quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cuiabá será sede do 3º Encontro Regional de EJA do Centro-Oeste


Alunos e profissionais que trabalham com a Educação de Jovens e Adultos na rede municipal participam entre os dias 7 e 9 do 3º Encontro Regional de Educação de Jovens e Adultos do Centro-Oeste (EREJA). O evento ocorre na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá, com abertura na quinta-feira (7), às 17h30.
O encontro, promovido pelo Fórum EJA de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, vai reunir profissionais que trabalham com Educação de Jovens e Adultos de todos os Estados da região Centro-Oeste e do Distrito Federal.
O evento será um momento para discutir acerca das políticas públicas, avanços e desafios da Educação de Jovens e Adultos no Centro-Oeste, além de mobilizar os diferentes segmentos que atuam com a modalidade nos Estados e no Distrito Federal.
Entre os temas que serão abordados estão “Análise diagnóstica da EJA trabalhadores em Goiás, MT, MS e Distrito Federal” e “EJA trabalhadores no Centro-Oeste: avanços e desafios como política de Estado”.
O debate contará com a presença de um educando representante de cada especificidade da EJA (Campo, Prisões, Idosos e Quilombolas) dos Estados participantes. A especificidade Prisões de Cuiabá terá a presença de uma aluna ressocializanda do presídio feminino Ana Maria do Couto May. A aluna integra uma turma da EJA da escola Jesus Criança, cujo atendimento é realizado em uma sala anexa no presídio.

Olimpíada de Língua Portuguesa: chegou a hora de selecionar e de enviar os textos



Depois de tanto trabalho nas escolas, chegou a hora de enviar os textos produzidos em sala de aula para a 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.
Até o dia 15 de agosto todas as escolas participantes devem enviar os textos escolhidos para a etapa seguinte, a municipal. O texto ou os textos escolhidos – no caso da escola participar com mais de um gênero – devem ser digitados no Portalwww.escrevendoofuturo.org.br. Lá, também é possível encontrar um tutorial com informações passo-a-passo sobre o envio de textos (clique aqui para assistir ao vídeo).
Todas as escolas do Brasil receberam o folder sobre como organizar a “Comissão Julgadora Escolar” que ainda traz orientações sobre os procedimentos dessa comissão na escolha dos textos. O Portal Escrevendo o Futuro também disponibiliza este e os outros folderes com orientações sobre as comissões municipais e estaduais (clique aqui para acessar).
É importante lembrar que todos os membros das comissões julgadoras – escolar, municipal ou estadual – devem fazer o curso autoinstrucional sobre avaliação de textos da Olimpíada. Um CD com este curso foi enviado a todas as secretarias municipais e estaduais de educação do Brasil. Ele também está disponível aqui no Portal (clique aqui para saber mais).
As dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone: 0800 771 9310 (a ligação é gratuita).
Divulgue, participe!
Não deixe para última hora, o prazo para o envio dos textos não será prorrogado.

http://undime.org.br/olimpiada-de-lingua-portuguesa-chegou-a-hora-de-selecionar-e-de-enviar-os-textos-2/

Com salários cortados, professores pedem alimentos nas ruas

Em greve, há profissionais que receberam R$ 30,00 do prefeito Juarez Costa


LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
A presidente do Sintep, Sidnei Cardoso,
e o prefeito Juarez Gomes: crise na educação
Professores e profissionais da rede de Educação de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá) estão pedindo alimentos nas ruas, desde sexta-feira (1). A situação começou após eles terem os salários cortados, em até 11 dias, pelo prefeito Juarez Costa (PMDB).

As informações são da presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Sidinei Cardoso.
"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Temos servidor que recebeu R$ 30"

Segundo ela, 80% dos 1,4 mil profissionais do setor estão em greve em Sinop desde o dia 21 de julho. A rede atende a aproximadamente 14 mil alunos.

Na última quarta-feira (30), quando os salários foram depositados, alguns trabalhadores descobriram que receberam menos de R$ 100.

"Fizemos apelo nas ruas e nas redes sociais, pois não temos como sobreviver até o final do mês com esse corte no salário. Tem servidor que recebeu R$ 30”, disse a sindicalista.

O corte de ponto dos trabalhadores, segundo ela, seria uma postura “arbitrária” do prefeito, uma vez que a greve não foi declarada ilegal pela Justiça.

“A Secretaria de Educação e a Prefeitura nos fecharam as portas e cortaram o ponto de forma arbitrária sem nem fazer uma proposta para a categoria. A população está do nosso lado e apesar das ameaças a greve continua", afirmou a presidente.

Diante do corte salarial, os trabalhadores passaram a realizar manifestações diárias em frente à Secretaria Municipal de Educação desde quinta-feira (31). O órgão, porém, fechou para o atendimento ao público e ainda não retornou às atividades.

Segundo o diretor da regional Norte do Sintep-MT, Valdeir Pereira, nenhuma negociação teve início com a Prefeitura de Sinop e os profissionais do setor – principalmente aqueles que saíram da zona rural para acampar na cidade e participar do movimento grevista – estão passando por dificuldades financeiras.

“Por isso passamos a nos organizar para garantir a alimentação do pessoal que está participando do acampamento, fazendo cotas e contando com doações. A população tem compreendido e nos ajudado”, afirmou.

É o caso da técnica de desenvolvimento infantil Rosimeire Ribeiro, que tem um salário de R$ 1,5 mil, mas, com os descontos feitos na folha e o corte de ponto, disse ter recebido apenas R$ 312.

"Estou vindo ao acampamento para almoçar todos os dias com a minha filha. Mas tenho colegas que trabalham no apoio, por exemplo, que receberam ainda menos do que eu", disse.


Divulgação
Educadores estão realizando manifestações diárias no Município
Reivindicações

A categoria reivindica melhores condições de trabalho, readequação da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais e equiparação salarial com a rede estadual de ensino.

Por meio de assessoria, o Sintep-MT informa que o salário base dos professores da rede municipal é de R$ 1.697 para uma jornada de 40 horas semanais.

Eles comparam a remuneração com o salário recebido pelos educadores da rede estadual, que é de R$ 1.747 para o cumprimento de uma carga horária semanal de 30 horas.

As condições das escolas, segundo o sindicato, também é precária.

Outro lado


Em nota enviada por meio de sua assessoria de Comunicação, a Prefeitura de Sinop informou que não tem capacidade financeira para atender às reivindicações da categoria e que o "corte de ponto" é um ato administrativo legal, sendo que os servidores grevistas deverão receber o referido desconto quando da reposição de aulas.

A Prefeitura negou, ainda, que existam trabalhadores tenham recebido menos de R$ 100 no dia de pagamento, conforme denunciado pelo Sintep-MT.

"O menor salário da pasta da Educação é de R$878,44, para 30 horas/semanais para o pessoal de apoio (merenda/limpeza)", diz trecho da nota.

O Município alega ter ingressado, na Justiça, com ação de "ilegalidade da greve" e aguarda deferimento

A pasta enviou, ainda, uma tabela de impacto financeiro elaborado pelas secretarias de Finanças e Administração a partir das reivindicações dos profissionais da educação, que resultou na greve do setor.


"As secretarias de Finanças e Administração divulgaram a tabela de impacto (aumento) financeiro elaborado a partir das duas reivindicações dos profissionais da educação e que culminou em greve do setor. As duas reivindicações são redução da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais para todos os profissionais da educação e equiparação salarial dos professores do estado.

As tabelas mostram uma elevação de 4 milhões e 200 mil em 2014, 10 milhões e 300 mil em 2015, 15 milhões e 500 mil em 2016, 19 milhões e 700 mil em 2017 em 2017 e culminando em 24 milhões e 400 mil em 2018.

Os valores mostram que a Prefeitura de Sinop não dispõe, nem hoje e nem futuramente, de recursos para atender aos pedidos do Sintep. Bem como estudos mostram que a receita do município não tem como acompanhar esta despesa. Esta posição foi informada aos profissionais da educação noutras oportunidades, inclusive documentalmente. Mesmo assim o Sintep mantém a greve.

Nesta semana a prefeitura entrou com ação de “ilegalidade da greve” junto ao tribunal de justiça e aguarda deferimento".

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=205797

Comissão aprova plebiscito sobre federalização da educação básica

Elina Rodrigues Pozzebom e Rodrigo Baptista

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (5) projeto de convocação de um plebiscito de âmbito nacional para consultar o eleitorado a respeito da transferência para a União da responsabilidade sobre a educação básica. Atualmente cabe, em sua maior parte, aos estados e municípios custear a educação infantil e os ensinos fundamental e médio.
O plebiscito foi proposto pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). De acordo com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, a consulta deverá ser realizada simultaneamente com o primeiro turno das eleições de 2014, em 5 de outubro. O cidadão deverá responder, com sim ou não, à seguinte questão: “o financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal?”.
Caso o projeto seja aprovado, o Congresso Nacional comunicará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expedirá as instruções para a realização do plebiscito. Além disso, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil façam suas campanhas a favor ou contra a transferência.
Segundo o relator da proposta na CE, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), estados e municípios são responsáveis por cerca de 80% dos recursos destinados à educação, enquanto a União, que detém para si mais da metade do bolo da arrecadação de tributos, participa com apenas 20%. Ou seja, o ente federado com mais recursos é quem faz o menor aporte de verbas para a educação básica, reforçou o relator.
Como consequência, disse Randolfe, há disparidades na infraestrutura escolar pelo país afora, incapacidade de diversos governos estaduais e prefeituras para honrar o piso salarial dos professores; lacunas na oferta de vagas em creches; e inexistência de um padrão nacional mínimo de qualidade; entre outros problemas.
O projeto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ainda terá que ser analisado pelo Plenário.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/08/05/comissao-aprova-plebiscito-sobre-federalizacao-da-educacao-basica

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Só 7% dos professores passam em certificação do MEC para o ensino de surdos

Baixo número de aprovados no Prolibras impacta no déficit de profissionais com domínio no ensino da Libras; organização do exame assume que grau de dificuldade da prova deve ser revisto

Por Davi Lira - iG São Paulo


Dos 2.427 candidatos que se submeteram à edição mais recente do Exame Nacional de Certificação em Libras, o Prolibras 2013, somente 164 (menos de 7%) foram aprovados na modalidade voltada a certificar professores ao ensino da Linguagem Brasileira de Sinais. É por meio dessa certificação oficial avalizada pelo Ministério da Educação (MEC) que muitas secretarias de educação e instituições de ensino superior selecionam professores para atuarem em turmas que contam com alunos surdos.
Além da certificação para o ensino da Libras, o Prolibras também oferece uma certificação em proficiência na tradução e interpretação da Libras. Nessa modalidade, o índice de aprovados também é pequeno. Em 2013, dos 2.627 que compareceram para realização das provas, apenas 242 (9%) foram aprovados no final do processo. 
O baixo número de candidatos aprovados no exame impacta ainda mais no déficit de profissionais com habilidades comprovadas no ensino da Libras nas escolas brasileiras, especialmente as da rede pública. Hoje, nem todos os professores que dão aula para alunos surdos dominam as Libras. As escolas também sofrem com a falta de intépretes em turmas onde há a presença de estudante com algum tipo de deficiência auditiva.

Continue lendo: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-07-22/so-7-dos-professores-passam-em-certificacao-do-mec-para-o-ensino-de-surdos.html

Fórum de Secretários Estaduais de Educação acontecerá em Chapada dos Guimarães

Secretária de Educação de MS Nilene Badeca
Acontece nos dias 7 e 8 de agosto, a III Reunião Ordinária do Fórum do Conselho Nacional de Secretários de Educação - Consed, na Pousada Penhasco na Chapada dos Guimarães/MT. Para a abertura do evento estão confirmadas as presenças do ministro da Educação, Henrique Paim; do governador do Estado de Mato Grosso, Silval Barbosa; do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, Romeu Caputo e do secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação - SASE/MEC, Binho Marques, além das presenças de representantes e secretários de estado da educação de todo o Brasil.
A presidente do Consed, Maria Nilene Badeca da Costa, afirmou que nesta terceira reunião, as perspectivas da educação para a próxima década, após aprovação do PNE, serão amplamente debatidas. “São vários e constantes os desafios da educação brasileira, e nossa reunião serve para a troca de experiências entre os estados e a busca de soluções em comum”, afirma
No primeiro dia de atividade, estão previstos debates e palestras sobre o Sistema Nacional de Educação e os elementos constitutivos; No segundo dia, as discussões serão concentradas na Base Nacional Comum e a valorização dos profissionais de educação.
Reunião Ordinária do Consed
As Reuniões do Consed são espaços de significativo papel na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas educacionais em nível nacional, regional e estadual. Atualmente, são realizadas quatro reuniões ordinárias e, quando necessário, extraordinárias para debater questões que abrangem toda a Educação Básica pública.
Também participam das reuniões, de acordo com os assuntos em pauta, representantes de instituições parceiras do Consed, de órgãos governamentais, de instituições públicas e privadas, relacionados ao meio educacional.

VEJA: PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM
http://www.consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/873-forum-de-secretarios-debate-o-sistema-nacional-de-educacao-a-luz-do-pne

Instituto disponibiliza guia para ajudar professores no uso de tecnologias digitais em sala de aula

O Instituto Crescer disponibilizou os dois volumes do livro “Crescer em Rede”, um guia preparado por uma equipe de especialistas para ajudar professores a incluir tecnologias digitais nos processos pedagógicos.
Cada volume está organizado por um determinado número de encontros. O objetivo é que os professores tenham, a cada encontro, a oportunidade de conhecer, planejar estratégias de trabalho e refletir sobre uma ferramenta tecnológica, como o Google Earth e o Google Maps, Wikipedia, Instagram, entre outras.
Saiba mais e baixe o guia “Crescer em Rede” no site do Instituto Crescer.

https://catracalivre.com.br/geral/web-educacao/indicacao/instituto-disponibiliza-guia-para-ajudar-professores-no-uso-de-tecnologias-digitais-em-sala-de-aula/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PNE: Novo portal vai ajudar estados e municípios a elaborar metas

Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira, 4, o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC e de representantes de entidades ligadas à área educacional.
O titular da Sase, Binho Marques, destacou que o portal representa a largada para a construção dos 5.570 planos municipais de educação, assim como dos 26 estados e do Distrito Federal. “Os planos serão resultado de pactuação com cada unidade da Federação”, explicou o secretário.
Para o ministro da Educação, o Brasil vive um momento histórico, com um plano nacional construído após amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. Paim destacou o formato enxuto do PNE, com 20 metas e muitas estratégias, o que permite à sociedade acompanhar de perto a implementação. “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível”, disse.
Para o ministro, o plano nacional demostra maturidade. Ele listou várias questões a serem equacionadas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e citou também a educação profissional e a necessidade de maior internacionalização da educação superior, de forma a propiciar o casamento entre a universidade e o mundo produtivo.
Paim lembrou que, nos últimos anos, houve aproximação entre a universidade e a educação básica, o que representa importante avanço. Ele ressaltou que um dos desafios é a formação de professores. “Quando os educadores se envolvem com paixão, é possível superar barreiras”, afirmou o ministro.
Assessoria de Comunicação Social
Confira o portal do Plano Nacional de Educação
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20644

Avaliação garante direito à educação, afirma Chico Soares (INEP)

As avaliações educacionais precisam ser vistas como aliadas na concretização do direito à educação. A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Chico Soares, durante palestra proferida nesta quinta-feira, 31, na abertura do 3º Fórum de Diretores de Escolas Católicas, em Brasília. Ele falou sobre o tema Avaliação Educacional: instrumento de construção da qualidade acadêmica, a gestores de diferentes escolas do país.
Chico Soares ressaltou que garantir o direito à educação implica assegurar trajetória educacional regular e aprendizado. Segundo ele, as avaliações têm a função de medir esse aprendizado e verificar se ele foi atendido. "Mostrar quem não aprendeu é um importante ganho, mas é preciso ir além do resultado e contextualizá-lo", disse o presidente do Inep.
"Eu espero dar à sociedade a ideia de que os números são pessoas. Eu quero que a criança aprenda, mas eu quero verificar de que forma ela aprendeu. Essa é a ideia da avaliação", afirmou. "Eu posso perceber quais as crianças que não estão aprendendo. Se não há aprendizado, não há qualidade", complementou.
A abertura do fórum contou ainda com a participação da assessora da Rede Salesianas de Escolas, Kátia Smole, que concordou com Chico Soares. "Na escola, quando eu uso o instrumento de avaliação, faço uma coleta de dados. Mas se aquele dado virar uma nota ruim, quer dizer que eu não cumpri com meu objetivo", disse.
Kátia lembrou que as avaliações são questionadas a todo o momento e que o intuito de avaliar o aluno não pode parecer algo como uma prova de controle de estatística, mas sim verificação do que foi aprendido. "Eu digo assim: se o aluno ainda não aprendeu, eu, escola, tenho todas as ferramentas a partir da avaliação para poder intervir e fazer com que ele avance."
O evento, que teve como tema Construindo a qualidade nas escolas católicas, e que termina nesta sexta-feira, 1°, objetiva promover debates e troca de experiências entre gestores sobre o cenário atual da educação.
Ingrid Melo
http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/avaliacao-garante-direito-a-educacao-afirma-chico-soares?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Alunos brasileiros perdem 10% das aulas com professor que atrasa e sai mais cedo

Por Davi Lira - iG Educação 

Do total de 200 dias letivos do ano, 20 são desperdiçados (10%); em países desenvolvidos porcentual é perto de zero

José Luis da Conceição/Divulgação SEE
Tempo contabilizado com atrasos e saídas abreviadas compromete 10% do total de dias letivos; situação compromete ensino oferecido ao aluno, que recebe menos suporte do professor
Do total de 200 dias letivos do ano escolar aos quais os alunos brasileiros têm direito, 20 dias são desperdiçados por conta de atrasos dos professores, saídas dos docentes antes do término da aula e com outras atividades que nada tem a ver com o ensino e a aprendizagem. Nesse cálculo sequer foi considerado o tempo perdido com a contenção da bagunça e com a realização de outras atividades pelo professor, como a realização de chamada e a entrega de trabalhos escolares.
O desperdício de 10% dos dias letivos é uma das constatações presentes na mais recente pesquisa publicada pelo Banco Mundial, a Great Teachers: How to Raise Student Learning in Latin America and the Caribbean (Grandes professores: como melhorar o aprendizado dos estudantes na América Latina e no Caribe, em português).
O estudo da instituição - reconhecida por elaborar uma série de pesquisas para subsidiar políticas públicas na área da educação - foi feito em mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas primárias e secundárias em sete países latinos, incluindo o Brasil. Na América Latina, como um todo, o porcentual do "desperdício" é de 9%.
Segundo o Banco Mundial, esse desperdício constatado em outros países da região e também no Brasil é causado pelo fato de os professores "estarem fisicamente ausentes da sala de aula, chegarem atrasados, saírem mais cedo ou realizarem outras atividades da escola no horário da aula", afirma estudo.
O tempo perdido também é consequência de os docentes estarem "ocupados com interações sociais com alguém na porta da sala de aula ou simplesmente por não estarem interagindo com a turma".
A situação, segundo a publicação, se reflete nos "parcos resultados educacionais" apresentados pelos países da região, explica, por meio de comunicado, Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial na área de educação para a América Latina e o Caribe e autora do relatório.
Nos países desenvolvidos, diz o estudo, o índice de desperdício de tempo se aproxima de zero. O relatório ainda afirma que, nas melhores escolas, os docentes "nunca saem da sala de aula".
Divulgação/UniBH Segundo Castro, participação dos pais nas escolas é uma das soluções para o problema
Tragédia
Para o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor da Fundação Capes - responsável por programas de formação de professores da educação básica no País -, os dados apresentados pela pesquisa representam um "tragédia" da educação brasileira, especialmente das escolas públicas do País.
"Se o professor faz isso porque ele acha que ganha pouco, por que não pede demissão?", critica Castro. Segundo ele, a solução para resolução do problema passa, necessariamente, por uma maior participação dos pais nas escolas. "Os pais têm que cobrar. O sistema escolar não pode correr solto, é preciso um acompanhamento e cobrança constante dos familiares junto aos professores e à direção das escolas", fala o especialista.
 Divulgação/Campanha Nacional pelo Direito à EducaçãoDaniel Cara pondera metodologia da pesquisa
e critica "responsabilização do professor"

Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também reconhece o impacto que esse "atraso estrutural" tem na aprendizagem. Cara, no entanto, diz que é preciso olhar de forma mais ampla para a questão.
"Esse tipo de pesquisa reforça a responsabilização do professor. Isso porque boa parte do atraso ocorre por conta dos deslocamentos que parte dos professores têm que fazer para dar conta de uma dupla jornada, em escolas diferentes. Dessa forma, é preciso enxergar que as redes públicas de ensino do País também são responsáveis por isso, especialmente pela maneira que são distribuídas as aulas. Precisamos ter uma gestão mais eficiente de distribuição de aulas", diz Cara.
MEC
Consultado, o Ministério da Educação (MEC) disse que "considera preocupante o desperdício". A pasta ainda informa que "mantém programas de apoio às redes, que conforme determina a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação] são de responsabilidade das secretárias estaduais e municipais"
Por fim, o MEC afirma que "as atuais diretrizes curriculares nacionais já apontam para um melhor aproveitamento do tempo nas atividades escolares com objetivo de construir propostas curriculares mais integradas, envolvendo componentes de uma mesma área de conhecimento ou de diferentes áreas. Isso implicaria aulas com maior tempo de duração e menos trocas de professor".

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-07-31/alunos-brasileiros-perdem-10-das-aulas-com-professor-que-atrasa-e-sai-mais-cedo.html

Fim do analfabetismo é promessa recorrente entre candidatos à Presidência

Francisco Cândido de Souza, Gari em Brasília, que não sabe ler e escrever, assina o ponto com o polegar - O GLOBO / Jorge William

Dilma, Aécio e Campos buscam país letrado, mas não solucionaram questão em suas gestões

POR 
BRASÍLIA, RECIFE E BELO HORIZONTE — À política, o velho provérbio também se aplica: é muito mais fácil falar do que fazer. E, no caso do analfabetismo adulto — das pessoas que têm mais de 15 anos e não sabem ler nem escrever— isso fica ainda mais evidente. Os presidenciáveis de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prometem erradicar o analfabetismo no país, mas, quando foram governadores, não conseguiram fazer isso em seus estados. A promessa também já foi feita em 2002 por Luiz Inácio Lula da Silva e repetida em 2010 por Dilma Rousseff (PT), igualmente sem sucesso.
Em 2003, quando Lula tomou posse, disse que era preciso vontade política para resolver o problema. Naquele ano, lançou o programa “Brasil Alfabetizado”, que previa zerar o número de iletrados até 2006. A data limite chegou. A meta, não. Em 2010, em sua primeira campanha à Presidência, Dilma Rousseff (PT) repetiu a promessa. Queria erradicar o analfabetismo. Na época, o índice rondava 9,7% da população. Ao fim de seu mandato, ainda está longe do feito.

Segundo a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que é de 2012, 14,1 milhões de adultos não sabem ler nem escrever, o que equivale a 8,7% da população com mais de 15 anos.
Se depender do recém-aprovado Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil conseguirá erradicar o analfabetismo até 2024. Mas até a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Maria Evaristo dos Santos, vê obstáculos no caminho, entre eles a dimensão continental do Brasil e a universalização tardia do ensino fundamental.


LEIA MAIS : http://oglobo.globo.com/brasil/fim-do-analfabetismo-promessa-recorrente-entre-candidatos-presidencia-13473955#ixzz39QbasUS8



Alunos de escolas públicas perdem um dia de aula por semana, diz Banco Mundial

Novo relatório é focado na América Latina e fala da importância dos professores no aprendizado dos estudantes; pesquisa envolveu em 3 mil escolas de sete países, incluindo o Brasil.
Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*
Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger
Alunos de escolas públicas da América Latina e do Caribe perdem o equivalente a um dia de aula a cada semana. A informação está em um novo relatório do Banco Mundial, lançado nesta quinta-feira em Lima, no Peru.
O documento "Grandes Professores: Como Melhorar o Aprendizado dos Estudantes na América Latina e no Caribe" aponta que a razão seria a baixa eficiência dos docentes.
Pesquisa
Segundo o órgão, o relatório foi feito com base em uma pesquisa que envolveu observações em mais de 15 mil salas de aula em 3 mil escolas de sete países, incluindo o Brasil.
O trabalho aponta como razões para que os estudantes "percam oportunidades", entre outras, "a má formação dos professores, seu baixo nível de competência e remuneração, assim como uma administração escolar ineficiente".
O vice-presidente do Banco Mundial para a região, Jorge Familiar, falou da importância da qualidade da educação para a ampliação das oportunidades para os latino-americanos. Ele também destacou, de forma positiva, o protagonismo dos professores na questão.
De acordo com o órgão, " a inovação, a competitividade, as reformas governamentais e a educação" são mencionadas como "mecanismos econômicos necessários para expandir a prosperidade". A entidade defende ainda que "muito mais precisa ser feito para recrutar, formar e motivar grandes professores".
Perfil
Segundo o relatório, os docentes latino-americanos atualmente têm baixos incentivos salariais, possuem mais educação formal do que outros profissionais e técnicos, e sua idade média está subindo.
O documento aponta também que 75% dos docentes da região são mulheres e que os estudantes que se especializam nesta área, em geral, pertencem a um nível socioeconômico mais baixo. A probabilidade de que seus pais não possuam diploma de ensino superior é maior.
Ainda de acordo com o trabalho, apesar de muitos países da região produzirem oferta excedente de novos docentes, é difícil encontrar professores "adequados ao ensino médio de matemática e ciências", por exemplo.
Prioridades
De acordo com o Banco Mundial, os desafios para a região são "diversificados" e o relatório ajuda a "identificar prioridades."
O documento elogia que a maioria dos países da América Latina e do Caribe esteja "concentrando o seu interesse na qualidade dos professores". É mencionada também a experiência da região com "programas inovadores e grandes reformas" para recrutar, formar e motivar os docentes.
*Apresentação: Leda Letra.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/07/alunos-de-escolas-publicas-perdem-um-dia-de-aula-por-semana-diz-banco-mundial/#.U9piFONdXkx

Undime MT realiza seminário nos dias 7 e 8 de agosto


Na próxima quinta-feira (7) e sexta (8) de agosto, a Undime Mato Grosso vai realizar o primeiro encontro do Ciclo de Seminários. O evento será realizado em Cuiabá (MT). Na programação constam atividades que envolvem os seguintes temas: SiGPC – sistema de prestação de contas online do FNDE; o uso pedagógico da Provinha Brasil; contextualização dos resultados das avaliações educacionais; Programa de Ações Articuladas (PAR); Plano Municipal de Educação; Plano de Carreira; Educação Inclusiva e Conviva Educação.
Clique aqui para conferir a programação completa.
Para participar, basta se inscrever pelo portal da Undime Mato Grosso. As vagas são limitadas! Podem se inscrever apenas Dirigentes Municipais de Educação e dois técnicos das secretarias de Educação.
Os interessados que, porventura, não puderem participar, não se preocupem! Nos dias 21 e 22 de agosto haverá outro seminário. Dessa vez, no município de Água Boa (MT).

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Resultados preliminares da Prova Brasil 2013 estão disponíveis para as escolas

As escolas que participaram da Prova Brasil 2013 já podem acessar os resultados preliminares na avaliação. Durante o período de 31 de julho a 10 de agosto, os diretores escolares podem conhecer seus resultados preliminares e, caso desejem, terão a oportunidade de interpor recurso.

Como acessar os resultados preliminares?

Os diretores que já acessaram os resultados preliminares da ANA 2013 devem utilizar a mesma senha para acessar o Sistema da Prova Brasil. Já aqueles que não possuírem essa senha precisam realizar o cadastro prévio, clicando no botão abaixo. 
Em caso de dúvidas, contate o Inep pelo e-mail cadastro.provabrasil@inep.gov.br. 
Já tem cadastro? Acesse os resultados aquiNão tem cadastro? Faça aqui

Veja aqui como se cadastrar
http://portal.inep.gov.br/web/saeb/resultados-preliminares-2013

Desafios e as perspectivas da gestão escolar no Brasil


Entre os dias 14 e 15 de agosto, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (CONSED) promoverá o I Seminário Internacional de Boas Práticas em Gestão Escolar, evento que contará com palestras e oficinas voltadas para quem busca soluções em práticas escolares, por meio da promoção de debates, troca de experiências e inovação.
O seminário tem como tema central as “Boas Práticas em Gestão Escolar” e conta com conferencistas nacionais e internacionais, dentre eles, Anthony McNamara, do National College for Teaching and Leadership – NCTL; David Albury, do Global Education Leaders Program – GELP;  Clarice Salete Traversini e Yvelise Arco Verde, do Ministério da Educação – MEC; Roberta Panico, do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária – CEDAC; Carlos Eduardo Moreno Sampaio, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e Ricardo Henriques, da Fundação Unibanco.
Nas palestras, serão abordados quatro temas pertinentes ao gerenciamento escolar: as práticas de gestão para uma escola notável; a gestão escolar como garantia de condições de aprendizagem para todos os alunos; como articular a gestão de novas tecnologias e a gestão da aprendizagem e, os desafios e as perspectivas da gestão escolar no Brasil.
O público-alvo do seminário são os diretores que foram destaques estaduais no ano de premiação do PGE (2013), os coordenadores estaduais do prêmio, os secretários estaduais de Educação e os superintendentes da área pedagógica dessas secretarias, além dos parceiros do Consed que viabilizam essas iniciativas. Contará, também, com a participação de gestores de escolas americanas que estarão no Brasil para visitar escolas e demais espaços educativos em vários estados, como parte do programa de intercâmbio promovido pela Embaixada Americana.

http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/869-desafios-e-as-perspectivas-da-gestao-escolar-no-brasil

Entre a escola e a comunidade

Sistema de alternância garantiu que a Escola Estadual Terra Nova, localizada no Mato Grosso, conseguisse oferecer ensino médio técnico integral tanto para estudantes locais, quanto para os de municípios vizinhos


Maria Fernanda Vomero
Os jovens ficam uma semana em casa para aplicar o que aprenderam na escola com a família

A rotina na Escola Estadual Terra Nova, localizada no Assentamento da 10ª Agrovila, no município de Terra Nova do Norte (MT), a cerca de 670 quilômetros de Cuiabá, começa cedo. Logo depois do café da manhã, por volta das 7 horas, os estudantes – divididos em equipes, em esquema de rodízio – seguem para o trabalho prático. Orientados por um professor-monitor, distribuem-se entre o viveiro, a lavoura, o aviário, a horta, os insumos, o cuidado dos animais, o processamento, a fruticultura ou a cozinha. Há também os responsáveis pela organização, pelo apoio administrativo, pelo registro informativo e pelas atividades culturais e esportivas.

À tarde, depois do almoço e da sesta, vão para a sala de aula, onde aprendem os conteúdos teóricos e partilham os saberes adquiridos com a experiência prática. No fim da tarde, antes do jantar, os jovens têm um momento de recreação. E, para encerrar o dia, uma atividade noturna da qual todos, professores e estudantes, participam: às segundas-feiras, o planejamento da semana; às terças, dinâmicas e palestras; às quartas, a “mística” – representação artística coletiva que lida criativamente com temas e fatos do cotidiano do grupo; às quintas, avaliação da semana. Na sexta-feira, os jovens retornam para suas casas a fim de passar uma semana com a família, aplicando o que aprenderam na escola em seus próprios sítios e registrando tudo no “caderno de campo”.

Vai e vem

Eis um exemplo bem-sucedido da combinação entre a pedagogia da alternância e a educação profissionalizante em período integral numa escola do campo pertencente ao sistema estadual. Enquanto uma turma está no tempo-comunidade, a outra retorna à instituição. Deste modo, a instituição consegue atender tanto os estudantes do município-sede, Terra Nova do Norte, quanto um grupo vindo de distritos e municípios num raio de até 100 quilômetros. Graças à parceria com as prefeituras, o transporte dos jovens é garantido. “Essa é a riqueza da alternância: o conhecimento vai e vem”, diz Ricardo Martins dos Santos, um dos fundadores da escola. “Os conteú-
dos que os meninos aprendem aqui precisam servir para a vida e devem ser ferramentas de transformação social.”

O curso dura quatro anos, e a avaliação dos alunos não se apoia no sistema de notas, mas sim no acompanhamento de seu aprendizado por meio do caderno de campo, dos trabalhos exigidos ao longo dos semestres e da participação nas atividades. A formação humana está na base do ensino da escola Terra Nova. “Trabalhamos para que o estudante se faça sujeito”, comenta Ricardo. A boa convivência se orienta por regras debatidas e decididas coletivamente, entre diretores, docentes e alunos, apostando no método ver, julgar e agir. “Nossas reflexões são feitas sempre em grupo”, afirma o professor João Latres, monitor da equipe de registro e mídias.

Enganando as borboletas

Boa parte dos alimentos usados nas refeições provém da própria produção da escola. O manejo é agroecológico e, portanto, não há a utilização de inseticidas ou outros agentes tóxicos. No dia da visita da reportagem, o professor Lucas Ferraz de Queiroz, responsável pelo viveiro e pelos canteiros de hortaliças, ensinava uma técnica de prevenção e controle de insetos. O método agroecológico, batizado pelos alunos com o poético nome de “Enganando as Borboletas”, consistia em pulverizar uma essência feita com lagartas trituradas.

A escola Terra Nova surgiu de um sonho conjunto dos educadores Ricardo, Luzinei Lorenti Cortezan e Valter Kuhn, com apoio da comunidade. A história do trio remonta aos idos de 2006, quando Luzinei era diretor da Escola Municipal São Pedro, no Assentamento São Pedro, também em Terra Nova do Norte; Ricardo, professor de matemática naquela instituição, e Valter, secretário de educação do município. Embora atendesse alunos do campo, a escola reproduzia características urbanas e o índice de evasão era alto. Motivados pelos princípios da educação do campo, os dois professores haviam elaborado um projeto inovador para a São Pedro, baseado em muito diálogo com os outros docentes e com as famílias.

A proposta era oferecer Educação Básica em regime de alternância e assim possibilitar às crianças e adolescentes uma compreensão prática do meio em que viviam. No tempo-comunidade, os professores acompanhariam de perto as atividades dos estudantes, que seriam divididos em grupos de trabalho. Valter Kuhn logo encampou a proposta.

Pouco tempo depois, convidados a participar da gestão municipal, Luzinei e Ricardo deixaram a escola; em 2010, por questões políticas, a São Pedro foi fechada. Os três decidiram, então, pôr em prática o plano de criar uma escola de ensino médio em consonância com a realidade do campo. “Percebemos que os meninos maiores precisavam de uma formação técnica, com a qual pudessem ajudar suas famílias. A escola seguiria os mesmos princípios da São Pedro, mas ofereceria um curso profissionalizante de quatro anos em período integral”, conta Luzinei. A associação de agricultores da 10ª Agrovila cedeu um barracão, que eles logo reformaram e transformaram na primeira sede, e doou um terreno, onde se encontram as novas instalações, recém-inauguradas. A cooperativa local também se dispôs a ajudar.

A escola, que começou com 33 alunos em 2010, hoje atende 217 jovens. A primeira turma se formou em dezembro de 2013. Os docentes também permanecem na escola durante a semana e só retornam para casa no fim de semana. Têm um ritmo de trabalho puxado, mas sua dedicação é reconhecida pelos estudantes, que veem neles verdadeiros mestres. “Os professores se importam com a gente”, afirma Yuri Yalle, estudante do 3º ano da turma regional.

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/207/entre-a-escola-e-a-comunidadesistema-de-alternancia-garantiu-que-318188-1.asp

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...