sexta-feira, 14 de março de 2014

Homenagem ao poeta maior: Manoel de Barros

O Livro sobre Nada
Manoel de Barros

  • Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
  • Tudo que não invento é falso.
  • Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
  • Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
  • É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
  • Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
  • Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
  • A inércia é o meu ato principal.
  • Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
  • O artista é um erro da natureza.  Beethoven foi um erro perfeito.
  • A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
  • Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
  • Por pudor sou impuro.
  • Não preciso do fim para chegar.
  • De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
  • Do lugar onde estou já fui embora.

MANOEL DE BARROS
poeta e fazendeiro mato-grossense, nasceu em 1916 e teve seu primeiro livro publicado em 1937 - Poemas concebidos sem pecado. Passou a ser mais conhecido a partir do ano de 1997, quando ganhou o prêmio Nestlé de Literatura. De seu "Livro sobre Nada", Editora Record - Rio de Janeiro,1997, págs. diversas, já em 5ª edição, extraímos os versos acima. Nele o autor diz, a título de "Pretexto":
"O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora."

Saiba mais sobre o autor e sua obra visitando "
Biografias".

14 de Março: Dia Nacional da Poesia

Você sabia que a poesia nacional tem um dia no calendário dedicado a ela? Pois bem, não por acaso, no dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia.
Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.
Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!). Para comemorar a data, selecionamos para você belíssimos poemas de alguns de nossos maiores poetas que certamente o farão ter vontade de revisitar a poesia também em outros dias, não apenas quando avisar o calendário. Dos primeiros românticos aos poetas contemporâneos, do Olimpo à pedra, do púlpito das igrejas à poesia social, dez poemas brasileiros para você ler, reler e contemplar. Boa leitura!

Clique para acessar a vários poemas: 
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-poesia.htm

Programas de MT não são suficientes e professores se capacitam sozinhos

Henrique Lopes - Presidente do SINTEP - MT
 
         Reportagem Especial
Para atuar como professor da rede pública de ensino infantil e médio é estabelecido por lei que o profissional tenha licenciatura plena. “Mas infelizmente, por causa da carência de professores habilitados, na educação de Mato Grosso cabe de tudo. Na ausência, vale qualquer profissão”, afirma Henrique Lopes do Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de MT (Sintep).
Ele exemplifica que um médico pode ser professor, mas um professor não pode ser um médico. Pondera que o Estado se vê obrigado a contratar de tudo, porque não pode desperdiçar mão de obra. “Essa é a realidade nua e crua”.
A Seduc, por sua vez, pontua que há programas de capacitação. Há dez diretrizes estabelecidas para o setor. A primeira delas é fortalecer e ampliar os Centros de Formação e Atualização dos Profissionais de Educação Básica de Mato Grosso (Cefapros). Conforme relatório apresentado pela pasta, em 2013, foram capacitados cerca de 12.201 profissionais, divididos no sistema voltado à educação indígena, quilombola, básica, prisional e ambiental (ver quadro).

A secretaria pondera ainda que deseja reconhecer a formação prévia dos professores e criar alternativas inovadoras na relação entre conhecimento das universidades e conhecimento das redes públicas. Nesse sentido, destaca que faz capacitação de forma permanente com ajuda do Cefapros, focando em todas as áreas, de ciências à convivência democrática e valores éticos.
Apesar disso, Henrique Lopes diz que 80% dos professores que conhece se capacitaram por conta própria porque não podem ficar dependendo do governo.
O presidente do Sintep comenta que, na verdade, os programas de capacitação existentes são os do governo federal em parceria com a Seduc, sendo o maior deles o Programa Nacional de Formação de Professores (Parfor). Em regime de colaboração com instituições de ensino superior, nele os profissionais conseguem até mesmo fazer uma segunda graduação. Há opção de estudo comum, com vestibular e diariamente vivenciar a faculdade, ou de estudo nos períodos de férias escolares. 
Henrique Lopes acredita que isso é muito bom, mas que a discussão deve ir além: Se os profissionais que já estão na rede precisam de uma segunda graduação para cobrir áreas nas quais não há professores, isso significa que a profissão não é atrativa para os jovens, que se interessam cada vez menos pelo ramo. O sindicalista enfatiza que não há valorização, que os ambientes públicos estão depredados e que não há condições adequadas e nem acompanhamento. “Todos os professores têm jornada dupla para conseguirem pagar as contas, o que acarreta na queda da qualidade do ensino devido a cansaço e a problemas de saúde”, explica.
Força sindical
Em 2013 aconteceu a maior greve da história dos professores da rede pública. Os profissionais ficaram 67 dias sem trabalhar, numa das manifestações de maior adesão já vistas. A categoria aceitou a proposta do governo, que foi reformulada algumas vezes em outubro, um dia depois do Ministério Público intermediar reunião entre a Seduc e Sintep.
As reivindicações eram que o poder de compra da categoria fosse dobrado em sete anos, o pagamento da hora-atividade dos professores contratados de forma temporária, melhorias nas escolas e repasse de 35% do orçamento do Estado para a Educação. O Estado propôs aumento de 100% do salário em 10 anos, com início em maio deste ano e pagamento da hora-atividade em três anos, que o sindicato recusou três vezes. Depois te tentar parar a greve ameaçando cortar pontos e com outras medidas judiciais, o governo cedeu e prometeu que o aumento deve começar a ser pago em março. A hora-atividade, no entanto, vai ser paga em três vezes, mas com percentuais diferentes dos que foram apresentados anteriormente. 
http://www.rdnews.com.br/materias-especiais/raio-x-da-educacao/programas-de-mt-nao-sao-suficientes-e-professores-se-capacitam-sozinhos/52367


Sintep diz que situação é descabida e fará paralisação em 1º dia de aula


Reportagem Especial 


Dados da Seduc informam que de janeiro de 2003 a março de 2014 os professores da rede pública tiveram um aumento de ganho real de salário equivalente a 98%. Apesar da “evolução”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de MT (Sintep), Henrique Lopes do Nascimento, afirma que houve o aumento, no entanto, não foi de maneira tão otimista como alardeado pela secretaria. O presidente, que também foi professor de ensino médio em Alta Floresta, explica que devido à inflação este crescimento foi mais um reajuste do que aumento de poder de compra. “Além disso, a Seduc fala como se fosse ela quem pensou em tudo, mas isso só aconteceu às duras penas, por meio de lutas e greves dos professores. Ela só cedeu na base da pressão”.
Neste sentido, o Sintep deve pressionar mais uma vez o governo. Nesta segunda (17), era para iniciar o ano letivo de 2014, contudo, haverá uma paralisação nacional de três dias, com manifestos em várias cidades, inclusive, em Brasília. Henrique conta que sairão três ônibus de Mato Grosso com destino ao Distrito Federal afim de reivindicar melhorias para o setor, mais seriedade e transparência por parte do governo. Também devem pedir para que o piso salarial seja pago, algo que, segundo ele, muitos municípios não fazem. Quando indagado se uma greve no começo das aulas não afetaria os estudantes, o presidente justifica que esta situação é necessária para a construção de uma educação melhor no país.
Conforme o Sintep, além da questão salarial, a maior demanda do setor é a gestão de recursos de educação. “É uma situação descabida que não respeita leis”, reclama. Esta falta de administração acarreta vários problemas, principalmente de infraestrutura e de nível pedagógico. Ele explica que a Constituição estadual manda aplicar 35% dos recursos do Estado em educação, mas esta porcentagem não tem chegado nem a 25%. “Há desvio da verba para outras finalidades, como pagar servidores que não são da educação e para pagamento de aposentados. A falta de transparência na aplicação dos recursos tem sido uma ocorrência recorrente”. 
Henrique reconhece que nos últimos anos a educação, em nível estadual, apresentou melhorias. “Mas não foi o suficiente, temos muito que avançar. A qualidade ainda é ruim e o ambiente das escolas não é propício para a aprendizagem de qualidade. Governo e sociedade precisam se conscientizar e lutar por isso”, conclui.

http://www.rdnews.com.br/materias-especiais/raio-x-da-educacao/sintep-diz-que-situacao-e-descabida-e-fara-paralisacao-em-1-dia-de-aula/52369

Uso de tablets incrementa habilidades de leitura das crianças

De acordo com a pesquisa realizada pelo fundo nacional de alfabetização da Inglaterra, a leitura realizada por crianças em tablets e smartphones pode ter um aproveitamento melhor do que a feita na versão impressa. O estudo destacou a importância da tecnologia na comunicação e linguagem das crianças durante os primeiros cinco anos de vida.
Foram entrevistados pais de crianças entre três e cinco anos. Embora 75% deles tenham respondido que os filhos possuem acesso a tablets em casa, apenas um quarto afirmou usar as telas interativas para leitura. Segundo a pesquisa, o desempenho dos que informaram ler pelas telas e mídias impressas foi melhor.
http://porvir.org/garimpo/uso-de-tablets-incrementa-habilidades-de-leitura-das-criancas/20140313

Dia da Poesia: ‘Poetar’ é preciso! reune amantes da arte na Casa Silva Freire

Silva Freire poeta, advogado, professor na Faculdade de Direito da UFMT | Foto: Arquivo 
















Em comemoração ao Dia Nacional da Poesia a ser comemorado neste dia 14 por ocasião do nascimento do poeta Castro Alves, a Casa de Cultura Silva Freire (CCSF) promove uma poetada no Centro Histórico. O evento vai homenagear os poetas cuiabanos, Silva Freire, Sérgio Dalate, Antônio Sodré e Ronaldo de Castro e vai acontecer a partir das 18h, no espaço onde será a futura sede da entidade, localizado na esquina das ruas 12 de Outubro com Pedro Celestino.

A diretora da CCSF, Larissa Spinelli, explica que uma data tão importante quanto esta não poderia passar em branco e, sendo a entidade guardiã e promotora do acervo do poeta Silva Freire, nada mais justo que abraçar também a poesia de outros da região como Dalate, Sodré e Castro. Na empreitada ela conta com a parceria do professor do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT), Luiz Renato Souza Pinto; a professora da UFMT, Maurília Valderez e também com a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

No local haverá espaço para que qualquer pessoa possa declamar a poesia de sua preferência, mas também haverão alguns convidados que farão esse papel para incentivar o público. Além de declamações o evento também apresentará o documentário “Ivens Cuiabano – O poeta bem comportado” da Dona Lola Produções e videopoemas. Outra atração serão as poesias esculturas do artista Luís Segadas que estarão expostas para apreciação. Haverá também música para embalar a noite de poetada e comida típica sendo comercializada.

O evento, conforme explicou Larissa, é parte do calendário que a CCSF pretende implantar para ocupação do espaço ainda que ele não tenha uma obra física. E isso é bem o espírito que o aniversariante desta sexta pregava: “A praça, a praça é do povo, como o céu é do condor”, dizia Castro Alves. Portanto, que o povo ocupe o espaço que é seu que é o Centro Histórico e o utilize para o convívio e a arte.

Para preparar o público para a grande noite a CCSF indica alguns versos dos homenageados.


De Silva Freire quando lhe perguntaram sobre o que representa a poesia ele disse:

“fruta madura, pendendo do galho da encantada laranjeira cuiabana; a gente querendo despencá-la no chuço da taquara interior e, de repente, a fruta reverdece no cacho, endurecendo seu talo... Paciência, recomeçar o namoro com a fruta”! (Barroco Branco, 1989).

De Sérgio Dalate:

“Tudo rápidos
como se furta um
vida curta:
tão cartoon!”

De Antônio Sodré:

As aranhas

Deixem que as aranhas façam suas casas dentro de vossas casas, oh, homens! – Pois do mesmo modo, a natureza, doou do céu para que vocês pudessem construir suas pequenas casas, dentro de outra casa maior: o mundo. – Por isso mesmo deixem que as aranhas façam suas casas sob vossos tetos. Oh! Homens! – assim agindo vocês farão justiça, pois assim como vocês receberam o direito de poder tecer vossas moradias dentro do mundo, do mesmo modo, as aranhas têm esse direito, de tecer vossas teias debaixo de vossos “têiados”. Sendo, pois, uma casa dentro de outra casa habitando eventualmente, homens e aranhas, no tecer das horas e das teias.

De Ronaldo Castro

Cuiabanália (fragmento)
Ah! cuiabanália...
Pobre não mora, formiga
nas favelas do BNH.
Rico vira executivo
e coça no CPA.

http://www.24horasnews.com.br/entretenimento/ver/dia-da-poesia-rpoetarr-e-preciso-reune-amantes-da-arte-na-casa-silva-freire

CNTE convoca mobilização nacional para os dias 17, 18 e 19 de março


Instituto crescer lança programa aprender em rede, iniciativa educacional para promover projetos colaborativos online

O Instituto Crescer (www.institutocrescer.org.br) lança o Programa Aprender em Rede, iniciativa educacional que visa fomentar a prática de trabalho por projetos colaborativos online, para troca de experiências regionais e culturais, entre alunos de escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio.
    “Nosso objetivo é incentivar práticas pedagógicas inovadoras, baseadas em projetos intraescolares, que levem ao desenvolvimento de competências básicas para o século XXI, além do conhecimento de outras realidades, culturas e pessoas, fundamental para quem vive em um mundo globalizado”, explica Luciana Allan, Diretora do Instituto Crescer e Doutora pela Faculdade de Educação da USP com especialização em tecnologias aplicadas à educação.
    “Os participantes terão a oportunidade de conhecer outras culturas e desenvolver competências básicas para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea, como a comunicação em rede, pesquisa, produção de textos e o uso das tecnologias digitais”, acrescenta.
Veja também: Alunos são chamados a trocar trabalhos  

Os projetos serão realizados entre os dias 1 de abril e 6 de junho e irão contemplar os seguintes temas:
    - Para o Ensino Fundamental I – Projeto Pequenos Chefs - Alunos trocarão receitas regionais e prepararão os pratos para degustação.
    - Para o Ensino Fundamental II – Projeto Eu e meu Mundo - Alunos compartilharão fotos do lugar em que vivem e analisarão os diferentes ecossistemas que regem o estilo de vida de cada um.
    - Para o Ensino Médio – Projeto Pedalar - Alunos serão incentivados a pesquisar como a bicicleta vem sendo utilizada como meio de transporte ao redor do mundo e propor um projeto de mobilidade para o local onde vivem.
    O Instituto Crescer irá organizar comunidades no Facebook para conectar os professores. Assim, ao longo das atividades os professores poderão coletar materiais produzidos por outras escolas e compartilhar com seus alunos.
    A inscrição e participação nas comunidades do Aprender em Rede são exclusivas aos professores, que devem ter o aval da escola e autorização dos pais para a troca e compartilhamento de informações online.
    Os professores interessados podem fazer inscrições em http://blogaprenderemrede.wordpress.com/.
Com informações do Instituto Crescer 
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/792-instituto-crescer-lanca-programa-aprender-em-rede-iniciativa-educacional-para-promover-projetos-colaborativos-online

quinta-feira, 13 de março de 2014

Bibliotecários da rede municipal de educação comemoram seu dia

Rosane Brandão

A Secretaria Municipal de Educação realizou na noite desta quarta-feira (12) uma solenidade para comemorar o Dia do Bibliotecário. A comemoração reuniu parte da equipe de bibliotecários da rede municipal de ensino, incluindo os que atendem nas bibliotecas Saber com Sabor.
Os bibliotecários se reuniram no auditório da secretaria para celebrar a data e discutir ações que envolvem os profissionais e as atividades que serão desenvolvidas nas bibliotecas da rede municipal ao longo do ano de 2014. 
Segundo a coordenadora das bibliotecas, Edvair Alves, a rede municipal de ensino conta hoje com 60 bibliotecários, sendo 15 deles atuando nas oito bibliotecas Saber com Sabor.
Conforme destacou Edvair Alves, com a Lei 12.244, aprovada em maio de 2010, ficou estabelecido que até maio de 2020 todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil deverão possuir bibliotecas. “Sem dúvida é um grande avanço, pois permitirá que crianças, jovens e adultos tenham uma ampliação de acesso ao universo da leitura”.
No entanto, segundo a coordenadora, a lei também traz um grande desafio, uma vez que não basta disponibilizar os livros ao público interessado. É necessário que as bibliotecas sejam bem administradas. 
“Vale destacar a importância de um profissional que empregue estratégias inovadoras e adequadas para a construção de uma cultura de leitura e comportamento leitor, atuando em parceria com os professores, comunidade e parceiros, pois esses profissionais fazem toda a diferença no tratamento com o acervo e na disponibilidade do mesmo para o leitor”, observa Edvair Alves.
Os Bibliotecários da rede municipal, conforme lembra Edvair Alves, são formados em Biblioteconomia e todos possuem o registro do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) para desempenho de suas funções.
Desde a sua fundação, em Dezembro de 2001, as Bibliotecas Comunitárias “Saber com Sabor” contavam somente com Técnicos de Multimeios Didáticos (TMDs) para desempenhar as funções de Bibliotecário. “Hoje somam oito unidades e contam com 15 bibliotecários”.
O Dia do Bibliotecário é comemorado em todo o território nacional no dia 12 de Março. Foi instituído nesta data em homenagem ao bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre, que nasceu neste dia. O escritor foi o primeiro bibliotecário concursado do Brasil e integrava a equipe do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

http://www.cuiaba.mt.gov.br/educacao/bibliotecarios-da-rede-municipal-de-educacao-comemoram-seu-dia/8444

Em Barra do Garças a alimentação escolar é diferenciada para diabéticos e hipertensos

 
De Barra do Garças
      
Os alunos da rede municipal de ensino de Barra do Garças, portadores de diabetes ou hipertensão, terão uma alimentação diferenciada, conforme prevê o projeto de Lei 07/20014, de autoria do vereador Valdeí Leite Guimarães, o Pebinha (PSB). A matéria foi aprovada na sessão ordinária de segunda (10) e encaminhada, nesta quarta (12), para sanção do prefeito Roberto Farias (PSD). De acordo com Pebinha, a merenda escolar servida hoje nas escolas e creches do município, não leva em consideração se o aluno é portador de alguma doença. “O cardápio é o mesmo. Com esta iniciativa procuramos adequar uma alimentação balanceada, já que os portadores destas enfermidades exigem uma atenção especial”. 
Diabético, o vereador informa que percorreu várias escolas da cidade e constatou que crianças hipertensas, obesas e diabéticas não possuem um cardápio diferenciado, o que o motivou a atentar para esta questão. “Agora, os alunos terão um cuidado especial, pois, caberá a cada escola levantar estes casos e começar a aplicar a alimentação sob a supervisão de um nutricionista”, destaca. O município terá 60 dias para se adequar à medida e começar a cumprir a lei.
http://www.rdnews.com.br/legislativo/em-barra-a-merenda-e-diferenciada/52361

Especialistas debatem avaliações educacionais e suas utilizações

Nesta quarta-feira, 12, especialistas brasileiros e estrangeiros debateram, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o uso dos resultados das avaliações educacionais pelas escolas. "Vamos avançar no debate sobre a aplicação pedagógica das avaliações na educação básica", afirmou o presidente do Inep, Chico Soares, durante palestra de abertura do Seminário Internacional Devolutivas das Avaliações de Larga Escala.
De acordo com Chico Soares, a interação entre a avaliação e o aprendizado precisa ser aprimorada para alcançar todo o potencial na aplicação pedagógica, ou seja, no retorno à escola. Neste sentido, o presidente observou que é preciso implementar um vocabulário comum para a educação brasileira. "O aluno precisa ter domínio de capacidades que lhe permitam ter uma vida plena. Sendo assim, ter uma linguagem comum é bom para que o debate educacional seja pedagogicamente produtivo", explicou.
Após a exposição do presidente do Inep, aconteceram ainda outras duas apresentações. O professor Lorin W. Anderson, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), falou sobre o uso da Taxonomia de Bloom revisada para a interpretação dos dados da Prova Brasil. A taxonomia revisada estrutura os objetivos educacionais em conhecimentos e processos cognitivos.
O professor Jesús Miguel Jornet Meliá, da Universidade de Valença (Espanha), apresentou técnicas para a construção de níveis para apresentação dos resultados da Prova Brasil. No período da tarde, os debates seguiram com a apresentação do educador canadense Bruce Rodrigues sobre como resultados de avaliações educacionais foram oferecidos às escolas em Ontário, além de uma mesa redonda sobre o uso pedagógico dos resultados da Prova Brasil. 
Assessoria de Comunicação Social do Inep

http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/especialistas-debatem-avaliacoes-educacionais-e-suas-utilizacoes?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f

Câmara aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12), em caráter conclusivo, medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos portadores de necessidades especiais, se for verificado que o aluno precisa de atendimento individualizado. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei PL - 8014/2010, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que agora será analisado pelo Senado.
A legislação brasileira incentiva a inclusão dos portadores de deficiência no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos portadores de deficiência matriculados nas escolas regulares. O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.
Segundo o projeto, o cuidador acompanhará o estudante de maneira mais individualizada no ambiente escolar para facilitar sua mobilidade e auxiliar nas necessidades pessoais e na realização de tarefas.

Íntegra da proposta:

Da Redação - DC

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/438330-CAMARA-APROVA-CUIDADOR-NAS-ESCOLAS-PARA-ALUNOS-COM-DEFICIENCIA.html

Robô ajuda crianças com autismo a se comunicar na Inglaterra

Escola britânica adotou um novo "amigo" para seus alunos autistas: um robô de falas simples e frases repetitivas que tem ajudada as crianças a se comunicar


Uma escola britânica para crianças com autismo está usando um robô chamado "Kaspar" para ajudar no desenvolvimento dos alunos.


O robô Kaspar foi adotado por uma escola britânica para a comunicação de crianças autistas Foto: BBCBrasil.com
O robô Kaspar foi adotado por uma escola britânica para a comunicação de crianças autistas
Foto: BBCBrasil.com

Kaspar foi criado pelos engenheiros e cientistas da Universidade de Hertfordshire, no centro-oeste da Inglaterra.
Uma das características do "professor robô" destacada pelos cientistas é que ele tem traços simples e usa frases repetitivas. Segundo cientistas, estas características agradam crianças com autismo.
Nos últimos seis meses, desde que Kaspar começou a ser usado, os professores notaram uma melhora na forma como algumas das crianças se comunicam.
Os engenheiros da Universidade de Hertfordshire querem aperfeiçoar Kaspar e estão trabalhando até com impressão 3D para fabricar novas peças para o robô.
Ainda em 2014 outros 20 robôs serão distribuídos para escolas e pais de crianças com autismo na Grã-Bretanha.

http://noticias.terra.com.br/educacao/robo-ajuda-criancas-com-autismo-a-se-comunicar-na-inglaterra,0f837d2c5f2b4410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Municípios têm até 30 de abril para transmitir dados para o Siope

De acordo coma legislação brasileira, os municípios têm até o dia 30 de abril para transmitir as informações referentes aos gastos de 2013 com educação para o Siope, o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação. A determinação está prevista no artigo 51 da Lei Complementar nº 101 de 2000.
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), apenas 163 municípios preencheram e transmitam as informações para o sistema. O número representa 2,92% do total de municípios no país.
Os municípios que não transmitiram as informações ou os que transmitiram mas não cumpriram a determinação de vincular 25% da receita à educação pública, estão automaticamente inseridos no Cadastro Único de Convênio (Cauc). Isso significa que esses municípios estão impedidos de firmar qualquer convênio com o governo federal.
Por isso a importância de transmitir os dados. A ação garante ao município a possibilidade de firmar novos convênios e, dessa forma, continuar investindo. Além disso, demonstra transparência à sociedade em relação aos recursos públicos aplicados ao longo da gestão.
O que é e como funciona o Siope? É um sistema eletrônico, operacionalizado pelo FNDE, instituído para coleta, processamento, disseminação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
O principal objetivo é mostrar o quanto as três esferas de governo investem efetivamente em educação no Brasil, fortalecendo, assim, os mecanismos de controle social dos gastos na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Veja na tabela abaixo o número e o percentual de municípios de cada estado que já transmitiram as informações ao Siope:
16
Verifique se seu município transmitiu as informações aqui .
Acompanhe aqui a relação atualizada.
Autor: Undime
http://undime.org.br/municipios-tem-ate-30-de-abril-para-transmitir-dados-para-o-siope/

quarta-feira, 12 de março de 2014

Professora teve contrato indeferido pelo Estado de SP por obesidade

Foto: Guilherme Baffi/ Diario da Região
José Bonato
Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)
Aprovada em concurso realizado em novembro de 2013, uma professora de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) teve a contratação indeferida pelo Estado porque é obesa. Bruna Giorjiani de Arruda (Foto), 28, tem 1,65 metros de altura e pesa 110 quilos.
O DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo) justificou, no início deste mês, a inaptidão de Bruna para o cargo porque o IMC (Índice de Massa Corporal) dela é 40,4, o que caracteriza "obesidade mórbida".
O IMC é calculado pela divisão do peso do candidato pelo quadrado de sua altura. O critério, segundo o DPME, é estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Em nota, o DPME argumenta que Bruna, devido ao peso, pode desenvolver doenças futuramente, como o diabetes, por exemplo, e prejudicar o serviço público. Para o DPME, a reprovação de Bruna atende ao "interesse coletivo" e não está fundamentada em preconceito.
A Secretaria de Gestão Pública, por meio de nota, reforçou a explicação de que não se trata de preconceito. A pasta afirma ainda que "é necessário zelar pelo interesse coletivo e provisionar futuros custos que caberia ao Estado arcar, como licenças médicas e afastamentos". E completa: "muito acima do prejuízo financeiro, está o dano administrativo e de procedimentos, principalmente em se tratando do sistema educacional, que requer uma preocupação ainda maior na análise a longo prazo". A nota foi enviada na noite de terça (11).

E os fumantes?

Bruna não concorda. Para ela, se o Estado quer evitar problemas futuros, deveria evitar a admissão de professores fumantes, por exemplo, que também podem desenvolver doenças graves.
Para ela, sua reprovação é preconceituosa e absurda. "Se contratam deficientes, o que acho justo, por que não podem admitir obesos?"
Bruna é professora temporária da rede estadual desde 2007. Ela ganha R$ 530 por nove aulas semanais de sociologia no ensino médio de Nova Aliança (447 km de São Paulo). Também ensina, como especialista, filosofia em faculdades particulares de Rio Preto. 
A professora afirma que faz exames de saúde regularmente há cinco anos. "Os resultados nunca apontaram qualquer alteração", afirma. Ela pratica natação regularmente e come "de tudo, principalmente frutas, verduras e legumes".
No dia 20 de fevereiro, como candidata, ela fez exames de saúde numa clínica de Rio Preto conveniada ao DPME. Ela apresentou 12 exames clínicos, preencheu um formulário no qual disse não possuir nenhuma doença e informou espontaneamente sua altura e peso. 
"Não há balança na clínica. Eu poderia ter mentido, mas não o fiz. A médica que me atendeu viu os exames e disse que estava tudo certo com minha saúde."

"Gordofobia"

Bruna disse que ingressou com recurso contra a decisão do DPME para se submeter a dois novos exames. Caso seja novamente reprovada, afirma que vai ingressar com um mandado de segurança por intermédio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
A Apeoesp informou por meio de nota nesta terça-feira (11) que está solicitando reunião com a Secretaria de Gestão Pública para tratar do caso de Bruna. Também informou que ingressará com ação judicial para defender os direitos dos professores em situação análoga.
Bruna é casada, não tem filhos e pretende cursar mestrado na Unesp (Universidade Estadual Paulista). O tema de sua pesquisa será "gordofobia".

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/11/professora-teve-contrato-indeferido-pelo-estado-de-sp-por-obesidade.htm

Consed e Fundação Telefônica Vivo realizarão Workshop sobre tecnologias educacionais

O Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed juntamente com a Fundação Telefônica Vivo, realizará no dia 13 de março o Workshop - Tecnologia na Educação, na sede da Telefônica, em São Paulo. O encontro reunirá secretários de estado da educação e responsáveis pelas áreas pedagógica e tecnológica das secretarias. O objetivo do encontro é atualizar o panorama do uso das tecnologias nas redes estaduais, apresentar plataformas e conteúdos digitais para as secretarias, bem como refletir sobre a relação inovação, educação e qualidade.
    A Fundação Telefônica trará um panorama das tendências em tecnologias digitais e estarão presentes os representantes de plataformas educacionais digitais para que os participantes possam experimentar, bem como, tirar dúvidas sobre suas características e formas de implementação.
    O encontro também contará com a palestra “Como a inovação pode ser uma aliada na melhoria da educação pública?” ministrada pelo diretor do Programa Global de Líderes da Educação (GELP), David Albury. O GELP é um grupo que reúne líderes de sistemas educacionais de vários países.
    Workshop Consed - Com objetivo de estabelecer parcerias com instituições do terceiro setor e organismos internacionais atuantes na área de educação, o Consed realizou no segundo semestre de 2013 o I workshop Consed – Planejamento de Educação 2014. A intenção foi abrir um espaço para que entidades cujos projetos tenham sinergia com as ações desenvolvidas pelo Consed, pudessem apresentar seus projetos de forma a se colocar à disposição do Conselho para uma possível cooperação. O Workshop Consed - Tecnologia na Educação é fruto de cooperação firmada nesta reunião. 
    Sobre a Fundação Telefônica Vivo - Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A Fundação Telefônica Vivo acredita que conectando pessoas e instituições é possível transformar o futuro, tornando-o mais generoso, inclusivo e justo. Utiliza tecnologias de forma inovadora para potencializar a aprendizagem e o conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social. Suas principais áreas de atuação são: Combate ao Trabalho Infantil, Educação e Aprendizagem, Inovação Social e Voluntariado. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 16 países.
http://consed.org.br/index.php/comunicacao/noticias/793-consed-e-fundacao-telefonica-vivo-realizarao-workshop-sobre-tecnologias-educacionais

Artigo do Ministro da Educação: Raio-X da educação básica

Henrique Paim
Mudar o processo educacional brasileiro exige grande esforço, ainda mais em um país que teve um despertar tardio para a importância da educação em seu desenvolvimento.
O esforço é conjunto, pois na educação básica o sistema funciona em regime de colaboração entre a União, Estados, Distrito Federal e municípios. Cada Estado e cada município tem autonomia de seu sistema de ensino, cabendo à União estabelecer diretrizes e apoiar técnica e financeiramente os entes federados na cruzada pela educação com mais acesso, garantindo ao estudante uma trajetória regular e de qualidade.
Em outra dimensão, o esforço é conjunto porque envolve uma gama de atores: professores, gestores, os demais profissionais de educação, as famílias, os estudantes e a sociedade. Sabemos que as políticas públicas educacionais surtem efeito em médio e longo prazo. O investimento na construção de escolas de educação infantil trará retorno para o Brasil daqui a 20 anos. Isso porque uma criança que tem acesso a essa escola terá mais chance de concluir a educação básica na idade própria e de se tornar um profissional mais qualificado.
Por isso devemos enxergar os dados do Censo da Educação Básica de 2013 com dois olhares. O primeiro é o de que ainda temos muitos desafios pela frente. O segundo, o de que devemos destacar os bons resultados dos esforços conjuntos. Eles mostram que a educação básica no país avançou.
O crescimento de 7,5% nas matrículas das creches está associado a uma política de financiamento, por meio do Fundeb, e de investimento em infraestrutura para receber esse público. O governo federal tem como meta contratar a construção de 6.000 creches até o final deste mandato da presidenta Dilma, e o que foi feito até agora já permitiu que o atendimento aumentasse 73% de 2007 para 2013.
No ensino fundamental, a redução de matrículas significa que o fluxo escolar melhorou. Outra boa notícia é a ampliação da educação em tempo integral. De 2010 para 2013, houve um crescimento de 139%, com o número de matriculados saltando de 1,3 milhão para 3,1 milhões. Só no ano passado, esse aumento foi de 45%. É importante ressaltar que, dos 3,1 milhões de matrículas, 3,07 milhões foram na rede pública. O MEC (Ministério da Educação) tem repassado, em média, R$ 2 bilhões por ano para a ampliação da jornada escolar.
A partir do programa Mais Educação-Educação em Tempo Integral, que se revelou uma estratégia bem-sucedida do MEC para a implantação da jornada integral nas redes públicas, podemos acreditar que é factível a meta do Plano Nacional de Educação – que espera aprovação no Congresso Nacional – de termos 25% dos alunos em tempo integral nos próximos dez anos.
Na educação profissional, saímos de 780 mil matrículas em 2007 para 1,44 milhão em 2013, um crescimento de 85%. Para isso, diversas políticas e ações foram determinantes. A expansão das redes federal e estaduais de educação profissional, científica e tecnológica foi uma delas. Outra foi o Pronatec, prioridade do governo da presidenta Dilma, que chegará ao fim deste ano com 8 milhões de matrículas, sendo 2,4 milhões no ensino técnico.
Após a inclusão recente de milhões de estudantes, o ensino médio tem hoje novos desafios. O aperfeiçoamento do currículo e a formação de professores são pontos que já estamos enfrentando. O avanço passa também pela possibilidade de profissionalização, oferecendo aos jovens, além da escolarização, qualificação para o trabalho.
O Censo mostra que as políticas públicas estão dando resultados, mas nos desafia a avançar na busca da melhoria da qualidade da educação para garantir o desenvolvimento sustentável do país.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20285

Seduc disponibiliza às escolas Guia Orientativo do PPP

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disponibiliza a todas as 744 unidades escolares o Guia Orientativo de Rediscussão do Projeto Político – Sistema PPP. O material será um suporte à discussão durante a Semana Pedagógica a ser realizada de 12 a 14 de março.
“Essa é uma ação inicial para a Semana Pedagógica e terá sua continuidade garantida por meio dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros), que irão desenvolver uma série de atividades sobre avaliação do PPP”, explica a explica a superintendente de Educação Básica (SUEB), Catarina Cortes.
A Semana Pedagógica é voltada para que toda a equipe da escola planeje as ações para o ano letivo a partir das experiências já executadas nos projeto anteriores da escola. “A partir dessa análise, desse processo coletivo de reflexão e que se pode planejar 2014. O Projeto Político Pedagógico da escola tem de refletir aquilo que está em seu entorno e traçar os caminhos para atingi-los”, finaliza. Ela ainda relembra que o material trará informações sobre o Plano de Aplicação Financeira da Escola.
Além da disponibilidade virtual, a superintendente pontua que o documento também será impresso e posteriormente encaminhado a todas as unidades da rede.


Patrícia Neves
Assessoria Seduc-MT 

http://www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=20&cid=14158&parent=20

Educação integral pode não ser sinônimo de qualidade

Alexandre Sayad 


É preciso olhar com cuidado para a tentação otimista dos dados do censo escolar que constataram um aumento de mais de 40% de matrículas para o período integral de alunos de ensino fundamental no Brasil. A ideia de que mais tempo na escola sempre será necessariamente sinônimo de melhor aprendizado e retenção de alunos é equivocada.
O MEC começou há oito anos o projeto interministerial do Mais Educação com o objetivo de que, primeiramente nos ciclos do fundamental, e depois no do médio, alunos pudessem viver a integralidade da educação – o que inclui o conceito de educação integral, mas não termina nele.


Veja também:
Com uma “inspiração suave” no que foram os CIEPS no Rio de Janeiro e a Escola Plural em Belo Horizonte, o Mais Educação prevê que não exista dicotomia entre turno e contra-turno escolar – geralmente enxergados por pais e professores como o período sério do currículo seguido do “leve” do entretenimento, respectivamente. Essa impressão, da parte “chata” e da “divertida” da escola,   quase automática, acaba mais por fragmentar do que  integralizar a educação.
Uma educação integral de fato deveria abarcar o aprendizado de forma holística, ampliando o tempo e espaço da escola de um lado, mas dissolvendo as fronteiras entre disciplinas, os muros da instituição e as linhas imaginárias entre educação e vida cotidiana. Assim, acelerar o processo de transformação do ensino tradicional e aproximar o estudante da instituição que ele sempre ameaça abandonar e acha distante de seu universo.
Muitas escolas particulares, de olho na fatia de mercado de pais atolados de trabalho o dia todo, também passaram a dobrar o turno de ciclos que antes não eram integrais.
Vale prestar atenção: uma escola que repete atividades de um turno para outro, como aula de reforço por exemplo, ou transforma o período vespertino em uma colcha de retalhos de atividades desconexas,  periga multiplicar por dois o fracasso escolar.
Se a onda de start-ups e pensadores de plantão com razão insiste em lutar contra uma educação fragmentada e sem sentido para o aluno, a educação integral mal feita acaba fazendo um desserviço para atualizar a escola para o século XXI.
Fora alguns trabalhos acadêmicos relevantes, que dão conta de parte pequena do Brasil, não tenho conhecimento de alguma ferramenta que acompanhe de fato o que acontece nas escolas integrais.
O MEC disponibilizou apostilas que estimulam diversas atividades interessantes, ligadas à cultura digital, participação, comunicação e esportes. Essas atividades carecem de parcerias entre escolas, empresas e ONGs porque muitas vezes não estão dentro das competências encontradas no corpo docente.  A verba, que vai direto do MEC à instituição, esbarra em entraves para firmar essas parcerias.
Há muitas experiências impressionantemente transformadoras que tive oportunidade de conhecer. Mas os números do censo escondem a maior parte delas.
A pergunta perigosa que resta é: a percepção de grande parte dos pais de que a escola é boa porque oferece ela merenda e “segura” o estudante o tempo inteiro entre seus muros está sendo reforçada? Tenho receio de postergarmos o tempo em que os pais perguntarão aos filhos o que eles aprenderam e experimentaram naquele dia.

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/03/10/educacao-integral-pode-nao-ser-sinonimo-de-qualidade/

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...