quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Pesquisas científicas comprovam que o hábito de ler promove o desenvolvimento do cérebro


Decifrar, compreender, generalizar, sintetizar ou até mesmo propor hipóteses são funções superiores da mente, usadas durante a leitura. Talvez por isso, pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos – Universidade de Stanford ­– e na França – Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm/Comissão de Energia Atômica e de Energias) comprovam que a leitura faz bem ao cérebro.
No Brasil, além de reconhecer a importância da prática, é celebrado o 12 de outubro como Dia Nacional da Leitura, instituído pela Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que instituiu, também, a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.
“Um jovem, uma criança que lê, amplia seu vocabulário, seu conhecimento, sua redação e escrita”, observa o ministro da Educação, Mendonça Filho. “O conhecimento abre janelas para um mundo desconhecido, que é ampliado a partir da boa leitura.”
Cérebro – De acordo com a professora e escritora Lucília do Carmo Garcez, doutora em linguística aplicada, a leitura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. “É como se fosse uma expansão do cérebro”, diz. Ela faz uma comparação com o aprendizado audiovisual, no qual a pessoa age de forma mais passiva. “Na leitura, é preciso ativar diversas camadas de reflexão para compreender.”
Escritora de livros infantis há mais de 20 anos, Lucília destaca a necessidade de uma alfabetização sólida para transformar uma pessoa em leitor. “É importante assegurar que as pessoas tenham uma alfabetização bem consolidada e, depois disso, é preciso que a sociedade valorize a leitura”, afirma.
Além do acesso aos livros, a escritora salienta a importância de as escolas contarem com bibliotecas e de as crianças frequentarem esses espaços. Outras atividades, como feiras de livros e debates com escritores, são citadas. “É preciso que as crianças vejam os leitores lendo e que sejam motivadas a procurar leituras com respostas às indagações interiores que elas têm”, destaca.
Sempre envolvida com o estímulo à leitura, Lucília também visita escolas e conversa com as crianças sobre os mais diversos temas, dentre eles, as temáticas de seus livros. Dentre suas últimas publicações está Tonho e os Dragões, sobre um menino com leucemia. A obra foi escrita para o Hospital da Criança. Outro livro recente é Palavras Mágicas, sobre uma criança que sonha estar em um tapete mágico. Ela desce em um parque de diversões sem bilheteria. Tudo é feito por meio de palavras e boas maneiras, como por gentileza, por favor, com licença, eu gostaria e muito obrigado. A escritora faz parte do grupo Casa de Autores.
Fábulas – Com a mesma vontade, a professora Heucionéia Rocha Bassetto desenvolve projetos na Escola Estadual José dos Santos, da rede de ensino do município paulista de Jales. No ano passado, um dos projetos, Na Trilha das Autorias Misteriosas, foi selecionado entre os ganhadores do Prêmio Professores do Brasil. Este ano, o projeto Fábulas promove leitura, escrita e revisão textual.
O resultado da iniciativa foi uma coletânea de fábulas, feita pelos alunos do quarto ano do ensino fundamental e entregue para a sala de leitura para fazer parte do acervo da escola. “Para o aluno escrever um texto de qualidade ele precisa saber o porquê de escrever esse texto. Quem vai ler o texto? Onde ele vai circular? Qual gênero e qual vai ser a estrutura desse texto? Tudo isso foi trabalhado”, garante a professora.
“Esse projeto tem um propósito didático, porque neles os alunos se sentem parte do processo e do trabalho, se sentem responsáveis pelo que estão fazendo”, acrescenta Heucinéia, ao afirmar que com metas as crianças se envolvem com mais entusiasmo nos projetos.
“Dá gosto de fazer a leitura dos textos produzidos por eles. Trabalham com descrições de cenário, de personagem, marcadores temporais e até técnicas discursivas para evitar a repetição de elementos de ligação”, completa Heucinéia Rocha Bassetto, ao comentar a qualidade dos textos produzidos pelos futuros escritores.
“Ler é aprender e é ampliar as oportunidades de educação para as crianças, jovens e adultos também. Ler é uma excelente prática que deve ser cada vez mais cultivada por todos nós”, conclui o ministro.
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=40291

Brasil é 1º lugar na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica




Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil

Um grupo de estudantes brasileiros ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas da oitava edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Os brasileiros conquistaram duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. A OLAA ocorreu entre os dias 2 e 8 de outubro, na cidade de Córdoba, na Argentina. Ao todo, 41 estudantes de nove países participaram do evento.

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), João Canalle, que liderou a delegação brasileira no evento, disse que os estudantes participaram de provas teóricas e práticas de astronomia e astronáutica. Em uma delas, os conhecimentos dos alunos foram testados em um planetário.“Ele aponta para vários objetos solicitados pelo examinador, ou seja, onde está tal estrela, tal constelação, um planeta”, explicou.

Durante as provas, os estudantes também tiveram que mostrar que sabem usar os equipamentos de observação, como telescópios. “É uma olimpíada que demanda conhecimentos teóricos de física, matemática, astronomia e elementos de astronáutica, mas também a parte prática é muito importante”, disse Canalle.

Os estudantes da equipe brasileira foram selecionados durante a etapa nacional da olimpíada, que é um requisito para os países terem representantes na competição internacional. “É uma forma de induzir a criação de olimpíadas nacionais. É uma forma de você difundir, popularizar, a astronomia e a astronáutica. É o que fazemos no Brasil há 19 anos. Somos o país que tem a mais longa experiência, tradição em olimpíadas de conhecimento de astronáutica”.

Experiência

Mateus Siqueira foi um dos brasileiros na competição latino-americana. Aos 16 anos, o estudante está no terceiro ano do ensino médio em Mogi das Cruzes (SP) e foi o ganhador de uma das medalhas de ouro da equipe. O interesse de Mateus pelo tema veio das conversas com o pai. “Ele é engenheiro mecânico, mas gosta bastante da área e sempre falou bastante comigo sobre isso desde criança”, contou.

No ano passado, Mateus foi chamado para participar das seletivas nacionais e chegou à OLAA. Para ele, a experiência de participar do evento foi além dos conhecimentos testados durante as provas. “Teve bastante intercâmbio cultural. São nove países. A gente aprendeu espanhol, economia. No geral, a parte de integração foi muito legal, então a gente teve bastante oportunidade de conhecer as pessoas de outros países.”

Além do intercâmbio cultural e da medalha que trouxe na mala, a participação de Mateus na OLAA teve outro resultado importante: vai influenciar sua escolha profissional. “Estou pensando em cursar engenharia espacial. A olimpíada me ajudou até a decidir qual a carreira vou seguir.”

Em 2017, a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica será realizada no Chile. Para se inscrever na etapa brasileira, as escolas interessadas devem acessar o site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Os estudantes devem estar cursando o ensino fundamental ou médio em escolas públicas ou particulares de qualquer estado.

Edição: Luana Lourenço

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-10/brasil-e-o-1o-lugar-na-olimpiada-latino-americana-de-astronomia-e

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ensino Médio: Mato Grosso poderá ter mais 24 escolas públicas em tempo integral

Novo programa do MEC amplia a jornada escolar de 800 para 1,4 mil horas por ano e destinará 257,4 mil vagas a 572 escolas públicas (arte: ACS/MEC)

O Ministério da Educação, por meio de portaria publicada nesta terça-feira, 11, instituiu o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral, criado pela Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro último, que estabelece a reforma do ensino médio no país.

De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, o programa, que amplia a jornada escolar de 800 para 1,4 mil horas por ano e transfere recursos para as secretarias estaduais de Educação, destinará 257,4 mil vagas a 572 escolas públicas, em todas as unidades de Federação, como exposto na tabela. “O governo federal repassará às redes de ensino, para cada vaga de ensino médio integral, R$ 2 mil por ano” disse o ministro. “Com a iniciativa, o MEC dá andamento a ações compartilhadas com estados e Distrito Federal para universalizar o acesso e a permanência de todos os adolescentes de 15 a 17 anos nessa etapa da educação básica.”


Para aderir ao programa, as secretarias Estaduais de educação precisam atender ao número mínimo de 2,8 mil alunos e apresentar projeto pedagógico, a ser avaliado pelo MEC. Caso alguma unidade federativa opte por não aderir ao programa, haja sobra de vagas e outras queiram pedir mais vagas, terão prioridade aquelas com o menor índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) no ensino médio. As escolas em tempo integral devem estar implementadas até o fim do primeiro semestre de 2017.

A carga horária estabelecida na proposta curricular das proponentes deve ser de no mínimo 2.250 minutos semanais, com um mínimo de 300 minutos de aulas de língua portuguesa, 300 de matemática e 500 destinados a atividades da parte flexível do currículo.

Na Portaria do MEC nº 1.145/2016, publicada nesta terça-feira, 11, no Diário Oficial da União, também estão estabelecidos os critérios de avaliação e monitoramento a serem adotados nas escolas, as recomendações para a infraestrutura necessária àquelas que pretendem aderir ao programa e o perfil recomendado para a equipe de implantação.

Assessoria de Comunicação Social 

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=40251

Juventudes, educação e história





Maria Alice Setubal

Na semana passada, com a publicação dos resultados do Enem e do Censo do Ensino Superior, a educação esteve no centro das reportagens da mídia e da discussão na sociedade.

Parece que o consenso de que educação é uma prioridade faz com que os diferentes setores da sociedade busquem informações sobre o significado da proposta de reforma do Ensino Médio, assim como as consequências dos resultados publicados.
Novamente, notamos os baixos índices das escolas públicas no Enem – a exceção está nas escolas federais e as técnicas. Mesmo olhando para o conjunto das escolas privadas, as notas não são boas. Com relação ao Ensino Superior, em 2015 tivemos uma queda dos alunos de 2% nas universidades públicas e de 6% nas privadas, consequência nessas últimas de uma diminuição significativa no Fies e da crise econômica, que fez com que muitos alunos não conseguissem mais arcar com as mensalidades.
Assim, é claro para nós que os jovens devem ser importantes atores de todo esse debate que está mobilizando a sociedade, pois são as pessoas envolvidas diretamente nestes problemas.

No momento em que o Congresso discute a PEC 241 (que pretende instituir um teto de gastos em todas as áreas do governo por vinte anos para tentar equilibrar as contas públicas), precisamos ter em mente a importância da luta pelos recursos da educação, para alcançarmos uma educação de qualidade para todos.

A questão da juventude está posta em um mundo que entrelaça diferentes dimensões de violência relativas às drogas, ao tráfico, aos homicídios de jovens negros, à violência contra as mulheres e grupos LGBT. A escola é fundamental neste momento, pois consiste em um dos mais importantes espaços para essa juventude se qualificar para a participação na sociedade civil e no mercado de trabalho.

Os protestos que se iniciaram em 2013 colocaram os jovens nas ruas. Juntos, eles clamaram por mais educação e equidade. Esse movimento também abriu mais espaço para a voz das periferias, que têm nos saraus, no hip hop e no funk muitas das suas manifestações artísticas, concretizadas em coletivos que se espalham pelas cidades.

Um pouquinho de história nos mostra que esses movimentos de hoje têm sua origem no passado e atualmente, com um contingente muito maior de jovens na escola, essa voz pode se expandir.
O escritor Marcelo Rubens Paiva e o músico Clemente Tadeu do Nascimento acabam de lançar o livro "Meninos em Fúria", que trata deste momento histórico e do poder dos jovens.
Um trecho afirma: "Nos anos 1960, a juventude combateu com pedras, coquetéis molotov, pichações, negou-se a se enquadrar no padrão do adulto-pai, anunciou que era proibido proibir.  Parte dela pegou em armas. Nos anos 1980, outra juventude viu que a luta armada que acabou no terrorismo não dava em nada. O futuro não tinha solução. O desencanto virou cultura. O rock uma arma. Desprezávamos a fama e o consumo. Hoje soa esquisito. Acredite, existiu uma época em que criticávamos a fama, o culto à personalidade, o consumo excessivo que, para nós, trazia à tona as mazelas e as injustiças sociais do capitalismo. "

Em outro trecho, os autores concluem que:

"O ideal punk parecia impossível, mas não era. O punk rendeu frutos, criou um novo mundo. A internet é inspirada no ideal punk, foi criada pela geração que viveu aquela época, dançou e ouviu o punk. Danem-se as corporações: do it yourself. Continua contra o sistema. Inovações que fariam gravadoras, deram nova organicidade ao mercado... O ideal punk 'você pode ter sua própria banda' se expandiu para 'você pode ter sua própria emissora de rádio, editora, ser um canal de notícia, ser fotógrafo, ter sua revista própria'".

A evolução desses movimentos, que vão se transformando e expandindo para um número maior de territórios e impactando mais pessoas, tem na educação uma importante base de sustentação e qualificação.

Neste momento, o Brasil busca alternativas para retomar seu desenvolvimento. Mas a história das nações mostra que nenhum país alcançou índices adequados de desenvolvimento sem que sua população tivesse índices adequados de escolaridade.
Nossos jovens precisam com urgência de boa educação -- apenas 17% dos jovens com entre 18 e 24 anos estão cursando o Ensino Superior, índice mais baixo que na maioria dos países latino-americanos.
Mudar esse cenário para que seja possível a construção de um país justo e sustentável exige o enfrentamento dos baixos resultados das avaliações. Para isso, precisamos de políticas públicas de longo prazo que tenham no seu centro a concepção de equidade.

MARIA ALICE SETUBAL

Maria Alice Setubal, a Neca Setubal, é socióloga e educadora. Doutora em psicologia da educação, preside os conselhos do Cenpec e da Fundação Tide Setubal e pesquisa educação, desigualdades e territórios vulneráveis.

O que eu preciso saber sobre a reforma do ensino médio?




























Priscila Cruz
Priscila Cruz

Nos últimos anos, poucas vezes a gente viu uma mudança gerar tanta repercussão na educação quanto a reforma do ensino médio divulgada no fim do mês passado pelo governo federal. A notícia gerou bastante burburinho entre professores, políticos, especialistas, alunos e pais, deixando muita gente confusa sobre os detalhes e impactos da proposta. Juntamente com a divulgação dos dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), todo o debate que se formou em torno dessa etapa de ensino não deve ficar só nos sites, jornais e redes sociais. Ele deve estar dentro das escolas e das casas de família.
Para tentar clarear um pouco as ideias, eu trouxe aqui alguns pontos que considero importantes sobre esse assunto. Vamos lá!

- O Ensino Médio precisava de mudança?

Sim, há bastante tempo, inclusive. Os dados mais recentes mostram que a situação é crítica. A taxa de reprovação, por exemplo, é de 12,1% (sendo 13,1% na rede pública). Além disso, 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos (17% do total da população) estão fora da escola. Os índices de avaliação nacional mostram que a etapa está estagnada desde 2011, apesar de os investimentos por alunos terem dobrado nos últimos dez anos. Um exemplo bastante grave ilustra essa situação: somente 9% dos jovens saem do ensino médio com conhecimento mínimo em matemática.

- Por que há tantas criticas à reforma?

Principalmente pelo fato de o governo ter optado por fazer as mudanças por meio de uma medida provisória, que é considerada uma decisão autoritária por muitos especialistas, uma vez que dispara uma mudança profunda na oferta do ensino médio no Brasil. Acho que a mudança não deveria ter sido realizada dessa maneira por duas razões. A primeira é que existe um projeto de lei (6.840/2013) sobre o assunto, que está pronto para ser votado na Câmara (ainda que no Senado a tramitação possa demorar anos). A segunda é que a proposta está atrelada à BNCC (Base Nacional Curricular Comum), que ainda não está pronta –a previsão é para 2017. Então por que correr agora?
Além disso, a reforma também atraiu críticas pelo seu nome. Reforma é um termo ambicioso e amplo. Então muitos começaram a questionar: e as ações relativas aos professores? Existe algum projeto para melhorar o Ensino Fundamental? Alguma proposta para garantir a infraestrutura das escolas?  Ações para reduzir a desigualdade educacional? Talvez se a proposta tivesse o nome de "plano de indução de melhoras no Ensino Médio" ou algo similar, tudo teria sido muito mais tranquilo. "Indução" porque quem vai colocar o plano em prática são os estados, e não a União.
Isso tudo sem falar nas falhas terríveis de divulgação e comunicação, que abriram margem para interpretações e especulações de toda ordem – inclusive no programa do Faustão!

- Quais as principais alterações que a proposta faz, afinal?

A ampliação do tempo que o aluno passa na escola é uma das principais alterações. Haverá um aumento progressivo das atuais 800 horas letivas para 1.400 horas, o que deixa a jornada escolar diária com 7 horas. Com isso, o governo pretende atender à meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de aumentar para 50% o total de escolas de Ensino Médio com tempo integral até 2024.
Além disso, a "reforma" estimula a diversificação da oferta de itinerários formativos pelos estados. Digo que estimula porque quem oferta são as redes estaduais, e essa diversificação já seria possível e não se torna obrigatória com a "reforma".
Com a flexibilização do currículo proposta, os alunos terão 1.200 horas para disciplinas escolhidas por eles na sua área de interesse, entre cinco possíveis: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica profissional. Disciplinas como língua portuguesa, matemática e inglês continuam sendo obrigatórias nos três anos da etapa. O MEC afirma que não haverá corte de nenhuma disciplina, e que a grade será definida pela BNCC.
Veja aqui a MP na íntegra.

- O que eu, como pai, posso fazer?

Por ora, é importante acompanhar o caminho da MP. O texto já recebeu emendas na Câmara. As audiências devem ocorrer nas próximas semanas – tudo dentro de um prazo de cinquenta dias. O Supremo Tribunal Federal também pediu esclarecimentos ao governo. Fique atento e, principalmente, converse com seu filho sobre o que ele pensa e espera da escola. Quais são as suas críticas? O que poderia melhorar? Ele se informou sobre a reformulação? Qual dessas cinco áreas ele escolheria para a sua formação?
Traga esse assunto para dentro de casa. Conversar sobre educação é uma excelente forma de se engajar pela melhora do ensino.

PRISCILA CRUZ

Priscila Cruz é fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. Graduada em Administração (FGV) e Direito (USP), mestre em Administração Pública (Harvard Kennedy School), foi coordenadora do ano do voluntariado no Brasil e do Instituto Faça Parte, que ajudou a fundar.

http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/10/05/o-que-eu-preciso-saber-sobre-a-reforma-do-ensino-medio.htm

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Secretaria inicia processo eleitoral para gestores das unidades educacionais

A Secretaria Municipal de Educação iniciou esta semana o processo para eleição geral para a escolha de diretor e coordenador pedagógico das unidades educacionais da rede municipal de Cuiabá (escolas, creches e centros municipais de educação infantis - Cmeis). O ato inclui também processo seletivo para escolha de secretários para as escolas e CMEIs. 
As inscrições para os candidatos serão realizadas  nos dias 10 e 11, das 8h às 11h e das 14h às 18h, na sede da Secretaria Municipal de Educação. A relação das inscrições deferidas será divulgada no dia 14 de outubro, no mural da Secretaria Municipal de Educação.

Para pleitear a função de diretor, coordenador ou secretário o profissional da educação deve seguir alguns critérios.
CONSULTE A LEGISLAÇÃO CONSTANTE DA BIBLIOGRAFIA AQUI
Para a vaga de diretor ou coordenador, o candidato deve ocupar cargo efetivo ou estável do quadro de profissionais da rede municipal de educação e ter no mínimo dois anos de efetivo exercício ininterruptos na unidade educacional que pretende atuar. No caso de diretor, o candidato deve ser habilitado em licenciatura plena e o coordenador ser habilitado em licenciatura plena em Pedagogia.
Para o cargo de secretário o candidato deverá ocupar cargo de técnico de administração escolar; ser efetivo ou estável na rede municipal de educação; e ter formação em ensino médio.
Conforme explica a secretária municipal de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, as eleições para diretor e coordenador serão divididas em quatro etapas: Ciclo de Estudo, Avaliação de Conhecimento, Proposta de Trabalho e Eleição. Para secretário, a eleição será divida em duas etapas, Ciclo de Estudo e Avaliação de Conhecimento.  
Toda a organização das estapas dese processo será de responsabilidade de uma comissão, constituída por representantes da Secretaria Municipal de Educação, Conselho Municipal de Educação e Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep – subsede Cuiabá). 
O ciclo de estudos será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro na escola municipal Maria Dimpina, das 18h às 21h30. Será de forma presencial e não presencial. Serão considerados aptos os candidatos que obtiverem 100% de frequência na formação presencial e na execução das atividades de formação não presencial, estabelecidas pela comissão. 
A avaliação de conhecimento será constituída de prova escrita com questões objetivas e subjetivas e será realizada no dia 24 de outubro às 14 horas, na Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (Feics). A divulgação dos resultados da avaliação de conhecimento será no dia 1º de novembro.
A eleição para diretor e coordenador pedagógico será no dia 25 de novembro, nas unidades educacionais. Nas escolas será das 7h às 17h (nas escolas com dois turnos) e das 7h às 20h (escolas com três turnos). Nas unidades de creches e Cmeis será das 6h30 às 18h. O resultado da eleição será divulgado no dia 09 de dezembro.
Terão o direito a voto para diretor os profissionais efetivos e contratados; alunos a partir dos 12 anos de idade, regularmente matriculados e com frequência comprovada; pai, mãe ou responsável legal dos alunos menores de 16 anos de idade.
O coordenador pedagógico das unidades educacionais será eleito pelos profissionais da educação em efetivo exercício na unidade. Nas escolas, os conselheiros titulares também terão direito a voto para coordenador pedagógico. 
“É importante que toda a comunidade escolar participe desse processo, pois ela tem o papel fundamental para o exercício da gestão democrática na escola”, destacou a secretária.
A posse dos diretores, coordenadores e secretários será no dia 16 de dezembro, às 20 horas, no Hotel Fazenda Mato Grosso. 


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Após viagem à NASA, estudante de Mato Grosso conta sobre a experiência

100516_Seduc_NASA-7 (Small).jpgAcostumada desde muito cedo a admirar o céu por horas a fio, deitada, muitas vezes da calçada de sua casa, a jovem Maria Gisllany Bezerra da Silva, de 18 anos, acredita estar mais perto de, enfim, se aproximar dele, a exemplo das estrelas. “Consegui o meu passaporte para o espaço”, diz convicta, com a sinceridade expressa nos olhos que brilham, ao abordar o sonho maior de sua vida: se tornar astronauta.
Recém-chegada ao Brasil após visita à NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration), possibilitada após ter sido premiada em um concurso de redação promovido pela agência espacial norte-americana e apoiada pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Seduc-MT), Maria obteve maior clareza sobre o que precisa fazer para concretizar sua grande ambição.
“Sinto que os meus horizontes se expandiram. Continuarei a aprofundar as minhas pesquisas e estudos em astronomia, pretendo me inscrever em projetos futuros da própria NASA para capacitação de astronautas e, se tudo der certo, serei uma”, enfatiza. Ela é natural do município de Serra Talhada (PE), mas se mudou com a família para Mato Grosso logo no primeiro ano de vida.


Estudante do ensino médio da Escola Estadual 13 de Maio, de Tangará da Serra, Maria, nos 10 dias em que esteve nos Estados Unidos, conversou muito com diretores da agência espacial e, sobretudo, com gente que foi ao espaço e voltou. “Contaram histórias, me incentivaram e passaram várias dicas sobre projetos da NASA para eu me inscrever e ampliar os meus conhecimentos e chances em me tornar astronauta. E é nisso em que agora irei me dedicar”, explica.
Durante a estadia nas cidades de Houston e Washington D. C., Maria também teve a oportunidade de conhecer de perto os laboratórios da agência, ônibus espaciais, espaçonaves, equipamentos de pesquisa que devem ser utilizados daqui a 10 anos (na próxima viagem do homem à Lua) e foguetes – como o Saturno V, de 100 metros de comprimento, responsável por levar os primeiros seres humanos (os norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin) ao satélite natural da Terra, em 1968.
Loucura
Além dos desafios para conseguir chamar a atenção da NASA no concurso de redação e realizar o sonho de conhecer a agência espacial, Maria teve que lidar com a desconfiança de alguns dos próprios professores e familiares, que a consideravam “louca”. Ela ainda foi vítima de violência verbal e, por vezes, física, dos colegas de sala de aula.
“Falaram que eu nunca iria conseguir chegar a lugar nenhum, que os meus sonhos não passavam de besteira. Justamente por isso eu quero agradecer, de coração, ao estado de Mato Grosso, a Seduc e a todos da equipe, que me acolheram em um momento muito difícil”, ressalta.
A estudante tomou conhecimento de que havia sido premiada pela NASA em março deste ano. Na redação, ela discorreu a respeito das vantagens da sonda Cassini em pesquisar o planeta Júpiter e enumerou os benefícios à astronomia, como consequência do referido estudo. Ela argumentou que, a partir da pesquisa, seria possível treinar a sonda para estudar planetas fora do sistema solar – os chamados exoplanetas.
Com a cabeça nas nuvens, mas com os pés no chão, Maria acredita que os sonhos existem por uma razão: para que sejam realizados. “Se você tem um sonho, seja lá qual for, e as pessoas dizem que é impossível, que é loucura, não desanime. Acredite em ti e siga em frente. Pode ser que aconteça, por exemplo, de a gente ser reprovado em uma prova. Isso não interessa, todo mundo reprova. O importante é fazer de novo e crer que na próxima vez você vai passar. É assim que deve ser. E quero, sim, levar a bandeira do Brasil para o espaço. Não irei desistir enquanto não conseguir”, dá o recado.
Sabatina
Bem humorada, Maria ainda lembra o episódio responsável por selar sua ida aos Estados Unidos. Já premiada pela NASA pela redação, faltava assegurar os recursos para a viagem. Por meio do assessor pedagógico de Tangará da Serra, foi então apresentada ao governador Pedro Taques, para falar do projeto.
“Durante quase uma hora ficamos conversando sobre física e astronomia. Ele perguntou a mim o que era o tempo, de qual parte da física quântica eu gosto mais, pediu-me para explicar as leis de Copérnico, para falar a respeito de Heliocentria e para que eu argumentasse sobre a ida do homem à Lua. Foi bem legal”, recorda. Após o bate-papo, a estudante ganhou o “sinal verde” e os bons votos do governador para a viagem.
Para o titular da Seduc, Marco Marrafon, os feitos de Maria servem de exemplo e inspiração para todos aqueles que almejam ir além. "O que a Maria nos traz é a prova do quanto a educação pode ser transformadora na vida de cada um. A Seduc fica muito feliz em participar e apoiar esse projeto e apoiará todos os que se dedicarem e buscarem melhores condições de estudo e vida”, conclui.

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Ap%C3%B3s-viagem-%C3%A0-NASA,-estudante-de-Mato-Grosso-conta-sobre-a-experi%C3%AAncia.aspx

Censo da Educação Superior mostra alta taxa de evasão e baixa ocupação de vagas


Pela primeira vez, o Censo da Educação Superior traçou um perfil dos estudantes ao longo da graduação, considerando as taxas de permanência, conclusão e desistência. Os dados relativos ao ano de 2015, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quinta-feira, 6, revelam um acréscimo desordenado na taxa de desistência do curso de ingresso, na avaliação da trajetória dos alunos entre 2010 e 2014. Em 2010, 11,4% dos alunos abandonaram o curso para o qual foram admitidos. Em 2014, esse número chegou a 49%.
“Este Censo da Educação Superior reforça a tese de que há uma necessidade muito grande de reforma do ensino médio no Brasil. A mudança, proposta pela Medida Provisória nº 746/2016, terá um impacto direto nos indicadores do ensino superior”, garantiu o ministro da Educação, Mendonça Filho. Segundo ele, a ausência de orientação vocacional durante o ensino médio é um dos agravantes. “O Brasil tem apenas 8% dos alunos do ensino médio em programas vocacionais. A falta de orientação contribui para que haja uma desistência significativa dos jovens que ingressam no nível superior”, disse.
De acordo com o censo, 8.033.574 alunos estão matriculados no ensino superior. O número supera a estatística de 2014 em 2,5%, quando havia 7.839.765 matriculados. São ofertados 33 mil cursos de graduação em 2.364 instituições de ensino superior.
Um dado preocupante mostra uma grande ociosidade no sistema. Dos 8 milhões de vagas disponíveis, somente 42,1% estão preenchidas e 13,5% das vagas remanescentes foram ocupadas. “A falta de interesse em ocupar as vagas amplamente oferecidas, tanto na rede pública quanto na particular, deve-se ao fato de o jovem não identificar, na sua vontade, uma perspectiva desse ou aquele curso. É preciso haver uma conexão entre a educação básica e a de nível médio para ampliar as oportunidades de acesso à educação superior”, defende a presidente do Inep, Maria Inês Fini. “As vagas remanescentes indicam pouca eficiência do sistema. A reforma do ensino médio vai dar a esses jovens a oportunidade de vivenciar algumas trajetórias acadêmicas mais associadas a cursos e carreiras no ensino superior”, conclui.
Assessoria de Comunicação Social
Consulte os dados do Censo da Educação Superior 2015

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ENEM 2015: O impacto do nível de formação docente nas 10 Escolas Estaduais de MT com melhores pontuações



Veja a Nota Técnica sobre Indicador de Formação Docente

É notória a defasagem de professores efetivos na rede estadual de ensino. Não tanto é a defasagem entre a formação, independente de ser efetivo ou contratado, com a prática docente. Como pode se ver na tabela, entre as escolas que tiveram os maiores resultados no ENEM 2015, há uma variação que vai de 29,20% até 53,50%. Sem dúvida que é um dado  preocupante enquanto princípio. Vale refletir: 1. o que fez a EE Jardim Universitário com 29,20% para alcançar essa pontuação (497,59), que é superior à Média da escolas públicas (486,5)? 2. Um pouco abaixo no ranking está a Escola Militar Tiradentes com 53,50%, mas com uma pontuação um pouco menor (495,69). O que impactou na segunda escola  que tem quase que o dobro de professores em condições ideais de formação e atuação para ter um resultado inferior? 

Sem que se tenha respostas simples para perguntas simples, o fato é que cabe a reflexão. 

Ainda tendo como parâmetro essas duas unidades, cabe verificar a variação do nível socioeconômico. A EE Jardim Universitário tem sua clientela classificada como Nível Médio, enquanto a Escola Militar Tiradentes está no Nível Alto. Qual o impacto disso no resultado? Que tipo de formações estão sendo estabelecidos? Que expectativas estão sendo criadas para o sucesso formativo e emancipador dos alunos?

No caso do Município de Rondonópolis, que mais uma vez tem suas escolas entre as com melhores pontuações, há um equilíbrio entre os indicadores, tanto do nível de formação docente, como do nível socioeconômico. Estabeleceram um padrão e estão mantendo.

Em todos os casos, exceto por esse percentual um pouco superior à metade (53,50%) que tem a Escola Militar, caberia perguntar: se essas escolas estão fazendo isso com menos da metade do exigido legalmente em termos de formação docente (veja a Nota Técnica), o que poderiam fazer para garantir mais aprendizagens aos alunos se tivessem os 100%? 

A tabela acima, que mostra as dez melhores, oculta as com desempenho inferiores, já que não era o foco aqui. Porém, para se entender o tamanho da distorção, uma unidade de MT tem 11,10% de indicador de formação docente. 

É, há muito o que fazer. Os dados indicam, as políticas podem fazer alcançar a melhoria. Pelo exposto, em um passado recente, os dados não se transformaram em políticas.  

Gilberto Fraga 


terça-feira, 4 de outubro de 2016

ENEM, 2015 - ESCOLAS ESTADUAIS COM OS 10 (DEZ) MAIORES RESULTADOS - MT


Enem 2015. Acesse os resultados das escolas de Mato Grosso


Enem por Escola 2015 - Acesse aqui os resultados


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.

Comunicação MEC

Clique AQUI para acessar os resultados das escolas de Mato Grosso

Resultado do Enem 2015 por Escola


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.
Esses resultados foram divulgados para as escolas que cumpriram, concomitantemente, os dois critérios a seguir:
a) possuir pelo menos 10 (dez) alunos concluintes do ensino médio regular seriado participantes do Enem 2015; e
b) possuir pelo menos 50% de alunos participantes do Enem 2015, de acordo com os dados do Censo Escolar 2015.
  Consulte aqui os resultados do Enem por Escola

      Ranking das escolas aqui
 Consulte aqui os resultados da sua Escola
Veja, abaixo, documentos referentes ao Enem 2015 por Escola:

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Língua Portuguesa: Comissão Julgadora Estadual seleciona textos em Cuiabá

Aline Coelho Seduc-MT 

Os avaliadores da Comissão Julgadora Estadual da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro se reuniram em Cuiabá, na sexta-feira (30.09). O grupo, formado por docentes especialistas em Língua Portuguesa, realizou a seleção dos textos que passarão para a etapa regional da 5ª edição do concurso, que traz o tema “O lugar onde vivo”.
Essa segunda etapa é presencial e reúne todos os avaliadores para discutir discrepâncias de cada gênero linguístico. Para selecionar os finalistas, os educadores avaliaram os critérios descritos no Regulamento da Olimpíada e a melhor representatividade de Mato Grosso. A primeira fase do trabalho da comissão foi realizada à distância, de modo virtual, momento em que cada texto foi lido por, no mínimo, dois avaliadores, durante os dias 16 e 28 de setembro.
A colaboradora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Maria Tereza Antônia Candia, explica que para participar da Olimpíada é necessário que o professor inscreva a ele mesmo e as turmas nos quatro gêneros. Sendo eles Poema (para estudantes do 5º e 6º anos do Ensino Fundamental); Memórias literárias (para estudantes do 7º e 8º Anos do Ensino Fundamental); Crônica (para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio); e Artigo de Opinião (para estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio).
“A comissão seleciona os melhores textos de cada unidade. A próxima seletiva é realizada pela Comissão Municipal que repassa os escolhidos para a Comissão Estadual”, ressalta Maria Tereza.
Esse ano, o grupo de julgadores de Mato Grosso recebeu 263 textos nas quatro categorias. Para a próxima etapa serão escolhidos os textos de três estudantes semifinalistas titulares e três suplentes em cada gênero. Os jovens, acompanhados do professor orientador, diretor da unidade escolar e um responsável participarão dos encontros regionais, realizados em novembro.
Durante esses encontros, realizados em São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza, os estudantes participam de oficinas de formação e criação, das quais serão selecionados os 20 finalistas. “Nessa fase, os professores orientadores também realizam relatos de práticas, que serão selecionados e premiados”, frisa a colaboradora.
Proficiência
Apesar do destaque do Programa Escrevendo o Futuro ser na Olimpíada, ele é composto por uma Formação continuada para professores de Língua Portuguesa. A formação à distância pode ser acessada por professores da rede, ou não, que se cadastrarem no site do Programa durante todo ano.
Em anos ímpares é realizada a formação presencial, enquanto nos anos pares acontece o concurso, momento para os professores exercem em sala de aula o que aprenderam durante a formação.  
Maria Tereza Antônia Candia lembra que o principal objetivo do Programa é o aprimoramento da didática dos professores. “Queremos que todos os estudantes ampliem a comunicação e expressão”.
Realizadores
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social (Itaú Social), com coordenação técnica do Cenpec. Ela conta com uma rede ancoragem formada pela Universidade Federal de Mato grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME).
Atuaram na Comissão Julgadora Estadual os professores Eliane Quinhone (SME/Cuiabá), Simone Padilha (UFMT), Leandro Resende (Seduc/MT), Ruth Moreira Xavier (Seduc/Cuiabá), Cesarina Benites Santos (Undime), Gláucia Ribeiro (Seduc/MT) Neiva de Souza Bueno (Seduc/Cuiabá/MT), Erica Meireles (Seduc/MT) e Maria Tereza Candia (Cenpec). 


http://www.mt.gov.br/-/5054292-comissao-julgadora-estadual-seleciona-textos-em-cuiaba

ENEM 2015: Resultado por escola do exame será divulgado em 4 de outubro

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola de 2015 estará disponível para consulta no próximo dia 4 de outubro. As notas serão publicadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

A classificação das escolas é definida a partir da média de desempenho dos alunos participantes do exame para cada uma das quatro áreas de conhecimento e redação, e pela distribuição percentual desses educandos. Só serão aprovadas instituições que tenham tido a participação mínima de 10 estudantes no Enem 2015 e que tenham atingido, pelo menos, 50% de taxa de participação.

São considerados participantes do Enem 2015 os estudantes que realizaram as quatro provas objetivas e a redação, que tenham atingido proficiências superiores a zero nas cinco áreas do exame e que tenham sido matriculados na terceira série do ensino médio, de acordo com o Censo Escolar 2015.

As normas estão definidas em Portaria publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 28/09.

Acesse o portal do Inep


Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=39781

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Reforma deve formar professor, diz Unesco

Estadão Conteúdo

Brasília - A nova arquitetura do ensino médio, que promete colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado, é importante, mas não soluciona todos os problemas da Educação brasileira sem que se invista na formação de professores e de gestores escolares. É assim que a coordenadora de Educação da Unesco (órgão das Nações Unidas responsável pelas áreas de Educação, Ciência e Cultura), Rebeca Otero, avalia a reformulação anunciada semana passada pelo governo Michel Temer, cuja principal mudança é a adoção de um currículo 50% comum e 50% específico, além da ampliação da política de tempo integral.

A medida provisória editada pelo presidente Temer a pedido do ministro da Educação, Mendonça Filho, não toca na formação docente, no salário do professor ou na sabida falta de tempo para planejar as aulas - algo que Rebeca considera primordial para reverter o fracasso do ensino médio brasileiro, já constatado pelos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estagnados há quatro anos e, desde 2013, abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC).

Para a coordenadora, será preciso oferecer cursos de capacitação para que os docentes se preparem para implementar as mudanças previstas pela reforma. A medida provisória prevê que o ensino médio terá um conteúdo comum na primeira metade do ciclo - a ser definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em meados do ano que vem - e ênfase de conhecimento a ser escolhida pelo próprio aluno, na segunda metade da etapa, a depender do seu interesse profissional.

Formação. Para Rebeca, no entanto, é preciso ir até a raiz do problema. "A formação inicial do docente nos cursos de licenciatura e de Pedagogia é precária no Brasil, pois não dá insumos suficientes para que ele chegue à sala de aula capaz de contornar problemas. O governo precisa acompanhar isso."


Ela ainda destaca que as faculdades que formam docentes são desconectadas da vida prática e que esses profissionais, que não têm plano de carreira satisfatório, são pouco valorizados. "Isso os obriga a se dividirem entre vários empregos, o que tem ligação direta com a falta de tempo para o planejamento de aulas", afirma.

"Como resultado, em geral, temos professores com métodos ultrapassados e impositivos de ensino, ancorados no pressuposto de que eles sabem tudo e os alunos, nada. Isso precisa mudar. O estudante não quer ficar apenas copiando da lousa", completa.

Investir


Apesar dessas críticas, a coordenadora da Unesco afirmou que a mudança pretendida pelo governo "é bem-vinda", principalmente por causa da parte flexível do novo currículo. "O aluno deve investir tempo e esforço no que ele gosta e quer aprender, no que ele acha que vai ser necessário para a sua vida", afirma, salientando a importância de investimentos na educação profissional.

"Tem de haver ofertas mais variadas e conectadas com a realidade do mercado de trabalho, como eletrônica, informática, robótica. Hoje, a maior parte dos cursos é da área administrativa, pois não precisa de tanta infraestrutura."

Sobre o fomento à ampliação do número de alunos estudando em tempo integral (a meta do Ministério da Educação é que 500 mil novos estudantes estejam enquadrados nesta modalidade, que preconiza 7 horas de aula por dia, até o ano que vem), Rebeca diz que é imprescindível que a quantidade esteja aliada à qualidade e à interdisciplinaridade das ações.

"Não basta fazer com que os jovens fiquem mais tempo na escola se forem aulas 'mais do mesmo'. Isso pode ser entediante para eles", diz. A solução, segundo ela, é trabalhar menos com as chamadas "decorebas" e mais com os objetivos maiores da Educação: "Transformar vidas, trabalhar a cidadania e ganhar qualidade de vida".

Rebeca também vê uma inversão de influências entre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o conteúdo ensinado nas salas de aula nesta etapa da educação. Hoje, o que cai no Enem é que pauta o que será lecionado aos alunos do ensino médio, quando, para ela, deveria ocorrer o processo inverso - algo que o novo modelo, se aprovado no Congresso Nacional, pode ajudar a realizar. O Senado abriu consulta pública sobre a medida provisória do ensino médio integral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2016/09/28/reforma-deve-formar-professor-diz-unesco.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...