quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Professor precisa acreditar no recurso tecnológico

Professora e articuladora pedagógica fala no Diário de Inovações sobre o uso de mídias na educação e conta sobre o blog que criou para compartilhar experiência
Por Fernanda Tardin
Em maio de 2009 criei o “Blog Utilizando as Mídias na Educação” com a finalidade de construir um espaço de interação e troca de experiências entre os professores da minha escola, onde pudéssemos refletir sobre o uso das mídias na educação. Postando textos, vídeos, dicas de sites e blogs, entrevistas, jogos educacionais e muito mais, o objetivo era enriquecer e diversificar o processo de ensino e aprendizagem.
O blog nos permite compartilhar descobertas e aprender com colegas de vários cantinhos do Brasil. Podemos utilizá-lo como fonte de pesquisa e formação (confira as entrevistastextosvídeos e jogos). Em um dos posts, por exemplo, compartilho a dica que descobri no blog de uma professora de São José dos Campos, incluindo atividades on-line para reforçar conteúdos de ciências. É possível constatar a interação de professores do Amapá, Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Santa Catarina.
Tecnologia Educação Diários de Inovaçõescrédito Divulgação

Particularmente em 2010 e 2011 utilizei alguns jogos educacionais postados no blog para organizar uma Olimpíada Interna de Jogos Digitais na escola, baseada na OJE (Olimpíada de Jogos Digitais e Educação), da qual nossos alunos ainda não podiam participar. Dividimos as turmas em equipes e disponibilizamos as regras e os jogos que seriam utilizados.
Os alunos utilizavam as aulas de Laboratório de Informática para praticarem. A olimpíada foi divida em duas fases: a 1ª fase (classificatória) aconteceu entre as equipes de cada turma, onde foi selecionada a equipe que mais pontuou; já a 2ª fase (final e premiação) aconteceu entre as equipes representantes de cada turma. A participação e o aprendizado foram os destaques na atividade.
Gosto sempre de reforçar que não existe recurso tecnológico que substitua a atuação do professor. Se for para utilizar só por utilizar, é melhor que não o faça. Os recursos vêm para enriquecer, aprimorar, diversificar o ensino, mas o professor tem que acreditar no seu uso. Ele deve identificar o momento certo e sentir-se seguro para aplicá-los. A eficácia parte da postura do professor em aplicar o recurso digital. É essa mediação que vai fazer toda a diferença nos resultados obtidos.
assinatura_professora_fernanda
* Diário de Inovações é uma seção com relatos de educadores que estão inovando dentro da sala de aula. Para compartilhar suas experiências com a gente, acesse aqui o formulário e conte sua história.
http://porvir.org/diariodeinovacoes/professor-precisa-acreditar-recurso-tecnologico/20141022

Professor que optar por dedicação exclusiva pode ter adicional de 60%


Professores da educação básica poderão receber adicional de 60% para trabalhar em regime de dedicação exclusiva com carga horária de 40 horas semanais. O objetivo é convencer os educadores a se dedicarem a um único cargo, o que evitaria o excesso de trabalho e melhoraria o rendimento em sala de aula.
A medida passará a valer se for aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2013, do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Hoje, devido ao baixo salário da categoria, que recebe em média R$ 2,5 mil, esses profissionais acumulam cargos e acabam se desgastando. Delcídio propõe que o custo do adicional fique a cargo da União, reconhecendo que estados e municípios não teriam condições financeiras de suportar o gasto.
A despesa anual com o adicional seria de R$ 39,9 bilhões, mas o montante gasto pelo governo federal dificilmente chegaria a esse total, já que grande parte dos professores não é efetivada por concurso público e o adicional seria opcional.
Delcídio observa também que, mesmo com o aumento, que elevaria o salário da categoria para R$ 4 mil, na média, o valor ainda seria inferior ao que recebem os professores da rede federal de educação básica e ao que propõe o Plano Nacional de Educação (PNE).
http://www12.senado.leg.br/jornal/edicoes/2014/10/22/professor-que-optar-por-dedicacao-exclusiva-pode-ter-adicional-de-60

Cuiabá: Orientações para o término do ano letivo 2014 e início do ano letivo de 2015



Para acessar a Portaria Nº 200/2014, clique na figura  ou no link abaixo. 


PORTARIA Nº 200/2014/GS/SME - Organização do término do ano letivo/2014, bem como a normatização do ano letivo de 2015, nas unidades educacionais do município de Cuiabá




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Calendário de atividades para término do ano letivo de 2014 e início de 2015 (SME- Cuiabá)


Veja a íntegra da Portaria nº 200/2014




Avaliação Nacional da Alfabetização - ANA: Acesse o documento básico


A avaliação está direcionada para as unidades escolares e estudantes matriculados no 3º ano do Ensino Fundamental, fase final do Ciclo de Alfabetização, e insere-se no contexto de atenção voltada à alfabetização.
A Avaliação Nacional da Alfabetização – ANA produzirá indicadores que contribuam para o processo de alfabetização nas escolas públicas brasileiras. Para tanto, assume-se uma avaliação para além da aplicação do teste de desempenho ao estudante, propondo-se, também, uma análise das condições de escolaridade que esse estudante teve, ou não, para desenvolver esses saberes.
Assim, a estrutura dessa avaliação envolve o uso de instrumentos variados, cujos objetivos são: aferir o nível de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa e alfabetização em Matemática das crianças regularmente matriculadas no 3º ano do ensino fundamental e as condições de oferta das instituições às quais estão vinculadas.


Objetivos:

 

i) Avaliar o nível de alfabetização dos educandos no 3º ano do ensino fundamental;

ii) Produzir indicadores sobre as condições de oferta de ensino;

iii) Concorrer para a melhoria da qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional.
Participação:

A ANA é censitária, portanto, será aplicada a todos os alunos matriculados no 3º ano do Ensino Fundamental. No caso de escolas multisseriadas, será aplicada a uma amostra.

Eleições: uma oportunidade para exigir compromissos na educação

A eleição em dois turnos acirra a tendência de polarização do debate político, uma vez que restam apenas dois candidatos e é preciso marcar as diferenças na disputa pelos votos. É uma pena quando a polarização se restringe ao caráter dos candidatos – que, claro, só pode ser bom (o meu) X ruim (o outro) ou à demonização do adversário via acusações de corrupção, alianças espúrias, intenções inconfessas, etc.
Helena Singer é socióloga e diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz. Ajudou a fundar o Instituto de Educação Democrática Politeia e o Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública da Universidade de São Pauo (NUPSI-USP). É autora de “República de Crianças: Sobre Experiências Escolares de Resistência” e “Discursos Desconcertados”.
O debate político polarizado é bom quando se dá sobre os programas apresentados, sobre as propostas defendidas pelos candidatos. Mas também é uma pena que os dois candidatos finalistas à corrida presidencial não estejam dando a devida importância para seus programas – Dilma Rousseff ainda não apresentou o seu e Aécio Neves costuma defender propostas que não estão explicitadas em seu programa como, por exemplo, a redução da maioridade penal.
O que resta aos eleitores e movimentos sociais é pressionar para que os candidatos assumam os compromissos necessários para a transformação positiva do país. No campo da educação, o debate fica muito genérico. As manifestações de rua iniciadas em junho de 2013 e continuadas durante o ano seguinte, exigiam prioridade a esta área, qualidade, “escolas padrão Fifa”. Mas o que isso quer dizer?
A educação brasileira é classificada como ruim, de má qualidade, desde que o Brasil se tornou Brasil. Em determinados momentos se fala em “crise da educação” e, de fato, nunca houve um período estável de “educação de qualidade”. Por educação, subentendem-se sempre as instituições formais de ensino – escolas e universidades. Contudo, como isso é subentendido, o discurso corrente é que o brasileiro é um povo mal educado, ignorante. Ou seja, a confusão entre escolarização e educação facilita manifestações preconceituosas que, em épocas de final de campeonato, como o segundo turno, ganham ainda mais espaço.
Receita para atingir a qualidade da educação
O que aconteceu no Brasil nos últimos 24 anos no campo da educação básica foi uma política continuada de universalização do acesso ao ensino e adoção de estratégias específicas para sua qualificação. Estas políticas privilegiaram as avaliações externas com base em provas teste.
Data de 1990 a criação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), composto por um conjunto de avaliações externas em larga escala. Inicialmente aplicado em uma amostra de escolas, com o passar do tempo, o sistema foi se agigantando até atingir a totalidade das escolas públicas brasileiras em 2007. O principal elemento do Saeb é a Prova Brasil, composta por testes de múltipla escolha em Língua Portuguesa e Matemática.
O Sistema se completa com o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que sintetiza – em uma escala de zero a dez – o nível de aprovação e a média de desempenho dos estudantes na Prova Brasil.
 A confusão entre escolarização e educação facilita manifestações preconceituosas
Os resultados das escolas no Ideb determinam as demais iniciativas dos governos. Ou seja, a distribuição dos recursos técnicos e financeiros do governo federal para os governos estaduais, municipais e mesmo diretamente para as escolas é orientada por esse índice. As metas determinadas pelo governo federal para estados, municípios e escolas fazem com que a mesma lógica se reproduza em relação aos recursos estaduais e municipais: estes se direcionam para ações pedagógicas e administrativas voltadas à melhoria no desempenho dos estudantes na Prova Brasil.
Em síntese, há mais de duas décadas, o país vive uma continuidade na política educacional brasileira no que se refere à busca pela qualidade das escolas. Trata-se de uma política baseada, sobretudo, em provas teste para medir desempenho dos estudantes em disciplinas determinadas. Dada tal continuidade, hoje é possível avaliar seus resultados nos últimos dez anos.
Em 2005, o Ideb do país foi 3,8 (anos iniciais do ensino fundamental), 3,5 (anos finais) e 3,4 (ensino médio). Em 2013, atingiu-se 5,2, 4,2 e 3,7 para os mesmos anos, respectivamente. Quer dizer, as escolas do país ensinam menos de 50% do que se espera.
Mesmo quem considera que são adequados os indicadores utilizados para avaliar a qualidade da educação básica, reconhece que ela está muito mal e que não tem melhorado significativamente, a despeito dos inegáveis avanços da última década em relação à democratização do acesso à educação formal, desde o ensino fundamental até o superior.
O remédio que se mostrou veneno
A promessa de que a utilização de “indicadores objetivos”, semelhantes aos utilizados nos países ricos, faria com que conquistássemos a tão almejada qualidade da educação não foi cumprida.
De fato foi esta política baseada em provas e testes de avaliação de desempenho de estudantes em disciplinas específicas que terminou por solapar o sentido da escola. Municípios e governos passaram a premiar com abono salarial as equipes escolares que atingissem as metas, os professores passaram a treinar os estudantes para melhorar seu desempenho nos testes. Ranqueamentos de escolas e municípios tornaram-se a principal notícia dos meios de comunicação, o grande pavor de secretários de educação e diretores de escola e motivo de vergonha de professores, estudantes e pais.
O efeito final de tudo isso foi a redução do papel da escola ao ensino das técnicas mínimas para responder a testes. Claro que isso não motiva nem estudantes, nem educadores, nem famílias e a escola permanece desqualificada e desvalorizada.
Eleições 2014: uma ruptura?
Nos últimos anos, pesquisadores, educadores e movimentos sociais - percebendo os resultados nefastos desta política – começaram a reivindicar novas possibilidades. Entre elas, o fortalecimento das políticas de educação integral, que focam no desenvolvimento dos estudantes em todas suas dimensões; a criação de estratégias para a valorização das competências sociais e afetivas; a necessidade de uma formação do cidadão que promova a democracia e os direitos humanos; além da participação dos educadores e da sociedade em geral na formulação e avaliação das políticas.
Até o dia 26 de outubro, há uma janela aberta para que essas propostas sejam apresentadas e os movimentos sociais possam pressionar os candidatos a se comprometer com uma política educacional efetivamente nova e que assegure a qualidade da educação brasileira.

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/10/20/eleicoes-uma-oportunidade-para-exigir-compromissos-na-educacao/

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Resultado do Prêmio Educador Nota 10

Outros nove educadores vencedores foram homenageados em São Paulo.
Prêmio valoriza boas práticas de ensino em todo o país.


Do G1, em São Paulo



A professora de educação infantil de Joinville (SC) Paula Aparecida Sestari, da CEI Odorico Fortunato, venceu o prêmio principal da 17ª edição do Prêmio Educador Nota 10, como Educadora do Ano de 2014, realizado pela Fundação Victor Civita, em parceria com a Globo e com a Fundação Roberto Marinho, na noite desta segunda-feira (20), na Sala São Paulo, região central da capital paulista.
O prêmio tem como objetivo promover as iniciativas pedagógicas de professores, diretores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais de escolas públicas e particulares. São ideias que mostram a importância da aprendizagem de crianças e jovens e como despertar este prazer pelo conhecimento.
Paula desenvolveu um trabalho chamado de “Baía da Babitonga: nosso berçário natural”. Ela fez com que as crianças conhecessem mais sobre o manguezal e os animais que vivem próximo a escola. ACom a ajuda dos pais e da direção da escola, os alunos fizeram um passeio de escuna onde conheceram a Baía da Batitonga, lugar em que o mar e o rio, que passa atrás da escola, se encontram. A partir daí, foi feito um mirante na unidade de educação para os estudantes continuarem a observação do local (veja no vídeo abaixo)..
 "A profissão tem os seus desafios, que todo mundo já sabe. Mas o fato de estar com eles [alunos] todos os dias, ver a evolução deles, saber que você teve a oportunidade de abrir um horizonte, de fazer com que as crianças aprendam coisas diferentes porque você permitiu isso, com certeza são as nossas grandes gratificações", disse a professora. "Quem trabalha com educação infantil também é professor", ressaltou Paula durante a premiação.
Além de Paula, outros nove educadores também foram premiados como Educador Nota 10: Ana Cláudia Santos, da EE Padre Paulo, de Santo Antônio do Monte (MG); Andréa de Fátima Dias Tambelli, da Escola da Vila, de São Paulo; Angela Maria Vieira, da EM Profª Maria Regina Leal, de Joinville (SC); Emanuel Alves Leite, EE Profª Maria Lourdes Bezerra, de Macau (RN); Mara Elizabeth Mansani, EE Professora Laila Galep Sacker, de Sorocaba (SP); Maria da Paz Melo, da EM Valéria Junqueira Paduan, de Santa Rita do Sapucaí (MG); Marlene Garcia Alves, do Colégio Estadual do Ensino Médio e Fundamental Vale do Saber, de Apucarana (PR); Monique Godoi Gomes Lescura, da EM Caic, de Lorena (SP); e Renata Maria Pontes Cabral de Medeiros, da EMEF Fabiano Alves de Freitas, de Ituverava (SP).
Os dez vencedores receberam um vale-presente de R$ 15 mil cada, e a grande campeã Paula Aparecida ganhou ainda uma viagem para conhecer uma escola modelo na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e outra com acompanhante para qualquer lugar do Brasil.
Ao todo mais de 3.500 inscrições de educadores de todo o país foram realizadas. A Região Sudeste foi a que registrou o maior número de inscritos: 1.596 participantes. O Estado com maior representatividade foi São Paulo (801), seguido por Minas Gerais (423), Rio de Janeiro (290) e Espírito Santo (82).
Para selecionar os ganhadores, a Fundação Victor Civita avaliou a adequação entre os objetivos, as ações desenvolvidas e as aprendizagens alcançadas pelos alunos.
No ano passado, a grande vencedora do prêmio foi a professora Elisangela Carolina Luciano, professora de Mogi Guaçu (SP), que desenvolveu um projeto de alfabetização com a turma de 1º ano na EMEF Adirce Cenedeze Caveanha em um mercado hortifruti. A turma dela analisou as placas que informavam o nome e o preço de frutas e legumes. Depois, pesquisou as informações nutricionais de cada um deles e escreveu, revisou e reescreveu novos textos até chegar ao produto final.

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/professora-de-joinville-ganha-o-premio-principal-do-educador-nota-10.html

Técnicos do FNDE monitoram escolas no Mato Grosso

Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vão percorrer, nesta semana, escolas públicas de Guarantã do Norte e Sinop, em Mato Grosso, para conferir de perto a execução do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O monitoramento visa avaliar e aprimorar a gestão do programa, esclarecer dúvidas dos agentes escolares e prevenir falhas no uso dos recursos.
Criado em 1995, o PDDE tem a finalidade de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas da rede pública de educação básica e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo é promover melhorias na infraestrutura física e pedagógica das unidades de ensino e incentivar a autogestão escolar.
Os recursos destinam-se a pequenos reparos nas unidades de ensino e à manutenção da infraestrutura do colégio. Também podem ser utilizados na compra de material de consumo e de bens permanentes, como geladeira e fogão. Ao longo dos anos, novas ações foram incorporadas e, hoje, também financia a educação integral e o Programa Atleta na Escola.

Pesquisa revela entraves para a utilização de recursos digitais abertos na sala de aula


A Ação Educativa lançou neste mês um estudo que traz um panorama sobre os Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil, com o objetivo de identificar oportunidades e desafios para o uso e a apropriação desses recursos em língua portuguesa. Realizado entre março e agosto de 2014, com apoio da Wikimedia Foundation, o mapeamento “Recursos Educacionais Abertos no Brasil: o campo, os recursos e sua apropriação em sala de aula“, analisou 22 portais de recursos educacionais online e entrevistou 30 pessoas, entre pensadores que lidam direta ou indiretamente com REA, produtores de conteúdos educacionais digitais e gestores públicos.
Jamila Venturini, coordenadora da pesquisa, explica que o conceito de REA está ligado à ideia de acesso, uso, adaptação e redistribuição gratuitos por terceiros, mediante nenhuma ou poucas restrições. Dados do estudo mostram, no entanto, que grande parte dos recursos disponíveis nos portais analisados não possui licenças que permitam aplicar esse conceito na prática.
Dos 231 materiais analisados, 43,7% possuem direito autoral padrão (todos os direitos reservados), 13,4% apresentam direito autoral padrão, mas com intenção de flexibilizar, 22% optaram por um licenciamento flexível, mas que não permite o uso do material para fins comerciais, e 10,8% são de domínio público, enquanto apenas 4,3% oferecem os recursos de forma totalmente livre.
“Quando falamos em licença autoral padrão com a intenção de flexibilizar, na prática são recursos que têm todos os seus direitos reservados. Há várias iniciativas, tanto públicas como privadas, que manifestam em sua descrição e missão a intenção de fazer esses conteúdos circularem e de promover o direito à educação, mas elas precisam usar licenças apropriadas para dar segurança ao usuário”, pontua Jamila.
A pesquisadora acrescenta que existe uma confusão sobre a ideia de abertura e acesso. Um dos entrevistados, por exemplo, afirmou que seus conteúdos são abertos como na TV aberta, pois podem ser acessados. “Os REA estão embasados na circulação livre do conhecimento. Falamos em abertura no sentido de se apropriar realmente daquele conteúdo, e não apenas consumi-lo”, esclarece.
Transformação da escola
A ideia de que a instituição escolar deve ser transformada é um dos pontos centrais da pesquisa e há um consenso entre os entrevistados de que os REA podem colaborar positivamente com essa mudança, que afetaria as estruturas escolares. “Muitos entrevistados pontuaram que essa transformação tem a ver com uma mudança na cultura escolar, na relação entre professor e aluno e na superação da recepção e transmissão do conhecimento”, destaca Jamila.
Alessandro Freitas, professor de história da rede estadual de São Paulo, concorda que a visão dentro da sala de aula precisa ser renovada. Para ele, o modelo atual acaba sendo uma forma de agressão à realidade dos alunos, que não veem mais sentido na escola, e provoca um desgaste entre os jovens e os professores.
“Os alunos têm fora da escola uma vida cercada por tecnologia e quando ele entra na sala de aula é obrigado a largar tudo aquilo que faz parte da vida dele. Muitas pessoas têm uma visão pessimista de que o aluno não quer mais aprender. Não é bem assim. A partir do momento em que o aluno consegue se identificar com aquilo, ele vai pesquisar, se aprofundar e dar os resultados esperados”, pondera.
Professor autor
A possibilidade de criar um material com o qual tenha identificação é uma das vantagens dos Recursos Educacionais Abertos, na opinião de Alessandro Freitas. “O material didático é feito sem a participação do professor e do próprio aluno, que são os principais sujeitos da educação. Muitas vezes não há identificação com aquele material e o professor é obrigado a usá-lo, mesmo discordando da visão de um autor”, afirma. O professor de história acredita que selecionar esses materiais e adaptá-los junto com os alunos, daria a chance aos professores de se aproximar dos estudantes, além de inserir os jovens no centro do aprendizado.
Segundo Priscila Gonsales, diretora-executiva do Instituto Educadigital e membro da comunidade REA Brasil, os professores têm usado frequentemente objetos digitais gratuitos e até mesmo criado novos recursos, mas eles compartilham pouco aquilo o que produzem.
Dados da pesquisa TIC Educação de 2013, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), confirmam a fala de Priscila. Do total de professores de educação básica entrevistados, 96% utilizaram recursos online para elaborar suas aulas e 88% deles fizeram adaptações no conteúdo. No entanto, apenas 21% dos educadores publicaram seus materiais.
“Os professores não se reconhecem como autores. A autoria vem sempre de fora para dizer como o professor tem que dar aula. Por isso é importante valorizar o ponto de vista pedagógico que os REA e a cultural digital proporcionam” , afirma Priscila. O grande desafio, para ela, é que os professores entendam melhor como usar esses recursos digitais para também se tornarem produtores de conteúdo.
Autor: Revista Educação

http://undime.org.br/pesquisa-revela-entraves-para-a-utilizacao-de-recursos-digitais-abertos-na-sala-de-aula/

Os 4 passos para se tornar um professor Maker

Especialistas dos EUA mostram como incentivar os alunos a criarem na sala de aula e as habilidades que isso desenvolve



O Movimento Maker se tornou um fenômeno global. Em 2013, quase 100 eventos e feiras makers ocorram em cidades como Oslo, Roma, Santiago e Tóquio. As  realizadas em Nova York e San Francisco bateram recordes de público. O trabalho dos pesquisadores educacionais apoia a crença dos educadores no poder de fazer na aprendizagem do aluno, tais como cognição incorporada, aprendizado profundo, habilidades de raciocínio, confiança, criatividade e habilidades do século 21. O resultado? Escolas de todo o país [Estados Unidos] estão convertendo as salas de aula e até mesmo seus edifícios em espaços makers e laboratórios de inovação.
Então, imagine como muitos educadores estão surpresos ao ver os estudantes resistirem ao fazer na sala de aula. Há um elo perdido entre a popularidade do mundo real do Movimento Maker e o fazer na sala de aula. Mas o mistério é resolvido se você considerar que a maioria dos educadores nunca aprendeu como ensinar o fazer. O elo perdido é o entendimento do professor.
crédito Africa Studio / Fotolia.comOs 4 passos para se tornar um professor Maker

4 fases do fazer
Fazer e criar pode ser um desafio. Para apoiar a criatividade e a inovação, temos de ajudar os alunos a ver esses desafios como uma parte normal do processo e que eles podem aprender a navegar com êxito com a prática. Para ensinar o fazer, é preciso compreender as principais fases do processo, as reações dos alunos em cada etapa, as posturas mais úteis dos professores e quais habilidades estão sendo ensinadas.
- Fase 1: Introdução
Iniciar o processo através da partilha de um trabalho aberto e os recursos disponíveis para completá-lo. Espere diferentes reações dos estudantes – alguns ficarão nervosos, outros animados e outros aterrorizados. Aqui estão algumas reações típicas de estudantes e boas respostas de professores:
Estudante: “Eu não tenho ideia por onde começar.”
Professor: “Comece fazendo listas, esboços, notas de todas as coisas que vêm à sua cabeça.”
Estudante: “Eu sei o que eu vou fazer.”
Professor: “Se esforce para encontrar mais de uma ideia – mesmo que sejam  apenas variações de suas ideias.”
Estudante: “Todas as minhas ideias são idiotas.”
Professor: “Nenhuma ideia é idiota nesta fase. Desligue todo o julgamento.”
Principais habilidades desenvolvidas: resolução de problemas, abertura às possibilidades, abster-se de julgamento, se envolver com a ambiguidade, brainstorming.
- Fase 2: Experimentação
Os alunos vão passar de empacados para desenvoltos, isso vai se repetir mais de uma vez durante esse processo. Alguns podem precisar trabalhar em silêncio, enquanto outros vão preferir discutir ideias à medida que as experimentam. Eles podem expressar desconforto à excitação conforme trabalham, e muitos vão querer checar cada avanço com você ao longo do caminho. Reações típicas dos  estudante e boas respostas de professores incluem:
Estudante: “Eu não sei qual ideia levar adiante. Eu gosto de mais de uma.”
Professor: “O que você gosta sobre cada uma de suas ideias? Existem pontos de intersecção entre elas?”
Estudante: “É isso o que eu quero fazer. Essa ideia é perfeita.”
Professor: “Vamos comparar essa ideia com o problema que estamos tentando resolver ou a questão que estamos tentando responder. Será que ela dialoga com o que estamos trabalhando?”
Estudante: “Eu não gosto de nenhuma das minhas ideias.”
Professor: “Caminhe pela sala. Converse com seus colegas. Veja o que eles estão fazendo e pergunte a eles como está indo. Veja se isso desperta alguma ideia para você”.
Principais habilidades desenvolvidas: pensamento ágil, pensamento crítico, reflexão, pesquisa, fazer conexões, comunicação.
- Fase 3: Prototipagem
Os alunos estão fazendo e criando. As restrições de recursos surgem, então eles têm que gerenciar materiais e tempo. Durante esta fase, você vai ajuda-los a fazer escolhas e encontrar possibilidades nessas restrições. Reações típicas dos estudante e boas respostas de professores incluem:
Estudante: “Não está saindo do jeito que eu quero. Não tenho os recursos que preciso.”
Professor: “Onde você está se sentindo restringido? Deve haver outras possibilidades aqui.”
Estudante: “É exatamente o que eu queria fazer. Feito!”
Professor: “Compartilhe seu protótipo com os outros. Eles conseguem dizer o que você estava tentando transmitir?”
Estudante: “Isso é difícil. Começar com ideias e esboços para fazer algo concreto.”
Professor: “Você está certo, é difícil. É normal sentir-se dessa forma, enquanto você está criando e fazendo. Vamos por partes.”
Principais habilidades desenvolvidas: perseverança, gerenciamento de recursos, confiança, receber feedback, ver o trabalho como um processo, trabalhar com a ambiguidade.
- Fase 4: Integrando o feedback
Você vai querer mostrar que o fazer é um processo e que o feedback é uma parte importante desse processo. Os alunos terão a oportunidade de refletir e compartilhar o que eles fizeram. Respostas típicas dos alunos e boas respostas de professores incluem:
Estudante: “Por que eu deveria me importar com o que os outros pensam sobre o que fiz? Eu gostei.”
Professor: “Obter um feedback pode ajudá-lo a ver o que você criou através dos olhos de outra pessoa. Você pode aprender algo novo.”
Estudante: “Por que eu tenho que falar sobre o que fiz? Não posso simplesmente mostrar?”
Professor: “Quando Steve Jobs falou sobre o iPhone, ele traduziu sua compreensão do objeto em algo que outros pudessem entender. Em ajudar os outros a entenderem, você também vai refletir sobre o seu trabalho e como você o criou.”
Principais habilidades desenvolvidas: comunicação, conhecimento aprofundado, abertura ao feedback, reflexão, pensamento crítico.
Seus alunos vão revisitar essas estágios e habilidades muitas vezes no processo fazer e criar. Cada vez, eles vão voltar com maior confiança e mais criativos, eles se tornam mais confortáveis com os aspectos desconfortáveis ​​do fazer e com a incerteza que acompanha o processo.
* Gayle Allen é executiva de BrightBytes, empresa norte-americana de software educacional, onde comanda pesquisas e iniciativas para fortalecer líderes educacionais. Ela possui mais de 15 anos de experiência como professora e diretora de escola.
Lisa Yokana é professora de arte e arquitetura da Scarsdale High School, onde coloca em prática o ensino interdisciplinar, envolvendo educadores de outras disciplinas. 

http://porvir.org/porfazer/os-4-passos-para-se-tornar-um-professor-maker/20141020

Para aprender

Escrito por Anna Veronica Mautner


Afinal, qual é a semelhança entre um mestre que orienta, um professor que ensina, um pai e um líder de uma nação? Todos ensinam a nos transformar, divulgam verdades e ensinam conhecimentos. Os homens que lideram a sociedade são detentores da palavra. As mulheres, nas mais variadas posições que ocupam no mundo moderno, nos ensinam a ser com base em hábitos, costumes e jeitos de viver o dia a dia. As mulheres constroem a partir do dia a dia vivido e a linhagem masculina conta essa história.
Sabemos e sempre soubemos que homens e mulheres desempenham papéis diferentes na construção da história da humanidade. Eu queria tentar destacar o papel das trocas no presente. É sobre elas que se institui a história e o futuro. O passado nós guardamos em outro patamar, em outro lugar. Olhando de perto, em detalhes, vemos que não só o homem e a mulher exercem funções bem diferentes no dia a dia da conservação da espécie como vão exercer funções diferentes ao contar a história que nos faz homens.
E onde fica a escola tal qual a conhecemos? A família transmite, por exemplo, as diferentes funções do gênero. Já a escola é geradora da consciência de ser, por meio da ampliação do vocabulário e, especialmente, do desenvolvimento do ato de duvidar. Resumindo, a escola tem a função de ensinar a duvidar, ao mesmo tempo em que ensina as respostas. É também sua função apontar a complexidade da vida e nos ensinar a resolver os conflitos dela. Isso vale tanto para as questões de números (aritmética, matemática, ciências) quanto para as de emprego de vocabulário. O professor, ao exercer suas funções em sala de aula, aponta tanto ideias quanto quantidades e , também, esperança e lembranças. Linguagem, aritmética, história e geografia.
E a ciência, onde fica? Cabe a ela desvendar tanto o que não é aparente quanto o visível e dar nome ao que compõe a natureza e o seu funcionamento. A natureza é cheia de nomes de coisas. A aritmética as quantifica sem parar e ensina a juntar, separar, ampliar, diminuir. Cabe à ciência examinar como tudo isso ocorre, como as coisas interagem e o que elas criam de novo. Cabe aos professores ter em mente que, independentemente da matéria que ensinem, estarão nomeando (ao ensinar) a si próprios e a tudo que está entorno de si mesmos.
De maneira muito simples, é isso o que ocorre desde a pré-escola até o fim da carreira acadêmica. Observamos, nomeamos, classificamos, descrevemos como cada item observado funciona e gera sem parar o mundo em que vivemos. A origem de tudo é o nome do objeto, do fato, da dinâmica. A escola dá nome a tudo que ocorre e foi descrito pelos homens no decorrer dos séculos e milênios. A escola nomeia, esclarece e ensina. A escola dá nome à transformação. 

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/colunistas-pm/anna-veronica/1009-para-aprender

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ANA 2014 será realizada de 17 a 28 de novembro

Escolas públicas urbanas e rurais com o mínimo de dez estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental participarão este ano da Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana). O teste será realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em parceria com estados, municípios e o Distrito Federal, no período de 17 a 28 de novembro, na escola onde a criança estuda. Os alunos vão responder a testes de leitura, escrita e matemática.

Para assegurar a participação de todos, o Inep produzirá provas com letras e número ampliados (fonte 18) e superampliados (24) para crianças com baixa visão. O número de provas ampliadas dependerá dos dados fornecidos pelas unidades de ensino no Censo Escolar. Estudantes com deficiência, transtornos globais ou específicos do desenvolvimento, síndromes ou outras necessidades de atendimento especial terão assegurado tempo adicional para responder aos testes.

A Avaliação Nacional da Alfabetização atende a uma série de objetivos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Entre eles, melhorar os padrões de qualidade e equidade do ensino, subsidiar a elaboração de políticas de alfabetização e aferir o nível de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática.

Conforme a Portaria do Inep nº 468, de 19 de setembro último, os diretores das escolas terão acesso aos resultados preliminares da Ana em maio de 2015, com uso de senha específica. Os resultados finais serão divulgados pelo instituto em agosto do próximo ano.

O Inep também fixou índice de participação de alunos nos testes para que cada escola obtenha resultados individuais. A taxa mínima de participação é de 80% dos alunos matriculados no terceiro ano do ensino fundamental.

Ionice Lorenzoni


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20855

Marceneiro de 86 anos cria jogo para ensinar tabuada a crianças

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo


Hermenegildo Garcia Filho nunca perdeu a vontade de criar. Estudou só até o ensino fundamental, mas já foi vendedor, funileiro, gerente de loja, dono de fábrica de brinquedos e marceneiro. Mesmo aos 86 anos, aposentado, não para de trabalhar e fazer a cabeça funcionar. Sua última invenção é um jogo que ensina tabuada para crianças chamado “O X da Questão.” A criação se transformou em um brinquedo comercializado com a seguinte regra: cada unidade vendida garante outra que será doada. Já foram doados 80 jogos e ainda há 280 disponíveis em estoque.
Os jogos fruto de doação são encaminhados para entidades beneficentes. A primeira entrega, de 80 unidades, ocorreu no dia 1º de outubro, em uma associação que atende crianças carentes na cidade de Franca (SP). No evento, chamado de “Dia da Tabuada” as crianças puderam brincar com o jogos.
Sr. Garcia, como é conhecido, atuou 15 anos como marceneiro, seu último ofício. Mora em Osasco, na Grande São Paulo, e além de lidar com madeira, gosta de trabalhar com a técnica de silk screen, em uma máquina que ele próprio montou. As peças da primeira versão de “O X da Questão” foram serigrafadas em papel alumínio.
Eu não quero morrer antes de ter morrido, eu gosto da vida, quero viver"
Hermenegildo Garcia Filho, 86 anos
“Percebia que as crianças não aprendem muito a tabuada e ficavam até constrangidas com isso. Elas são viciadas em calculadora, celular, e no vestibular não pode usar. É um problema. Criei o jogo meio na brincadeira, mas deu certo”, diz Sr. Garcia, que testou o brinquedo com os vizinhos. “Já tenho um bisneto de 5 anos, e quando ele vem me visitar, me fala: ‘biso, vamos jogar O X da Questão?' Os olhos das crianças brilham, para mim é uma dádiva ver uma criança feliz, é uma felicidade trabalhar com isso.”
Para brincar é necessário pelo menos duas pessoas. Uma das crianças tira um ficha onde há uma continha, 8x7, por exemplo, que ela tem de dizer a resposta. O resultado está no verso da ficha e o outro jogador pode ver e conferir se a resposta foi correta.
A lapidação do protótipo do brinquedo, além da criação do nome, layout e embalagem ficou por conta do filho do Sr. Garcia, o publicitário Fábio Tadeu Garcia, de 52 anos. Pai e filho aprimoraram o jogo e criaram uma versão mais fácil para crianças de até 6 anos e outra mais difícil para as de 10 anos. E agora batalham para que o produto seja utilizado como material pedagógico nas escolas.
“Meu pai sempre foi muito criativo, mas quando me falou do jogo achei que fosse só mais uma de suas invenções. Como não tinha muita noção testei com as crianças e elas amaram. Vi que tínhamos um bom produto na mão.” Fábio diz que é empreendedor, puxou o talento do pai de criar coisas, mas já “quebrou a cara umas sete vezes.”
Sr. Garcia diz que a ideia do jogo veio da vontade de ocupar a cabeça fazendo algo útil para alguém. “Eu não quero morrer antes de ter morrido, eu gosto da vida, quero viver. Gosto muito de crianças e pensei que poderia ajudar aos menos as do meu bairro a desenvolver o conhecimento da tabuada.”
Criança joga 'O X da Questão' no 'Dia da Tabuada' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)Criança joga 'O X da Questão' no 'Dia da Tabuada' (Foto: Beto Assis)
Novos jogos
No mês de junho deste ano, “O X da Questão” foi selecionado em um programa de empreendedorismo promovido pelo governo de Minas Gerais. Foi escolhido entre os dez melhores modelos de negócio, entre mais de 1.300 projetos inscritos. Com a verba recebida, a dupla produziu 5 mil unidades – metade para vender e metade para doar, em papel laminado.
Sr. Garcia adianta que outros jogos educativos estão em produção, depois de contemplar a matemática será a vez de um de português e outro de ciências, mas eles ainda precisam ser registrados. “Queremos atingir o ensino fundamental porque a criança está começando a adquirir conhecimento. O projeto é bom, mas as dificuldades são imensas, e apesar da minha idade, eu não tenho pressa.”
As entidades beneficentes interessadas em receber os jogos podem preencher um cadastro no site www.aprendatabuada.com.br. No site, também é possível adquirir o brinquedo pelo preço de R$ 41,90, mais o custo do frete.
Sr. Garcia com o jogo que ensina tabuada chamado de 'O X da Questão' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)Sr. Garcia com o jogo que ensina tabuada chamado de 'O X da Questão' (Foto: Fábio Tadeu Garcia)
80 jogos foram doados para entidade de Franca (Foto: Fábio Tadeu Garcia)80 jogos foram doados para entidade de Franca (Foto: Beto Assis)


http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/marceneiro-de-86-anos-cria-jogo-para-ensinar-tabuada-criancas.html

Feriado do Dia do Servidor Púbico é antecipado









O Governo do Estado de Mato Grosso decretou a antecipação do feriado do Dia do Servidor Púbico. A data que é comemorada no dia 28 de outubro, uma terça-feira neste ano, foi antecipada para a segunda-feira dia 27.

O Dia do Servidor Público é uma referência a data em que foi publicado o Decreto Lei nº 1.713, em 1939 que dispõe sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União 


Veja a íntegra do Decreto do Governo de Mato Grosso


http://www.iomat.mt.gov.br/visualizar_pdf.php?reload=ok&edi_id=00003815&page=1&search=dia%20do%20servidor

A ciência busca a educação

Roberto Lent: a neurociência pode influenciar até a grade curricular

Marina Kuzuyabu e Fernanda Teixeira


Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent explica como a neurociência brasileira está se aproximando da educação e os avanços que podem surgir dessa parceria




A neurociência tem uma série de contribuições a fazer na área educacional, mas raramente as descobertas científicas conseguem transcender os domínios dos laboratórios e chegar às salas de aula. Médico de formação, com uma carreira de mais de 15 anos dedicada à pesquisa científica, o neurocientista Roberto Lent, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defende o estreitamento do diálogo entre a comunidade científica e os educadores. Segundo ele, muitos estudos que poderiam ser aproveitados pelos professores não o são ou por falta de conhecimento, ou de integração entre as áreas. Por isso, Lent lidera um movimento para começar a construir essas pontes, como explica na entrevista que segue. Entre outros assuntos, o especialista também fala sobre o TDAH e os erros de diagnósticos que têm levado crianças a serem desnecessariamente medicadas. “Para muitas, uma intervenção pedagógica resolveria”, declara.

No campo da pesquisa, a neurociên­cia tem uma série de contribuições a fazer na área da educação. Quais os desafios de fazer essa transposição do laboratório para a sala de aula?

O maior obstáculo é a falta de integração e o desconhecimento. Por exemplo: o professor e pesquisador Ivan Izquierdo, da PUC-RS, tem trabalhos da maior importância na área da memória. Mas não há uma integração entre o trabalho dele e a prática da educação. E o motivo é simplesmente porque o processo não foi conduzido para isso – e não porque não há intenção. A maioria dos contatos dele está na medicina, onde existe a busca por medicamentos que possam aprimorar a memória, o que teoricamente é possível. Isso levanta uma série de questões e algumas tangenciam a educação. Será que a gente pode usar medicamentos pró-memória para facilitar a aprendizagem das crianças, que é baseada na memória? Há toda uma questão ética a ser pensada também. Será que é correto usar um fármaco para uma criança aprender? Questionamentos desse tipo mostram que o trabalho do Ivan Izquierdo, que é do primeiro time internacional na área de memória, não conversa com a área de educação. Daí a ideia de uma rede de integração. Se o laboratório do Ivan Izquierdo fizer parte da rede e dessa rede fizerem parte também os gestores, pessoas multiplicadoras na área de educação, a gente pode, a partir daí, começar a construir a ponte, trabalho que vai demandar anos. O educador que está na sala de aula sabe de coisas que a gente ignora completamente. Deve haver conversa, não pode haver uma relação de superioridade. É isso que estamos querendo construir: uma rede inicialmente constituída por neurocientistas do Brasil que se proponham a conversar com gestores, professores, educadores de modo geral, para que daí possam vir sugestões, indicações, novas práticas.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/210/a-ciencia-busca-a-educacao-327472-1.asp

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...