terça-feira, 11 de outubro de 2016

O que eu preciso saber sobre a reforma do ensino médio?




























Priscila Cruz
Priscila Cruz

Nos últimos anos, poucas vezes a gente viu uma mudança gerar tanta repercussão na educação quanto a reforma do ensino médio divulgada no fim do mês passado pelo governo federal. A notícia gerou bastante burburinho entre professores, políticos, especialistas, alunos e pais, deixando muita gente confusa sobre os detalhes e impactos da proposta. Juntamente com a divulgação dos dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), todo o debate que se formou em torno dessa etapa de ensino não deve ficar só nos sites, jornais e redes sociais. Ele deve estar dentro das escolas e das casas de família.
Para tentar clarear um pouco as ideias, eu trouxe aqui alguns pontos que considero importantes sobre esse assunto. Vamos lá!

- O Ensino Médio precisava de mudança?

Sim, há bastante tempo, inclusive. Os dados mais recentes mostram que a situação é crítica. A taxa de reprovação, por exemplo, é de 12,1% (sendo 13,1% na rede pública). Além disso, 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos (17% do total da população) estão fora da escola. Os índices de avaliação nacional mostram que a etapa está estagnada desde 2011, apesar de os investimentos por alunos terem dobrado nos últimos dez anos. Um exemplo bastante grave ilustra essa situação: somente 9% dos jovens saem do ensino médio com conhecimento mínimo em matemática.

- Por que há tantas criticas à reforma?

Principalmente pelo fato de o governo ter optado por fazer as mudanças por meio de uma medida provisória, que é considerada uma decisão autoritária por muitos especialistas, uma vez que dispara uma mudança profunda na oferta do ensino médio no Brasil. Acho que a mudança não deveria ter sido realizada dessa maneira por duas razões. A primeira é que existe um projeto de lei (6.840/2013) sobre o assunto, que está pronto para ser votado na Câmara (ainda que no Senado a tramitação possa demorar anos). A segunda é que a proposta está atrelada à BNCC (Base Nacional Curricular Comum), que ainda não está pronta –a previsão é para 2017. Então por que correr agora?
Além disso, a reforma também atraiu críticas pelo seu nome. Reforma é um termo ambicioso e amplo. Então muitos começaram a questionar: e as ações relativas aos professores? Existe algum projeto para melhorar o Ensino Fundamental? Alguma proposta para garantir a infraestrutura das escolas?  Ações para reduzir a desigualdade educacional? Talvez se a proposta tivesse o nome de "plano de indução de melhoras no Ensino Médio" ou algo similar, tudo teria sido muito mais tranquilo. "Indução" porque quem vai colocar o plano em prática são os estados, e não a União.
Isso tudo sem falar nas falhas terríveis de divulgação e comunicação, que abriram margem para interpretações e especulações de toda ordem – inclusive no programa do Faustão!

- Quais as principais alterações que a proposta faz, afinal?

A ampliação do tempo que o aluno passa na escola é uma das principais alterações. Haverá um aumento progressivo das atuais 800 horas letivas para 1.400 horas, o que deixa a jornada escolar diária com 7 horas. Com isso, o governo pretende atender à meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de aumentar para 50% o total de escolas de Ensino Médio com tempo integral até 2024.
Além disso, a "reforma" estimula a diversificação da oferta de itinerários formativos pelos estados. Digo que estimula porque quem oferta são as redes estaduais, e essa diversificação já seria possível e não se torna obrigatória com a "reforma".
Com a flexibilização do currículo proposta, os alunos terão 1.200 horas para disciplinas escolhidas por eles na sua área de interesse, entre cinco possíveis: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica profissional. Disciplinas como língua portuguesa, matemática e inglês continuam sendo obrigatórias nos três anos da etapa. O MEC afirma que não haverá corte de nenhuma disciplina, e que a grade será definida pela BNCC.
Veja aqui a MP na íntegra.

- O que eu, como pai, posso fazer?

Por ora, é importante acompanhar o caminho da MP. O texto já recebeu emendas na Câmara. As audiências devem ocorrer nas próximas semanas – tudo dentro de um prazo de cinquenta dias. O Supremo Tribunal Federal também pediu esclarecimentos ao governo. Fique atento e, principalmente, converse com seu filho sobre o que ele pensa e espera da escola. Quais são as suas críticas? O que poderia melhorar? Ele se informou sobre a reformulação? Qual dessas cinco áreas ele escolheria para a sua formação?
Traga esse assunto para dentro de casa. Conversar sobre educação é uma excelente forma de se engajar pela melhora do ensino.

PRISCILA CRUZ

Priscila Cruz é fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. Graduada em Administração (FGV) e Direito (USP), mestre em Administração Pública (Harvard Kennedy School), foi coordenadora do ano do voluntariado no Brasil e do Instituto Faça Parte, que ajudou a fundar.

http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/10/05/o-que-eu-preciso-saber-sobre-a-reforma-do-ensino-medio.htm

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Secretaria inicia processo eleitoral para gestores das unidades educacionais

A Secretaria Municipal de Educação iniciou esta semana o processo para eleição geral para a escolha de diretor e coordenador pedagógico das unidades educacionais da rede municipal de Cuiabá (escolas, creches e centros municipais de educação infantis - Cmeis). O ato inclui também processo seletivo para escolha de secretários para as escolas e CMEIs. 
As inscrições para os candidatos serão realizadas  nos dias 10 e 11, das 8h às 11h e das 14h às 18h, na sede da Secretaria Municipal de Educação. A relação das inscrições deferidas será divulgada no dia 14 de outubro, no mural da Secretaria Municipal de Educação.

Para pleitear a função de diretor, coordenador ou secretário o profissional da educação deve seguir alguns critérios.
CONSULTE A LEGISLAÇÃO CONSTANTE DA BIBLIOGRAFIA AQUI
Para a vaga de diretor ou coordenador, o candidato deve ocupar cargo efetivo ou estável do quadro de profissionais da rede municipal de educação e ter no mínimo dois anos de efetivo exercício ininterruptos na unidade educacional que pretende atuar. No caso de diretor, o candidato deve ser habilitado em licenciatura plena e o coordenador ser habilitado em licenciatura plena em Pedagogia.
Para o cargo de secretário o candidato deverá ocupar cargo de técnico de administração escolar; ser efetivo ou estável na rede municipal de educação; e ter formação em ensino médio.
Conforme explica a secretária municipal de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, as eleições para diretor e coordenador serão divididas em quatro etapas: Ciclo de Estudo, Avaliação de Conhecimento, Proposta de Trabalho e Eleição. Para secretário, a eleição será divida em duas etapas, Ciclo de Estudo e Avaliação de Conhecimento.  
Toda a organização das estapas dese processo será de responsabilidade de uma comissão, constituída por representantes da Secretaria Municipal de Educação, Conselho Municipal de Educação e Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep – subsede Cuiabá). 
O ciclo de estudos será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro na escola municipal Maria Dimpina, das 18h às 21h30. Será de forma presencial e não presencial. Serão considerados aptos os candidatos que obtiverem 100% de frequência na formação presencial e na execução das atividades de formação não presencial, estabelecidas pela comissão. 
A avaliação de conhecimento será constituída de prova escrita com questões objetivas e subjetivas e será realizada no dia 24 de outubro às 14 horas, na Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (Feics). A divulgação dos resultados da avaliação de conhecimento será no dia 1º de novembro.
A eleição para diretor e coordenador pedagógico será no dia 25 de novembro, nas unidades educacionais. Nas escolas será das 7h às 17h (nas escolas com dois turnos) e das 7h às 20h (escolas com três turnos). Nas unidades de creches e Cmeis será das 6h30 às 18h. O resultado da eleição será divulgado no dia 09 de dezembro.
Terão o direito a voto para diretor os profissionais efetivos e contratados; alunos a partir dos 12 anos de idade, regularmente matriculados e com frequência comprovada; pai, mãe ou responsável legal dos alunos menores de 16 anos de idade.
O coordenador pedagógico das unidades educacionais será eleito pelos profissionais da educação em efetivo exercício na unidade. Nas escolas, os conselheiros titulares também terão direito a voto para coordenador pedagógico. 
“É importante que toda a comunidade escolar participe desse processo, pois ela tem o papel fundamental para o exercício da gestão democrática na escola”, destacou a secretária.
A posse dos diretores, coordenadores e secretários será no dia 16 de dezembro, às 20 horas, no Hotel Fazenda Mato Grosso. 


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Após viagem à NASA, estudante de Mato Grosso conta sobre a experiência

100516_Seduc_NASA-7 (Small).jpgAcostumada desde muito cedo a admirar o céu por horas a fio, deitada, muitas vezes da calçada de sua casa, a jovem Maria Gisllany Bezerra da Silva, de 18 anos, acredita estar mais perto de, enfim, se aproximar dele, a exemplo das estrelas. “Consegui o meu passaporte para o espaço”, diz convicta, com a sinceridade expressa nos olhos que brilham, ao abordar o sonho maior de sua vida: se tornar astronauta.
Recém-chegada ao Brasil após visita à NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration), possibilitada após ter sido premiada em um concurso de redação promovido pela agência espacial norte-americana e apoiada pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Seduc-MT), Maria obteve maior clareza sobre o que precisa fazer para concretizar sua grande ambição.
“Sinto que os meus horizontes se expandiram. Continuarei a aprofundar as minhas pesquisas e estudos em astronomia, pretendo me inscrever em projetos futuros da própria NASA para capacitação de astronautas e, se tudo der certo, serei uma”, enfatiza. Ela é natural do município de Serra Talhada (PE), mas se mudou com a família para Mato Grosso logo no primeiro ano de vida.


Estudante do ensino médio da Escola Estadual 13 de Maio, de Tangará da Serra, Maria, nos 10 dias em que esteve nos Estados Unidos, conversou muito com diretores da agência espacial e, sobretudo, com gente que foi ao espaço e voltou. “Contaram histórias, me incentivaram e passaram várias dicas sobre projetos da NASA para eu me inscrever e ampliar os meus conhecimentos e chances em me tornar astronauta. E é nisso em que agora irei me dedicar”, explica.
Durante a estadia nas cidades de Houston e Washington D. C., Maria também teve a oportunidade de conhecer de perto os laboratórios da agência, ônibus espaciais, espaçonaves, equipamentos de pesquisa que devem ser utilizados daqui a 10 anos (na próxima viagem do homem à Lua) e foguetes – como o Saturno V, de 100 metros de comprimento, responsável por levar os primeiros seres humanos (os norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin) ao satélite natural da Terra, em 1968.
Loucura
Além dos desafios para conseguir chamar a atenção da NASA no concurso de redação e realizar o sonho de conhecer a agência espacial, Maria teve que lidar com a desconfiança de alguns dos próprios professores e familiares, que a consideravam “louca”. Ela ainda foi vítima de violência verbal e, por vezes, física, dos colegas de sala de aula.
“Falaram que eu nunca iria conseguir chegar a lugar nenhum, que os meus sonhos não passavam de besteira. Justamente por isso eu quero agradecer, de coração, ao estado de Mato Grosso, a Seduc e a todos da equipe, que me acolheram em um momento muito difícil”, ressalta.
A estudante tomou conhecimento de que havia sido premiada pela NASA em março deste ano. Na redação, ela discorreu a respeito das vantagens da sonda Cassini em pesquisar o planeta Júpiter e enumerou os benefícios à astronomia, como consequência do referido estudo. Ela argumentou que, a partir da pesquisa, seria possível treinar a sonda para estudar planetas fora do sistema solar – os chamados exoplanetas.
Com a cabeça nas nuvens, mas com os pés no chão, Maria acredita que os sonhos existem por uma razão: para que sejam realizados. “Se você tem um sonho, seja lá qual for, e as pessoas dizem que é impossível, que é loucura, não desanime. Acredite em ti e siga em frente. Pode ser que aconteça, por exemplo, de a gente ser reprovado em uma prova. Isso não interessa, todo mundo reprova. O importante é fazer de novo e crer que na próxima vez você vai passar. É assim que deve ser. E quero, sim, levar a bandeira do Brasil para o espaço. Não irei desistir enquanto não conseguir”, dá o recado.
Sabatina
Bem humorada, Maria ainda lembra o episódio responsável por selar sua ida aos Estados Unidos. Já premiada pela NASA pela redação, faltava assegurar os recursos para a viagem. Por meio do assessor pedagógico de Tangará da Serra, foi então apresentada ao governador Pedro Taques, para falar do projeto.
“Durante quase uma hora ficamos conversando sobre física e astronomia. Ele perguntou a mim o que era o tempo, de qual parte da física quântica eu gosto mais, pediu-me para explicar as leis de Copérnico, para falar a respeito de Heliocentria e para que eu argumentasse sobre a ida do homem à Lua. Foi bem legal”, recorda. Após o bate-papo, a estudante ganhou o “sinal verde” e os bons votos do governador para a viagem.
Para o titular da Seduc, Marco Marrafon, os feitos de Maria servem de exemplo e inspiração para todos aqueles que almejam ir além. "O que a Maria nos traz é a prova do quanto a educação pode ser transformadora na vida de cada um. A Seduc fica muito feliz em participar e apoiar esse projeto e apoiará todos os que se dedicarem e buscarem melhores condições de estudo e vida”, conclui.

http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Ap%C3%B3s-viagem-%C3%A0-NASA,-estudante-de-Mato-Grosso-conta-sobre-a-experi%C3%AAncia.aspx

Censo da Educação Superior mostra alta taxa de evasão e baixa ocupação de vagas


Pela primeira vez, o Censo da Educação Superior traçou um perfil dos estudantes ao longo da graduação, considerando as taxas de permanência, conclusão e desistência. Os dados relativos ao ano de 2015, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quinta-feira, 6, revelam um acréscimo desordenado na taxa de desistência do curso de ingresso, na avaliação da trajetória dos alunos entre 2010 e 2014. Em 2010, 11,4% dos alunos abandonaram o curso para o qual foram admitidos. Em 2014, esse número chegou a 49%.
“Este Censo da Educação Superior reforça a tese de que há uma necessidade muito grande de reforma do ensino médio no Brasil. A mudança, proposta pela Medida Provisória nº 746/2016, terá um impacto direto nos indicadores do ensino superior”, garantiu o ministro da Educação, Mendonça Filho. Segundo ele, a ausência de orientação vocacional durante o ensino médio é um dos agravantes. “O Brasil tem apenas 8% dos alunos do ensino médio em programas vocacionais. A falta de orientação contribui para que haja uma desistência significativa dos jovens que ingressam no nível superior”, disse.
De acordo com o censo, 8.033.574 alunos estão matriculados no ensino superior. O número supera a estatística de 2014 em 2,5%, quando havia 7.839.765 matriculados. São ofertados 33 mil cursos de graduação em 2.364 instituições de ensino superior.
Um dado preocupante mostra uma grande ociosidade no sistema. Dos 8 milhões de vagas disponíveis, somente 42,1% estão preenchidas e 13,5% das vagas remanescentes foram ocupadas. “A falta de interesse em ocupar as vagas amplamente oferecidas, tanto na rede pública quanto na particular, deve-se ao fato de o jovem não identificar, na sua vontade, uma perspectiva desse ou aquele curso. É preciso haver uma conexão entre a educação básica e a de nível médio para ampliar as oportunidades de acesso à educação superior”, defende a presidente do Inep, Maria Inês Fini. “As vagas remanescentes indicam pouca eficiência do sistema. A reforma do ensino médio vai dar a esses jovens a oportunidade de vivenciar algumas trajetórias acadêmicas mais associadas a cursos e carreiras no ensino superior”, conclui.
Assessoria de Comunicação Social
Consulte os dados do Censo da Educação Superior 2015

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ENEM 2015: O impacto do nível de formação docente nas 10 Escolas Estaduais de MT com melhores pontuações



Veja a Nota Técnica sobre Indicador de Formação Docente

É notória a defasagem de professores efetivos na rede estadual de ensino. Não tanto é a defasagem entre a formação, independente de ser efetivo ou contratado, com a prática docente. Como pode se ver na tabela, entre as escolas que tiveram os maiores resultados no ENEM 2015, há uma variação que vai de 29,20% até 53,50%. Sem dúvida que é um dado  preocupante enquanto princípio. Vale refletir: 1. o que fez a EE Jardim Universitário com 29,20% para alcançar essa pontuação (497,59), que é superior à Média da escolas públicas (486,5)? 2. Um pouco abaixo no ranking está a Escola Militar Tiradentes com 53,50%, mas com uma pontuação um pouco menor (495,69). O que impactou na segunda escola  que tem quase que o dobro de professores em condições ideais de formação e atuação para ter um resultado inferior? 

Sem que se tenha respostas simples para perguntas simples, o fato é que cabe a reflexão. 

Ainda tendo como parâmetro essas duas unidades, cabe verificar a variação do nível socioeconômico. A EE Jardim Universitário tem sua clientela classificada como Nível Médio, enquanto a Escola Militar Tiradentes está no Nível Alto. Qual o impacto disso no resultado? Que tipo de formações estão sendo estabelecidos? Que expectativas estão sendo criadas para o sucesso formativo e emancipador dos alunos?

No caso do Município de Rondonópolis, que mais uma vez tem suas escolas entre as com melhores pontuações, há um equilíbrio entre os indicadores, tanto do nível de formação docente, como do nível socioeconômico. Estabeleceram um padrão e estão mantendo.

Em todos os casos, exceto por esse percentual um pouco superior à metade (53,50%) que tem a Escola Militar, caberia perguntar: se essas escolas estão fazendo isso com menos da metade do exigido legalmente em termos de formação docente (veja a Nota Técnica), o que poderiam fazer para garantir mais aprendizagens aos alunos se tivessem os 100%? 

A tabela acima, que mostra as dez melhores, oculta as com desempenho inferiores, já que não era o foco aqui. Porém, para se entender o tamanho da distorção, uma unidade de MT tem 11,10% de indicador de formação docente. 

É, há muito o que fazer. Os dados indicam, as políticas podem fazer alcançar a melhoria. Pelo exposto, em um passado recente, os dados não se transformaram em políticas.  

Gilberto Fraga 


terça-feira, 4 de outubro de 2016

ENEM, 2015 - ESCOLAS ESTADUAIS COM OS 10 (DEZ) MAIORES RESULTADOS - MT


Enem 2015. Acesse os resultados das escolas de Mato Grosso


Enem por Escola 2015 - Acesse aqui os resultados


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.

Comunicação MEC

Clique AQUI para acessar os resultados das escolas de Mato Grosso

Resultado do Enem 2015 por Escola


Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) auxiliam estudantes, pais, professores, diretores das escolas e gestores educacionais nas reflexões sobre o aprendizado dos estudantes no ensino médio, podendo servir como subsídio para o estabelecimento de estratégias em favor da melhoria da qualidade da educação. Quando disponibilizados por escola, os resultados agregados das proficiências médias possibilitam a análise pela comunidade escolar e pelas famílias, para que se percebam os avanços e desafios a serem enfrentados.
Os resultados do Enem por Escola devem, no entanto, ser considerados com cautela, uma vez que a participação dos estudantes no exame é voluntária. Por esta razão, a representatividade dos resultados varia de acordo com o percentual de participação de estudantes em cada escola.
Na análise de resultados, é importante ainda considerar as informações contextuais que são disponibilizadas, como os indicadores de nível socioeconômico e de formação docente da escola.
O Enem 2015 por Escola disponibiliza as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência e da redação dos estudantes que participaram do Enem, por escola, para cada uma das áreas do conhecimento consideradas, quais sejam:
I. Proficiência em Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
II. Proficiência em Ciências Humanas e suas Tecnologias;
III. Proficiência em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
IV. Proficiência em Matemática e suas Tecnologias;
V. Proficiência em Redação.
Esses resultados foram divulgados para as escolas que cumpriram, concomitantemente, os dois critérios a seguir:
a) possuir pelo menos 10 (dez) alunos concluintes do ensino médio regular seriado participantes do Enem 2015; e
b) possuir pelo menos 50% de alunos participantes do Enem 2015, de acordo com os dados do Censo Escolar 2015.
  Consulte aqui os resultados do Enem por Escola

      Ranking das escolas aqui
 Consulte aqui os resultados da sua Escola
Veja, abaixo, documentos referentes ao Enem 2015 por Escola:

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Língua Portuguesa: Comissão Julgadora Estadual seleciona textos em Cuiabá

Aline Coelho Seduc-MT 

Os avaliadores da Comissão Julgadora Estadual da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro se reuniram em Cuiabá, na sexta-feira (30.09). O grupo, formado por docentes especialistas em Língua Portuguesa, realizou a seleção dos textos que passarão para a etapa regional da 5ª edição do concurso, que traz o tema “O lugar onde vivo”.
Essa segunda etapa é presencial e reúne todos os avaliadores para discutir discrepâncias de cada gênero linguístico. Para selecionar os finalistas, os educadores avaliaram os critérios descritos no Regulamento da Olimpíada e a melhor representatividade de Mato Grosso. A primeira fase do trabalho da comissão foi realizada à distância, de modo virtual, momento em que cada texto foi lido por, no mínimo, dois avaliadores, durante os dias 16 e 28 de setembro.
A colaboradora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Maria Tereza Antônia Candia, explica que para participar da Olimpíada é necessário que o professor inscreva a ele mesmo e as turmas nos quatro gêneros. Sendo eles Poema (para estudantes do 5º e 6º anos do Ensino Fundamental); Memórias literárias (para estudantes do 7º e 8º Anos do Ensino Fundamental); Crônica (para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio); e Artigo de Opinião (para estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio).
“A comissão seleciona os melhores textos de cada unidade. A próxima seletiva é realizada pela Comissão Municipal que repassa os escolhidos para a Comissão Estadual”, ressalta Maria Tereza.
Esse ano, o grupo de julgadores de Mato Grosso recebeu 263 textos nas quatro categorias. Para a próxima etapa serão escolhidos os textos de três estudantes semifinalistas titulares e três suplentes em cada gênero. Os jovens, acompanhados do professor orientador, diretor da unidade escolar e um responsável participarão dos encontros regionais, realizados em novembro.
Durante esses encontros, realizados em São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza, os estudantes participam de oficinas de formação e criação, das quais serão selecionados os 20 finalistas. “Nessa fase, os professores orientadores também realizam relatos de práticas, que serão selecionados e premiados”, frisa a colaboradora.
Proficiência
Apesar do destaque do Programa Escrevendo o Futuro ser na Olimpíada, ele é composto por uma Formação continuada para professores de Língua Portuguesa. A formação à distância pode ser acessada por professores da rede, ou não, que se cadastrarem no site do Programa durante todo ano.
Em anos ímpares é realizada a formação presencial, enquanto nos anos pares acontece o concurso, momento para os professores exercem em sala de aula o que aprenderam durante a formação.  
Maria Tereza Antônia Candia lembra que o principal objetivo do Programa é o aprimoramento da didática dos professores. “Queremos que todos os estudantes ampliem a comunicação e expressão”.
Realizadores
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social (Itaú Social), com coordenação técnica do Cenpec. Ela conta com uma rede ancoragem formada pela Universidade Federal de Mato grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME).
Atuaram na Comissão Julgadora Estadual os professores Eliane Quinhone (SME/Cuiabá), Simone Padilha (UFMT), Leandro Resende (Seduc/MT), Ruth Moreira Xavier (Seduc/Cuiabá), Cesarina Benites Santos (Undime), Gláucia Ribeiro (Seduc/MT) Neiva de Souza Bueno (Seduc/Cuiabá/MT), Erica Meireles (Seduc/MT) e Maria Tereza Candia (Cenpec). 


http://www.mt.gov.br/-/5054292-comissao-julgadora-estadual-seleciona-textos-em-cuiaba

ENEM 2015: Resultado por escola do exame será divulgado em 4 de outubro

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola de 2015 estará disponível para consulta no próximo dia 4 de outubro. As notas serão publicadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

A classificação das escolas é definida a partir da média de desempenho dos alunos participantes do exame para cada uma das quatro áreas de conhecimento e redação, e pela distribuição percentual desses educandos. Só serão aprovadas instituições que tenham tido a participação mínima de 10 estudantes no Enem 2015 e que tenham atingido, pelo menos, 50% de taxa de participação.

São considerados participantes do Enem 2015 os estudantes que realizaram as quatro provas objetivas e a redação, que tenham atingido proficiências superiores a zero nas cinco áreas do exame e que tenham sido matriculados na terceira série do ensino médio, de acordo com o Censo Escolar 2015.

As normas estão definidas em Portaria publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 28/09.

Acesse o portal do Inep


Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=39781

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Reforma deve formar professor, diz Unesco

Estadão Conteúdo

Brasília - A nova arquitetura do ensino médio, que promete colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado, é importante, mas não soluciona todos os problemas da Educação brasileira sem que se invista na formação de professores e de gestores escolares. É assim que a coordenadora de Educação da Unesco (órgão das Nações Unidas responsável pelas áreas de Educação, Ciência e Cultura), Rebeca Otero, avalia a reformulação anunciada semana passada pelo governo Michel Temer, cuja principal mudança é a adoção de um currículo 50% comum e 50% específico, além da ampliação da política de tempo integral.

A medida provisória editada pelo presidente Temer a pedido do ministro da Educação, Mendonça Filho, não toca na formação docente, no salário do professor ou na sabida falta de tempo para planejar as aulas - algo que Rebeca considera primordial para reverter o fracasso do ensino médio brasileiro, já constatado pelos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estagnados há quatro anos e, desde 2013, abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC).

Para a coordenadora, será preciso oferecer cursos de capacitação para que os docentes se preparem para implementar as mudanças previstas pela reforma. A medida provisória prevê que o ensino médio terá um conteúdo comum na primeira metade do ciclo - a ser definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em meados do ano que vem - e ênfase de conhecimento a ser escolhida pelo próprio aluno, na segunda metade da etapa, a depender do seu interesse profissional.

Formação. Para Rebeca, no entanto, é preciso ir até a raiz do problema. "A formação inicial do docente nos cursos de licenciatura e de Pedagogia é precária no Brasil, pois não dá insumos suficientes para que ele chegue à sala de aula capaz de contornar problemas. O governo precisa acompanhar isso."


Ela ainda destaca que as faculdades que formam docentes são desconectadas da vida prática e que esses profissionais, que não têm plano de carreira satisfatório, são pouco valorizados. "Isso os obriga a se dividirem entre vários empregos, o que tem ligação direta com a falta de tempo para o planejamento de aulas", afirma.

"Como resultado, em geral, temos professores com métodos ultrapassados e impositivos de ensino, ancorados no pressuposto de que eles sabem tudo e os alunos, nada. Isso precisa mudar. O estudante não quer ficar apenas copiando da lousa", completa.

Investir


Apesar dessas críticas, a coordenadora da Unesco afirmou que a mudança pretendida pelo governo "é bem-vinda", principalmente por causa da parte flexível do novo currículo. "O aluno deve investir tempo e esforço no que ele gosta e quer aprender, no que ele acha que vai ser necessário para a sua vida", afirma, salientando a importância de investimentos na educação profissional.

"Tem de haver ofertas mais variadas e conectadas com a realidade do mercado de trabalho, como eletrônica, informática, robótica. Hoje, a maior parte dos cursos é da área administrativa, pois não precisa de tanta infraestrutura."

Sobre o fomento à ampliação do número de alunos estudando em tempo integral (a meta do Ministério da Educação é que 500 mil novos estudantes estejam enquadrados nesta modalidade, que preconiza 7 horas de aula por dia, até o ano que vem), Rebeca diz que é imprescindível que a quantidade esteja aliada à qualidade e à interdisciplinaridade das ações.

"Não basta fazer com que os jovens fiquem mais tempo na escola se forem aulas 'mais do mesmo'. Isso pode ser entediante para eles", diz. A solução, segundo ela, é trabalhar menos com as chamadas "decorebas" e mais com os objetivos maiores da Educação: "Transformar vidas, trabalhar a cidadania e ganhar qualidade de vida".

Rebeca também vê uma inversão de influências entre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o conteúdo ensinado nas salas de aula nesta etapa da educação. Hoje, o que cai no Enem é que pauta o que será lecionado aos alunos do ensino médio, quando, para ela, deveria ocorrer o processo inverso - algo que o novo modelo, se aprovado no Congresso Nacional, pode ajudar a realizar. O Senado abriu consulta pública sobre a medida provisória do ensino médio integral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2016/09/28/reforma-deve-formar-professor-diz-unesco.htm

domingo, 25 de setembro de 2016

Veja as propostas de governo de candidatos a Prefeito em Cuiabá.

Alexandra Lopes

Wilson Santos (PSDB), Julier Sebastião (PTD) e Serys  Slhessarenko (PRB) são os candidatos a prefeitos de Cuiabá  com propostas mais claras e concretas nesta eleição com base no plano de governo que todos os candidatos enviam ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Veja a íntegra dos planos em anexo. 
 Emanuel Pinheiro (PMDB) também apresenta propostas, mas bem menos concretas. O candidato justifica que o plano ainda está sendo construído junto com os cuiabanos, de forma coletiva, durante a curta campanha eleitoral de um mês.
Entre as prioridades de Wilson, Serys, Julier e Emanuel está, por exemplo, a conclusão das obras do novo Pronto-Socorro de Cuiabá. 
O candidato do Psol, procurador Mauro, não apresenta muitas propostas de ações a serem realizadas caso ganhe o pleito. Seu plano está focado em fazer auditorias e políticas públicas. O mais "subjetivo" é o de Renato Santtana (Rede), que em seu plano de governo prevê apenas políticas públicas, a maior parte delas voltada para a sustentabilidade – um dos pilares do partido.  
A campanha entrou na reta final e, a uma semana do 1º turno, o  traz um levantamento sobre o que dizem os candidatos nos planos de governo, registrados junto à Justiça Eleitoral e também por meio das assessorias e nos programas de tv. O raio X, no entanto, optou por focar nas propostas voltadas a três eixos essenciais: saúde; infraestrutura e transporte; e educação. 
O plano de governo com o maior número de página é de Julier, com 64 páginas. Serys apresenta um diagnóstico de 51 páginas, Wilson, de 26, Emanuel, com 19,  e o Procurador Mauro, com 10. Renato é o candidato mais conciso. Resumiu suas propostas em apenas quatro folhas.  
Mário Okamura/Rdnews
Plano de governo candidatos de Cuiabá
Candidatos a prefeito de Cuiabá entregam no ato do registro de candidatura o plano de governo que tem para gerir o município. Poucos têm propostas concretas
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Veja a Medida Provisória que altera o Ensino Médio



Em edição extra, o Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira, 23, a Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016, que trata da criação do Novo Ensino Médio. Conforme anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante cerimônia no Palácio do Planalto, na quinta-feira, 22, a medida considera prioritária a aprendizagem do aluno e a manutenção dos jovens na escola, a partir de uma proposta curricular que contemple as necessidades individuais dos estudantes e ofereça oportunidades equivalentes às ofertadas nos principais países.
Trata-se da maior mudança ocorrida na educação brasileira nos últimos anos, desde a Lei das Diretrizes e Bases da Educação [Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996].
Medida Provisória nº 746/2016, que promove as alterações no ensino médio, foi publicada no Diário Oficial da União, edição extra nº 184-A, nesta sexta-feira 23.   
Assessoria de Comunicação Social

Clique na imagem ou no link para acessar a MP

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1000&pagina=1&data=23/09/2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ensino médio: português e matemática serão únicas obrigatórias; veja o que muda




Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Português e matemática serão os dois únicos componentes curriculares obrigatórios nos três anos do ensino médio, de acordo com o novo modelo para a etapa anunciado hoje (22) pelo governo. A definição está em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Atualmente, a etapa tem 13 disciplinas obrigatórias para os três anos.

A MP prevê a flexibilização do ensino médio com o objetivo de torná-lo mais atraente para o jovem, segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho. Os componentes curriculares que deverão ser ensinados no período obrigatoriamente serão definidos na Base Nacional Comum Curricular, que começará a ser discutida no próximo mês e deverá ser definida até meados do ano que vem, segundo o Ministério da Educação.

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas - modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional.
“O novo ensino médio tem como pressuposto principal o protagonismo do jovem. Hoje é bastante engessado. Esse modelo caminha na direção da flexibilidade”, disse Mendonça Filho.

Arte e Educação Física

O texto, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), determina o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física no ensino médio. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental.

As mudanças passarão a valer 180 dias após a publicação da Base Nacional, ou seja, não modificam o atual currículo. De acordo com o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Silva, a intenção é enxugar na lei as obrigatoriedades do ensino médio. “Agora a Base Nacional tem que dizer o que é e o que não é obrigatório nesse um ano e meio. Se eu vou definir ênfases, como eu posso ter todos os conteúdos do mundo? Se eu digo que os 13 conteúdos são obrigatórios?”, questionou.

Segundo Silva, artes e educação física, assim como conteúdos como filosofia e sociologia certamente estarão garantidos na Base Nacional Curricular Comum e poderão voltar a ser obrigatórios.

Idiomas

O inglês passa a ser a língua estrangeira obrigatória que deverá ser ensinada em todas as escolas de ensino médio. Outros idiomas podem ser ensinadas em caráter optativo.

A MP abre a possibilidade que os estados tenham mais autonomia nas decisões referentes a essa etapa da educação básica. Um sistema de ensino poderá, por exemplo, definir um sistema de crédito, no qual um aluno cursa determinados períodos e, caso deixe a escola, possa retomar o curso de onde parou e não tenha, necessariamente, que cursar um ano inteiro.

Também está previsto na MP que os créditos adquiridos pelos alunos nesse caso poderão ser aproveitados no ensino superior, após normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologação pelo MEC. Ao entrar na universidade ou no ensino tecnológico, a trajetória escolar do aluno será considerada e ele não precisará cursar matérias que envolvem conhecimentos e competências que já possui.

Carga horária

A reforma também determina que a carga horária mínima anual da etapa deverá ser progressivamente ampliada para 1,4 mil horas, o que tornará o ensino médio integral, com 7 horas por dia.

A expectativa do MEC é que as primeiras turmas que seguirão a formação de acordo com o Novo Ensino Médio começem em 2018, após a aprovação da Base e da MP pelo Congresso Nacional. Não há prazo para que as redes de ensino se adequem às mudanças, mas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) trabalha com o cronograma do Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser implementado até 2024.

Ensino técnico

Entre as trajetórias que os estudantes poderão escolher está a formação técnica. Os alunos serão certificados e seus itinerários formativos permitirão a continuidade dos estudos. Essa oportunidade de formação vai ocorrer dentro do programa regular, sem a necessidade de o aluno estar cursando o período integral. No ensino técnico, os alunos poderão ser certificados a cada etapa que cumprirem, recebendo uma certificação das competências adquiridas até ali.

As aulas técnicas poderão ser ministradas por profissionais com notório saber - ou seja, sem formação acadêmica específica na área que leciona -, reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos afins à sua formação. “Isso não vale para os demais conteúdos, se eu tenho o ensino de filosofia, eu vou continuar tendo que ter um professor formado em filosofia, isso não muda. Vale apenas para o ensino técnico”, explicou o secretário de Educação Básica.

Resultados

A reforma do ensino médio passou a ser priorizada pelo governo depois que o Brasil não conseguiu,  por dois anos consecutivos, cumprir as metas estabelecidas para essa etapa da formação. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país, mostram que o ensino médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta para 2015 era nota 4,3, mas o índice ficou em 3,7.

Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos, número que inclui estudantes das escolas públicas e privadas. Segundo o Ministério da Educação, enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi de 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação no nível fundamental é de 8,2%, frente a 11,5% no ensino médio.

Edição: Luana Lourenço

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-09/ensino-medio-portugues-e-matematica-serao-unicas-obrigatorias-veja-o-que

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...