quarta-feira, 25 de junho de 2014

Deputado propõe fim de feriado da Proclamação da República

Dep. Newton Cardoso (PMDB-MG)
Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados acaba com o feriado de 15 de Novembro, instituído em comemoração ao dia da Proclamação da República. A proposta altera a Lei 662/49, que definiu os feriados nacionais.
O deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), autor do Projeto de Lei 6757/13, argumenta que, ao contrário do feriado de 7 de Setembro, que marca a independência do Brasil, a proclamação não teve participação popular e, portanto, não gerou na sociedade o sentimento cívico que há em outras celebrações.
O autor cita informações do livro “1889”, do jornalista Laurentino Gomes, para embasar seus argumentos. “Laurentino Gomes tem completa razão em afirmar que o feriado da Proclamação da República é um feriado sem reconhecimento e apoio do povo brasileiro, uma vez que é aproveitado apenas para mais um dia de descanso”, afirma.
De acordo com o livro, “o feriado da Proclamação da República é uma festa tímida, geralmente ignorada pela maioria das pessoas”.
O deputado destaca ainda que algumas celebrações regionais, como o 2 de julho na Bahia (que marca a luta do estado pela independência do Brasil) e o 20 de setembro no Rio Grande do Sul (que celebra o início da Revolução Farroupilha), têm mais apelo popular do que o feriado nacional de 15 de Novembro.
TramitaçãoO projeto tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Janary Júnior

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/470635-PROJETO-ACABA-COM-FERIADO-DA-PROCLAMACAO-DA-REPUBLICA.html

terça-feira, 24 de junho de 2014

Jovem disputado por universidades dos EUA escolhe Stanford

Estudante de Ourinhos (SP) prefere estudar no Vale do Silício, na Califórnia.
Em todas as universidades, Jessé foi aprovado com bolsas de estudos.


Após ser aprovado em sete universidades - seis delas, norte-americanas - o estudante Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, se prepara para estudar na Califórnia. O jovem optou pela Stanford; a localização e o investimento em pesquisa foram diferenciais na escolha de Jessé.
“A Stanford é uma das melhores faculdades do mundo e fica bem no Vale do Silício, local onde professores e alunos já criaram empresas multinacionais na área de informática. Além disso, recebi uma bolsa de estudos excelente”, conta. Em todas as universidades, Jessé foi aprovado com bolsas de estudos.
“Fiquei em dúvida entre três universidades: New York University, Columbia e a Stanford”, completa. Ele ainda foi aprovado no Skidmore College, em Saratoga Springs, Nova Iorque; Middlebury College, que fica em Middlebury, Vermont e Minerva University, que fica em São Francisco.
Além das universidades americanas, ele também foi aprovado no curso de medicina da Universidade Unioeste, que fica em Francisco Beltrão (PR). As aprovações são resultado de anos de dedicação aos estudos. Jessé estudou até o quarto ano do ensino fundamental em escola pública e fez do quinto ao nono ano, além do ensino médio, em escola particular, mas com bolsa de estudos. Além disso, o estudante foi selecionado para participar de um curso intensivo de inglês com bolsa parcial.
Inglês e bicicleta
O bom inglês, aliás, é um dos pré-requisitos para estudar no exterior e ele vem praticando bastante nos últimos meses para se preparar para a nova vida na Califórnia. “Além disso, estou pesquisando sobre as aulas que escolherei e andando bastante de bicicleta, porque em Stanford tudo é muito longe e sem a bicicleta é bem difícil chegar aos lugares”, conta. As aulas na universidade começam em setembro deste ano.
Apesar de ter conseguido uma excelente bolsa de estudos, a família de Jessé viu que enfrentaria dificuldades para mantê-lo nos Estados Unidos, por isso o jovem faz parte de um grupo de 15 estudantes, que foram aprovados nas melhores universidades do mundo, e busca financiamento coletivo para que possa realizar esse sonho de estudar no exterior.
“Eu fui aprovado com bolsa, mas a minha família não tem condições de arcar com todas as despesas, por isso nós nos reunimos nesse projeto de financiamento coletivo. Qualquer pessoa que se identificar com a causa pode contribuir”, explica. Faltando 26 dias para o término do prazo de contribuição, Jessé já conseguiu um valor acima do estipulado na meta do projeto e obteve a ajuda de quase 100 pessoas.  A contribuição pode ser feita por meio da internet e mais informações podem ser obtidas no site do projeto.


http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/06/jovem-disputado-por-universidades-dos-eua-escolhe-stanford.html

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Escola israelense estimula a soberania do estudante

“A escola não confere liberdade aos seus estudantes, ao contrário, ela não nega a liberdade que nasce junto com cada pessoa. Assim, liberdade não é uma aquisição e ela não tem pré-requisitos a não ser o respeito pelo próximo e o acordo das regras elaboradas coletivamente.”
Foi a partir deste pressuposto que, em 1987, um grupo de pais e educadores criou uma escola democrática em Hadera, municipalidade do distrito de Haifa, em Israel.  A proposta era organizar um espaço de ensino que garantisse o direito de escolha do estudante no que e em como aprender, bem como na experiência cotidiana de um coletivo democrático. Em funcionamento desde então, a escola hoje pertence ao sistema educacional israelense e atende crianças e jovens de quatro a 18 anos de idade; algumas delas com dificuldades de aprendizagem e com deficiência e necessidades específicas.
crédito Altanaka / Fotolia.comEscola israelense estimula a soberania do estudante
Escola Democrática de Hadera, segundo Yaacov Hecht, um de seus fundadores, deve fazer com que a criança se sinta capaz, sinta que alcançou seus objetivos. E que se ela passa a acreditar em si mesma, ela pode aprender o que quiser, ela sempre abraçará o conhecimento. Por isso, todo o sistema é organizado de forma a gerar o entusiasmo do aluno pela aprendizagem, acreditando que ele é livre em suas escolhas e que os professores estão lá para apoiá-lo a concretizar seus desejos.
Liberdade e decisão coletiva
Baseada na teoria de pensadores como Jean-Jacques Rousseau, Martin Buber, Carl Rogers, e Janush Korczak, a iniciativa é estruturada de forma a garantir que não exista uma cisão entre a vida na cidade, em comunidade e a vida escolar. Para isso, todas as decisões são tomadas em uma espécie de parlamento, em que pais, educadores e estudantes têm a mesma voz e o mesmo poder de voto.
Dividida em comitês, a comunidade escolar é responsável pela organização diária de todo o funcionamento da escola, dispondo, inclusive, sobre o orçamento da instituição. Juntos, todos decidem como e onde investir, respeitando os projetos individuais de cada estudante e as necessidades do grupo como um todo. Ao mesmo tempo, há um comitê disciplinar que reúne todos os atores da escola e que tem a responsabilidade de “julgar” os casos que desrespeitam as normas construídas pelo coletivo. Na ideia de promover a justiça social como um valor estruturante da aprendizagem, a escola trabalha com estratégias de mediação, buscando que todos participem de processos conciliatórios e responsáveis.
Fortalecida pela Declaração dos Direitos do Homem, a escola de Hadera respeita o que chama de soberania dos estudantes, apoiando-os a agir de forma autônoma. Para isso constrói um ambiente colaborativo em que todos são co-responsáveis e co-partícipes da vida do outro. Para permitir que os estudantes possam participar ativamente desse processo, a escola desenvolve um currículo baseado na autonomia do indivíduo, convidando-o a agir de forma crítica e a tomar decisões.
Aprendizagem
A existência de disciplinas, classes e turmas é substituída pela proposta de que o ensino e aprendizagem acontecem em todos os espaços da escola, individual e coletivamente. Desde que entram na escola, na etapa equivalente à educação infantil, os estudantes, em diálogo com seus educadores, escolhem em quais aulas participam, quais atividades irão realizar e quais espaços irão frequentar.
Compreendendo as especificidades de cada fase do desenvolvimento do estudante, as crianças e adolescentes são divididas em pré-escola e elementar I (de quatro a oito anos de idade), elementar II (de oito a 12 anos) e colégio (de 12 a 18 anos). Paralelamente, as crianças com necessidades específicas e síndrome de down participam tanto das turmas de sua faixa etária, quanto de segmento complementar, chamado Yahad.
Em todo o processo, o aprender fazendo, a aprendizagem por projetos individuais e coletivos e o aprender “errando” são motivações pedagógicas constantes
Cada estudante tem um mentor, um professor designado da escola que irá acompanhar seu desenvolvimento, acompanhá-lo em suas escolhas, motivações de aprendizagem e processo avaliativo. Em todo o processo, o aprender fazendo, a aprendizagem por projetos individuais e coletivos e o aprender “errando” são motivações pedagógicas constantes.
Assim, da pré-escola ao 3º ano (equivalente ao 2º brasileiro), as crianças transitam livremente pelo prédio respectivo a sua faixa etária e podem escolher entre o espaço do brincar, o espaço da criatividade (onde podem produzir arte, leitura, operações matemáticas, etc livremente), o espaço do aprender (repleto de livros para que possam estudar sozinhos) e o espaço das aulas oferecidas a eles. As aulas, baseadas nos conhecimentos necessários para a leitura, escrita, matemática, humanidades e ciências, são organizadas de acordo com as necessidades do grupo e de cada criança. Assim, cada atividade tem um tema específico e contempla um assunto dentro do determinado campo do conhecimento.
Os adultos são os responsáveis não apenas por pensar e estruturar as aulas oferecidas, mas também por articular agentes da comunidade (pais e educadores voluntários) que possam apoiar as necessidades das crianças. Todo o processo é negociado e a criança se desenvolve em seu próprio ritmo, de acordo com a motivação que tem em aprender determinado conhecimento. Por exemplo, quando um estudante quer ler uma história, ele precisa, conseguir compreender as letras, as sílabas, as palavras. Portanto, ele, a partir do seu desejo, irá participar das aulas e atividades que o apoiem nesse processo.
Na etapa elementar, as crianças podem escolher entre espaços de criatividade e costumização (para artes e performances), áreas de descanso e conversação, além das aulas de conteúdos e espaços de estudo independente e de encontro com seus mentores. Além disso, eles são convidados a participar da cozinha escolar, e junto aos educadores organizam a alimentação de todos os estudantes da escola.
No colégio, equivalente aos ensinos fundamental II e médio no Brasil, os estudantes são convidados a participar de diferentes “espaços de vivência”, como espaço de construção colaborativa, espaços de comitês (gestão escolar), parlamento, campo de esportes, centros de aprendizagem e o “pátio escolar”, onde, segundo a escola, as maiores aprendizagens acontecem. Lá os estudantes podem ensinar seus colegas, conversar, escutar música, discutir a política local, ler um livro, experimentar a vida com todos os conhecimentos integrados.
Nas aulas da turma Yahad, que atende jovens dos 18 aos 21 anos de idade, os estudantes participam de todas as atividades da turma, e ainda de atividades específicas, com aulas com currículo adaptado às necessidades específicas que apresentam, com foco em apoiá-los a ter uma vida independente, com especial atenção à vida social, familiar, além de aspectos do mundo do trabalho e sexualidade. Uma vez por semana, os estudantes participam de atividades práticas trabalhando em um Kibbutz da região.
Em todos os ambientes especiais, os estudantes de diferentes idades transitam livremente e são convidados a colaborar juntos, ora participando de aulas específicas, estudando, desenvolvendo projetos ou simplesmente estudando
Além dos espaços destinados às turmas, a escola conta com um Centro de Projetos, Iniciativas e Aprendizagem que apoia os estudantes para que suas ideias – práticas ou teóricas – possam ser concretizadas. Neste espaço, os alunos aprendem e discutem como colocar em prática suas propostas, que muitas vezes contam também com apoio e interlocução de pessoas de fora da comunidade escolar.
Há também um centro de artes, para que os estudantes possam consolidar seus conhecimentos em artes sozinhos ou em grupo, um centro de fotografia, para que os interessados possam aprimorar a linguagem ou se familiarizar com ela, um centro de música, para que os estudantes conheçam as ferramentas necessárias para se aproximar do tema, tocar um instrumento ou ainda montar uma banda, uma biblioteca, um centro de carpintaria, e um centro de ciências, com laboratórios, duas salas de aula, um centro de leitura, uma estufa e um pequeno zoológico.
Em todos os ambientes especiais, os estudantes de diferentes idades transitam livremente e são convidados a colaborar juntos, ora participando de aulas específicas, estudando, desenvolvendo projetos ou simplesmente estudando.
Clique no link para ler sobre a Avaliação e os principais resultados e assistir um vídeo: http://porvir.org/porpensar/escola-israelense-estimula-soberania-estudante/20140618

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Prefeito Mauro Mendes decreta ponto facultativo dias 23 e 24


Secom Cuiabá
O prefeito Mauro Mendes assinou o decreto nº 5.523, declarando ponto facultativo nas próximas segunda e terça-feira, dias 23 e 24, em virtude dos jogos da Copa do Mundo nos respectivos dias.
Na segunda-feira (23), a Seleção Brasileira joga contra Camarões, às 15 horas, em Brasília. E na terça-feira (24), jogam em Cuiabá as seleções de Japão e Colômbia, às 18 horas.

O decreto mantém os serviços essenciais como coleta de lixo, iluminação pública, saúde, defesa civil, trânsito, entre outros em funcionamento.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/governo/prefeito-mauro-mendes-decreta-ponto-facultativo-dias-23-e-24/9146

10 maneiras de preparar novas gerações para a vida

Psicóloga Fernanda Furia dá dicas de como desenvolver em crianças habilidades para lidar com desafios, dificuldades e conquistas
Quando se pensa em crianças e adolescentes atualmente, as notícias nem sempre são boas. Cresceu o número de atendimentos psicológicos, aumentaram os casos de distúrbios de comportamento e de depressão infantojuvenil e subiu o nível de desemprego entre os jovens em vários países do mundo.
Diante dessa realidade, uma pergunta nos inquieta: como preparar as nossas crianças para viver em um mundo tão complexo?
deviantART / Fotolia.com

Elas precisam desenvolver desde cedo capacidades específicas como consciência e autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Esses são alguns exemplos das chamadas habilidades socioemocionais, também conhecidas como competências para o século 21 ou capacidades não cognitivas. É esse conjunto de habilidades que realmente conta quando a vida nos desafia, nos machuca e nos presenteia também.
O mundo mudou profundamente e uma onda de novas possibilidades já chegou. A maneira de aprender e de ensinar está mudando, o nosso jeito de trabalhar está se transformando e a nossa visão sobre o que é necessário para lidar com a vida está se atualizando.
CLIQUE para ver as 10 formas de preparar novas gerações para a vida:

http://porvir.org/porpensar/10-maneiras-de-preparar-novas-geracoes-para-vida/20140613

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Projeto de Lei determina reciclagem de lixo na rede pública de educação

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6589/13, do deputado Miriquinho Batista (PT-PA), que determina a implantação de programas de reciclagem de resíduos sólidos na rede pública de educação básica em todo o território nacional.
O objetivo, de acordo com o autor, é “conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos para o desenvolvimento sustentável”. Segundo Miriquinho Batista, a proposta foi inspirada em uma lei distrital que implementou programas desse tipo nas escolas públicas do Distrito Federal.
Conforme a proposta, os programas deverão ser coordenados por um ou mais professores, e ser participativos, envolvendo todo o corpo docente e de alunos, demais servidores, familiares dos estudantes e comunidade do entorno da escola
Categorias
Conforme o projeto, os resíduos sólidos gerados na escola deverão ser descartados em recipientes próprios, se possível, de acordo com as seguintes categorias e cores:
- azul: papel e papelão;
- vermelho: plástico;
- verde: vidro;
- amarelo: metal;
- preto: madeira;
- marrom: resíduos orgânicos;
- cinza: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.
Na impossibilidade de separação do material nessas categorias, os resíduos recicláveis secos deverão ser separados dos resíduos não passíveis de reciclagem. Ainda segundo o texto, a renda obtida com a venda dos resíduos recicláveis deverá ser utilizada, obrigatoriamente, na compra de equipamentos voltados para o desenvolvimento técnico-científico das escolas.
Tramitação
Tramitando em caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:




  • Reportagem – Lara Haje
Edição - Janary Júnior



terça-feira, 17 de junho de 2014

CCJ aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei PL 4699/2012, do Senado, que regulamenta a profissão de historiador.
O projeto determina quais atividades são próprias da profissão, como a sistematização de informações para exposições e eventos, organização de serviços de pesquisa histórica, tratamento de documentos e elaboração de pareceres e laudos sobre temas históricos.
A proposta permite o exercício da profissão a quem tenha diploma de curso superior em História; de mestrado ou doutorado em História ou que tenha linha de pesquisa dedicada à História; ou aos diplomados em outras áreas que tenham exercido a profissão de historiador há mais de cinco anos, a contar da publicação da lei.
Segundo o texto, apenas os profissionais com diploma na área poderão dar aulas de História nos ensinos fundamental e médio, desde que seja cumprida a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) quanto à obrigatoriedade da licenciatura.
A relatora do projeto, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), acredita que a exigência vai garantir a qualidade do ensino. “Quem ganha com isso é o estudante, quem ganha com isso é a educação”, afirmou.
O texto exige ainda que todas as entidades que prestam serviço em História mantenham historiadores no quadro de funcionários.
Impacto da regulamentação
Para o presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (Anpuh), Rodrigo Patto Sá Motta, a regulamentação vai garantir a criação de carreiras de historiadores em órgãos públicos, qualificando o trabalho em museus e outras instituições.
Já o historiador e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa ressaltou que a proposta é resultado de uma demanda do mercado de trabalho que vai além das salas de aula.
“Posso citar grandes empresas que têm necessidade de construir a sua própria trajetória, a sua própria história. Nesses casos, um profissional da área [de História] seria fundamental”, disse.
Barbosa afirmou que a presença de um historiador formado também é fundamental nos setores governamentais, “para produzir conhecimento que vai ser utilizado para o conjunto da sociedade”.
Tramitação
O projeto foi aprovado pela CCJ no último dia 28 de maio e ainda precisa ser votado pelo Plenário da Câmara.

Íntegra da proposta:

Da Redação – PT
Colaboração – Emily Almeida



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/470458-CCJ-APROVA-PROJETO-QUE-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-HISTORIADOR.html

Professores poderão ter licença para aperfeiçoamento a cada seis anos

R7
Está pronto para ser votado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado um projeto de lei que garante a concessão de licença periódica para o aperfeiçoamento e reciclagem dos Professores da Educação básica e superior de instituições públicas.
Pelo texto, de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), garante que, a cada seis anos, os professores das instituições públicas de educação superior tenham licença de seis meses para atualização técnico-profissional em sua área de atuação. Nesse período, os docentes continuarão recebendo suas remunerações.
Da mesma forma, os profissionais da educação básica pública irão poder, também a cada seis anos, desfrutar um programa de atualização em sua área de atuação. O programa deve ser oferecido gratuitamente pelo sistema de ensino a que os docentes estiverem vinculados, tendo uma carga horária mínima de 240 horas, sem prejuízo remuneratório.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), relatora da matéria, é favorável ao projeto. Segundo afirmou, a atualização profissional é de grande relevância para qualquer carreira na época atual.
No caso do magistério, os avanços tecnológicos e as exigências de boa formação em nível básico e superior tornam essa atualização ainda mais premente. Por isso, considera imprescindível que a legislação educacional acompanhe essa evolução.
Entretanto, ela apresentou substitutivo modificando partes da proposta, como a eliminação de a atualização dos professores da educação básica ser “puramente pedagógica” ou a possibilidade de deixar “a critério da administração” a redução da jornada de trabalho, e acrescentou a alternativa de dispensa do trabalho, além de sanar incompatibilidades com outras licenças a que docentes vinculados à união têm direito, entre outros pontos.
A proposta altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e recebe decisão terminativa na comissão.

http://noticias.r7.com/educacao/professores-poderao-ter-licenca-para-aperfeicoamento-a-cada-seis-anos-14062014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

"É preciso aumentar o investimento na Educação Infantil"

Para enfrentar os principais problemas da Educação no Brasil, é necessário aumentar o investimento no desenvolvimento infantil e definir uma política sensata para identificar e reter os bons Professores, diz o economista Flavio Cunha. Professor da Universidade da Pensilvânia, Cunha escreveu vários estudos com sobre a importância da Educação infantil com James Heckman, Nobel de Economia em 2000. "Para melhorar a qualidade das Escolas públicas, nós temos que melhorar o preparo dos Alunos antes que eles cheguem à Escola pública primária. Sem Aluno de qualidade, não existe Escola de qualidade."
Nesse cenário, é fundamental elevar investimentos na Educação infantil de crianças carentes, diz Cunha. "Isso pode ser feito através de programas de apoio à família, como os feitos nos EUA, Jamaica e Colômbia, dentre outros países. Esses programas são focados nas crianças carentes de zero a três anos de idade. Para as crianças de quatro e cinco anos, devemos aumentar os investimentos em Pré-Escola."
Para identificar e reter os melhores Professores, Cunha propõe que seja criada uma comissão dedicada exclusivamente à avaliação desses profissionais em sala de aula. "A atuação da comissão deveria ser imparcial e transparente para evitar perseguição e corporativismo. Identificado o bom Professor, deveríamos compensá-lo pela sua dedicação para que ele se sinta motivado a permanecer nessa carreira." O crucial é analisar se o Professor está sempre presente, se prepara bem a aula, se faz uma apresentação clara dos tópicos que deve cobrir, por exemplo.
Para Cunha, a maior prioridade educacional para quem vencer as eleições neste ano é implementar políticas que diminuam o desperdício de capital humano. "Esse desperdício acontece quando não oferecemos oportunidades de desenvolvimento para as crianças que nascem em famílias carentes ou em localidades muito distantes dos grandes centros urbanos", diz ele, para quem isso também ocorre quando os jovens morrem devido a causas violentas, como homicídio e acidente de carro.
Segundo Cunha, crianças carentes que recebem Educação infantil de melhor qualidade tendem a ter mais renda, menor envolvimento com a criminalidade e maior possibilidade de ter casa própria. Há também economia de gastos com Educação, porque a repetência diminui, e há redução de despesas públicas com a saúde da criança.
O economista não acredita numa melhora rápida dos estudantes brasileiros em testes de avaliação internacional, como o Pisa da OCDE. "Tentar modificar algum programa que existe no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é extremamente descentralizado e autônomo", diz ele. "Podemos tentar começar a construir um sistema educacional agora para que, em 2040, os Alunos brasileiros estejam entre os dez melhores do mundo e em 2050 entre os cinco melhores do mundo. Isso é mais ou menos replicar o que a Coreia do Sul fez nos últimos 50 anos."
Cunha ganhou neste ano a Medalha Frisch, distinção concedida a cada dois anos pela Sociedade Econométrica, junto com Heckman, da Universidade de Chicago, e Susanne Schennach, da Universidade Brown. Com mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e PhD na Universidade de Chicago, ele é o primeiro brasileiro a receber o prêmio, conferido desde 1978. A seguir os principais trechos da entrevista, feita por meio de intensa troca de e-mails.
Valor: O Congresso aprovou um projeto aumentando para 10% do PIB o valor a ser investido em Educação pública. A medida é positiva?
Flavio Cunha: Depende de como o dinheiro será gasto. Se o plano é fazer mais do mesmo, então a medida não é positiva. Se o plano for utilizar a oportunidade para lançar novos programas, então pode ser positivo. Nesse caso, depende dos programas que forem lançados. Vamos considerar um exemplo positivo. No Ceará, existe o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic) que tem como objetivo garantir que toda criança esteja alfabetizada até os sete anos de idade. A análise de Leandro Costa (do Banco Mundial) e de Martin Carnoy (da Escola de Educação de Stanford) mostra que o programa tem impacto relativamente elevado na Alfabetização de crianças.
Valor: Por quê?
Cunha: O sucesso do Paic se deve a vários elementos. Para começar, os técnicos da Secretaria de Educação produziram um currículo e materiais de instrução para os Professores, que foram usados para formar Professores com um foco na sala de aula, algo que, infelizmente, nem sempre ocorre no nosso país. Além disso, o programa contém um elemento de investimento em Educação infantil e de formação de leitores.
Além desses elementos estritamente técnicos, o programa também investe na gestão municipal do plano, ou seja, o Paic incentiva os municípios a desenvolver uma cultura de monitoramento das Escolas, planejamento de ações, coletas de dados, e várias outras iniciativas de gerenciamento. E, para poder avaliar o desempenho do programa, existem as provas que mensuram o produto final do programa. Todos esses elementos são importantes, mas cada um deles é muito difícil de ser implementado.
Qual o incentivo que um prefeito do Ceará teria para colocar esse programa em prática em vez dos 500 outros programas que a prefeitura poderia realizar? No caso do Ceará, a resposta tem quatro letras: ICMS. O governo do Estado atrelou parcialmente a redistribuição de ICMS à performance do município no programa de Alfabetização. Isso muda os incentivos do gestor.
Ele agora percebe que investir na Alfabetização aumenta a receita do município. Mas o incentivo por si só não é suficiente. Sem os outros elementos do plano (desenvolvimento do material e treinamento dos Professores, Educação infantil, incentivo a leitura, investimento em gestão, e um processo de avaliação externa), seria muito mais custoso, ou até impossível, para o município perseguir o objetivo de alfabetizar todas as crianças na idade certa.
"A maior prioridade é tentar implementar políticas para reduzir o desperdício de capital humano"
Valor: Os gastos com Educação aumentaram nos últimos anos, mas a qualidade continua muito ruim. O Brasil gasta pouco ou gasta mal?
Cunha: Existe localidade que gasta pouco e bem, assim como localidade que gasta muito e mal. Deveríamos investigar os casos onde o dinheiro é gasto bem e tentar replicar essas experiências em locais onde se gasta mal.
Valor: Quais os principais problemas do modelo educacional brasileiro? Como enfrentá-los?
Cunha: O principal problema é que ele falha na tarefa de produzir um Ensino de qualidade. Para resolver esse problema, é necessário aumentar o investimento no desenvolvimento infantil e estabelecer uma política sensata de identificação e retenção dos bons Professores. Essas medidas básicas me parecem necessárias para avançar na solução dos problemas.
Para compreender a razão da minha insistência sobre a importância do desenvolvimento infantil, é preciso entender certas semelhanças entre uma Escola e um restaurante. Quando você vai a um restaurante, você quer não somente saborear uma refeição de qualidade. Poucas pessoas iriam a um restaurante de um ótimo chef se os clientes fossem inconvenientes. A qualidade de um restaurante é, pois, parcialmente determinada pela atratividade dos clientes. Do mesmo modo, a qualidade da Escola é parcialmente determinada pela qualidade dos Alunos, os clientes da Escola. Quando entendemos essa característica, nós conseguimos explicar o modo como elas operam.
Valor: Dê um exemplo.
Cunha: Quando é publicada a performance das Escolas no Enem, os muitos pais que se preocupam com Educação tentam matricular os filhos nas poucas instituições mais bem colocadas no ranking. Qual a regra que as Escolas demandadas usam para alocar as poucas vagas disponíveis entre os muitos concorrentes? Em vez de aumentar a mensalidade, muitas usam um exame de entrada para selecionar os Alunos mais promissores, que serão aqueles que terão boas notas no Enem.
Isso garantirá a elevada posição da Escola no ranking e que, finalmente, irá atrair os melhores Alunos. Sucesso gera sucesso. Para melhorar a qualidade das Escolas públicas, temos que melhorar o preparo dos Alunos antes que eles cheguem à Escola pública primária. Sem Aluno de qualidade não existe Escola de qualidade. Por isso falo tanto na importância da Educação infantil. A minha segunda recomendação é ter uma política para identificar e reter os bons Professores.
Valor: Como fazer isso?
Cunha: Muitos cientistas sociais acreditam que podemos identificar os bons Professores através de uma análise criteriosa das notas dos Alunos em testes padronizados. A visão que tenho sobre o papel fundamental dos Alunos na determinação da qualidade da Escola não me deixa sentir tão seguro sobre essa abordagem. Para mim, a maneira mais confiável que podemos utilizar é mensurar a dedicação do Professor aos Alunos. O Professor está sempre presente? Está preparando bem a sua aula? Faz apresentação clara dos tópicos que deve cobrir? Passa e corrige dever de casa? Está seguindo o currículo? Consegue manter a disciplina dentro da sala de aula?
Para mim, essas são as maneiras pelas quais podemos mensurar a qualidade do Professor. Na prática, teríamos que criar uma comissão que fosse dedicada exclusivamente à avaliação dos Professores em sala de aula. A atuação da comissão deveria ser imparcial e transparente para evitar perseguição e corporativismo. Identificado o bom Professor, deveríamos compensá-lo pela sua dedicação para que se sinta motivado a permanecer nessa carreira.
Valor: Quais devem ser as prioridades para a Educação de quem ganhar as eleições presidenciais?
Cunha: A maior prioridade é tentar implementar políticas que visem a reduzir o desperdício de capital humano no Brasil. Esse desperdício acontece quando não oferecemos oportunidades de desenvolvimento para as crianças que nascem em famílias carentes ou em localidades muito distantes dos grandes centros urbanos. Esse desperdício de cérebros tem um custo enorme para o país. Ele também ocorre quando nossa juventude morre por causas violentas, como homicídio e acidente de carro. Quando leio as notícias sobre o número de mortes em acidentes de carro nas estradas durante um feriado prolongado, eu sinto pelas famílias das vítimas, mas, como economista, é impossível ignorar que essa perda de capital humano torna o nosso país mais pobre.
Valor: Os resultados dos Alunos brasileiros em testes de avaliação internacional como o Pisa mostram o país em geral nas últimas colocações. Há o que fazer para reverter esse quadro rapidamente?
Cunha: Não acho realista. Temos um sério entrave de execução de políticas públicas. Tentar modificar algum programa que existe no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é extremamente descentralizado e autônomo. Melhorar a qualidade do Ensino requer estabelecer uma política de Estado que deverá ser executada por vários governos. É um projeto de longo prazo.
Podemos tentar começar a construir um sistema educacional agora para que, em 2040, os Alunos brasileiros estejam entre os dez melhores do mundo e em 2050 entre os cinco melhores do mundo. Isso é mais ou menos replicar o que a Coreia do Sul fez nos últimos 50 anos. É um desafio enorme.
Valor: O sr. tem vários trabalhos com James Heckman mostrando a importância da Educação infantil. Quais as principais conclusões?
Cunha: A acumulação de capital humano é algo que começa antes mesmo do nascimento de uma criança e continua ao longo de toda a vida. Portanto, Educação e formação de capital humano é papel das Escolas, das famílias, das empresas e dos governos. O capital humano adquirido em uma etapa da vida é usado para acumular ainda mais capital humano. Uma vez tendo aprendido a ler, podemos usar esse conhecimento para ler e aprender sobre matemática. Déficits em acumulação de habilidades cognitivas aparecem cedo na vida de uma pessoa.
Quanto mais tarde intervirmos para alterar essa trajetória, maior será o custo dessa intervenção. Essa é uma das razões pelas quais programas como o Educação de Jovens e Adultos tendem a ter baixo retorno. Capital humano é a combinação de várias habilidades cognitivas e não cognitivas, como persistência, motivação, paciência. Se perdermos as chances de intervir cedo na formação de habilidades cognitivas, podemos focar sobretudo nas intervenções que formam as habilidades não cognitivas.

Valor: O Brasil está muito atrasado no investimento na Educação infantil? É o caso de investir maciçamente nesse segmento?


Cunha:
Sim, temos que aumentar investimentos na Educação infantil de crianças carentes. Isso pode ser feito através de programas de apoio à família, como os feitos nos EUA, Jamaica e Colômbia, dentre outros países. Esses programas são focados nas crianças carentes de zero a três anos de idade. Para as crianças de quatro e cinco anos, devemos aumentar os investimentos em Pré-Escola.
"Tentar modificar algum programa no Brasil parece tarefa das mais difíceis, pois o sistema é muito descentralizado e autônomo"
Valor: Quais as principais consequências da Educação infantil de melhor qualidade para a vida de crianças carentes?

Cunha:
Mais renda, emprego, ter casa própria, menor envolvimento em crime. Há também a redução no custo com Educação, pois a repetência diminui, e menor custo do governo com a saúde da criança. Os impactos variam de programa para programa, pois os objetivos são distintos. Um ponto importante é que esses impactos são maiores quanto melhor for a qualidade da Escola. Existe sinergia entre investimento infantil e melhora da qualidade da Escola.
Valor: Há algum modelo de outro país que o Brasil deveria seguir?
Cunha: Nós devemos estudar o que foi implementado em outros países e determinar se é desejável e factível colocar em prática no Brasil. Para determinar se é desejável, devemos conduzir uma avaliação de impacto da iniciativa no contexto brasileiro. Um programa pode ser desejável, mas ter custos muito superiores às disponibilidades orçamentárias. Ou o programa pode ferir direitos constitucionais no Brasil. Em ambos os casos, o programa não seria factível.
Valor: Em que medida a baixa produtividade brasileira se explica pela má qualidade da Educação?
Cunha: Crescimento de longo prazo decorre de aumentos sustentados na produtividade. Temos que conseguir produzir mais usando os mesmos recursos. Para que isso ocorra, é preciso gerar incentivos para o desenvolvimento e adoção de novas tecnologias de produção. Para desenvolver novas tecnologias, precisamos fazer pesquisa, o que requer capital humano.
Para adotar novas tecnologias, precisamos de mão de obra qualificada. Portanto, para ter maior crescimento de longo prazo, é necessário melhorar a qualidade da Educação no Brasil. Mas ela é condição necessária, não suficiente. Não adianta educar melhor sem resolver o problema de infraestrutura. Mesmo que a população seja educada, um empresário não vai investir se não houver como atingir o mercado consumidor.
Valor: O que mais é preciso fazer para crescer a taxas mais elevadas?
Cunha: Teremos que reduzir impostos, pois o maior incentivo à adoção e desenvolvimento de novas tecnologias é o lucro. Avançar nesse tema é difícil, pois todo mundo tem medo de perder receita. A classe política entende que a reforma tributária afeta não somente a fatia do bolo, mas também o tamanho do bolo.
O problema é que eles também compreendem que o sacrifício é presente e garantido, enquanto o lucro é futuro e incerto. Por essa razão, não conseguimos avançar na direção necessária. O mesmo raciocínio impede a realização de reforma política. Talvez a única abordagem possível seria realizar agora uma reforma tributária e uma reforma política que entrassem em vigor apenas em 2025.
Valor: Universidades públicas no Brasil, como a USP, não cobram mensalidades. O sr. acha que os Alunos mais ricos deveriam pagar?
Cunha: Isso deve ser uma escolha da sociedade e é debatido desde o tempo que estava na universidade. As universidades brasileiras necessitam de recursos para aumentar a quantidade e qualidade do Ensino e pesquisa. Então, precisamos levantar recursos. Mas não acredito que seja possível fazer isso através de novos impostos. Uma alternativa é cobrar de Alunos mais ricos. Outra alternativa é cobrar um percentual da renda do Aluno quando ele estiver trabalhando.
Suponha que cada Aluno da universidade pública tenha que pagar 3% do salário por mês por um período de 240 meses. Essa alternativa tem certas vantagens e desvantagens. Quem estiver desempregado não paga nada. Quem tiver uma renda mais elevada paga um pouco mais. Isso cria recursos e incentivos para as universidades melhorarem seus programas.
Torna-se interessante para a universidade formar bem os seus Alunos, pois, quanto melhor o preparo do Aluno, maior a sua renda e maior a receita da universidade. Esse modelo existe na Suécia. Quanto às dificuldades, teríamos que criar uma ligação entre o Ministério da Educação e a Receita Federal para implementar o programa. Temos que levar em consideração que o mercado informal existe e é enorme no Brasil. E esses recursos devem ter fins bem definidos, pois simplesmente fazer mais do mesmo não é suficiente para alcançarmos os objetivos de excelência que desejamos para as nossas universidades. 

“Agência de propaganda” ajuda alunos a melhorar desempenho


O projeto de criação de uma agência de publicidade e propaganda experimental na Escola Estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, provocou mudanças positivas entre os alunos participantes. Desenvolvido na turma B do oitavo ano do ensino fundamental, que apresentava as notas mais baixas da escola, o projeto incluía, entre os principais benefícios, a elevação da autoestima dos estudantes.

“O projeto Agência de Publicidade e Propaganda 30IdeiasPP foi um divisor de águas para nossa escola”, diz seu criador, o professor Alexandre Gonçalves de Souza. Segundo ele, “o respeito, o carinho, a dedicação, o compromisso e a vontade de vencer foram mudanças evidentes em nossos alunos”.

Contratada, de forma fictícia, pela direção da escola, a agência funcionava de modo semelhante ao de uma real, com a tarefa de desenvolver as campanhas publicitárias solicitadas. Os estudantes foram divididos em cinco equipes, denominadas departamentos, de acordo com as habilidades de cada um. Como o projeto foi desenvolvido em parceria com professores de outras disciplinas, os departamentos estavam ligados diretamente às disciplinas envolvidas: recursos humanos (língua inglesa), contabilidade e financeiro (matemática), linguística e design (língua portuguesa), criação e finalização (tecnologias educacionais). 

O trabalho foi um dos vencedores da sexta edição do Prêmio Professores do Brasil, na categoria Educação Digital. Hoje, funciona como projeto extraclasse, aberto à participação de todos os alunos. “Criamos uma agência de cinema dentro da escola para a produção de pequenos filmes sobre a cultura de Mato Grosso do Sul”, explica Alexandre. “Com isso, realizaremos intercâmbio cultural com alunos de outros países da América Latina por meio de uma rede internacional de educadores inovadores.” 

Orgulho — De acordo com o professor, apesar de algumas dificuldades encontradas para a realização do projeto — conexão com a internet e pane nos computadores, entre outros —, o trabalho teve continuidade, com o esforço dos estudantes. “Dessa forma, quando os prêmios começaram a chegar, tudo mudou. Os alunos, orgulhosos, anunciavam na comunidade o que acontecia na escola”, destaca Alexandre. “Minha vida é dividida entre antes e depois do 30IdeiasPP e meu currículo foi enriquecido.” 

Com graduação em filosofia e em história e especialização em mídias na educação, Alexandre exerce a atividade de professor gerenciador de tecnologias educacionais e recursos midiáticos na escola Olinda Conceição Teixeira Bacha. Para ele, a evolução constante das tecnologias apresenta cenário inovador e desafiador para a educação. “Cabe à escola inserir o aluno nesse novo mundo.”

Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor, no facebook e no instagram da EE Olinda Conceição


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20529

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conselho Tutelar poderá acionar Ministério Público se suas solicitações não forem atendidas

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou proposta da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) que dá aos conselhos tutelares da infância e da adolescência o poder de representar ao Ministério Público caso seus pedidos de serviços públicos não tenham sido atendidos pelos órgãos competentes.
Projeto de Lei 4081/2008  foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para levá-lo ao Plenário da Câmara dos Deputados.
Atualmente, os conselhos podem requisitar diferentes serviços públicos que considerem necessários para garantir o bem-estar de crianças e adolescentes, mas nem sempre essas demandas são atendidas. São pedidos que variam de atendimento médico a vaga em creches ou escolas públicas. Os conselhos também já podem representar diretamente à Justiça.
Para a relatora da proposta na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), a entrada do Ministério Público pode fortalecer a posição do conselho. "Os conselhos tutelares, muitas vezes, ficam sem instrumentos que garantam as suas pendências, as suas requisições, que muitas vezes são recusadas. Com o envolvimento do Ministério Público, passa a existir uma via mais eficaz de cumprimento das requisições do conselho tutelar", afirmou.
A CCJ aprovou o parecer favorável da relatora ao projeto, com emenda que fez ajustes de redação.
Sugestão dos conselhos
A presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do Distrito Federal, Selma Costa, afirmou que a lei deveria ser ainda mais rígida diante do descumprimento dos pedidos do conselho. "Uma sanção mais rígida, que realmente pressionasse o órgão a cumprir ou então ele estaria sujeito a uma penalidade maior, uma multa maior, o gestor sofrer a perda do cargo", sugeriu.

Íntegra da proposta:


Matéria relacionada: Mais de 1700 mães não conseguiram vaga



http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/470117-APROVADO-PROJETO-QUE-AUTORIZA-REPRESENTACAO-DE-CONSELHO-TUTELAR-AO-MINISTERIO-PUBLICO.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Coral da EMEB Elza Luiza Esteves será uma das atrações da Arena Cultural

Foto: Jorge Pinho (SME)
O coral “Sonhos”, formado por alunos da escola municipal Elza Luiza Esteves, será uma das atrações da abertura da Arena Cultural Cuiabá, nesta quinta-feira (12). A apresentação será às 21h no palco principal da Arena.
Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Francisca Bezerra Mendes, o coral, formado por 70 crianças, apresentará um repertório formado por 10 músicas de artistas regionais, entre elas Vem Cá Morena, Pixé, Falar Cuiabano, Cuiabá muito prazer.
“Para finalizar vamos fazer uma apresentação com a música ‘Vivir Mi Vida’, do cantor Marc Anthony, em homenagem à comunidade latino-americana, cuja presença está muito forte em Cuiabá por conta da copa do mundo”, disse a coordenadora.
Os alunos do coral estarão caracterizados com vestimentas típicas dos oito países que jogarão na Arena Pantanal.
Francisca Bezerra ressalta que foram quase dois meses de ensaio e preparação com o coral para deixar tudo perfeito para esse momento. “Estamos preparando uma linda apresentação, que, com certeza, vai emocionar o público presente”.
O coral Sonhos é desenvolvido em parceria com o projeto Artes nas Comunidades, promovido pela Associação Cultural Cena Onze. O projeto oferece oficinas de teatro, dança e música para cerca de 650 crianças e jovens, de 6 a 17 anos, que participam de programas sociais da Prefeitura de Cuiabá, como o Siminina, Projovem e PETI.
A Arena Cultural está localizada no Memorial João Paulo II, na Morada do Ouro, e funcionará entre os dias 12 e 24, das 19h às 2h da manhã, com várias apresentações culturais, além de exposições, intervenções de artes plásticas, grafite, fotografia, teatro, dança, shows de bandas regionais, mostra audiovisual, feira de artesanato, espetáculos indígenas, contação de história e literatura. A entrada será gratuita.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/coral-da-escola-elza-luiza-esteves-sera-uma-das-atracoes-da-arena-cultural/9089

Emissora de rádio faz sucesso com alunos da educação infantil

Os programas de rádio, com duração de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação (foto: arquivo da Secretaria de Educação de Volta Redonda)
Uma rádio, que vai ao ar com participação ativa de crianças de 3 a 5 anos, faz sucesso entre os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato, suas famílias e moradores do município fluminense de Volta Redonda. Implantada em 2013, pela professora Ana Paula Corrêa de Oliveira Coelho, a Rádio Monteiro Lobato tornou-se conhecida na cidade como Rádio Monteirinho.
“Desenvolver um projeto de rádio, com a participação ativa das crianças, foi meu maior desafio”, diz a pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia, há 21 anos na área de educação infantil. Ana Paula, que trabalha como implementadora de informática desde 2007, explica que o projeto foi uma orientação da Coordenação de Informática Aplicada à Educação de Volta Redonda. Ele foi desenvolvido anteriormente por Patrícia Osório, implementadora de informática na Escola Municipal Rubens Machado, com alunos do ensino fundamental.
A grande referência de Ana Paula em seu trabalho é o educador Paulo Freire [1921-1977]. Para ele, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção. Por isso, as atividades que ela promove no laboratório de informática visam a um trabalho integrado com a sala de aula, a fim de tornar a aprendizagem significativa para as crianças.
Com uma programação variada, a rádio divulga notícias, relata as atividades de destaque nas salas de aulas, transmite a troca de recados entre as crianças e presta homenagem a aniversariantes, com mensagens e oferecimento de músicas a estudantes, professores e funcionários.
A definição dos temas é feita durante as chamadas “reuniões de pauta”, quando Ana Paula reúne os representantes de cada turma. “Em conversa com os alunos, vou instigando e anotando as ideias que vão surgindo”, revela. O passo seguinte é a realização das entrevistas. Os estudantes percorrem as salas de aula para ouvir professores e demais colegas.
Difusão — Os programas, com duração total de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação. São apresentados também durante as reuniões com pais e responsáveis. Para que qualquer pessoa possa ouvir os programas, em qualquer lugar e a qualquer momento, arquivos de áudio (podcast), geralmente no formato MP3, são postados no blogue dos implementadores de informática de Volta Redonda.
“A experiência da Rádio Monteirinho foi maravilhosa. Os alunos ficaram empolgados, e a comunidade abraçou o projeto”, ressalta a pedagoga Tatiana da Silva Vicente, que em 2013 trabalhava com uma das turmas participantes. Com pós-graduação em psicopedagogia e experiência de 14 anos na área da educação, Tatiana salienta que o projeto foi bem-sucedido.
“As crianças desenvolveram a linguagem oral, a percepção e a atenção auditiva, ampliaram o período de atenção e a concentração”, destaca. Além disso, ela cita a melhoria na socialização e no desenvolvimento da expressão corporal. “Os alunos sentavam-se juntos para ouvir os programas e, quando tocava alguma música agitada, logo criavam coreografias.”
Atual diretora-adjunta do Centro de Educação Monteiro Lobato, Tatiana está empolgada com as novidades previstas para este ano. “A implementadora Ana Paula pretende abrir um espaço na rádio para as famílias atuarem ativamente e divulgarem seus produtos artesanais”, afirma.
Repercussão — Segundo a diretora da escola, Paula Cristina de Souza Silva, o projeto teve boa repercussão. “Recebemos cumprimentos até de pessoas de outros municípios da região”, ressalta.
Pedagoga, com pós-graduação em gestão escolar, há 22 anos no magistério, 12 dos quais na direção, Paula Cristina entende ser de fundamental importância o uso de novas tecnologias na escola. “O trabalho se torna mais dinâmico e instigante, contemplando assim todas as linguagens — visual, auditiva e cinestésica”, diz. Para ela, as tecnologias estão presentes no uso de jogos on-line e off-line, produção de fotos, vídeos, músicas, filmes e outros meios que contribuem para dinamização e enriquecimento de todo processo de ensino-aprendizagem.

Fátima Schenini

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20523

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...