terça-feira, 14 de outubro de 2014

Educação do futuro será personalizada e híbrida, segundo pesquisa do Wise

Computadores e tablets estarão mais presentes na vida de professores e estudantes do que lousas e apostilas. Até 2030, a maior parte do ensino será personalizada, ou seja, vai acompanhar o ritmo e os interesses de cada aluno. Aulas online serão mais importantes do que as presenciais. Essas são apostas para a educação do futuro de 645 especialistas ouvidos por pesquisa do Wise (World Innovation Summitt for Education), da Fundação Catar.
O levantamento, que será lançado nesta semana e foi obtido com exclusividade pelo Estado, reuniu opiniões de experts de todos os continentes. No estudo, 93% dos pesquisadores apontam que a inovação - social, tecnológica e pedagógica - será a chave para o avanço educacional nos próximos anos.
No futuro, as escolas terão formatos híbridos: vão usar plataformas online e ter espaços para as interações sociais. Segundo 73% dos especialistas, o professor será um tutor, deixará de ser a fonte do conteúdo para ajudar o aluno a alcançar o conhecimento sozinho.
A tecnologia será fundamental, mas apenas distribuir os aparelhos não basta, destaca o trabalho. Os dispositivos terão de estar a serviço dos propósitos acadêmicos - e não o inverso.
E mais do que conteúdo, será predominante nos colégios o desenvolvimento das competências socioemocionais - habilidades como responsabilidade e resiliência. Segundo os especialistas, a intimidade com cálculos ou memorização de datas dizem pouco sobre os alunos.
A maioria também não acredita que todos devam aprender os mesmos conteúdos ao mesmo tempo. Isso pode pôr fim à divisão por séries, mas não significa que as matérias deixarão de existir - elas serão ensinadas de forma interdisciplinar, conforme os projetos dos estudantes. Um aluno que queira fazer um robô, por exemplo, terá de aprender conceitos de física, matemática e até de geografia.
Esse modelo de educação parece distante, mas já está sendo implementado em vários países, até mesmo no Brasil. As iniciativas ainda são pontuais.
Um dos exemplos no país é o Colégio Estadual Chico Anysio, no Rio, que foca nas competências socioemocionais - o projeto integra uma parceria do governo fluminense com o Instituto Ayrton Senna. A escola tem jornada integral no ensino médio e eixos de formação que envolvem convívio e autonomia.
"Temos projetos de pesquisa, em que somos protagonistas", conta Anna Beatriz Figueiredo, de 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio da escola. A jovem, que antes estudava em um colégio público convencional, percebe a diferença entre os modelos. "Antes, eu estava em uma condição passiva, sem muita voz."
Willmann Costa, diretor da unidade, explica que o objetivo é interligar os conhecimentos e desfazer barreiras entre professores e alunos. "É um modelo de currículo atrativo, mais próximo da juventude", destaca.

Veja também: Desafio será ampliar ações na educação, diz especialista
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Como professores de todo o Brasil transformaram a vida de seus alunos

Histórias de quem superou as adversidades da profissão e ampliou o impacto de suas atividades para além dos muros da escola


Marta Avancini e Luciana Alvarez
Professora Ana Telles com seus alunos: crianças apresentaram sarau para a comunidade

No município de Campo Bom (RS), alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santos Dumond fazem mutirões para recolher lixo e plantar mudas de árvores nas margens do arroio. Em São Paulo (SP), estudantes do colégio Stance Dual fizeram um levantamento dos problemas do bairro, elegeram prioridades, se organizaram e enviaram uma carta à subprefeitura responsável pela região, solicitando a recuperação da praça Contos Fluminenses. Em Cacoal (RO), alunos da Escola Estadual Cora Coralina estão envolvidos numa iniciativa que ajuda a controlar a dengue no município: eles distribuem sementes de crotalária, uma planta que atrai libélulas, predadores naturais das larvas e do mosquito que causa a doença.

Embora diferentes entre si e fortemente vinculadas às realidades em que estão inseridas, as iniciativas acima descritas possuem algo em comum: foram colocadas em prática por professores e extrapolaram o ambiente escolar, impactando o entorno de suas escolas. No Rio Grande do Sul, a evasão escolar diminuiu junto com a redução das enchentes do arroio Peri. Em Rondônia, o projeto Cacoal contra a dengue ganhou fôlego e escala, resultando numa parceria da escola com as secretarias municipais de Saúde e do Meio Ambiente. Em São Paulo, a praça foi reformada e, agora, o desafio é envolver os comerciantes da região da Bela Vista para fazer a manutenção do local.

Esses exemplos mostram que, apesar de um cotidiano atribulado e permeado de desafios, em todas as partes do Brasil muitos docentes transformam problemas e desafios do dia a dia em iniciativas que mudam (para melhor) a vida dos alunos, das escolas e, muitas vezes, da comunidade. Quais seriam, então, as características que fazem com que esses profissionais se destaquem em seu grupo? Como eles conseguem superar a realidade muitas vezes desanimadora das escolas brasileiras? O que faz com que eles se tornem professores transformadores?

Para Bernadete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, são muitos os professores que realizam ações transformadoras e inovadoras no Brasil e que, para isso, muitas vezes, superam as dificuldades que encontram no trabalho e, até, as falhas de formação. Segundo a pesquisadora, o diferencial desses profissionais é aliar uma insatisfação com a realidade ao impulso de encontrar soluções para os problemas.

COMPROMISSO SOCIAL

Como se sabe, o cenário para o exercício da docência no Brasil oferece condições distantes do ideal. Um a cada quatro docentes tem contrato precário ou é terceirizado, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A remuneração ainda deixa a desejar, embora tenha melhorado nos últimos anos: na média, o salário dos docentes corresponde a 51% do salário médio de um profissional com curso superior, formado em outras áreas. Além de ganhar menos, os professores trabalham longas horas, muitas vezes em diversos estabelecimentos: cerca de 40% dos professores fazem jornada dupla ou tripla, segundo dados de 2009 do Ministério da Educação (MEC).

Para Bernadete, o que faz surgir algo de diferente em meio a esse cenário de problemas marcados é o sentido de compromisso social que impulsiona alguns profissionais a buscar soluções para os problemas que identificam, articulando-as com práticas educativas que, por vezes, assumem caráter inovador. A pesquisadora ressalta ainda que esses professores estão insatisfeitos com os modelos tradicionais de ensino e aprendizagem e acreditam que a educação pode melhorar, apostando em seu poder transformador.

Por vezes, as iniciativas e ações são individuais, gestadas na convivência com os alunos na sala de aula, conforme o docente vai percebendo suas dificuldades e potenciais, identificando seus interesses e possibilidades de mobilização. Quando se abre o canal de diálogo e interação entre alunos e professores, as ações se traduzem em ampliação do universo de conhecimento (tanto de alunos quanto dos professores), melhoria da aprendizagem, desenvolvimento da consciência cidadã, dentre outras.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Outras vezes, as iniciativas inovadoras estão associadas a projetos de maior fôlego, ligados a organizações sociais, cada vez mais presentes no cotidiano das escolas. Para Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a presença das ONGs e outras entidades é um fator que tem colaborado para o surgimento de experiências inovadoras e transformadoras na escola.
“As ONGs complementam o papel do poder público, oferecendo apoio técnico, o que pode ajudar a potencializar projetos e ações que se diferenciam das práticas tradicionais”, analisa Amabile.

Na cidade de Irecê, no interior da Bahia, a criação de uma rádio e de um jornal escolar, com apoio de uma entidade do terceiro setor, o Instituto Brasil Solidário, foi a via para modificar profundamente o ambiente da Escola Municipal Luiz Viana Filho. Na medida em que os alunos assumiram a rádio e o jornal, o clima e as relações sociais foram melhorando, a ponto de a escola deixar de ser temida, para se tornar uma das mais concorridas da região. “Hoje temos fila de professores querendo ser transferidos para cá”, conta o professor Jefferson Maciel Teixeira, que há três anos assumiu a direção do colégio.

DIREITO DE APRENDER

Para o chefe de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marcelo Mazzoli, o somatório de compromisso social com valorização do aluno, típico das experiências transformadoras que acontecem no ambiente escolar, remete a uma dimensão fundamental: a garantia do direito de aprender. “Esses professores assumem um compromisso desenvolvendo ações que materializam, no cotidiano da escola, o direito de aprender”, diz Mazzoli.

Mas, como ganhar escala em iniciativas que hoje se restringem ao âmbito do esforço pessoal? Por isso a importância de que as ações lideradas por professores sejam valorizadas, ganhem cada vez mais espaço como prática didática e sejam propagadas, diz Mazzoli. “São iniciativas que estabelecem a adesão do aluno, da escola e da comunidade do entorno a um projeto educativo”, justifica.

Nesse ambiente, o professor assume uma posição de protagonista, na medida em que desencadeia processos que modificam hábitos, práticas, comportamentos, além de ampliar horizontes. Nesse sentido, resgata-se a centralidade do papel do docente no processo educacional. Veja, nos links abaixo, as histórias de quem já assumiu um papel central na educação brasileira.

Veja Mais:


*Reportagem publicada na íntegra originalmente na edição 210 de Educação, com o título "Profissão: transformar"
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/210/como-professores-de-diferentes-partes-do-brasil-transformaram-a-vida-327552-1.asp

sábado, 11 de outubro de 2014

Aluna da EE União e Força (Cáceres - MT) é vencedora do Programa Jovem Senador. Veja a redação

A representante de Mato Grosso no Programa Jovem Senador, a estudante  Nathalia Lima Janones, 17 anos, foi a vencedora nacional  no concurso com a redação “Se eu fosse Senador”. Primeira colocada no país, após concorrer com outras 26 redações, a aluna do ensino médio da Escola Estadual União e Força, de Cáceres, aguarda com expectativa representar o Estado e o país no Programa.
O Programa anual  proporciona aos estudantes do ensino médio das escolas públicas conhecerem o funcionamento do Poder Legislativo, debatendo sobre as responsabilidades do Senado Federal. Segundo a  técnica responsável pelo Programa na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Telma Regina Oliveira Peres, Nathalia foi selecionada na etapa estadual após concorrer com outras 14 redações. O material analisado na comissão estadual apresentou todos os critérios definidos pelo Programa. No Senado, uma outra comissão responsável pela análise anunciou na terça-feira (07) o texto vencedor.

 
“Estou muito feliz com a oportunidade de representar o Estado e o Brasil junto ao programa. Esse é um projeto futurista, pois posso representar os anseios de todo o Estado” disse a estudante premiada. Nathalia conta que o interesse pelo Protagonismo Juvenil surgiu  muito cedo, mas a participação foi instigada com a palestra de um Parlamentar Jovem que falou sobre vários programas onde os estudantes poderiam estar inseridos. O premio será entregue em Brasília, quando a Jovem Senadora estará no Senado Federal entre os  dias 18 à 22 de novembro.

“Minha missão é voltar e fazer a mudança”. Conforme ela, representar o Estado é ser a semente necessária para despertar  o desejo dos jovens em conhecerem mais sobre política. Mostrar que o tema vai além do partidarismo. “Nós vivemos política e mesmo não querendo nós estamos inseridos nela. Este projeto nós ajuda a entender o que podemos fazer para mudar a nossa realidade”, conclui Nathalia Janones.

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14663&parent=20

Veja gráficos preparados pelo QEdu sobre o IDEB

Quer ver mais dados sobre o município de Cuiabá, acesse

http://www.qedu.org.br/ajuda/artigo/434125

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mato Grosso divulga os textos selecionados na etapa estadual da 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa

A Comissão Julgadora Estadual de Mato Grosso da 4ª Edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro definiu nesta semana (06.10) os quatro textos vencedores em cada categoria: artigo de opinião, crônica, memórias literárias e poemas. A comissão recebeu das comissões municipais o total de 410 textos para avaliar e selecionar os vencedores nesta etapa. Mato Grosso obteve 16 (dezesseis) semifinalistas, os quais representarão o Estado nas próximas etapas do concurso, regional e nacional.

Na etapa regional, os alunos semifinalistas e respectivos professores participarão de oficinas pedagógicas e visitas culturais. No mesmo momento que acontecem essas atividades nos Encontros Regionais, a Comissão Julgadora Regional selecionará os 152 (cento e cinqüenta e dois) textos finalistas. Serão realizados 4 (quatro) encontros – um para cada categoria, sob a coordenação técnica do Cenpec.

Nesta edição da Olimpíada, os encontros regionais acontecerão em Belo Horizonte-MG (poema) de 28 a 30 de outubro; Maceió-AL (memórias literárias) de 03 a 05 de novembro; Porto Alegre-RS (crônica) de 10 a 12 de novembro; e, em Brasília-DF (artigo de opinião) de 17 a 19 de novembro.

Os encontros da etapa regional têm por objetivo ampliar as habilidades de leitura e escrita e o universo cultural dos alunos, além de desenvolver, com os professores, ati¬vidades destinadas a contribuir para a melhoria da qualidade do trabalho docente.

Os professores de alunos semifinalistas entregarão à Coordenação da Olimpíada, durante os encontros regionais, o ‘Relato de Prática’ e participarão da seleção no segmento docente. Na oportunidade, serão selecionados 7 (sete) Relatos em cada categoria: poema, memórias literárias, crônicas e artigo de opinião. 
A premiação dos alunos semifinalistas da Etapa Estadual, professores vencedores na categoria Relato de Prática e dos alunos finalistas da Etapa Regional acontecerá nos Encontros Regionais. A premiação pode ser conferida no Regulamento disponível no Portal da Olimpíada: <https://www.escrevendoofuturo.org.br>.
Nos próximos dias, a Equipe Técnica do Cenpec entrará em contato com os professores semifinalistas para orientar e organizar a viagem dos alunos para os Encontros Regionais.

Outras informações, acompanhar a página da Olimpíada de Língua Portuguesa em Mato Grosso: <https://www.facebook.com/OlimpiadaDeLinguaPortuguesamt>, ou entrar em contato com a coordenação estadual da Olimpíada (Consed-MT), professora Neiva de Souza Boeno, pelo  telefone (65) 3613-6321 ou pelo e-mail neiva.boeno@seduc.mt.gov.br, ou na Central de Atendimento da Olimpíada, telefone 0800-771.9310 (ligação gratuita).










http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14660&parent=20

A importância da visão empreendedora na educação

Leo Fraiman


Como a escola pode deixar antigos paradigmas de lado e adotar uma nova forma de educar, mais consonante com um mundo em constante transformação, e numa velocidade cada vez mais rápida? Nessa nova realidade, a educação deve ter uma visão empreendedora, que contemple valores, esteja aberta às novas tecnologias, integre família e escola, transcenda o "conteudismo", aprenda a se conectar com as crianças e jovens deste tempo e considere o sonho e a felicidade como metas a alcançar.
A educação empreendedora parte de duas grandes premissas. Uma considera o valor do todo e de todos. É a partir do envolvimento de todos os profissionais da instituição e do alinhamento de suas atitudes que esta poderá servir a sociedade de forma ética e sustentável. A outra premissa é a integridade, alcançada quando se mobiliza cada ação cotidiana em direção ao maior alinhamento possível entre o que pensamos e desejamos. Ao unir pensamentos, sentimentos e comportamentos, uma pessoa está mais integrada consigo mesma, com a sua verdade, e obtém maior poder pessoal.
Não cabe somente ao professor, em sala de aula educar. A polidez, a clareza na comunicação, o desejo de ajudar devem estar presentes em cada gesto, olhar e atitude de todos os profissionais da escola. Pois tudo que se fala sobre direitos humanos na sala de aula vai por água abaixo se na secretaria da escola as pessoas tratam os pais de maneira indecorosa. De nada adianta a professora falar sobre a importância do capricho nos trabalhos aos alunos, se na hora do lanche eles recebem sua comida colocada de qualquer jeito no prato.
Assim como o aprendizado de língua portuguesa não se restringe somente aos professores desta matéria e precisam ser reforçados pelos colegas nas suas aulas (falando adequadamente e com clareza), nas provas (com boa redação e facilidade de entendimento), nos murais espalhados pela escola (atrativos, claros e motivadores) e na forma como tratam os alunos (com assertividade e polidez nas palavras usadas e na maneira de falar), valores, crenças e atitudes são transmitidas pelo que se fala e faz no contexto escolar. É preciso unidade para uma instituição se tornar forte e seu sucesso se mostrar duradouro.
Esse nosso jeito de educar está baseada numa série de compromissos, que norteiam todas as nossas ações e atitudes. O primeiro deles é com o aluno. Cada educando bem formado é fonte de novos bens, valores e força motriz para a sociedade. Isso significa que todos nós educadores cuidamos dos recursos humanos que garantirão o desenvolvimento do nosso país no longo prazo, e educar, assim, se torna um ato ético e sustentável. E você, como educador, já pensou em como pode adotar esses novos pensamentos e adaptá-los ao cotidiano de seus alunos?

LEO FRAIMAN

Leo Fraiman é psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro "Como Ensinar Bem", pela Editora OPEE, além de outros títulos publicados nas áreas de Orientação Profissional, Familiar e de Educação. Site: leofraiman.com.br
http://educacao.uol.com.br/colunas/leo-fraiman/2014/10/09/a-importancia-da-visao-empreendedora-na-educacao.htm

Escolas municipais participam de campeonato de xadrez

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá

Ao menos 16 escolas municipais de Cuiabá participam nesta sexta-feira (10), a partir das 7h30, do campeonato de xadrez promovido pela Secretaria Municipal de Educação. O evento ocorrerá na escola Henrique da Silva Prado, no bairro Areão.
O campeonato é uma das atividades esportivas do 3º Jogos Escolares de 2014 e será dividido nas categorias A (alunos nascidos de 2000 a 2002) e B (nascidos de 2003 a 2005).
Vão participar alunos das escolas municipais Rafael Rueda, Ana Tereza Arcos Krause, Alzira Valladares, Antonia Tita, Maria Dimpina, Ranulpho Paes de Barros, Marechal Cândido Mariano Rondon, Lenine de Campos, Orlando Nigro, Santa Cecília, Rafael Rueda, Helio de Souza, Jescelino Reiners, Maria da Glória de Souza, Francisval de Brito e Ana Alves de Oliveira.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-municipais-participam-de-campeonato-de-xadrez/9678

Projeto cria espaços de leitura nas creches

Foto: Jorge Pinho

Secom Cuiabá
A Secretaria de Educação de Cuiabá desenvolverá em 10 creches o projeto "Biblibaby", que visa criar espaços de leitura para as crianças das unidades. O projeto será realizado no mês de outubro em comemoração ao Dia da Criança (12) e ao Dia Nacional do Livro (29).
O projeto será coordenado pela equipe das bibliotecas Saber com Sabor, em parceria com a equipe de Educação Infantil. Conforme explica a coordenadora das bibliotecas Saber com Sabor, Edvair Alves, o projeto visa o desenvolvimento de saberes e habilidades necessárias à prática da educação em espaço sobre rodas (prateleiras) com um acervo diversificado contendo literatura infantil, gibis, revistas educativas, material para colorir, desenhos, entre outros.
“O objetivo é levar conhecimento, cultura, lazer e entretenimento a essas crianças. Sempre incentivo a leitura para promover o ensino-aprendizagem”, observa Edvair Alves.
O projeto conta também com oficinas de produção de livros infantis em tecido e feltro para os Técnicos em Desenvolvimento Infantil (TDIs), Técnicos em Multimeios Didáticos (TMDs) e Assessores da equipe de educação infantil. As oficinas serão realizadas nos dias 10, 17 e 18 de outubro, totalizando carga horária de 20 horas.
Nos dias 22, 23 e 24 serão realizadas as entregas das estantes, dos livros, gibis e revistas, bem como a montagem e inauguração das Biblibaby nas creches.
Os livros confeccionados farão parte do acervo das Biblibaby e servirão de ferramentas para serem utilizados de forma lúdica na contação de história, buscando despertar a imaginação e a criatividade das crianças. 
As creches municipais que vão participar do projeto são: Amália Curvo de Campos, CAIC Eldorado, Elzira Cavalcante, Jamil Boutros, João Batista Scalabrini, José Luiz de Borges Garcia, Padre Armando Cavallo, Santa Clara, Sebastião Tolomeu e Antônio Marcos Ruzzene.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/projeto-cria-espacos-de-leitura-nas-creches/9679

Chamada de "burra" nos tempos de escola, jovem lança HQ sobre bullying

Vanessa Bencz foi diagnosticada com transtorno de déficit de atenção. 
'Quem pratica bullying também tem problema e precisa ser ouvido', diz.

Paulo GuilhermeDo G1, em São Paulo


Vanessa Bencz sofreu bullying por causa de TDAH e escreveu um livro em HQ para tratar o tema (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)

Durante boa parte da infância, a catarinense Vanessa Bencz se acostumou com as notas baixas na escola, a dificuldade em se concentrar durante a aula, e o estigma de que não conseguiria aprender nada. Se via perdida em meio às brincadeiras dos colegas de classe, isolada em um canto da sala, às vezes reprovada com olhares pelos professores. "Ninguém queria andar perto de mim. Diziam que a burrice era contagiosa", afirma.

Vanessa demorou para descobrir que sofria de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a entender que era vítima de bullying. Hoje, jornalista formada, ela conta a sua trajetória em forma de ficção no livro de história em quadrinhos "A menina distraída".
A jovem de Joinville (SC) diz que descobriu que algo estava errado em sua vida aos dez anos, depois de tirar várias notas zero nas provas. Era comum parar de prestar a atenção na aula para olhar pela janela ou desligar-se da aula para desenhar no caderno.
"Sempre fui muito tímida e tirava só nota baixa. Ninguém queria andar comigo", afirma. "Eu só não repetia de ano porque estudava em colégio particular que me aprovava por causa das mensalidades."
Livro lembra episódio em que ela foi reprimida por professor por desenhar durante a aula (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)Livro lembra episódio em que ela foi reprimida por professor por desenhar durante a aula (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)
Já na adolescência, um professor de matemática a repreendeu diante de toda a classe depois de flagrá-la desenhando em vez de fazer os exercícios. "Ele disse que eu jamais seria uma desenhista, no máximo iria fazer cartaz de supermercado."
Os pais encaminharam Vanessa para uma psicóloga e aos poucos seu desempenho escolar começou a melhorar. A psicóloga diagnosticou o transtorno de déficit de atenção e passou a orientar Vanessa a como fazer seu cérebro funcionar "à sua maneira". "Ela me explicou que se eu anotasse o que o professor falava, dormisse 20 minutos à tarde e olhasse o que anotei em seguida, conseguiria entender melhor", explica. "Meu problema era ficar olhando para a janela."
A psicóloga recomendou muita leitura para Vanessa, como as séries "Harry Potter" e "Senhor dos anéis". Passou a escrever melhor, fazer ótimas redações, fez vestibular e entrou em jornalismo. Na faculdade, ganhou vários amigos.
No livro, menina distraída cria alter ego e se projeta na Mulher Raio (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)No livro, 'menina distraída' cria alter ego e se
projeta na Mulher Raio (Foto: Arquivo pessoal/
Vanessa Bencz)
Também no ensino superior foi se consultar com uma psiquiatra que a receitou o uso de ritalina. Na medicina, a droga de uso controlado é usada para reduzir impulsividade e hiperatividade de pessoas com TDAH. "Meu cérebro é como uma orquestra maluca, todo mundo tocando ao mesmo tempo", diz Vanessa.
O uso da ritalina por quem não precisa de tratamento é condenado pelos médicos.  Além de não aumentar o poder de concentração, o remédio pode trazer riscos para a saúde.
Identificação
A jovem teve a ideia de escrever um livro em formato de história em quadrinhos para discutir os problemas que quem tem dificuldades na escola sofre. "Fiz algumas palestras e conheci muitos alunos que se identificaram com a minha história", afirma Vanessa, que chamou o namorado, Fábio Ori, para ilustrar a obra. Ela vez uma campanha no site de crowfunding Catarse e arrecadou R$ 21 mil para a produção do livro.
Na história em quadrinhos, a personagem Leila não presta atenção no professor, não consegue fazer amizades e acaba excluída na escola. Então, ela cria um 'alter ego' e passa a interagir com ela. "Ela desenha a Mulher Raio, uma heroína capaz de resolver todos estes problemas."
A história mostra ainda que o menino que praticava o bullying é, no fundo, alguém que também tem muitos problemas e precisa de cuidado e atenção. "A escola e os pais precisam entender que não apenas quem sofre o bullying, mas também quem pratica, precisa ser ouvido. Em geral eles excluem todo mundo, tanto o agressor quanto o agredido".
O livro será distribuídos em escolas da rede pública e estará à venda por R$ 25.
Para Vanessa, escolas precisam ouvir melhor as vítimas e praticantes de bullying (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)Para Vanessa, escolas precisam ouvir melhor as vítimas e praticantes de bullying (Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Bencz)
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/chamada-de-burra-nos-tempos-de-escola-jovem-lanca-hq-sobre-bullying.html

Maria Isabel da Cunha (Unisinos): “Os estudantes merecem professores que encontram sentido no seu fazer”

Docente titular do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), Maria Isabel da Cunha é professora aposentada da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde foi pró-reitora de graduação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação. Autora de livros, com grande experiência na área da educação – completará 50 anos de magistério em 2015 –, Maria Isabel desenvolve pesquisa sobre prática pedagógica e formação do educador. E tem um recado aos jovens professores: “Permaneçam na profissão se encontrarem sentido na mesma. Senão, devem procurar alternativas”. Segundo ela, “os estudantes merecem professores que encontram sentido no seu fazer”.
Com graduação em ciências sociais e em pedagogia pela Universidade Católica de Pelotas, tem mestrado em educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul e doutorado em educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Jornal do Professor – Em sua tese de doutorado, a senhora abordou o tema A Prática Pedagógica do Bom Professor: Influências na sua Formação. O que é necessário para ser um bom professor?
Maria Isabel da Cunha – O que me estimulou a realizar o estudo foi a intenção de alterar a lógica tradicional da pesquisa e da formação, que por longo tempo definia modelos teóricos de bom professor, com a descrição de um perfil ideal e, a partir daí, procurava aproximar os sujeitos concretos a essa idealização. Esse exercício se mostrava sempre frustrante, pois não levava em conta a história de vida dos professores, nem as circunstâncias em que aninhava sua ação. Resolvi, então, inverter essa ordem. Ou seja, identificar professores que os estudantes consideravam como bons e estudar suas práticas e formas de produção de seus saberes. Esse estudo foi realizado no final dos anos 1980 e se instituiu numa das primeiras pesquisas de cunho qualitativo e etnográfico sobre o professor, no cenário nacional. A intenção não foi criar um modelo de docência, mas valorizar os saberes docentes, produzindo uma teoria a partir da prática. Atualmente, muitos dos achados que, na época, foram surpreendentes já se instituíram como referentes da pesquisa sobre a docência.
– Em relação à formação de professores, qual a situação do Brasil em comparação a outros países?
– Há diferenças importantes. Em alguns países, a formação está localizada em instituições específicas para tal, como os modelos francês, suíço e de outros países similares. Na Argentina, há os institutos de formação do professorado, que têm essa missão. A maior parte da formação docente não está na universidade. A vantagem dessa modalidade é ter a formação de professores como coração institucional, um projeto que articula todos os esforços para tal missão. Em países como o Brasil, lutou-se para que a formação dos professores fosse realizada em nível superior, sob o argumento de que a ambiência acadêmica, incluindo o valor da pesquisa, seria importante para os futuros docentes. Entretanto, mesmo que esse argumento tenha sustentação, encontramos uma realidade em que grande parte dos cursos de licenciaturas se realiza em faculdades isoladas, que por proteção legal não precisam incluir a pesquisa na sua funcionalidade. E mesmo quando esses cursos ocorrem na universidade, parece que assumem uma condição periférica na estrutura acadêmica de poder.
No bloco europeu, com o advento de Bolonha (Tratado de Bolonha, 1999), a formação assumiu dois ciclos. A profissionalização se dá no segundo, já com o título de mestrado. Se comparado esse modelo com a realidade brasileira, ele aparece em desvantagem, pois pode haver um aligeiramento no processo formativo. Aqui, o mestrado ainda representa uma etapa exigente no que se refere à pesquisa e à apropriação teórica. Mas é certo que poucos docentes da educação básica têm chances de cursá-lo e, quando o fazem, geralmente, deixam esse nível de ensino, dadas as condições salariais. Do ponto de vista teórico, creio que precisamos reforçar o conhecimento do professor, inclusive a parte técnica, ainda que se reconheça que para a docência existem outros tantos saberes importantes. Nesse sentido, o exemplo de outros países poderia ser uma inspiração.
Quando procuramos um médico ou um jardineiro, os saberes técnicos orientam nossa escolha, ainda que saibamos que sua expertise não se reduz a eles. Portanto, não há de se temer assumir que o professor, na sua profissionalização, precisa de saberes técnicos e compreendê-los num contexto ético e político.
 Como surgiu o interesse pela carreira acadêmica, tanto pelo ensino quanto pela pesquisa? Quando percebeu que tinha a vocação?
– Faço parte de uma geração em que o magistério era uma opção natural para as mulheres da classe média. Minha mãe era professora; tias e primas, também. A profissão era valorizada e havia a ideia de que se podia compatibilizá-la com as responsabilidades familiares. Portanto, não questionei muito essa escolha. Mas confesso que ela não me desagradava, pois sempre me encontrei nas ciências humanas e percebia que gostava de trabalhar com gente. Em 2015, farei 50 anos de magistério. Boa parte deles cumpri na educação superior e na educação profissional, mas comecei na escola básica e muito aprendi em cada uma dessas etapas da minha trajetória. Mesmo considerando que as oportunidades que tive não podem ser generalizadas para outras pessoas, ouso dizer que fui muito feliz na escolha e não a trocaria por outra profissão. Entre as grandes satisfações que reconheço na docência está um sentimento de crer ter sido importante para algumas pessoas, que tiveram sentido e significado muitas das ações que protagonizei ou de que participei. Ter sido útil parece dar sentido a nossa vida. E o magistério faz parte das profissões que, trabalhando com gente, encontram nas relações humanas construídas seu maior patrimônio. Entretanto, essa condição dificilmente se mede nos testes padronizados, nem pela métrica do currículo Lattes. Trata-se de um sentimento subjetivo, mais fácil de ser entendido por quem é professor.
– O que diria aos jovens professores?
– Permaneçam na profissão se encontrarem sentido na mesma. Senão, devem procurar alternativas. Os estudantes merecem professores que encontram sentido no seu fazer. Estudem muito, articulem ações coletivas, construam comunidades de aprendizagem que favoreçam o empoderamento profissional. Usem a autonomia com responsabilidade. Sintam-se parte de uma classe profissional na qual o fracasso de um atinge a todos. Portanto, é fundamental a solidariedade e o compromisso comum. A luta por melhores condições de trabalho é crucial. Mas ela será conquistada se contar com a capacidade profissional e com a autoestima dos professores.
Ainda que nem sempre apareça, há muita coisa boa feita nas escolas do Brasil. Isso não significa deixar de reconhecer os grandes problemas ainda a ser enfrentados. Mas nenhuma medida terá sucesso sem o envolvimento dos professores. Por isso, sintam orgulho da profissão. Ela é da maior importância. E deve ser da melhor qualidade.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/noticias.html?idEdicao=118&idCategoria=8

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Berta Lange de Morretes: “O prazer de ensinar e ajudar pessoas em busca de conhecimento está em primeiro lugar"

Professora da Universidade de São Paulo (USP) por mais de 70 anos (1941 a 2013), Berta Lange de Morretes, 97 anos, revela que o interesse pelo magistério surgiu quando ainda era estudante do antigo curso ginasial. Exemplo de dedicação e amor ao trabalho realizado, ela continuou atuante na universidade mesmo depois de aposentada. E justifica a motivação: “Em primeiro lugar está o prazer de ensinar e poder ajudar as pessoas que buscavam conhecimento”.
Com graduação em ciências naturais e livre docência pela própria USP e pós-doutorado pela University of California–Davis, Berta dedicou a vida ao ensino e à pesquisa na área de botânica, com ênfase em anatomia vegetal.
Berta nasceu na cidade de Iffeldorf, Alemanha. Filha de mãe alemã e pai nascido no Brasil, veio para o Brasil ainda criança.
Jornal do Professor – Como surgiu o interesse pela carreira acadêmica, tanto pelo ensino quanto pela pesquisa?
Berta Lange de Morretes – Surgiu quando era garota, no ginásio. Como meus pais eram professores, mantinham uma escola em casa para quem não tinha condições de pagar por aulas de música, canto e desenho.
Foram mais de 70 anos de dedicação à USP. O que a fez continuar a trabalhar, mesmo depois de aposentada?
– Em primeiro lugar, o prazer de ensinar e de poder ajudar as pessoas que buscavam conhecimento. Depois, eu tinha condições e vontade de continuar meu trabalho de pesquisa.
O que mais valeu a pena, no decorrer da carreira acadêmica? O ensino, a pesquisa?
– As duas são complementares e valeram muito a pena. Ao pesquisar eu podia ensinar e aprender.
 Nesse período de mais de 70 anos, a senhora detectou mudanças nos estudantes, de comportamento, atitudes, interesses?
– Em certo aspecto, o uso de muita tecnologia deixou tudo mais fácil para os alunos. Eu percebia uma certa falta de interesse por parte deles em relação a conhecimentos que para mim são essenciais, como fazer os desenhos anatômicos, por exemplo.
– A senhora teria alguma mensagem ou conselho para os jovens professores que estão começando suas atividades?
– É difícil aconselhar, mas gostar do que faz e dedicar-se já é um bom caminho.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=3541

Aluna de Cáceres é vendedora do Projeto Jovem Senador 2014

O resultado do concurso de redação do Projeto Jovem Senador 2014, foi anunciado nesta terça-feira, (07/10), pelo presidente da comissão coordenadora do projeto, senador Paulo Davim (PV-RN), o primeiro-vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) e a diretora-geral adjunta da Casa, Ilana Trombka.
Os finalistas do Jovem Senador passam por várias etapas de avaliação antes de serem selecionados para a fase final do projeto. A partir da definição do tema para as redações (que ocorre na cerimônia de premiação da edição anterior), os inscritos entregam seus textos para suas escolas, que as encaminham para as respectivas secretarias estaduais de Educação. Cada secretaria seleciona três textos, que são enviados para a comissão julgadora do Senado.

A comissão é composta por servidores da própria Casa e por representantes do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). É esse colegiado que escolhe e ranqueia os 27 escolhidos – um de cada unidade da federação. Os finalistas são selecionados entre os 103,6 mil inscritos desta edição do projeto. O Projeto Jovem Senador é aberto a estudantes do ensino médio das redes públicas estaduais com até 19 anos de idade.
Neste ano, três alunas estão entre as primeiras colocadas do concurso. O tema deste ano foi “Se eu fosse senador...”. Nathalia Lima Janones, da cidade de Cáceres, no Mato Grosso, foi a grande vencedora. Sua redação, intitulada “Uma educação que transforma”, foi escolhida como a melhor pela comissão julgadora. O segundo lugar ficou com Ana Paula Schwengber, de Buritis (RO), que concorreu com a redação “Honra e honestidade”. Em terceiro ficou Maria Jéssica Silva de Almeida, de Surubim (PE), autora de “Lei boa é lei cumprida”.
Carla Fonseca, que representa o Consed na comissão desde a edição passada do Jovem Senador, elogiou o nível das redações recebidas este ano. “É comum termos uma variação na qualidade dos textos que chegam para a gente, mas estavam todas muito niveladas. Foi difícil escolher as melhores”, reconheceu ela.
Na etapa final, os finalistas virão a Brasília, entre os dias 17 e 21 de novembro, para a cerimônia de premiação e a simulação de um mandato de senador, com apresentação de proposições, eleição de Mesa Diretora, debates e votações. Os projetos idealizados pelos estudantes serão encaminhados à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde poderão ser transformados em projetos de lei, que passará a ser analisado pelos senadores seguindo os trâmites normais do processo legislativo.
O concurso é a primeira etapa do programa Senado Jovem Brasileiro, em que toda a rede pública estadual de ensino é convidada a participar. A seleção começa nas escolas, que orientam os alunos a produzir a redação, escolhem a melhor e a encaminham para a respectiva secretaria de Educação — responsável pela seleção final no estado.

Estão entre os finalistas de cada unidade da federação: Maria Caroline da Silva Wiciuk, do Acre; Taíse Lima dos Santos, de Alagoas; Lucas Rocha de Melo, do Amapá; Nataly Gonzaga Prestes, do Amazonas; Claudinéia Costa Oliveira, da Bahia; Jorge Tadeu Torres, do Ceará; Noemi Tavares Martins, do Distrito Federal; Juliana Prudêncio de Souza, do Espírito Santo; Jaqueline Ferreira da Silva, de Goiás; Élide Andressa de Andrade Rodrigues Severo, do Maranhão; Nathalia Lima Janones, do Mato Grosso e 1ª colocada; Carlos Henrique dos Santos Justino, do Mato Grosso do Sul; Anna Rita de Cascia Carvalho Barbosa, de Minas Gerais; Maria Cristiane Andrade, do Paraná; Kaique Porto Almeida, da Paraíba; Raquel Iara Lavareda Jamacarú, do Pará, Maria Jéssica Silva de Almeida, de Pernambuco e 3ª colocada; Leiliane Gomes da Silva, do Piauí; José Patrocínio Dantas Neto, do Rio Grande do Norte; Renata Brautigam Marques, do Rio Grande do Sul; Mateus Valle Sottani de Souza, do Rio de Janeiro; Ana Paula Schwengber, de Rondônia e 2ª colocada; Bruna Silva Figueira de Souza, de Roraima; Suyanne Paula Schwade Girotto, de Santa Catarina; Ricardo Ruan Rocha Santana, do Sergipe; Gabriel de Paula Campos, de São Paulo e Ana Paula Mendes de Oliveira, de Tocantins.
Sobre o Concurso:
São convidados a participar todos os alunos do 2º e do 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas estaduais e do Distrito Federal, com idade de 16 a 19 anos. Os 27 finalistas no Concurso de Redação são automaticamente selecionados para participar do Projeto Jovem Senador e terão a oportunidade de simular, em Brasília, a atuação dos Senadores da República, vivenciando o processo de discussão e elaboração das leis do nosso País.
Além disso, os finalistas serão premiados com notebook, medalha, certificado e publicação da sua redação no livreto produzido pelo Senado Federal. As escolas dos alunos classificados nos três primeiros lugares na etapa nacional receberão computadores (desktops), publicações técnicas e multimídia produzidas pelo Senado Federal e certificado de participação.
Texto com informações da Agência Senado*

Aptidão para o ensino surgiu cedo, revela professor do DF


Há 20 anos no magistério, com atuação em duas escolas do Distrito Federal, o professor Alessandro Santana Reis diz que trabalhar com educação é sua vocação e sua vida. “Não há nada que eu faça melhor e com mais satisfação do que ensinar. É o poder de transformar, de construir, de modificar positivamente as pessoas e a sociedade”, afirma.
Professor de biologia e de ciências naturais, ele explica que o gosto pela profissão começou cedo. Com muita facilidade para ensinar, costumava dar aulas aos primos e aos colegas de escola. O interesse pela biologia surgiu no primeiro ano do ensino médio, quando precisou estudar as matérias sozinho, por não ter bom professor. A paixão pela biologia aliou-se, então, à paixão pela docência. Teve, então, a certeza da escolha: “Seria um professor, com grande orgulho do papel que teria de desempenhar”, destaca.
Para ele, a educação é um processo dinâmico, no qual o professor e o aluno precisam interagir ativamente. “Devem ser momentos agradáveis, prazerosos, para os alunos e para mim”, diz. “Na medida do possível, respeitando as normas e seguindo o currículo vigente, minhas aulas são divertidas e participativas.”
Segundo Alessandro, a empolgação renova-se a cada aula, pois um assunto que não interessa a alguns pode ser extremamente atraente para outros. “Ao longo de uma manhã ou mesmo da semana, são feitos os vários ajustes necessários para compatibilizar disciplina, aprendizagem, conteúdo e satisfação”, analisa. “O desejo de aprender dos alunos é um propulsor superpotente.”
O professor costuma trabalhar com projetos nas duas instituições. “Na escola pública, o espaço curricular, denominado Parte Diversificada, permite que a escola selecione bons projetos e os execute”, salienta. Atualmente, ele trabalha com um projeto de educação sexual, que abrange todo o ano letivo e tem o objetivo de reduzir o número de jovens contaminados com doenças sexualmente transmissíveis (DST) e de adolescentes grávidas.
Realidades — Com graduação em ciências biológicas e especialização em educação, Alessandro trabalha nos três turnos. De manhã, leciona biologia no Centro Educacional Sigma, unidades Sul e Norte do Plano Piloto de Brasília. Nessa instituição também é coordenador de cadeira. Ele trabalha com alunos do terceiro ano do ensino médio que se preparam para o Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB), para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para os vestibulares tradicionais. À tarde, dá aulas de ciências naturais a alunos da sétima série (oitavo ano) no Centro Educacional 4, do Guará, escola da rede pública do Distrito Federal, da qual é professor concursado. Nessa mesma escola, à noite, ocupa o cargo de supervisor pedagógico da educação de jovens e adultos (EJA).
Embora vivencie realidades distintas nas duas instituições, Alessandro considera o professor como o elemento mais importante no processo de ensino-aprendizagem. “A ausência de alguns recursos não impede o trabalho do professor, mas, exige muito mais dele”, avalia. O segredo para ser um bom professor, ressalta, é acreditar no poder transformador da educação e no potencial dos alunos, estudar, dedicar-se à profissão e trabalhar com amor. “Esses fatores, somados, são os eixos fundamentais para que um professor possa ser considerado um bom profissional.”
Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20835

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...