terça-feira, 27 de maio de 2014

Opinião: Gestão Democrática nas unidades de ensino em Cuiabá

Gestão Democrática nas unidades de ensino em Cuiabá

Gilberto Fraga de Melo

Cuiabá é uma cidade estruturada institucionalmente no setor educacional público municipal.  

Com a Constituição de 1988 e, especificamente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96), os municípios podem organizar seus respectivos sistemas de ensino. Caso não queiram podem optar por se integrarem ao sistema estadual de educação ou compor com ele um sistema único de educação básica.

A opção de Cuiabá foi por instituir seu próprio sistema, fato que ocorre através da Lei 5289/2009.

Para normatizar o Sistema, é sancionada a Lei 5354/2010, que “dispõe sobre a organização, estrutura, funcionamento e a composição do Conselho de Educação”.

Também fazem parte do arcabouço legal do Sistema Municipal de Educação, a institucionalização e funcionamento dos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social (FUNDEB e Alimentação Escolar), além do Conselho do Fundo Único Municipal de Educação -FUNEd.

Da mesma forma, com objetivos e metas assumidos pelo município, está instituída a Lei 5367/2010, que aprova o Plano Municipal de Educação, para o período de 2010 a 2020.

Essas são leis fundamentais para o funcionamento do Sistema, assim como há a Lei Complementar 220/2010, que tem por finalidade instituir a Carreira dos Profissionais da Secretaria Municipal de Educação.

Essas Leis são estruturais, mas antes delas e mesmo antes da LDB, o município de Cuiabá já se colocava pioneiramente instituindo a Gestão Democrática (GD), através da Lei 3201 de 1993. Portanto, desde então, e já se vão 20 anos, os diretores escolares são escolhidos pela comunidade escolar (profissionais da educação, pais e alunos). A Lei da GD para as escolas, em vigência, é a 5029/2007.

As creches tem uma história mais curta, visto até pouco tempo essa atividade estar sob a responsabilidade de órgãos assistencialistas. A legislação que ampara a participação da comunidade é a Lei 4998/2007.

Neste momento está em discussão a reformulação das Leis 4998 e 5029, ambas de 2007, assim como a Lei 4130/2001, que dispõe sobre o Conselho Escolar Comunitário.

Bem, como já dito, são vinte anos de prática legal da GD em Cuiabá. Alguns avanços são inegáveis e o principal é a escolha dos dirigentes. Ou seja, cortou-se o loteamento político, que se resumia na apropriação de um bem público por um determinado político que fazia a indicação do dirigente, que, por obediência, cooptava profissionais e pais para apoiar seu padrinho, o político. Portanto, sem esse intermediário, democratizou-se a escolha.

Faço, no entanto, uma ressalva: há uma politização na escolha dos dirigentes. Isso ocorre em, ao menos, duas dimensões: 1. A contaminação nas unidades de ensino do modus operandi de uma eleição partidária, onde se escolhem representantes para o poder executivo e legislativo. Neste caso, lamentavelmente, reproduz-se práticas espúrias, carregadas de promessas inalcançáveis e trocas de ofensas e calúnias que o fervor momentâneo é capaz de produzir; 2. Há profissionais que optam em manter as amarras a um passado de subserviência e fazem acordos com políticos para influenciarem na eleição e, pior, quando vencedores do processo eleitoral, transformam a unidade de ensino em um gabinete político do padrinho, deixando de lado o compromisso educacional.

Seja em qual for das duas alternativas, resume-se um desvio daquilo que se preconizava em 1993, na efervescência da redemocratização nacional, com os gritos de liberdade que estavam roucos do silêncio e com a perspectiva de fazer uma educação de qualidade onde os pétreos princípios democráticos fossem os protagonistas. A GD está adulta, mas não consegue caminhar firmemente porque há quem gaste toda a sua energia para impedir o pleno exercício dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade. Claro, o resultado é a ineficiência, expressa na baixa democratização das relações amistosas entre os profissionais e pouco colaborativas e respeitosas entre pais e profissionais, ambas com reflexo direto na aprendizagem dos alunos. Enfim, o tempo dedicado à aprendizagem é obstruído pela administração de conflitos que remontam à eleição que deixou nódoas e mágoas e impedem a prática efetiva dos processos que justificam a existência de uma unidade de ensino.

Ora, a Gestão Democrática está expressa na Constituição Federal (Art. 206, VI). Portanto, não há como lutar contra o preceito, mas há quem queira impedir sua essência. Sinto que em Cuiabá algumas experiências precisam ser fortalecidas para provar a necessidade da prática democrática. Por outro lado, as práticas inadequadas precisam ser eliminadas ainda quando incipientes (um problema fica grande se não for eliminado quando pequeno).

A democracia tem como princípio a lei. Por isso, ao se discutir a reformulação da legislação é conveniente verificar que temos uma estrutura que muitos municípios não possuem. Ou seja, não estamos criando lei, mas sim, aprimorando mecanismos legais, que requerem reflexão imparcial, sem rodeios, sem protecionismos ou corporativismos. Nós podemos construir legalmente o caminho que percorreremos para produzir uma educação de qualidade e que nos orgulhe como cidadãos e como profissionais. Estar atento à contemporaneidade é um imperativo.


Cuiabá, maio de 2014. 

Escola Estadual Fernando Leite de Campos, Várzea Grande, faz protesto contra precariedade de infraestrutura

Obra deveria ter começado em 2012 e ter sido entregue em 2013.
Os trabalhos estão parados por falta de repasse da Seduc-MT.


Cerca de 300 alunos da Escola Estadual Fernando Leite de Campos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, percorreram as ruas do município com faixas e cartazes nesta terça-feira (27), para protestar contra o atraso na obra de reforma da unidade. Segundo a direção da escola, a obra estava prevista para começar em 2012 e ser concluída em dezembro do ano passado. Porém, a obra que só foi iniciada no final de 2013 parou há cerca de um mês por falta de repasse.
A assessoria da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que as obras devem ser retomadas ainda nesta semana.
Alunos e professores saíram da escola e caminharam até a assessoria pedagógica do município.O protesto começou por volta das 9h30 e durou cerca de uma hora e meia. Eles cobram  que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) efetue o repasse da verba destinada à obra para a construtora responsável pela reforma.
O prazo para entrega da obra é até o final deste mês, mas até o momento apenas um de três blocos que passam por reforma foi entregue. Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Leyde Laura, o orçamento da obra é de R$ 1.485 milhões, mais 40% do valor que seriam de aditivos ao contrato. Somente R$ 131 mil teria sido repassado à construtora.
Após o protesto, a diretora da escola se reuniu com uma equipe da Secretaria de Estadual de Educação e da Secretaria Municipal de Infraestrutura para discutir os pontos reivindicados.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/05/alunos-e-professores-protestam-contra-atraso-em-reforma-de-escola.html

Final dos jogos escolares da Educação será nesta quarta-feira

Foto: Jorge Pinho (SME)

Secom Cuiabá

A Secretaria Municipal de Educação realiza nesta quarta-feira (28) a final do futsal pelo 3º Jogos Escolares. O evento será realizado a partir das 8h no ginásio Verdinho. A premiação será entregue no final dos jogos.
Os times finalistas dos jogos serão definidos nesta terça-feira (27) com os jogos das semifinais, também disputadas no ginásio Verdinho. As disputas serão nas categorias A e B, masculino e feminino.
As escolas que disputarão a semifinal são: Onofre de Oliveira; Cândido Mariano da Silva Rondon; Maria Elazir; Senhorinha Alves;  Novo Renascer; Antonia Tita; Darcy Ribeiro; Firmo José Rodrigues; Hilda Caetano; Maria da Gloria; Ranulpho Paes de Barros; José Luiz de Borges Garcia; Helio de Souza e Orlando Nigro.
Este ano o evento foi dividido em duas etapas. A primeira, que encerra nesta quarta-feira, foi exclusivamente com jogos de futsal, como mobilização para a Copa do Mundo.
O campeonato de futsal foi destinado a alunos com idade entre 9 e 14 anos. Pelo menos 97 equipes participaram dos jogos, representando 48 escolas municipais de Cuiabá e envolvendo 950 alunos.
O campeonato contou com a participação dos professores articuladores do programa Mais Educação, dos monitores de esporte e professores de educação física.
A segunda etapa, que ocorre entre os dias 15 de setembro a 10 de outubro, terão competições de judô, xadrez, base 4, atletismo de trios, queimada, pega bandeira e handebol.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/final-dos-jogos-escolares-da-educacao-sera-nesta-quarta-feira/8964

O que os educadores querem dos recursos tecnológicos

Estudo da The Gates Foundation quer aproximar as necessidades dos docentes com os desenvolvedores de ferramentas digitais

O uso de tecnologias em sala de aula é cada vez mais frequente, assim como a discussão sobre a eficiência das ferramentas, como usá-las e o que poderia ser melhor. Mas o que os professores e os estudantes têm a dizer sobre as ferramentas digitais educacionais? Foi para responder a essa pergunta que a The Gates Foundation lançou um estudo chamado Os professores sabem melhor: o que os educadores querem de ferramentas digitais educacionais (Teachers Know Best: What Educators Want from Digital Instructional Tools, em inglês).
“Os professores estão no centro da mudança para o ensino personalizado nas escolas, criando salas de aula onde as experiências dos alunos são adaptadas às suas necessidades, habilidades e interesses individuais. Conteúdos e ferramentas que dão suporte ao ensino híbrido são recursos valiosos para alcançar esse objetivo”, escreveu Stacey Childress, vice-diretora de inovação no blog da fundação.
crédito Apops / Fotolia.comO que os educadores querem dos recursos tecnológicos

Para montar o relatório foram entrevistados 3.100 professores e 1.250 estudantes do ensino fundamental dos Estados Unidos para descobrir o que eles pensam sobre as ferramentas educacionais disponíveis atualmente. Um dos principais objetivos do estudo é nortear o trabalho dos desenvolvedores dessas ferramentas para que eles tenham uma melhor compreensão das necessidades dos docentes e seus alunos.
Entre as conclusões do estudo que merecem destaque, uma foi praticamente consensual: os professores buscam ferramentas que os ajudem a ensinar os conteúdos curriculares obrigatórios, para deixar as aulas mais atraentes e interessantes para os estudantes. A pesquisa pediu para os professores identificarem quais são os recursos existentes para cada conteúdo (levando em conta série e disciplina) e questionou se são suficientes. Os dados mostram que há mais ferramentas digitais para determinados temas do que para outros, o que possibilita diagnosticar quais são as áreas em que os professores sentem falta de uma tecnologia que os ajude.
Apenas 2% dos professores entrevistados disseram não ver benefícios ao aprendizado dos alunos com o uso de tecnologias educacionais. A maioria acredita que as ferramentas digitais facilitam a entrega de conteúdos aos estudantes, aumentam o engajamento devido à diversidade de formas que as informações podem ser passadas – jogos e vídeos, por exemplo, estimulam os alunos a aprender mais. Além disso, os docentes apontam que as tecnologias ajudam a fazer o diagnóstico de aprendizagem de cada aluno, possibilitando que as aulas e lições sejam adaptadas de acordo com as necessidades que forem identificadas.
Do lado dos estudantes, a surpresa foi os dados mostrarem que eles não estão preocupados com o potencial de diversão das ferramentas digitais. Cerca de 60% disseram que, ao escolher uma ferramenta educacional, avaliam se ela irá facilitar os estudos. Diversão apareceu como um fator secundário, sendo apontada por 37% dos estudantes como importante.
Por fim, o estudo aponta algumas dicas para desenvolvedores de recursos tecnológicos educacionais baseados nas respostas da pesquisa, como a importância dos produtos serem acessíveis, atenderem às necessidades curriculares, fáceis de serem usados, que tenham funcionalidades ligadas a realidade dos alunos e abordem uma gama maior de temas. O estudo também sugere que os desenvolvedores passem mais tempo nas salas de aula para compreender os fluxos de trabalho e a dinâmica das aulas e que valorizem o que os estudantes e professores têm a dizer sobre seus produtos.

http://porvir.org/porpensar/os-educadores-querem-dos-recursos-tecnologicos/20140526

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tecnologia no Ensino: Projeto desafia estudantes a desenvolver pensamento crítico

Professora de ciências na Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho, em Campo Bom, região metropolitana de Porto Alegre, Margarida Telles da Cruz avalia as tecnologias como ferramentas importantes para sensibilizar os alunos. São mecanismos capazes de “fazer mágicas” quando associados a uma boa pedagogia. “Nossos alunos são nativos digitais e já não podem aprender apenas dentro da sala de aula ou fechados em uma biblioteca ou laboratório de informática, com programas de busca na internet”, diz Margarida.
Para a professora, que dá aulas a três turmas do sexto ano e a duas do nono, é necessário levar os estudantes a ter contato com diferentes ambientes para conhecer os diversos ecossistemas, aprender sobre a história desses locais, verificar se está ocorrendo depredação e saber como preservá-los.
De acordo com Margarida, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) permitem aos estudantes divulgar fotos, vídeos, relatórios e ações, além de compartilhar com a comunidade questões relacionadas a qualidade e quantidade de água do rio ou à função dos banhados. “Os alunos são desafiados a ir além de respostas simples, a sair dos muros da escola, a desenvolver habilidades de pensar criticamente e a resolver problemas do dia a dia”, destaca.
“Nas saídas de campo, ao filmar, fotografar, observar e comparar, os estudantes podem ter uma nova relação com o ambiente, fazer mapeamento e minimizar impactos como depósitos de lixo, assoreamento, erosão e falta de matas ciliares”, diz a professora. “Além disso, podem trocar informações, pesquisar, discutir, formular e testar hipóteses e tirar as próprias conclusões.” Margarida salienta que os estudantes, ao se apropriarem desse conhecimento, vão se sentir parte da natureza e descobrir razões para a preservação.
Prêmio — Há 27 anos no magistério, com licenciatura plena em biologia, licenciatura curta em ciências e pós-graduação em gestão regional de recursos hídricos, Margarida foi uma das vencedoras da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil, com o projeto EcoWeb. Premiado na subcategoria Educação Digital Articulada ao Desenvolvimento do Currículo, o projeto usa as TIC como ferramentas para sensibilizar as pessoas sobre a importância de agir de forma sustentável visando à preservação e à conservação dos diferentes ecossistemas.
Criado em 2011, o trabalho continua. “O projeto está alicerçado em questões como sensibilização, reeducação, comprometimento e mudança de comportamento, o que deve ser retomado constantemente”, justifica a professora.
O projeto envolve alunos da escola, do maternal ao nono ano do ensino fundamental, e de outras unidades de ensino do município, além de grupos de professores. Inclui ainda estudantes com deficiência. “Trabalhamos com alunos que apresentam diferentes níveis de aprendizagem. Uns ajudam os outros e todos se sentem valorizados”, relata a professora. “Usando diferentes tecnologias associadas à sustentabilidade, todos aprendem (dentro de suas limitações) e ensinam os colegas.”
De acordo com Margarida, alunos que muitas vezes não conseguem escrever na sala de aula ou têm dificuldades de acompanhar a turma aprendem com maior facilidade a partir da vivência em práticas de campo. “Com o auxílio de tecnologias, eles podem dar contribuição oral na hora de fazer um relatório, um vídeo, de ajudar na escolha das fotos. Todos se sentem valorizados.”
Os estudantes usam ferramentas tecnológicas como tablets, smartphones, filmadoras, equipamento de GPS e máquinas digitais. Todo o material produzido é postado nas redes sociais — facebook, blogues e twitter do EcoWeb. “A partir das vivências no EcoWeb, consideramos que não temos alunos com problemas de aprendizagem, mas crianças e adolescentes que aprendem de formas e em ritmos diferentes”, analisa a professora. Ela ainda coordena outros projetos, em parceria com o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) e com a prefeitura.
Fátima Schenini
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20452

Semana da África, 26 a 28 de maio

Dia da África ou a Semana da África, celebrado no dia 25 de maio ou de 26 a 28 de maio, é um evento anual promovido pelas Delegações Africanas Permanentes perante a UNESCO, que visa a aumentar a visibilidade da África, destacando a diversidade de seu patrimônio cultural e artístico.
No Brasil, o Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas celebra esse dia para promover o reconhecimento da importância da interseção da história e da cultura africana com a história e a cultura brasileira, buscando transformar as relações entre os diversos grupos étnico-raciais que formam o país.
Esta celebração é uma oportunidade para se organizar festividades culturais como, exposições artísticas, filmes, apresentações, exposições gastronômicas e noites de gala. É também uma ocasião para se organizar conferências e debates sobre várias questões importantes a respeito do continente africano e das influências desse continente na história e na cultura brasileira.

Veja mais sobre o Programa Brasil - África: Histórias Cruzadas


http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/prizes-and-celebrations/africa-day-africa-week/

Vitor Paro: "A razão da má escola não é a falta de tempo"

Suellen Smosinski
Do UOL, em São Paulo


Vitor Paro é professor titular da
Faculdade de Educação da USP
"Você pode fazer duas horas [de aula] por dia e ter uma educação excelente ou oito horas e ter uma educação porcaria", essa é a opinião de  Vitor Paro, professor titular da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). Ele se refere à animação (por vezes exagerada e ingênua) em relação à educação integral como caminho para melhorar a qualidade do ensino público.
Logo em seguida, Paro explica que não é contra aumentar o tempo de aula, mas acredita que esse é apenas um dos requisitos para uma educação de qualidade. O pesquisador é um dos autores do livro "Escola de Tempo Integral - Desafio para o Ensino Público"que pode ser baixado gratuitamente na internet.
"A razão da má escola não é a falta de tempo. A escola que está ai não é ruim porque tem pouco tempo, ela é ruim porque tem um método ultrapassado e não existe a preocupação de educar. Só existe a preocupação de passar de ano. A nossa escola não é ruim hoje, ela sempre foi ruim", afirma o professor.

Mais horas na escola

O professor e pesquisador da USP chama a atenção: antes de estender o período dos alunos na escola é preciso pensar na qualidade das atividades. Caso contrário, existe o risco de multiplicar a precariedade por dois -- principalmente na escola pública. Ele aponta que ainda existe uma confusão entre o papel social e o educacional da escola em tempo integral. Muitas vezes o foco está em tirar o aluno da rua em vez de se priorizar a qualidade do ensino, como se fosse suficiente atingir o primeiro.
Para explicar, ele compara o processo de aprendizagem de crianças ricas e de pobres: "As crianças ricas já têm educação de tempo integral, mas não é que a criança tem que ir para a escola e ficar confinada. De manhã, ela tem aula e no outro período ela vai na academia, no futebol, aprende piano, aprende língua, ela tem propriedade de aprender o dia inteiro", diz. 
E ele aponta ainda a importância do ambiente cultural, que é diferente conforme o poder de compra: "Eles [os estudantes de famílias mais ricas] têm acesso a teatros, bibliotecas, ideias mais avançadas. Não é isso que oferecem para as pobres [na escola pública], o que você propõe é que o mesmo que ele faz de manhã ele faça a tarde".
Ainda assim, o professor acredita que os alunos mais carentes acabam tendo uma melhora, pois o tempo adicional também é usado para revisões e brincadeiras, que, segundo ele, são importantes no processo de aprendizagem.

O que é educação integral

Numa escola de tempo integral, o aluno teria sete horas de atividades. E a intenção é que as crianças e os adolescentes possam desenvolver outras habilidades e competências nas horas a mais. O foco estaria não apenas em reforço escolar, mas no desenvolvimento de projetos de esporte, comunicação e artes, sustentabilidade e educação ambiental.
meta do governo federal para 2014 é atender um total de 7 milhões de alunos em 2014 por meio de um programa chamado Mais Educação.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/22/a-razao-da-ma-escola-nao-e-a-falta-de-tempo-diz-professor-da-usp.htm

Sete universidades dos Estados Unidos disputam aluno de Ourinhos

Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, sempre gostou de estudar.
Inglês necessário para estudar fora ele aprendeu no ensino médio.

Do G1 Bauru e Marília


Jessé tem 17 anos e mora em Ourinhos (Foto: Reprodução/TV TEM)

Sete grandes universidades americanas estão disputando um jovem de Ourinhos(SP). Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, é estudante de escola pública e foi aprovado em sete universidades das treze em que se inscreveu. E todas com bolsa de estudos.
“Penso seriamente em tentar encontrar soluções para conseguirmos continuar nos desenvolvendo tecnologicamente de uma maneira mais sustentável. A gente não pode consumir recursos naturais de forma desenfreada pra sempre. Os recursos são limitados e a gente precisa mudar alguma coisa. Realmente penso em atuar nesse sentido e também poder fazer que muitos outros brasileiros tenham acesso e oportunidades como as que eu tive”, completou o estudante.
Ele é o filho mais novo de quatro irmãos. O pai, Francisco Cândido Neto, é ferroviário e, a mãe Elisa Justina da Silva Cândido, professora. “Sempre estudou e gostava de estudar. Isso sempre por conta dele”, diz o pai.
Todos os filhos fizeram o ensino fundamental em escola pública e tiveram bolsa integral para o ensino médio em colégio particular. O curso superior também foi feito em universidades públicas. Jessé conquistou vaga nos Estados Unidos. “[Ele] Tem o sonho de fazer uma faculdade lá fora. Tem que ir porque educação é tudo na vida da gente. Tem que buscar sempre o melhor”, enfatiza a mãe.

O inglês necessário para estudar fora ele aprendeu durante o ensino médio e fez uma prova em uma escola de idiomas. Ele recebeu um convite para fazer o curso sem pagar nada e sempre foi um bom aluno. “Participei de olimpíadas avançadas em física na USP São Carlos, Unicamp, e de engenharia mecatrônica na Poli/USP”, conta Jessé.
Brasileiros no exterior
Jessé vai elevar o número de estudantes brasileiros matriculados em universidades norte-americanas. No ano letivo 2012 -2013, o número cresceu 20,4% em relação ao período anterior. São 10.868 pessoas buscando um diploma em universidades americanas. O resultado empurrou o país da 14º para a 11ª posição no ranking dos países que mais enviam alunos para os Estados Unidos. Quem não tem condições financeiras precisa se dedicar para conseguir uma bolsa.
Renata Moraes é gerente de educação em uma entidade mantida por investidores que oferece gratuitamente 50 bolsas preparatórias por ano . Ela explica que a fundação existe há 23 anos e somente em 2014 ajudou 64 estudantes a entrarem em universidades americanas.

Jessé mais uma vez prestou uma prova e conseguiu de graça a preparação que precisava para estudar fora do país. “A gente sempre está procurando alunos que tiveram notas excelentes e que têm histórico pessoal de grande superação. Exatamente esse tipo de aluno que a gente procura para oferecer essas 50 bolsas de preparação todos os anos”, diz.
http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/05/sete-universidades-dos-estados-unidos-disputam-aluno-de-ourinhos.html

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ouvir histórias e lendas é essencial para processo de alfabetização

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo

Claudemir Belintane
Ouvir histórias, lendas, brincar de advinhas e trava-línguas são essenciais para as crianças em processo de alfabetização. Isso é o que defende o professor e pesquisador da USP Claudemir Belintane. Para ele, essas narrativas orais ampliam o repertório dos alunos e são instrumentos fundamentais na alfabetização.
Belintane defende que a fantasia é essencial para incentivar as crianças a ler mais e melhor. "A criança tem muita propensão a se envolver com mitos, aventuras, e esse envoltório é o que daria fôlego e vontade para ler textos longos. A fantasia da criança está em jogo no processo da leitura. O desejo de ler depende disso", diz.
Confira a seguir a entrevista com o professor que será palestrante da Educar/Educador nesta sexta-feira (23) em São Paulo.
UOL Educação - Qual é a diferença entre um aluno que fez a pré-escola e um que entrou direto no 1º ano do ensino fundamental?
Claudemir Belintane - Uma criança que não passa pela educação infantil tem menos chance de desenvolver determinadas habilidades, sobretudo ligadas à oralidade, ao uso de instrumentos relacionados à escrita e a brincadeiras. As crianças na educação infantil têm um programa de atividades que preparam para a alfabetização. Então, é de fundamental importância que a criança passe por esse ciclo de escolarização.
UOL Educação - De que forma a formação do professor da educação infantil impacta na preparação do aluno para a alfabetização?
Claudemir Belintane - Até um determinado momento da nossa história esse ciclo não era muito considerado uma educação formal, então não se exigia muito a formação do professor. Quando você tem professores bem formados, que sabem o que fazer, que sabem dividir o tempo, que manejam um currículo na educação infantil, o resultado é muito bom. Hoje é uma preocupação dos governos reduzir o número de professores que não tenha essa formação.
UOL Educação - O que é fundamental para um professor da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental?
Claudemir Belintane - É importantíssimo que ele tenha um conhecimento razoável do que seja infância em contraposição ao mundo adulto, que ele conheça bastante a linguagem da criança, o modo com que ela se expressa e a possibilidade de expansão desse modo. Uma criança pode avançar muito na sua expressão, por exemplo, conhecendo diversidades de narrativas orais, de contação de histórias, de envolvimento com os tipos de narrativa. Ela pode chegar ao 1º ano do fundamental com um conjunto de narrativas diversificado na memória e isso dá um conjunto de matrizes textuais para receber o alfabeto. Então a criança vai ter o que escrever e, na hora de ler, ela vai ter esquemas, matrizes para ampliar a leitura, para tornar essa leitura mais dinâmica, porque senão ela passa a ser um leitor de frases curtas, de textos pequenos, que lê muito devagar.
UOL Educação - Essa ampliação de matrizes é feita só por meio da contação de histórias?
Claudemir Belintane - Eu posso dizer que é a contação de histórias de uma maneira geral. A professora vai usar a contação e a narrativa oral, mas ela pode fazer isso amparada por livros, pode usar bons filmes, vai trabalhar a narrativa em todas as linguagens. Pode usar o texto poético, as brincadeiras de infância e os jogos que vêm da tradição oral infantil. 
UOL Educação - O que deve vir primeiro: a leitura ou a escrita?
Claudemir Belintane - Muitas crianças aprendem a escrever, mas são apenas bons copistas, não são escritas significativas, próprias, com traço de autoria. Na minha opinião, a leitura está em primeiro plano. A criança precisa aprender a ler, a escrita vem junto com a leitura, mas não necessariamente tem que ir na frente. Em geral, eles até exercitam atividades da leitura, mas as de escrita ocorrem em maior número. 
UOL Educação - Daí a dificuldade das crianças em interpretar textos?
Claudemir Belintane - Com certeza. Às vezes a dificuldade é de leitura mesmo. As crianças leem muito devagar, de forma pouco fluente, não têm leitura significativa. O número de alunos que consegue interpretar um texto para sua idade é muito pequeno, menos de 40% dos alunos. Isso um texto bem simples. Se for mais complexo, esse número cai para 10%. O que se tem que ter é um bom projeto de leitura, trabalhar a cultura oral das crianças, sobretudo nas escolas públicas, em paralelo com uma boa convivência com livros. O aluno tem que aprender com textos e contextos maiores. A criança tem muita propensão a se envolver com mitos, aventuras, e esse envoltório é o que daria fôlego e vontade para ler textos longos. A fantasia da criança está em jogo no processo da leitura. O desejo de ler depende disso.
UOL Educação - De que forma os pais podem contribuir nesse processo de aprendizagem?
Claudemir Belintane - Os pais têm uma presença importantíssima. O interesse que a família tem por livros, a convivência que a família tem com materiais e mídias de qualidade, tudo isso tem uma influência muito grande.
Mas, e o se o pai não for letrado? A gente sabe que a família não letrada pode ter uma contribuição fundamental. Contar histórias, brincar de advinhas, com trava-línguas, isso qualquer pessoa, qualquer família pode fazer. O grande problema hoje é que as crianças são entregues a passatempos em que elas ficam muito passivas, como a televisão e o videogame.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/23/alfabetizacao.htm

Piso Salarial do professor de Várzea Grande será menor que o Piso Nacional.

Em mais uma sessão que demonstrou a completa submissão da Câmara de Vereadores ao Executivo Municipal, foi aprovado ontem (21.05) o piso de R$ 1.054,00 para professor com 25 horas de jornada de trabalho na rede municipal. O projeto de lei que apresentou o novo piso veio acompanhado de diversas mudanças na lei de carreira que aprofundará os problemas atualmente existentes.
De acordo com o presidente da direção da subsede de Várzea Grande do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares, o Projeto de lei aprovado, além do prejuízo de R$6,00 no piso inicial (o prejuízo vai aumentando conforme aumenta os coeficientes) é uma afronta do prefeito à categoria, à sociedade várzea-grandense e principalmente ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
"Em 24 de março, depois de 37 dias de greve, a 4.ª somente na gestão Wallace, a greve foi suspensa após 2 Termos de Mediação assinado pelo prefeito e seus secretários em se comprometeram até o mês de maio a atender a categoria nos seguintes pontos: 1) atualizar o piso conforme a lei; 2) estabelecer as tabelas salariais de 2013 e de 2014; propor calendário de pagamento dos valores salariais retroativos; apresentar as tabelas salariais dos funcionários não-profissionalizados e a reestruturação do PCCS", explica o professor Gilmar.
"Dos pontos esperados para o mês de maio, apenas o piso salarial de 2014 foi apresentado, de forma rebaixada, o que vai criar maior confusão na vida salarial dos educadores. Também outras alterações contidas no PCCS vão no caminho da destruição do já fragilizado PCCS que a categoria tanto cobra sua reestruturação', completou o presidente do Sintep/VG.
Para a diretora da subsede, Adriana Rocha, em Várzea Grande mão se respeita a Constituição Federal quando se trata de questões da educação. "Tudo parece fugir à regra. Agora pela lei aprovada, se um técnico da educação apresentar um título com curso superior na área de veterinária, a SME para ter que reconhecer o direito de movimentação na carreira, porque estabeleceu a alteração na carreira que aconteceu com a Mensagem 40/2014", contesta a diretora do sindicato.
Segundo o funcionário de escola e diretor do SintepVG,  Marcos Souza, há uma flagrante desrespeito às leis da educação em Várzea Grande, quando os funcionários não tem respeito a sua profissionalização ou quando a prefeitura não reconhece a tabela de salários dos funcionários não-profissionalizados. "A prefeitura aprofundará a situação de pagamento de salário com valor do profissionalizado aos que ainda não são profissionalizados e por outro lado não paga corretamente os profissionalizados desde 2010", ressalta o secretário de funcionários.  
Para a vice-presidente do Sintep/VG, Maria Aparecida Cortez, é incompreensível que o Executivo desconheças as leis da educação deste país e que a Câmara de Vereadores abone ou aprove as inconstitucionalidade que vem do Executivo, com aval inclusive da Procuradoria Municipal.
"A direção da subsede vai informar o Tribunal de Justiça acerca do descumprimento do Termo de Mediação e convocará a categoria para avaliar o cenário. Não está descartado o retorno da greve ainda no primeiro semestre de 2014. No entanto, ainda vamos aguardar o final de maio para comprovar que o objetivo do Prefeito Wallace, seus secretários, Procuradoria Municipal e a Câmara de Vereadores será o de afrontar o Tribunal de Justiça que brilhantemente intermediou negociações para a suspensão da greve", afirma Cortez.

http://www.sintep.org.br/site_novo/Noticias/NoticiaVisualizar.aspx?id=3250

Secretária de Educação de Barra do Garças pede demissão.

A Professora Fátima Aparecida Resende  pediu demissão do cargo de Secretária de Educação de Barra do Garças. O motivo foi o descaminho dado pelo Prefeito Roberto Farias (PSD) na negociação da política salarial da categoria do magistério. De acordo com a ex Secretária o Prefeito não cumpriu a promessa de campanha e nem discutiu com a categoria o aumento salarial que foi aprovado pela Câmara de Vereadores. 
A Professora Fátima Resende é a atual presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME-MT. O vice presidente é o Secretário de Educação de Cuiabá Gilberto Gomes de Figueiredo. 






PNE poderá ser votado na quarta-feira, dia 28

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, marcou a votação do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) para a próxima quarta-feira (28).

O anúncio foi feito durante reunião com representantes de diversas entidades ligadas ao movimento estudantil, como União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Nacional dos Estudantes Secundaristas.
Segundo Alves, o PNE será o primeiro item da pauta. O texto foi aprovado em comissão especial no dia 6 deste mês. Para favorecer a aprovação da proposta, o presidente da Câmara orientou os participantes da reunião a negociar acordo que reduza a quantidade de destaques ao texto. Até o momento, o texto tem pelo menos quatro destaques para votação em separado.
O PNE define 20 diretrizes para melhorar os índices educacionais brasileiros nos próximos dez anos. Na comissão especial que tratou do assunto, os deputados incluíram no projeto meta vinda do Senado que prevê incentivos para as escolas que apresentarem bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Indicador criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o Ideb é medido a partir de dados sobre aprovação escolar e das notas dos alunos em provas padronizadas de português e matemática.
Também participaram da reunião os deputados Glauber Braga (PSB-RJ) e Paulo Rubem Santiago (PDT-PE).
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/468555-HENRIQUE-ALVES-MARCA-VOTACAO-DO-PNE-PARA-A-PROXIMA-QUARTA-FEIRA.html

Câmara aprova proibição de castigos físicos em crianças

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) a redação final da proposta que estabelece o direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos físicos (PL 7672/10). A proposta, que vinha sendo chamada de Lei da Palmada desde que iniciou a sua tramitação, vai se chamar agora “Lei Menino Bernardo”.
O novo nome foi escolhido em homenagem ao garoto gaúcho Bernardo Boldrini, de 11 anos, que foi encontrado morto no mês passado, na cidade de Três Passos (RS). O pai e a madrasta são suspeitos de terem matado o garoto.
O projeto, que inclui dispositivos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), será analisado agora no Senado.
Segundo a proposta, os pais ou responsáveis que usarem castigo físico ou tratamento cruel e degradante contra criança ou adolescente ficam sujeitos a advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outra sanções. As medidas serão aplicadas pelo conselho tutelar da região onde reside a criança.
Além disso, o profissional de saúde, de educação ou assistência social que não notificar o conselho sobre casos suspeitos ou confirmados de castigos físicos poderá pagar multa de 3 a 20 salários mínimos, valor que é dobrado na reincidência.


Leia mais: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/468539-CAMARA-APROVA-PROIBICAO-DE-CASTIGOS-FISICOS-EM-CRIANCAS.html

Combate à exploração sexual de crianças vale prêmio ao MEC

O Ministério da Educação foi agraciado, nesta quarta-feira, 21, na Câmara dos Deputados, com o Prêmio Neide Castanha, que homenageia pessoas e instituições que se destacam na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, em especial dos direitos sexuais. O MEC recebeu o prêmio na categoria produção de conhecimento pelo Guia Escolar – Sinais de identificação de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Produzida em parceira com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a publicação tem como objetivo orientar os profissionais de educação a identificar os sinais de exploração sexual, além de informar sobre os procedimentos necessários para fazer a denúncia. O MEC está distribuindo 60 mil exemplares do guia para as escolas da rede pública e publicou o conteúdo na versão digital no Portal do Professor.
De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Macaé Evaristo, a educação é uma grande política dentro das políticas de proteção às crianças e adolescentes. “O guia está sendo reconhecido por sua efetividade, por chegar a todas as escolas públicas”, afirmou a secretária.
A premiação integrou uma série de atividades realizadas ao longo desta quarta-feira, 21, em Brasília, em alusão ao Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Assessoria de Comunicação Social

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20447

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Baixo rendimento de alunos faz prefeitura de SP repensar escola modelo para País

Na Amorim, alunos escolhem
o que querem aprender a partir de
um roteiro de estudo
Considerada como um modelo de gestão da educação no Brasil, a escola municipal Desembargador Amorim Lima, localizada na zona oeste de São Paulo, vem apresentando resultados ruins nos principais índices oficiais que ajudam a medir o nível de apropriação de conhecimento pelos alunos. A situação levou à prefeitura de São Paulo a repensar agora o formato experimental adotado pela unidade de ensino fundamental desde 2003.
A postura do governo pode ser vista pela comunidade escolar como o duro golpe à lógica pedagógica seguida pela unidade, baseada no ideário das escolas democráticas. Na Amorim Lima, não há provas, os professores não seguem o currículo oficial e os alunos têm a autonomia de decidir os assuntos que vão estudar.
Uma das principais medidas que a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME) vai propor é o retorno de avaliações aos estudantes da unidade. A previsão é que a escola passe a fazer avaliações bimestrais para ser melhor monitorada pela prefeitura, como já ocorre nas demais escolas municipais. Desde que conseguiu apoio e autorização da prefeitura para adotar um regime diferente das outras unidades da rede, há 11 anos, os estudantes da Amorim Lima não fazem provas. Eles são avaliados por professores a partir da participação em atividades e realização de projetos durante as aulas. 
Mesmo com tais inovações, que contam ainda com salas sem paredes e integração de estudantes de séries diferentes em um mesmo salão, apenas 30% dos mais de 100 alunos do 5º ano conseguiram aprender o que é considerado como adequado em leitura e interpretação de textos. O porcentual é inferior à média das escolas da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo, do Estado e até do Brasil. Em matemática, só 15% dos alunos do 9º ano aprenderam o adequado. O ideal era que ambos os índices alcançassem pelo menos 70%. 
"Agora chegou o momento da cobrança mais efetiva. Exigiremos da escola uma prestação de contas mais quantificada [sobre o desempenho dos alunos]. Vamos cobrar da Amorim Lima uma melhoria nos índices. Não é possível, que o garoto que estuda numa escola como ela, não saiba fazer uma conta ou que tenha um desempenho tão básico", afirma Fernando Almeida, diretor de Orientação Técnica (DOT) da SME.

Continue lendo: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-05-22/baixo-rendimento-de-alunos-faz-prefeitura-de-sp-repensar-escola-modelo-para-pais.html

Escolas "modelo" investem em infraestrutura, gestão e professores

Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo

Se houvesse uma receita para alcançar a qualidade do ensino, ela teria três ingredientes essenciais: infraestrutura adequada,  boa gestão e professores com boa formação.
Essa foi a conclusão de um encontro entre representantes de quatro colégios brasileiros públicos e privados realizado nesta quarta-feira (21) na Educar/Educador, que acontece em São Paulo. As experiências foram escolhidas por conta de seu bom desempenho no Enem por Escola.
Diretora da escola Sesc de ensino médio desde 2008, Cláudia Fadel diz que o projeto foi inspirado nas escolas-residência pelo mundo. "No começo falavam qual aluno e qual professor iriam querer morar na escola", lembra.
Hoje a instituição, que é gratuita, possui 500 estudantes que são selecionados por meio de uma prova de nível nacional. As escolas do Sesc têm um nível bastante diferente das escolas públicas brasileiras: boa infraestrutura, turmas pequenas (no máximo 15 alunos), aulas de de segunda a sábado e professores de dedicação integral. 
Para o coronel Fabio Facchinetti Freire, que representava os colégios militares, é inviável fazer educação de qualidade sem uma boa infraestrutura presente nas instituições. "Nas 12 unidades do Colégio (Militar do Exército) tentamos garantir condições materiais, dimensões humanas, que seriam professores bem selecionados com uma proposta de carreira, e dimensões simbólicas, como valores e costumes", conta.
No Colégio Rio Branco, em São Paulo, uma das iniciativas que mais vem dando resultados é a aproximação da escola com a família, segundo a diretora-geral, Esther Carvalho. Outra escola particular, St. Paul's School, que tem foco no estudo bilíngue, também investe "na construção de relacionamentos de confiança, entre os alunos, professores e o corpo administrativo". Segundo Paul Morgan, vice-diretor da escola, que fica em São Paulo, o grande desafio da escola é preparar as crianças e os adolescentes não só para os exames nacionais, mas também o SAT, dos EUA.

Desafios da educação

Os representantes das escolas concordam que outro ponto importante para o sucesso de uma instituição é a boa formação dos professores. "Admitir que não sabe é o maior passo para a capacitação", diz Cláudia, da escola Sesc.
Francisco Cordão, conselheiro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, acredita que o investimento para a melhoria da educação no Brasil começou apenas na segunda metade do século passado.
"Estamos com educação ruim, que precisa melhorar muito. Mas essa de hoje é muito melhor do que a anterior. Havia dois tipos de escolas, uma para as elites condutoras do país e outra para os filhos dos operários", opina.
Cordão lembra ainda que embora a constituição republicana de 1891 tenha elegido como uma das cláusulas pétreas o fim do analfabetismo, o próximo Plano Nacional de Educação continua com a mesma cláusula.
Para ele, um dos desafios é assegurar que todo currículo seja interdisciplinar, onde os conteúdos mantenham permanente diálogo entre si, e contextualizado, para fazer sentido ao aluno.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/21/escolas-modelo-investem-em-infraestrutura-gestao-e-professores.htm

Programa pode ajudar governo na construção de creches


Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade


Programa idealizado por participantes da segunda edição do Hackathon Dados Educacionais pode ajudar o governo a construir creches em áreas de maior necessidade. O instrumento mostra aos gestores públicos as áreas de maior carência de acordo com o nível de renda, de desemprego e de desenvolvimento humano. O chamado GeoEdu ficou em segundo lugar na competição. 
Dois integrantes do grupo, Rafael Rocha e Rafael Crespo, têm uma startup, empresa de inovação tecnológica, no Rio de Janeiro, onde trabalham com educação infantil. Eles se juntaram a Marcelo Reis, de São José dos Campos (SP). "Sabemos da necessidade de creches no Brasil. Uma criança não aprende, não tem desenvolvimento adequado para continuar os estudos, se enturmar, sem a educação infantil", explica Rocha.
Em todo o país, dados de 2011 mostram que o atendimento em creches chegava a 22,95% das crianças até 4 anos de idade. Segundo o Censo da Educação Básica, esse número correspondia a 2,3 milhões de crianças. Em 2013, a oferta aumentou em 500 mil vagas e o atendimento chegou a 2,7 milhões. Ainda assim, os problemas estão em todo o país. O atendimento terá que praticamente dobrar para atender à meta de 50% até 2020, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Nacional.
Rocha explica ainda que além de mapear as regiões para os gestores, o programa oferece informações aos pais. Eles poderão acessar as creches que já existem e verificar a situação de cada uma. "Qualquer um vai poder entrar no site, fazer uma busca pela cidade, ver uma lista de creches e verificar se têm estrutura, se oferecem alimentação, berçário. A intenção é que a própria população use o instrumento para fazer pressão. Mostrar que quer melhores condições".
Os integrantes apresentaram um protótipo na maratona e ainda vão se reunir e decidir pela continuidade do projeto.
A segunda edição do Hackathon ocorreu no último fim de semana. Participaram 38 pessoas, entre programadores, desenvolvedores de sistemas, estudantes, professores e outros profissionais. Os projetos inscritos foram avaliados em relação ao interesse público da iniciativa, à criatividade, à qualidade técnica e à aplicabilidade no trabalho desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inpe). Os três primeiros colocados receberão bolsas da Fundação Lemman de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.
O primeiro lugar foi para a iniciativa Dados Abertos API. Trata-se de uma interface que vai facilitar o acesso aos dados do Inep. Luís Leão, um dos integrantes do grupo que criou o projeto, explica que atualmente para ter acesso aos microdados da Prova Brasil ou do Exame Nacional do Ensino Médio, por exemplo, é necessário baixar um arquivo pesado, descompactá-lo, instalar um programa e seguir um manual para conseguir visualizar os dados.
"A interface vai possibilitar o acesso online, sem precisar baixar os arquivos. Além disso, será possível atualizar os números sem precisar baixar novos arquivos", diz Leão. O API pode ser acessado na internet.
O terceiro lugar ficou com o Cultiveduca, voltado para a formação dos professores. Com o programa, é possível verificar por município a porcentagem de professores com ensino fundamental, ensino médio e ensino superior e pós completos. A intenção é orientar os gestores para a oferta de formação continuada. "O nosso objetivo é identificar onde estão os professores sem nenhuma formação continuada e aqueles que ainda não têm ensino superior completo. Até agora, é possível verificar por município. Pretendemos chegar a nível de escola", diz o integrante do grupo Breno Neves.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/programa-pode-ajudar-o-governo-na-construcao-de-creches

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...