sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Língua Portuguesa: Inscrições para olimpíada deste ano serão abertas em fevereiro

O Ministério da Educação abre, em 24 de fevereiro, o período de inscrições da quarta edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro – O lugar onde vivo. O prazo termina em 30 de maio. A inscrição começa com os professores de língua portuguesa que lecionam do quinto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio público. Mas é preciso que as secretarias estaduais e municipais de educação façam a adesão, para que os professores possam participar.
A novidade da olimpíada neste ano será a distribuição, aos professores, de jogos virtuais que vão apoiar as atividades na sala e aula. A coordenadora da olimpíada, Sônia Madi, explica que os jogos abordam problemas e questões comuns no estudo da língua para os quatro gêneros literários que serão trabalhados em 2014.
Professores do quinto e sexto ano do ensino fundamental, por exemplo, que vão desenvolver a poesia com os estudantes, terão um jogo com poemas onde são “penduradas” palavras que rimam. Se o poema criado rima, mas o texto perde sentido, o aluno perde ponto; se, ao contrário, rima e ganha sentido, o estudante ganha ponto.
Além dos jogos, todas as escolas participantes vão receber uma revista com encarte de um CD dos cadernos virtuais, que são recursos didáticos que ajudam os professores a desenvolver o estudo da língua portuguesa.
Gêneros – O lugar onde vivo é o tema que será trabalhado por todos os estudantes que participam da olimpíada. Alunos do quinto e sexto ano do ensino fundamental vão estudar e escrever poesia; sétimo e oitavo ano, textos no gênero memória; nono ano do ensino fundamental e primeira série do ensino médio, crônica; segunda e terceira série do ensino médio, artigo de opinião.
A Olimpíada de Língua Portuguesa vai premiar os 152 estudantes finalistas e seus professores com tablets, medalhas e obras literárias; e 20 escolas com laboratório de informática, data show e telão.
Histórico – Em 2008, a Olimpíada de Língua Portuguesa se tornou política pública de educação, sob a coordenação do MEC, em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A olimpíada teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social, entre 2002 e 2006, em edições bienais, que contaram, naquele período, com a participação de mais de 3,5 milhões de estudantes em todo o país.
Na segunda edição, em 2010, a olimpíada teve a participação de mais de 7 milhões de alunos da educação básica, 60,1 mil escolas públicas e 239,4 mil professores; em 2012, na terceira edição, foram 5 milhões de alunos, 40 mil escolas públicas e 90 mil professores.
Ionice Lorenzoni
Confira o portal da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20169

Projeto de lei prevê turno integral e mudança no currículo no ensino médio


Comissão defende alterações porque argumenta que o ensino médio está desgastado, com altos índices de evasão de alunos e distorção de séries




Não é de hoje que se discutem novas maneiras de atrair os estudantes de ensino médio e melhorar seu desempenho, com formas mais efetivas de ensinar os conteúdos. Um passo para um ensino médio mais completo e articulado foi dado no final de novembro, quando foi aprovado o texto do Projeto de Lei (PL) 6840/2013, que prevê mudanças na forma como está estruturado o ensino brasileiro, alterando a Lei 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
O PL propõe alterações principalmente em relação ao aumento da carga horária e dos conteúdos trabalhados em sua forma de apresentação aos alunos. No texto, a comissão argumenta que é necessário mudar o ensino médio pois ele está desgastado, com altos índices de evasão e distorção de séries - a rede pública brasileira tem uma média de 14,2% de reprovação e 10,8% de abandono. O atual currículo é considerado ultrapassado, com excesso de conteúdos que não consideram as diferenças individuais e geográficas dos alunos. Para a formulação do projeto, foi formada a Comissão Especial destinada a promover Estudos e Proposições para a Reformulação do Ensino Médio, que realizou diversas audiências públicas e seminários estaduais desde 2012 sobre o assunto.
O deputado e relator do projeto, Wilson Filho, acredita que é preciso atrair os estudantes a continuar na escola até o final do ensino médio, motivando também os professores a não mais utilizarem o sistema de “decorebas”, onde o aluno decora a matéria com o único objetivo de passar no vestibular.
Sete horas diárias
Uma das principais mudanças propostas pelo texto é que a jornada do ensino médio passe de 2.400 horas, número praticado atualmente, para 4.200, distribuídas em sete horas diárias. Para esta medida, o deputado acredita que é necessário que as escolas sejam preparadas para estar com o aluno por esse período. “Nessas sete horas, os professores têm de passar o conhecimento e não apenas enrolar. A programação precisa ser interessante”.
Os professores têm de passar o conhecimento e não apenas enrolar. A programação precisa ser interessante
Wilson Filhodeputado e relator do projeto
Aqui entra outro ponto importante do projeto: a mudança nos currículos. Cerca de 80% dos alunos que saem do ensino médio da rede estadual não vão para a universidade. Para eles, o sistema de decorar fórmulas e conteúdos para passar na prova de vestibular não irá ajudar. No novo ensino médio, as disciplinas seriam divididas por áreas do conhecimento, como já ocorre no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): linguagens, matemáticas, ciências humanas e ciências da natureza. Nelas, deverão ser englobados os conhecimentos da língua portuguesa, da matemática, do mundo físico e natural, da filosofia e sociologia, da realidade política e social brasileira, uma língua estrangeira moderna e ainda a inclusão de uma segunda opção de língua estrangeira, e cada região poderia definir a que melhor se encaixa.





http://noticias.terra.com.br/educacao/projeto-de-lei-preve-turno-integral-e-mudanca-no-curriculo-no-ensino-medio,3abbc2e635eb3410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Juiz indefere liminar pedida por Cristovam para garantir reajuste maior no piso dos professores

Foi indeferida em 10 de janeiro a medida liminar pedida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em ação popular ajuizada para tentar garantir maior aumento no piso salarial nacional dos professores em 2014. Portaria interministerial estabeleceu reajuste de 8,32%, o que resultaria num novo piso de R$ 1.697.37, já que o valor atual é de R$ 1.567,00. No entanto, segundo o senador, o reajuste deve ser de 19% (R$ 1.864,73), para que seja respeitada a legislação em vigor.
A Portaria Interministerial 16/2013, assinada pelos ministros da Educação e da Fazenda, apresentou uma nova estimativa de custo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para 2013, que serve de referência para a correção do piso salarial do magistério em 2014. O senador Cristovam e entidades sindicais, porém, discordam do critério utilizado pelo governo.
Na ação popular ajuizada por Cristovam, distribuída para a 6ª Vara Federal do DF, ele cita pesquisa do DataSenado na qual a maioria dos entrevistados apontou a baixa remuneração dos professores como o maior problema da educação pública. Ele argumenta que a portaria interministerial é ilegal por desrespeitar os cálculos estabelecidos para o reajuste pela legislação em vigor.
Para o senador, o reajuste estabelecido pelo governo para 2014 não respeita a resolução do Ministério da Educação que, em 2012, definiu critério para reajuste do piso nacional, criado pelaLei 11.738/2008, oriunda de projeto de lei de autoria do próprio Cristovam.
Em entrevista à Agência Senado nesta quarta-feira (22), Cristovam lembrou que apenas a medida liminar foi indeferida e que a ação popular ainda será julgada pela Justiça Federal. Entretanto, ele disse não acreditar numa decisão em curto ou médio prazo.
De acordo com o senador, a ação está muito bem embasada técnica e juridicamente. Ao decidir indeferir a liminar, o juiz federal Társis de Santana Lima argumentou exatamente que seria preciso fazer uma análise estatística, não presente nos autos, para poder decidir sobre o pedido apresentado.
Argumentos
Na ação, Cristovam afirma que a mudança realizada pelo governo, que resultou no índice de 8,32% de aumento, atende à pressão de prefeitos e governadores que dizem não ter condições de pagar o piso salarial.
“Não é mera coincidência que o percentual de correção do piso para 2014 obedeça à demanda dos prefeitos, dos governadores e do próprio governo federal, frente às previsões já enunciadas em meados de 2013. Os dados já consolidados do Fundeb, até novembro de 2013, apontavam crescimento do valor mínimo de aproximadamente 15%. E isso leva a crer que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Educação agiram na ilegalidade, a fim de contemplar reivindicações de governadores e prefeitos que dizem não ter condições de honrar o reajuste definido na Lei do Piso, mas que, em momento algum, provam a propalada incapacidade financeira”, diz o texto apresentado à Justiça.
Em abril de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente ação direta de inconstitucionalidade ajuizada por governadores contra a Lei do Piso (ADI 4167). Em 2013, no exame de embargos de declaração, a Corte confirmou que o pagamento do piso era devido desde o julgamento da ação.
Cristovam é autor também do PLS 155/2013, que determina que a União deve garantir diretamente o pagamento do piso nacional a todos os professores da educação básica pública, mesmo que vinculados a estados e municípios. Para Cristovam, já que a maioria dos governadores e prefeitos alegam não ter condições para arcar com o cumprimento do piso, a União deveria ser obrigada a assumir esse pagamento.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/01/22/juiz-indefere-liminar-pedida-por-cristovam-para-garantir-reajuste-maior-no-piso-dos-professores

Três mil novas vagas serão abertas este ano para a educação infantil em Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá realizará em 2014 uma série de inaugurações de obras que vão beneficiar a educação no município. Pelo menos 12 novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) serão entregues à população ainda este ano, ampliando o atendimento de crianças nas creches e pré-escola.
Conforme o secretário municipal de educação, Gilberto Figueiredo, cada CMEI terá capacidade para atender 244 crianças de 0 a 5 anos de idade, sendo 164 das vagas para crianças de 0 a 3 anos e as demais vagas para 4 a 5 anos.
Serão 2.928 novas vagas abertas ainda este ano. Desse total, 1.968 serão destinadas para crianças de 0 a 3 anos e 960 para 4 a 5 anos.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação atende 16.600 crianças na educação infantil, sendo 6,1 mil matriculadas nas creches (0 a 3 anos e 11 meses) e as demais na pré-escola (4 e 5 anos).
Uma das metas do Plano Nacional de Educação é universalizar, até 2016, o acesso de crianças de 4 e 5 anos na educação infantil. Para tanto, conforme explica o secretário Gilberto Figueiredo, pelo menos 30 CMEIs serão construídos em Cuiabá num prazo de 30 meses, com a média de inauguração de um por mês.
Também é meta do Plano Nacional de Educação ampliar o atendimento a crianças de 0 a 3 anos nas creches.  Até 2022, pelo menos 50% dessa faixa etária deve ter vaga garantida em uma unidade de ensino.
Com os 30 CMEIs inaugurados até 2016 será possível elevar o atendimento nas creches e na pré-escola em 45%, ou seja, serão abertas nesse período 7.320 novas vagas para crianças de 0 a 5 anos.
O maior número das vagas será destinado para crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, com um total de 4.920 matriculas abertas. Um aumento de 82% no atendimento a essa faixa etária.
A rede municipal de ensino de Cuiabá conta hoje com 51 creches, três CMEIs e 92 escolas, com atendimento a quase 50 mil alunos.


Fonte:  Rosane Brandão

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=8121

Secretários das cidades-sede da Copa aderem ao Mundial da Educação

Encontro foi promovido pelo Instituto Inspirare, pelo Catraca Livre e pelo Todos Pela Educação


Secretários e representantes de secretarias de Educação de nove das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 se reuniram em São Paulo na última sexta-feira, dia 17, na sede do Todos Pela Educação, para aderir à iniciativa Mundial da Educação, projeto que pretende conscientizar os cidadãos brasileiros sobre a capacidade educativa dos espaços culturais e esportivos das cidades. O encontro foi promovido pelo Instituto Inspirare, pelo Catraca Livre e pelo Todos Pela Educação.

Na reunião, os gestores falaram sobre projetos relacionados à Copa que já estão sendo realizados em cada município e tomaram conhecimento de como colaborar com o Mundial da Educação. Estruturado em uma plataforma digital, o Mundial tem o objetivo de mapear e difundir informações sobre espaços e atividades de aprendizagem que estão dentro e fora das escolas das capitais que receberão os jogos da Copa. O mapeamento será colaborativo (qualquer cidadão poderá contribuir cadastrando sugestões no mapa do portal) e as atividades pedagógicas serão sugeridas com base no conteúdo do Centro de Referências em Educação Integral (clique aqui para saber mais).
Estiveram presentes no encontro: Cesar Callegari, secretário de Educação de São Paulo (SP); Claudia Costin, secretária de Educação do Rio de Janeiro (RJ); Cleci Maria Jurach, secretária de Educação de Porto Alegre (RS); Edna Rodrigues, coordenadora de ensino e apoio pedagógico de Salvador (BA); Justina Iva de Araújo, secretária de Educação de Natal (RN); Marcelo Aguiar, secretário de Educação Brasília (DF); Roberlayne Borges Roballo, secretária de Educação de Curitiba (PR); Rogério de Melo Morais, secretário executivo de gestão pedagógica de Recife (PE) e Sueli Maria Baliza Dias, de Belo Horizonte (MG).
Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, a Educação pública precisa ser vista como uma paixão nacional, assim como o futebol. “Temos de aproveitar esse grande momento que o Brasil vive de coalização em torno do Mundial para criar um pacto nacional pela nossa Educação”, disse.
Anna Penido, diretora-executiva do Instituto Inspirare, concorda. “Essa efervescência precisa gerar mais que estádios. Vamos apoiar escolas, comunidades e famílias e também os governos, para termos cada vez mais cidades mais abertas e criativas”, disse.
Segundo ela, a ideia de mapear oportunidades educacionais nas cidades da Copa e, com base nisso, apoiar unidades de ensino e comunidades escolares a usar esses equipamentos (que podem ser praças, clubes, museus, centros culturais), pode ajudar a incrementar a Educação integral nessas capitais.
O jornalista Gilberto Dimenstein, coordenador do Catraca Livre, completa: “Não vamos reinventar a roda. A ideia é não gastar dinheiro: é fazer mais com o que já temos”, reforçou.
Além do mapeamento, as cidades deverão indicar “embaixadores” do Mundial, que poderão ser alunos, professores, gestores ou lideranças comunitárias.
“Esses embaixadores vão receber uma formação presencial sobre mobilização e serão responsáveis pela multiplicação das possibilidades de uso educacional dos espaços das cidades”, explicou Anna Penido.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/29346/secretarios-das-cidades-sede-da-copa-aderem-ao-mundial-da-educacao/

Sem salário, professores protestam com greve nesta quinta

Henrique Nascimento - Presidente do SINTEP MT
DÉBORA SIQUEIRA
DA REDAÇÃO
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) não entraram em acordo sobre o pagamento do salário dos professores interinos, no mês de janeiro.

Diante disso, os profissionais da rede estadual de Educação paralisaram as atividades nesta quinta-feira (23) para protestar contra o Governo.

A categoria exige que o Estado regularize a situação dos profissionais em regime de contrato, que estariam trabalhando sem salário ou qualquer tipo de garantia.

Para os profissionais, o Governo se mostra irredutível e mantém o argumento de que, mesmo sem trabalhar durante os 67 dias de greve no ano passado, os professores contratados receberam.

Portanto, trabalhar os 30 dias de janeiro sem ganhar nada seria uma forma de contrapartida. Os contratos com os professores interinos vão começar a partir de 3 de fevereiro.
"Todos aqueles e aquelas que não retornaram e não querem retornar não têm que sofrer nenhum tipo de pressão ou sanção, pelo fato de exercer o seu direito, o da greve"


Conforme o Sintep, de um total de 22,5 mil professores da rede estadual, pouco mais de 50% são docentes contratados. Os demais são servidores de carreira.

Para o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento, apesar de alguns avanços na reunião como a convocação de professores aprovados em concurso e a realização de um novo certame atendeu parte das reivindicações. Oprincipal problema ainda continua.

“O Estado tem um parecer diferente do nosso, em cima da decisão da desembargadora Serly Marcondes, que tem a mesma linha da interpretação do Sintep: a partir do dia 23 de dezembro de 2013, a data em que se encerrou o contrato, nenhuma das partes tem compromisso entre si. Portanto, para nós, todos aqueles e aquelas que não retornaram e não querem retornar não têm que sofrer nenhum tipo de pressão ou sanção, pelo fato de exercer o seu direito, o da greve. A situação terá que ser resolvida do ponto de vista jurídico e nós iremos tomar as medidas cabíveis”, disse o sindicalista.

Outro ponto de avanço, segundo o presidente do Sintep/MT, foi sobre a questão da atribuição da aula e o calendário escolar, que também foi debatido.

“Conseguimos dialogar melhor hoje sobre o calendário, esperamos que a Seduc volta atrás da imposição do calendário escolar, o que é um desrespeito à lei. Afinal, segundo as leis 9.394/96 e 7.040/98, as escolas têm autonomia para elaborar e executar o calendário de acordo com suas especificidades”, disse.

Atos públicos

Por enquanto, Henrique Lopes descarta indicativo de greve, mas o Sintep organiza dois atos públicos, nesta quinta-feira (23) e no próximo dia 31. O primeiro será organizado pelas subsedes e o mote principal é o pagamento dos salários dos professores interinos.

O segundo ato será na data do pagamento dos servidores públicos estaduais. Ele deve ocorrer às 14 horas, em frente à Seduc.


http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=186208

Escolas municipais de Cuiabá serão reformadas em 10 anos, diz secretário

Do G1 MT
A previsão da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá é que os problemas de infraestrutura da rede municipal de ensino da capital sejam sanados no prazo de 10 anos. O principal motivo para o planejamento a longo prazo seria a falta de verba para executar as obras de modernização das unidades escolares. "Vamos dispor de recursos em torno de R$ 15 milhões, mas precisamos de R$ 140 milhões", declarou o secretário municipal de Educação de Cuiabá, Gilberto Gomes de Figueiredo.
Início das aulas Por conta desse déficit, a alternativa adotada pela secretaria foi a de priorizar as unidades de ensino que estão em piores condições. No entanto, Gomes explicou que a relação dos nomes das escolas será definida em conjunto com professores e dirigentes das escolas, de modo que as obras ocorram sem prejudicar o ano letivo dos estudantes. Devido ao período de chuvas, as primeiras obras só devem iniciar a partir de março deste ano.
As aulas da rede municipal de ensino de Cuiabá começaram nesta terça-feira (21). Ao todo, 50 mil alunos de escolas, creches e centros de educação infantil iniciaram nesta data o ano letivo de 2014. Só na capital, a rede de ensino conta com cerca de seis mil profissionais, que passaram por um curso de formação para receber os estudantes. Cuiabá tem hoje 146 unidades escolares e cerca de 48 mil alunos matriculados.
O cronograma de aulas deste ano sofreu uma alteração por conta da realização da Copa do Mundo. No dia 12 de junho os alunos da rede municipal devem entrar de férias, retornando apenas no dia 13 de julho. Já o fim do ano letivo deve ser concluído em 16 de dezembro.
Creches
O secretário disse ainda que a secretaria enfrenta o problema das faltas de vagas nas creches municipais. Gomes revelou que o desafio é inaugurar nos próximos 30 meses, uma nova creche por dia, a contar do fim de janeiro. “Estou falando em 30, uma por mês”, enfatizou.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/01/escolas-municipais-de-cuiaba-serao-reformadas-em-10-anos-diz-secretario.html

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Prefeitura pagará salário com cheque

A Prefeitura de Cuiabá está implantando medidas para reforçar o controle de assiduidade dos servidores e, consequentemente, a melhoria dos serviços públicos ofertados ao cidadão. Além do sistema de biometria para registro de frequência, que está sendo instalado em todas as secretarias, a partir deste mês servidores efetivos, contratados e comissionados terão que comparecer às Coordenadorias Administrativas Financeiras (CAFs) das respectivas pastas para receber os salários.
A medida visa a acabar com os chamados “servidores fantasmas” e será implantada por etapas. Em janeiro, será aplicada apenas a servidores da Secretaria Municipal de Saúde.
“Estamos indo nas secretarias, levantando a relação dos servidores, verificando a carga horária deles e se estão efetivamente trabalhando. O pagamento será feito em cheque, individualmente, e para receber eles terão que comparecer à secretaria”, explicou o secretário municipal de Gestão, Pascoal Santullo Neto.
O pagamento em cheques será realizado cada mês em uma secretaria, sendo, primeiramente, nas secretarias que possuem maior quantidade de servidores (Saúde, Assistência Social, Educação e Meio Ambiente).
Biometria – O sistema de biometria para registro de frequência já está em funcionamento no Palácio Alencastro e no Pronto-Socorro Municipal e, até o final de fevereiro, será instalado em todas as secretarias.
Conforme cronograma elaborado pela Secretaria Municipal de Gestão, ainda em janeiro o sistema já deverá estar em funcionamento nas secretarias de Saúde, Cultura, Trânsito e Transporte Urbano, Cidades, Assistência Social e na Procuradoria-Geral do Município.
Pronto-Socorro – O equipamento para registro de ponto instalado no Pronto-Socorro Municipal terá que ser substituído por ter sido danificado. Segundo relatos de funcionários da unidade, a falha no equipamento é resultado de ação dos próprios servidores. A instalação do novo sistema na unidade será feita no dia 11 de fevereiro.
Desde o início de sua gestão, o prefeito Mauro Mendes determinou rigor no controle de frequência e horário dos servidores. Após recadastramento realizado no início do ano passado, detectou-se a existência de pouco mais de 50 servidores que não estavam comparecendo regularmente ao trabalho.
Fonte:  Renata Neves
http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=8113

Violência: Polícia Militar vai administrar dez escolas públicas do Estado de Goiás

O GLOBO
A Secretaria de Educação de Goiás decidiu colocar a Polícia Militar para administrar dez escolas públicas, como forma de combater a violência na sala de aula. Os pais dos alunos terão de pagar por isso.
A reforma é geral no Colégio Fernando Pessoa, na cidade Goiana de Valparaíso, a 40 quilometros de Brasília. A partir da próxima semana, a escola será administrada pela Polícia Militar de Goiás.
O diretor será um policial com formação em pedagogia. PMs darão aulas de Educação Física e exigir disciplina dos mais de 200 alunos. As demais matérias continuarão a ser dadas por professores da rede estadual. Valparaíso tem altos índices de violência e os alunos já presenciaram até assassinato em sala de aula.
Em nota, a Secretaria de Educação de Goiás diz que a criação dos colégios é uma medida de segurança preventiva da mais alta eficácia.
Alguns pais apoiam a mudança, como a secretária Rosana Godoy. “Eu estou trazendo meu filho pra cá porque estou apostando no ensino, na segurança, pela disciplina que tem”.
Os alunos vão ter de usar quatro uniformes diferentes e sapatos específicos. Todos são comprados fora da escola e os pais já fizeram as contas. Para vestirem os filhos, vão ter de desembolsar entre R$ 500 e R$ 600. Valor que não cabe no orçamento de algumas famílias.
Os pais também vão ter de pagar R$ 100 de matrícula, R$ 50 de mensalidade e comprar dois livros, que custam R$ 300. Na prática, a escola, antes gratuita, passará a custar pelo menos R$ 1.500 por ano.
Desempregado, o pai de uma das alunas diz que vai tirar a filha da escola. “Eu não tenho condições. Como fica para alguém sem emprego?”.
A Secretaria de Educação de Goiás garante que quem não puder pagar terá vaga garantida em outra escola pública e de graça.

Assista a matéria aqui
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/29345/policia-militar-vai-administrar-dez-escolas-publicas-do-estado-de-goias/

Aula inaugural da rede municipal reúne mais de seis mil profissionais da educação

Muitas metas e desafios para a educação da rede municipal de Cuiabá em 2014, entre eles elevar o percentual de atendimento a crianças de 0 a 5 anos de idade. É o que destacou o secretário municipal de educação, Gilberto Figueiredo, nesta segunda-feira (20) durante a aula inaugural, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso.
O evento, que oficializou o início do ano letivo na rede municipal de ensino de Cuiabá, reuniu cerca de seis mil profissionais da educação, entre professores e técnicos das 146 unidades de ensino.
Conforme o secretário, a previsão para este ano é inaugurar 12 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS), com média de um por mês. O primeiro já tem data marcada e será no próximo dia 30 no bairro Pedra 90.
Ao todo serão 30 CMEIs entregues até 2016, sempre atingindo a média de um por mês. A construção dos CMEIs visa atender uma das metas do Plano Nacional de Educação, que é universalizar o atendimento da educação infantil para crianças de 4 e 5 anos até 2016 e atender 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2020.
Outra meta prevista para a educação, conforme o secretário, é a realização de um novo concurso público ainda este ano. Para tanto, a Secretaria está fazendo o planejamento. “A previsão é que até o final do ano o processo seja finalizado e os aprovados estejam nomeados para assumirem as atividades no início do ano letivo de 2015”, informou o secretário, lembrando que cerca de 700 novos profissionais da educação tomaram posse este ano e já estão assumindo seus cargos.
A avaliação do Plano Municipal de Educação, que deve ser feita Pelo Fórum Municipal de Educação e finalizada no primeiro trimestre deste ano, também foi destacado pelo secretário. “Esse plano deveria ser avaliado em 2012, mas só agora está sendo feito”.
A secretária-adjunta, Marioneide Angelica Kliemaschewsk, destacou que os desafios também são grandes para o setor pedagógico e a Secretaria está investindo muito para fazer o diferencial e promover a inclusão social.
“A Política educacional precisa ser construída de forma que contemple três eixos: gestão, inclusão e formação”, enfatizou a secretária.
Segundo Marioneide, para ser um profissional da educação é preciso ter compromisso, persistência, solidariedade e, principalmente, respeito às diferenças. “A maior tarefa de um profissional da educação é fazer com que a criança sinta o prazer em aprender”, completou.
Na aula inaugural a professora Ivone Boechat, PHD em Psicologia da Educação e Mestre em Educação pela Univesidade Wisconsin-USA, proferiu a palestra “O repensar do currículo, da metodologia e avaliação na educação infantil e educação básica frente aos desafios e superação da aprendizagem”.
Também prestigiaram a cerimônia de abertura da aula inaugural o deputado Emanuel Pinheiro, os vereadores Adevair Cabral e Mario Nadaf, a presidente do Conselho Municipal de Educação de Cuiabá, Regina Lúcia Borges, e representando o Sintep, o presidente João Custódio e Helena Bortolo.

Fonte:  Rosane Brandão

http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias?id=8111

Deputados divergem sobre obrigatoriedade de publicar IDEB

O Distrito Federal e a cidade do Rio de Janeiro já exigem a divulgação das notas. Na Câmara, quatro projetos nesse sentido estão parados na Comissão de Educação há três anos.
Quatro projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados querem tornar obrigatória a divulgação da nota das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em local de ampla visibilidade ou nos meios de comunicação.
Arquivo/ Leonardo Prado
Lelo Coimbra
Lelo Coimbra é favorável às propostas, mas ainda não apresentou seu parecer.
O Ideb tem uma escala de zero a dez e sintetiza dois conceitos sobre a qualidade da educação: a aprovação e a média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática.

O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho nas avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Sistema de Avaliação da Educação Básica e na Prova Brasil. Atualmente, o site do Inep divulga os resultados, que também são enviados em formato de boletim para cada colégio.
O relator das matérias na Comissão de Educação, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), é favorável aos projetos. "Acho que nós deveríamos fazer um esforço para oferecer para a sociedade e para os pais, a informação sobre o perfil daquela escola em relação à sua nota de desempenho no Ideb. Com isso, o corpo docente, a própria comunidade e os alunos estarão imbuídos em proteger, preservar e promover a sua própria escola, sua experiência escolar."
Arquivo/ Beto Oliveira
Professora Dorinha Seabra Rezende
Professora Dorinha: o aluno que frequenta uma escola com nota baixa no Ideb ficará constrangido.
Mas a proposta não é unânime. A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), por exemplo, teme a estigmatização da escola. "Se o meu filho está matriculado na escola A, eu quero saber como aquela escola está, quero acompanhar, fiscalizar. Agora, não interessa isso estar na porta da escola. Você imagina o constrangimento de uma criança que está indo para a escola que o Ideb está 3 e vizinho daquela escola tem uma com Ideb 7. Até que ponto isso ajuda a escola a crescer, na medida em que ela passa a ter uma marca, um resultado, que nem sempre reflete o trabalho daquele momento?"
Onde já está valendo
No Distrito Federal, uma lei em vigor desde o ano passado obriga escolas públicas e particulares a divulgarem em suas dependências a classificação no Ideb.

No município do Rio de Janeiro, a obrigatoriedade vigora desde 2011. Entretanto, na Câmara dos Deputados, as propostas nesse sentido praticamente não evoluíram. A mais antiga delas vai completar três anos (PL 1530/11) e está apensada com as demais (1536/11; 1600/11 e 5325/13) ainda na primeira comissão, a de Educação, onde aguarda a apresentação do parecer do deputado Lelo Coimbra.
Reportagem - Marise Lugullo
Edição – Natalia Doederlein




http://www2.camara.gov.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/460776-DEPUTADOS-DIVERGEM-SOBRE-DIVULGACAO-DAS-NOTAS-DO-IDEB-NA-PORTA-DA-ESCOLA.html

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A dura realidade de ser professor no Brasil

Faltam docentes em várias disciplinas e jovens não têm interesse em seguir a profissão, que paga baixos salários e é uma das menos valorizadas pela sociedade. Plano Nacional de Educação pode ser uma saída

Fonte: Deutsche Welle

Fundamental para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres e bem preparados para o mercado de trabalho, a carreira de professor é uma das menos procuradas pelos jovens brasileiros. Salários baixos, ausência de planos de carreira, instabilidade no emprego devido ao alto percentual de contratações temporárias e também a falta de respeito em sala de aula são alguns dos motivos para a profissão ser uma das menos valorizadas no país.
As estatísticas do último vestibular compravam essa falta de interesse – os cursos que possibilitam uma carreira na docência do ensino básico estão entre os menos concorridos.
Enquanto os cursos mais procurados no vestibular da Fuvest, que seleciona alunos para a USP, têm mais de 50 candidatos por vaga, a concorrência nas licenciaturas e na pedagogia não chega a 10. Na Unicamp, a situação não é muito diferente: apenas a licenciatura em letras ultrapassa os 10 candidatos por vaga.
"A carreira de professor não é atraente e não consegue empolgar a juventude por não oferecer uma perspectiva de futuro que permita ao trabalhador transcorrer o tempo de trabalho com tranquilidade", afirma Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
O desinteresse acaba se refletindo nas salas de aula. Apesar de o último censo da educação básica de 2012 apontar que o país tem mais de dois milhões de docentes, faltam professores nas disciplinas de matemática, física, química e inglês.
Aos profissionais que optaram pelo magistério resta tentar melhorar suas condições de trabalho com greves e protestos. Ao longo de 2013, muitas dessas ações foram manchete em jornais no país inteiro. No Rio de Janeiro, os professores municipais pararam de trabalhar por 77 dias e chegaram a ocupar a Câmara Municipal, de onde foram retirados à força pela polícia militar.
Brasil no fim do ranking
A péssima situação da carreira de professor no Brasil ficou evidente no ranking de valorização elaborado pela fundação educacional Varkey Gems, em 2013. Com base em quatro indicadores – interesse pela profissão, respeito em sala de aula, remuneração salarial e comparação com outras profissões –, a instituição avaliou a carreira em 21 países.
O Brasil ficou em penúltimo lugar. Numa escala que vai de 0 a 100, a avaliação do país ficou bem abaixo da média de 37 pontos, atingindo apenas 2,4 pontos. O país ficou à frente apenas de Israel. A China recebeu 100 pontos, sendo o local onde mais se valoriza a profissão, seguida da Grécia, com 73,7, e da Turquia, com 68.
Mas a grande contradição revelada pelo estudo fica por conta da questão da confiança no professor. Embora a profissão tenha uma péssima reputação, o Brasil é o país que mais confia nos docentes para oferecer uma boa educação.
Falta de profissionais
Para a pesquisadora Gabriela Miranda Moriconi, da Fundação Carlos Chagas, as razões que levam a maioria dos jovens a desistir de seguir uma carreira nessa área são os baixos salários, o desrespeito por parte dos alunos e a falta de valorização da profissão pela sociedade.
O atual piso salarial nacional para professores de nível médio, com uma jornada de trabalho de 40 horas é de 1.697,37 reais. Mas muitos estados não pagam nem mesmo esse valor, que já é bem inferior aos ganhos de outras profissões. Segundo Leão, um profissional de educação ganha, em média, 60% do que outros profissionais empregados no serviço público com a mesma formação.
"Para melhorar a remuneração, a saída encontrada é duplicar ou triplicar, quando possível, a jornada de trabalho como professor ou, em alguns casos, arranjar uma segunda ocupação. Isso prejudica tanto a vida pessoal do profissional como a qualidade do trabalho que ele pode realizar", completa Moriconi.
Medidas para melhorar a situação
Para reverter esse cenário, a profissão precisa passar por um processo de valorização, começando com a criação de um plano de carreira nacional que estimule o aperfeiçoamento dos profissionais e valorize seu tempo de trabalho e também o serviço realizado na escola, afirmam os especialistas.
Outras medidas apontadas são um maior reajuste dos salários, a diminuição das contratação temporárias e o incentivo a uma formação continuada.
Nesse sentido, o Plano Nacional de Educação (PNE), em votação no Congresso Nacional e que deve valer até 2024, pode ser um dos caminhos para tornar a carreira de professor atraente. O PNE prevê equiparar a remuneração dos docentes com a média salarial de outras ocupações de nível superior e a criação de planos de carreira em todos os municípios.
"No entanto, vai ser necessário que o governo federal defina estratégias concretas para garantir que os recursos adicionais previstos no plano cheguem aos estados e municípios e sejam efetivamente empregados para a melhoria dos salários do magistério", afirma Moriconi.
O PNE já foi aprovado na Câmara e no Senado, onde sofreu modificações, e por isso precisa ser novamente votado pelos deputados.
O vice-coordenador da diretoria de educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Andreas Schleicher é otimista em relação às mudanças que estão acontecendo nesse setor no Brasil.
"O governo fez coisas importantes, melhorando as condições de trabalho, aumentando os salários. Em muitos aspectos o Brasil está mudando na direção certa, mas ainda precisa criar um plano de carreira que proporcione o desenvolvimento dos profissionais", opina Schleicher.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/29342/a-dura-realidade-de-ser-professor-no-brasil/

Projeto de Lei institui dedicação exclusiva para professor da educação básica

Senador Cristovam Buarque: autor da proposta
Da Redação

Ao estabelecerem os planos de carreira do magistério público, os poderes públicos competentes instituirão o regime de dedicação exclusiva para os docentes da educação básica, segundo projeto que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.
Os professores da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) que se enquadrarem nesse regime, ainda de acordo com o texto - que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) - receberão remuneração nunca inferior a 70% da recebida por professores de instituições federais deeducação superior com titulação equivalente.
Do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e dos então senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Augusto Botelho (PT-RR), a proposta (PLS 4/2008) estabelece que os sistemas de ensino facultarão aos atuais ocupantes de cargos de docentes a opção pelo regime de dedicação exclusiva.
Apesar de ser uma condição facultativa aos docentes, Cristovam Buarque diz acreditar que a exclusividade, além de melhorar os salários dos professores, fará com que o país tenha uma escola com melhor qualidade.
“Parte do problema jaz na falta de atratividade do cargo de professor da educação básica. Afinal, como é que uma mesma unidade da federação remunera, de forma diferenciada, profissionais que, tendo a mesma formação, exercem a mesma função?”, indaga o senador.
Em seu parecer favorável ao projeto, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) reconhece que a garantia de melhores salários para os docentes da educação básica e a instituição da dedicação exclusiva para essa carreira funcionarão como forma de valorizar esses profissionais e atrair novos quadros.
“Há, ainda, boas cabeças que, mesmo tendo vocação, sequer imaginam lecionar, desestimuladas pelas precárias condições de trabalho e pela baixa e injusta remuneração. Uma remuneração condigna permitirá a nossos docentes não mais precisarem cumprir jornadas múltiplas em mais de um emprego, às vezes, apenas precários bicos”, pondera Mozarildo.
Antes de ir para a CCJ, o projeto foi aprovado pela Comissão de Educação (CE).
Agência Senado

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/01/09/ccj-pode-analisar-projeto-que-institui-dedicacao-exclusiva-para-professor-da-educacao-basica

Bem-vindos ao ano letivo


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mercadante deixa o MEC

NATUZA NERY
DE BRASILIA
A transição na Casa Civil começará a ser feita no fim de semana, quando Gleisi Hoffmann, hoje titular da pasta, retorna das férias a Brasília.
A presidente Dilma formalizou no sábado (18) o convite a Aloizio Mercadante. Hoje titular da Educação, ele substituirá a petista à frente do ministério.
Segundo interlocutores da Casa Civil, uma sala já foi colocada à disposição do ministro no Planalto para que ele possa começar a articular a transferência de comando.
Gleisi deixará o governo para se dedicar à campanha ao governo do Paraná. Pela legislação, ministros que vão disputar as eleições de outubro precisam deixar a Esplanada dos Ministérios até o início de abril.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1400177-casa-civil-se-prepara-para-receber-aloizio-mercadante.shtml

Projeto de monitoria faz toda a turma avançar em Matemática

Pricilla Honorato
Incentivar o talento e auxiliar quem tem dificuldades em matemática. Esses eram os objetivos da professora de matemática Simone de Carvalho, da Escola Municipal Ivo Silveira, em Capinzal, interior de Santa Catarina, com o projeto “Monitores: aprender, reaprender e ensinar matemática”, realizado por ela em 2013. Os números podem ser um grande desafio para os adolescentes, mas as turmas do 6º ao 9º ano de Simone descobriram que é mais fácil aprender matemática quando há uma troca de conhecimentos entre os próprios alunos. “Eu percebi que, em grupo, os alunos interagiam melhor – alguns aprendiam mais fácil com a linguagem dos próprios colegas. Com isso, foi nascendo a ideia do projeto”, conta a professora.
Os esforços de Simone e a colaboração dos alunos renderam não só boas notas no final do ano como levaram o projeto a concorrer e a ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 – 2013, concedido anualmente pela Fundação Victor Civita (saiba mais sobre o prêmio aqui).

Autonomia
Para Simone, que leciona desde 2010, todas as disciplinas precisam ser apresentadas aos alunos de modo instigante. Com isso em mente, ela decidiu que as aulas no ano de 2013 seriam diferentes.
Observando que em todas as turmas havia alunos com dificuldades e alunos que sempre estavam adiantados com as lições, ela planejou um projeto em formato de monitoria de modo a atender essa diversidade. Assim, a afinidade de alguns com a matemática seria estimulada e a dificuldade de outros, superada. Além disso, conseguiria fortalecer os laços interpessoais e garantir a integração dos estudantes.
Os alunos selecionados como monitores foram preparados em encontros semanais, nos períodos de contraturno. Nessas aulas, os estudantes foram familiarizados com o projeto e receberam reforço de seus conhecimentos. O momento também foi aproveitado para o desenvolvimento de atividades para as quais os alunos puderam trazer as próprias contribuições.
“Os estudantes traziam sugestões de problemas ou atividades – mesmo os mais jovens, do 6º ano, contribuíram. Eu deixava que eles participassem, porque esse era um dos ‘segredinhos’ do projeto: deixar que fossem mais autônomos”, explica.
Inclusão
Em uma das turmas de Simone estava Luciane Heller, uma aluna surda-muda com muita aptidão para matemática. “No caso dela, o projeto serviu mais para a integração dela com os demais. Ela se sobressai na disciplina e conseguia ajudar os colegas”, relembra a educadora.
Depois das atividades em grupos, aula de monitoria no contra turno e com ajuda de uma intérprete, Luciane começou a se relacionar melhor com a turma. Segundo Simone, mesmo com a deficiência auditiva, ela passou a ajudar os colegas. “Era um desafio para ela, para mim, para os monitores e para a turma. Foi um grande aprendizado para todos nós”.

“Quero ser professor!”
Além de sala própria para o projeto, reservada pela escola, a professora tinha o desafio de encontrar lugares diferentes onde os estudantes pudessem aplicar seus conhecimentos. Para isso, utilizou o pátio e o bosque próximo à instituição. Entre os materiais empregados nas atividades, a educadora utilizou sucata e material reciclável.
“Como eu estava acompanhando o dia a dia das atividades, pude observar a evolução de perto. No final do ano, muitos passaram nas provas sem quase nenhuma dificuldade”, comenta.
Continue lendo:

http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/29334/projeto-de-monitoria-faz-toda-a-turma-avancar-em-matematica/

PEC passa para a União responsabilidade de financiar educação básica

Iara Guimarães Altafin

O Senado pode votar neste semestre proposta de emenda à Constituição que estabelece como responsabilidade da União o financiamento da educação básica pública. A matéria está pronta para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), seguindo depois para dois turnos de votação em Plenário.
educação básica é formada pela educação infantil (para crianças até cinco anos), ensino fundamental e ensino médio, sendo os dois primeiros níveis prioridade dos municípios e o terceiro, dos estados e do Distrito Federal. À União cabe manter instituições federais públicas de ensino tecnológico e superior, além da função de garantir igualdade de oportunidades educacionais e qualidade do ensino, mediante assistência técnica e financeira aos demais entes.
Para o autor da proposta (PEC 32/2013), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Brasil já obteve avanços com a universalização da matrícula pela obrigatoriedade de educação básica. No entanto, ele observa que ainda há muita desigualdade de qualidade do ensino, especialmente pela dificuldade de financiamento municipal. Por isso, ele quer estabelecer o financiamento federal como norma constitucional.
Conforme o senador, as famílias das classes média e alta, que podem pagar pelo serviço privado, em geral matriculam os filhos aos dois anos de idade na pré-escola, em ambientes confortáveis, bem equipados e com professores qualificados. Já para grande parcela da população, a escola “começa aos sete, em prédios decadentes, sem equipamentos adequados, e o dia de aula não passa de duas a três horas, sem complementação. Estes normalmente a abandonam antes dos 15 anos”.
Ele considera que o regime federativo de colaboração entre sistemas públicos de ensino tem resultado no “instituto da irresponsabilidade”, que alimenta “a fábrica de brasileiros marginalizados da cultura letrada e digital em que se converteu a maioria de nossas escolas públicas de educação básica”. Para mudar essa situação e assegurar qualidade ao ensino básico público, ele propõe a federalização da educação.
O relator na CCJ, senador Pedro Simon (PMDB-RS), concorda que não tem ocorrido apoio financeiro da União aos estados e municípios nos níveis esperados, dificultando o acesso igualitário de oportunidades educacionais preconizadas na Carta.
No entanto, Simon apresentou emenda para explicitar que o papel da União de financiamento daeducação básica pública deve ocorrer sem prejuízo de transferências a municípios, estados e DF já especificadas na Constituição Federal.
Ele também incluiu parágrafo para determinar que a União continuará responsável pelo sistema federal de ensino superior. “Sem essa previsão constitucional, os estados poderão ser pressionados a autorizar o funcionamento de cursos superiores e a credenciar instituições de ensino superior para atender a interesses locais, nem sempre condizentes com o esforço de qualificação que o país tem feito ao longo das últimas décadas”, justificou Simon.
O relator também quer manter a responsabilidade da União de “equalizar oportunidades educacionais e padrão uniforme de qualidade do ensino”, o que inclui desde a implantação de estruturas físicas até a implantação de carreira nacional dos profissionais da educação básica pública.
Agência Senado

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/01/08/pec-passa-para-a-uniao-responsabilidade-de-financiar-educacao-basica

Livros de escolas públicas terão versão digital em 2017

Mariana Tokarnia

Da Agência Brasil, em Brasília
Em 2017, todos os livros das escolas públicas terão versão digital. Essa é a estimativa do diretor de Ações Educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Rafael Torino. Com o livro digital, os estudantes e professores poderão acessar conteúdos interativos, poderão clicar em uma imagem e assistir a um vídeo, poderão selecionar uma palavra e ter acesso a um jogo. Tudo pelo computador ou tablet. Isso facilitará as atualizações. O papel, no entanto, não perderá espaço. 
"A tecnologia deve entrar de forma gradual e deve entrar de forma complementar ao papel. O papel ainda é a mídia universal, usado por qualquer aluno em qualquer lugar do Brasil, independentemente de condições externas", analisa. Embora a tecnologia já seja uma realidade em muitas escolas privadas, em um universo de mais de 40 milhões de estudantes de escolas públicas de todas as regiões brasileiras, fatores como o acesso à internet, à tecnologia e mesmo à eletricidade devem ser levados em consideração.
As experiências com a digitalização começaram a ser feitas no ano passado, no ensino médio, com a distribuição de tablets aos professores da rede pública. O FNDE comprou a versão PDF de 230 títulos do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) por R$ 20 milhões.
Para 2014, a digitalização já foi pensada no edital. Os livros que serão distribuídos este ano pelo programa trazem um elemento a mais, os chamados objetos educacionais digitais. São vídeos e jogos educativos disponibilizados em DVDs, que podem ser livremente copiados pelos estudantes. O material será disponibilizado também online. O custo para o FNDE foi R$ 68 milhoes - o total gasto com os livros chegou a R$ 570 milhões.
A oferta de conteúdos digitais era optativa no edital, cerca de 45% dos livros têm materiais digitais. Esses livros serão entregues aos estudantes do 6º ao 9º ano. Para o próximo ano, cujo foco será o ensino médio, o edital pedia também opcionalmente o livro digital. Segundo Torino, 85% das propostas recebidas têm o livro digital. 
"Atualmente é opcional e a maioria já apresentou [a versão digital]", diz Torino. A digitalização trará também outro benefício: a atualização. O edital do livro didático é lançado com dois anos de antecedência. Depois, são três anos até que os livros sejam trocados. "Até lá, Plutão pode deixar de existir", exemplifica o diretor. No papel, a substituição demora e significa mais gastos. Na versão digital, as editoras podem fazer alterações instantâneas pela internet.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/01/17/livros-de-escolas-publicas-terao-versao-digital-em-2017.htm

Declaração para um novo ano

20 para 21  Certamente tivemos que fazer muitas mudanças naquilo que planejamos em 2019. Iniciamos 2020 e uma pandemia nos assolou, fazendo-...