários que têm como objetivo  promover reflexões sobre as ações pedagógicas.
O secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos destacou a importância desse momento, para as atividades desenvolvidas pela secretaria. “Nesta edição, esperamos contribuir para o aprofundamento e as reflexões teóricas e práticas, de questões ligadas ao processo educativo, ao mesmo tempo em que  estamos possibilitando a socialização das práticas, realizadas pelas unidades educacionais e valorizando o trabalho em sala de aula, por esses profissionais”, disse ele.
A secretária adjunta de Educação, Edilene Machado falou sobre os seminários ressaltando o tema que norteia o evento, ‘Educação Básica como Direito’. “Além de possibilitarmos aos profissionais a compreensão sobre o papel e as responsabilidades da Educação como Direito Humano, articulando essa discussão com o processo de elaboração da política educacional de Cuiabá, estamos valorizando as experiências e fortalecendo a formação dos profissionais e, com isso, humanizando as relações entre os sujeitos envolvidos no processo educativo”, avaliou.

Programação
Ao longo do evento serão quatro palestras, além de mesas redondas e grupos de trabalho. Na abertura, dia 27, às 9h, acontece a palestra de abertura terá como tema ‘Os desafios dos educadores na construção de uma escola democrática e humana na contemporaneidade’. A palestra será proferida pela Profª. Drª. Viviane de Souza Mosé, psicóloga e psicanalista, especialista em políticas públicas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFE), mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ).
No dia 29, pela manhã, a palestra será sobre as ‘Contribuições da Neurociência para o desenvolvimento e as aprendizagens das crianças na infância’, com a palestrante Profª. Drª Elvira de Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em neurociências, psicologia, antropologia e música. À noite, o tema será ‘O que é mesmo avaliar as aprendizagens’, com a Profª. Drª. Jussara Hoffmann, uma das maiores especialistas em avaliação da aprendizagem do país.
A última palestra do evento, no dia 30, pela manhã, será sobre o tema ‘Currículo, cultura e conhecimento na Educação Básica na perspectiva da formação humana integral, com a Profª. Drª. Jaqueline Moll, professora universitária e uma das principais referências sobre a Educação Integral.
No dia 28, acontece o III Seminário Integrador da Rede Municipal de Cuiabá com mostra das experiências dos profissionais nas escolas. Nos períodos da manhã, tarde e noite, serão realizados dez grupos de trabalho, sessão de pôsteres, palestra e uma mesa redonda.
Nos GT’s  os profissionais vão apresentar as práticas pedagógicas desenvolvidas nas várias modalidades de ensino e às 19 horas, haverá uma palestra sobre a Educação de Jovens e Adultos com ênfase na juventude e uma mesa redonda, com o tema ‘Inserção e transição da criança da primeira para a segunda infância’.
Inscrições
Os profissionais da rede pública municipal de Cuiabá já podem fazer suas inscrições por meio do link https://goo.gl/forms/SLBcUM2VwWMcDwae2.

Serviço
II Seminário de Educação da Rede Municipal e III Seminário Integrador da Rede Municipal de Cuiabá
Data: 27 a 30 de novembro
Local: Hotel Fazenda Mato Grosso

SME CUIABÁ

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Currículo Digital da Cidade de São Paulo é disponibilizado online

Construído de forma colaborativa, plataforma disponibiliza acesso ao Currículo da Cidade de modo dinâmico.

Na  sexta-feira (19/10/2018), foi lançado o Currículo Digital da Cidade de São Paulo, fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil). O lançamento contou com uma cerimônia realizada na Casa do Pátio Digital.
A plataforma foi desenhada por meio de um processo colaborativo, com o apoio de professores da rede municipal e  transforma o Currículo da Cidade em um material vivo e dinâmico, disponível on-line para consulta, inspiração e aplicação em sala de aula.
O Currículo Digital da Cidade de São Paulo está disponível no endereço http://curriculo.prefeitura.sp.gov.br, e por meio dele já é possível conhecer e explorar o Currículo da Cidade, buscar sequências didáticas do Ciclo de Alfabetização referentes aos componentes de Matemática, Língua Portuguesa e Ciências Naturais, e encontrar sequências relacionadas aos objetivos do Currículo, à matriz de saberes e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Quem ganha com essa iniciativa são os estudantes de nossa rede, que terão professores ainda mais equipados para fazer o seu trabalho da melhor forma possível”, ressaltou o Secretário Municipal de Educação, Alexandre Schneider. "Além disso, tanto os recursos educacionais quanto a Plataforma são abertos, ou seja, qualquer outro município ou estado pode utilizar e customizar para a sua própria realidade, sem custos", completou.
Ainda estão previstas as inclusões, na plataforma, de buscas textuais, criação de perfis, planejamento do uso de sequências, a possibilidade de envio de comentários e sugestões e a disponibilização de novas sequências de atividades dos demais componentes do Ciclo de Alfabetização e, também, do Ciclo Autoral e Interdisciplinar. Para adição dessas novas funcionalidades, a SME receberá apoio da Fundação Lemann.
Sobre o Currículo da Cidade
Currículo da Cidade de São Paulo foi criado a muitas mãos a partir dos conhecimentos produzidos e das práticas realizadas por professoras e professores da Rede Municipal de Ensino ao longo dos últimos anos.  Fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo com a UNESCO no Brasil, o novo currículo do Ensino Fundamental, publicado em dezembro de 2017, integra de forma inédita a Agenda 2030, relacionando seus objetivos de aprendizagem a cada um dos 17 ODS.  O movimento de atualização do currículo envolveu mais de 43 mil estudantes e 16 mil professores ao longo de 2017, em paralelo às discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que se faziam nacionalmente, de forma a ser a primeira cidade a lançar o documento em sua versão já alinhada às diretrizes nacionais. 
(Fonte: Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo)
UNESCO

Cuiabá reabre seleção para contratar 2,2 mil servidores na Educação

Inscrições começam a partir de 1º de novembro


http://selecon.org.br/pdf/CUIABA_SME_006/FINAL_SME_006.pdf
A Prefeitura de Cuiabá divulgou o edital  do novo processo seletivo para a Secretaria Municipal de Educação. São 2.254 vagas temporárias para contratação imediata, além de formação de cadastro de reserva, em cargos de níveis médio e superior, com vencimentos que variam de R$ 1.115,48 a R$ 3.319,20, para o ano letivo de 2019.
Há vagas para  Cuidador de Aluno com Deficiência – CAD, Intérprete ou de Instrutor de Libras, Técnico em Desenvolvimento Infantil – TDI, Técnico em Manutenção e Infraestrutura (nas funções de Auxiliar de Serviços Gerais e Condutor de Veículos), Técnico em Nutrição Escolar (Merendeira); Professor (Ciências, Educação Artística, Educação Física Geografia, História, Espanhol, Inglês, Português, Pedagogo, Matemática), Professor Especializado em Atendimento Educacional Especializado e/ou Educação Especial, Professor Licenciado na ocupação de Instrutor ou Intérprete de Libras e Técnico de Nível Superior (Administrador, Arquiteto, Bacharel em Direito, Contador, Engenheiro Ambiental e Sanitarista, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista, Estatístico, Fonoaudiólogo, Nutricionista e Psicólogo). As funções disponibilizadas e nível de ensino exigido para seus exercícios estão relacionadas no edital do certame já publicado no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Estado - TCE e no site selecon.org.br.
As inscrições começam no dia 1º de novembro e poderão ser feitas até o dia 29 também de novembro, no site do Instituto Selecon, organizador. A taxa de inscrição é de R$ 60,00 para as funções de nível médio e R$ 70,00 para superior. Aqueles que estiverem desempregados, tiverem renda de até um salário mínimo ou forem doadores de sangue ou de medula poderão pedir isenção da taxa de inscrição. As solicitações poderão se feitas nos dias 30 e 31/10/2018, até as 16 horas, no site do Instituto Selecon. É preciso conferir toda a documentação exigida e o horário de atendimento do posto de entrega de documentos, que funcionará para receber a documentação do pedido de isenção, localizado nas Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão - FEICS, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 3500 – Bosque da Saúde – Cuiabá-MT, nos dias 30 e 31/10, das 9h às 17:30h.
A seleção será realizada mediante prova objetiva de conhecimentos básicos e específicos prevista para o dia 16 de dezembro. Haverá análise de títulos e experiência para candidatos não eliminados na prova objetiva. O resultado preliminar da prova objetiva está previsto para o dia 20 de dezembro.
Opção de transferência do crédito da devolução de taxa do seletivo anterior para inscrição no novo processo seletivo
Os inscritos no processo seletivo da Secretaria Municipal de Educação (Edital 03/2018), que foi revogado pela Prefeitura, podem escolher se desejam participar desta nova seleção (realizando nova inscrição) ou querem solicitar a devolução da taxa. A escolha deve ser feita no site do Instituto Selecon, na página do novo processo seletivo - Edital 006/2018, onde os inscritos poderão optar por transferir o crédito da inscrição antiga para efetivar inscrição no novo processo seletivo ou solicitar a devolução. Todas as informações estão no site do Instituto Selecon (selecon.org.br). 
Processo Seletivo - Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá
Vagas:2.254 imediatas e Cadastro de Reserva
Escolaridade: Médio e Superior
Inscrições: 1º a 29 de novembro de 2018
Taxa: R$ 60,00 (Médio) ; R$ 70,00 (Superior)
Isenção: 30 e 31 de outubro de 2018
Organizador: Instituto Selecon
Inscrição: www.selecon.org.br
folhamax

Como incluir tecnologia no currículo de olho em competências da BNCC

Site lançado pelo CIEB traz referências para professores, escolas e redes desenvolverem habilidades digitais propostas na Base Nacional Comum Curricular


Da Redação


Para apoiar redes de ensino, escolas e professores que precisam incluir os temas de tecnologia e computação nos seus currículos, o CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira) lança a plataforma Currículo de Referência em Tecnologia e Computação, que traz diretrizes e orientações para desenvolver habilidades digitais propostas na BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Voltada para a educação infantil e o ensino fundamental, a plataforma pretende potencializar o uso de tecnologia e ampliar as reflexões sobre computação na educação básica.
Com uma série de orientações, a ferramenta mostra práticas que apoiam o desenvolvimento da 5ª Competência Geral da BNCC, que indica que os alunos precisam “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.
Entre os diferenciais do material, está a possibilidade de professores compreenderem como desenvolver cada uma das habilidades digitais apresentadas no documento. Além da indicações de práticas pedagógicas, ele apresenta sugestões de avaliação e materiais de referência que podem apoiar no planejamento de aulas, como sites, plataformas, objetos digitais de aprendizagem, jogos e programas.
Desenvolvido pelo CIEB, o conteúdo foi elaborado a partir de um estudo realizado pelos especialistas André Luís Alice Raabe, professor titular da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Flávio Rodrigues Campos, colaborador da Escola de Formação de Professores do Governo do Estado de São Paulo (Efap) e Christian Puhlmann Brackmann, coordenador geral de pós-graduação no Instituto Federal Farroupilha.
A plataforma organiza o currículo em três eixos: Cultura Digital, Pensamento Computacional e Tecnologia Digital. Cada um deles permite a navegação por tema de interesse e diferentes anos das etapas de ensino.
O material ainda apresenta indicações sobre níveis de maturidade das escolas e dos docentes em relação o uso de tecnologias conforme cada prática.
Para as redes de ensino, a plataforma também pode ser utilizada de diferentes formas. Elas podem trabalhar tecnologia e computação de forma transversal ou podem criar um componente curricular específico no seu currículo.
A ferramenta é gratuita e pode ser acessada em http://curriculo.cieb.net.br/.
PORVIR

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Conviva: Educação integral na BNCC é tema de debate nesta quarta-feira (31/10)


Nesta quarta-feira (31), às 14h, o Conviva Educação debate a inclusão da educação integral na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Na transmissão, que será realizada pelo Facebook da plataforma, integrantes da equipe do Instituto Ayrton Senna vão explicar como incorporar o princípio desta modalidade de ensino no texto introdutório de currículos municipais e como implementá-lo em sua rede.
Para assistir, basta acessar a página do Conviva Educação na rede social, disponível neste link.
Sobre o Conviva
O Conviva Educação é um ambiente virtual gratuito voltado aos dirigentes municipais de educação e equipes técnicas das secretarias que tem por objetivo apoiar o processo de gestão e planejamento da Educação e, com isso, contribuir para a aprendizagem dos estudantes. A plataforma, uma iniciativa da Undime em parceria com 13 institutos e fundações, foi lançada em 2013.
Fonte: Undime com informações do Conviva Educação

Pesquisadores criam livro de receitas para falar sobre a preservação do Cerrado


Segundo maior bioma do país, o Cerrado concentra 5% da biodiversidade do planeta. Especialistas apontam que, infelizmente, restaram apenas 49% da área original. E foi pensando na urgência de trabalhar pela preservação que pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) se uniram com chefs da capital para elaborar um livro-manifesto sobre a valorização do Cerrado por meio da gastronomia. A parceria é assunto da edição desta quinta, 18, do programa Educação no Ar, produzido pela TV MEC e transmitido pela NBR.
Segundo os pesquisadores, o bioma deve ser entendido além da biodiversidade nativa. Há, ali, a necessidade de valorizar a agrodiversidade de forma sustentável, pauta principal da iniciativa de levar à mesa a riqueza do cerrado. “O curso técnico de cozinha do IFB tem o objetivo de estimular os alunos, futuros cozinheiros, a trabalhar com o desenvolvimento do território. Nada mais interessante, então, que eles utilizarem essas espécies da nossa biodiversidade”, destaca a pesquisadora Ana Paula Jacques.
O manifesto rendeu o livro Aqui tem cerrado no prato, com receitas assinadas por Ana Paula, além de profissionais responsáveis por renomados restaurantes, como André Castro (Authoral), Diego Badra (Oliver), Francisco Ansiliero (Dom Francisco), Leandro Nunes (Leo Cozinha Criativa), Leo Hamu (Leo Hamu), Lui Veronese (Sallva), Mara Alcamin (Universal Dinner) e Simon Lau (Aquavit), além do professor Marcos Lelis, do Instituto de Ensino e Saúde de Brasília (Iesb).
Dia do Cerrado – “Tudo começou e foi motivado pela data 11 de setembro, o Dia do Cerrado”, conta Ana Paula. “[É] um incentivo para que as pessoas criem projetos e discutam o que vem acontecendo com o bioma. Sabemos que atualmente o Cerrado sofre muito desmatamento e tem o espaço ameaçado pela expansão do agronegócio. O livro-manifesto surge com essa possibilidade de trazer o bioma para a discussão, falar de sustentabilidade de uma forma lúdica, interativa, por meio da alimentação”.
A equipe de chefs de cozinha da cidade, professores e pesquisadores aceitou prontamente o convite do IFB. “Eles tinham de utilizar os produtos que estavam na estação, não só os frutos do Cerrado, como jatobá, cagaita, pequi, mas também produtos da sociobiodiversidade. A gente tem, por exemplo, o gergelim, a marmelada de Santa Luzia, que é um produto da comunidade quilombola e que está em risco de extinção cultural, uma vez que parte das famílias não produzem mais o doce porque perdeu valor comercial... Quando trazemos esses produtos para a gastronomia, eles saem de uma invisibilidade cultural e biológica”, explica a professora.
Futuro - Os alunos do curso de alimentos do IFB estão levando adiante a ideia de preservação e melhor utilização do bioma. “Eles chegam empolgados à sala após colherem produtos no Cerrado”, conta Ana Paula. “Também ficam surpreendidos ao descobrir que algo que desconsideravam tem valor e pode ser usado em preparos. A ideia é que as pessoas possam enviar dicas para criarmos um grande banco de receitas e de produtores, tornando mais acessível encontrar os produtos da biodiversidade local.”
Cajuzinho-do-cerrado, jatobá, castanha de baru, pequi e mangarito são alguns dos protagonistas das receitas doces e salgadas da publicação, que pode ser vista na íntegra no portal do projeto. Os pratos também ganharam um colorido especial na lente do fotógrafo Rafael Facundo, cujas fotos ilustram o livro.
Clique aqui para conhecer mais sobre o projeto.

Assessoria de Comunicação Social
MEC

SME - Cuiabá: Instrução Normativa estabelece calendário letivo 2019


INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº. 002/2018/GS/SME 

O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Complementar nº 359/2014,

Considerando as disposições contidas nas Leis Complementares nº 220/10 e nº 404/16; 
Considerando a Resolução nº 03/2012/CME/CUIABÁ-MT e, ainda, 
Considerando a necessidade de garantir o cumprimento do disposto no Art. 24, Inciso I da Lei nº 9.394/96 e a organização relativa ao término do ano letivo/2018, bem como a normatização do ano letivo de 2019, nas Unidades Educacionais do Município de Cuiabá MT. 

RESOLVE: 

Art. 1º - Definir que o Calendário Letivo para Educação Infantil, Ensino Fundamental deverá ter carga horária mínima de 800 horas e Educação de Jovens e Adultos (EJA) deverá ter carga horária mínima de 600 ou 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar (Art. 24, Inciso I da Lei nº 9.394/96), cabendo o cumprimento integral da carga horária, conforme o estipulado nas matrizes curriculares, devidamente homologadas pela Coordenadoria de Gestão e Legislação desta Secretaria (CGL/DE/DGGE/SME).

Leia a Instrução na íntegra: Instrução nº 002/2018

SEDUC - MT - Processo de atribuição de efetivos para 2019 começa em novembro

Para os contratos temporários haverá uma orientação específica, por meio de um edital a ser publicado nos próximos dias.
Adilson Rosa Seduc MT



As inscrições para o processo de atribuição de classe e/ou aulas para os Professores efetivos da rede estadual de ensino, assim como para os Técnicos Administrativos (TAEs) e Apoio Administrativo Educacionais (AAEs), para o ano letivo de 2019, estão marcadas para o período de 1º a 20 de novembro, conforme Instrução Normativa 10/2018, publicada no Diário Oficial do Estado do dia 25 de outubro.
O preenchimento da ficha será na plataforma Processo de Atribuição Simplificado (PAS). Para os contratos temporários haverá uma orientação específica, por meio de um edital a ser publicado nos próximos dias.
Conforme o documento, o período de validação das inscrições será de 20 de novembro a 21 de dezembro na unidade escolar na qual o profissional da educação se inscreveu. A atribuição, em sua primeira fase, será no dia 25 de janeiro.
A Instrução Normativa destaca que todos os profissionais da educação efetivos que integram o quadro de pessoal da rede estadual de ensino deverão participar do processo de atribuição de classes e/ou aulas e regime/jornada de trabalho nas unidades escolares.
A publicação enumera ainda uma série de situações onde não será preciso fazer a contagem de pontos. Somente deixarão de atribuir durante a vigência do afastamento, conforme publicação no DOE.
O servidor que estiver lotado no Órgão Central (Seduc) ou Conselho Estadual de Educação (CEE) deverá também se inscrever em sua escola de lotação e participar do processo de atribuição. A Instrução Normativa frisa que os professores lotados nesses dois locais deverão apresentar uma carta de designação ao secretário da unidade escolar.
Com isso, será atribuído na função “Designado para Seduc” ou “Designado CEE”, possibilitando assim sua substituição por outro profissional, para quando no caso de retorno deste à unidade escolar, ser-lhe garantida a atribuição obtida no PAS.
Os servidores da área administrativa (TAEs e AAEs) efetivos, lotados no Órgão Central e CEE deverão participar do processo de atribuição diretamente nestas unidades.
O mesmo vale para os servidores da área administrativa lotados nas Assessorias Pedagógicas e nos Cefapros em 2018. Eles deverão inscrever-se na sua unidade de lotação. Caso o mesmo não queira dar continuidade na função, deverá solicitar sua movimentação para outra unidade da rede no município.



SEDUC MT

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Veja os resultados SAEB, 2017

É baixíssimo o percentual de brasileiros às vésperas de concorrer a uma vaga no ensino superior com conhecimento adequado em Língua Portuguesa. Apenas 1,62 % dos estudantes da última série do Ensino Médio que fizeram os testes desse componente curricular no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 alcançaram níveis de aprendizagem classificados como adequados pelo Ministério da Educação (MEC). O percentual equivale a cerca de 20 mil estudantes do total de 1,4 milhão que fez a prova nessa etapa. Em Matemática a situação não é muito diferente: somente 4,52% dos estudantes do ensino médio avaliados pelo Saeb 2017, cerca de 60 mil, superaram o nível 7 da Escala de Proficiência da maior avaliação já realizada na Educação Básica brasileira.
Se nada for feito pelo Ensino Médio brasileiro, em breve os anos finais do Ensino Fundamental vão superar a última etapa da Educação Básica em relação aos ganhos de aprendizagem. O alerta vem dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 divulgados nesta quinta-feira, 30 de agosto, pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em coletiva de imprensa na sede do Ministério. As evidências demonstram um Ensino Médio praticamente estagnado desde 2009, e que tem agregado muito pouco ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes brasileiros.
De forma geral, a baixa qualidade do ensino nessa etapa prejudica a formação dos estudantes e, consequentemente, atrasa o desenvolvimento social e econômico do país. “O ensino médio brasileiro relevado pelo Saeb 2017 é um desastre. O desempenho insuficiente dos nossos estudantes, edição após edição da avaliação, confirma a importância das mudanças que trouxemos com o Novo Ensino Médio", defende o Ministro da Educação, Rossieli Soares.
Autora da Matriz de Referência do Saeb na década de 1990 e presidente do Inep, Maria Inês Fini, defende a busca por soluções inovadoras. “Lamentavelmente os resultados não registram ganhos de aprendizagens das nossas crianças e jovens. O Saeb 2017 evidencia, mais uma vez, a urgência da implantação e do apoio a revolucionários programas iniciados pela Novo Ensino Médio, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Mais Alfabetização, e o Ensino em tempo integral, para citar só alguns. É desalentador o confronto com esses resultados”, ressalta.
A edição de 2017 do Saeb foi a primeira a avaliar os concluintes do ensino médio da rede pública de forma censitária. Também foi inédita a participação voluntária das escolas privadas com oferta da 3ª série do Ensino Médio por meio de adesão. Mais de 5,4 milhões de estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental, e da 3ª série do Ensino Médio, de mais de 70 mil escolas foram avaliados com testes de Língua Portuguesa e Matemática. Também foram aplicados questionários para diretores, professores e estudantes. Oitenta porcento das escolas participantes cumpriram os critérios estabelecidos e terão seus resultados divulgados.
Responsável pela aplicação e cálculo dos resultados, o Inep também defende uma maior reflexão sobre os dados. “Somente com base em evidências poderemos fomentar o redesenho das políticas públicas da Educação Básica brasileira. Os resultados de aprendizagem dos nossos estudantes revelados pela avaliação são preocupantes. Isso reforça nossa opção por apresentar os dados do Saeb e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) separadamente, diferentemente do que se fazia em anos anteriores. Nosso objetivo é dar maior visibilidade para os resultados de aprendizagens para possibilitar o aprofundamento da reflexão sobre essas evidências”, defende Luana Bergmann, diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep.
Ensino fundamental – No 5º ano do Ensino Fundamental, o Saeb 2017 revelou avanços no desempenho de Língua Portuguesa e Matemática. Nas duas áreas do conhecimento os estudantes brasileiros apresentam nível 4 de proficiência média, o primeiro nível do conjunto de padrões considerados básicos pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. No 9º ano do Ensino Fundamental também há avanços, porém menores. Ao final dessa etapa os estudantes brasileiros apresentaram nível 3 de proficiência média em ambas as áreas de conhecimento avaliadas, considerado insuficiente pelo MEC. A Escala de Proficiência de Língua Portuguesa é dividida entre os níveis 0 e 9, enquanto a de Matemática é entre os níveis 0 e 10.
Os resultados do Saeb 2017 também revelam grandes desigualdades educacionais no Brasil. Nove estados registraram as maiores proficiências médias em ambos os componentes avaliados em todas as etapas avaliadas: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Outros estados se destacaram por proporcionarem mais ganhos de aprendizagem aos seus estudantes, em ambos os componentes avaliados e em todas as etapas avaliadas, quando se compara as edições de 2017 e 2015. São eles: Acre, Alagoas, Ceará, Goiás, Piauí e Tocantins. Goiás é único estado a compor ambos os grupos.
Edição 2019 – O Inep anunciou, recentemente, uma reestruturação e ampliação do Saeb já para 2019. O Instituto deixará de usar, definitivamente, os nomes ANA, Aneb, Anresc e Prova Brasil e todas as avaliações do Sistema passarão a ser identificadas pelo nome Saeb, acompanhado das etapas de ensino. O Saeb 2017, desde sua aplicação, já deixou de lado o antigo nome que identificada a avaliação dos estudantes de anos finais do Ensino Fundamental e Médio. Entre as novidades para o Saeb 2019, destaca-se a avaliação das dimensões da qualidade educacional que extrapolam a aferição de proficiências em testes cognitivos. As condições de acesso e oferta das instituições de Educação Infantil também passarão a ser observadas.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um processo de avaliação em larga escala realizado periodicamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Saeb oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas com base em evidências, permitindo que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação praticada no país. Por meio testes e questionários, o Saeb reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes avaliados. Esses níveis de aprendizagem estão descritos e organizados de modo crescente em Escalas de Proficiência de Língua Portuguesa e de Matemática para cada uma das etapas avaliadas. A interpretação dos resultados do Saeb deve ser realizada com apoio das Escalas de Proficiência. Os resultados de aprendizagem dos estudantes, apurados no Saeb; juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas no Censo Escolar; compõem o Ideb.
Boletim das Escolas (Divulgação até 30 de setembro)
Painel Educacional de Estados e Municípios (Divulgação até 30 de outubro)
Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 28 de agosto de 2018

30 de Agosto: MEC e Inep divulgam resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciam nesta quinta-feira, 30 de agosto, às 11h, os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017. A coletiva de imprensa será na Sala de Atos do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF).
Os resultados serão apresentados pelo Ministro da Educação e pela presidente do Inep. A Secretária de Educação Básica do MEC e a Diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep também participarão da coletiva de imprensa.
Serviço
Data: 30 de agosto de 2018, quinta-feira
Horário: 11h
Local: Ministério da Educação (MEC) – Sala de Atos
Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Brasília (DF)

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) tem nova edição publicada

Capa da revista





edição 252 da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) já está disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e na Coleção Scielo. O número é aberto com dois artigos sobre inclusão de pessoas com deficiência na educação básica, com relatos de resultados de investigações que abordam os docentes e gestores da educação especial envolvidos.


Veja o Sumário

Mariangela Lima Almeida, Maria José Carvalho Bento, Nazareth Vidal da Silva

Mariana Luzia Corrêa Thesing, Fabiane Adela Tonetto Costas

Rosimar Serena Siqueira Esquinsani, Jarbas Dametto

Tânia do Carmo, Carlos Alberto de Oliveira Magalhães Júnior, Neide Maria Michellan Kiouranis, Felipe da Silva Triani

Verônica Gomes dos Santos, Sandra Estefânia de Almeida, Marcelo Zanotello

Simone Pozebon, Anemari Roesler Luersen Vieira Lopes 







AntropologiaEducacional Histórico-Cultural Alemã: bases teórica e epistemológica

Karina Augusta Limonta Vieira
Márcia Ondina Vieira Ferreira, Andréia Orsato, Luciano Pereira dos Santos, Márcia Cristiane Völz Klumb Coronel

Relatos de Experiência

Débora Cristina de Araujo

Wilter Freitas Ibiapina

Ines Ferreira de Souza Bragança, Diego Leandro Marin Ossa

Instruções aos colaboradores

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Inep apresenta cenário nacional da Alfabetização no Sistema de Avaliação da Educação Básica

Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica/Avaliação Nacional de Alfabetização (SAEB/ANA) 2016 ganharam uma apresentação diferenciada. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recorreu a uma linguagem visual e didática para apresentar a realidade da alfabetização brasileira a professores, diretores, gestores educacionais e à população interessada no tema. Com infográficos, vídeos e textos objetivos, a apresentação Alfabetização no Sistema de Avaliação da Educação Básica resume os principais pontos do Relatório Saeb/ANA 2016: Panorama do Brasil e dos estados, também disponível no Portal do Inep e acessível pela própria apresentação.
O processo de alfabetização é um dos mais importantes períodos do processo educacional, por ser o primeiro encontro das crianças com o universo letrado. A criação da Avaliação de Alfabetização no Saeb teve como objetivo avaliar os estudantes matriculados no Ciclo de Alfabetização da rede pública de ensino, permitindo gerar informações sobre os níveis de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática, além de fornecer dados contextuais sobre as condições de oferta de ensino em cada unidade escolar.
Os resultados do Saeb já eram divulgados por meio do Boletins das Escolas, Painel Educacional Estadual e Municipal e pelos Microdados. Ao recorrer a uma linguagem multimídia e mais acessível, disponibilizada na plataforma Medium, o Inep quer que mais pessoas possam se apropriar dos resultados e se aprofundar nos demais documentos, caso do Relatório Saeb/ANA 2016: Panorama do Brasil e dos estados, que apresenta os resultados dos instrumentos de avaliação aplicados em novembro de 2016.
O documento serve como subsídio para compreensão e análise do cenário nacional e das 27 unidades da federação. A publicação do Relatório visa dar continuidade ao processo de disseminação das informações da avaliação, já divulgadas nos Boletins das Escolas, no Painel Educacional de Estados e Municípios e nos Microdados. O documento tem a função de subsidiar gestores e demais profissionais da educação envolvidos em atividades de planejamento, implementação e avaliação de políticas educacionais.
Organizado em quatro partes, o Relatório descreve de maneira breve os objetivos da avaliação e o público-alvo. Em seguida, aborda os aspectos metodológicos dos testes cognitivos aplicados, com descrição das matrizes de referência e escalas de interpretação pedagógica utilizadas. Na terceira parte, apresenta um panorama de informações sobre o Brasil, articulando os resultados de avaliação a informações importantes do Censo da Educação Escolar e a outros indicadores educacionais produzidos pelo Inep. Por fim, há um panorama para cada um dos estados brasileiros, por meio dos quais as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação poderão consultar informações específicas e relevantes de seu estado.
INEP

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...