quinta-feira, 22 de junho de 2017

Plano Nacional de Educação completa três anos com apenas 20% das metas cumpridas

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

Após três anos de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas seis das 30 metas e estratégias que deveriam ter sido cumpridas até 2017 foram alcançadas total ou parcialmente. O número representa 20% do total, o que significa que quatro em cada cinco metas não foram atingidas. O balanço é do Observatório do PNE (OPNE), uma plataforma formada por 24 organizações parceiras, coordenada pelo movimento Todos Pela Educação.
O PNE é uma lei federal, sancionada em 2014, que prevê metas para melhorar a qualidade do ensino brasileiro em um prazo de dez anos, desde a educação infantil até a pós-graduação. As estratégias preveem aumento do investimento, melhorias em infraestrutura e valorização do professor. O texto estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2024, das quais oito têm prazos intermediários, que já venceram. A lei também aponta 254 estratégias relacionadas a cada uma das metas e 14 artigos que definem ações a serem realizadas no país.
Na avaliação da presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, o principal entrave para o cumprimento do PNE é a falta de um plano estratégico que estabeleça uma ordem de execução das metas. Para ela, os governos federal, estaduais e municipais deveriam ter traçado uma estratégia de execução para definir o que deve ser feito primeiro.
“O plano não coloca as metas e as estratégias em uma ordem para que a gente consiga fazer com que ele seja realmente executado e cumprido. Algumas metas são gargalos para outras, é preciso definir quais deveriam ser cumpridas antes para que outras avancem e quais metas vão impedir que as demais sejam cumpridas”, aponta.
Para a pedagoga Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o balanço dos três anos do PNE é preocupante. “Ainda mais se levarmos em consideração que as metas são articuladas e o sucesso de uma depende da execução da outra. Temos que pensar no plano como um todo”, diz.

Valorização dos professores
Recife Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, na capital pernambucana, usam livros didáticos que podem ser proibidos pela Câmara de Vereadores (Sumaia Villela / Agência Brasil)
Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, no RecifeSumaia Villela / Agência Brasil
Entre as metas consideradas fundamentais para o avanço da educação no país e que não foram cumpridas, algumas dizem respeito à valorização dos professores, considerada um dos gargalos para o avanço do ensino. A meta 18, por exemplo, estabelece que devem ser assegurados planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior públicas, tomando como referência o piso salarial nacional. Segundo o Observatório, não há iniciativas em curso em âmbito federal.
“Com um bom professor, em uma escola com um bom diretor e bem gerida, com infraestrutura adequada, você consegue andar com várias metas [previstas no plano]”, diz Priscila.
Ela também cita como exemplo a meta que prevê a melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador criado pelo Ministério da Educação (MEC) para medir a qualidade do ensino em diferentes etapas. A avaliação do Observatório é que apenas a meta do 5º ano do ensino fundamental foi cumprida, enquanto os anos finais dessa etapa e o ensino médio ainda estão em um patamar muito baixo. “Essa meta do Ideb não vai acontecer se não melhorarmos a formação dos professores. O maior determinante para a aprendizagem de alunos é a qualidade do professor”, diz.
A valorização da carreira docente também é apontada pela superintendente do Cenpec como fundamental para o sucesso do restante do plano. “Se queremos uma educação de qualidade, não se pode pensar nisso sem a valorização da carreira docente, que passa pelas condições de trabalho, pela carreira do professor e pela formação”, diz Anna Helena.

Educação infantil
Crianças da educação infantil em sala de aula
O PNE determina que todas as crianças de 4 a 5 anos deveriam estar matriculadas na escola até 2016 Arquivo/ Agência Brasil
Uma das metas do PNE determina que todas as crianças de 4 a 5 anos deveriam estar matriculadas na escola até 2016. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), que são de 2015, mostram que a taxa de atendimento nessa faixa etária é de 90,5%. O cumprimento real da meta só poderá ser aferido quando a Pnad 2016 for divulgada, mas o relatório da Observatório destaca que o percentual de 9,5% restante representa cerca de 500 mil crianças dessa faixa etária fora da escola.
“Se a criança não entrou na educação infantil, ela vai ter mais dificuldades de se alfabetizar. Não se alfabetizando, ela não vai conseguir aprender tudo aquilo que ela deveria. Não aprendendo, ela vai abandonar a escola antes do tempo. É uma reação em cadeia”, explica Priscila Cruz.
No Brasil, a educação infantil é responsabilidade dos municípios. Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Aléssio Costa Lima, a garantia da matrícula de todas as crianças nesta etapa de ensino depende de políticas públicas de inclusão social, uma vez que quem está fora da escola nessa faixa etária são moradores de periferias de centros urbanos ou de lugares distantes, com difícil acesso. “Teremos que ter um conjunto de políticas articuladas que venham a garantir a questão da inclusão”, diz o secretário.
O PNE prevê também que o investimento público em educação deve ser ampliado para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2019 e para 10% até 2024. O presidente da Undime destaca que a ampliação de recursos para a educação é fundamental para o cumprimento das metas restantes. Para ele, o modelo atual de financiamento, que ocorre principalmente por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), não é suficiente para atender as necessidades do setor.
“É preciso assegurar novas fontes de investimentos porque a melhoria da qualidade e a ampliação da oferta, como está colocado em muitas metas, isso não se faz sem acréscimo de investimentos”, diz o secretário.

Expectativa
Entre as metas que já foram cumpridas no PNE estão a formação de um fórum permanente para acompanhar o piso salarial do magistério público na educação básica e a divulgação de resultados pedagógicos de indicadores educacionais.
Outra meta alcançada, embora com atraso, foi a que estabeleceu o encaminhamento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A proposta foi encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em abril deste ano, quando o prazo inicial era até 2016. Também foi considerada cumprida parcialmente a meta que determina que os estados e municípios deverão elaborar seus planos de educação, com metas próprias para seus sistemas. Apenas dois estados e 14 municípios ainda não sancionaram seus planos.
Agência Brasil procurou o MEC para um posicionamento sobre o cumprimento das metas do PNE, mas a pasta ainda não respondeu às perguntas da reportagem, e informou que irá se manifestar nos próximos dias.
Com o avanço ainda lento do plano, a presidente do Todos pela Educação diz que tem uma perspectiva pessimista quanto ao cumprimento da lei até 2024. “A gente já perdeu muito tempo. A falta desse planejamento estratégico fez com que a gente não conseguisse dar uma certa ordem na execução do plano. Então ficamos sem prioridade nenhuma”, diz Priscila, embora reconheça que dificilmente planos de metas são cumpridos em sua totalidade.
Para Anna Helena, é preciso uma ampla mobilização da sociedade para que o país avance no cumprimento das metas. “O PNE deve ser uma discussão de todos, não só das áreas especializadas. Ele precisa ser discutido nas escolas, pelos alunos, pelos professores, pelas famílias, pela sociedade como um todo, porque o plano fala sobre a escolha que estamos fazendo para o futuro do nosso país”.

Edição: Amanda Cieglinski
agenciabrasil.ebc

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Atleta da matemática

O mineiro João César Vargas quer o ouro na olimpíada internacional, que acontece no Rio em julho, antes de seguir para a universidade de Princeton

O estudante João César Campos Vargas disputará a Olimpíada Internacional de Matemática no Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)


terça-feira, 20 de junho de 2017

Escola fundada por Marechal recebe livros “As aventuras de Rondon” com a Turma da Mônica

Secretaria do Estado de Cultura e Instituto Mauricio de Sousa levam a alunos e professores da Escola Estadual Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, kits com livro e manual do professor
Assessoria SEC-MT 
Nas páginas da Turma da Mônica, por vezes seus personagens embarcam em aventuras fantásticas de super-heróis. Mas nesta nova publicação, Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha e Cia viajam no tempo para conhecer um herói de verdade. Ele não tem superpoderes, mas por suas grandes ações, escreveu seu nome na história do Brasil. Trata-se do Marechal Cândido Rondon, agora imortalizado pelos desenhos de Mauricio de Sousa.
Os primeiros brasileirinhos a conferirem o livro idealizado pelo Instituto Mauricio de Sousa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, serão os estudantes da Escola Santa Claudina, de Mimoso, lugar onde nasceu um dos mais célebres brasileiros, Patrono das Comunicações.
Nesta quarta-feira (21), às 10h, o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, lança o livro e entrega kits aos estudantes. Na ocasião, será apresentado aos educadores, o Manual do Professor, material de apoio para utilização do livro como ferramenta pedagógica.
De acordo com o secretário, a interface da cultura com a educação pode ser determinante para aprimoramento do ensino. “O livro ilustrado e o Manual do Professor darão subsídios a educadores das mais diversas disciplinas para seus conteúdos programáticos. Além das disciplinas de história e geografia, outras como biologia, química e física terão no livro, fonte de informações graças aos diversos interesses e pesquisas que o Marechal realizou em vida”, aponta.
“As dezenas de sugestões de atividades têm também uma característica especial: valorizam a ética, a cidadania, respeito ao próximo e à diversidade e a importância da preservação da natureza e dos recursos naturais. Tudo sempre de forma lúdica e divertida”, completa o secretário.
O responsável pela obra, um dos grandes quadrinistas do mundo, Mauricio de Sousa, entusiasma-se com o resultado. “O livro ilustrado, colorido e rico em detalhes históricos conta a história de um grande herói brasileiro. A Turma da Mônica saiu do mundo mágico das histórias em quadrinhos e foi parar em Mimoso, onde nasceu o Marechal. Eles narram o nascimento, infância, juventude e até incríveis aventuras que ele viveu pelo sertão do Brasil”, conta Maurício e arremata, “super-heróis podem existir de verdade”.
O local para distribuição dos primeiros livros guarda um forte laço com a história de Rondon. A Escola Estadual Santa Claudina, foi fundada pelo próprio Marechal Rondon em 1948. A escola, inclusive, leva o nome da mãe de Rondon, Claudina Evangelista.
A parceria do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura e o Instituto Mauricio de Sousa aposta no potencial de uma linguagem lúdica para que o legado de Rondon seja preservado e conhecido pelas próximas gerações de brasileiros.
Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)
Fundado em 1997 o IMS, vem aplicando projetos e ações sociais focados na construção de conteúdos, que através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos. 
Informações para a imprensa
Instituto Mauricio de Sousa
Jal Lovetro – (11) 3851 5221 | (11) 99614 1623 | (11) 98107-6197 | jal.comunicacao@gmail.com
Bete Faria Nicastro – (11) 3862–1586 | (11) 3862–0483| (11) 99659-2111 |bete@waycomunicacoes.com.br
Governo de Mato Grosso  - Secretaria de Estado de Cultura 
Assessoria de imprensa - (65) 98120-6483|98464-9060 |
imprensa@cultura.mt.gov.br
mt

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Audiências públicas sobre a Base Nacional Comum Curricular começam em 7 de julho


Manaus será a primeira cidade a sediar audiência pública sobre o texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), submetido pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A audiência acontece em 7 de julho. Depois da capital amazonense, audiências serão realizadas em outras quatro cidades das diferentes regiões: Recife, Florianópolis, São Paulo e Brasília. Um site foi lançado nesta segunda-feira, 19, pelo CNE, para orientar quem deseja participar das audiências: cnebncc.mec.gov.br.
No site, estão reunidas informações sobre a participação nas audiências. Estarão presentes aos encontros instituições convidadas pelo Conselho, além de pessoas interessadas. Na plataforma é possível entender o que são as audiências, conhecer as regras para a participação e os prazos de inscrição, saber como se cadastrar ou enviar documentos com contribuições e comentários à Base, além de consultar todos os documentos de referência da BNCC (cadernos técnicos, guia de leitura, estudo comparativo entre a segunda versão e aquela entregue ao CNE).
Para o evento em Manaus, as inscrições dos convidados podem ser feitas de hoje até o dia 22 de junho. Entre 26 e 29 de junho, o site receberá inscrições do público geral. Todos precisam se cadastrar para confirmar a presença nas audiências. As cinco audiências públicas terão, ainda, transmissão ao vivo na internet para aqueles que quiserem acompanhar os debates à distância. Informações sobre as transmissões também estarão disponíveis no site.
 A Base – A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica. A Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, em todo o Brasil. Ela vem sendo discutida desde 2015 em articulação e colaboração com estados, Distrito Federal e municípios, e foi entregue ao CNE em 6 de abril. O documento encaminhado pelo MEC ao Conselho Nacional de Educação refere-se à educação infantil e ao ensino fundamental. A proposta referente ao ensino médio será encaminhada posteriormente.
MEC

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Uso da tecnologia facilita engajamento de alunos com deficiência

Além de ampliar a autonomia de estudantes, ferramentas digitais podem ser aliadas para transformar práticas e criar ambientes inclusivos 


por Marina Lopes

A tecnologia é uma importante aliada de professores para garantir a autonomia dos alunos, seja para amenizar barreiras ou para personalizar o aprendizado. Quando se fala em ambientes inclusivos, é comum pensar em tecnologias assistivas, que promovem ou ampliam as habilidades funcionais de pessoas com deficiência, mas professores dedicados a trabalhar a inclusão na escola também reconhecem que as ferramentas digitais têm um potencial de engajar os alunos nas práticas de aprendizagem.
No Colégio Planck, em São José dos Campos (SP), o professor Glauco de Souza Santos percebeu durante as aulas de história que o uso de novas tecnologias e metodologias ativas facilitava a inclusão dos alunos com deficiência.
Incomodado com a sua prática em sala de aula, há quatro anos ele se juntou a outros educadores para fazer parte de um grupo de experimentação em ensino híbrido –metodologia que usa a tecnologia para mesclar o aprendizado online e offline. Mergulhado em novas possibilidades para ensinar história, o professor começou a notar que uma aula expositiva de cinquenta minutos não era suficiente para garantir a aprendizagem de todos. “Muitos alunos não conseguiam captar as informações e acabavam ficando para trás”, lembra Glauco, que também é coordenador pedagógico do Colégio Planck.
Veja a matéria completa em PORVIR

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Unemat vai realizar I Congresso de Línguas Indígenas de Mato Grosso


Lygia Lima Unemat
A Universidade do Estado de Mato Grosso vai realizar em julho deste ano o I Congresso de Línguas Indígenas de Mato Grosso. A expectativa é reunir pesquisadores para discutir a situação das línguas indígenas. Em Mato Grosso, existem 38 povos indígenas que falam cerca de 34 línguas não aparentadas geneticamente aos dois troncos linguísticos e também a diversos grupos etnolinguísticos que não se assemelham a esses troncos.
O Congresso acontecerá em Barra do Bugres durante a etapa presencial dos cursos de graduação da Unemat para professores indígenas. Além dos estudantes índios da Unemat, egressos, professores e pesquisadores interessados na temática. O objetivo é favorecer a formação de grupos de pesquisa, implementar políticas linguísticas para a valorização e fortalecimento das línguas nativas e demonstrar a pluralidade linguística de Mato Grosso.
A Unemat tem como preocupação em garantir a sobrevivência das línguas indígenas e promover o estudo dessas línguas. Em Mato Grosso existem comunidades monolíngues nas línguas ancestrais e até mesmo comunidades que já perderam suas línguas e falam exclusivamente o português.  
A Universidade é pioneira na América Latina na oferta de cursos específicos e diferenciados para indígenas, sendo exemplo para a criação de diversos cursos em que as características dos povos indígenas são respeitados. Com esse Congresso espera reunir professores e pesquisadores não só na Unemat, mas também de diversas universidades brasileiras e, sobretudo, reunir os povos indígenas para refletir e oportunizar a formação de pesquisadores. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Deputado propõe retenção no Ciclo de Formação Humana. SEDUC concorda. Veja o Relatório.

O professor e deputado estadual Wilson Santos (PSDB), entregou nesta quarta-feira (3) ao secretário de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Marco Marrafon, o relatório final do “Ciclo de Formação Humana”, que aponta oportunidades de melhorias na educação de ciclos no estado de Mato Grosso.
“É um documento importante e corajoso que apresenta caminhos seguros para a educação. Não dá pra continuar enganando, fazer de conta que a escola está ensinando. Nós temos aí um percentual inacreditável de alunos que terminam o ensino fundamental sem saber ler e escrever, isso é inadmissível (...). Então nós apresentamos um conjunto de propostas que devolvem ao professor a autoridade necessária a fim de, tratar a escola com a devida importância que ela tem”, relatou Wilson.
O secretário Marco Marrafon falou de que forma esse relatório contribuirá com os trabalhos da Seduc e que a secretaria já fez um estudo prévio pra pensar as politicas públicas. “O Pró-Escolas, por exemplo, já contempla alguns aspectos desse relatório. O ensino fundamental hoje tem uma grande qualidade porque mantém os alunos na escola, a evasão é baixa, mas o problema da aprendizagem ainda persiste e é onde precisamos corrigir. Então a política que a gente está implantando agora já é informar, a partir do primeiro ano de cada ciclo, que será exigido o cumprimento de objetivo e aprendizagem pra que eles possam então avançar no ciclo seguinte, ou seja, a cada três anos haverá a possibilidade de retenção por um ano, essa é uma inovação e uma forma de repensar o ensino fundamental em Mato Grosso”, explicou o secretário.
O deputado estadual e presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Allan Kardec (PT), também relatou a importância desse relatório para a educação do estado. “Importante o relatório porque fazer a discussão do Ciclo de Formação Humana é necessário. O ciclo, que já tem mais de uma década implantado, precisa ser debatido, precisa ser discutido. Muitas vezes o Ciclo de Formação é criticado, porque em alguns casos não foi implantado na sua totalidade”, disse Kardec.
Já o conselheiro do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT), Carlos Alberto Caetano, disse que “o relatório é o resultado de um trabalho onde o Ciclo de Formação Humana veio para o centro do debate da educação de Mato Grosso. Nós precisamos ter uma política que avance e eu creio que o relatório aponta essa direção e eu acho que a grande importância desse momento hoje é de nós termos um norte pra 742 escolas da rede estadual de ensino”, disse o presidente.
Também estiveram presentes no evento o secretário-adjunto de Políticas Educacionais, Edinaldo Gomes de Sousa; a presidente do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT) Adriana Tomasoni; a presidente do Conselho Municipal de Educação de Cuiabá, Regina Lúcia Borges Araújo; a diretora da Escola Estadual Dr. Hélio Palma de Arruda, Eliane Aparecida de Melo; além de representantes de Assessorias Pedagógicas; Centro de Formação dos Profissionais de Educação de MT; Diretores de Escolas; Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e desporto da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso e demais instituições públicas de ensino.
Relatório do Ciclo de Formação Humana – O relatório apresenta reivindicação dos professores, gestores, pais e alunos que participaram efetivamente de todas as Audiências Públicas sobre a educação. O documento aponta a realidade do sistema de ensino por Ciclo de Formação Humana implantado em Mato Grosso no ensino fundamental, bem como as dificuldades e expectativas da qualidade da educação pública. 
As audiências foram realizadas nos municípios polos de Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Alta Floresta, Cuiabá, Tangará da Serra, São Félix do Araguaia e Sinop, com a participação de seus municípios adjacentes, nos anos de 2015 e 2016. Cerca de seis mil pessoas participaram.
“Ousei, ao lado de inúmeros colaboradores diretos e indiretos, pensar que, juntos, podemos revolucionar o ensino mato-grossense. Assim o ponto de partida foi a consulta, o debate e o diagnóstico da nossa realidade e fizemos isso de maneira democrática, indo a todas regiões de Mato Grosso, levando em audiências públicas, os nossos anseios, os nossos questionamentos e acima de tudo ouvindo os profissionais”, finalizou Wilson Santos.



Assembleia MT

MEC redefine composição do Fórum Nacional de Educação; entidades criticam

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) redefiniu a composição do Fórum Nacional de Educação (FNE), incluindo órgãos como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado à própria pasta, e excluindo outros, como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), representantes da sociedade civil.
Entidades ligadas à educação consideraram a medida arbitrária e inadmissível, mas o MEC diz que a alteração evita que discussões político-partidárias interfiram na política educacional do país.
A portaria com as mudanças foi publicada no último dia 28, no Diário Oficial da União. O FNE foi criado em 2010, com as atribuições de coordenar as conferências nacionais de Educação e promover a articulação das conferências com as conferências regionais, estaduais e municipais que as precederem.
Outra função é acompanhar a execução do Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014, que fixa metas para melhorar a educação até 2024. Uma das metas é investir, anualmente, pelo menos o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) em educação até 2024. Atualmente, o setor educacional recebe o equivalente a 5,3% do PIB.
Por meio de nota, 21 entidades da sociedade civil criticaram as mudanças feitas pelo MEC. “Em análise preliminar, percebe-se a intenção do governo de restringir a participação das atuais representações, excluindo entidades representativas de segmentos essenciais — como o campo, a pesquisa em educação e o ensino superior”, diz o texto.
“De forma autoritária e centralizada, toma o ministro para si a responsabilidade de “arbitrar” quem entra e quem sai do FNE, passando por cima dos regulamentos e procedimentos que dispõem sobre ingresso de entidades, sob a exclusiva avaliação do Colegiado do Pleno do FNE”, acrescenta.
Consultado, o MEC diz, também por meio de nota, que “corrigiu distorções claras" em medidas adotadas durante o governo Dilma Rousseff (2011-2016). Segundo a pasta, em portaria publicada em 2014, a gestão anterior incorporou ao FNE “representações de segmentos que já estavam representados, criando uma sobreposição, com a intenção de ampliar o número de votos nas decisões do fórum e fortalecendo o viés político-partidário”.
“A atual gestão do MEC determinou a volta da composição original do FNE e agregou representações relevantes que estavam fora”, diz a nota do ministério. O FNE  “está mantido e fortalecido, representado por diversos segmentos”, conclui a nota.
Conferência Nacional de Educação
Alguns dias antes de alterar a composição no FNE, o MEC publicou uma portaria redefinindo a convocação da 3ª Conferência Nacional de Educação (Conae).  Pela nova portaria, a Conae, que seria realizada no primeiro semestre, portanto, antes das eleições, poderá ser adiada.
“As medidas não foram discutidas com o conjunto das entidades do FNE, nem tampouco com o coordenador do FNE, conforme estabelecem as normatizações em vigor e a cultura anterior recente de relacionamento respeitoso com as entidades nacionais representativas do setor educacional”, dizem as entidades que criticam a decisão do MEC.
A atual coordenação do FNE acionou a Procuradoria Federal dos Direitos ao Cidadão do Ministério Público Federal.
“Convém ressaltar nosso desapontamento adicional já que, para a mesma data em que o decreto é firmado (26/04/2017), havia previsão de reunião entre a Secretaria Executiva do MEC e membros do FNE, agendada com bastante antecedência, conforme a conveniência da própria Secretaria do MEC. Seria uma reunião, fundamental, para tratar de encaminhamentos relativos à Conae, que foi abruptamente cancelada sem maiores esclarecimentos e informações aos interessados, tampouco proposta outra alternativa que respeitasse a deliberação do coletivo do FNE em reunião de 29 do mês passado”, diz o FNE no relato ao órgão.
“Com uma ação desse tipo de parte do Poder Público, unilateral, nada dialogada, sem perspectiva de futuro, também Estados, Distrito Federal e municípios ficarão inseguros acerca do planejamento e realização da Conae, prejudicando processos de participação e avaliação, previstos em lei”, acrescenta o Fórum.
O MEC diz que a atual gestão alterou um decreto publicado em 9 de maio de 2016, “às vésperas do afastamento da então presidente Dilma Rousseff, que determinava que a Conae 2018 fosse realizada no primeiro semestre daquele ano, em uma clara intenção de criar uma mobilização com vistas à eleição de 2018”.
De acordo com o ministério, o calendário também criava dificuldades para estados e municípios que, de acordo com a Lei 13.005 de junho de 2014, precisariam realizar conferências locais antes da nacional. “O MEC, então, decidiu ampliar o prazo para até o fim de 2018. Com isso, será possível que municípios e estados cumpram suas conferências a tempo e, também, que a Conae 2018 seja realizada com maior planejamento e sem interferência político-partidária.”
Edição: Kleber Sampaio

agenciabrasil

quinta-feira, 4 de maio de 2017

MT: Arena construída para a Copa recebe o primeiro estádio-escola do Brasil ​


O governador Pedro Taques e o secretário de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, inauguraram nesta quinta-feira (04.05) a Escola Estadual Governador José Fragelli, na Arena Pantanal. O primeiro estádio-escola do Brasil contará com ensino em Tempo Integral e capacidade inicial para atender 315 alunos.
A Arena da Educação alia o ensino regular à prática esportiva. A escola conta com estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio e foi instalada no 2º andar, do setor Leste da Arena Pantanal.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do atleta olímpico Vicente Lenilson, do judoca mato-grossense e campeão pan-americano David Moura, e da campeã mundial de jiu jitsu, Luzia Fernandes.
Durante a cerimônia de inauguração, o governador Pedro Taques ressaltou a importância do projeto, que resignifica a utilização da Arena Pantanal, construída para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.
“É uma iniciativa inédita no Brasil e no mundo. Não estamos construindo uma escola de R$ 600 milhões, mas sim dando utilidade, uma ótima utilidade, ao complexo da Arena Pantanal”.
O governador Pedro Taques afirmou que a criação da escola trará mais esperança para garotos e garotas que contam com o sonho de se tornarem atletas.
“Se você desistir do seu sonho, você não conseguirá atingi-lo, portanto, se você não puder voar, corra, se não puder correr, ande, se não puder andar, rasteje, se não puder rastejar, grite, mas jamais desistam do sonho de vocês. Imaginem-se ouvindo o hino nacional, representando o Brasil em grandes competições, o sonho é de vocês, estamos apenas ajudando vocês nessa travessia”, afirmou.
O secretário Marco Marrafon afirmou que o projeto já está transformando a vida de 315 alunos e também dos professores que estão atuando na escola. “É um projeto muito audacioso, e com muita inteligência e sofisticação fez com que o estado de Mato Grosso ganhasse uma escola com um investimento de menos de R$ 20 mil. Com pouquíssimo recurso empregado conseguiremos transformar a vida desses jovens”.
Segundo o secretário, a expectativa é de que a capacidade da escola suba para, ao menos, 500 alunos nos próximos anos, quando a unidade receberá turmas do 2º e 3º anos do ensino médio.
A Arena da Educação é uma iniciativa que servirá como base para projetos semelhantes no interior do Estado. Ela também integra o programa esportes nas escolas, por meio de escolinhas, entre outras iniciativas.  “Estamos estudando a criação de pelo menos cinco outras ‘areninhas da educação’, ou seja pequenos centros desportivos que transformaremos em escola, no interior do Estado”, afirmou.
O secretário-adjunto de Esporte e Lazer, Leonardo de Oliveira, lembrou que não há prejuízo algum à utilização normal da Arena, pois todas as salas de aula podem ser revertidas em camarotes para grandes eventos. “A Arena conta com 97 camarotes, por enquanto só estamos usando 12 e de uma maneira que todos podem ser revertidos sem nenhum custo adicional, e quase que imediatamente”.
Arena da Educação
As salas de aula foram montadas dentro dos espaços que antes serviam como camarotes. Mesas, cadeiras, quadros e equipamentos eletrônicos foram instalados para acomodar os estudantes e professores durante as aulas. Além das salas, a escola conta ainda com biblioteca, sala de informática e refeitório.
Na Arena da Educação os alunos recebem alimentação balanceada, com o acompanhamento de nutricionistas. Após o turno das aulas regulares, eles seguem para a grade diversificada, voltada às atividades esportivas, informática e projeto de vida. Para o Ensino Fundamental são ofertadas práticas de basquete, atletismo, skate, tênis de mesa e xadrez; para o Ensino Médio haverá o futsal e, para ambos os níveis, luta olímpica, judô, natação e vôlei de praia.
O projeto “Arena da Educação”, em Cuiabá, faz parte do Pró-Escolas, o maior programa de ações e investimentos da história da educação do Estado de Mato Grosso. A Arena da Educação é a primeira escola vocacionada do estado.
Docentes da Arena da Educação











Inscrições para o Enem começam na próxima segunda-feira, dia 8

Candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2017 devem ficar atentos ao período de inscrição, que começa no próximo dia 8, segunda-feira, e vai até 19 de maio, sexta. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), por meio do link Página do Participante.
A taxa é R$ 82 e pode ser paga até o dia 24 de maio em qualquer agência bancária, em lotéricas ou nos Correios. A presidente do Inep, Maria Inês Fini, lembra que podem pleitear gratuidade os concluintes de escola pública no ensino médio, os já declarados no CadÚnico e os que se enquadram nas exigências da Lei nº 12.799 (que dispõe sobre a isenção em processos seletivos a instituições federais de ensino superior).
“Em breve teremos o hotsite Enem 2017, com o cronograma, resposta a dúvidas frequentes e tudo o que o aluno precisa saber para fazer o exame com tranquilidade e segurança”, esclareceu a presidente do Inep. “Também teremos um aplicativo e o cartão de confirmação da inscrição, no qual serão depositados o cronograma, os gabaritos, resultados, alguns alertas e outras funcionalidades”.
O cartão estará disponível para consulta e impressão na página eletrônica do Enem.
Assessoria de Comunicação Social

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Professora de MT integra projeto internacional de astronomia

A Professora Silvana (à direita) em visita na NASA com um astronauta e sua ex-aluna Maria Gislanny
P
P
A professora da rede estadual Silvana Copceski, de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá), poderá ser a primeira educadora mato-grossense a integrar um projeto de buscas por asteroides, desenvolvido pelo matemático e astrônomo Patrick Miller, da Universidade de Hardin-Simmons, no Texas (EUA). Silvana já é conhecida pelo seu trabalho no Missão X, projeto da Nasa que estimula os estudantes a manter uma vida saudável e de pesquisas.

O convite para integrar o treinamento de professores veio do próprio Patrick. "Eu o conheci em uma viagem para os Estados Unidos, onde ele conheceu o trabalho que desenvolvia aqui junto ao Missão X. Foi aí que nos aproximamos e o convite acabou acontecendo. Outros professores vão participar desse treinamento, que ainda não tem data para acontecer", destacou.A professora da rede estadual Silvana Copceski, de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá), poderá ser a primeira educadora mato-grossense a integrar um projeto de buscas por asteroides, desenvolvido pelo matemático e astrônomo Patrick Miller, da Universidade de Hardin-Simmons, no Texas (EUA). Silvana já é conhecida pelo seu trabalho no Missão X, projeto da Nasa que estimula os estudantes a manter uma vida saudável e de pesquisas.
A expectativa da professora é de integrar o treinamento e colocar em prática as atividades dentro das escolas em que ela atua. Além disso, ela poderá capacitar outros professores para desenvolver as atividades de busca por asteroides. "Para essa atividade a gente só precisa de um computador com internet".
É por meio de uma conexão online que Silvana assiste todas às terças e quintas-feiras as aulas do professor Patrick, direto da Universidade de Hardin-Simmons. Além de cuidar do Missão X, Silvana ministra aulas de matemática na rede estadual.
O Missão X é um projeto da Nasa que visa a fomentar a pesquisa entre os estudantes e a prática de bons hábitos de vida. "Em um dos casos, eles pesquisam sobre a vida dos astronautas. Para ser um deles, é preciso ter uma alimentação saudável, então os alunos colocam em prática tudo que vem sendo pesquisado e debatido dentro do projeto", contou.
No começo de abril, Silvana participou do 10º Congresso Internacional de Astronomia e Astronáutica, onde foi incentivada por Patrick a palestrar sobre o Missão X. "Foi muito gratificante. Tinha participantes do mundo todo e pude mostrar o trabalho que estamos desenvolvendo nas escolas. Quando a apresentação foi finalizada, recebi muitos feedbacks", disse.
A professora acrescenta que a expectativa agora é de integrar o treinamento do professor Patrick, que também é diretor e fundador da Campanha Internacional de Buscas de Asteroides (IASC, em inglês). Por sua atuação junto aos projetos da Nasa, Silvana chegou a ganhar dois meteoritos.
"O professor Patrick me deu os meteoritos para eu mostrar para os alunos com quem trabalho. Eu tenho dois pedaços do céu que posso colocar na mão dos meus alunos", finalizou.
Os meteoritos se originam da órbita de Marte e Júpiter. Segundo Silvana, eles estavam presos em um objeto do tamanho da lua. O meteorito de metal vem do núcleo desse objeto e, o outro, de perto da superfície. 
Yuri Ramires
Assessoria/Seduc-MT

Governo convoca a 3ª CONAE

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

O governo publicou novo decreto convocando a 3ª Conferência Nacional de Educação (Conae) no Diário Oficial da União.

A Conferência deverá reunir diversos setores da educação. Serão realizadas etapas municipais e estaduais antes da etapa nacional. A última conferência de educação foi realizada em 2014. O tema da próxima conferência será A Consolidação do Sistema Nacional de Educação e o Plano Nacional de Educação: monitoramento, avaliação e proposição de políticas para a garantia do direito à educação de qualidade social, pública, gratuita e laica.
O decreto publicado hoje também define que a supervisão e a orientação das atividades para a realização da Conae ficarão a cargo da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação. A coordenação, bem como a elaboração do regulamento geral da conferência, será feita pelo Fórum Nacional de Educação (FNE), que reúne MEC, entidades civis e representações dos estados e municípios.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O que professores brasileiros pensam sobre reprovação

Estudo aponta que quanto mais os docentes conhecem os efeitos da repetência, menos eles tendem a concordar com a prática


por Marina Lopes

Nas últimas décadas, diversos estudos buscaram compreender os efeitos da reprovação no percurso escolar de um aluno. O assunto, no entanto, ainda divide opiniões de educadores brasileiros. Enquanto 13% dos professores são contrários a essa prática e 9,4% dizem ser a favor da retenção, outros 78% dos docentes adotam uma postura intermediária – eles concordam ou discordam parcialmente da medida.
Os dados fazem parte da pesquisa “Crenças de professores sobre reprovação escolar”, divulgada pelo Cenpec (Centro de Pesquisas e Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Com a intenção de analisar as principais crenças sobre os efeitos dessa prática na educação básica, o levantamento considerou as respostas de mais de 5 mil docentes, espalhados por todas as regiões do país.
Leia matéria completa: PORVIR

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Universidades públicas podem cobrar por curso de especialização

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em sessão extraordinária na manhã desta quarta-feira (26), a possibilidade de as universidades públicas cobrarem por cursos de especialização. Por maioria de votos, os ministros deram provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 597854, com repercussão geral reconhecida.
Na ação, a Universidade Federal de Goiás questionava acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que considerou inconstitucional a cobrança de mensalidade pela frequência de um curso de pós-graduação lato sensu em Direito Constitucional, tendo em vista a garantia constitucional de gratuidade de ensino público, prevista no artigo 206, inciso IV, da Constituição Federal (CF).
A tese aprovada pelo Plenário aponta que “a garantia constitucional da gratuidade de ensino não obsta a cobrança, por universidades públicas, de mensalidades em cursos de especialização”. O relator do recurso, ministro Edson Fachin, apontou que, na CF, há diferenciação entre ensino, pesquisa e extensão e a previsão de um percentual da receita das unidades da federação para a manutenção e desenvolvimento do ensino público.
No entanto, afirmou que o artigo 213 da CF autoriza as universidades a captarem recursos privados para pesquisa e extensão. “É impossível afirmar a partir de leitura estrita da Constituição Federal que as atividades de pós-graduação são abrangidas pelo conceito de manutenção e desenvolvimento do ensino, parâmetro para destinação com exclusividade dos recursos públicos”, sustentou.
Remuneração
O ministro Edson Fachin ressaltou que, caso o curso de pós-graduação na universidade pública esteja relacionado à manutenção e desenvolvimento do ensino, o princípio da gratuidade deverá obrigatoriamente ser observado. Segundo ele, ao legislador é possível descrever as atividades que, por não se relacionarem com o desenvolvimento da educação, não dependem exclusivamente de recursos públicos, sendo lícito, portanto, que as universidades recebam remuneração pelo serviço.
De acordo com o relator, a Lei 9.394/1996 estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional. “É possível depreender pela lei que os cursos de pós-graduação se destinam à preparação do exercício do magistério superior, por isso são indispensáveis para manutenção e desenvolvimento das instituições de ensino. No entanto, apenas esses cursos é que são financiados pelo poder público”, frisou.
Para o ministro Edson Fachin, é possível às universidades, no âmbito da sua autonomia didático-científica, regulamentar, em harmonia com a legislação, as atividades destinadas, preponderantemente, à extensão universitária, sendo possível, nessas condições, a instituição de tarifa.
“Nem todas as atividades potencialmente desempenhas pelas universidades se referem exclusivamente ao ensino. A função desempenhada por elas é muito mais ampla do que as formas pelas quais obtêm financiamento. Assim, o princípio da gratuidade não as obriga a perceber exclusivamente recursos públicos para atender sua missão institucional. O princípio, porém, exige que, para todas as tarefas necessárias para a plena inclusão social e o direito fundamental à educação, haja recursos públicos disponíveis para os estabelecimentos oficiais”, assinalou.
Divergência
Único a divergir do voto do relator, o ministro Marco Aurélio afirmou que o STF não pode legislar ao estabelecer distinção entre as esferas e os graus de ensino que a Constituição Federal não prevê. Destacou ainda que o inciso IV do artigo 206 da CF garante a gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais e que, em sua avaliação, isso é um princípio inafastável.
A seu ver, as universidades oficiais são públicas e não híbridas e a Constituição estabelece a igualdade de condições de acesso e permanência na escola. “Onde o texto não distingue, não cabe ao intérprete distinguir”, disse. Nesse sentido, o ministro votou pelo desprovimento do RE.
RP,AR/CR

STF

Inclusão: Professora de MT sugere e consegue alteração na LDB

Dois projetos relativos a interesses de pessoas com deficiência foram aprovados nesta terça-feira (25) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Um deles é o PLS 311/2016, do senador Wellington Fagundes (PR-MT), que flexibiliza a exigência de frequência para alunos com necessidades especiais ou com transtornos globais do desenvolvimento.
A proposta - que agora segue para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para análise no Plenário - altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para permitir que as escolas dos níveis fundamental e médio tenham autonomia para considerar as necessidades específicas de cada aluno antes de reprová-lo por frequência.
Professora Léia

Segundo Wellington Fagundes, a ideia partiu da sugestão de uma professora no Mato Grosso, que viu uma aluna com deficiência ter problemas para ser aprovada, apesar de ter rendimento satisfatório em todas as disciplinas. 
(Nota do Blog: trata-se da Professora Jansiléia Francisca Nogueira, da Escola Estadual Profª. Ana Tereza Albernaz - Chapada dos Guimarães)
A relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), foi favorável à iniciativa. Ela lembrou que cada caso deve ser levado em consideração e lembrou não ser justo, por exemplo, que  um estudante com deficiência de locomoção tome falta por ter chegado atrasado na aula.
— Da escola segregacionista do passado caminhamos para escola inclusiva. Deve-se levar em consideração cada caso. Não é razoável que seja aplicada a  estes estudante especial a mesma regra de frequência da regra geral - afirmou, antes de ressaltar que projeto não libera o aluno das aulas presenciais.

Programas educacionais

Outra alteração na Lei de Diretrizes e Bases foio aprovada pela CE nesta terça-feira. Trata-se do PLS 208/2016, do senador Romário (PSB-RJ), obriga os sistemas de ensino a desenvolver programas e projetos de atendimento educacional de jovens e adultos com deficiência.
Pelo texto, as famílias deverão atuar como parceiras das iniciativas, que devem ser articuladas entre órgãos e políticas públicas de saúde, assistência social e direitos humanos. Cada sistema de ensino será responsável por desenvolver o programa para efetivar o atendimento previsto.
Para Romário, a quantidade de reclamações que ele recebe vindas de pessoas não atendidas nos direitos à educação inclusiva mostra que apesar de tantas previsões legais, o Poder Público ainda é incapaz de criar as condições para que a educação de fato atenda pessoas com necessidades especiais.
O relator Paulo Paim (PT-RS) apresentou apenas duas emendas de redação. O projeto foi aprovado de forma terminativa e segue para a Câmara, se não houver recurso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

senado

Cuiabá: Cotrim é anunciado na Educação e professora comandará Gestão

Foto: Mídia News
THAIZA ASSUNÇÃO 
DA REDAÇÃO

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) remanejou o empresário Rafael Oliveira Cotrim Dias para comandar a secretaria municipal de Educação.

O anúncio foi feito por Emanuel nesta quarta-feira (26), em postagem na sua página do Facebook.

Cotrim, que era secretário de Gestão, já respondia interinamente pela pasta desde a saída da professora Mabel Strobel, exonerada do cargo no dia 31 de março.

Já para a Secretaria de Gestão, Emanuel nomeou a professora e gestora pública governamental Ozenira Félix Soares. Conforme o prefeito, ela colabora com o governo desde antes da posse, como coordenadora da equipe de transição e agora "vem para me ajudar a imprimir a marca da humanização na gestão e na capacitação dos servidores para melhorar atender o cidadão".

Na publicação, o prefeito disse que os ajustes são necessários e naturais em qualquer administração.

“Sempre com objetivo de obter o melhor rendimento de cada talento individual em favor do resultado do conjunto, com foco na eficiência, na qualidade, na inclusão e na humanização dos serviços públicos que prestamos aos nossos cidadãos”, afirmou.

Emanuel ainda elogiou o trabalho feito por Cotrim na Secretaria de Gestão.

“Um nome que eu trouxe da iniciativa privada, onde sempre foi bem sucedido, para colaborar no setor público com sua experiência em como melhor aproveitar os recursos humanos, financeiros e tecnológicos disponíveis. Vem fazendo um excelente trabalho na Gestão, mas agora vai se dedicar com exclusividade ao desafio de melhorar os indicadores de qualidade da Educação”, disse.

Resultados da ANA serão divulgados em maio

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prepara a divulgação dos resultados preliminares da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) 2016 para a segunda quinzena de maio. Quinze dias depois dessa divulgação começa o período para a interposição de recursos. A divulgação dos resultados finais será em agosto.
Terão os resultados divulgados todas as escolas com no mínimo 10 estudantes matriculados no momento da avaliação e que tiveram taxa de participação de 80% dos estudantes matriculados no terceiro ano, de acordo com os dados do Censo Escolar 2016. As escolas devem manter seus cadastros atualizados para receber os resultados.
A ANA, um dos instrumentos do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), avalia os níveis de alfabetização e letramento em língua portuguesa, a alfabetização em matemática e as condições de oferta do ciclo de alfabetização das redes públicas. Passam pela avaliação todos os estudantes do terceiro ano do ensino fundamental matriculados nas escolas públicas no ano da aplicação da avaliação. Em 2016, os testes da ANA foram aplicados para 2,5 milhões de estudantes, de 50 mil escolas e 100 mil turmas.
Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep 


MEC

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...