quinta-feira, 29 de maio de 2014

Começa a coleta de dados do Censo Escolar 2014


Os dados do Censo Escolar de 2014 começaram a ser coletados nesta quarta-feira, 28, Dia Nacional do Censo. Gestores de escolas públicas e particulares de todo o país vão prestar informações detalhadas sobre alunos, professores, escolas e turmas de todas as etapas e modalidades da educação básica. A coleta vai até 15 de agosto.
O Censo Escolar faz um diagnóstico nacional da educação básica e serve de referência para a formulação de políticas públicas e execução de programas que preveem transferência de recursos públicos, como merenda e transporte escolares, distribuição de livros didáticos e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Os dados do censo sobre rendimento (aprovação e reprovação) e movimento (abandono) escolar dos estudantes baseiam o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), indicador de qualidade do ensino no país.
Os gestores informam os dados pelo sistema Educacenso. Após a primeira fase, o sistema será reaberto, para validação das informações, 30 dias após a publicação preliminar no Diário Oficial da União, prevista para agosto. Os dados finais, após correções e verificações, serão publicados em 23 de dezembro, também noDiário Oficial da União.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, afirma que o censo é um instrumento importante na verificação do direito do aluno de ter uma trajetória regular no ensino. "Com o Censo Escolar, o Inep pode traçar a trajetória do estudante na educação básica", diz. "E ter uma trajetória regular é o elemento fundamental para o atendimento do direito à educação, previsto na Constituição Federal."
Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep
 

http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/coleta-de-dados-do-censo-escolar-e-iniciada-e-vai-ate-15-de-agosto?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Ministro da Educação defende mudanças nos currículos de formação dos professores

Em evento para secretários municipais de educação, Henrique Paim disse que ministério pretende discutir com gestores e universidades “gargalos” da formação até o fim do ano

Por Priscilla Borges - *enviada a Florianópolis 

O Ministério da Educação vai liderar discussões sobre mudanças na formação dos professores até o fim do ano. Segundo o ministro Henrique Paim, essa será a prioridade do ministério nos últimos meses de governo. Para ele, o país está “maduro” o suficiente para discutir as falhas que ocorrem nos cursos de licenciatura e pedagogia, que formam professores nas universidades.
Para Paim, o investimento na formação e na valorização dos professores é o que promoverá melhorias na qualidade de ensino. O ministro concluiu as atividades do primeiro dia do 6º Fórum Extraordinário da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em Florianópolis. Ele defendeu que representantes do MEC, dos sistemas e das universidades tracem juntos mudanças para os currículos dos cursos de formação inicial dos docentes.
“Vamos dar prioridade para formação de professores, falando de valorização, remuneração, carreiras e precisamos de uma política adequada na formação dos professores. Nosso esforço será para organizar esse sistema de formação. Precisamos verificar com os sistemas municipais e estaduais os gargalos da formação e, por outro lado, ver quais são as respostas que as instituições formadoras podem dar. Ao final, temos de rever currículo”, afirmou.
O ministro admitiu que será preciso investir mais recursos nesse sentido, mas não detalhou como pretende fazê-lo. Ele citou a futura verba dos royalties do petróleo como possibilidades. “Tivemos um crescimento importante nos investimentos da educação. Passamos de 4% do PIB para 6,4% do PIB em 2012. Mas mais importante do que isso é aperfeiçoarmos o tipo de formação que oferecemos”, disse. “Precisamos resolver a raiz do problema”, completou.
Pactos
O ministro anunciou que o Ministério da Educação está discutindo um novo pacto com estados e municípios. Dessa vez, o alvo é a etapa final do ensino fundamental. Os anos iniciais, que compreendem do 6º ao 9º ano, são considerados complexos, porque as crianças ganham muitos professores, o currículo tem mais disciplinas e os sistemas dividem a responsabilidade de oferta da etapa, que termina muito distante da realidade dos anos iniciais.
Segundo o ministro, o ensino médio não conseguirá dar um salto de qualidade se os anos finais do ensino fundamental não tiverem uma atenção especial. Um grupo de estudos, liderado pela Secretaria de Educação Básica do ministério, já está discutindo pontos da proposta, ainda sem data para ser concluído. A preocupação agora é consolidar os pactos da Alfabetização na Idade Certa e do Ensino Médio. Nos dois casos, a formação de professores é o foco dos projetos.
“Melhorar os anos finais do fundamental e o ensino médio é uma tarefa muito difícil. E só vamos resolver a partir de um pacto, como estamos fazendo no médio. Trabalhar na formação dos professores é o que vai garantir melhores resultados. Estamos apostando nessa relação”, afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-05-27/ministro-da-educacao-defende-mudancas-nos-curriculos-de-formacao-dos-professores.html

Câmara aprova o texto-base do Plano Nacional de Educação

Do UOL*, em São Paulo
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade na noite desta quarta-feira (28) o texto-base do PNE (Plano Nacional da Educação). O plano tramita no Congresso há três anos e meio. A votação continua na segunda-feira (2), quando os destaques serão debatidos pelos deputados.
O PNE estabelece 20 metas para a educação a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar.
A votação foi interrompida porque não houve acordo entre os líderes do partido em uma reunião realizada mais cedo para a votação dos destaques, que podem modificar vários pontos do projeto.
Dois itens prometem gerar discussão na próxima segunda-feira: a complementação da união do CAQ (Custo Aluno Qualidade) e a contabilização em parcerias e em isenção de impostos como investimento público.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/28/camara-aprova-o-texto-base-do-plano-nacional-de-educacao.htm

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Câmara pode votar nesta quarta-feira o PNE

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania decidiu acatar uma questão de ordem para liberar a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) mesmo que a pauta do Plenário esteja trancada por medidas provisórias. Às 14h30 o presidente da CCJ, deputado Vicente Cândido (PT-SP), deve entregar a decisão ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e pedirá que o PNE seja pautado o mais rápido possível.
Ao defender a medida, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que relatou a proposta, lembrou que planos plurianuais não podem ser objeto de Medida Provisória, e por analogia, o PNE, que é um plano de 10 anos, não deveria ser impedido pelo trancamento da pauta por MPs. “Com isso a Mesa Diretora terá mais oportunidades de agenda para votar medidas importantes como o PNE”, disse.
A questão foi formulada pelo presidente da Comissão de Educação, deputado Glauber Braga (PSB-RJ) no início de maio, e o recurso (290/14) para a CCJ foi apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). A votação teve 62 votos, dos 66 possíveis, e estava lotada tanto de suplentes quanto de deputados da Comissão de Educação. "Há um acordo para essa votação, e esperamos fazer isso o mais rápido possível", disse Braga.
Em 2009 o então presidente da Câmara, Michel Temer, mudou a interpretação da Constituição quanto às medidas provisórias, permitindo que outras propostas possam ser votadas mesmo com o trancamento da pauta por MPs que tenham o prazo de votação vencido. Dessa forma, propostas de emenda à constituição, entre outras, podem ser votadas. A decisão abre mais uma opção.
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rachel Librelon


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITO-E-JUSTICA/469042-CCJ-APROVA-RECURSO-CONTRA-DECISAO-DE-TRANCAR-VOTACAO-DO-PNE.html

Avaliação Nacional da Alfabetização: escolas receberão os resultados em junho

No mês que vem, as escolas receberão os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Além dos resultados, as escolas terão acesso a uma contextualização, com dados de infraestrutura, corpo docente e nível socioeconômico, segundo explicou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares.
"A intenção é que as escolas deem mais a quem precisa. Se eu tenho uma escola com alunos difíceis, porque trazem menos de casa, tenho que ter uma escola menos complexa", diz ele.
A ANA foi aplicada pela primeira vez no ano passado. As provas avaliaram os conteúdos de leitura, escrita e matemática dos alunos no final do ciclo da alfabetização. No total, fizeram a avaliação 2,6 milhões de estudantes, de 55 mil escolas.
A avaliação deve servir também de marco zero para avaliar o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que visa a alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade, e começou a ser aplicado em sala de aula no ano passado.
Para ajudar no aproveitamento dos dados pelas escolas e gestores, o desempenho será dividido em níveis e o Inep vai detalhar o que é necessário para chegar a cada um dos níveis. As escolas saberão a porcentagem dos estudantes de cada faixa. Além disso, terão acesso a dados de escolas na mesma região, mesma modalidade (campo/urbana) e nível socioeconômico dos alunos para comparação.
Perguntado se a divulgação será aplicada em outras avaliações como a Prova Brasil, tornando claro o que se espera dos estudantes a cada etapa de ensino, Soares disse que isso ainda está no plano das ideias.
A presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), secretária de Educação de São Bernardo do Campo (SP), Cleuza Repulho, espera que os dados não sirvam para ranquear as escolas. "Os dados devem vir não no sentido de ranquear a escola, mas de ter uma radiografia verdadeira da alfabetização", diz e acrescenta: "Acredito na avaliação desde que vá para o planejamento e não só para a porta da escola, para ranquear. Se for para isso não vale a pena, já sabemos os resultados".
Soares explica que os rankings são uma maneira de falar dos dados, mas não a única. "Todo mundo pode aprender sem prejudicar o outro. Podemos ter várias maneiras de sucesso. O ranking sugere que quem não é o primeiro não chegou lá. Isso não é verdade".
Outra avaliação, a Provinha Brasil - não obrigatória, aplicada a alunos do 2º ano do ensino fundamental - passará a ser divulgada. Atualmente, cada escola aplica o teste e o corrige. Agora, o Inep e os demais gestores terão acesso a esses dados. A previsão para a consolidação e disponibilização dos dados é até 14 outubro. Antes, os gestores deverão informar um responsável pela Provinha Brasil e cadastrar as informações no sistema. "Antes [a Provinha Brasil] era algo interno, agora passa a ser ferramenta de gestão e comparação", diz Soares.
Soares falou no 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação, que acontece até sexta-feira (30) e reúne mais de mil dirigentes municipais de educação.

*A repórter viajou a convite da Undime.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/escolas-receberao-em-junho-resultados-da-avaliacao-nacional-da

15º Prêmio Arte na Escola Cidadã

Objetivo:
É objetivo do Prêmio Arte na Escola Cidadã: identificar, reconhecer e divulgar projetos exemplares na área de Arte.

Quem pode participar?
Professores ou equipes de professores que desenvolveram projetos nas linguagens Artes Visuais, Dança, Música ou Teatro realizadas nos anos de 2012 e/ou 2013, em escolas de ensino regular, públicas ou particulares, em todo o território nacional.

Como?
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente a partir do site 
http://artenaescola.org.br/premio/interna.php?id=72491

Quando?
De 4 de abril a 10 de junho de 2014.

Quais as categorias de premiação?

(1) Educação Infantil
(2) Ensino Fundamental 1(1º ao 5º ano)
(3) Ensino Fundamental 2 (6º ao 9º ano)
(4) Ensino Médio (1º, 2º e 3º ano) –
(5) Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos – EJA

Quem é premiado?

Professores e as respectivas escolas onde o projeto foi realizado.

Qual o prêmio?

Todos os professores que concluírem suas inscrições receberão, com exclusividade, uma prancha com a imagem da obra Ascensão I, 1973, de Iberê Camargo, com uma proposta de utilização em sala de aula.
Aos vencedores serão entregues os seguintes prêmios por categoria:

Professor: R$ 10.000,00 (dez mil reais) em dinheiro; publicações; participação no evento de premiação (pagamento de viagem e hospedagem em caso de necessidade); certificado de premiação e troféu.

Escola: um computador, uma câmera fotográfica digital e uma câmera filmadora digital; participação do representante da escola no evento de premiação (pagamento da viagem e hospedagem em caso de necessidade); troféu; certificado de premiação e publicações para biblioteca escolar;

Para mais informações, leia o Regulamento completo.

MEC planeja lançar pacto nos anos finais do ensino fundamental

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
Ministro Henrique Paim
O Ministério da Educação (MEC) planeja lançar um pacto para melhoria dos anos finais no ensino fundamental, do 6º ao 9ª ano. Um grupo de trabalho já se reúne na pasta com este objetivo, disse  o ministro Henrique Paim, no 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação, em Florianópolis.
"Assim como trabalhamos na alfabetização e no ensino médio, queremos trabalhar também nos anos finais", disse o ministro da Educação, mas ressaltou que "ainda estamos desenhando. Vai depender de toda a avaliação que estamos fazendo da alfabetização e do ensino médio".
O ministro se referia ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que tem como meta a alfabetização de todas as crianças até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental e ao Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que oferece formação continuada aos professores da etapa.
A intenção é levar a formação aos professores do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. No período, 28,2% dos estudantes estão atrasados e não têm a idade adequada ao ano que cursam, segundo dados de 2012, do MEC. O período é também chave para a continuação dos estudos no ensino médio.
Os professores tem sido destaque na gestão de Paim. Ele planeja, até o final do ano, fazer uma grande discussão sobre a formação dos docentes. "Existe uma política de formação inicial dos professores e de formação continuada. Temos que aprofundar, na raiz, que tipo de formação o Brasil está oferecendo. Não só ampliar, queremos ter resultado em relação à formação desse professor", disse.
"Queremos fazer uma grande discussão com universidades, sistemas de formação, e verificar que tipo de pactuação tem que haver para depois, gradativamente, fazer essas alterações", acrescentou.
O 6º Fórum vai até sexta-feira (30) e reúne mais de mil dirigentes municipais de educação.

*A repórter viajou a convite da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/paim-planeja-lancar-pacto-nos-anos-finais-do-ensino-fundamental

Todos pela Educação disponibiliza o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2014

A edição 2014 do Anuário Brasileiro da Educação Básica, iniciativa do movimento Todos Pela Educação e da Editora Moderna, traz estatísticas e análises importantes para a compreensão do atual cenário do ensino no País e, principalmente, para contribuir no monitoramento do cumprimento das 20 metas previstas no Plano Nacional de Educação – que, até o lançamento da publicação, ainda aguardava a votação final na Câmara dos Deputados, após uma tramitação de mais de três anos no Congresso Nacional.
Além de tabelas com as principais estatísticas oficiais da Educação brasileira, o Anuário oferece uma leitura analítica dos indicadores, por meio de séries históricas e informações sociodemográficas, por localidade, por dependência administrativa, por etapa de ensino, entre outras. Também reúne artigos de especialistas, um glossário de termos específicos da área e apresenta as principais estruturas governamentais e formas de financiamento da Educação.

Autor: Todos Pela Educação e Editora Moderna                       

EMEBs se preparam para concurso de dança temática sobre Copa do Mundo

Foto: Rosane Brandão 
Rosane Brandão
Secom Cuiabá
Pelo menos 24 escolas municipais de Cuiabá estão se preparando para participar de um concurso de dança que tem como tema a Copa do Mundo. Os alunos das escolas participantes apresentarão coreografias de danças folclóricas dos oito países que jogarão a primeira fase da copa do mundo na Arena Pantanal.
Promovido pela Secretaria Municipal de Educação, o evento faz parte do projeto “Educando com a Copa”, atividade que integra as ações de mobilização para a Copa do Mundo FIFA 2014.
A primeira etapa do concurso, que irá selecionar quatro escolas para concorrer na grande final, será realizada nesta quinta-feira (29) das 8h às 11h30 e das 14h às 18h, no auditório da SME.
Para garantir uma bela apresentação no dia do concurso, que vai avaliar a habilidade e criatividade dos alunos participantes, as escolas estão se dedicando e caprichando nos ensaios.
A escola Maria Tomich Monteiro, do bairro Ribeirão do Lipa, é uma das unidades de ensino que está levando a sério o concurso e pegando firme nos ensaios. Dez alunos, com idade entre 11 e 12 anos, fazem parte do grupo de bailarinos, que representarão o Chile com a dança Cueca.
A professora Bia Moraes, articuladora do Programa Mais Educação da escola, diz que o evento também contribui para o ensino-aprendizado dos alunos, pois todos tiveram que pesquisar sobre a história do país, aprendendo sobre a cultura, culinária, dança, figurino, entre outras informações.
“Eles estão vivenciando esse momento tão importante e aprendendo muito”, disse a professora, acrescentando que os alunos estão confiantes e preparados para a competição. “Eles já evoluíram bastante, estão até aprendendo a lidar com a timidez”.
Os alunos da escola Alzira Valladares, do bairro Jardim Cuiabá, que vão representar o Japão, também estão empenhados e ansiosos para participar. A articuladora do Mais Educação da escola, Lídia Antônia  de Siqueira, explica que o grupo de dança é formado só por meninas, num total de 11 alunas, de 7 a 9 anos de idade.
Elas vão representar a dança da gueixa japonesa. “Estamos pegando firme nos ensaios e vamos fazer uma excelente apresentação. Vamos competir para ganhar”, ressaltou a articuladora.
Segundo a coordenadora geral do projeto, Edilene de Souza Machado, o “Educando com a Copa” pretende estimular nos alunos a realização de pesquisas sobre a história, geografia, política, cultura (culinária e folclore) e esportes dos países que jogarão em Cuiabá. Visa também propiciar a integração de toda a comunidade escolar nos preparativos para a Copa do Pantanal.
O concurso de dança vai premiar com um Day Use no Sesi Park os alunos e o professor que conquistarem o primeiro lugar. Os três melhores colocados receberão troféu e medalhas.
As escolas representarão as danças típicas dos países da Colômbia, Japão, Coréia do Sul, Chile, Austrália, Rússia, Nigéria e Bósnia.
Gincana cultural – oprojeto “Educando com a Copa” também vai realizar a gincana cultural. Pelo menos 19 escolas participarão dessa atividade, cuja eliminatória vai ocorrer na sexta-feira (30), também das 8h às 11h30 e das 14h às 18h, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. A grande final será no dia 5 de junho, às 9h.
A gincana cultural foi dividida em três etapas. A primeira com perguntas de conhecimentos gerais e específicos dos oito países; na segunda etapa cada equipe participante deverá apresentar um aluno uniformizado com traje da seleção brasileira e fazer embaixadinha; e por fim, tarefas surpresas, que serão conhecidas pelos participantes apenas no decorrer dos trabalhos da gincana.
A premiação da gincana será troféu e medalha para os três primeiros colocados, mais uma TV de 50 polegadas para cada membro da equipe que ficar em primeiro lugar; o segundo lugar ganhará um notebook; e o terceiro um smartphone.
As escolas municipais que participarão do projeto Educando com a Copa são: Professora Joana Dark; Marechal Cândido Rondon; Novo Renascer; Antônio Ferreira Valentim; Maria Tomich Monteiro; Maria da Glória de Souza; Doutor Fábio Firmino Leite; Maria Dimpina; Ulisses Guimarães; Professor Ranulpho Paes de Barros; Lenine de Campos; Nossa Senhora Aparecida; Hebert de Souza; 8 de Abril; Quintino Pereira; Santa Cecília; Doutor Orlando Nigro; Hilda Caetano; Alzira Valladares; José Torquato; Silva Freire; Ana Tereza Arcos Krause; Gracildes Melo Dantas; Raimundo Pombo; Benedita Xavier; Zeferino Leite; Darcy Ribeiro; e Irmã Maria Betty.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/escolas-se-preparam-para-concurso-de-danca/8974

Barra do Garças tem novo Secretário de Educação




De Barra do Garças

Prof. Albérico Lima
Mesmo com os profissionais da Educação de braços cruzados à espera de uma negociação para o pagamento do piso nacional, o pedagogo e bacharel em Direito Albérico Rocha Lima assume, nesta terça (27), o cargo de secretário de Educação de Barra do Garças, em substituição à professora Fátima Aparecida Resende, que pediu demissão na última quinta (23). O novo secretário chega com a missão de por fim ao impasse entre a prefeitura e os professores, que resolveram entrar em greve como forma de “pressionar” o município a pagar o piso nacional à categoria.
Ex-pró-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e responsável pela implantação do Campus do Médio Araguaia em Barra, na década de 80, Albérico foi homem de confiança do ex-prefeito Wilmar Peres de Farias (já falecido), pai do atual prefeito Beto Farias. Também atuou na gestão do ex-prefeito Wanderlei Farias, que cumpria primeiro mandato. “Vamos tomar pé da atual situação e iniciar um diálogo com os profissionais para tentar resolver os problemas que vem afetando a população”.
O novo secretário, que já sabendo do movimento grevista deflagrado pelos professores, afirma que a preocupação no momento é fazer com que os profissionais voltem ao trabalho. “Nosso objetivo é buscar o entendimento”, disse. Ainda hoje Albérico deve se reunir com a equipe de trabalho e iniciar o processo de negociação com os professores que aderiram à paralisação.
http://www.rdnews.com.br/executivo/prefeito-empossa-novo-secretario-de-educacao-professores-fazem-greve/53870

terça-feira, 27 de maio de 2014

Opinião: Gestão Democrática nas unidades de ensino em Cuiabá

Gestão Democrática nas unidades de ensino em Cuiabá

Gilberto Fraga de Melo

Cuiabá é uma cidade estruturada institucionalmente no setor educacional público municipal.  

Com a Constituição de 1988 e, especificamente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96), os municípios podem organizar seus respectivos sistemas de ensino. Caso não queiram podem optar por se integrarem ao sistema estadual de educação ou compor com ele um sistema único de educação básica.

A opção de Cuiabá foi por instituir seu próprio sistema, fato que ocorre através da Lei 5289/2009.

Para normatizar o Sistema, é sancionada a Lei 5354/2010, que “dispõe sobre a organização, estrutura, funcionamento e a composição do Conselho de Educação”.

Também fazem parte do arcabouço legal do Sistema Municipal de Educação, a institucionalização e funcionamento dos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social (FUNDEB e Alimentação Escolar), além do Conselho do Fundo Único Municipal de Educação -FUNEd.

Da mesma forma, com objetivos e metas assumidos pelo município, está instituída a Lei 5367/2010, que aprova o Plano Municipal de Educação, para o período de 2010 a 2020.

Essas são leis fundamentais para o funcionamento do Sistema, assim como há a Lei Complementar 220/2010, que tem por finalidade instituir a Carreira dos Profissionais da Secretaria Municipal de Educação.

Essas Leis são estruturais, mas antes delas e mesmo antes da LDB, o município de Cuiabá já se colocava pioneiramente instituindo a Gestão Democrática (GD), através da Lei 3201 de 1993. Portanto, desde então, e já se vão 20 anos, os diretores escolares são escolhidos pela comunidade escolar (profissionais da educação, pais e alunos). A Lei da GD para as escolas, em vigência, é a 5029/2007.

As creches tem uma história mais curta, visto até pouco tempo essa atividade estar sob a responsabilidade de órgãos assistencialistas. A legislação que ampara a participação da comunidade é a Lei 4998/2007.

Neste momento está em discussão a reformulação das Leis 4998 e 5029, ambas de 2007, assim como a Lei 4130/2001, que dispõe sobre o Conselho Escolar Comunitário.

Bem, como já dito, são vinte anos de prática legal da GD em Cuiabá. Alguns avanços são inegáveis e o principal é a escolha dos dirigentes. Ou seja, cortou-se o loteamento político, que se resumia na apropriação de um bem público por um determinado político que fazia a indicação do dirigente, que, por obediência, cooptava profissionais e pais para apoiar seu padrinho, o político. Portanto, sem esse intermediário, democratizou-se a escolha.

Faço, no entanto, uma ressalva: há uma politização na escolha dos dirigentes. Isso ocorre em, ao menos, duas dimensões: 1. A contaminação nas unidades de ensino do modus operandi de uma eleição partidária, onde se escolhem representantes para o poder executivo e legislativo. Neste caso, lamentavelmente, reproduz-se práticas espúrias, carregadas de promessas inalcançáveis e trocas de ofensas e calúnias que o fervor momentâneo é capaz de produzir; 2. Há profissionais que optam em manter as amarras a um passado de subserviência e fazem acordos com políticos para influenciarem na eleição e, pior, quando vencedores do processo eleitoral, transformam a unidade de ensino em um gabinete político do padrinho, deixando de lado o compromisso educacional.

Seja em qual for das duas alternativas, resume-se um desvio daquilo que se preconizava em 1993, na efervescência da redemocratização nacional, com os gritos de liberdade que estavam roucos do silêncio e com a perspectiva de fazer uma educação de qualidade onde os pétreos princípios democráticos fossem os protagonistas. A GD está adulta, mas não consegue caminhar firmemente porque há quem gaste toda a sua energia para impedir o pleno exercício dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade. Claro, o resultado é a ineficiência, expressa na baixa democratização das relações amistosas entre os profissionais e pouco colaborativas e respeitosas entre pais e profissionais, ambas com reflexo direto na aprendizagem dos alunos. Enfim, o tempo dedicado à aprendizagem é obstruído pela administração de conflitos que remontam à eleição que deixou nódoas e mágoas e impedem a prática efetiva dos processos que justificam a existência de uma unidade de ensino.

Ora, a Gestão Democrática está expressa na Constituição Federal (Art. 206, VI). Portanto, não há como lutar contra o preceito, mas há quem queira impedir sua essência. Sinto que em Cuiabá algumas experiências precisam ser fortalecidas para provar a necessidade da prática democrática. Por outro lado, as práticas inadequadas precisam ser eliminadas ainda quando incipientes (um problema fica grande se não for eliminado quando pequeno).

A democracia tem como princípio a lei. Por isso, ao se discutir a reformulação da legislação é conveniente verificar que temos uma estrutura que muitos municípios não possuem. Ou seja, não estamos criando lei, mas sim, aprimorando mecanismos legais, que requerem reflexão imparcial, sem rodeios, sem protecionismos ou corporativismos. Nós podemos construir legalmente o caminho que percorreremos para produzir uma educação de qualidade e que nos orgulhe como cidadãos e como profissionais. Estar atento à contemporaneidade é um imperativo.


Cuiabá, maio de 2014. 

Escola Estadual Fernando Leite de Campos, Várzea Grande, faz protesto contra precariedade de infraestrutura

Obra deveria ter começado em 2012 e ter sido entregue em 2013.
Os trabalhos estão parados por falta de repasse da Seduc-MT.


Cerca de 300 alunos da Escola Estadual Fernando Leite de Campos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, percorreram as ruas do município com faixas e cartazes nesta terça-feira (27), para protestar contra o atraso na obra de reforma da unidade. Segundo a direção da escola, a obra estava prevista para começar em 2012 e ser concluída em dezembro do ano passado. Porém, a obra que só foi iniciada no final de 2013 parou há cerca de um mês por falta de repasse.
A assessoria da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que as obras devem ser retomadas ainda nesta semana.
Alunos e professores saíram da escola e caminharam até a assessoria pedagógica do município.O protesto começou por volta das 9h30 e durou cerca de uma hora e meia. Eles cobram  que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) efetue o repasse da verba destinada à obra para a construtora responsável pela reforma.
O prazo para entrega da obra é até o final deste mês, mas até o momento apenas um de três blocos que passam por reforma foi entregue. Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Leyde Laura, o orçamento da obra é de R$ 1.485 milhões, mais 40% do valor que seriam de aditivos ao contrato. Somente R$ 131 mil teria sido repassado à construtora.
Após o protesto, a diretora da escola se reuniu com uma equipe da Secretaria de Estadual de Educação e da Secretaria Municipal de Infraestrutura para discutir os pontos reivindicados.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/05/alunos-e-professores-protestam-contra-atraso-em-reforma-de-escola.html

Final dos jogos escolares da Educação será nesta quarta-feira

Foto: Jorge Pinho (SME)

Secom Cuiabá

A Secretaria Municipal de Educação realiza nesta quarta-feira (28) a final do futsal pelo 3º Jogos Escolares. O evento será realizado a partir das 8h no ginásio Verdinho. A premiação será entregue no final dos jogos.
Os times finalistas dos jogos serão definidos nesta terça-feira (27) com os jogos das semifinais, também disputadas no ginásio Verdinho. As disputas serão nas categorias A e B, masculino e feminino.
As escolas que disputarão a semifinal são: Onofre de Oliveira; Cândido Mariano da Silva Rondon; Maria Elazir; Senhorinha Alves;  Novo Renascer; Antonia Tita; Darcy Ribeiro; Firmo José Rodrigues; Hilda Caetano; Maria da Gloria; Ranulpho Paes de Barros; José Luiz de Borges Garcia; Helio de Souza e Orlando Nigro.
Este ano o evento foi dividido em duas etapas. A primeira, que encerra nesta quarta-feira, foi exclusivamente com jogos de futsal, como mobilização para a Copa do Mundo.
O campeonato de futsal foi destinado a alunos com idade entre 9 e 14 anos. Pelo menos 97 equipes participaram dos jogos, representando 48 escolas municipais de Cuiabá e envolvendo 950 alunos.
O campeonato contou com a participação dos professores articuladores do programa Mais Educação, dos monitores de esporte e professores de educação física.
A segunda etapa, que ocorre entre os dias 15 de setembro a 10 de outubro, terão competições de judô, xadrez, base 4, atletismo de trios, queimada, pega bandeira e handebol.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/final-dos-jogos-escolares-da-educacao-sera-nesta-quarta-feira/8964

O que os educadores querem dos recursos tecnológicos

Estudo da The Gates Foundation quer aproximar as necessidades dos docentes com os desenvolvedores de ferramentas digitais

O uso de tecnologias em sala de aula é cada vez mais frequente, assim como a discussão sobre a eficiência das ferramentas, como usá-las e o que poderia ser melhor. Mas o que os professores e os estudantes têm a dizer sobre as ferramentas digitais educacionais? Foi para responder a essa pergunta que a The Gates Foundation lançou um estudo chamado Os professores sabem melhor: o que os educadores querem de ferramentas digitais educacionais (Teachers Know Best: What Educators Want from Digital Instructional Tools, em inglês).
“Os professores estão no centro da mudança para o ensino personalizado nas escolas, criando salas de aula onde as experiências dos alunos são adaptadas às suas necessidades, habilidades e interesses individuais. Conteúdos e ferramentas que dão suporte ao ensino híbrido são recursos valiosos para alcançar esse objetivo”, escreveu Stacey Childress, vice-diretora de inovação no blog da fundação.
crédito Apops / Fotolia.comO que os educadores querem dos recursos tecnológicos

Para montar o relatório foram entrevistados 3.100 professores e 1.250 estudantes do ensino fundamental dos Estados Unidos para descobrir o que eles pensam sobre as ferramentas educacionais disponíveis atualmente. Um dos principais objetivos do estudo é nortear o trabalho dos desenvolvedores dessas ferramentas para que eles tenham uma melhor compreensão das necessidades dos docentes e seus alunos.
Entre as conclusões do estudo que merecem destaque, uma foi praticamente consensual: os professores buscam ferramentas que os ajudem a ensinar os conteúdos curriculares obrigatórios, para deixar as aulas mais atraentes e interessantes para os estudantes. A pesquisa pediu para os professores identificarem quais são os recursos existentes para cada conteúdo (levando em conta série e disciplina) e questionou se são suficientes. Os dados mostram que há mais ferramentas digitais para determinados temas do que para outros, o que possibilita diagnosticar quais são as áreas em que os professores sentem falta de uma tecnologia que os ajude.
Apenas 2% dos professores entrevistados disseram não ver benefícios ao aprendizado dos alunos com o uso de tecnologias educacionais. A maioria acredita que as ferramentas digitais facilitam a entrega de conteúdos aos estudantes, aumentam o engajamento devido à diversidade de formas que as informações podem ser passadas – jogos e vídeos, por exemplo, estimulam os alunos a aprender mais. Além disso, os docentes apontam que as tecnologias ajudam a fazer o diagnóstico de aprendizagem de cada aluno, possibilitando que as aulas e lições sejam adaptadas de acordo com as necessidades que forem identificadas.
Do lado dos estudantes, a surpresa foi os dados mostrarem que eles não estão preocupados com o potencial de diversão das ferramentas digitais. Cerca de 60% disseram que, ao escolher uma ferramenta educacional, avaliam se ela irá facilitar os estudos. Diversão apareceu como um fator secundário, sendo apontada por 37% dos estudantes como importante.
Por fim, o estudo aponta algumas dicas para desenvolvedores de recursos tecnológicos educacionais baseados nas respostas da pesquisa, como a importância dos produtos serem acessíveis, atenderem às necessidades curriculares, fáceis de serem usados, que tenham funcionalidades ligadas a realidade dos alunos e abordem uma gama maior de temas. O estudo também sugere que os desenvolvedores passem mais tempo nas salas de aula para compreender os fluxos de trabalho e a dinâmica das aulas e que valorizem o que os estudantes e professores têm a dizer sobre seus produtos.

http://porvir.org/porpensar/os-educadores-querem-dos-recursos-tecnologicos/20140526

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tecnologia no Ensino: Projeto desafia estudantes a desenvolver pensamento crítico

Professora de ciências na Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho, em Campo Bom, região metropolitana de Porto Alegre, Margarida Telles da Cruz avalia as tecnologias como ferramentas importantes para sensibilizar os alunos. São mecanismos capazes de “fazer mágicas” quando associados a uma boa pedagogia. “Nossos alunos são nativos digitais e já não podem aprender apenas dentro da sala de aula ou fechados em uma biblioteca ou laboratório de informática, com programas de busca na internet”, diz Margarida.
Para a professora, que dá aulas a três turmas do sexto ano e a duas do nono, é necessário levar os estudantes a ter contato com diferentes ambientes para conhecer os diversos ecossistemas, aprender sobre a história desses locais, verificar se está ocorrendo depredação e saber como preservá-los.
De acordo com Margarida, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) permitem aos estudantes divulgar fotos, vídeos, relatórios e ações, além de compartilhar com a comunidade questões relacionadas a qualidade e quantidade de água do rio ou à função dos banhados. “Os alunos são desafiados a ir além de respostas simples, a sair dos muros da escola, a desenvolver habilidades de pensar criticamente e a resolver problemas do dia a dia”, destaca.
“Nas saídas de campo, ao filmar, fotografar, observar e comparar, os estudantes podem ter uma nova relação com o ambiente, fazer mapeamento e minimizar impactos como depósitos de lixo, assoreamento, erosão e falta de matas ciliares”, diz a professora. “Além disso, podem trocar informações, pesquisar, discutir, formular e testar hipóteses e tirar as próprias conclusões.” Margarida salienta que os estudantes, ao se apropriarem desse conhecimento, vão se sentir parte da natureza e descobrir razões para a preservação.
Prêmio — Há 27 anos no magistério, com licenciatura plena em biologia, licenciatura curta em ciências e pós-graduação em gestão regional de recursos hídricos, Margarida foi uma das vencedoras da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil, com o projeto EcoWeb. Premiado na subcategoria Educação Digital Articulada ao Desenvolvimento do Currículo, o projeto usa as TIC como ferramentas para sensibilizar as pessoas sobre a importância de agir de forma sustentável visando à preservação e à conservação dos diferentes ecossistemas.
Criado em 2011, o trabalho continua. “O projeto está alicerçado em questões como sensibilização, reeducação, comprometimento e mudança de comportamento, o que deve ser retomado constantemente”, justifica a professora.
O projeto envolve alunos da escola, do maternal ao nono ano do ensino fundamental, e de outras unidades de ensino do município, além de grupos de professores. Inclui ainda estudantes com deficiência. “Trabalhamos com alunos que apresentam diferentes níveis de aprendizagem. Uns ajudam os outros e todos se sentem valorizados”, relata a professora. “Usando diferentes tecnologias associadas à sustentabilidade, todos aprendem (dentro de suas limitações) e ensinam os colegas.”
De acordo com Margarida, alunos que muitas vezes não conseguem escrever na sala de aula ou têm dificuldades de acompanhar a turma aprendem com maior facilidade a partir da vivência em práticas de campo. “Com o auxílio de tecnologias, eles podem dar contribuição oral na hora de fazer um relatório, um vídeo, de ajudar na escolha das fotos. Todos se sentem valorizados.”
Os estudantes usam ferramentas tecnológicas como tablets, smartphones, filmadoras, equipamento de GPS e máquinas digitais. Todo o material produzido é postado nas redes sociais — facebook, blogues e twitter do EcoWeb. “A partir das vivências no EcoWeb, consideramos que não temos alunos com problemas de aprendizagem, mas crianças e adolescentes que aprendem de formas e em ritmos diferentes”, analisa a professora. Ela ainda coordena outros projetos, em parceria com o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) e com a prefeitura.
Fátima Schenini
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20452

Semana da África, 26 a 28 de maio

Dia da África ou a Semana da África, celebrado no dia 25 de maio ou de 26 a 28 de maio, é um evento anual promovido pelas Delegações Africanas Permanentes perante a UNESCO, que visa a aumentar a visibilidade da África, destacando a diversidade de seu patrimônio cultural e artístico.
No Brasil, o Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas celebra esse dia para promover o reconhecimento da importância da interseção da história e da cultura africana com a história e a cultura brasileira, buscando transformar as relações entre os diversos grupos étnico-raciais que formam o país.
Esta celebração é uma oportunidade para se organizar festividades culturais como, exposições artísticas, filmes, apresentações, exposições gastronômicas e noites de gala. É também uma ocasião para se organizar conferências e debates sobre várias questões importantes a respeito do continente africano e das influências desse continente na história e na cultura brasileira.

Veja mais sobre o Programa Brasil - África: Histórias Cruzadas


http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/prizes-and-celebrations/africa-day-africa-week/

Vitor Paro: "A razão da má escola não é a falta de tempo"

Suellen Smosinski
Do UOL, em São Paulo


Vitor Paro é professor titular da
Faculdade de Educação da USP
"Você pode fazer duas horas [de aula] por dia e ter uma educação excelente ou oito horas e ter uma educação porcaria", essa é a opinião de  Vitor Paro, professor titular da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). Ele se refere à animação (por vezes exagerada e ingênua) em relação à educação integral como caminho para melhorar a qualidade do ensino público.
Logo em seguida, Paro explica que não é contra aumentar o tempo de aula, mas acredita que esse é apenas um dos requisitos para uma educação de qualidade. O pesquisador é um dos autores do livro "Escola de Tempo Integral - Desafio para o Ensino Público"que pode ser baixado gratuitamente na internet.
"A razão da má escola não é a falta de tempo. A escola que está ai não é ruim porque tem pouco tempo, ela é ruim porque tem um método ultrapassado e não existe a preocupação de educar. Só existe a preocupação de passar de ano. A nossa escola não é ruim hoje, ela sempre foi ruim", afirma o professor.

Mais horas na escola

O professor e pesquisador da USP chama a atenção: antes de estender o período dos alunos na escola é preciso pensar na qualidade das atividades. Caso contrário, existe o risco de multiplicar a precariedade por dois -- principalmente na escola pública. Ele aponta que ainda existe uma confusão entre o papel social e o educacional da escola em tempo integral. Muitas vezes o foco está em tirar o aluno da rua em vez de se priorizar a qualidade do ensino, como se fosse suficiente atingir o primeiro.
Para explicar, ele compara o processo de aprendizagem de crianças ricas e de pobres: "As crianças ricas já têm educação de tempo integral, mas não é que a criança tem que ir para a escola e ficar confinada. De manhã, ela tem aula e no outro período ela vai na academia, no futebol, aprende piano, aprende língua, ela tem propriedade de aprender o dia inteiro", diz. 
E ele aponta ainda a importância do ambiente cultural, que é diferente conforme o poder de compra: "Eles [os estudantes de famílias mais ricas] têm acesso a teatros, bibliotecas, ideias mais avançadas. Não é isso que oferecem para as pobres [na escola pública], o que você propõe é que o mesmo que ele faz de manhã ele faça a tarde".
Ainda assim, o professor acredita que os alunos mais carentes acabam tendo uma melhora, pois o tempo adicional também é usado para revisões e brincadeiras, que, segundo ele, são importantes no processo de aprendizagem.

O que é educação integral

Numa escola de tempo integral, o aluno teria sete horas de atividades. E a intenção é que as crianças e os adolescentes possam desenvolver outras habilidades e competências nas horas a mais. O foco estaria não apenas em reforço escolar, mas no desenvolvimento de projetos de esporte, comunicação e artes, sustentabilidade e educação ambiental.
meta do governo federal para 2014 é atender um total de 7 milhões de alunos em 2014 por meio de um programa chamado Mais Educação.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/22/a-razao-da-ma-escola-nao-e-a-falta-de-tempo-diz-professor-da-usp.htm

Sete universidades dos Estados Unidos disputam aluno de Ourinhos

Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, sempre gostou de estudar.
Inglês necessário para estudar fora ele aprendeu no ensino médio.

Do G1 Bauru e Marília


Jessé tem 17 anos e mora em Ourinhos (Foto: Reprodução/TV TEM)

Sete grandes universidades americanas estão disputando um jovem de Ourinhos(SP). Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, é estudante de escola pública e foi aprovado em sete universidades das treze em que se inscreveu. E todas com bolsa de estudos.
“Penso seriamente em tentar encontrar soluções para conseguirmos continuar nos desenvolvendo tecnologicamente de uma maneira mais sustentável. A gente não pode consumir recursos naturais de forma desenfreada pra sempre. Os recursos são limitados e a gente precisa mudar alguma coisa. Realmente penso em atuar nesse sentido e também poder fazer que muitos outros brasileiros tenham acesso e oportunidades como as que eu tive”, completou o estudante.
Ele é o filho mais novo de quatro irmãos. O pai, Francisco Cândido Neto, é ferroviário e, a mãe Elisa Justina da Silva Cândido, professora. “Sempre estudou e gostava de estudar. Isso sempre por conta dele”, diz o pai.
Todos os filhos fizeram o ensino fundamental em escola pública e tiveram bolsa integral para o ensino médio em colégio particular. O curso superior também foi feito em universidades públicas. Jessé conquistou vaga nos Estados Unidos. “[Ele] Tem o sonho de fazer uma faculdade lá fora. Tem que ir porque educação é tudo na vida da gente. Tem que buscar sempre o melhor”, enfatiza a mãe.

O inglês necessário para estudar fora ele aprendeu durante o ensino médio e fez uma prova em uma escola de idiomas. Ele recebeu um convite para fazer o curso sem pagar nada e sempre foi um bom aluno. “Participei de olimpíadas avançadas em física na USP São Carlos, Unicamp, e de engenharia mecatrônica na Poli/USP”, conta Jessé.
Brasileiros no exterior
Jessé vai elevar o número de estudantes brasileiros matriculados em universidades norte-americanas. No ano letivo 2012 -2013, o número cresceu 20,4% em relação ao período anterior. São 10.868 pessoas buscando um diploma em universidades americanas. O resultado empurrou o país da 14º para a 11ª posição no ranking dos países que mais enviam alunos para os Estados Unidos. Quem não tem condições financeiras precisa se dedicar para conseguir uma bolsa.
Renata Moraes é gerente de educação em uma entidade mantida por investidores que oferece gratuitamente 50 bolsas preparatórias por ano . Ela explica que a fundação existe há 23 anos e somente em 2014 ajudou 64 estudantes a entrarem em universidades americanas.

Jessé mais uma vez prestou uma prova e conseguiu de graça a preparação que precisava para estudar fora do país. “A gente sempre está procurando alunos que tiveram notas excelentes e que têm histórico pessoal de grande superação. Exatamente esse tipo de aluno que a gente procura para oferecer essas 50 bolsas de preparação todos os anos”, diz.
http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/05/sete-universidades-dos-estados-unidos-disputam-aluno-de-ourinhos.html

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...