sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ponto de ônibus se transforma em biblioteca 24 horas em Cuiabá

Iniciativa visa incentivar a leitura aos usuários do transporte coletivo. 
Interessados podem emprestar as obras sem nenhuma burocracia.

Do G1 MT
Biblioteca em ponto de ônibus de Cuiabá (Foto: Evertom Almeida/Arquivo pessoal)Biblioteca foi instalada em ponto de ônibus no centro de Cuiabá (Foto: Evertom Almeida/Arquivo pessoal)
Um ponto de ônibus localizado na Rua Marechal Deodoro, na região central de Cuiabá, passou por uma transformação durante um projeto de incentivo à leitura dos usuários do transporte público coletivo da capital. O ponto de ônibus recebeu prateleiras com livros como parte do projeto Parada Cultural, para transformar o local em uma biblioteca 24 horas à disposição da população. Quem passou pelo ponto de ônibus nesta quarta-feira (24) pôde pegar livros gratuitamente para lê-los no local ou, até mesmo, leva-los para casa.
A iniciativa de transformar o ponto de ônibus em local de acesso a livros é do servidor Evertom Almeida, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Ele conta que a ideia surgiu ao passar por um bairro em Brasília onde os pontos de ônibus têm livros à disposição dos usuários do transporte coletivo. De volta a Cuiabá, ele decidiu implantar o projeto, ainda em fase experimental, no ponto de ônibus que está localizado justamente atrás do campus do IFMT no centro da cidade. “A meta é ampliar o projeto para bairros carentes, trazendo a comunidade para participar e cuidar desse patrimônio que todos vão utilizar”, destacou Evertom ao G1.
Para realizar as modificações no ponto de ônibus, o autor do projeto solicitou autorização e permissão da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá (SMTU). As adequações do local, como pintura e implantação da prateleira, foram 
feitas em uma semana. Para a arrecadação dos 350 livros foi realizada uma campanha nas redes sociais. “Recebemos doações de diversos pontos da cidade, como CPA e até mesmo Várzea Grande (região metropolitana). Eu mesmo me dispus a buscar os livros. Era só a pessoa agendar o horário e passar o endereço”, lembrou o servidor público. A biblioteca foi “inaugurada” nesta quarta-feira.
Nos primeiros 15 dias de implantação da biblioteca, nos horários de pico, o idealizador e mais dois bolsistas do IFMT estarão no local explicando o projeto para a população e também recebendo as doações de novos títulos. Para as pessoas que passarem em outros horários pelo local, foram deixados marcadores de página dentro dos livros com explicações sobre como funciona o projeto.
Para realizar os empréstimos dos livros, não existe burocracia. Quem se interessar por um título, pode leva-lo para casa sem precisar preencher fixa nem se identificar. “Para muitos, uma utopia. Para outros tantos, uma loucura. Mas observamos ser muito mais que um simples projeto colocado em prática. Observamos ser um exercício de cidadania” disse Evertom ao G1.
Ele ressaltou que as pessoas interessadas em doar livros para a biblioteca podem procurar o campus do IFMT em Cuiabá ou deixar as obras nas prateleiras do ponto de ônibus. Nos primeiros dias, Evertom estará no local nos horários de maior movimentação de usuários para receber as doações. Ele disse que não há restrição para a doação de títulos.

Alunos do Mais Educação se apresentam no bairro Pedra 90 nesta sexta-feira

Foto: Jorge Pinho
Rosane Brandão
Secom
Alunos de 24 escolas municipais de Cuiabá realizarão apresentações culturais nesta sexta-feira (26), das 8h às 12h, na praça Cultural do bairro Pedra 90. As apresentações integram a programação do projeto Setembro com Mais Educação, realizado pela Secretaria Municipal de Educação em comemoração aos seis anos de implantação do Programa Mais Educação. 
O Setembro com Mais Educação foi dividido em quatro etapas, uma em cada regional de Cuiabá. Nesta sexta-feira o projeto contemplará as escolas da regional Sul. “Já realizamos esse evento nas regionais Leste e Oeste com apresentações de 40 escolas e foi um sucesso. Nossos alunos mostraram o quanto são talentosos e tenho certeza que na regional sul não será diferente”, disse o secretário Gilberto Figueiredo, que estará presente no evento.
Apresentações culturais e artísticas, como dança, coral, teatro e exposição de quadros e artesanato, estão incluídas na programação.
As escolas que participam nesta regional são: Jesus Criança, Maria Dimpina, Ana Tereza Arcos Krause, Gastão Muller, Herbert de Souza, Novo Renascer, Ministro Marcos Freire, Tereza Benguela, Padre Pombo, José Torquato, São Sebastião, Onofre de Oliveira, Francisco Pedroso, Darcy Ribeiro, Joana Dark, Silva Freire, Liberdade, Osmar Cabral, Nova Esperança, Floriano Bochenecki, Maximiano Arcanjo da Cruz, Maria Elazir, Moacyr Gratidiano, Constança Figueiredo. 
As escolas Jesus Criança, Maria Dimpina e Ana Tereza farão a abertura do evento com apresentações da fanfarra e banda musical.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/alunos-do-mais-educacao-se-apresentam-no-bairro-pedra-90-nesta-sexta-feira/9603

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

UNESCO lança concurso Selfie com seu Professor

A homenagem aos professores acontece entre os dias 24/9 e 13/10/2014, pelo Facebook. Os autores das fotos e frases mais criativas serão premiados com tablets.

A fim de celebrar o Dia Mundial do Professor, 5 de outubro, e o Dia Nacional do Professor, 15 de outubro, a UNESCO no Brasil lança o concurso Selfie com seu Professor. Estudantes de todas as idades já podem participar da iniciativa, que acontece no âmbito do tema escolhido internacionalmente para marcar a data em 2014: Desenvolvimento Profissional dos Professores e suas Condições de Trabalho. O concurso, aberto até o dia 13/10/2014, visa a homenagear os docentes nas redes sociais e promover uma reflexão sobre como os educadores podem ser mais valorizados pela sociedade.
Para participar, os interessados devem publicar uma foto selfie com seu professor no Facebook, seja em sua página pessoal (timeline) ou na de um amigo, e escrever uma frase sobre “O que você faria para valorizar o trabalho do seu professor?”. Para garantir que a UNESCO no Brasil veja a publicação, o participante deve marcar a página UNESCO na Rede (tag) e inserir #selfieprofessor.
Os três conjuntos de selfies e frases mais criativos, originais e adequados ao tema serão escolhidos pela comissão julgadora da UNESCO no Brasil e premiados comtablets. O resultado será publicado na página da UNESCO na Rede no Facebook e no website da UNESCO no Brasil no dia 15/10/2014.
 
Leia atentamente o regulamento do concurso antes de participar.

Para download das peças de divulgação, acesse o linkhttp://www1.brasilia.unesco.org/download/Material_Divulgacao_Dia_Professor_2014.zip

http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_launches_the_contest_selfie_with_your_teacher/#.VCQCo5RdXkw

Matemática é ensinada a crianças de escolas públicas com metodologia de Harvard

O Círculo da Matemática chegou a 66 escolas públicas de 10 cidades. Objetivo é inovar no ensino, desenvolver o raciocínio e criatividade.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica (Foto: Caio Kenji/G1)

Uma nova proposta do ensino da matemática chegou a 7 mil alunos dos primeiros anos do ensino fundamental de 66 escolas públicas em 10 cidades brasileiras. É o Círculo da Matemática, uma pedagogia desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil pelo Instituto Tim.
Pelo círculo, as aulas de matemática são oferecidas a turmas de no máximo 10 alunos. Não há carteiras, lição de casa ou provas. Somente cadeiras, em que os alunos, propositalmente, não param sentados. A fórmula é simples: as crianças são instigadas a responder as questões da professora na lousa com giz, sem qualquer tecnologia. Nenhum erro é reprimido, mas nenhuma resposta é oferecida sem ser debatida.
A base das aulas é uma reta numérica onde são ensinadas as operações e conceitos matemáticos. "Quais são números pares, e os ímpares, e os primos?", questiona a professora, enquanto os alunos disputam para respondê-la.
As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, ou seja, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma. O objetivo é desenvolver o raciocínio das crianças, fazer com que elas pensem, esqueçam as fórmulas e a decoreba e acima de tudo aprendam a gostar de matemática. Tem funcionado. “Gosto de matemática porque é divertido, as pessoas que acham chato é porque não conhecem os números”, diz Maria Clara Barbosa Rodrigues, de 7 anos, aluna do 2º ano.
O principal lema que define a metodologia dos professores Kaplan de Harvard é “diga-me e esquecerei, pergunte-me e descobrirei.” Nas aulas, faz parte da metodologia chamar as crianças sempre pelos nomes e incentivá-las a entrar nas discussões.
Ajuda no raciocínio
Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida  (Foto: Caio Kenji/G1)Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida (Foto: Caio Kenji/G1)
Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças"
Flavio Comim, coordenador do
Círculo da Matemática no Brasil
Em São Paulo, uma das unidades contempladas é a da escola estadual Clorinda Danti, na Zona Oeste de São Paulo, que atende 480 alunos do 1º ao 5º do ensino fundamental. Uma das educadoras é Janaina Rodrigues de Almeida, de 29 anos, aluna de licenciatura de matemática pela Universidade de São Paulo (USP). “Nunca tinha dado aulas e ver a carinha das crianças quando elas descobrem algo é impagável. Nessa idade você as ajuda a contribuir com algo para o futuro. O círculo ajuda a pensar, a raciocinar”, afirma Janaína. 
A diretora da escola Rosana Osso de Miranda diz que o trabalho do círculo acabou influenciando o desempenho dos alunos nas demais disciplinas e até os professores da unidade. “Os alunos estão mais participativos e gerou uma reflexão nos professores de que eles podem fazer diferente.”
Harvard na periferia
Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)
O projeto chegou ao Brasil há um ano. A expectativa, de acordo com o coordenador do Círculo da Matemática no Brasil, Flavio Comim, é incorporar os alunos do 5º ano e formar educadores que já atuam como professores na rede pública para expandir o número de crianças atendidas. As escolas que recebem o círculo são escolhidas a partir de parcerias com as secretarias da educação e a preferência é optar por aquelas que possuem os piores desempenho no Índice de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente"
Bob Kaplan, professor de
Harvard
“Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças. Seguimos uma abordagem que os professores Kaplan desenvolveram durante 20 anos, é um tipo de ensino muito exclusivo. É a pedagogia de Harvard para crianças da periferia do Brasil”, diz Comim.
Bob e Ellen Kaplan vêm ao Brasil frequentemente para formar professores. Eles dizem que se o professor explicar uma ideia para uma criança em matemática ou qualquer outra disciplina, ela não é estimulada a pensar. “Mas se o professor der uma problema atraente que precisa dessa ideia para a solução, ela vai descobrir isso para si mesma e sua autoconfiança irá aumentar”, diz Bob Kaplan, em entrevista por e-mail ao G1.
Para os estudiosos da matemática, a classe deve ser como uma conversa de animada entre amigos em uma mesa de jantar. “É claro que esses tipos de conversas só acontecem em pequenos grupos. Muitos, muitos mais professores devem ser treinados para fazer essas perguntas principais e moldar as conversas, e isso é o que fazemos em nossa formação de professores de matemática do círculo”, afirma Ellen.
Bob diz que o círculo não possui um método rígido, mas uma abordagem flexível, e foi adaptado por pessoas nas quais eles se incluem. “Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente”, diz Bob.
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/09/matematica-e-ensinada-criancas-do-brasil-com-metodologia-de-harvard.html

Alocação de recursos públicos na educação é feita de maneira ingênua

Priscilla Albuquerque Tavares

Especial para o UOL


A qualidade da educação básica brasileira é um tema discutido diariamente nos jornais do país. Quase todas as matérias apresentam um raio-X da escola pública e concluem que o quadro é grave: a infraestrutura é precária, faltam professores e recursos pedagógicos, os salários são baixos etc.
O diagnóstico da educação básica deixou há algum tempo de basear-se em evidências pontuais ou mesmo anedóticas. Com a criação do Saeb e da Prova Brasil, passamos a contar (literalmente) com exames que medem a proficiência dos estudantes brasileiros de ensino fundamental e médio, ao final de cada etapa da escolarização, em língua portuguesa e matemática. Mais recentemente, o Ideb passou a ser o principal termômetro da qualidade da educação, ao combinar dados de aprendizado e fluxo escolar.
Esses foram grandes passos da política educacional: a divulgação sistemática dos resultados das avaliações externas de aprendizagem, combinadas com informações de contexto escolar e de suporte familiar dos alunos é fundamental não só para traçar o diagnóstico da qualidade da educação, como também (e principalmente) para fornecer informações que definam o tratamento adequado para suas moléstias.
Infelizmente, este não é o uso que os formuladores de políticas educacionais nas esferas federal, estadual e municipal têm dado para as avaliações. A divulgação dos dados limita-se a uma análise de elevador enfadonha, que pouco tem a dizer sobre o sucesso das políticas implantadas nas redes municipais e estaduais de ensino.
Em tempos de eleição, diversas ideias surgem como a panaceia para a educação brasileira. No entanto, em geral, essas propostas estão baseadas em "achismos" e argumentos carregados de lógicas que o senso comum dificilmente consegue contradizer. Mas não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e apontem seus possíveis efeitos colaterais.
Assim como um medicamento que não pode ser administrado a qualquer paciente, as ações implantadas na sala de aula não são necessariamente bem sucedidas a qualquer grupo de alunos. A literatura mostra, por exemplo, que os alunos mais pobres e com maiores deficit de aprendizado beneficiam-se de políticas de ampliação da jornada escolar. Os efeitos sobre os demais estudantes não são consensuais.
A divulgação dos dados limita-se a uma análise de elevador enfadonha, que pouco tem a dizer sobre o sucesso das políticas implantadasPriscilla Albuquerque Tavares, doutora em Economia , sobre os exames que avaliam o ensino público
Apesar de evidências como esta, nos acostumamos a ouvir as promessas de universalização das políticas e de aumento dos gastos. É verdade que no Brasil o gasto por aluno na educação básica é inferior à média observada nos países da OCDE, por exemplo. No entanto, sem medir os verdadeiros impactos das políticas educacionais não é possível conhecer seu custo-efetividade. Assim, não conseguimos estabelecer regras para a boa alocação de recursos na área. Em resumo: sem essas avaliações, a alocação de recursos é feita de maneira, no mínimo, ingênua. Para não dizer irresponsável.
Nos últimos anos, os governos municipais e estaduais implantaram uma enxurrada de ações nos sistemas educacionais: melhoria da formação continuada dos professores, programas de bônus, adoção de materiais e métodos estruturados de ensino, mudanças na gestão escolar etc. Apesar disso, a cada divulgação dos dados do Saeb/Prova Brasil, recebemos a mesma velha notícia: melhoramos nos anos iniciais do ensino fundamental, mas estamos estagnados ou pioramos nos anos finais e no ensino médio.
É verdade que políticas educacionais geram melhorias de longo prazo. Mas, se as ações implantadas de fato surtem efeito, os resultados uma hora precisam aparecer. Anos atrás, acreditava-se que os dados de aprendizado do Saeb/Prova Brasil melhorariam quando os estudantes oriundos do 5º ano bem sucedido chegassem ao 9º ano e ao ensino médio. Não aconteceu. Isto sugere que estamos desperdiçando recursos, fornecendo um tratamento inócuo a gerações e gerações de estudantes.
Enfim, não podemos continuar julgando o mérito das políticas educacionais apenas com base em suas boas intenções. É preciso ser agnóstico. Para descobrirmos qual é o remédio para melhorar a educação, devemos conduzir pesquisas rigorosas do ponto de vista científico que avaliem o impacto das ações, programas e políticas propostas para a área educacional. Para isso, é necessário continuar produzindo dados confiáveis das avaliações externas dos sistemas educacionais e contar com o conhecimento, "know-how" e isenção dos pesquisadores acadêmicos das melhores instituições de ensino superior do país.
http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/09/24/alocacao-de-recursos-publicos-na-educacao-e-feita-de-maneira-ingenua.htm

Prêmio Professores do Brasil recebe mais de 6 mil inscrições

Concorrem ao Prêmio Professores do Brasil deste ano 6.808 educadores que trabalham em redes públicas, filantrópica, comunitária e confessional da educação básica em 824 municípios. Eles representam os 26 estados e o Distrito Federal. A entrega do prêmio será em 11 de dezembro, em São Paulo.

Para orientar os professores, o regulamento da oitava edição do prêmio definiu os temas em duas categorias. Temas livres, que abrange a educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio, e temas específicos – educação integral, ciências para os anos iniciais do ensino fundamental, alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo. 

Dos 6.808 projetos concorrentes, uma comissão nacional de avaliação vai selecionar 40, sendo oito por região. O docente selecionado, independentemente da categoria, receberá R$ 6 mil, troféu e certificado. Os primeiros colocados nas quatro subcategorias de temas livres e nas quatro de temas específicos — ao todo, oito experiências — receberão adicional de R$ 5 mil. Os vencedores do prêmio extra serão conhecidos durante a cerimônia em São Paulo.

Além do dinheiro, os premiados terão as passagens custeadas pelo Ministério da Educação para a viagem de ida e de volta a São Paulo, hospedagem e alimentação. Podem também participar dos programas Sala do Professor e Salto para o Futuro, da TV Escola. As experiências serão publicadas na rede social do prêmio e seus autores, convidados a produzir vídeo, de até três minutos, sobre o projeto. As escolas em que os profissionais lecionam receberão placa comemorativa da oitava edição.
Dados da coordenação geral de tecnologias da educação básica do Ministério da Educação mostram que, em comparação com as edições anteriores, dobrou o número de inscritos neste ano, alcançando 6.808 experiências. Na primeira edição do prêmio, em 2005, foram registrados 1.131 projetos; em 2007, 1.564; em 2008, 779; em 2009, 2,1 mil; em 2011, 1.612; em 2012, 2.617; em 2013, 3.221.

Ionice Lorenzoni

Tecnologia educacional: prêmio reconhece projetos inovadores de educação

Microsoft irá selecionar 20 educadores para participar do Fórum Global de Educadores nos EUA
Com o objetivo de reconhecer educadores que utilizam a tecnologia para promover mudanças na sala de aula, a Microsoft está com inscrições abertas para o prêmio Educadores Especialistas da América Latina contam sua história. A iniciativa irá destacar 20 projetos realizados por professores de toda a América Latina. As inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de outubro.
O prêmio busca favorecer o desenvolvimento de habilidades do século 21 a partir do uso da tecnologia. Podem participar educadores que tenham atuado na função de docente em instituições de educação básica da América Latina nos últimos três anos, sejam elas públicas ou privadas.
Crédito Sergey Nivens/Fotolia.comPrêmio reconhece projetos inovadores de educação
 
Para se inscrever, os professores devem criar um perfil no Microsoft Educator Network, página que reúne educadores para discutir sobre educação e tecnologia, além de disponibilizar o acesso para ferramentas livres, atividades de aprendizagem e tutoriais. Os educadores devem utilizar a página para inserir o projeto que desenvolveram com os seus alunos.
Após realizar esse cadastro, eles devem escrever um relato contando a sua história. O texto deve conter informações sobre sua inserção profissional e experiência com práticas educativas inovadoras. O relato pode ter no máximo 5 mil caracteres e  deve ser iniciado com a hashtag #EducatorExpert. A nota deverá ser postada na página da Microsoft Educación no Facebook com o link para o projeto publicado no Educator Network.
Após a avaliação de um júri especializado, serão selecionadas 114 professores da América Latina. Eles ganharão um smartphone Windows Phone Nokia, modelo Lumia 630 Dual Chip com TV, e irão participar do Fórum Virtual de Educadores Especialistas latino-americanos da Microsoft Educação. Durante o evento, eles deverão apresentar os seus relatos em inglês para um júri internacional, que fará uma seleção final de 20 educadores para viajarem até Redmond, nos Estados Unidos, onde acompanharão o Fórum Global de Educadores da Microsoft Educação.
http://porvir.org/porfazer/premio-reconhece-projetos-inovadores-de-educacao/20140919

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Unemat oferece dois doutorados e oito mestrados

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) está com editais abertos para programas de pós-graduações em diversas áreas.

Clique no link abaixo para acessar mais informações

http://www.novoportal.unemat.br/index.php?pg=noticia/8981

Falhas da educação inclusiva ainda deixam 140 mil jovens fora das escolas

Yara Aquino - Agência Brasil


No país, cerca de 140 mil crianças e jovens estão fora da escola devido a deficiência, transtornos de desenvolvimento, autismo e superdotação, segundo levantamento na base de dados dos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola e têm até 18 anos. A discussão sobre garantir o direito à educação inclusiva a todos os que têm deficiência é tema da Semana de Ação Mundial, que ocorre entre 21 e 27 de setembro e este ano tem como tema o Direito à Educação Inclusiva – Por Uma Escola e Um Mundo para Todos. Como parte das atividades da semana, um seminário foi realizado hoje (23), em Brasília.

A coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, avalia que houve avanços significativos na inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. No entanto, diz que, para ampliar os resultados do trabalho e garantir as matrículas das pessoas com deficiência em escolas regulares, é preciso superar fatores como a falta de estrutura escolar e também ampliar a qualificação de professores e vencer a resistência de famílias. “ Às vezes, há resistência até das famílias, que ficam temerosas de que suas crianças sejam maltratadas”, disse Iracema.

Dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, obtidos a partir do Censo Escolar de 2013, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que apenas 6% dos professores que atuam na educação básica têm formação continuada específica em educação especial de, no mínimo, 80 horas.

Mãe de um adolescente com paralisia cerebral, Keila Chaves fundou o Centro de Apoio a Mães dos Portadores de Eficiência (Campe). Ela relata que enfrentou dificuldades para matricular o filho em escola regular. Segundo ela, é fundamental que as famílias se mobilizem e busquem informações para garantir o direito à educação inclusiva. “Não sabíamos que a educação era um direito. Quando eu chegava na escola atrás de vaga, a resposta era de que lá não era lugar para o meu filho, que a escola não estava preparada. Eu até começava a me condenar por buscar isso para ele”, relata.

Keila conta que sua percepção sobre o direito à educação mudou quando ela tomou conhecimento da Declaração de Salamanca, que trata dos princípios, política e práticas em educação especial. A declaração foi aprovada em 1994 na Conferência Mundial de Necessidades Educacionais Especiais, na Espanha, por representantes de 88 países e 25 organizações internacionais. O documento garante aos portadores de deficiência física o ingresso no ensino regular.

A coordenadora-geral de Articulação da Política de Inclusão no Sistema de Ensino da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação, Suzana Maria Brainer, destaca que os avanços da inclusão dos deficientes na educação são crescentes. Ela ressalta que, embora 140 mil jovens e crianças de até 18 anos que recebem o BPC na Escola ainda estejam fora da sala de aula, esse número chegava a 374 mil em 2007, quando o BPC foi criado.

Editor Davi Oliveira

http://www.ebc.com.br/educacao/2014/09/falhas-da-educacao-inclusiva-ainda-deixam-140-mil-jovens-fora-das-escolas

Seminário em Brasília debate os desafios para a garantia do direito à educação inclusiva

No dia 23/09, principais instituições do setor se reúnem em evento nacional que marca a realização da Semana de Ação Mundial no Brasil.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação realiza no dia 23/09/2014 o Seminário Nacional Desafios para a Garantia do Direito à Educação Inclusiva no Brasil. O debate acontece a partir das 8h, no Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo), na Universidade de Brasília, em Brasília (DF). O evento é gratuito e será transmitido ao vivo no blog da Semana de Ação Mundial. As inscrições para participação presencial podem ser feitas pela internet, em: www.semanadeacaomundial.org/2014/participe/. As vagas são limitadas.
Organizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e seus parceiros do Comitê Técnico da Semana de Ação Mundial (SAM), entre eles a UNESCO no Brasil, o seminário abordará os obstáculos que impedem a efetivação do direito à educação inclusiva. Durante o evento, o Comitê Técnico apresentará um panorama do direito à educação inclusiva no Brasil e entregará uma carta de reivindicações à Macaé Maria Evaristo dos Santos, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação. Além da secretária, participam das discussões representantes da sociedade civil, do poder público federal, estadual e municipal, da academia, do judiciário, da UNESCO no Brasil e do UNICEF. (veja a programação completa aqui)

A Semana de Ação Mundial acontece entre os dias 21 e 27 de setembro, em comemoração ao Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência (21/09). Além do seminário nacional, outras atividades autogestionadas estão sendo realizadas em todo o País por mais de 2,2 mil pessoas, grupos e organizações que se inscreveram e receberam os materiais da SAM (pôster, folder e manual de atividades).
Durante o seminário também serão discutidas algumas mudanças recentes na legislação brasileira que podem dificultar a inclusão de pessoas com deficiência, como a Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho deste ano, e o Decreto 7.611/11. Saiba mais no folder da SAM.
Números da Educação Inclusiva no Brasil: 

• Estão fora da escola mais de 140 mil crianças e adolescentes de zero a 18 anos com deficiência , TGD (Transtornos Globais do Desenvolvimento) / TEA (Transtorno do Espectro Autista) e altas habilidades / superdotação, e que recebem o benefício BPC na Escola (Programa de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social);
• Apenas 12% das escolas de educação básica têm sala de recursos multifuncionais para o AEE (Atendimento Educacional Especializado);
• Só 41,6 mil (22%) das escolas possuem dependências acessíveis;
• Apenas 122 mil (6%) dos mais de 2 milhões professores que atuam na educação básica possuem formação continuada, de no mínimo de 80 horas, específica em educação especial;
• Cerca de 30% das escolas possuem materiais didáticos e paradidáticos acessíveis (braile, caracteres ampliados, Libras, texturas, contrastes, entre outros).
A Semana de Ação Mundial pelo Brasil Além do seminário nacional, que acontece em Brasília, centenas de atividades estão sendo realizadas pelo Brasil por mais de 2,2 mil pessoas, grupos e organizações que receberam os materiais da iniciativa.
Veja abaixo algumas atividades da SAM que já aconteceram:
03/09 – Pré-Lançamento da SAM, na capital paulista. Saiba mais aqui
17/09 - Lançamento da SAM, no Rio de Janeiro. Saiba mais aqui
Sobre a Semana de Ação Mundial
A Semana de Ação Mundial é uma iniciativa da CGE (Campanha Global pela Educação), realizada simultaneamente em mais de 100 países, desde 2003, com o objetivo de envolver a sociedade civil em ações de incidência política, de modo a exercer pressão sobre os governos para que cumpram os acordos internacionais da área, entre eles o Programa Educação para Todos (UNESCO, 2000). No Brasil, a SAM é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com outros movimentos, organizações e redes. (Fonte: Campanha Nacional pelo Direito à Educação)
Realização e coordenação 
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Comitê Técnico: Action Aid, Campe, Escola de Gente, Fórum Nacional de Educação Inclusiva, Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Mais Diferenças, UNDIME, UNESCO no Brasil e UNICEF.
Apoiadores: 
ActionAid, Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), Fresce (Fondo Regional de la Sociedad Civil para la Educación), FSM (Fundação SM), Campanha Global pela Educação, Fundação Volkswagen, Instituto Alana, Instituto C&A, Instituto Natura, Instituto Unibanco, UNESCO e UNICEF.
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/seminar_in_brasilia_to_debate_the_challenges_to_guarantee_the_right_to_inclusive_education/#.VCHau5RdXkw

Ensino híbrido incentiva autoaprendizagem no Japão

Instituto ajuda alunos a organizarem tempo e estudarem sozinhos a partir de motivações próprias fora do horário escolar 
Do outro lado do mundo, em um país com alto desenvolvimento tecnológico, o uso de ferramentas digitais em sala de aula ou até mesmo os cursos on-line encontram diversas barreiras para entrar no cotidiano escolar. O ambiente educacional japonês, que causa a curiosidade de muitos estudiosos devido às inúmeras conquistas atingidas, é predominantemente tradicional e rígido em seus processos de aprendizagem. Mas isso tende a mudar, de acordo com Kenji Komatsu, CEO do iPal (innovative personalized and autonomous learning, em inglês), um instituto privado para estudos extracurriculares (mais precisamente, inglês, matemática e japonês).
Tive a oportunidade de conhecer a iniciativa inspiradora em viagem ao Japão. Após algumas conversas com Komatsu, pude perceber o quanto o rumo da educação está alinhado entre as mais diferentes culturas. Durante o tempo que estive no país presenciei o quão diferentes de minha realidade são os hábitos e costumes de lá, no entanto, a busca  pela formação de um aluno mais autônomo é comum em vários países, distorcendo as fronteiras através da tecnologia e da troca de experiência em métodos educacionais que objetivam um aluno com habilidades e competências não garantidas pelos métodos mais tradicionais.
picturecorrect / Fotolia.comEnsino híbrido incentiva autoaprendizagem no Japão
 
A ideia do instituto nasceu em 2011 a partir da necessidade de complementar os estudos da escola tradicional que ainda seguem os preceitos curriculares do pós Segunda Guerra Mundial. Segundo Komatsu, esses preceitos foram extremamente eficazes para o país reerguer-se e tornar-se uma potência, no entanto, hoje o país é outro, possui uma diferente estrutura social e econômica e necessita de mudanças também na educação, já que a formação não atende às demandas atuais do país e do mundo.
A chave para a inovação no iPal foi a escolha do ensino híbrido Glossário compartilhado de termos de inovação em educação (blended learning, em inglês), conforme acredita o CEO ao afirmar que “este deve ser o caminho a ser seguido pela educação japonesa”. Esta tendência de ensino traz a aprendizagem centrada no estudante, levando em consideração seus domínios, interesses e objetivos e construindo, assim, um currículo individual e sob medida.
Komatsu frisou que o instituto não busca aumentar a quantidade de conhecimento de conteúdo no aluno, mas sim as competências direcionadas à autoaprendizagem e organização do próprio tempo. O grande objetivo do iPal é poder tornar os alunos capazes de estudar por si próprios a partir de motivações próprias e em qualquer lugar, mesmo sozinhos, em casa e sendo tentados por mil coisas que parecem mais divertidas.
Ele encontrou uma dificuldade comum entre seus alunos, que era a de organizar o próprio tempo e lidar com cronograma de atividades. Isso, para ele, é resultado da educação tradicional que acostuma o aluno a somente absorver dados  e não a pensar ou motivar-se sobre o que fazer. Como exemplo, a grade fixa curricular que descreve o que cada um precisa estudar de acordo com sua idade e série.
Estudando o Blended Learning, Komatsu projetou um sistema de rotação para o iPal e renomeou a sala de aula para “laboratório”. Lá, cada aluno estuda individualmente o conteúdo on-line, pratica exercícios offline (podendo até utilizar papel e caneta) e, caso possua dúvidas, marca um horário presencial com seu tutor. Esse ciclo é repetido sempre com a inclusão de novos conteúdos ou reforço. Além disso, para investir no desenvolvimento da autonomia, não há um cronograma fixo de tarefa e horários: os próprios alunos montam seu calendário e devem agir com responsabilidade e organização com o que se comprometem.
Com essa abordagem pedagógica, os alunos passaram a ver mais sentido no que estão aprendendo, pois o aprendizado é mais personalizado às necessidades de cada um. Para auxiliar no método, Komatsu utiliza um ambiente on-line japonês, que possui objetos de aprendizagem combinados com a ferramenta gratuita de calendário do Google. A escolha do ambiente on-line foi determinada pela língua japonesa.

POR PAULA FURTADO

Por Paula Furtado
Pesquisadora (mestranda) em Linguística Aplicada e Tecnologia pela Unicamp, professora, designer instrucional e co-fundadora da Escola Mupi.
http://porvir.org/porfazer/ensino-hibrido-incentiva-autoaprendizagem-japao/20140922

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